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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 Listas | 17:32

Retrospectiva 2015: Os dez melhores cartazes do ano

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O Cineclube dá o pontapé inicial em sua retrospectiva do ano de 2015 com os melhores cartazes do ano. Teve muita coisa boa, como de hábito, na seara dos materiais promocionais. As artes são cada vez mais belas, criativas e discursivas. A seguir, o que de melhor, no crivo da coluna, surgiu em 2015.

O pôster principal de "Love 3D" é tão subversivo quanto plasticamente belo

O pôster principal de “Love 3D” é tão subversivo quanto plasticamente belo

O cartaz de "Corrente do Mal" evoca aura de filme B, sem descuidar da aflição contínua que marca o longa

O cartaz de “Corrente do Mal” evoca aura de filme B, sem descuidar da aflição contínua que marca o longa

A verve psicodélica de "Dope: Um Deslize Perigoso" prevalece no imaginativo cartaz

A verve psicodélica de “Dope: Um Deslize Perigoso” prevalece no imaginativo cartaz

Beleza, erudição e tragédia estão representadas neste belíssimo cartaz de "Macbeth"

Beleza, erudição e tragédia estão representadas neste belíssimo cartaz de “Macbeth”

A ideia deste pôster de "Homem-Formiga" pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

A ideia deste pôster de “Homem-Formiga” pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

Esse foi um dos primeiros cartazes de "Jogos Vorazes: A Esperança - o Final" e nada do que veio depois foi mais impactante

Esse foi um dos primeiros cartazes de “Jogos Vorazes: A Esperança – o Final” e nada do que veio depois foi mais impactante

O que dizer desta sacada genial do pôster de "Magic Mike XXL"?

O que dizer desta sacada genial do pôster de “Magic Mike XXL”?

Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado "Música, Amigos e Festa"

Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado “Música, Amigos e Festa”

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de "Perdido em Marte" em 2015

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de “Perdido em Marte” em 2015

O pôster de "O Regresso" já é uma obra de arte minimalista...

O pôster de “O Regresso” já é uma obra de arte minimalista…

 

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 13:52

“13 Horas” é o filme mais sério de Michael Bay

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John Krasinski em cena do filme "13 Horas"

John Krasinski em cena do filme “13 Horas”

Michael Bay, de vez em quando, resolve dar um tempo de Michael Bay. Entre um “Transformers” e outro ele faz um filme menor. Um filme menor, mas vale ter em mente, que um filme menor nos padrões do diretor.

Depois do bem sacado e divertidíssimo “Sem dor, sem ganho” (2013), Bay apresenta “13 horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, filme baseado no livro de não ficção “13 hours: the inside account of what really happened in Benghazi”, de Mitchell Zuckoff, que conta bastidores do ataque terrorista a uma base diplomática americana na Líbia em 2012.

iG ON: Michael Bay filma ação americana clandestina na Líbia em “13 Horas”

O filme recria as 13 horas de tensão que capturam tanto o atentado quanto a reação das forças americanas a ele.

A coluna assistiu a cerca de 25 minutos da produção que estreia no dia 18 de fevereiro de 2016.

Mesmo quando se impõe à discrição, Bay é chamativo e no caso de “13 Horas” isso não é algo desfavorável. As cenas assistidas pelo Cineclube são caprichadas na combinação tensão e patriotismo.

O cuidado de Bay em ser fidedigno aos protocolos militares, algo que já pôde ser presenciado na série “The Last Ship”, da qual é produtor executivo, salta aos olhos. Algo que foi confirmado em featurette exibido aos jornalistas com depoimentos de alguns sobreviventes da ação militar na Líbia.

Com barbudos John Krasinski e James Bagde Dale à frente do elenco, “13 Horas” promete ser tão explosivo quanto qualquer filme de ação de Bay, mas com o acréscimo de iluminar um episódio que ainda hoje é amplamente questionado por autoridades políticas e opinião pública americanas.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 14:02

Romance de estranhamento, “Garota Sombria Caminha pela Noite” é filme de vampiro que faltava

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Um conto moral ou uma abordagem iraniana do vampirismo no cinema? “Garota Sombria Caminha pela Noite”, coprodução entre EUA e Irã, falado em persa e rodado em um preto e branco hipnotizante, agrega um pouco das duas definições, mas vai muito além delas.

