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segunda-feira, 13 de agosto de 2018 Críticas, Filmes | 10:36

Musical fofo, “Ana e Vitória” se viabiliza como retrato de uma geração

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Cena de "Ana e Vitória" Fotos: divulgação

Cena de “Ana e Vitória”
Fotos: divulgação

Uma das duplas mais bem sucedidas da música brasileira na atualidade, Anavitória ainda tem pouca rodagem para ganhar um filme sobre sua história, mas “Ana e Vitória” não é exatamente uma cinebiografia. O quarto filme do cada vez melhor Matheus Souza é um musical que se comunica com a juventude contemporânea no mesmo compasso em que a retrata. Ana Caetano e Vitória Falcão calham de serem as protagonistas dessa história.

O filme, dividido em três janelas temporais muito específicas, mostra a aproximação de Ana e Vitória, o desejo latente de fazer arte – algo comum na juventude – e a consolidação da carreira como dupla de sucesso da música brasileira. No ínterim, amores e desamores inspiram música, amadurecimento e o fortalecimento de uma amizade que parecia ser nada mais nada menos do que um acidente de percurso.

O filme é, antes de qualquer coisa, uma bem sacada jogada de marketing para fortalecer o status quo da dupla. Um novo CD, com as músicas compostas para o filme, foi lançado junto com a obra audiovisual. A preocupação da realização – e a ideia original do filme é do mesmo Felipe Simas que organiza e gerencia a carreira da dupla – era reafirmar o apelo da dupla junto a um público adolescente que vê nelas um espelho de suas ambições, anseios e inseguranças. É um gol de placa.

“Ana e Vitória” é um filme teen como outro qualquer, mas é adornado por uma aura muito particular. Traço indesviável da personalidade de suas protagonistas, que no começo do filme estão desconfortáveis na condição de intérpretes de si mesmas, mas que com o desenrolar da trama vão vestindo a carapuça de atrizes com mais propriedade.

A se registrar a naturalidade com que a sexualidade das duas personagens é explorada. Trata-se de um avanço em matéria de dramaturgia no Brasil, avanço este que nossa televisão ainda se mostra resistente, e um reflexo da compreensão por parte da realização de seu público. “Ana e Vitória” é um filme fofo, mas é um filme fofo cheio de segundas intenções.

 

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Kamila Azevedo 19/08/2018 10:55

    Concordo com você que é um filme bem representativo da juventude atual, com relacionamentos complicados, com esse desejo de se sentir pertencente a algo. Foi um filme surpreendente, aliás. Eu achava que fosse ser mais fraco, mas gostei muito.

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