Publicidade

Arquivo do Autor

sexta-feira, 12 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 08:30

Featurette de “Quando as Luzes se Apagam” destaca como medo do escuro move a trama

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

James Wan, o homem por trás de produções como “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”, apresenta um novo conto macabro de terror. “Quando as Luzes se Apagam”, que estreia nos cinemas brasileiros em 18 de agosto, conta a história de uma entidade que se abriga no escuro.

Teresa Palmer vive Rebecca, que depois que seu irmão começa a dormir na escola por passar a noite em claro, se vê impelida a confrontar a mãe, com quem tem uma relação para lá de conflituosa. Há algo na casa dela que ganha vida na escuridão e é justamente esse enfrentamento que Rebecca queria evitar.

No vídeo abaixo, Wan, que é produtor do filme, o elenco e o diretor David F. Sandberg comentam sobre o filme e explicam como o mote do medo do escuro, um temor universal – principalmente na infância -, serve à trama de “Quando as Luzes se Apagam”.

Autor: Tags: , ,

Diretores, Filmes, Notícias | 05:30

“Tungstênio” será o novo filme de Heitor Dhalia

Compartilhe: Twitter
O cineasta Heitor Dhalia (Foto: divulgação)

O cineasta Heitor Dhalia
(Foto: divulgação)

O cineasta Heitor Dhalia se prepara para começar as filmagens de “Tungstênio”, seu novo longa-metragem. Com produção da Paranoid e coprodução da Globo Filmes, o filme é baseado no livro homônimo de história em quadrinhos de Marcello Quintanilha, publicado pela editora Veneta, o qual já foi premiado por unanimidade no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França, na categoria thriller.

“Tungstênio” trará quatro personagens para o centro da narrativa: um policial, que atua movido por seus instintos, sua esposa, que está decidida a separar-se, um pequeno traficante, cujo principal interesse é sobreviver mais um dia, além de um ex-sargento do exército, saudoso de sua vida na caserna.

Diante desse cenário, os protagonistas se verão imersos em uma trama aparentemente banal, mas cuja escalada em tensão os conduzirá à negação dos próprios sentimentos. Em uma busca desenfreada por escolher os caminhos que lhes pareçam mais corretos, os personagens inevitavelmente enfrentarão conflitos pessoais diante da impossibilidade de seguir à risca suas escolhas racionais.

As filmagens estão agendadas para novembro desse ano e as locações serão na Bahia.

O livro de Marcello Quintanilha, que é considerado um dos principais quadrinistas brasileiros, será adaptado para o cinema pelos roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi. O projeto de Heitor Dhalia conta ainda com a consultoria artística de Guel Arraes.

Diretor de filmes como “À Deriva”, “O Cheiro do Ralo” e “Serra Pelada”, paralelamente ao novo longa, Dhalia já tem outro projeto em andamento. Trata-se do filme “O Diretor”, que retratará o envolvimento de um renomado e polêmico diretor de teatro com uma jovem e bonita atriz, durante a remontagem da peça “Hamlet”, de Shakespeare. O longa trará à tona questões como abuso, assédio, difamação e, principalmente, o limite entre o desejo e a ética.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 10 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 21:36

Warner quebra a banca com nomes de peso na versão feminina de “Onze Homens e Um Segredo”

Compartilhe: Twitter
Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

“Caças-Fantasmas”, refilmagem do clássico oitentista com mulheres à frente do elenco, como já era esperado pela Sony, fracassou. O prejuízo, segundo projeções de analistas da indústria, deve ficar entre US$ 70 e US$ 100 milhões. Esses valores inviabilizam uma sequência e enquanto muitos podem se perguntar sobre a viabilidade de grandes elencos femininos à frente de blockbusters americanos, a Warner provê uma resposta, no mínimo, empoderada.

O estúdio divulgou nesta quarta-feira (10) o elenco completo de “Ocean´s Ocho”, versão feminina de “Onze Homens e um Segredo”. Sandra Bullock, Cate Blanchett e Helena Boham Carter já estão confirmadas no elenco. Nesta quarta foi vez de Anne Hathaway, Rihanna, Mindy Kaling e Awkwafina serem confirmadas.

Trata-se de um elenco com nomes fortes e que faz frente à versão masculina que tinha George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon como principais pilares. Clooney, aliás, é cotado para fazer uma ponta no filme, já que a personagem de Sandra Bullock seria sua irmã – daí o Ocean do título.

