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segunda-feira, 28 de abril de 2014 Fotografia | 22:20

Robert Downey Jr. posta foto do elenco de “Os vingadores 2” em Londres

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O ator compartilhou com seus seguidores no Twitter o registro feito no domingo à tarde durante uma reunião informal com equipe e elenco de “Os Vingadores 2: a era de Ultron”. É possível identificar na foto,  além do intérprete de Homem de ferro, o ator Chris Hemsworth (Thor), Scarlett Johansson (Viúva negra), Samuel L. Jackson (Nick Fury) e o diretor e roteirista Joss Whedon.

(Foto: reprodução internet)

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domingo, 27 de abril de 2014 Atores | 19:08

Andrew Garfield, além de Peter Parker

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(Foto: reprodução Instagram)

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Muita gente torce o nariz para essa nova versão do Homem-Aranha, cujo segundo filme (“O espetacular Homem-Aranha 2 – a ameaça de Electro) estreia na próxima quinta-feira. Mas há um aspecto dessa reimaginação do universo aracnídeo que foge à polêmica. A adequação de Andrew Garfield ao personagem. Tanto ao Aranha, com seu corpo esguio, como a Peter Parker.  A essência do personagem, nerd, introvertido e inseguro, já havia sido capturada por Tobey Maguire, mas Garfield é mais orgânico ao frisá-la, ainda que seu Peter  Parker seja mais seguro de si e jeitoso do que a concepção clássica do personagem, mais respeitada na versão do diretor Sam Raimi que tinha Maguire como protagonista.

Andrew Garfield tem 30 anos, mas não se deixe enganar pela cara de moleque e aparência franzina. O intérprete de Peter Parker é um ator muito ambicioso. Assumir o risco de viver o Homem-Aranha quando ninguém queria um novo ator vivendo o herói é um reflexo dessa ambição e o fato de ter convencido público e crítica em um filme que não fez o mesmo prova que Garfield tem talento e carisma a ofertar além do que o rostinho bonito entrega.

A primeira vez que o ator chamou a atenção foi no drama com fortes cores liberais (e ainda mais forte na postura contra a invasão americana no Iraque, então em pleno vapor) “Leões e cordeiros” (2007), de Robert Redford. Ele fazia um estudante brilhante, mas aparentemente pouco interessado com os rumos de sua vida profissional e da política de seu país. O professor vivido por Redford tenta incutir alguma consciência política no rapaz, mas esbarra em seu cinismo.

O ator em cena de "Leões e Cordeiros": primeira impressão acima da média

O ator em cena de “Leões e Cordeiros”: primeira impressão acima da média ( Foto: divulgação)

O papel, mais difícil do que parece, ajudou Garfield a conseguir outro papel relevante em um filme de inegável ambição artística, “O mundo imaginário do doutor Parnassus” (2009), que acabou ficando popular por se tratar do último filme estrelado pelo saudoso Heath Ledger, cuja participação fora completada pelos atores Johnny Depp, Colin Farrel e Jude Law.

O trabalho o colocou na mira de David Fincher que o escalou para o papel mais desafiador de sua carreira, o do co-fundador do Facebook Eduardo Saverin em “A rede social” (2010). Era o personagem mais difícil do filme e Garfield conseguiu preenchê-lo com as exatas doses de carisma, contradição e coração. No mesmo ano, estrelou o pequeno ( em orçamento e visibilidade, mas grande em qualidade) “Não me abandone jamais”, uma mescla ousada de drama existencial e ficção científica hardcore e provou ser capaz de segurar um filme dramaticamente.

Ainda em 2010, ele foi anunciado com o novo intérprete do Homem-Aranha. Era um caminho sem volta para o estrelato, mas também uma oportunidade de fisgar melhores trabalhos, receber propostas para filmes que, talvez, não chegariam a ele sem o Homem-Aranha em sua vida. Um desses trabalhos é “Silence”, novo filme de Martin Scorsese, previsto para 2015, em que o ator será protagonista. No filme, ele viverá um padre jesuíta que vai ao Japão investigar acusações de perseguição religiosa.

Garfield nos bastidores de "O espetacular Homem-Aranha 2": uma carreira muito bem conduzida ( Foto: divulgação)

Garfield nos bastidores de “O espetacular Homem-Aranha 2”: carreira muito bem conduzida ( Foto: Splash News)

Não é o caso de supor que Garfield porá fim à lucrativa, elogiada e premiada parceria entre Scorsese e Leonardo DiCaprio, mas os dados estão rolando e Garfield tem fome.

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sábado, 26 de abril de 2014 Bastidores | 20:19

O que aconteceu com as loiras do cinema?

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Marilyn Monroe não foi apenas uma das grandes mulheres do cinema. Foi, talvez, a maior atriz loira a já ter existido. Pelos excessos, pelo talento, pela mitologia erguida sobre si, pela volúpia, pela sensualidade e por muitas outras razões.

Marilyn é, por toda essa conjuntura, uma personagem fascinante que já rendeu inúmeros livros, filmes, peças, coleções de moda e toda sorte de postulação artística.

