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Arquivo da Categoria Atores

quinta-feira, 2 de julho de 2015 Atores, perfil | 18:50

Mais afável e cheio de energia, Arnold Schwarzenegger está de volta

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Exterminador - 1Para o bem ou para o mal, Arnold Schwarzenegger é a cara da franquia “O exterminador do Futuro”. Foi o primeiro filme que elevou o então fisiculturista austríaco que tentava emplacar carreira como ator de Hollywood ao panteão dos astros. “Conan – o bárbaro”, de John Milius, lançado em 1982, dois anos antes da obra-prima de James Cameron chegar aos cinemas, já chamava a atenção para aquele brucutu da Áustria de fala pouco compreensível e sotaque para lá de carregado.

O carisma de Schwarzenegger era tangível, mas foram os anos Reagan que lhe deram pujança e relevância em Hollywood. Rivalizando diretamente com Sylvester Stallone – que surfava no sucesso de Rocky Balboa, Schwarza – como é carinhosamente chamado pelos corredores da cinefilia – estrelou típicas produções oitentistas como “Inferno vermelho” (1988), “Comando para matar” (1985) e “O predador” (1987).

Ainda na década de 80, deu uma volta em Sly ao flertar de maneira bem sucedida com a comédia rasgada em “Irmãos Gêmeos” (1988), em que dividia a cena com Danny DeVitto.

No começo da década de 90, ninguém era tão popular como ele. Da ficção científica casca grossa “O vingador do futuro” (1990) à continuação de “O exterminador do futuro”(1991), passando pela comédia de apelo infantil “Um tira no jardim de infância” (1990), Schwarzenegger não era só implacável em suas escolhas na carreira, como era o cara certo nos filmes certos. Era difícil sair insatisfeito de um filme estrelado pelo ator.

Com escolhas duvidosas, mas financeiramente recompensadoras (“Batman & Robin”, “O último grande herói”) e outras certeiras (“True lies”, “Junior”, “O fim dos dias”), o austríaco dominou a década.

Os anos 2000, no entanto, trariam ventos de mudança para Schwarza. Depois de ganhar o primeiro cachê de U$ 30 milhões pago a um ator por um filme, no caso a segunda sequência de “O exterminador do futuro”, denominada “A rebelião das máquinas” (2003), ele assumiu o papel de “governator” e comandou o Estado da Califórnia por oito anos.

Republicano moderado e com governo elogiado por democratas convictos, Schwarzenegger se provou um sucesso eleitoral tão inesperado quanto astro de cinema de apelo mundial. Após o fim do segundo mandato e impossibilitado de mirar na presidência – a constituição americana veta a candidatura de não nascidos em território americano – o ator anunciou seu retorno ao cinema. “Os mercenários 2” (2012) – já havia feito uma ponta no primeiro – serviu de plataforma de lançamento. Solo, Schwarzenegger voltou em “O último desafio”, uma fita de ação eficiente em que o ator estendia a piada da idade que norteia a franquia “Os mercenários”.

Cheio de energia, o austríaco anunciou que retornaria aos dois papeis mais icônicos de sua carreira. O T-800 de “O exterminador do futuro” e Conan, em “A lenda de Conan”, prometido para 2017.

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em "Maggie", drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira (Fotos: divulgação)

Schwarzenegger chora pela filha que vira zumbi em “Maggie”, drama que estreou no festival de Tribeca: nova experimentação na carreira
(Fotos: divulgação)

Com a aprovação de James Cameron, mas com críticas para lá de refratárias, “O exterminador do futuro: Gênesis” sela, na prática, o tão esperado retorno de Schwarzenegger. Ator que hoje se mostra mais afável em público do que outrora, faz uso ostensivo das redes sociais e parece entender melhor o jogo de celebridades.

Em um desses lances do destino, com o devido crédito ao excepcional trabalho de CGI (Imagem gerada por computador), o Schwarzenegger de hoje fica cara a cara com o Schwarzenegger de 1984.

Só o cinema para conceber retorno tão apoteótico.

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terça-feira, 23 de junho de 2015 Análises, Atores, Filmes | 22:15

Temos um Homem-Aranha; e agora?