Não deixa de ser um gesto corajoso, e significativo, da Warner de anunciar o fechamento do elenco do filme que será dirigido por Gary Ross (“Jogos Vorazes”) no mesmo dia em que a notícia do balanço de “Caça-Fantasmas” ganha destaque na mídia especializada.

Com três atrizes oscarizadas e duas cantoras de sucesso, além do pedigree da franquia que já foi encabeçada por Frank Sinatra e George Clooney, a Warner entra em campo para mudar a percepção que talharam de “Caça-Fantasmas”. De que apostar em mulheres à frente de versões alternativas de blockbusters é um mau negócio.

 

Autor: Tags: , ,

Filmes, Notícias | 08:30

“Demônio de Neon”, novo filme do esteta Nicolas Winding Refn, ganha trailer nacional

Compartilhe: Twitter
Cena de "Demônio de Neon" (Foto: divulgação)

Cena de “Demônio de Neon”
(Foto: divulgação)

Com estreia marcada para 29 de setembro nos cinemas brasileiros, “Demônio de Neon” mostra a história de Jesse (Elle Fanning), uma aspirante modelo que se muda para Los Angeles. Sua juventude e vitalidade são devoradas por um grupo de mulheres obcecadas por beleza, que usarão todos os meios necessários para conseguir o que ela tem. Após tirar algumas fotos mórbidas para um jovem fotógrafo, é contratada por uma conceituada agência de modelos. Bastante ingênua, ela passa a lidar com o ego sempre inflado das demais modelos e também com a maquiadora Ruby (Jena Malone), que possui intenções ocultas com a jovem.

“Demônio de Neon” debutou no último festival de Cannes, onde recebeu críticas divididas. O filme, que traz cenas de necrofilia e canibalismo, é mais uma obra polarizante do dinamarquês responsável por “Drive”, filme estrelado por Ryan Gosling e alçado ao status de obra cult.

Autor: Tags: , , ,

Filmes | 06:00

Juiz solitário reencontra antiga paixão em um júri no francês “A Corte”

Compartilhe: Twitter
Cena do filme "A Corte", que estreia nesta quinta-feira (11)

Cena do filme “A Corte”, que estreia nesta quinta-feira (11)

“A Corte” conta a história de Michel Racine, um juiz temido do Tribunal Criminal e que comporta-se de forma tão dura consigo mesmo como com os outros. Conhecido como o “juiz de dois dígitos”, sua sentença mínima é sempre maior que dez anos, mas tudo muda quando Racine reencontra Ditte, uma antiga paixão que é escolhida como jurada em um novo caso que ele deve julgar.

“Queria que o personagem fosse muito desagradável! Adoro personagens que não despertam nenhuma compaixão”, explica o ator Fabrice Luchini que vive o magistrado. “ Vivemos em uma época da compaixão mecânica, global. Todo mundo se vê obrigado a ser bondoso, simpático… e meu personagem é o contrário e por isso mesmo um ótimo juiz. Antipático, mas eficiente em seu trabalho. Ele encarna a autoridade, mas não procura nunca influenciar o júri”.

Leia também: As dez principais atrizes francesas da atualidade

Cena do filme "A Corte": sentimentos do passado voltam à tona

Cena do filme “A Corte”: sentimentos do passado voltam à tona

A ideia que move “A Corte” partiu do produtor Matthieu Tarot, um apaixonado por filmes de tribunal que convidou Christian Vincent para escrever e dirigir uma trama sobre um juiz linha dura. Ao contrário de seu produtor, Vincent não conhecia a fundo o universo judiciário e, para escrever o roteiro, assistiu a inúmeras sessões em tribunais franceses, observando todas as partes de um julgamento como um estudante de direito, acompanhando o cotidiano de juízes, advogados e jurados. A cada suspensão da sessão, observava o presidente do júri e seus assistentes, assim como os nove jurados nos bastidores e se deu conta de que o tribunal possui elementos muito semelhantes ao de um teatro, com público, atores, dramaturgia e bastidores.