A última encarnação de Marilyn Monroe no cinema foi em “Sete dias com Marilyn” (2011), em que a diva foi vivida pela ótima atriz Michelle Williams (“O segredo de Brokeback Mountain” e “Namorados para sempre”).  Michelle tangenciou Marilyn magnificamente e foi indicada ao Oscar pelo papel.

Marilyn Monroe (à esq) e Michelle Williams que a interpretou em "Sete dias com Marilyn" (Foto: reprodução)

Marilyn Monroe (à esq) e Michelle Williams que a interpretou em “Sete dias com Marilyn” (Foto: reprodução)

A estreia do drama britânico baseado nos livros “The prince, the showgirl and me” e “My week with Marilyn”, ambos de Colin Clark, postergaram a produção de outro drama biográfico sobre a estrela. “Blonde”, do diretor neozelandês Andrew Dominik já tinha, no entanto, sua Marilyn e ela atendia pelo nome de Naomi Watts.

O filme, baseado no livro homônimo de Joyce Carol Oates, vai ser produzido por Brad Pitt, em alta como produtor após conquistar o Oscar de melhor filme com “12 anos de escravidão”, e terá Jessica Chastain como protagonista. A atriz, que é ruiva, é uma das maiores sensações em Hollywood. Surgiu em “A árvore da vida” (2011), em que contracenava com Pitt, e em três anos esteve em mais de dez produções, todas muito bem de público e crítica.

Mas a razão da escolha de Chastain pode estar menos relacionada a seu flagrante talento e mais ao marasmo criativo pelo qual atravessam as loiras hollywoodianas. Naomi Watts, atriz gabaritada, vem de um fracasso retumbante com outra biografia; a da princesa Diana. Esse revés seguramente pesou na mudança de tom dos produtores. Jessica Chastain, por sua vez, já foi indicada ao Oscar vivendo uma loira em “Histórias cruzadas” (2011).

A ruiva número 1 de Hollywood, Jessica Chastain, vai viver a loira de todas as loiras do cinema ( Foto: divulgação)

A ruiva número 1 de Hollywood, Jessica Chastain, vai viver a loira de todas as loiras do cinema ( Foto: divulgação)

 

Jessica Chastain, loira, em "Histórias cruzadas" (foto: divulgação)

Jessica Chastain, loira, em “Histórias cruzadas” (foto: divulgação)

 

Margot Robbie será Jane no filme que a Warner prepara sobre Tarzan: a próxima aposta loira? (Foto: divulgação)

Margot Robbie será Jane no filme que a Warner prepara sobre Tarzan: a próxima aposta loira? (Foto: divulgação)

A australiana Margot Robbie, que causou alvoroço no início do ano com sua participação em “O lobo de Wall Street”, ainda não tem cacife suficiente para segurar uma produção tão dependente da protagonista como “Blonde” será.

Atrizes como Charlize Theron, Reese Witherspoon, Diane Lane, Uma Thurman, Sharon Stone e Michelle Pfeiffer  ou vivem o ocaso de suas carreiras ou lutam para readquirir a confiança de produtores e estúdios em suas habilidades em liderar um filme com gosto pela complexidade. Scarlett Johansson, a loira mais popular da atualidade no cinema americano, ainda tenta se desvencilhar do status de boazuda e estrela dois filmes em 2014 (“Lucy” e “Sob a pele”) que ironicamente podem reforçá-lo.

Uma atriz ruiva interpretar um ícone da loirice, no entanto, pode agitar algumas placas tectônicas em Hollywood e possibilitar um contra-ataque loiro. Estamos observando!

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Análises | 19:20

Reflexão sobre o uso da nudez no cinema

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Kate Winslet posa para Leonardo DiCaprio em cena de "Titanic" (Foto: divulgação)

Kate Winslet posa para Leonardo DiCaprio em cena de “Titanic” (Foto: divulgação)

No filme “Era uma vez eu, Verônica”, de Marcelo Gomes, há a investigação de uma personagem em crise existencial. Hermilia Guedes se entrega à personagem que experimenta sexualmente como forma de se validar social e emocionalmente. Expor-se pela arte não é exatamente uma novidade para a atriz, nem para o cinema pernambucano que com produções tão díspares como “Tatuagem” (2013), “Baixio das bestas” (2007), entre outros, cristaliza a nudez como ferramenta narrativa valiosa.

Essa apropriação do corpo do ator pode ser vista em filmes recentes como “Azul é a cor mais quente” (2013), “Shame” (2011) e “Ninfomaníaca” (2013). Em todas as produções, a nudez total se justifica pela escrutinação da rotina, pela exposição absoluta do íntimo dos personagens (radicalizada pela exibição física), e pelo fato de que os conflitos intrínsecos à narrativa se alimentam dessa exposição e oxigenam a percepção do espectador.

Abdellatif Kechiche filma a nudez de suas protagonistas em “Azul é a cor mais quente”, filme que causou comoção por exibir sexo homossexual sem concessões, com o vigor com que filma suas protagonistas comendo, brigando, amando. A passionalidade do registro é justamente o maior encantamento do filme.