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Foto: Joblo/reprodução

Foto: Joblo/reprodução

O inglês Tom Holland, de 19 anos, foi anunciado como o novo intérprete de Peter Parker/Homem-Aranha no novo reboot que o personagem irá receber, agora sob curadoria da Marvel. Jon Watts, do ainda inédito “Cop car”, foi confirmado como o diretor do filme, previsto para ser lançado em 28 de julho de 2017.

A dinâmica da escolha lembra muito a que se deu em 2011, quando o anglo-americano Andrew Garfield foi selecionado para ser o novo Peter Parker e o cineasta Marc Webb, então festejado no circuito indie com o sucesso de “500 dias com ela”. Tanto Webb como Watts, no momento de assumirem a direção de “Homem-Aranha”, vinham da aclamação no festival de Sundance. Um celeiro incomum para um filme super-herói.

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Estamos falando aqui do sexto filme do personagem em 15 anos e do segundo reboot em cinco. Não é um repertório desejável e a Marvel já anunciou que o próximo filme vai mostrar um Peter Parker adolescente e enfrentando a opressiva rotina colegial. Sem, pelo menos no discurso de momento, recontar a origem do herói.

Rumores ventilados na imprensa americana dão conta de que o nome de Holland era uma preferência da Sony. A Marvel tinha em Asa Butterfield, de “A invenção de Hugo Cabret”, o seu favorito. Não que Holland não tenha impressionado Kevin Feige, o todo-poderoso produtor da Marvel Studios e que supervisionou pessoalmente o processo de casting do herói aracnídeo.  Segundo fontes ouvidas pelo The Hollywood Reporter, Feige gostou da interação entre Holland, Robert Downey Jr. e Chris Evans nos testes. Vale lembrar que a primeira aparição desse novíssimo Homem-Aranha no universo Marvel será em “Capitão América: Guerra civil”, a ser lançado no próximo ano.

Watts teria sido uma escolha toda de Feige, que costuma apostar em diretores novatos e pouco experimentados – uma forma de assegurar maior controle criativo sobre os filmes. Foram apostas bem sucedidas dele Jon Favreau, no primeiro “Homem de ferro”, e James Gunn, em “Guardiões da Galáxia”. O nome de Watts teve de ser aprovado pelo novo presidente da divisão de cinema Sony, Tom Rothman. Esse típico toma lá dá cá é comum em pré-produções de blockbusters dessa magnitude, mas a Sony sabe que precisa dar mais autonomia à Marvel para evitar que o novo filme seja tão decepcionante como os dois mais recentes.

O fato de estar inserido no universo Marvel deve ajudar na aceitação do novo aracnídeo, mas um filme solo bacana e bem azeitado é crucial para que o investimento – e a parceria entre Marvel e Sony – vinguem.

A produção do filme, no entanto, deve ser cercada de especulações, atritos e coro por concessões. Circunstâncias comuns a qualquer relação, mas potencialmente desestabilizadora em uma envolvida em interesses milionários e objetivos mais inflacionados ainda.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015 Atores, Filmes, Listas | 19:04

Os melhores filmes de atores ruins

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Não há lista sem polêmica e todo apreciador de listas, e de polêmicas, sabe disso. O Cineclube eleva as apostas ao atrelar em uma mesma lista o rótulo de pior ao melhor. A lista em destaque tem como objetivo reconhecer os melhores filmes de atores ruins. Alguns atores são conhecidos do grande público, outros não. Em comum, todos têm o fato de serem constantemente questionados pela crítica. Os filmes pelos quais são lembrados aqui não só representam o ponto alto em matéria de interpretação alcançado por esses atores, como também são filmes bons em grande parte pelo trabalho deles. Um aparente paradoxo que, como toda lista, dá pano para manga.

 

“O advogado do Diabo” (EUA, 1997) – Keanu Reeves

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Keanu Reeves é um mau ator que conseguiu disfarçar suas deficiências dramáticas se refugiando na ação. Incensado a astro, tentou diversificar no cinema independente, mas jamais alcançou o êxito de outros atores desacreditados como Matthew McConaughey. No entanto, antes de “Matrix”, Reeves teve seus (bons) espasmos e o melhor deles é “O advogado do Diabo”. No filme que também é o melhor do irregular cineasta Taylor Hackford, Reeves convence como um advogado arrogante e brilhante que é assediado por ninguém menos que o Diabo. Al Pacino reclama nosso olhar para si, mas quem se predispuser a observar Reeves verá ali uma chama que infelizmente não se alastrou.