“Imaginei um juiz perto da aposentadoria. Um homem respeitado e temido no tribunal, mas desprezado e ignorado em seu ambiente familiar”, revela Vincent.  “Em sua vida privada, com a exceção de seu cachorro de estimação, ninguém se importa com ele. Ou seja, um homem amargo, com pouca inclinação aos prazeres da vida. Um homem que se apaixonou apenas uma vez e que se vê obrigado a conviver com uma antiga paixão durante o julgamento de um caso”, explica o diretor e roteirista.

A atriz dinamarquesa Sidse Babett Knudsen interpreta Ditte, a tal paixão do passado. “O juiz representa a noite, a parte sombria que temos dentro de nós, enquanto Ditte é a luz. Para criar esta personagem, me inspirei na personagem Christine, interpretada por Nora Gregor, no filme “A Regra do Jogo” (1939) de Jean Renoir”, observa o diretor. “No filme, um aviador se apaixona perdidamente por ela simplesmente porque ela o trata gentilmente”.

“A Corte” estreia nesta quinta-feira (11) em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Autor: Tags: ,

domingo, 7 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 07:00

Matthew McConaughey se revolta no trailer de “Um Estado de Liberdade”

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Inspirado em uma história real, que remonta ao período da Guerra Civil Americana, “Um Estado de Liberdade” ganhou seu primeiro trailer internacional. Estrelado por Matthew McConaughey, Gugu Mbatha-Raw e Maherashala Ali, o drama de ação apresenta a trajetória de um desertor do Sul, Newt Knight (Matthew McConaughey), em sua extraordinária rebelião armada contra a Confederação. No primeiro trailer, é possível observar o protagonismo local de Knight e a união de seus liderados.

Sob direção de Gary Ross, de “Seabiscuit – Alma de Herói”, o longa retrata a união de Knight (Matthew McConaughey) com agricultores e escravos locais, que incitam uma revolta para se separar da Confederação e criar um Estado Livre. Ao longo dos anos, Knight continua sua luta e enfrenta muitos outros desafios, além da Guerra Civil.

O filme, que não fez boa carreira comercial nos EUA, era mais uma aposta de McConaughey para voltar ao Oscar, que ganhou em 2014 com “Clube de Compras Dallas”. O longa chega aos cinemas brasileiros em 27 de outubro com distribuição da Paris Filmes.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2016 Atrizes | 18:25

Maeve Jinkings é homenageada na 9ª edição do Festival de Cinema de Triunfo

Compartilhe: Twitter
A atriz em cena do filme "O Som ao Redor"

A atriz em cena do filme “O Som ao Redor”

Em sua nona edição, o Festival de Cinema de Triunfo ganha fôlego novo, contemplando a diversa e recente produção audiovisual pernambucana e nacional. De 8 a 13 de agosto, 33 curtas e longas-metragens em competição vão ganhar a tela do Cine Theatro Guarany, um dos mais belos equipamentos públicos e também patrimônio material do estado.

Nesta edição, o Festival prestará homenagens a atriz Maeve Jinkings que tem parceria de longa data com o cinema de Pernambuco. Sendo assim, reconhecida pela importante contribuição no desenvolvimento da produção audiovisual do Estado. “Em julho de 2009 vim a Recife filmar ‘Passageira S8’, primeiro de uma série de filmes que viria a realizar em Pernambuco”, comenta a atriz. “Naquela ocasião escutei falar de um festival de cinema que ocorreria numa linda cidade no sertão do Pajeú chamada Triunfo. A cidade permaneceu em meu imaginário desde então, por isso é uma honra e um prazer enorme ser convidada a estar no Festival para ser homenageada”, completou.

Leia entrevista da atriz ao iG em que ela fala da carreira no cinema e do sucesso alcançado na televisão

Maeve Jinkings nasceu em Brasília, mudou-se aos cinco anos para Belém do Pará, onde se formou em Comunicação Social. De lá, seguiu para São Paulo, onde estudou artes dramáticas. Em 2009, filmou um curta-metragem no Recife, o primeiro de uma série de trabalhos no Estado. Sua parceria com a produção de cinema pernambucano resultou até hoje em mais de dez longas, entre eles “Aquarius” (2016), “Açúcar” (em finalização), “Boi Neon” (2016), “Amor Plástico e Barulho”, “Boa Sorte Meu Amor” (2013), “Era Uma Vez Verônica” (2013) e “O Som ao Redor” (2013).  Sua estreia em teledramaturgia ocorreu em 2015, na novela “A Regra do Jogo”. Maeve também tem atuado como preparadora de elenco, atividade que desempenhou nos filmes “Sem Coração” e “Big Jato”.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 4 de agosto de 2016 Críticas, Filmes | 17:07

