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quarta-feira, 1 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 20:25

“Campo Grande” estreia nesta quinta-feira (2) nos cinemas do Rio e de São Paulo

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O excelente “Campo Grande”, terceiro filme da cineasta Sandra Kogut, estreia nesta quinta-feira (2) em seis salas do Rio de Janeiro e duas de São Paulo. A distribuição do filme, premiado nos festivais do Rio e de Havana, é da Imovision. A cidade carioca foi sede da pré-estreia do longa na última segunda-feira, 30 de maio, no Espaço Itaú Botafogo. A cineasta falou ao iG durante o Festival do Rio sobre a produção que versa tanto sobre abandono materno como sobre o caos urbano instalado no Rio de Janeiro. Confira aqui!

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de "Campo Grande" na pré-estreia carioca do filme (Foto: AgNews)

A diretora Sanda Kogut e as estrelas mirins de “Campo Grande” na pré-estreia carioca do filme
(Foto: AgNews)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme (Foto: Ana Paula Amorim)

O fundador da imovision, Jean-Thomas Bernardini, discursa antes da exibição do filme
(Foto: Ana Paula Amorim)

Crise política como janela da alma

O ano era 1963. O Brasil vivia um período turbulento, com o governo em crise, o Congresso em chamas, denúncias de corrupção na imprensa e um golpe a caminho. Neste país dividido, um brasileiro anônimo, Antonio Trindade, entusiasmado com as propostas de reformas do presidente João Goulart, sai de Minas Gerais com mulher Nancy Emediato e três filhos para tentar realizar em Brasília, cidade ainda em construção, o maior sonho de sua vida: achar o paraíso na terra. Este é apenas o ponto de partida do novo filme de André Ristum (“Meu País”), também em estreia em São Paulo. Eduardo Moscovis estrela.

Nada de Stallone!

Inédito nos cinemas brasileiros, “As Mercenárias” já está disponível para os brasileiros por meio da plataforma on demand Looke. A exemplo do que ocorre na versão masculina, a produção reúne atrizes que também tiveram o auge de suas carreiras nas décadas de 80 e 90. Zoe Bell (“Bastardos Inglórios”), Kristanna Loken (“Em Nome do Rei”), Vivica A. Fox (“Kill Bill”) e Brigitte Nielsen (“Rock IV”) encabeçam o elenco.  

 Em “As Mercenárias” a filha do presidente dos EUA é capturada e mantida presaUm time de elite feminino é convocado para infiltrar na prisão feminina local e realizar um ousado resgate. A locação custa R$ 9,90 e a aquisição definitiva do filme corresponde a R$ 29,90.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Bafos de Hollywood

Semana agitada para o jornalismo de celebridades. Se Hollywood está em polvorosa com  agitado divórcio de Johnny Depp e Amber Heard, em meio a denúncias de violência doméstica, Hollywood também se volta para um bafo, digamos, mais profissional. A atriz britânica Keira Knightley recentemente foi criticada pelo diretor John Carney, que a dirigiu no delicioso “Mesmo Se Nada Der Certo”. Carney disse ao “The Independent” que foi uma experiência pesarosa dirigir Knightley e que “jamais voltaria a trabalhar com supermodelos”. A atriz não se pronunciou, mas muitos cineastas que já trabalharam com ela, como Mark Romanek e Lynn Shelton, saíram em sua defesa. Resultado? Carney voltou atrás e se disse “envergonhado” por ter dito o que disse. Hollywood e suas estranhezas…

Keira e Carney: Nada de BFF  (FotoReprodução/ Eonline)

Keira e Carney: Nada de BFF
(FotoReprodução/ Eonline)

 

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Filmes, Notícias | 07:29

Destaque do Festival Varilux, comédia francesa “La Vanité” vê humor em suicídio assistido

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Com estreia prevista para 14 de julho nos cinemas brasileiros, “La Vanité” promete ser uma das melhores atrações do Festival Varilux de Cinema Francês que ocorre em 50 cidades brasileiras entre os dias 8 e 22 de junho.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Dirigido por Lionel Baier, o filme acompanha o drama de David Miller (Patrick Lapp). Muito doente, ele decide por fim à própria vida. Mas, apesar de seus melhores esforços para escolher o local, a data e o método, nada funciona como planejado. Todos aqueles que disseram que estariam ao seu lado deram para trás. David Miller não tem escolha a não ser contar com a ajuda de completos estranhos: Esperanza (a espanhola Carmen Maura), da associação de suicídio assistido, e Tréplev, um jovem prostituto russo no quarto ao lado. No final desta noite, que se destina a ser a sua última, será que a morte o levará?