 

 “A vida é bela” (ITA, 1997) – Roberto Benigni 

A vida é bela

Roberto Benigni é um ator tão ruim que, em perspectiva, o Oscar conquistado pelo trabalho nesse belíssimo drama torna-se plenamente justificado. Emocionante e sensível, o registro de um pai que faz de tudo para maquiar os horrores da guerra para seu filho, mostra que no cinema como no futebol, todo perna de pau tem seu dia de artilheiro.

 

“Mata-me de prazer” (EUA, 2002) – Joseph Fiennes

mata-me de prazer

Não é fácil arranjar um filme bom estrelado por Joseph Fiennes, o irmão mais bonito, mas menos talentoso de Ralph Fiennes, que seja bom por causa dele. “Elizabeth”, “Círculo de fogo” e “Correndo com tesouras” são bons apesar dele. Mas esse thriller erótico que brinca com o prazer do sexo com asfixia, Fiennes faz um homem misterioso adepto da prática que vira do avesso a vida de uma mulher bem resolvida vivida por Heather Graham. Trata-se de uma boa atuação e muito do clima do filme se deve ao trabalho do ator.

 

 “Paranoia” (EUA, 2007) – Shia LaBeouf

Paranoia

Steven Spielberg certa vez disse que LaBeouf seria o próximo Tom Hanks e essa impressão veio logo depois do lançamento deste filme, um suspense despretensioso de ótima bilheteria lançado no mesmo ano do primeiro “Transformers”, que elevara LaBeouf ao status de astro. Foi, também, o primeiro filme protagonizado por ele que já vinha de pequenos papeis em “Constantine” (2005) e “Bobby” (2006). Aqui, o ator demonstra carisma e capacidade de trafegar entre os registros cômico e dramático com facilidade. Pena que o sucesso subiu à cabeça e LaBeouf jamais seria tão eficaz em cena novamente.

 

“A fúria” (EUA, 2007) – Christian Slater

A fúria

Veterano, Christian Slater esteve em ótimos filmes, mas todos eles independiam de sua presença. Em “A fúria” não é bem assim. Aqui Slater tem a chance de brilhar e o faz deixando toda a canastrice de lado. Na pele de um sujeito pacato que é ridicularizado pelos colegas de trabalho, o ator impressiona. Um belo dia seu personagem resolve levar uma arma para o trabalho para matar todo mundo, só que outra pessoa tem a mesma ideia e a põe em prática antes. Ele acaba salvando alguns colegas e passa a ser um herói. Promovido e paparicado, o sentimento de inadequação permanece. Grande filme e grande atuação.

 

 “Match point –ponto final” (INGL/ 2005) – Jonathan Rhys Meyers

match

O inglês foi uma escolha incomum de Woody Allen para essa releitura muito mais tensa e elaborada de “Crimes e pecados”, sobre um alpinista social cheio de charme que não mede esforços para vencer na vida. Depois de brilhar em “Match point”, Rhys Meyers foi descoberto por Hollywood e, afora o trabalho na série “The Tudors”, só decepcionou no cinema com atuações entre o risível e o lamentável.

 

 “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (EUA, 2003) – Orlando Bloom

Piratas do caribe

Se o galã inglês tivesse metade de talento do que tem de sorte, talvez fosse o Laurence Olivier de sua geração.  Presente em duas das mais lucrativas e influentes franquias do novo século (“Piratas do Caribe” e “O senhor dos anéis”), Bloom costuma ser o elo fraco de bons filmes como “Troia”, “Falcão negro em perigo” e “Cruzada”. Todos filmes que, entre outros objetivos, visavam impulsionar uma carreira que jamais decolou. Isso porque Bloom é ruim. Demais. Contudo, no primeiro “Piratas do Caribe”, sua química com Johnny Depp é avassaladora e ajuda a mascarar sua falta de carisma. Não é exatamente por sua atuação que esse filme é destacado, mas pelo resultado da combinação de sua atuação com a de Depp. Uma tecnicalidade que se faz necessária quando nada se salva na filmografia de um ator tão ruim como Bloom.

