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Arquivo da Categoria Atores

domingo, 19 de junho de 2016 Atores | 19:51

Anton Yelchin deixa a vida muito jovem, mas com um legado cinematográfico belo e completo

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Yelchin ao lado de Felicity Jones em "Loucamente Apaixonados": um de seus melhores momentos no cinema (Fotos: divulgação)

Yelchin ao lado de Felicity Jones em “Loucamente Apaixonados”: um de seus melhores momentos no cinema
(Fotos: divulgação)

A notícia da morte de Anton Yelchin, ator russo radicado nos EUA, aos 27 anos chocou o mundo. O aspecto bizarro da morte do jovem, atropelado pelo próprio carro em sua garagem em um acidente tão improvável quanto fatal realça o aspecto de incredulidade com o que se sucedeu.

A imprensa noticiou a morte do “ator de Star Trek” com o espanto que ela despertou. O terceiro filme da revitalização da franquia, com estreia marcada para julho nos EUA e setembro no Brasil, é um dos filmes estrelados por Yelchin que agora serão lançados postumamente.

Cena de "Alpha Dog": Ascensão no cinema indie

Cena de “Alpha Dog”: Ascensão no cinema indie

Outros são “Porto”, um romance indie ambientado na cidade portuguesa,  “Rememory”, um sci-fi em que divide a cena com Peter Dinklage, e “We Don´t Belong Here”, em que contracena com Catherine Keener. Além da série animada da Netflix, produzida por Guillermo Del Toro, “Thoroughbred” – esta ainda incompleta.

Yelchin começou a atuar ainda criança, mas não obteve o status de um astro precoce nos termos de Macaulay Culkin. De participações em produções televisas como “E.R”, “Nova York Contra o Crime” e “Taken”, a pontas em filmes como “Na Teia da Aranha” (2002) e “Reflexos da Amizade”, Yelchin foi conquistando seu espaço no cinema americano. Seu primeiro grande papel foi em “Alpha Dog (2006)”, de Nick Cassavetes. Não era o protagonista, mas o filme girava em torno de seu personagem. Um tipo introspectivo que queria ser aceito e acabava se envolvendo com traficantes e jovens arruaceiros. Yelchin já demonstrava brio como ator e a cena independente do cinema americano o acolheu com a mesma energia que ele demonstrava ter.

Filmes como “Charlie, um Grande Garoto”  (2007), “Middle of Nowhere” (2008) e “Nova York, eu Te-Amo” (2008) ajudaram a popularizar seu nome no circuito independente americano e a chamar a atenção de quem estava à cata de novos talentos, como J.J Abrams que o recrutou para ser o russo Chekov na nova versão de “Star Trek”, lançada em 2009 e que ganhou uma primeira sequência em 20013.

O ano de 2009, aliás, foi decisivo. Ele também estrelou, ao lado de Christian Bale, o quarto filme da franquia “O Exterminador do Futuro”, denominado “A Salvação”, na pele do icônico e aqui mais jovem Kyle Reese. Daí para frente, Yelchin passou a trabalhar mais no mainstream, mas sem deixar o alma indie desguarnecida. Todo ano lançava um filme em Sundance e fazia questão de dar as caras em Utah, cidade norte-americana que sedia o evento todo mês de janeiro.

O ator durante o festival de Veneza de 2014 com Alexandra Daddario e Ashley Greene para a estreia de "Enterrando minha ex" (Foto: Getty)

O ator durante o festival de Veneza de 2014 com Alexandra Daddario e Ashley Greene para a estreia de “Enterrando minha ex”
(Foto: Getty)

Foi dublador de Smurf e da ótima animação “Piratas Pirados” (2012), estrelou o divertido remake de “A Hora do Espanto”, lançado em 2011 e caprichou no humor geek em “Enterrando minha ex” (2014), de Joe Dante, em que é perseguido pela namorada zumbi.