A prestigiada publicação de entretenimento americana Variety disse que “o lado mais leve da eutanásia – se é que ele existe – é explorado com mais graça e bom humor do que se poderia esperar”.

Festival Varilux de Cinema Francês erá uma semana a mais de duração em 2016

Em entrevista, Baier admitiu que o ponto de partida para a inusitada trama surgiu de uma história que lhe foi contada sobre um garoto que se prostituía para pagar seus estudos e uma noite, em um hotel, no quarto ao lado, estava um homem e uma mulher que fariam o suicídio assistido. Isso mexeu comigo, a questão de que você pode ser a parede divisória de alguém que decidiu organizar sua morte e, como é típico na Suíça, decidiu fazer de uma forma muito metódica. A história se passa na Suíça, como ocorre com grande parte da filmografia de Baier, por uma razão muito simples. O país largou na frente na Europa no que toca à regulamentação da eutanásia.

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terça-feira, 31 de maio de 2016 Notícias | 19:18

Festival Varilux de Cinema Francês terá uma semana a mais de duração em 2016

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VariluxFilme premiado em Cannes, longa protagonizado por vencedor de Oscar e produção com os atores mais admirados da França. Esses são alguns dos arativos da edição 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês. Neste ano, o evento ganhará uma semana a mais de exibição em relação à edição anterior – ficará em cartaz de 8 a 22 de junho em 50 cidades brasileiras. Ao todo, a programação contará com 15 filmes inéditos e um grande clássico do cinema francês.

O premiado ator francês Omar Sy, que ficou conhecido e admirado mundialmente por sua atuação em “Intocáveis”, poderá ser visto novamente, agora em “Chocolate”, interpretando o primeiro artista circense negro na França da Belle Époque, no filme de Roschdy Zem, que virá ao país para apresentar o longa. O festival exibirá também o filme, seleção oficial do Festival de Cannes 2015, “Meu Rei”, de Maïwenn, drama com as estrelas Vincent Cassel e Emmanuelle Bercot, premiada com a Palma de Ouro de melhor atriz. O ator vencedor do Oscar por “O Artista”, Jean Dujardin, volta às telonas em“Um Amor à Altura”, comédia romântica de Laurent Tirard. Na produção, Dujardin ajudará a personagem de Virginie Efira a encontrar seu telefone celular perdido e essa história tomará um rumo inesperado. A consagrada atriz belga, que esteve recentemente em Cannes divulgando dois filmes, também confirmou presença no Brasil.

Cena do filme "Um Amor à altura": comédia romântica francesa

Cena do filme “Um Amor à altura”: comédia romântica francesa

Ao diretor Roschdy Zem e à atriz Virginie Efira, se junta o diretor Philippe Le Guay (“Pedalando com Molière”), que traz a comédia “Flórida”, com Sandrine Kiberlain e Jean Rochefort, dois ícones de gerações diferentes do cinema francês, inspiração para o cartaz dessa edição do festival. A jovem e premiada atriz Lou de Laâge (“Respire”) interpreta uma médica francesa da Cruz Vermelha atendendo sobreviventes da Segunda Guerra até chegar a um convento Beneditino onde freiras estão prestes a dar à luz, no drama histórico “Agnus Dei”, de Anne Fontaine. O badalado e também premiado ator Vincent Lacoste (“Diário de uma Camareira”), protagonista ao lado da atriz Julie Delpy, da comédia, “Lolo, o Filho da Minha Namorada”, dirigida pela própria atriz, e o jovem Finnegan Oldfield  do drama “Os Cowboys”, de Thomas Bidegain, em que vive Kid, o irmão que acompanha a saga de seu pai em busca da sua filha adolescente fugida de casa, e com suspeita de ter se convertido ao Islã, completam a delegação francesa que participará de apresentações e debates nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Cena de "Agnus Dei", novo da cineasta Anne Fontaine: Freiras prestes a dar à luz (Fotos: divulgação)

