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quarta-feira, 11 de julho de 2018 Bastidores, Filmes | 15:48

O que esperar do filme do Coringa com Joaquin Phoenix?

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Joaquin phoenix

Joaquin Phoenix quase foi o Doutor Estranho. Foi por muito pouco que ele não entrou para a família Marvel. O ator americano, nascido em Porto Rico, que já foi Johnny Cash no cinema não queria se comprometer com sequências e todo um universo compartilhado. Benedict Cumberbatch, um ator que trafega entre o cult e o pop com mais desenvoltura, acabou sendo escolhido. Mas a riqueza dos personagens de HQs estava no radar do ator que abraça personagens complexos e conflituosos em filmes sempre dignos de nota. É essa a perspectiva ensejada pelo filme, agora confirmado pela Warner Bros. Pictures, sobre as origens do principal vilão do universo do Batman.

Joaquin Phoenix não faz filmes em que a história não seja seu principal eixo gravitacional, tampouco estrela produções em que os personagens que defende não sejam figuras complexas e cheias de reminiscências. Sob essa ótica, o Coringa desponta como um personagem feito sob medida. Vale lembrar que mais cedo neste ano o ator foi Jesus Cristo em “Maria Madalena”.

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A direção do filme, que ainda não tem nome oficial, ficou a cargo de Todd Phillips, que tem uma boa relação com a Warner e é responsável pela trilogia “Se Beber Não Case”. O roteiro, Phillips escreveu em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). O orçamento é de médio porte e gira em torno de US$ 55 milhões e as filmagens começam em setembro. Há rumores de que o filme terá um link com “The Batman”, novo filme do morcego que Matt Reeves está tocando, mas é apenas um rumor a essa altura do campeonato.

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Arte de fã com o rosto de Joaquin Phoenix como Coringa

Certo é que a Warner está desenvolvendo em paralelo outro filme focado no Coringa com Jared Leto, que viveu o personagem em “Esquadrão Suicida” (2016), como protagonista. Esse segundo filme é um projeto que parece circunscrito ao universo característico de “Esquadrão Suicida” que em breve ganhará o reforço de Dwyane “The Rock” Johnson como Adão Negro. O filme de Phillips parece mais alinhado aquele plano tão difícil de pôr em prática de ter um cinema mais autoral com os personagens da DC. E Phillips pode ser bem-sucedido onde Zack Snyder falhou. Ao deixar a megalomania de lado e investir no estudo desimpedido e despudorado de um personagem como o Coringa, o cineasta e o estúdio podem muito bem se deparar com uma mina de ouro. Do tipo que vale a pena ficar obsessivo a respeito.

 

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