Mas é mesmo a seara independente que merece atenção neste momento tão inesperado. Sob as ordens do excelente William H. Macy, impressionou como o garoto com talento para a música que forma uma improvável banda com o pai fracassado em “Sonhos à Deriva” (2014). Assim como agregou brilho ao elenco capitaneado por Mel Gibson reunido por Jodie Foster em “Um Novo Despertar” (2011), que também tinha uma promissora jovem chamada Jennifer Lawrence.

Produções elogiadas em diversos festivais como “Amantes Eternos” (2013), de Jim Jarmusch e “Green Room” (2015) também contam com os préstimos do ator que sabe submergir em personagens distintos, mas unidos por certa melancolia que Yelchin sempre carregou consigo mesmo nos filmes mais leves. Fazia parte de seu charme como intérprete e talvez explique porque “Loucamente Apaixonados”, em que vive idas e vindas com Felicity Jones em um romance dolorosamente afetivo a quem quer que o assista, é o filme pelo qual será mais lembrado.

É aqui, em outra produção surgida em Sundance, que Yelchin melhor exercita seus músculos dramáticos. É aqui que vemos um ator que queremos conhecer por dentro e que tem a felicidade de ser tão ímpar, quanto familiar, aos nossos olhos.

Yelchin e seus colegas de Enterprise: Legado compreende participação em uma das principais franquias da cultura pop

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quinta-feira, 26 de maio de 2016 Atores, Bastidores | 07:00

Disputa pelo posto de Daniel Craig como James Bond está mais acirrada do que nunca

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Tom Hiddleston, Idris Elba e Tom Hardy: favoritos para o papel (Foto: montagem sobre reprodução)

Tom Hiddleston, Idris Elba e Tom Hardy: favoritos para o papel
(Foto: montagem sobre reprodução)

Daniel Craig já bateu o pé e disse que não volta. Recentemente, o tabloide britânico Daily Mail noticiou que o ator rejeitara uma oferta de cerca de R$ 300 milhões para voltar a viver James Bond. Entre boatos, rumores e bastidores, é muito improvável que o astro britânico de 48 anos volte a viver o agente 007 no cinema.

Craig, e isso já foi dito fartamente, realocou o status de Bond no cinema e esteve à frente da safra de filmes mais lucrativa da franquia. Por estas razões, torna-se especialmente difícil substituí-lo. A caça, no entanto, já começou.

Idris Elba, um favorito dos fãs, é um nome ventilado há algum tempo. Recentemente o ator estrelou “Bastille Day”, um filme de espionagem britânico que muitos creem ter sido a formalização de sua candidatura ao posto de 007. Outro que apresentou uma credencial e tanto foi Tom Hiddleston. Mais conhecido por ser o Loki do universo cinematográfico da Marvel, o inglês impressionou na pele de um espião acidental na minissérie “The Night Manager”, adaptação da  obra de John le Carré pela BBC em parceria com o AMC. Barbara Broccoli, uma das principais produtoras do agente 007, já havia deixado escapar em uma entrevista que “conseguia ver Hiddleston” como James Bond. O ator desconversou, mas há muito buzz em torno de seu nome.

Leia também: O novo James Bond e a resistência a Idris Elba para o papel

Jamie Bell como Bond: será? (Foto: reprodução/Interview)

Jamie Bell como Bond: será?
(Foto: reprodução/Interview)

Ele, porém, não está sozinho no rol das preferências de Broccoli. Novamente segundo o Daily Mail, Broccoli estaria sondando Jamie Bell, ele mesmo, o Billy Elliot, para assumir o papel. Ela é a produtora do filme “Film Stars Don´t Die in Liverpool”, estrelado por Bell, e teria ficado impressionada com o ator. Se confirmada essa opção, Bell, aos 30 anos, seria o ator mais jovem a assumir o papel. Seria um caminho ousado demais para se seguir depois dos parâmetros estabelecidos pela fase de Craig. Justamente por isso, bastante improvável.