Cena de “Agnus Dei”, novo da cineasta Anne Fontaine: Freiras prestes a dar à luz
(Fotos: divulgação)

Dentro do diversificado leque de produções francesas, estão ainda na programação a premiada animação “Abril e o Mundo Extraordinário”, de Franck Ekinci e Christian Desmares, vencedor do prêmio Cristal no Festival de Annecy; “O Novato”, do jovem diretor e roteirista Rudi Rosenberg, que com humor e ironia foca no universo adolescente baseado em suas próprias vivências; “A Corte”, comédia dramática de Christian Vincent, sobre um juiz durão que acaba amolecendo ao se deparar durante um julgamento com uma jurada por quem tinha sido apaixonado anos antes e o drama “Um Belo Verão”, de Catherine Corsini, que aborda as questões em torno da liberdade sexual e feminismo na Paris da década de 70.

Completam a lista de filmes, o longa “Marguerite”, de Xavier Giannoli, com Catherine Frot, premiada com o Cesar 2016 da Melhor Atriz, baseado na história da rica e excêntrica americana Florence Foster Jenkins que não desistiu de cantar em público apesar de não ter talento algum. O drama de guerra, “Viva a França!”, de Christian Carion, que se passa numa pequena cidade ao norte da França nos anos 40; “La Vanité”, comédia dramática de Lionel Baier com a atriz espanhola Carmen Maura sobre um velho arquiteto que recorre a uma associação de auxílio ao suicídio, e “Um Doce Refúgio”, de Bruno Podalydes, que, além de escrever e dirigir, ainda atua no papel principal da comédia.

O francês Omar Sy volta às telas de cinema do Brasil com "Chocolate"

O francês Omar Sy volta às telas de cinema do Brasil com “Chocolate”

Como já é esperado pelo público, o festival exibirá ainda um grande clássico francês. O escolhido deste ano é o filme “Um Homem e uma Mulher”, de Claude Lelouch, em homenagem ao seu 50º aniversario de lançamento. O romance com Anouk Aimée e Jean Trintignant foi o vencedor da Palma de Ouro em 1966 e também do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e roteiro original no ano seguinte.

O Festival Varilux de Cinema Francês, maior e mais encorpado a cada ano, tem como objetivo a interação e o estreitamento entras as culturas brasileira e francesa.

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quinta-feira, 26 de maio de 2016 Atores, Bastidores | 07:00

Disputa pelo posto de Daniel Craig como James Bond está mais acirrada do que nunca

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Tom Hiddleston, Idris Elba e Tom Hardy: favoritos para o papel (Foto: montagem sobre reprodução)

Tom Hiddleston, Idris Elba e Tom Hardy: favoritos para o papel
(Foto: montagem sobre reprodução)

Daniel Craig já bateu o pé e disse que não volta. Recentemente, o tabloide britânico Daily Mail noticiou que o ator rejeitara uma oferta de cerca de R$ 300 milhões para voltar a viver James Bond. Entre boatos, rumores e bastidores, é muito improvável que o astro britânico de 48 anos volte a viver o agente 007 no cinema.

Craig, e isso já foi dito fartamente, realocou o status de Bond no cinema e esteve à frente da safra de filmes mais lucrativa da franquia. Por estas razões, torna-se especialmente difícil substituí-lo. A caça, no entanto, já começou.