Susan Sarandon retoma o protagonismo perdido na bela surpresa “A Intrometida”

Compartilhe: Twitter
Mãe, filha e o luto: um filme tão inteligente quanto divertido (Fotos: divulgação)

Mãe, filha e o luto: um filme tão inteligente quanto divertido
(Fotos: divulgação)

Lorene Scafaria, para todos os efeitos, segue os passos de grandes cineastas mulheres como Nora Ephron e Nancy Meyers, cujas filmografias se resolvem em torno de grandes personagens femininas em filmes muito sensíveis, inteligentes e agradáveis.

“A Intrometida” (EUA 2015), que devolve a Susan Sarandon o protagonismo que lhe falta desde “Bernard & Doris – O Mordomo e a Milionária”, uma produção da HBO de 2006, é um filme cheio de sutilezas sobre gente de verdade com problemas reais e palpáveis.

O filme é o segundo de Scafaria como diretora. O primeiro foi o excelente e surpreendente “Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo” (2012). Como naquele filme, este é movido pelas inseguranças dos personagens. Tudo retratado com muito afeto e atenção. Há certa melancolia no registro e Scafaria se mostra uma roteirista talentosa e uma diretora atenta aos pequenos detalhes. Seu filme é cheio de fragmentos que juntos tornam a experiência muito mais sensível.

Sarandon faz Marnie, uma mulher que não sabe exatamente como conviver com a ausência do marido falecido. O luto mal elaborado a aproxima da filha Lori (Rose Byrne) que, por seu turno, tenta se afastar da mãe por não saber exatamente lidar com ela sem o pai ali junto. A presença cada vez mais forçosa da mãe expõe fissuras no relacionamento das duas. A beleza de “A Intrometida” é que o espectador só se dá conta de que é um filme sobre como administrar o luto e recolocar sua vida nos trechos lá pela metade da projeção. Seria injusto, no entanto, reduzir o filme a isso. “A Intrometida” flagra duas mulheres que se descobrem vulneráveis em uma fase da vida em que não esperavam por isso. Marnie, em especial, se vê refém de sua carência afetiva e permite que sua insegurança se manifeste com mais propriedade. O que não quer dizer que esteja se abrindo para novas pessoas. A maneira como se refere à amiga de Lori, a quem ela se oferece para pagar pelo casamento, é uma ilustração clara disso.  A maneira como mãe e filha se agarram à memória de seus homens do passado e como essa condição afasta qualquer possibilidade de paz de espírito é uma sutileza do roteiro que merece aplausos.

Sensibilidade de "A Intrometida" está nos detalhes

Sensibilidade de “A Intrometida” está nos detalhes

O elenco é um espetáculo à parte. Byrne é uma das melhores atrizes da atualidade em que o grande público não presta atenção. Sua incrível capacidade de trafegar entre o humor mais histriônico e a nota dramática mais singela é puro arrebatamento. Não obstante, sua versatilidade impressiona. Ela faz terror (“Sobrenatural”), comédia rasgada (“Os Vizinhos”) e dramédias como essa sem deixar a peteca cair.

Susan Saranson apresenta aquela boa forma dramática que lhe é característica e como é bom vê-la novamente à frente de um filme com algo a dizer. J. K Simmons surge aqui como um galã maduro que entra no radar de uma Marnie sem convicção de que caminho seguir e o ator apresenta toda a qualidade que dele se espera – e quem o conhece de sua magnânima trajetória no circuito indie americano sabe que se espera muito dele.

Scafaria entrega um filme solar, doído, momentaneamente desconfortável – pois nos laça pela familiaridade – e tateia as verdades submergidas em nossa inteligência emocional com muita propriedade e generosidade. Um filme que diverte, encanta e faz um bem danado assistir.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 2 de agosto de 2016 Críticas, Filmes | 16:47

“Esquadrão Suicida” é filme sem medo de ser pop

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

E se o próximo Superman arrancar o telhado da Casa Branca e sequestrar o presidente dos EUA? Essa premissa, discutida em uma reunião com as principais autoridades da defesa dos EUA no primeiro ato de “Esquadrão Suicida”, é a base fundadora do filme de David Ayer que chega nesta quinta-feira (4) aos cinemas brasileiros e que o Cineclube já assistiu.