Eleição promovida pela versão britânica da revista GQ elegeu o novo Mad Max Tom Hardy como o preferido do público para substituir Craig. Elba foi o segundo mais votado. Hardy, assim como Craig, faz o tipo abrutalhado e poderia ser a escolha mais apropriada se a ideia fosse manter o tom dos filmes de Craig. Mas geralmente, os produtores promovem mudanças de tom de acordo com o intérprete. Sob essa leitura, as chances de Hardy seriam pequenas.

Quem já manifestou interesse em viver Bond foi o Superman Henry Cavill. O britânico, que viveu um agente da CIA no recente “O Agente da U.N.C.L.E” tem contra a sua declarada candidatura a exposição como o homem de aço.

Leia mais: “007 Contra Spectre” é retrocesso conceitual e narrativo na franquia

A mais improvável das candidatas, em um momento em que nem mesmo a saída de Craig é oficial, é a da  inglesa Gillian Anderson. Depois de um fã ter feito um pôster com ela como Jane Bond, Anderson disse que adoraria viver a primeira encarnação feminina do agente.

O sexuagenário espião a serviço de sua majestade pode não estar na iminência de uma mudança de sexo, mas está mais disputado do que nunca.

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terça-feira, 24 de maio de 2016 Atores, Filmes, Notícias | 22:46

Telecine Cult celebra filmografia de John Wayne nesta quinta-feira (26)

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Cena do filme "Quando a Mulher se Atreve"

Cena do filme “Quando a Mulher se Atreve”

John Wayne, um dos ícones do gênero faroeste, será celebrado pelo Telecine Cult na próxima quinta-feira (26), data em que faria aniversário. Se vivo estivesse, o ator completaria 109 anos e, graças ao talento investido na sétima arte, segue presente na memória dos fãs de bang-bang. Na Maratona John Wayne – O Duque do Velho Oeste, vão ao ar, a partir das 11h55, sete produções marcadas pelo carisma do ator. “Caminho Fatal” abre o especial. No longa, o farmacêutico Tom Craig (John Wayne) vai trabalhar em Sacramento. Chegando lá, ele se desentende com o líder local Britt Dawson (Albert Dekker), que boicota seu trabalho e chega a trocar seus remédios por veneno.

Na sequência, às 13h35, vai ao ar “Quando um Homem É Homem”. O filme conta a história do ricaço George Washington McLintock (John Wayne). Amado, respeitado e invejado por todos da cidade, ele sofre nas mãos da filha Becky (Stefanie Powers) e da mulher Katherine (Maureen O’Hara), que havia sumido anos atrás e agora voltou para levar a herdeira embora.

Às 16h, é a vez de “Gigantes em Luta” ser exibido. Na trama, Taw Jackson (John Wayne) forma uma gangue para se vingar do homem que armou para colocá-lo atrás das grades e tomar posse de sua fazenda. Lado a lado com um antigo inimigo, um velho louco, um índio e um jovem beberrão, ele finalmente terá chance de fazer justiça e recuperar seu ouro.

Às 18h, vai ao ar “Rio Grande”. No filme, o tenente coronel Kirby Yorke (John Wayne) é chamado para combater os índios na região de Rio Grande. Ele descobre que um dos recrutas é seu filho que não via há muito tempo. Agora, o tenente terá que resgatar os laços com o filho e sua ex-mulher em meio ao confronto com os índios.

Cena do filme "Gigantes em Luta"

Cena do filme “Gigantes em Luta”

Às 20h05, “O Último Pistoleiro” conta a história de John Bernard Books (John Wayne), um lendário pistoleiro, descobre que está com um câncer terminal e que tem poucos meses de vida. Quando decide voltar para a cidade natal, a sua vinda se torna notícia na região. Agora, Books precisa lidar com repórteres interesseiros e pistoleiros que desejam um último duelo. O filme foi indicado ao Oscar de Direção de Arte.