Idris Elba, um favorito dos fãs, é um nome ventilado há algum tempo. Recentemente o ator estrelou “Bastille Day”, um filme de espionagem britânico que muitos creem ter sido a formalização de sua candidatura ao posto de 007. Outro que apresentou uma credencial e tanto foi Tom Hiddleston. Mais conhecido por ser o Loki do universo cinematográfico da Marvel, o inglês impressionou na pele de um espião acidental na minissérie “The Night Manager”, adaptação da  obra de John le Carré pela BBC em parceria com o AMC. Barbara Broccoli, uma das principais produtoras do agente 007, já havia deixado escapar em uma entrevista que “conseguia ver Hiddleston” como James Bond. O ator desconversou, mas há muito buzz em torno de seu nome.

Leia também: O novo James Bond e a resistência a Idris Elba para o papel

Jamie Bell como Bond: será? (Foto: reprodução/Interview)

Jamie Bell como Bond: será?
(Foto: reprodução/Interview)

Ele, porém, não está sozinho no rol das preferências de Broccoli. Novamente segundo o Daily Mail, Broccoli estaria sondando Jamie Bell, ele mesmo, o Billy Elliot, para assumir o papel. Ela é a produtora do filme “Film Stars Don´t Die in Liverpool”, estrelado por Bell, e teria ficado impressionada com o ator. Se confirmada essa opção, Bell, aos 30 anos, seria o ator mais jovem a assumir o papel. Seria um caminho ousado demais para se seguir depois dos parâmetros estabelecidos pela fase de Craig. Justamente por isso, bastante improvável.

Eleição promovida pela versão britânica da revista GQ elegeu o novo Mad Max Tom Hardy como o preferido do público para substituir Craig. Elba foi o segundo mais votado. Hardy, assim como Craig, faz o tipo abrutalhado e poderia ser a escolha mais apropriada se a ideia fosse manter o tom dos filmes de Craig. Mas geralmente, os produtores promovem mudanças de tom de acordo com o intérprete. Sob essa leitura, as chances de Hardy seriam pequenas.

Quem já manifestou interesse em viver Bond foi o Superman Henry Cavill. O britânico, que viveu um agente da CIA no recente “O Agente da U.N.C.L.E” tem contra a sua declarada candidatura a exposição como o homem de aço.

Leia mais: “007 Contra Spectre” é retrocesso conceitual e narrativo na franquia

A mais improvável das candidatas, em um momento em que nem mesmo a saída de Craig é oficial, é a da  inglesa Gillian Anderson. Depois de um fã ter feito um pôster com ela como Jane Bond, Anderson disse que adoraria viver a primeira encarnação feminina do agente.

O sexuagenário espião a serviço de sua majestade pode não estar na iminência de uma mudança de sexo, mas está mais disputado do que nunca.

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quarta-feira, 25 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 20:26

Circunstâncias da vingança e discussão sobre identidade movem excelente “Memórias Secretas”

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

De quando em quando surgem aqueles filmes que, além de surpreender, arrebatam a audiência. “Memórias Secretas”, novo filme do egípcio naturalizado canadense Atom Egoyan, é um desses filmes.

Para além do plot original e criativo, em que um nonagenário vingador e desmemoriado tenta acertar as contas com o passado, o filme se organiza como um thriller de estupenda eficiência revelando camadas a cada nova cena. O filme de Egoyan sobeja, ainda, no quesito humanidade. O que se vê na tela atinge o espectador em cheio provocando conflitos e reavaliações à medida que o protagonista vivido por Christopher Plummer se aprofunda em sua caça.

A caça em questão é pelo nazista responsável pela morte de seus familiares em Auschwitz. Plummer dá a seu Zev Guttman um misto de fragilidade e obstinação que cativam o público de imediato. A ideia de fugir do asilo em que está internado e perseguir América adentro este nazista que imigrou para os EUA disfarçado de judeu parte de seu amigo e colega de asilo Max Zucker (Martin Landau). Eles compartilham do passado trágico e têm este nazista em comum.

Egoyan filma tudo com a devida reverência ao roteiro de Benjamin August que vai iluminando aos poucos a verdade sobre a saga de Zev e agregando brilhantismo a cada nova revelação.

