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domingo, 18 de junho de 2017 Sem categoria | 14:45

Desgovernado, “A Múmia” erra em tudo que pode e inicia mal o Dark Universe

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Filme que dá o pontapé inicial no universo compartilhado de monstros da Universal coloca Tom Cruise como o escolhido de uma múmia milenar para receber o Deus da Morte e, apesar do plot, é ruim

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Depois de tentar reerguer sua marca de monstros com “O Lobisomen” (2010), de Joe Johnston, e “Drácula: A História Nunca Contada” (2014), de Gary Shore, a Universal dá o pontapé inicial no que chama de Dark Universe, um universo compartilhado entre seus monstros – inspirado pelo bem sucedido modelo da Marvel – com “A Múmia” (2017). O filme de Alex Kurtzman (roteirista da nova trilogia “Star Trek” e de alguns filmes da série “Transformers”) e estrelado por Tom Cruise é uma salada muito mal azeitada.

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A aposta da Universal de contar com astros na confecção deste universo, à primeira vista, parece acertada. Mas no alcance de “A Múmia”, acaba se provando inadequada já que a produção se assevera como mais uma aventura de Tom Cruise – e uma anêmica e pouco convincente.

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O primeiro equívoco talvez seja o foco em Nick Morton (Cruise), um mercenário contratado do exército americano que tenta saquear tesouros no Iraque entre uma missão e outra, e não na múmia que ascende o interesse do público no bom prólogo que explica seu passado como uma princesa egípcia deliberadamente excluída da História. O segundo equívoco, e este muito mais grave, é o conflituoso desenvolvimento narrativo. Kurtzman não é nenhum Guillermo Del Toro ou M. Night Shyamalan e, portanto, não tem propriedade o suficiente para tecer uma trama que alie humor, terror e senso de aventura.

Tom Cruise em cena de "A Múmia": Não missão impossível, mas é como se fosse...

Tom Cruise em cena de “A Múmia”: Não missão impossível, mas é como se fosse…

“A Múmia” afasta qualquer resquício de horror, ainda que não admita isso, em favor de uma aventura que mira em “Indiana Jones” e acerta em “Pluto Nash”. É caótico na apresentação dos fatos – tudo em nome de easter eggs para o futuro do já trôpego universo de monstros -, tem cenas de ação pouco empolgantes, a despeito dos bons efeitos especiais e piadas que beiram o constrangimento – como a que Tom Cruise faz no fraco clímax do filme.

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Esse talvez seja o pior filme estrelado pelo astro, que parece cada vez mais fissurado em emplacar franquias, nos últimos 30 anos. É um dado nada desprezível. Ainda que não seja uma refilmagem oficial do filme de 1999 estrelado por Brendan Fraser, este “A Múmia”, que guarda, sim, similaridades com o filme de Stephen Sommers, se apequena na comparação. Em meio a bagunça criativa que o viabilizou, “A Múmia” se fia como um mau presságio para o Dark Universe.

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