 

“Garota exemplar” (EUA, 2014) – Ben Affleck

Ben Affleck em "Garota exemplar": um casamento devassado

Ben Affleck em “Garota exemplar”: um casamento devassado

Ok, Ben Affleck não é exatamente ruim. Ele é mais vítima de má vontade do que exatamente ruim e está muito bem em vários filmes como “Fora de controle”, “Gênio indomável”, “Argo” e “Atração perigosa”, uma pequena amostra de quantos bons filmes ele estrelou ao longo de sua carreira. Mas essa pecha de mau ator pegou e talvez “Garota exemplar” seja Ben Affleck começando a superar este estigma. No filme de David Fincher, a inexpressividade do ator é usada para dar os contornos necessários ao marido suspeito de matar a esposa. Como o homem comum tragado para um redemoinho de sensacionalismo, o ator entrega uma atuação calibrada e cheia de insuspeitas nuanças.

 

 “127 horas” (EUA, 2010) – James Franco

127 horas

James Franco é um artista interessante. Multimidiático e disposto a expandir as fronteiras da arte, é o tipo de ator, roteirista, escritor, diretor e outras coisinhas mais que convém ficar de olho. Isso posto, como ator, Franco (ainda) deixa a desejar. Há bons momentos como em “Milk – a voz da igualdade” e “Segurando as pontas”, mas no geral o ator é inconstante e deficiente. “127 horas”, no entanto, é um filme cujo todo impacto depende exclusivamente da performance de Franco. De como o ator alcança a audiência e Franco é não menos que brilhante. Uma atuação poderosa que foi justamente distinguida com uma indicação ao Oscar e que mostra que Franco pode ainda não ter maturado, mas está no caminho certo.

 

 “Tá rindo do quê?” (EUA, 2009) – Adam Slander

tá rindo

Sempre contestado, Adam Sandler habitou-se a responder seus críticos com vultosas bilheterias. Isso já não acontece mais. Decadente, Sandler parece não cativar mais nem mesmo seu público fiel. Em “Tá rindo do quê?”, excelente comédia dramática de Judd Apatow, ele faz um comediante que descobre só ter um ano de vida e precisa lidar com a ingrata tarefa de preparar seu legado. Algo que Sandler, estranhamente e não literalmente, vivencia atualmente. Profético ou não, o filme apresenta a melhor performance do ator que permite que a metalinguagem corra solta na sua interação com o então astro em ascensão Seth Rogen. Menos dramático do que em filmes como “Reine sobre mim”, Sandler fala sério sem deixar o humor de lado.

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sábado, 11 de abril de 2015 Atores, Filmes | 19:32

“Vingadores: a era de Ultron” nem estreou e Robert Downey Jr. já pensa em “Capitão América: guerra civil”

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Os tambores já rufam e enquanto surgem as primeiras impressões da crítica americana sobre “Vingadores: a era de Ultron” – e elas são bem divididas – o elenco do filme está em plena divulgação do filme que analistas da indústria especulam deve fazer mais de U$ 200 milhões só em seu primeiro fim de semana de exibição nos EUA.

Downey Jr. encara Evans: o bicho vai pegar (Foto: reprodução/twitter)

Downey Jr. encara Evans: o bicho vai pegar
(Foto: reprodução/twitter)

Robert Downey Jr., no entanto, já pensa além. Ele postou há pouco em seu twitter uma foto em que encara Chris Evans, o intérprete do Capitão América, com Chris Hemsworth, o Thor em pessoa, fazendo careta ao fundo e provoca: “Guerra civil?”. O ator se refere, é claro, ao terceiro “Capitão América” que será lançado em 2016 e terá como principal mote o confronto entre Homem de ferro e Capitão América.  O filme será uma adaptação livre da saga homônima das HQS em que Tony Stark e Steve Rogers tem, a principio, um confronto de ideias que evolui para a briga mais física possível entre os dois heróis.

Stark defende que os heróis devem revelar sua identidade secreta e atuar subordinados ao governo americano, ideia que encontra resistência em Rogers.