Às 22h, vai ao ar o melhor dos filmes que o eterno caubói estrelou: “O Homem Que Matou o Facínora”. No longa, que se passa no Velho Oeste, o senador Ransom Stoddard (James Stewart) visita a cidade de Shinbone para o funeral de um amigo, o vaqueiro Tom Doniphon (John Wayne). Ao ser entrevistado, Ransom conta a história do famoso vaqueiro desde o início quando conheceu o fora-da-lei Liberty Valance (Lee Marvin). O filme foi indicado ao Oscar de Figurino.

À 0h20, “Quando a Mulher se Atreve” encerra a maratona. No filme, o caubói Daniel Somers entra em conflito com Jim Gardner, um magnata do petróleo, por uma fonte de ouro negro. Além disso, os dois irão disputar o amor da bela Catherine. A produção foi indicada ao Oscar de Som e Trilha Sonora.

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sábado, 7 de maio de 2016 Análises, Atores, Bastidores | 17:33

Após aposentar Homem-Aranha, Andrew Garfield se reinventa como ator em Hollywood

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Foto: reprodução/Eonline

Foto: reprodução/Eonline

Há uma máxima em Hollywood de que há bons atores e há atores com bons agentes. Mas nem tudo é tão preto no branco assim e um caso exemplar disso é o americano Andrew Garfield. Prestes a completar 33 anos, Garfield já tem ares de veterano em Hollywood após aposentar-se do papel de Peter Parker/ Homem-Aranha. O ator deu vida ao personagem no reboot da franquia pela Sony nos filmes “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro” (2014).

Ator com insuspeitos recursos dramáticos, Garfield debutou roubando a cena de Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise em “Leões e Cordeiros” (2007), um drama que objetivava problematizar os obscuros anos Bush que mergulharam os EUA em intermináveis guerras no Oriente Médio. “Não me Abandone Jamais” e “A Rede Social”, ambos de 2010, foram filmes que mostraram todo o potencial de Garfield como intérprete. Para além do carisma, ali estava um ator capaz de navegar entre a vulnerabilidade do personagem e a potência dramática do registro. Alguém que podia submergir em uma situação para surgir renovado na cena seguinte. Uma presença de cena, enfim, robusta e fornida que assaltava a atenção da plateia.

Não foi à toa que ele foi a primeira opção da Sony para assumir o papel até então defendido por Tobey Maguire. Mas a saga do Aranha no cinema, apesar de Garfield ter sido o único acerto indiscutível dessa reimaginação, não foi positiva para o ator. Durante o período em que foi o Aranha, o americano se afastou daquele caminho que estava construindo no cinema. Quando a Sony resolveu reiniciar novamente a história do Aranha no cinema, agora com Tom Holland, Garfield se viu libertado de um paradoxo.  Este que o aferia status de astro, mas o afastava de projetos de pedigree.

Leia também: Temos um Homem-Aranha, e agora?

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

“Silence”, novo e aguardadíssimo filme de Martin Scorsese, e “Hacksaw Ridge”, nova incursão de Mel Gibson na direção, que chegam no final deste ano nos EUA, já estavam em seu radar quando ele ainda era o Aranha, mas nesta semana o ator acertou detalhes para estrelar dois novos e promissores projetos.

São eles “Breathe”, que marcará a estreia de Andy Serkis na direção, e “Under the Silver Lake”, novo longa de David Robert Mitchell, responsável por um dos grandes filmes de 2015, “Corrente do Mal”.

