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Arquivo de julho, 2018

domingo, 29 de julho de 2018 Filmes, Notícias | 19:06

Mais jovem traficante e informante da história dos EUA é tema de “White Boy Rick”

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Matthew McConaughey em cena de "White Boy Rick"

Matthew McConaughey em cena de “White Boy Rick”

Mesmo fora do circuito de festivais, Toronto e Veneza anunciaram seus respectivos line-ups no início da semana, “White Boy Rick” suscita burburinho para a temporada de premiações e é a grande aposta da Sony Pictures para a temporada do Oscar 2019. Dirigido por Yann Demange, proveniente da TV americana, o longa tem Matthew McConaughey, Jennifer Jason Leigh, Bruce Dern e Eddie Marsan no elenco. O protagonismo fica por conta do estreante Richie Merritt.

Ambientando na Detroit dos anos 1980, no auge da epidemia de crack e da Guerra às Drogas, “White Boy Rick” é baseado na tocante história real de um pai colarinho azul e de seu filho adolescente, Rick Wershe Jr., que se tornou um informante infiltrado da polícia e, depois, um traficante, antes de ser abandonado por seus agentes e parceiros e sentenciado à prisão perpétua. A estreia no Brasil está agendada para 31 de janeiro de 2019. Nos EUa, o longa abre em setembro, primeira janela para filmes que miram no Oscar, mas não necessariamente tem a plataforma dos festivais para decolar. 

O trailer, que pode ser visto abaixo, dá pistas de uma história tensa, cheia de reviravoltas e com atuações ao gosto da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A receptividade a “White Boy Rick” irá dizer se o filme tem realmente chances de chegar ao Oscar ou se nem sequer chegará aos cinemas brasileiros.

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Análises, Filmes | 15:27

Como “Efeito Fallout” muda estrutura da franquia e projeta futuro de “Missão Impossível”

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Em cartaz nos cinemas do Brasil e dos EUA, “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, sexto exemplar da franquia iniciada em 1996, marca uma nova fase para a série. É inegável que Tom Cruise, em sua vertente de produtor, passou por poucas e boas com a série, mas é igualmente inegável o fôlego que a série apresenta. Algo extremamente incomum para um sexto filme.

Cena de "Missão: Impossível - Efeito Fallout": filme muda o jeito de ser e de ver a franquia

Cena de “Missão: Impossível – Efeito Fallout”: filme muda o jeito de ser e de ver a franquia

“Efeito Fallout” estreou na liderança das bilheterias dos EUA e muito bem nos outros 36 mercados internacionais que debutou, inclusive no Brasil. Com US$ 154 milhões em caixa, cerca de US$ 62 milhões provenientes do mercado doméstico, essa é a maior bilheteria de estreia da série.

Leia também: Pura adrenalina, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” dá novo fôlego à série

O sexto longa, dirigido e roteirizado pelo mesmo Christopher McQuarrie de “Nação Secreta”, quebra um paradigma da série. “Efeito Fallout” é uma continuação direta do filme anterior. Mais: se comunica e entrelaça com todos os outros filmes da franquia – a traficante de armas vivida por Vanessa Kirby, por exemplo, é filha da traficante de armas vivida por Vanessa Redgrave no original de 1996, um toque sutil e consciente da realização.

Tom Cruise e câmara man em salto impressionante para captar uma das cenas mais intensas e cheias de adrenalina do novo filme

Tom Cruise e câmara man em salto impressionante para captar uma das cenas mais intensas e cheias de adrenalina do novo filme

“Efeito Fallout” subverte, portanto, lógica e estrutura até então dominantes na série. Mas os feitos do filme não se esgotam aí. Em uma era em que o sinônimo de ação se concentra maiormente nas benesses e possibilidades do CGI (efeitos especiais gerados pelo computador), o filme resgata os chamados efeitos práticos. Com Cruise, Quarrie e companhia limitada fazendo sandices como pular de um avião e puxar o paraquedas já próximo do solo – algo que só militares altamente treinados são capazes de fazer -, escalar um helicóptero em movimento, pilotar motos em alta velocidade pelas ruas de Paris e escalar uma montanha sem equipamento de alpinismo.

Essa devoção impacta a audiência e torna “Efeito Fallout” um filme mais sensorial do que geralmente o são os filmes de ação modernos, o que acarreta um engajamento incomum que nos leva à literalidade da perda de fôlego.

Reflexos de seu tempo

Melhor franquia de ação: não é um absurdo apontar "Missão Impossível" como a melhor do gênero no cinema

Melhor franquia de ação: não é um absurdo apontar “Missão Impossível” como a melhor do gênero no cinema

Essa fixação com um cinema de ação de outro tempo, no entanto, não impede a franquia de evoluir. O sexto “Missão Impossível” é um filme de ação de cabo a rabo, com velocidade, inteligência e total senso de entretenimento. É, também, um filme de grupo, não de um espião com uma missão e alguns eventuais ajudantes.