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sexta-feira, 13 de março de 2015 Atores, Bastidores, Notícias | 07:00

Liam Neeson anuncia aposentadoria dos filmes de ação e fixa data para vácuo no reinado do gênero

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Jason Statham é um astro de ação completo e seria o número 1 do gênero se um certo irlandês, atualmente com 62 anos, não se descobrisse um astro de ação tardio. Nenhuma notícia nova até aí.  Com filme novo nos EUA neste fim de semana (“Noite sem fim”), Liam Neeson está fazendo aquela habitual maratona promocional de quem lança filme na praça.

Liam Neeson em cena de "Noite sem fim" (Foto: divulgação)

Liam Neeson em cena de “Noite sem fim”
(Foto: divulgação)

Em entrevista a um programa de TV americano, Neeson revelou que deve abandonar os filmes de ação em um futuro próximo. “Talvez mais dois anos, se Deus me poupar e eu estiver saudável. Mas depois disso, acredito que eu vou parar”. No mesmo programa, Neeson refirmou o aspecto acidental de sua insurreição como astro de ação. “Depois de filmes como ‘Busca implacável’, Hollywood parece me perceber de maneira diferente. Eu recebo muitos roteiros de filmes de ação, o que é ótimo. Não estou criticando, é algo muito lisonjeador, mas tudo tem um limite”.

Leia também: Terceiro “Busca implacável” incensa Liam Neeson ao posto de mito do gênero de ação

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O ator sinaliza essa mudança de rota com os filmes “Ted 2” e “Silence”, novo drama de Martin Scorsese, mas a ênfase em uma entrevista cujo objetivo primário é promover um filme de ação que estrela, deixa transparecer uma decisão já bem consolidada.

Desde 2008, lançamento do primeiro “Busca implacável”, o ator praticamente só se dedicou ao gênero. No momento, ele não está envolvido em nenhum filme de ação e sua declaração deve provocar uma corrida entre estúdios para distribuir o “último filme de ação de Liam Neeson”.

Exageros à parte, a eventual aposentadoria do ator do gênero deixa em aberto uma posição que já foi defendida por figuras como Charles Bronson, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger e que nos primórdios do século XXI parecia confinada à disputa entre os carecas Jason Statham e Vin Diesel. Liam Neeson surgiu inesperadamente para assumir o trono e surpreendentemente se predispõe a renunciar a ele. Quem será o novo rei do gênero? No post “Todos querem ser Liam Neeson”, a coluna alertou para o fato de que tal como ocorre na série “Game of thrones”, tem muita gente de olho neste trono.

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quinta-feira, 12 de março de 2015 Análises, Atores | 19:34

Sem a magia de antes, Will Smith tateia novo caminho em Hollywood

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Will Smith é a única garantia que existe de uma boa bilheteria no fim de semana de estreia”, bradou em 2007 Akiva Goldsman, produtor de “Eu sou a lenda” (2007), “Eu, robô” (2004) e “Hancock” (2008), todos filmes estrelados pelo ator. De lá para cá, a coisa mudou bastante. Hollywood continua determinando o sucesso de um filme pela arrecadação do primeiro fim de semana de exibição, mas Will Smith já não é esse amuleto que provoca sorrisos em produtores e estúdios. A bem da verdade, “Hancock” foi o último sucesso genuíno do ator, porque “MIB 3” (2012) já foi uma tentativa, relativamente bem sucedida, de retomar a trilha das grandes bilheterias.

Will Smith entrou para o Guinness, famigerado livro dos recordes, por ter superado Tom Hanks, Harrison Ford e Tom Cruise na condição de astro a ter o maior número de filmes rompendo a barreira dos U$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Desde “Independence day” (1996) até “Hancock”, apenas “Lendas da vida” (2000), de Robert Redford, não superou a marca.

Will Smith e Margot Robbie em cena de "Golpe duplo"

Will Smith e Margot Robbie em cena de “Golpe duplo”

“Sete vidas” (2008), reunião do astro com o diretor do bem sucedido “A procura da felicidade” (2006), que lhe rendeu indicação ao Oscar, marcou o começo do declínio da carreira do ator. Não só o filme foi malhado pela crítica como foi um fracasso retumbante de público. Smith sentiu o golpe. Conversas para retornar às franquias “MIB” e “Independence day” foram iniciadas. Analistas da indústria diagnosticaram um cansaço do público para com Will Smith. Passaram-se quatro anos e ele retornou com a segurança da franquia “MIB”, que se não foi um sucesso retumbante, não comprometeu nas bilheterias. Depois de negar o protagonismo de “Django livre” (Quentin Tarantino havia concebido o papel de Django com Smith em mente), o ator bancou o sci-fi com fundo ambientalista “Depois da terra”. A discussão de relação mais cara da história do cinema (o filme reeditava a parceria entre o ator e seu filho Jaden) foi um risível fracasso de público e crítica e ajudou a denegrir ainda mais a já combalida carreira do cineasta M. Night Shyamalan.