Estamos em Bad City, uma cidade de cafetões, traficantes, prostitutas e crianças que flertam com a delinquência. Além dos drogados e desesperançosos. É neste cenário inóspito que uma vampira solitária escolhe suas vítimas na noite escura que convida os tipos mais depravados.

Dirigido por Ana Lily Amirpour, inglesa de ascendência iraniana, o filme passou por festivais como Londres, São Francisco e Sundance e integrou algumas listas de melhores produções de 2014 de críticos e publicações de prestígio. O entusiasmo não é injustificado.

Cena do filme "Garota Sombria Caminha pela Noite"

Cena do filme “Garota Sombria Caminha pela Noite”

“Garota Sombria Caminha pela Noite” vale-se da estranheza e de um profundo sentimento de deslocamento –realçado pela estética apuradíssima que compreende desde a fotografia altamente estilizada até a trilha sonora mesmerizante – para falar de solidão e de como o amor pode surgir mesmo nas circunstâncias menos propícias.

Trata-se de um filme cujo sentido precisa ser construído em conjunto com sua audiência, mas Amirpour fornece todas as ferramentas possíveis para isso. Há, por exemplo, uma cena lindíssima em que nossos heróis se conectam ao som de uma canção chamada “Death”, da banda White Lies. A cena, de uma organicidade que foge a toda à franquia “Crepúsculo” para ficar em um exemplo pop, arregimenta todo o sentimento de deslocamento, inadequação e carência que une aqueles dois jovens.

O vampirismo no filme de Amirpour é menos uma condição parasitária e mais um movimento de resistência a ele. É, portanto, uma leitura poética de um mito tão largamente explorado e deturpado pelo cinema.  Pode-se dizer, sim, que se trata de uma abordagem iraniana do vampirismo, porque dificilmente se verá um recorte tão lúdico e inebriante do vampirismo no cinema contemporâneo. No entanto, não se trata de um filme efetivamente iraniano. Esse mistério se concatena com a aura do filme. Senhor de uma atmosfera tão encantadora quanto distante, “Garota Sombria Caminha pela Noite” é um dos filmes mais criativos, pulsantes e sensíveis a aportar em nossos cinemas em 2015.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 13:15

“A Floresta que se Move” revigora peça mais complexa de Shakespeare

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Fazer uma adaptação brasileira de MacBeth, uma das peças shakespearianas mais adaptadas pelo cinema – grandes mestres como Orson Welles e Roman Polanski o fizeram – é, sob muitos aspectos, uma proposta para lá de ousada. Ambientá-la na atualidade é flertar perigosamente com o descarrilamento da ideia, mas o diretor Vinícius Coimbra (“A Hora e a Vez de Augusto Matraga”), com o préstimo da roteirista Manuela Dias, contorna essas problemáticas com um drama voraz e cheio de personalidades.

Cena de "A Floresta que se Move" (Foto: divulgação)

Cena de “A Floresta que se Move”
(Foto: divulgação)

“A Floresta que se move” (Brasil, 2015) é um filme que não esconde sua ascendência teatral e com essa opção reforça as tintas shakespearianas em uma elaboração dramática com cores contemporâneas. Gabriel Braga Nunes é Elias Amaro, que recebe de uma bordadeira tão logo desembarca da Alemanha, que hoje seria promovido à vice-presidente do banco e que logo seria presidente. A profecia, também ouvida pelo amigo César (Ângelo Antônio) detona a ambição de Elias, sentimento cultivado com afinco por sua esposa Clara (Ana Paula Arósio) e ele se vê desejoso de avançar contra a vida de seu chefe, quem é todo atenção para com ele, vivido por Nelson Xavier.