Leia também: “Ideia deste filme é completamente original”, diz diretor de “Memórias Secretas”

Leia mais: “O filme é uma análise de como lidamos com trauma”, diz Atom Egoyan

Subterrânea à trama principal, Egoyan aloja uma interessantíssima discussão sobre identidade e a ulceração desta pela fuga da memória.

Egoyan, que apresentava uma irregularidade inquietante na fase americana de sua filmografia, ostenta aqui seu melhor filme em duas décadas. Desde o elogiado e premiadíssimo “O Doce Amanhã” seu cinema não surgia tão vigoroso e oxigenado.

“Memórias Secretas” é daqueles filmes que se impregnam no espectador após a sessão. Em uma época de grande volatilidade e superficialidade no cinema americano, um filme capaz de provocar este impacto, mais do que assistido, merece ser celebrado.

 

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terça-feira, 24 de maio de 2016 Curiosidades, Filmes | 23:06

Às vésperas da estreia, diretor e elenco falam de desafios e maravilhas de levar “Warcraft” ao cinema

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

A estreia de “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” está bem próxima. O lançamento da aguardada adaptação do game de sucesso está marcada para o dia 2 de junho em mais de mil salas em todo o País. O filme traz um universo novo, grandioso e repleto de intrigas ao público. O diretor Duncan Jones (“Lunar” e “Contra o Tempo”) e o elenco comentam sobre o filme neste featurette inédito liberado pela Universal Pictures.
De acordo com o diretor, “Warcraft” é um longa em grande escala, além de ser uma aposta arriscada em termos de filmes. Para Travis Fimmel (da série “Vikings”), responsável pela interpretação de Anduin Lothar, a produção traz criaturas de uma maneira jamais vista no cinema: “Esses seres monstruosos (Orcs) estão atacando nosso povo, todo o nosso mundo está sofrendo”, explica.

Toby Kebbel, que dá vida à Durotan, realça que o diferencial do filme é mostrar que, apesar das desigualdades entre as raças, Orcs e Humanos se unem para derrotar um inimigo em comum.

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Atores, Filmes, Notícias | 22:46

Telecine Cult celebra filmografia de John Wayne nesta quinta-feira (26)

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Cena do filme "Quando a Mulher se Atreve"

Cena do filme “Quando a Mulher se Atreve”

John Wayne, um dos ícones do gênero faroeste, será celebrado pelo Telecine Cult na próxima quinta-feira (26), data em que faria aniversário. Se vivo estivesse, o ator completaria 109 anos e, graças ao talento investido na sétima arte, segue presente na memória dos fãs de bang-bang. Na Maratona John Wayne – O Duque do Velho Oeste, vão ao ar, a partir das 11h55, sete produções marcadas pelo carisma do ator. “Caminho Fatal” abre o especial. No longa, o farmacêutico Tom Craig (John Wayne) vai trabalhar em Sacramento. Chegando lá, ele se desentende com o líder local Britt Dawson (Albert Dekker), que boicota seu trabalho e chega a trocar seus remédios por veneno.

Na sequência, às 13h35, vai ao ar “Quando um Homem É Homem”. O filme conta a história do ricaço George Washington McLintock (John Wayne). Amado, respeitado e invejado por todos da cidade, ele sofre nas mãos da filha Becky (Stefanie Powers) e da mulher Katherine (Maureen O’Hara), que havia sumido anos atrás e agora voltou para levar a herdeira embora.

Às 16h, é a vez de “Gigantes em Luta” ser exibido. Na trama, Taw Jackson (John Wayne) forma uma gangue para se vingar do homem que armou para colocá-lo atrás das grades e tomar posse de sua fazenda. Lado a lado com um antigo inimigo, um velho louco, um índio e um jovem beberrão, ele finalmente terá chance de fazer justiça e recuperar seu ouro.

Às 18h, vai ao ar “Rio Grande”. No filme, o tenente coronel Kirby Yorke (John Wayne) é chamado para combater os índios na região de Rio Grande. Ele descobre que um dos recrutas é seu filho que não via há muito tempo. Agora, o tenente terá que resgatar os laços com o filho e sua ex-mulher em meio ao confronto com os índios.

