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quinta-feira, 23 de novembro de 2017 Análises, Atores | 11:27

A carreira de Michael Fassbender sobrevive depois de seu péssimo 2017?

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Michael Fassbender em cena da estreia "Boneco de Neve"

Michael Fassbender em cena da estreia “Boneco de Neve”

Em maio de 2014, Michael Fassbender foi alvo de um texto mega elogioso no blog intitulado “Michael Fassbender: o ator do momento, já há algum tempo”. Três anos e um punhado de filmes malsucedidos depois, a constatação de outrora parece não proceder mais. Pior: o ator alemão de ascendência irlandesa parece ter sua carreira em uma crise potente de viabilidade.

Com o lançamento de “Boneco de Neve” nos cinemas brasileiros, um dos filmes mais mal avaliados de 2017, Michael Fassbender atinge um indesejado grau de saturação. Há de se ponderar se sua carreira continuará depois de tantos fracassos comerciais, filmes mal recebidos pela crítica e outros tantos esquecíveis.

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Se no início da década, o ator esbanjava talento, faro e bom gosto em produções como “Shame”, “Um Método Perigoso”, “Frank” e “12 Anos de Escravidão”, que lhe valeu sua primeira indicação ao Oscar, agora agoniza com os fracassos de “Assassin´s Creed”, “Alien Covenant” e má aceitação de produções como “Song to Song” e o referido “Boneco de Neve”.

Michael Fassbender e Marion Cotillard em cena de "MacBeth", um dos primeiros filmes ruins do ator

Michael Fassbender e Marion Cotillard em cena de “MacBeth”, um dos primeiros filmes ruins do ator

Não se pode dizer que Fassbender agiu equivocadamente. Buscou parcerias com cineastas renomados e estimados pela crítica (Terrence Malick, Ridley Scott e Derek Ciafrance), estabeleceu vínculo comercial com um estúdio, a FOX (Alien, X-Men e Assassin´s Creed), produziu filmes com potencial de franquia (Assassin´s Creed e “Boneco de Neve”), investiu em material com pedigree e apostou na visão de Matthew Vaughn para seu Magneto. Visão esta, é bem verdade, que se deteriorou nas sequências.

Ocorre que em um espaço de dois anos – desde a indicação ao Oscar de melhor ator por “Steve Jobs” (2015), que já não era um grande filme – Fassbender só lançou filmes percebidos como ruins ou desnecessários (e foram oito lançamentos).

A combinação de baixa qualidade e ranço com o volume de produções lançadas pode ser fatal. Não à toa, tirando a participação no próximo filme da franquia mutante, Fassbender não está envolvido em nenhuma produção. Há quem diga que o ator vai dar um tempo no cinema. Claro, foi um ritmo intenso. Mas foi um ritmo intenso que não deu bons frutos. Há de se esmerar melhores projetos no futuro e, claro, assumi-los com maior parcimônia.

Cena de "Song to Song" Fotos: divulgação

Cena de “Song to Song”
Fotos: divulgação

Ficou patente para Michael Fassbender que a solução não está no volume de lançamentos. No início da década, por exemplo, ele figurou apenas em uma franquia e fez produções bem alternativas, colaborando com cineastas originais e senhores de sua liberdade. Não foi exatamente o que aconteceu aqui. Mais: agora ele já tem um lastro como astro e a perspectiva de toda e qualquer produção em que se envolver será diferente. A carreira pode sobreviver, mas para não virar um novo Nicolas Cage é preciso um pouco mais de planejamento e compreensão de seus objetivos.

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