Confiando nos atores – e seu par de protagonistas não decepciona – Coimbra recorre ao realismo fantástico para expor a fissura emocional que acomete a casa e os personagens.

A narrativa evolui relacionando bem os paradigmas estabelecidos por Shakespeare e a realidade contemporânea, em que uma instituição financeira é o maior símbolo do poder capitalista.

Não se trata de um filme que tenta atualizar Shakespeare, um erro em que muitas obras cinematográficas incorrem, mas de uma tentativa de dialogar com a obra do bardo inglês por meio de um recorte inusitado e inventivo. É este o mérito fundamental do filme que apresenta muitos outros como a adequação ao texto clássico, a boa direção de arte e cenários e, especialmente, as atuações.

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domingo, 13 de dezembro de 2015 Análises, Filmes | 19:45

Como fica a corrida pelo Oscar 2016 depois das listas do SAG e do Globo de Ouro?

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Nesta segunda-feira serão conhecidos os indicados ao 21º Critic´s Choice Awards, que, para todos os efeitos, tem sido o prêmio periférico com melhor aproveitamento em antecipar os vencedores do Oscar nas principais categorias.  De qualquer maneira, a última semana foi decisiva em determinar o jeitão da corrida daqui para frente.

Essa definição, no entanto, se deu de uma maneira menos definitiva do que muitos esperavam. Desde a pré-largada, ou seja, ali no clímax dos festivais outonais de Veneza e Toronto, se sabia que seria uma temporada de premiações com foco nas interpretações e que não haveria um filme de favoritismo consolidado.

Na falta deste, “Spotlight – Segredos Revelados” assumiu o protagonismo. O SAG e o Globo de Ouro confirmam que “Spotlight” é, de fato, um dos principais players da temporada, mas acusam que esse protagonismo pode já estar se esgotando. O fato do elenco do filme não ter tido indicação no Globo de Ouro e de ter tido um espaço menor do que o esperado no SAG são preocupantes para a produção de Tom McCarthy.

Cena de "Spotlight": filme perde força em momento de definição de quem está no páreo  (Foto: divulgação)

Cena de “Spotlight”: filme perde força em momento de definição de quem está no páreo
(Foto: divulgação)

Por outro lado, “Mad Max: Estrada da Fúria”, que parecia uma aposta improvável se assevera como um contender sério. Outro blockbuster de peso, “Perdido em Marte”, ainda que não tenha sido contemplado pelo SAG, calhou bem com a HFPA; o que deve ajudar na campanha do filme rumo às indicações ao Oscar.

Interessante observar que desde que estabeleceu a possibilidade de ter até dez filmes entre os indicados a melhor produção do ano, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood sempre penou para acolher algum blockbuster. Não parecer ser o caso em 2015. Há, ainda, “Star Wars: O Despertar da Força” que, salvo o fato de ser especialmente ruim, pode se juntar ao balaio.

Entre os filmes que mais cresceram nesta semana estão “Trumbo: Lista Negra” e “A Grande Aposta”. O primeiro é um filme sobre Hollywood e Hollywood tem se mostrado bem condescendente consigo mesma como atestam os recentes triunfos de “O Artista” e “Argo”. Trata-se de um filme de ator, com uma pegada política ressonante no senso cívico da comunidade. Um filme que cresce na hora certa.

Já “A Grande Aposta” foi uma aposta de última hora da Paramount que decidiu antecipar o lançamento do filme para tentar um slot em uma temporada sem grandes favoritos. Deu certo. Dirigido com sagacidade insuspeita por Adam McKay e com um elenco no auge, o filme esgarça a crise financeira que assolou a América em 2008 com inteligência e agudeza. Tem tudo para emplacar no Oscar. Foi bem contemplado no SAG e no Globo de Ouro, onde colide com “Perdido em Marte”, da Fox.

Trata-se, portanto, de um ano em que os estúdios parecem bem munidos para enfrentar os independentes, que se arregimentam fundamentalmente em “Carol” e “O Quarto de Jack”.