Cena do filme "Gigantes em Luta"

Cena do filme “Gigantes em Luta”

Às 20h05, “O Último Pistoleiro” conta a história de John Bernard Books (John Wayne), um lendário pistoleiro, descobre que está com um câncer terminal e que tem poucos meses de vida. Quando decide voltar para a cidade natal, a sua vinda se torna notícia na região. Agora, Books precisa lidar com repórteres interesseiros e pistoleiros que desejam um último duelo. O filme foi indicado ao Oscar de Direção de Arte.

Às 22h, vai ao ar o melhor dos filmes que o eterno caubói estrelou: “O Homem Que Matou o Facínora”. No longa, que se passa no Velho Oeste, o senador Ransom Stoddard (James Stewart) visita a cidade de Shinbone para o funeral de um amigo, o vaqueiro Tom Doniphon (John Wayne). Ao ser entrevistado, Ransom conta a história do famoso vaqueiro desde o início quando conheceu o fora-da-lei Liberty Valance (Lee Marvin). O filme foi indicado ao Oscar de Figurino.

À 0h20, “Quando a Mulher se Atreve” encerra a maratona. No filme, o caubói Daniel Somers entra em conflito com Jim Gardner, um magnata do petróleo, por uma fonte de ouro negro. Além disso, os dois irão disputar o amor da bela Catherine. A produção foi indicada ao Oscar de Som e Trilha Sonora.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 20:05

“Angry Birds” é adaptação digna e eficiente do game de sucesso

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Foto: divulgação

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O desafio era enorme. Como adaptar de maneira minimamente satisfatória o game de sucesso “Angry Birds” para o cinema? Não havia história para ser adaptada e o que o roteirista John Vitti, com uma generosa lista de préstimos às animações fez foi criar em cima da boa ideia do game. Se as características dos personagens foram preservadas e acrescidas de robusto carisma, um mérito que precisa ser compartilhado com o time de dubladores – especialmente na versão nacional, há gargalos no desenvolvimento da narrativa que não passam despercebidos.

Na trama, Red (dublado no original por Jason Sudeikis e na versão nacional por Marcelo Adnet) é um pássaro um tanto esquentadinho que como pena para seu temperamento fora das conformidades da Ilha dos Pássaros tem que frequentar o grupo de terapia de Matilda (Maya Rudolph/ Dani Calabresa). É lá que ele conhece Chuck (Josh Gad/ Fábio Porchat) e Bomba (Danny McBride/Mauro Ramos), com quem acaba criando inesperados vínculos de amizade.

O trio será o responsável por tentar resgatar os ovos roubados pelos porcos verdes.

É justamente na introdução dos personagens, especialmente de Red, que “Angry Birds” ostenta maior brilho. São nas gags que falam aos adultos que o filme se permite imaginativo, mas é justamente na irreverência que se segue que fisga a criançada. E é assim, com um olho no peixe e outro no gato, que “Angry Birds – O Filme” ganha a audiência. Com suas imperfeições narrativas e sua exuberância técnica, a animação da Sony se consagra como um programa para lá de recomendável para toda a família.

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Filmes, Notícias | 19:38

Vencedor da Palma de Ouro, “Eu, Daniel Blake” já tem distribuição garantida no Brasil

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Foto: divulgação

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O grande vencedor da Palma de Ouro no festival em 2016, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, já tem distribuição garantida no Brasil. A Imovision vai lançar o filme no País. Competiu à empresa o lançamento das últimas duas produções do cineasta britânico por aqui: “A Parte dos Anjos” (2012) e “Jimmy´s Hall” (2014).

Fato inédito no mercado cinematográfico brasileiro, essa é a primeira vez que uma distribuidora têm em seu lineup os três filmes vencedores em sequência dos três principais festivais de cinema internacionais. “Desde Allá” dirigido por Lorenzo Vigas Castes  foi o vencedor do Leão de Ouro no último Festival de Veneza, “Fogo no Mar” do italiano Gianfranco Rosi levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim em fevereiro, e agora, “Eu, Daniel Blake”.