Já em “Shame”, a exposição é artesanal. Steve McQueen, que este ano disputou o Oscar com “12 anos de escravidão”, tem formação nas artes plásticas e utiliza o corpo como elemento primário de seu discurso. Nesse contexto, a verdade em “Shame” só se anuncia pela exposição. É uma opção estética corajosa, principalmente, se considerarmos que há mais tolerância à nudez feminina do que à masculina. Prova disso é que Michael Fassbender recebeu muitos prêmios por sua excelente atuação como um homem viciado em sexo, como a Copa Volpi de melhor ator no festival de Veneza de 2011, mas ficou de fora do Oscar. Já Kate Winslet, atriz que assume sua nudez com desenvoltura em filmes diversos como “Titanic” (1997), “Fogo sagrado (1999) e “O leitor” (2008), foi laureada por este último com o prêmio da Academia.

Michael Fassbender em "Shame": atuação corajosa (Foto: divulgação)

Michael Fassbender em “Shame”: atuação corajosa (Foto: divulgação)

Em “Ninfomaníaca”, o sempre provocador Lars Von Trier, mecaniza o sexo e a nudez, nesse sentido, os corpos nus obedecem a essa visão deserotizada pretendida pelo cineasta.

Justificando a nudez

Em “Titanic” (1997), por exemplo, a nudez de Kate Winslet era necessária? Existe uma sedução em curso quando sua Rose posa para o Jack de Leonardo DiCaprio. Exibir seu corpo é partilhar com o expectador o erotismo que visita os personagens. James Cameron conduz a situação com muita elegância e apresenta uma cena de sexo à altura do engajamento romântico pretendido; e pudica na medida em que o tamanho do filme permite.

O pôster original de "Sob a pele", ficção científica em que Scarlett Johansson aparece totalmente nua. O último trailer do filme causou comoção nas redes sociais

O pôster original de “Sob a pele”, ficção científica em que Scarlett Johansson aparece totalmente nua. O último trailer do filme causou comoção nas redes sociais

Em filmes de terror a nudez é um paliativo para os hormônios exaltados.  Faz parte da rotina do gênero, um dos primeiros a romper os embargos formais e informais do cinema americano quanto ao tema. Na verdade, o gênero é moralista e os desavergonhados costumam ser punidos.

Esse moralismo, que vem primeiro do público, confina a nudez, pelo menos em sua plenitude, ao cinema dito de arte. O que não implica dizer que a nudez não seja escravizada por interesses comerciais. O próprio marketing de certos filmes explora isso. O ator Pedro Cardoso, mais conhecido por seu trabalho como Agostinho em “A grande família”, provocou grande comoção na mídia especializada em 2008 ao ler o “manifesto contra a nudez”, em que criticava o fato de diretores de cinema banalizarem o uso da nudez e exigirem que atrizes se despissem em cenas que, na avaliação dele, dispensariam tal ato. Toda a classe artística reverberou o episódio, mas não houve grandes desdobramentos práticos.

Tanto no Brasil como no mundo, o cinema continua palco para a nudez publicitária, aquela que não tem outro fundamento que não o embotamento do produto. A nudez como chamariz de público, no entanto, está longe de ser o único subterfúgio manipulado por estúdios e diretores de cinema, mas a consternação que provoca é reveladora da moral dúbia com que nos relacionamos com o tema.

O uso ou não da nudez em um filme é uma decisão do diretor e a nudez deve estar justificada no contexto da fita. Um bastidor de “Closer- perto demais” (2004), grande filme sobre o fluxo e complexidade das relações amorosas, atesta essa perspectiva. Há uma cena em que a personagem de Natalie Portman faz um strip-tease para o personagem de Clive Owen em uma boate. Mike Nichols, o diretor, filmou a nudez de Natalie Portman com direito a um demorado close no sexo da atriz. Na pós- produção, conversando com ela, decidiu que o close não era necessário na cena; que esta cumpria seu propósito sem essa exposição por parte da atriz. A própria Natalie Portman viria a se expor nua mais adiante em filmes como “Cisne negro” (2011) e no curta-metragem “Hotel Chevalier” (2007).

Para favorecer o contraponto, há no filme “Em transe” (2013), de Danny Boyle, o nu frontal da atriz Rosario Dawson. No filme, que versa sobre hipnose e crime no mundo das artes, a justificativa para a exposição do sexo da atriz reside no fato desta ser elemento chave para o acionamento da memória de um dos personagens. Há, portanto, uma valiosa função narrativa nessa nudez. Reforçada, é claro, por uma convicção estética que então é compartilhada com o público.

Natalie Portman e Clive Owen em uma das cenas mais matadoras de "Closer": a nudez da atriz desviaria a atenção dos diálogos recheados de dor e ironia (Foto: divulgação)

Natalie Portman e Clive Owen em uma das cenas mais matadoras de “Closer”: a nudez da atriz desviaria a atenção dos diálogos recheados de dor e ironia (Foto: divulgação)

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