Iñárritu foi ao Oscar com todos os seus filmes e a máxima devem continuar com "O Regresso"

Iñárritu foi ao Oscar com todos os seus filmes e a máxima devem continuar com “O Regresso”

“O Regresso” não parece reunir a mesma força de “Birdman”, o filme que deu o Oscar a Alejandro González Iñárritu no ano passado. Mas a falta de candidatos consolidados e o prestígio do mexicano devem garantir o acesso da produção aos principais Oscars. Vencer já é oura história.

O novo de David O. Russell, “Joy: O Nome do Sucesso” deve ficar pelo Globo de Ouro. O filme parece não ter provocado o mesmo maravilhamento das últimas produções do cineasta.

Atuações

A categoria de ator ganha forma. Difícil crer que Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”), Bryan Cranston (“Trumbo: Lista Negra”) e Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) não estejam no Oscar. Michael Fassbender (“Steve Jobs”) também parece quase assegurado. Johnny Depp (“Aliança do Crime”), Steve Carell (“A Grande Aposta”), Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Michael Caine (“Juventude”) também estão na briga.

A categoria de atriz está mais aberta. As indicações ao Globo de Ouro mais confundem do que ajudam a ler a situação. Isso porque Rooney Mara, por “Carol”, e Alicia Vikander, por “A Garota Dinamarquesa”, estão inscritas como coadjuvantes no Oscar, apesar de concorrerem como atrizes principais nos Globos.

Cate Blanchett (“Carol), Saoirse Ronan (“Brooklyn”) e Brie Larson (“O Quarto de Jack”) são certezas. Jennifer Lawrence (“Joy”) pode parecer uma possibilidade distante, mas em face dessa desinformação pode ganhar votos preguiçosos e entrar na lista final. Lily Tomlin (“Grandma”) e Blythe Danner, também conhecida como a mãe de Gwyneth Paltrow, por “I´ll see you in my dreams”,  estão angariando muitos elogios nas rodinhas certas.

Sarah Silverman, por “I Smile Back”, a grande surpresa da lista do SAG, pode ganhar força nessa reta final.

Para os coadjuvantes masculinos, a grande incógnita é se o elenco de “Spotlight” vai receber amor por parte da academia. Isso poderia embaralhar a ascensão de nomes como Sylvester Stallone (“Creed”) e Michael Shannon (“99 homes”), pouco comentados antes dessa semana decisiva.

Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”) e Idris Elba (“Beasts of No Nation”) parecem bem colocados na disputa.

Entre as mulheres, Kate Winslet, por “Steve Jobs”, Helen Mirren, por “Trumbo”, Vikander e Mara são certezas. A última vaga pode ser preenchida tanto por Jane Fonda (“Juventude”) ou Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”).

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:01

Documentário “Osvaldão” ilumina figura mítica da guerrilha do Araguaia

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Falar de personagens amplamente conhecidos pela história pode não ser exatamente fácil, mas certamente é mais realizável. “Osvaldão”, documentário que visa iluminar vida e trajetória de Osvaldo Orlando da Costa, o comandante negro da guerrilha do Araguaia e mais um das muitas vítimas da ditadura brasileira, é, portanto, um filme que precisa ser saudado por sua coragem e desprendimento.

O filme, rodado de maneira independente recorreu ao financiamento coletivo na internet para que o lançamento fosse viabilizado em sete cidades brasileiras neste final de semana. Incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Não há nada no filme assinado pelos diretores Ana Petta (“Repare Bem”), André Michiles (“Através”), Fabio Bardella (“Através”) e Vandré Fernandes (“Camponeses do Araguaia”), que integram o coletivo cinematográfico Gameleira, além do interesse de entender essa figura tão incomum. Osvaldão é, de fato, um personagem mais rico do que um preconceito sugere. Ao deflagrar o passado de Osvaldo, os diretores apresentam um contundente vaticínio contra as mazelas da ditadura, muitas delas ainda enterradas pela má vontade do Estado em assumir o inglório passado.