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Ethan Hunt foi concebido como “a resposta americana” a James Bond e, em 1996, com Brian de Palma no comando, foi estrela de um filme de espionagem com a cara dos anos 90. O segundo volume, sob as ordens de John Woo, buscava habitar em um mundo pós-Matrix. O terceiro filme, por seu turno, tentava se situar em meio as cada vez mais barulhentas franquias e vislumbrava um fim – Ethan Hunt flertava com a aposentadoria. De alguma maneira esses filmes resistiam a se moldar dentro do esquema de um filme de ação absoluto e convicto.

Essa hesitação foi completamente posta de lado em “Protocolo Fantasma” (2011). Ali começava a ganhar forma um movimento que culminaria na excelência adensada por “Efeito Fallout”.

“Missão Impossível” não é a única franquia que se transformou ao longo dos anos. “Velozes e Furiosos”, “Exterminador do Futuro” e até “Harry Potter” são alguns exemplos contemporâneos, mas nenhuma delas ostenta o grau de sucesso, em todos os ângulos passíveis de observação, como a que tem Tom Cruise no leme.

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quarta-feira, 11 de julho de 2018 Bastidores, Filmes | 15:48

O que esperar do filme do Coringa com Joaquin Phoenix?

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Joaquin phoenix

Joaquin Phoenix quase foi o Doutor Estranho. Foi por muito pouco que ele não entrou para a família Marvel. O ator americano, nascido em Porto Rico, que já foi Johnny Cash no cinema não queria se comprometer com sequências e todo um universo compartilhado. Benedict Cumberbatch, um ator que trafega entre o cult e o pop com mais desenvoltura, acabou sendo escolhido. Mas a riqueza dos personagens de HQs estava no radar do ator que abraça personagens complexos e conflituosos em filmes sempre dignos de nota. É essa a perspectiva ensejada pelo filme, agora confirmado pela Warner Bros. Pictures, sobre as origens do principal vilão do universo do Batman.

Joaquin Phoenix não faz filmes em que a história não seja seu principal eixo gravitacional, tampouco estrela produções em que os personagens que defende não sejam figuras complexas e cheias de reminiscências. Sob essa ótica, o Coringa desponta como um personagem feito sob medida. Vale lembrar que mais cedo neste ano o ator foi Jesus Cristo em “Maria Madalena”.

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A direção do filme, que ainda não tem nome oficial, ficou a cargo de Todd Phillips, que tem uma boa relação com a Warner e é responsável pela trilogia “Se Beber Não Case”. O roteiro, Phillips escreveu em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). O orçamento é de médio porte e gira em torno de US$ 55 milhões e as filmagens começam em setembro. Há rumores de que o filme terá um link com “The Batman”, novo filme do morcego que Matt Reeves está tocando, mas é apenas um rumor a essa altura do campeonato.

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Certo é que a Warner está desenvolvendo em paralelo outro filme focado no Coringa com Jared Leto, que viveu o personagem em “Esquadrão Suicida” (2016), como protagonista. Esse segundo filme é um projeto que parece circunscrito ao universo característico de “Esquadrão Suicida” que em breve ganhará o reforço de Dwyane “The Rock” Johnson como Adão Negro. O filme de Phillips parece mais alinhado aquele plano tão difícil de pôr em prática de ter um cinema mais autoral com os personagens da DC. E Phillips pode ser bem-sucedido onde Zack Snyder falhou. Ao deixar a megalomania de lado e investir no estudo desimpedido e despudorado de um personagem como o Coringa, o cineasta e o estúdio podem muito bem se deparar com uma mina de ouro. Do tipo que vale a pena ficar obsessivo a respeito.

 

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domingo, 8 de julho de 2018 Filmes, Notícias | 17:34

Nicolas Cage surtado e em busca de vingança no climático trailer de “Mandy”

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Nicolas Cage está de volta e quer vingança em "Mandy"

Nicolas Cage está de volta e quer vingança em “Mandy”

Nicolas Cage é um astro caído em desgraça por muitas razões, mas ele nunca deixa de ser interessante. Desde que deixou a elite de Hollywood, o astro dificilmente aparece em filmes recomendáveis. Há exceções, claro, como “Snowden: Herói ou Traidor” (2016), “Cães Selvagens” (2016), “Joe” (2013) e “Vício Frenético”. “Mandy”, de Panos Cosmatos, parece ser um desses casos. O filme será lançado ainda este ano no Brasil pela Universal Pictures.

O trailer, que pode ser visto abaixo, causou burburinho e o filme foi muito elogiado nos festivais de Sundance e Cannes. Ambientado nos anos 80, o filme tem Cage e Andrea Riseborough levando uma vida idílica afastados da urbanidade. Quando seu refúgio é selvagemente destruído por um culto liderado pelo sádico Jeremiah Sand (Linus Roache), o personagem de Cage parte em uma jornada de vingança sangrenta e cheia de conotações espirituais.

O trailer dá poucas pistas e a estética de Cosmatos talvez lembre um pouco o cinema de Nicolas Winding-Refn, mas a curiosidade suscitada pela prévia é indesviável. E a perspectiva de Nicolas Cage em um bom filme aquece o coração cinéfilo.

 

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