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sexta-feira, 29 de agosto de 2014 Atores, Bastidores | 23:04

Por que Joaquin Phoenix é a escolha certa para ser o Dr. Estranho no cinema?

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Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

A Marvel está se esforçando para ter o ator Joaquin Phoenix como o protagonista de “Dr. Estranho”, nova empreitada do estúdio no cinema. O personagem, um dos mais exóticos do plantel da editora/estúdio, é um cirurgião arrogante que acaba se transformando em um dos mais poderosos feiticeiros do universo. O personagem, apesar de não ser muito conhecido por quem não tem o hábito de ler HQs de super-heróis, é muito popular entre os iniciados. O anúncio da chegada de “Dr. Estranho” ao cinema coincide com a ótima fase que a Marvel vivencia. Os dois maiores sucessos de bilheteria da temporada (“Guardiões da galáxia” e “Capitão América: o soldado invernal”) são de seu selo.

Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Jared Leto (“Clube de compras Dallas”) e Benedict Cumberbatch (“O quinto poder”) foram nomes comentados para assumir o personagem, mas a Marvel sinaliza estar focada na contratação de Phoenix. “Ele é a nossa prioridade”, admitiu o presidente do estúdio, Kevin Feige, em entrevista ao site Collider. Mas por quê?

Três vezes indicado ao Oscar, Joaquin Phoenix, além do talento imenso, traz ao personagem intensidade e exotismo que nenhum dos outros três atores aventados acima podem rivalizar. Depp há muito tempo vive decadência na indústria, Leto é muito simpático e Cumberbatch talvez tenha menos sexy appeal do que exige o personagem.

Phoenix tem sexy appeal e arrogância na medida certa. E tem mais: concentra uma energia muito particular e capaz de magnetizar personagens controvertidos e incomuns. Seus últimos trabalhos no cinema, “O mestre” (2012), “Ela” (2013) e “Amantes” (2008) demonstram isso.

Prova disso foi que a Warner tentou durante meses convencê-lo a viver o vilão Lex Luthor no aguardadíssimo “Batman vs Superman: alvorecer da justiça” (2016). Com a insistente recusa do ator, eles seguiram outro caminho e contrataram Jesse Eisenberg (“A rede social”) para o papel.  Mas por que Dr. Estranho e não Lex Luthor? O Dr. Estranho não é um personagem de HQ convencional. Carregado de traumas, soturno e inclinado para o mundo da magia, o personagem se ajusta ao perfil que costuma atrair Phoenix. De acordo com o semanário Entertainment Weekly, as negociações para que o ator assuma o papel estão bem avançadas. A revista especula que um possível empecilho para o acerto seja a intenção do estúdio de ter Phoenix disponível para outros filmes da casa, como “Thor” e “Guardiões da galáxia”, o que desagradaria o ator, conhecido por ser bastante intransigente.

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema?

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema? (Foto: montagem/divulgação)

Se tudo for definido conforme as expectativas ensejadas, estaremos diante de mais uma aposta ousada da Marvel. Com Scott Derrickson, de filmes como “O exorcismo de Emily Rose” (2005) e “A entidade” (2012) na cadeira de diretor, é possível esperar um filme totalmente diferente do que o estúdio tem apresentado até o momento. E totalmente diferente no sentido de totalmente melhor. Sim, a Marvel sugere que isso é (bem) possível!

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domingo, 17 de agosto de 2014 Atores, Filmes, Listas | 17:00

As dez melhores atuações de Robin Williams

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Ao confeccionar essa lista em homenagem a este grande talento que partiu de maneira abrupta e, para quem não seguia sua carreira de perto, surpreendente, percebe-se o quão injustiçado Robin Williams fora como ator. Alvo da fúria de Arnaldo Jabor na sua inesquecível participação na transmissão da cerimônia do Oscar em 1998, que consagrou “Titanic” com onze Oscars e Robin Williams por um papel dramático, o ator traz à lista performances dramáticas de primeira categoria, outras inclinadas ao humor e algumas que combinam apuro cômico à envergadura dramática. Para quem não conhece sua filmografia, e para quem gosta de rememorá-la, clareia-se a percepção de que se tratava de um ator muito melhor do que os rótulos que lhe atribuíam em vida eram capazes de tangenciar.

10 – “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Depois de tentar o suicídio, Hunter Adams (Williams) tem uma epifania: resolve cursar medicina para ajudar as pessoas. Mas ele não fica só na medicina. Tempera-a com humor e carinho. Seus métodos naturalmente ganham admiradores e detratores. Williams impregna seu registro de um encantamento muito natural. Sua atuação trafega entre os tons dramático e cômico com desenvoltura. Um trabalho que se fosse feito por outro ator talvez recebesse mais destaque e louros.