Não se trata de um filme com um discurso em evolução, no entanto. Há um ponto de vista muito claro ali, mas os realizadores são sábios em não deixar que essa perspectiva se imponha sobre o personagem investigado. Essa generosidade resguarda o filme de críticas oriundas de um posicionamento diverso daquele verificado nas entrelinhas da produção.

Pugilista talentoso, devoto familiar e benquisto pelos amigos, o Osvaldo que surge em “Osvaldão” é muito simpático. Talvez esteja aí o grande problema do filme. O personagem não é problematizado em momento algum. Não deixa de se residir aí, também, um preconceito por parte da realização. Difícil crer que com a variedade de documentos e depoimentos que o filme dispôs, nada tenha se encontrado para instaurar um conflito sequer na pessoa de Osvaldo.

De toda forma, o filme equilibra a reconstituição do cenário político que levou à guerrilha no Araguaia, com a memória de um homem afetuoso, querido e muitíssimo bem lapidado para a atividade política, com uma experiência internacional nada desprezível.

Goste-se ou não de “Osvaldão”, e há mais razões para gostar do que desgostar, é o tipo de cinema que dá gosto de ver no Brasil. Do tipo que milita tanto pela compreensão de um contexto, como por um cinema oxigenado e fora das convenções de mercado.

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Diretores, Notícias | 16:31

David Lean ganha retrospectiva no CCBB de São Paulo

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David Lean orienta Laurence Olivier no set de "Lawrence na Arábia" (Foto: divulgação)

David Lean orienta Laurence Olivier no set de “Lawrence na Arábia”
(Foto: divulgação)

O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo apresenta O CINEMA TOTAL DE DAVID LEAN, uma retrospectiva dedicada a um dos cineastas mais importantes da historia da sétima arte. Será exibida a obra completa deste singular realizador britânico. São 18 filmes – sendo 16 longas que David Lean assinou como diretor e mais um pelo qual não recebeu o crédito e outro em que assinou apenas como montador, oferecendo ao público brasileiro uma oportunidade única de acompanhar sua trajetória.

David Lean  tornou-se sinônimo de longos épicos arrebatadores, como “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”, mas a carreira do lendário diretor abrange também dramas mais intimistas. Um contato com essa faceta menos conhecida do cineasta é possível com a retrospectiva organizada pelo CCBB.

Sete vezes indicado ao Oscar, o britânico triunfou duas vezes com os filmes “Lawrence da Arábia” (1962) e “A Ponte do Rio Kwai” (1957). Ambas as vezes como diretor. O cineasta também foi laureado em festivais como Berlim e Cannes. Como diretor, Lean conduziu 19 filmes. Portanto, a mostra é das mais completas e significativas sobre o cineasta.

Cena de "A História de Uma Mulher", um dos destaques da mostra

Cena de “A História de Uma Mulher”, um dos destaques da mostra

SERVIÇO

Mostra “O CINEMA TOTAL DE DAVID LEAN” 

de 16 de dezembro de 2015 a 11 de janeiro de 2016

Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – Cinema

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia entrada)

Informações: 11 3113-3651/52

Horários e classificação indicativa disponíveis no site http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015 Análises, Críticas | 20:24

Crítica dos indicados ao Globo de Ouro 2016

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CarolComo de hábito, a HFPA, que outorga os prêmios Globo de Ouro, passou longe da unanimidade, mas sua seleção de melhores de 2015 no cinema e na televisão também passou longe de ser merecedora de restrições e desagravos.

“Carol”, que no Brasil será distribuído pela Mares Filmes, confirmou sua condição de independente do ano – ensejada pela boa recepção no festival de Cannes e se consolidou no topo da disputa com cinco indicações. É, também, um reflexo de um ano em que a produção de estúdio mais forte é um blockbuster autoral, o exuberante e calculadamente caótico “Mad Max – A Estrada da Fúria”.

Na sequência figuram “Steve Jobs”, “O Regresso” e “A Grande Aposta” com quatro nomeações cada.

