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quinta-feira, 12 de outubro de 2017 Críticas, Filmes | 18:26

“O Advogado” captura tensão entre as Coreias no despertar da consciência de seu protagonista

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Produção sul-coreana de 2013 chega finalmente ao País com a deferência de ser um dos maiores sucessos de bilheteria da história da Coreia do Sul

Divulgação

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Estreia deste fim de semana em São Paulo, “O Advogado” chega referendado pelo fato de ser uma das maiores bilheterias do cinema sul-coreano e por ser inspirado na história de Roh Moo-hyun, advogado tributarista que se tornou o nono presidente do País.

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O filme se escora no “Burim Case”, de 1981, durante o regime militar do autoritário Chun Doo-hwan, quando 22 estudantes, professores e trabalhadores foram presos sob a alegação de serem simpatizantes de norte-coreanos. “O Advogado”, portanto, se incumbe de avalizar as tensões entre as coreias e, também, de ser um filme sobre o despertar político de um “self made man”.

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O esnobado advogado Song (Kang-ho Song) não tem clientes, nem conexões, mas é particularmente engenhoso. Tanto que virou advogado mesmo não tendo todas as graduações jurídicas necessárias para isso. É importante ter em mente que o sistema legal da Coréia do Sul difere fundamentalmente do brasileiro, mesmo do americano que costuma ser uma referência no cinema.

Song é até mesmo um pouco arrogante e não tem consciência de sua alienação. A coisa começa a mudar de figura quando ele se depara com um caso indesejado de um jovem acusado de um crime e torturado na prisão. Ninguém parece disposto a defendê-lo e Song só aceita o caso, a princípio, como um favor para uma pessoa importante em sua vida.

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“O Advogado” não é um filme exatamente especial, é até um pouco mais longo do que o desejável, mas o diretor Woo-Seok Yang trabalha os códigos de gênero muito bem. O filme começa como uma comédia algo cínica, envereda pelo thriller de tribunal e se consagra como um drama com fundo humanista.

“O Advogado” é, portanto, uma opção para quem quer fugir da programação mais comercial e fazer um esquenta para a Mostra internacional de São Paulo que se avizinha.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Valmer 13/10/2017 10:50

    É bom que se mostre que existem outros países no mundo (que produzem filmes) além dos EUA, pena que tarde demais. Agora falemos mais de filmes sulamericanos e indianos! Hehehe

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