"Sete vidas" marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

“Sete vidas” marcou o início do declínio da carreira do outrora filho pródigo de Hollywood

"Depois da terra": Smith pagou mico com o filme

“Depois da terra”: Smith pagou mico com o filme

De astro exaltado por seu toque de Midas, Smith havia virado motivo de escárnio na cidade dos anjos. O homem que negara arrependimento por ter recusado o papel de Neo em “Matrix”, que consagraria Keanu Reeves, estava em busca de projetos que lhe dessem certa margem de segurança. “Esquadrão suicida”, ambiciosa produção da Warner com vilões clássicos do universo da DC Comics, seria este filme. Trata-se de um projeto estratégico para a Warner, já que introduz o novo conceito de universo que estúdio e editora tentam levar ao cinema. Para Smith, é a chance de dividir a responsabilidade com outros nomes poderosos, como o de Jared Leto, e se beneficiar do interesse crescente pela produção. Antes, porém, o ator estrela “Golpe duplo”, estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros.

O filme não começou bem sua carreira nos EUA e tudo indica que só deve se pagar no mercado internacional. Smith não recobrou aquela magia que tanto maravilhava Akiva Goldsman. Em meio a boatos de que deve estrelar a segunda sequência de “Bad Boys”, o ator precisa mostra que ainda é viável comercialmente. Neste sentido, “Golpe duplo” seria um trunfo maior do que “Esquadrão suicida”, onde os riscos são menores, mas também os dividendos. Smith, convém citar, foi a terceira opção para o filme de John Requa e Glenn Ficarra (“O golpista do ano”).  Ryan Gosling era o sonho de consumo dos diretores que tiveram Ben Affleck escalado. Ele saiu para ser o Batman e a chegada de Will Smith provocou a saída da outra protagonista, Kristen Stewart, desinteressada de trabalhar com ele.

O poder de atração de Will Smith não é mais o mesmo. Resta saber se ele fará como Tom Cruise e se refugiará nas franquias de ação sem grandes ambições ou vai tentar se reinventar como fez Matthew McCounaughey. Certo é que ele não deve mais negar projetos promissores que lhe forem oferecidos. De qualquer jeito será preciso saber dizer adeus ao Will Smith campeão de bilheteria de outrora.

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terça-feira, 3 de março de 2015 Atores, Notícias | 06:00

Novo projeto de Leonardo DiCaprio tem cheiro de Oscar

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Ilustração de Reagan Ray para a série "The Many Faces"

Ilustração de Reagan Ray para a série “The Many Faces”

Leonardo DiCaprio viverá 24 personagens em um mesmo filme. Não, DiCaprio não está tentando dar uma de Eddie Murphy, especialista nesse tipo de abordagem – basta lembrar de “O professor aloprado 2 – a família Klump” (2000). O ator está confirmado como o protagonista de “The crowded room”, cinebiografia de Billy Milligan, o primeiro réu a alegar distúrbio de personalidade em sua defesa em um tribunal.

Milligan, que morreu aos 59 anos em 2014, foi absolvido no final da década de 70 dos crimes de estupro de três mulheres no campus da Universidade de Ohio. Ele passou dez anos em sanatórios.

O projeto, segundo informações do The Hollywood Reporter, é caro a DiCaprio que vinha trabalhando para comprar os direitos do livro “The minds”, escrito por Daniel Keys e lançado em 1981. Por muito tempo, o projeto figurou na famigerada blacklist de Hollywood, listinha que compreende grandes projetos tidos como infilmáveis por razões diversas (caros demais, tecnologia atual insatisfatória, etc).