As maiores surpresas residem na área de televisão. Mas elas são mais barulhentas do que efetivamente surpreendentes. “Narcos” é mais novidade do que “House of Cards”, ciosa de uma esperada decadência. Por isso, a presença da série – e de Wagner Moura – faz sentido em face do histórico da associação de correspondentes estrangeiros de Hollywood com novos programas. “Mr. Robot’, por seu turno, impôs-se na disputa como o programa mais comentado e elogiado da temporada. Não à toa, lidera a corrida no segmento televisivo.

iG ON: Confira a lista completa dos indicados ao Globo de Ouro 2016

Voltando ao cinema, chama a atenção a presença de “Spotlight – Segredos Revelados”, percebido como um filme de atores, em categorias como filme drama, diretor e roteiro, mas sem um membro sequer do elenco indicado. Em termos de Globo de Ouro isso não quer dizer necessariamente menor chance de vitória, mas é um indício de que apesar de largar na frente na corrida pelo Oscar, o filme não abriu distância.

A presença de “Mad Max” entre os melhores dramas não chega a ser uma surpresa, mas sua opção em detrimento de produções mais ajustadas ao gosto das premiações como “Steve Jobs”, “A Garota Dinamarquesa” e mesmo “Ponte dos Espiões” denota que o primeiro passo para se vencer o preconceito com blockbusters é ter um bom blockbuster para começo de conversa. O filme de George Miller é o primeiro desde “Batman – O cavaleiro das Trevas” (2008) a preencher os requisitos.

Apesar do aparente protagonismo de “Carol”, a disputa parece se concentrar entre os filmes que protagonizaram os dois últimos parágrafos.

Entre as comédias, “A Grande Aposta” – até pelo número de indicações avantajado para as comédias em disputa – parece gozar de muito favoritismo. “Perdido em Marte”, um dos filmes mais celebrados do ano – por mais estranho que seja sua figuração entre as comédias – pode ser seu maior rival.

A contenda entre os diretores parece desequilibrada a favor de George Miller (“Mad Max”). O que ele fez é realmente incrível e merecedor de prêmios. Mais do que o Oscar, o Globo de Ouro costuma responder pontualmente a isso. Mas Iñárritu já se encaixava no perfil ano passado, por “Birdman”, e a HFPA sentiu que a dedicação de Richard Linklater ao projeto “Boyhood” carecia de um reconhecimento mais altivo. Pelo não menos impactante “O Regresso”, pode ser a vez de Iñárritu.

“Cinquenta Tons de Cinza”, “Velozes e Furiosos 7”, “Shaun, o Carneiro”, “Steve Jobs”, “A Garota Dinamarquesa” e “O Quarto de Jack”: Os filmes da Universal na disputa

“Cinquenta Tons de Cinza”, “Velozes e Furiosos 7”, “Shaun, o Carneiro”, “Steve Jobs”, “A Garota Dinamarquesa”
e “O Quarto de Jack”: Os filmes da Universal na disputa

Se houve algum ranço de decepção nessa lista do Globo de Ouro, ela jaz entre os filmes estrangeiros. A seleção não é especialmente ruim, mas fica alguns degraus abaixo do desejado em face dos filmes que estavam na briga. Na configuração que está, fica difícil apostar em qualquer outro candidato que não “O Filho de Saul”, da Hungria.

O novo filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados” se viu contemplado nas categorias de roteiro, trilha sonora e atriz coadjuvante. O mesmo deve se replicar no Oscar.  A briga pelo prêmio de roteiro, no entanto, parece ser entre “A Grande Aposta” e “Spotlight”.

