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Arquivo de junho, 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018 Bastidores, Notícias | 19:18

Rede Telecine passa a exibir filmes novos da Sony

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Cena de "Homem-Aranha: De Volta ao Lar"

Cena de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”

A Rede Telecine já detinha a maioria dos estúdios de cinema em seu portfólio e acaba de garantir mais um. A Sony Pictures passa a distribuir na primeira janela na televisão, ou seja, após lançamento em cinemas e home-vídeo (DVDs, Blu-Rays e on demand) os filmes do estúdio. Com isso, produções como “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” e “Águas Rasas”, que já estavam na programação da HBO seguem para o Telecine Premium.

A negociação ocorreu de surpresa. Procurado pela coluna, o Telecine comemorou a boa nova. “Sempre estamos em busca de mais filmes para nossos assinantes e fechamos um pacote com a Sony para enriquecer ainda mais nosso portfólio. Continuamos trazendo com exclusividade e em primeira janela todos os filmes de cinco grandes estúdios e complementamos nossa oferta com títulos adquiridos no mercado, inéditos ou não.”

Os cinco grande estúdios mencionados são Universal, FOX, Paramount, Dreamworks e Disney. Este último tinha até cerca de seis anos atrás contrato de exclusividade com a HBO. A Sony ainda tem um contrato de primeira janela com a HBO. Tanto o é que o blockbuster “Blade Runner 2049”, um dos melhores filmes do ano passado, estreia na programação do canal em 7 de julho. Mas o acordo com o Telecine é um ensaio para mudança de ares. É inédito na história dos canais premium da TV por assinatura brasileira um estúdio distribuir seus filmes novos em dois canais rivais.

A HBO tem o histórico de apostar em produções originais e independentes, enquanto que o Telecine investe pesadamente em conteúdo comercial e de acervo. Estrategicamente, a migração da Sony da HBO para o Telecine faz sentido. É inegável, porém, que pressiona a gigante global no Brasil, já que o canal da Globosat tende ao monopólio na distribuição dos grandes filmes. A HBO ficaria apenas com a Warner, estúdio que integra o conglomerado de comunicação Time Warner que também controla a HBO, e está atravessando um intrincado e de ramificações ainda imprevisíveis processo de fusão com a AT&T.

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Críticas, Filmes | 18:43

Surpreendente, “As Boas Maneiras” é reflexo do amadurecimento do cinema de gênero brasileiro

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Cena do filme "As Boas Maneiras"

Cena do filme “As Boas Maneiras”

O cinema de gênero no Brasil ainda está muito vinculado à máxima de tentativa e erro. Não existe uma cultura de produção ou apreciação formada, mas Marco Dutra e Juliana Rojas estão contribuindo para a insurgência de uma bem-vinda nova realidade. “As Boas Maneiras”, destaque em festivais mundo afora, é um reflexo dessa força criativa que pensa o cinema brasileiro de um jeito global, mais técnico, uníssono e bem resolvido.

Eis aqui um filme de criatura, mas sem medo de assumir suas peculiaridades. “As Boas Maneiras” é um thriller que flui para um drama, se descobre um musical sem deixar de ser também uma comédia que se vale dos signos do terror. Não é uma equação fácil e os realizadores ainda acham espaço para discutir sexualidade, preconceito e afirmação em um filme cheio de pequenos grandes momentos.

Esteticamente ousado – há mudança de protagonista, de tom e registro, o filme de Rojas e Dutra é tão brasileiro quanto universal e registrar isso não é alienar suas muitas outras virtudes, mas para o contexto de um embrionário (bom) cinema de gênero no País é um destaque providencial. A estranheza e esquisitice desse filme de lobisomem folclórico e poético ficam com o espectador. Não é todo filme de gênero que consegue propulsar tantas e difusas emoções.

Marjorie Estiano e Isabél Zuaa em cena de "AS Boas Maneiras"

Marjorie Estiano e Isabél Zuaa em cena de “AS Boas Maneiras”

Marjorie Estiano, uma atriz tão inteira e intuitiva, jamais esteve melhor. Aqui ela é Ana, uma moça do interior vivendo na cidade grande que está grávida e decide contratar uma babá. É com Clara (a excepcional Isabél Zuaa) que o filme começa. Ela está retraída e insegura da entrevista. Mas há uma sinergia entre ela e Ana, dois seres acuados de alguma maneira pela vida e pelas circunstâncias. A cumplicidade que se constrói dali em diante encanta tanto quanto o mistério sobre os efeitos da lua cheia sobre Ana, seu desejo incessante por carne vermelha e a ausência desse noivo que ela tanto fala.