Os últimos dois filmes que DiCaprio batalhou arduamente para produzir foram “O aviador” (2004) e “O lobo de Wall Street” (2013), ambos também produzidos e dirigidos pelo seu parceiro artístico e amigo Martin Scorsese. Ainda não há nenhum diretor vinculado a “The crowded room”. Scorsese pode ser novamente o escolhido. Tanto DiCaprio quanto o diretor estão vinculados a “Sinatra”, projeto que tem esbarrado em interesses difusos para ganhar vida, o diretor está finalizando “Silence” que será lançado no final do ano. DiCaprio, por sua vez, está terminando “The Revenant”, novo filme do oscarizado Alejandro González Iñarritu, que também será lançado no fim deste ano. As agendas, sob essa perspectiva, podem bater e “The crowded room” se configurar como o sexto fruto da prolífica parceria.

As más línguas podem atentar para o fato de que DiCaprio vai apelar para um doente mental em sua saga pela conquista de um Oscar. Pura maldade. “The crowded room” é mais uma prova do faro apurado de DiCaprio para boas histórias e pode ser o atestado definitivo de sua versatilidade como intérprete.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 Atores, perfil | 16:05

Michael Keaton exorciza Michael Keaton com “Birdman”

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Michael Keaton em foto para a Esquire (Reprodução)

Michael Keaton em foto para a Esquire
(Reprodução)

Você ainda deve lembrar dele como o Batman, mas já se vão 23 anos desde que ele não veste o traje do homem-morcego. Aos 63 anos, Michael Keaton se funde ao personagem desenhado para ele por Alejandro González Iñarritu em “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)” para redefinir sua persona em Hollywood. Desde meados da década de 90, o ator havia desaparecido dos holofotes. Depois de abandonar o papel de Batman, ele havia sido uma imposição de Tim Burton, que dirigiu os dois primeiros filmes, Keaton ensaiou uma guinada na carreira. Estrelou o drama choroso “Minha vida” (1993) ao lado da então estrela em ascensão Nicole Kidman e o drama jornalístico “O jornal” (1994), mas o ator simplesmente não atraia público. Ainda nos anos 90 ele foi coadjuvante para Tarantino em “Jackie Brown” (1997), tido  como o filme mais fraco do badalado cineasta, e foi o antagonista de Andy Garcia, fazendo um vilão canastrão, no bom thriller “Medidas desesperadas” (1998), também pouco visto nos cinemas. O timing parecia não favorecer Keaton que iniciou os anos 2000 estrelando produções para a TV como “Ao vivo de Bagdá” (2002) ou coadjuvando para estrelas teen como Katie Holmes em “A filha do presidente” (2004).

“Vozes do além” foi uma tentativa malfadada de surfar na onda do terror de verve sobrenatural, em voga naquele particular momento da década com o sucesso de produções como “O grito” e “O chamado”.

Mais de dez anos depois de Batman, Keaton só era lembrado pelo personagem e os papéis em Hollywood escasseavam. Mesmo pequenas participações em filmes como “Herbie, meu fusca turbinado” (2006), veículo para a então estrela Lindsay Lohan, e “Recém-formada” (2009), comédia que nem chegou a ser lançada comercialmente nos cinemas do Brasil e de outros países, exigiam negociações prolongadas e exaustivas. Keaton não tinha prestígio, não tinha poder de barganha e não tinha bons filmes que lhe precedessem. Não tinha, também, um padrinho forte. Tim Burton estava ocupado tentando tirar os próprios filmes do papel, algo que ficou relativamente mais fácil com o estrelato de Johnny Depp conquistado com “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (2003).

O ator em cena de "Batman: o retorno" (1992), seu último grande momento no cinema até a chegada de "Birdman" (Foto: divulgação)

O ator em cena de “Batman: o retorno” (1992), seu último grande momento no cinema até a chegada
de “Birdman”
(Foto: divulgação)

Keaton e Iñarritu conversam no set de "Birdman": o ator embarcou na metalinguagem proposta pelo cineasta mexicano  (Foto: divulgação)

Keaton e Iñarritu conversam no set de “Birdman”: o ator embarcou na metalinguagem proposta pelo cineasta mexicano
(Foto: divulgação)