A colaboração com cineastas prodigiosos, consagrados ou revelações, é imperiosa para que um ator desenvolva mais e mais seus recursos e fundamentos. Mais importante ainda, é eleger projetos que permitam exercitar sua musculatura dramática. Garfield é bom ator, mas Hollywood é capciosa e exige constante convalidação de predicados. O americano, por meio de suas escolhas, parece mais consciente disso do que nunca.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016 Atores | 20:05

Alan Rickman sofisticava o simples e aferia graça ao malicioso

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Foto: Getty Images

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Morreu nesta quinta-feira (14), aos 69 anos, o ator britânico Alan Rickman. Ele cravou-se no âmago da cultura pop por dar vida a Severus Snape, icônico e primordial personagem da franquia Harry Potter. Para além da graça afetada e do ar intrigante com que revestiu Snape, um dos favoritos dos fãs, Rickman notabilizou-se por sofisticar personagens triviais e hipnotizar a audiência com o melhor dos acentos do famoso charme inglês.

Suas presenças em filmes como “Simplesmente Amor” (2003), “Razão e Sensibilidade” (1995), “Um Certo Olhar” (2006), “Michael Collins” (1996) e “Sweeney Todd – o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007) são testemunhos dessa magia que Rickman operava em papeis pequenos ou simplórios.

O britânico agraciou o cinema com um dos maiores vilões de todos os tempos. Seu Hans Gruber de “Duro de Matar” (1988) ajudou a consolidar o filme de John McTiernan como um dos highlights da década e, ainda hoje, impressiona pela caracterização refinada e maquiavélica.

Rickman era desses que navegava com habilidade indecifrável pelos diferentes tons da interpretação. Não à toa, era requisitado por gente tão diferente como Kevin Smith, que o fez ser um anjo em “Dogma” (1999), e Lee Daniels – que o transformou em Ronald Reagan em “O Mordomo da Casa Branca” (2013).

Da comédia ao drama, passando pela aventura – foi vilão também em “Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões” (1992) – , Rickman cativava sempre. Seu maior predicado, porém, era a capacidade de aferir graça ao malicioso. De tonar o dúbio, sedutor. Algo que já estava presente em Hans Gruber, mas que ele elevou a um nível de arte nos filmes de Harry Potter.

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domingo, 27 de dezembro de 2015 Atores, Listas | 16:17

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances masculinas do ano

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Entre trabalhos sutis e exibicionistas, atores consagrados que há muito não exibiam seu talento, como Johnny Depp e Brad Pitt, e gente que sempre foi talentosa, mas dispunha de pouca chance para brilhar, 2015 foi generoso com os atores e o Cineclube separou as dez melhores performances masculinas que aportaram nas nossas telas de cinema no ano.

10 – Steve Carell (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

Foto: divulgação

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Como o obtuso milionário John Du Pont, o ator mais identificado com a comédia revela um talento dramático todo lapidado. Carell é hábil em demonstrar toda a angústia e insegurança deste homem solitário sem esconder sua vocação opressora. Em uma atuação labiríntica consegue sugerir tudo o que o denso filme de Bennett Miller ambiciona nas minúcias do gestual e do olhar.

9 – Channing Tatum (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

foto: divulgação

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Muito injustiçado na última temporada de premiações, Tatum entrega aqui uma interpretação condoída e absorvente de toda a hesitação do mundo que seu personagem habita. A fragilidade emocional de seu Mark Schultz é realçada com muita sutileza pelo ator que entrega o melhor desempenho de sua carreira.

8 – Guillermo Francella (“O Clã”)

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Sem o reconhecimento internacional de um Ricardo Darín, Francella lidera o ótimo elenco do novo filme de Pablo Trapero. Em “O clã”, ele dá vida a um sujeito que se recusa a aceitar o fim da ditadura e incorpora com brilhantismo todo o ranço de um dos períodos mais sombrios da história argentina.

7 – Edward Norton (“Birdman”)

Foto: divulgação

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Dar a cara a tapa não é uma coisa fácil. Apenas o desprendimento de surgir em “Birdman” como um decalque de si mesmo, ou da fama que ostenta, ao menos, já deveria valer a Norton algum tipo de menção por aqui. No entanto, o que ele faz é muito mais laudatório. O ator preenche o esnobe Mike Shiner de um niilismo irresistível. O misto de arrogância e insegurança que Norton veste diante de nossos olhos é nada menos do que inebriante.