Atuações

O maior destaque recai definitivamente sobre a ausência de Johnny Depp. Não que seu trabalho em “Aliança do Crime” seja maior que a vida, mas trata-se de sua melhor atuação desde “Sweeney Todd”, pelo qual ganhou o Globo de Ouro em 2008. Vale lembrar que ele foi indicado pelo contestado “O Turista”. Mas não se pode reclamar dos atores dramáticos selecionados pela HFPA. Michael Fassbender (“Steve Jobs”), Bryan Cranston (“Trumbo: Lista Negra”), Leonardo DiCaprio (“O Regresso”),  Will Smith (“Um Homem entre Gigantes”) e Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”) reúnem unanimidade em torno de seus trabalhos. Algo que não pode ser desprezado em um ano tido como menor para os intérpretes masculinos.

Já do lado cômico, a sensação é de baderna. A HFPA foi resgatar trabalhos de Mark Ruffalo e Al Pacino do início do ano, nada especialmente fantástico, para contornar um sentimento de vazio na disputa. Christian Bale e Steve Carell, ambos de “A Grande Aposta”, devem ver a vitória de Matt Damon, que carrega “Perdido em Marte” sozinho e é, francamente, o único prêmio que o filme merece (já que o roteiro não foi indicado).

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em "Estrada da fúria" (Foto: divulgação)

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em “Estrada da fúria”
(Foto: divulgação)

Brie Larson (“O Quarto de Jack”) e Alicia Vikander (“A Garota Dinamarquesa”) brigam pelo troféu de atriz dramática. Cate Blanchett e Rooney Mara devem ficar nas indicações por “Carol”.

No lado cômico, talvez seja o momento de Amy Schumer (“Descompensada”), cada vez mais em alta nos EUA. Mas Jennifer Lawrence (“Joy”) é sempre um perigo. Mas ela já tem dois prêmios. Há quem pense que já é muito para o que apresentou.

Para encerrar, a briga entre “Anomalisa” e “Divertida Mente” promete ser boa pelo prêmio de melhor animação. São dois dos melhores filmes do ano. Podiam muito bem figurar nas duas categorias principais.

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Filmes, Notícias | 17:27

Um dos filmes mais festejados do ano, “A Grande Aposta” ganha novo vídeo promocional

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Foto: Divulgação

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Com indicações ao SAG e ao Globo de Ouro, “A Grande Aposta” já se firmou como um dos principais filmes da temporada de premiações. Steve Carell e Christian Bale, que compõe o estrelado elenco que conta, ainda, com Ryan Gosling, Melissa LeoBrad Pitt, também receberam indicações individuais tanto no SAG quanto no Globo de Ouro.

“A Grande Aposta” conta a trajetória de quatro homens fora do mercado financeiro que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que abateu os Estados Unidos em 2008. O filme está sendo percebido como uma crítica voraz, mas muitíssimo bem humorada, do sistema capitalista.

A estreia no Brasil está prevista para 14 de janeiro de 2016.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015 Filmes, Notícias | 19:17

Confira o 1º trailer legendado do filme de terror austríaco “Boa Noite, Mamãe!”

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Cena de "Boa Noite, Mamãe": um dos filmes mais elogiados do ano pela crítica internacional  (Foto: divulgação)

Cena de “Boa Noite, Mamãe”: um dos filmes mais elogiados do ano pela crítica internacional
(Foto: divulgação)

A PlayArte divulgou nesta quarta-feira (9) o primeiro trailer legendado de “Boa Noite, Mamãe!”, escolha da Áustria para representar o país na briga por uma vaga na categoria de produção estrangeira no Oscar. Dirigido por Severin Fiala e Veronika Franz, o filme aborda a estranheza que uma cirurgia plástica pode provocar. A questão da pele e da identidade, tão bem abordadas por cineastas como David Cronenberg e Pedro Almodóvar em momentos distintos de suas filmografias, ganha um inventivo olhar no terror austríaco que chega aos cinemas brasileiros em 21 de janeiro de 2016.

A sinopse diz o seguinte: Dois irmãos gêmeos mudam para uma nova casa com a mãe deles após o rosto dela mudar devido uma cirurgia plástica. Mas por baixo dos curativos que a mãe usa, está alguém que eles não reconhecem mais! O trailer, para lá de empolgante, diz muito mais. Confira!

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