Em 2014 tudo ia mudar. Alejandro González Iñarritu admitiu em entrevista à revista Empire que se Keaton não aceitasse o papel do protagonista de “Birdman” ele não faria o filme. Exageros à parte, o projeto parece mesmo pensado para Keaton. Ele interpreta Riggan, um ator que fez muito sucesso interpretando o super-herói Birdman no cinema, mas depois caiu no ostracismo. Ele agora tenta se reinventar e dar a volta por cima produzindo, dirigindo e estrelando uma adaptação de um conto de Raymond Carver para a Broadway. A metalinguagem pretendida por Iñarritu neste filme que versa sobre atores, ego e cinema ganha potência com Keaton como protagonista e todo mundo sabe disso. Parte do fascínio provocado pelo filme, que amealhou nove indicações para o Oscar, reside nessa intertextualidade entre Keaton e seu personagem. É como se fosse dada a Michael Keaton a oportunidade de exorcizar Michael Keaton e o Oscar, ao qual é favorito, pode ser decisivo neste processo.

O ano começou com Keaton brilhando como uma sátira de Steve Jobs no “Robocop” de José Padilha. Não é exagero dizer que ele é a melhor coisa do filme. No dispensável “Need for speed – o filme”, ele injeta adrenalina como um aficionado em corridas que patrocina o evento clandestino que move a adaptação do game homônimo

Com Oscar ou sem Oscar, mas os prognósticos são os mais favoráveis possíveis, o Michael Keaton que emerge no raiar de 2015 é um ator pronto para viver plenamente sua melhor idade.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015 Atores, Notícias | 21:36

Rodrigo Santoro deve viver Jesus Cristo em remake de “Ben-Hur”

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Foto: Getty

Foto: Getty

O martelo ainda não foi batido. Mas segundo o semanário The Hollywood Reporter, o brasileiro Rodrigo Santoro é o escolhido dos estúdios MGM e Paramount para ser o Jesus Cristo da nova versão de “Ben-hur”. O filme original, vale lembrar, é um dos recordistas de vitórias no Oscar. Foram 11 estatuetas conquistadas pela produção de 1959.

O novo filme será dirigido pelo russo Timur Bekmambetov, de filmes como “O procurado” (2008), aquele mesmo estrelado por Angelina Jolie e James McAvoy, e “Abraham Lincoln: caçador de vampiros” (2012). Uma pista de que a ideia é focar mais na ação e menos no componente épico da trama do príncipe judeu que é traído e levado à escravidão. Nesse contexto, a escolha de Santoro pode ser mais do que um referência a “300” (2006). O filme deve começar a ser rodado nos próximos meses e tem lançamento previsto para fevereiro de 2016. Jack Huston, da série “Boardwalk Empire” protagonizará o filme como Ben-Hur. O elenco, ainda em formação, conta também com Morgan Freeman e Pedro Pascal, visto recentemente na série “Game of Thrones”.

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sábado, 10 de janeiro de 2015 Atores, Filmes, Notícias | 18:07

Liam Neeson se rebela contra a máfia em “Run all night”; assista ao trailer

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Foto: divulgação

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Ed Harris e Liam Neeson estão sentados à mesa de um restaurante. Neeson pede pela vida de seu filho e Harris, muito contrariado da vida, diz que vai persegui-lo com tudo que tem e, depois disso, deixará o personagem de Neeson morrer.

Assim começa o movimentado trailer de “Run all night”, terceiro filme da parceria entre o ator irlandês – maior astro do cinema de ação da atualidade – e o diretor espanhol Jaume Collet-Serra, após “Desconhecido” (2011) e “Sem escalas” (2014). O filme tem estreia prometida para o dia 16 de abril no Brasil, um dia antes de chegar às telas dos EUA.

Na fita, Neeson se rebela contra o mafioso que o emprega, papel de Harris, para proteger seu filho (vivido pelo sueco Joel Kinnaman), transformado em alvo após testemunhar um assassinato. Como Liam Neeson é um cara durão, ele promete para o filho que resolve a parada em uma noite. Ele só precisaria que o filho tivesse a disposição de se esconder e à sua família, por uma noite.

Será um início de ano agitado para Liam Neeson. Além de “Run all night”, que ainda não tem título em português, o ator retorna à franquia “Busca implacável” já neste mês. O terceiro filme da série estreou neste fim de semana nos EUA e pinta por aqui no dia 22 de janeiro. “Será o último”, prometeu o ator.

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