Amanda Waller, interpretada com fúria silenciosa por Viola Davis, propõe o seguinte ao governo dos EUA: pegar a escória entre a escória e colocá-los para ser uma linha de defesa dos EUA em face da crescente ameaça dos meta-humanos.

Leia também: Foi difícil retratar a sociopatia de minha personagem, diz Viola Davis sobre “Esquadrão Suicida”

Apesar da resistência inicial, a ideia é encampada e o “Esquadrão Suicida”, composto por Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), El Diablo (Jay Hernadez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Magia (Cara Delevingne) e Amarra (Adam Beach), ganha forma com os reforços do coronel Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara).

Depois de um primeiro ato desenhado para apresentar os personagens, “Esquadrão Suicida” apresenta uma escalada de ação, regada a piadinhas no melhor estilo “casa das ideias”. Há uma versão do diretor submergida em uma produção destinada para as massas. “Esquadrão Suicida” é um filme que mete o pé na porta querendo muito ser pop e o é com muita música, fan service (toda a participação do Coringa, extremamente dispensável, nada mais é do que um fan service sofisticado) e essa ideia boa demais que não é explorada a contento. Esses seres, de certa forma, especiais, mas profundamente marginalizados em “um mundo de monstros e homens que voam”, como tão bem define Amanda Waller em um dado momento.

Leia mais: Pressionado, “Esquadrão Suicida” detém o futuro da DC nos cinemas

A dicotomia entre bem e mal, desses personagens que se identificam como vilões, mas são compelidos a atuar, ainda que de forma violenta, para os bonzinhos, existe somente pelo hype. Algo que pode ser percebido na caracterização do Pistoleiro de Will Smith. Esse cara mau com o ponto fraco que é a filha dele ganha a mesma coloração de outros heróis vividos pelo ator como James West (“As Loucas Aventuras de James West”), agente Jay (“MIB – Homens de Preto”) e o capitão Steven Heller (“Independence Day”).  Não há uma reflexão legítima sobre as circunstâncias que esses personagens se encontram.  Talvez seja o El Diablo, o único da trupe com superpoderes de fato e que aos poucos renuncia a uma autoimposta abstinência deles, que com seu arco enseje algum tipo de luz nesse sentido.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 1 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 16:59

“A Loucura entre Nós” reflete sobre os limites entre loucura e normalidade

Compartilhe: Twitter

A loucura“A Loucura entre Nós” tem um objetivo tão nobre quanto complexo. Refletir sobre as fronteiras da normalidade. Tatear as diferenças, sejam elas sutis ou abissais, entre o que é “normal” e o que é “loucura”.

O filme acompanha pessoas que tentam se reintroduzir no tecido social após experiências em hospitais psiquiátricos.

“A Loucura entre Nós” é o primeiro longa metragem da diretora Fernanda Fontes Vareille e terá sua estreia nacional nesta quinta-feira (4) em Salvador, Rio de janeiro e São Paulo, seguindo para mais dez cidades nas semanas seguintes: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Niterói, Porto Alegre, Recife e São Luís.

Leonor e Elisângela, duas mulheres de realidades sociais bem distintas, são as personagens do filme. Ao dar voz àqueles que, muitas vezes, compõem uma parcela da população negligenciada, a obra abre ao público um universo novo e cheio de contradições. O filme divide suas cenas entre as ruas da capital baiana e a realidade entre muros, salas e portões do Hospital Juliano Moreira. Neste último, uma equipe enxuta de quatro pessoas filmou em clima de imersão.

Extremamente generosas com a câmera, as personagens têm muito a dizer e despem-se completamente para o olhar do público, revelando muitas coisas que, ainda hoje, permanece como tabu quando se fala de questões envolvendo o sofrimento mental.

Ao mostrar o exato momento em que um grupo de pessoas sai do hospital para conquistar autonomia nas suas relações com suas famílias – e com a própria cidade – o filme dialoga também com questões absolutamente contemporâneas em relação à reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial no Brasil.

Confira abaixo uma entrevista com a diretora do filme

Entrevista com Fernanda Vareille from Aguas de Março Filmes on Vimeo.

 

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 8
  3. 9
  4. 10
  5. 11
  6. 12
  7. 20
  8. 30
  9. 40
  10. Última