6 – Bradley Cooper (“Sniper Americano”)

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O patriotismo cego de Chris Kyle é adornado com propriedade por Bradley Cooper, mas é na recusa do personagem em aceitar a repercussão emocional e psicológica desse patriotismo inabalável que Cooper demonstra mais uma vez o grande intérprete que é. Trata-se de um desempenho com muito mais camadas e nuanças do que o olho nu alcança.

5 – David Oyelowo (“Selma”)

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O personagem e o texto ajudam, é verdade, mas o inglês Oyelowo agarra Martin Luther King como se sua vida dependesse disso e eleva a experiência de se assistir “Selma” a um patamar quase que espiritual. É um daqueles casos em que passa-se a associar o intérprete à figura histórica, como Ben Kingsley e Gandhi.

4 – Brad Pitt (À Beira-Mar)

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Contracenando com sua esposa da vida real em um casamento em ruínas na ficção, Pitt dá ao escritor e marido angustiado Roland a dimensão do macho indefeso. Alcoólatra que ainda tenta timidamente alcançar a mulher, o personagem ostenta fraquezas e virtudes, todas realçadas com a devida franqueza e abnegação por Pitt em uma atuação que vai do minimalismo ao ostensivo em segundos.

3 – Johnny Depp (“Aliança do Crime”)

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Johnny Depp emprestou a frase de Betty Davis e mau, em “Aliança do Crime”, se prova muito melhor. Fazia tempo que o ator não surgia em um filme desvinculado de seus tiques e, como um gangster implacável, provoca calafrios na plateia em uma conversa à mesa de jantar. Uma atuação tão interiorizada quanto exibicionista. Um paradoxo que apenas um intérprete tão opulento quanto Depp seria capaz de dar conta, mesmo que para isso tenha que renunciar à opulência que lhe caracteriza. A semântica não dá conta de tanto talento.

2 – J.K Simmons (“Whiplash – Em Busca da Perfeição”)

Foto: divulgação

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Veterano, Simmons finalmente recebeu a atenção que há muito merecia por este filme. Não foi para menos. Ele está hiperbólico, pueril, malvadão, canastra e glorioso em “Whiplash”. Os adjetivos se impõem. Não é possível não se sentir arrebatado pela presença de seu professor de métodos terroristas que só quer louvar à boa música no mesmo compasso em que se ressente de uma sociedade conformista.

1 – Michael Keaton (“Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”)

Foto: divulgação

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Não houve nada mais metalinguístico, inteligente e corajoso em matéria de atuação no cinema no último ano do que o trabalho de Michel Keaton em “Birdman”. Isso poderia mimetizar tudo o que há para ser dito sobre seu desempenho, mas seu Riggan Thomson é cheio de energia, arrependimento, tesão, vulnerabilidade e coração. Ator e personagem se confundem e se apartam ante os olhos encantados da audiência. Daqueles desempenhos maiores que a vida.

 

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sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

Foto: (reprodução/New York Times)

No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

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O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

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A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

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Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

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Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

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Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

Foto: reprodução/W

O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

Foto: Reprodução/New Yorker

Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

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A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

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terça-feira, 10 de novembro de 2015 Atores, Filmes, Notícias | 17:30

Louis Garrel virá ao Brasil divulgar “Dois Amigos”, sua estreia como diretor

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Foto: Reprodução/Details

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O ator francês Louis Garrel virá ao Brasil para divulgar “Dois Amigos”, filme que marca sua estreia na direção de longas-metragens. O galã de 32 anos, filho do cineasta Philippe Garrel, desembarca em São Paulo para a pré-estreia do longa no dia 27 de novembro. No dia seguinte, acompanhado de sua namorada, a atriz francesa Laettia Casta, Garrel prestigiará a pré-estreia carioca do filme.