O filme tem um segundo ato radicalmente diferente do que se poderia imaginar – e que explora mais a fundo a questão da licantropia.

Juliana Rojas, que já havia feito um musical com toques de horror com “Sinfonia da Necrópole” (2014) e Dutra, um drama com pitadas de sobrenatural com “O Silêncio do Céu” (2016), aqui conjugam essas experiências em uma explosão gráfica e de atmosfera como raramente o cinema brasileiro ofertou.

A catarse que brota de “As Boas Maneiras” não é filtrada e há muitas maneiras de se olhar para o filme – as óticas da maternidade e da sexualidade são apenas as mais efusivas -, mas é inegável que criatividade, coragem e originalidade são seus predicados mais valorosos. Mesmo que se resista ao saldo final, a impassibilidade não é uma possibilidade dada ao espectador.

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quinta-feira, 14 de junho de 2018 Críticas, Filmes | 16:46

“Dovlatov” captura efervescência cultural na União Soviética

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Filme russo estreia nos cinemas brasileiros no dia da abertura da Copa do Mundo 2018 na Rússia

Dovlatov

A sombra projetada por Tchekhov, Dostoiévski, Tolstói, Pushkin, Nabokov e tantos outros escritores russos não é pequena e Sergei Dovlatov sentiu isso na pele por muitos anos enquanto seus manuscritos eram rejeitados pela mídia oficial soviética por não serem compatíveis com o espírito que a União Soviética queria fomentar.

É esse período histórico que o filme “Dovlatov” se ocupa. O longa de Alexey German Jr. mostra como a intelectualidade russa se afasta dos ideais encampados pela União Soviética no alvorecer da década de 70. “A década de 70 entrou como uma geada”, reconhece o protagonista em sua narração em off em um dado momento. Em outro vaticina: “Ficção e realidade são inseparáveis na União Soviética”.

Com rimo lento, muitos planos-sequência e enquadramentos quadrados, o filme tateia um sentimento de despertencimento e incômodo. A cultura da União Soviética está morrendo. Este é o diagnóstico de Dovlatov e outros escritores cerceados por um regime que busca “capacidade moderada de escrita e não muito talento”.

Milan Maric vive esse escritor consciente de sua condição de fracassado com charme e carisma. Seu personagem representa a integridade artística e é por sua relação idealística, mas também prática com a União Soviética que “Dovlatov” filtra seu discurso. Um filme que reverencia o legado russo com a perspectiva de que a revolução comunista subtraiu mais do que acrescentou a esse legado.

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quarta-feira, 13 de junho de 2018 Filmes, Notícias | 17:52

Novo filme de Spike Lee ganha título e trailer nacionais

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Spike Lee orienta seus atores nos bastidores de "Infiltrado na Klan"

Spike Lee orienta seus atores nos bastidores de “Infiltrado na Klan”

Vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de cinema de Cannes, “Blackkklansman” ganhou título e trailer nacionais. O mais novo e aclamado filme de Spike Lee vai se chamar “Infiltrado na Klan” em terra brasilis. A previsão de estreia é para o mês de novembro e a distribuição será da Universal Pictures. Nos EUA, o filme será lançado em agosto.

No início dos anos 1970, em um tempo de grande agitação social e luta por direitos civis, Ron Stallworth (John David Washington) torna-se o primeiro detetive afro-americano na Policia de Colorado Springs. Sua chegada, no entanto, é recebida com ceticismo e hostilidade pelo próprio departamento. Destemido, Stallworth decide fazer a diferença por si mesmo e corajosamente se inclui em uma missão perigosa: se infiltrar na Ku Kux Klan.

Colocando-se como um extremo racista em prol de uma América Branca, Stallworth contata a organização e logo se vê convidado a entrar para o círculo de encontros da Klan. Com a investigação correndo em sigilo, o colega de Stallworth, Flip Zimmerman (Adam Driver) se posiciona como Ron nas reuniões presenciais do grupo de ódio. Juntos, os oficiais decidem derrubar a organização ao terem acesso a informações privilegiadas de uma trama mortal.

Além de John David Washington e Adam Driver, os atores Topher Grace, Corey Hawkins, Laura Harrier, Ryan Eggold, Jaspar Pääkkönen e Ashlie Atkinson completam o elenco.

 

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