Leia também: Júri toma partido de filmes repudiados pela crítica e polemiza com prêmios em Cannes

Conhecido por abordar temas sociais em seus filmes, Ken Loach já ganhou três vezes o Prêmio do Júri no Festival de Cannes com “Agenda  Secreta” (1990), “Chuva de Prata” (1993) e “Terra e Liberdade” (1995), mas sua consagração como diretor veio em 2006 com a Palma de Ouro por “Ventos da Liberdade”.

“Eu, Daniel Blake” relata a historia de um homem, que após  sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho,  e busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação. Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo sistema, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie, a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter.

A Imovision garantiu em seu catálogo outras produções que passaram por mostras paralelas de Cannes, como o novo filme do japonês Kore-eda Hirokazu, “After the Storm”.

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Análises | 18:05

Júri toma partido de filmes repudiados pela crítica e polemiza com prêmios em Cannes

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Foto: divulgação/Cannes

Foto:AFP

Divulgados neste domingo, os premiados da 69ª edição do Festival de Cinema de Cannes provocaram um inesperado anticlímax. Além de vaiado pela imprensa na coletiva que tinha como objetivo justificar suas escolhas, o júri presidido pelo cineasta australiano George Miller foi classificado como mais esquizofrênico e bizarro dos últimos anos na croisette.

Isso porque as escolhas do júri, todas francamente surpreendentes, divergiram frontalmente dos favoritos da crítica. Não é a primeira vez que isso acontece. Na realidade, acontece quase sempre.  Mas poucas vezes se viu uma percepção do que deve ser premiado tão distinta. Esse ruído, que passa pela pouca cortesia de muitos jornalistas que vaiaram a achacaram muitos filmes e artistas em competição, ganhou proporções inéditas em 2016.

Pegue o caso de Xavier Dolan. O jovem cineasta canadense, uma das crias de Cannes, é desses casos de ame ou odeie. Seu novo filme, “Juste La fin Du Monde” foi execrado pela crítica com tanta virulência que provocou um bate-boca, em pleno festival, entre Dolan e seus detratores. O cineasta questionou a função e a competência da crítica para julgar a arte. No fim das contas, o júri lhe outorgou o Grande Prêmio do Júri, espécie de segundo lugar. Ele já havia ganhado o Prêmio do Júri em 2014 como “Mommy”. Detalhe: esta foi sua segunda participação na competição oficial em Cannes.

A ausência de filmes festejados pela crítica em meio aos premiados sugere uma ruptura deliberada entre júri e crítica. Foram muitos os filmes laureados pela crítica (“Elle”, “Paterson”, Toni Erdmann”, “Aquarius”, “Loving”, “Ma Loute” e “The Handmaiden”). Nenhum deles figurou no rol dos premiados. Mesmo filmes que polarizaram opiniões, como “Julieta” de Almodóvar e “The Neon Demon”, de Nicolas Winding Refn saíram de mãos abanando. Já filmes considerados ruins pela crítica, foram premiados como “American Honey”, “Personal Shopper”, “Ma Rosa” e o já citado filme de Dolan. Mesmo o vencedor da Palma de Ouro, o britânico Ken Loach, “I, Daniel Blake” não era apontado como um sério concorrente.

A percepção geral é de que era um filme mediano do britânico. Talhado da mesma energia e viés político, mas de arranjo muito convencional para um prêmio esteta como a Palma de Ouro. Foi o segundo triunfo de Loach em Cannes e deixou transparecer toda a sua surpresa.

Outra decepção foi ver que em um ano com forte apelo feminino na riviera francesa, com três filmes dirigidos por mulheres e alguns dos favoritos da crítica centrados em figuras femininas, houve tão pouco apreço à diversidade de gênero.

Escolhas polêmicas fazem parte do contexto de um festival de cinema e de júris tão ecléticos e heterogêneos como o são tradicionalmente nesses eventos. Mas a intensidade da seleção de 2016 talvez pedisse mais ousadia e menos corporativismo.

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