Selecionado para a semana da crítica no festival de Cannes deste ano, “Dois Amigos” narra a relação de Vincent (Vincent Macaigne) e Mona (Golshifteh Farahani), que se conhecem e se tornam amigos. Ocorre que Vincent se apaixona pela moça e passa a estranhar o fato dela sempre precisar ir para casa cedo. Ele não sabe, mas esse comportamento faz parte do cumprimento de uma pena de prisão domiciliar. Curioso para descobrir o segredo de Mona, Vincent aciona o amigo Abel (Garrel).

A estreia de Garrel na direção suscitou elogios dos principais veículos internacionais. “Em sua estreia, Garrel capta um senso de emoção que muitos diretores nunca conseguiram”, anotou a Variety.

O filme tem previsão de estreia para 3/12 nos cinemas nacionais. Confira o trailer legendado abaixo.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015 Análises, Atores | 16:59

A verdade por trás da recém-descoberta homofobia de Matt Damon

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Damon

Em plena promoção de “Perdido em Marte”, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas de todo o mundo, Matt Damon arranjou uma sarna para se coçar. O ator disse em entrevista ao site The Observer que atores “não deveriam falar de sua sexualidade”, por que “quanto menos as pessoas sabem de sua vida, melhor”. Damon comentou, ainda, que “sair do armário” pode ser um tiro no pé.

Damon abordou, também, um dos casos mais clássicos sobre o tema em Hollywood. “Rupert Everett se assumiu gay e esse cara – mais bonito que qualquer um, um ator com formação clássica – é difícil defender a ideia de que ele não foi sabotado por ter se assumido”.

A reação à posição de Damon foi barulhenta. Gente do cinema, gente do comportamento, gente de esquerda e gente de direita tinham algo a dizer sobre o comentário do ator. E não foi bonito. Matt Damon, que gosta de posar como democrata convicto, se viu sob o desconfortável rótulo de homofóbico.

Leia também: O cinema descortina o mundo pós-gay?

Mas procede a queixa ou procede Damon? Hollywood pode ser um lugar bastante inóspito e, ao que parece, foi com isso em mente que Damon externou seu pensamento. É lógico que a construção do raciocínio partiu do pressuposto de que há uma invasão monstruosa da privacidade dos astros e estrelas. Damon falava de si quando disse que quanto menos se souber da vida privada de um astro, melhor. Mas falava, também, por todos aqueles que se ressentem dessa contingência do estrelato.

Quando evoluiu o raciocínio para o fato de que atores homossexuais não deveriam sair do armário, Damon afrontou o status quo. Mas o fez com a melhor das boas intenções. Ele estava considerando as ainda injustas amarras do sistema. Ao exemplificar seu ponto de vista com Rupert Everettque já foi a público se dizer vítima de boicote e exortar a jovens atores gays a ficarem no armário – o ator não quis expor um pensamento reacionário como muitos sublinharam. Expôs, no entanto, um pensamento de resignação. O que só é lamentável para ele.  No final das contas, diante da má publicidade em face de seu comentário, pediu desculpas. Após, claro, culpar a imprensa por distorcer suas palavras. No jogo de Hollywood alguns clichês são sacados até mesmo quando se atenta contra o senso comum. “Fico feliz por, pelo menos, meu comentário ter provocado um debate sobre diversidade em Hollywood”, anotou em um comunicado oficial nesta quarta-feira (30).  Um dia como outro qualquer em Hollywood, afinal.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015 Análises, Atores, Bastidores | 17:19

O novo James Bond e a resistência a Idris Elba para o papel

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Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

À medida que se aproxima o lançamento de “007 contra Spectre”, novo filme do espião James Bond – o último com Daniel Craig como protagonista, mais se intensifica o bafafá em torno de quem irá substitui-lo na pele do agente secreto a serviço de sua majestade. Outro dia, Pierce Brosnan disse que já é tempo de termos um “James Bond gay ou negro”. Os pitacos quando não voluntariamente oferecidos são cobrados, como ocorreu em uma entrevista do Daily Mail com o autor do novo romance de 007 (“Trigger mortis”), o britânico Anthony Horowitz.

Questionado se Idris Elba (“Círculo de Fogo, “Mandela – a luta pela liberdade”) seria um bom James Bond, o escritor observou que falta “suavidade” ao ator. “Ele é um tanto áspero demais para o papel. Acho que ele é provavelmente muito da rua para interpretar Bond”. Depois da repercussão negativa nas redes sociais, o escritor retratou-se: “Sinto muito se ofendi as pessoas. Não foi minha intenção. Não sou um diretor de elenco. Então o que eu sei? Indelicadamente escolhi a expressão ‘da rua’ porque tinha em mente a interpretação dele do detetive John Luther (personagem vivido pelo ator em série inglesa), mas devo admitir que foi uma escolha pobre de palavras”.

Esta não foi a primeira vez que Elba se vê no centro de uma polêmica envolvendo James Bond.  Os boatos começaram em 2012 e, no ano passado, no calor do escândalo dos vazamentos de documentos da Sony Pictures, foi revelado que Elba era mesmo considerado como uma opção para assumir o personagem por ninguém menos do que a então presidente do estúdio, Amy Pascal.

No início do ano, Elba se pronunciou a respeito do rumor e disse que de tão efusivo, o boato se autodestruiu. “Se existia alguma chance de eu viver James Bond, ela se foi”. O ator, que completa 43 anos no próximo domingo, responsabilizou o atual James Bond pela onda de boatos. “Eu culpo Daniel”, observou o ator sobre uma entrevista de Craig na ocasião do lançamento de “Operação Skyfall” em que listou Elba como um potencial substituto.

É importante ter em mente que um James Bond negro é completamente distinto da concepção original de Ian

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Fleming, mas um James Bond loiro, baixo e de beleza aberta à discussão também o era. Razão pela qual o leitor pode até não lembrar, mas o nome de Daniel Craig foi bastante contestado quando anunciado (Clive Owen era o favorito da produtora Barbara Broccoli, mas recusara).  Há tradições que precisam ser mantidas e outras que podem ser dispensadas e Idris Elba parece ser o ator mais indicado para romper velhas tradições e estabelecer novas. Bonitão, sofisticado, charmoso, viril e com aquele ar blasé que só os britânicos possuem (com as devidas desculpas aos fãs de George Lazenby), Elba é um dos poucos atores capazes de substituir Craig à altura. A essência do personagem deve preponderar à raça. Parece ser mais importante ele ser vivido por um britânico – já que atua no serviço de inteligência britânico – do que ser branco, preto ou pardo.

A discussão em torno da raça e até mesmo da orientação sexual de Bond – quem não se lembra da tensão sexual entre Bardem e Craig em “Operação skyfall” – é reflexo do avanço dos direitos civis e liberdades individuais. Bond, vale lembrar, foi concebido em uma época de forte segregação racial e total obstrução à homossexualidade.

Passa por aí a declaração de Daniel Craig, muito repercutida no início da semana, de que seu Bond é menos “sexista e misógino” do que os anteriores. Personagem longevo que é, Bond vai sofrendo ajustes com o passar do tempo.

Elba seria um ajuste bem-vindo. Além de materializar um avanço histórico necessário, sua escolha seria pedagógica e eficiente. Porque acenaria ao mundo pós-racial com um poderoso símbolo da cultura pop sem qualquer tipo de concessão em matéria de qualidade. Elba, afinal, é um baita ator. Não se trataria de uma cota a ser preenchida. Apenas de se superar uma resistência boba. James Bond já foi mais engraçado, mais mulherengo, mais violento e até mais inseguro. Já chegou a hora de ser mais preto.

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