9 – “Insônia” (2002)

Insônia - filme

Aqui na pele do primeiro vilão de sua carreira, Williams assombra pelo comedimento e pela capacidade de projetar um lado sombrio verdadeiramente assustador. O choque é maior para quem conhece apenas sua faceta cômica. Como um assassino que entra em um jogo de gato e rato com o policial vivido por Al Pacino, Williams apresenta, pela ousadia e robustez, um dos pontos altos de sua carreira.

8 – “Morra, Smoochy, Morra” (2002)

Smoochy

O ano de 2002 definitivamente foi o ano em que Williams impôs a si mesmo a necessidade de reinventar-se. Aqui ele faz um apresentador de um programa infantil demitido depois que seu nome foi envolvido em um escândalo midiático. Seu substituto é interpretado por Edward Norton. Enquanto se sente cada vez mais miserável, Williams volta sua ira contra seu substituto e revela um comportamento cada vez mais agressivo.

Williams nunca esteve tão maníaco-depressivo como nesta perola do humor negro dirigida por Danny DeVito. O ator convence como um homem que sucumbe à própria angustia e à egolatria.

7 – “A gaiola das loucas” (1996)

gaiola das loucas

Robin Williams faz o dono de uma boate de drag queens que vive com sua estrela, interpretada por Nathan Lane. Quando seu filho avisa que vai se casar e que o pai da noiva, um senador conservador, quer conhecer a família, uma grande confusão se arma. Williams reina na comédia física em um dos marcos do cinema queer e um dos primeiros neste compasso a atingir à família em grande escala.

6 – “Retratos de uma obsessão” (2002)

Retratos de uma obsessão

Williams vive o funcionário de uma loja de revelação de fotos em uma hora. Ele começa a desenvolver uma forte obsessão por uma família que costuma revelar suas fotografias na loja em questão. Neste soturno e surpreendente filme, Williams veste a carapuça como um sujeito que vai revelando-se mais perturbado do que intuímos à medida que a trama avança.

5 – “Uma babá quase perfeita” (1993)

Babá

Talvez este seja o filme mais famoso de Williams e seu personagem mais reconhecível. Não deixa de ser uma justa condição. Williams prova sua versatilidade cômica e talento para a improvisação neste filme em que precisa atuar travestido de mulher a maior parte do tempo. No entanto, é o sentimento que tateia como o pai que quer cercar-se da presença dos filhos que prevalece na bela composição do ator.

4 – “O pescador de ilusões” (1991)

O pescador de ilusões

Neste drama sobre infelizes coincidências da vida, Robin Williams faz um homem devastado por uma violenta tragédia que cedeu à mendicância e que vislumbra em uma improvável amizade com o personagem de Jeff Bridges a cura para a aflição que toma sua alma. Uma atuação que combina sutileza e energia com rara felicidade.

3 – “Bom dia, Vietnã” (1987)

Bom dia

Por este filme, Williams recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Como um DJ que traça como principal meta levar alegria aos soldados americanos servindo no Vietnã, Williams projeta na tela a imagem que se perpetuaria como sua. A de um homem afável, camarada, bem intencionado, atencioso e muito divertido. Uma performance cheia de predicados que foi justamente destacada pela nomeação ao Oscar.

2 – “Gênio indomável” (1997)

gênio

Como um terapeuta que consegue dar rumo à existência de um jovem e rebelde gênio, Williams volta a brilhar intensamente. Em um papel dramático construído sobre minúcias e com um tempo totalmente diferente de suas incursões dramáticas anteriores, o ator tem momentos sublimes. Principalmente nos diálogos inspirados com Matt Damon ofertados pelo roteiro escrito por este último em parceria com Ben Affleck. Pelo trabalho, e depois de três indicações, finalmente seria agraciado com o Oscar.

1 – “Sociedade dos poetas mortos” (1989)

Sociedade dos poetas

Outro célebre personagem de uma galeria insuspeitamente repleta do seu DNA. Como um professor de literatura que não se contenta em ensinar apenas literatura, ele cativa e inspira. Em muito porque sinaliza com sua atuação devotada que acredita piamente não só no personagem, mas em suas motivações.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Atores | 21:41

Relembre a trajetória de Robin Williams, ator com o dom de cativar

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 Fotos: Getty

Fotos: Getty

O mundo não verá o ator de riso fácil e talento dramático sempre subestimado voltar a encarnar aquele que é notadamente seu personagem mais famoso, a senhora Doubtfire de “Uma babá quase perfeita”, cuja sequência estava anunciada para 2015 e já estava em pré-produção. Robin Williams foi encontrado morto nesta segunda-feira (11) em sua casa na Califórnia. A suspeita de suicídio e o alardeado vício em álcool obscurecem uma carreira pontuada por muitos altos, mas que já vivia seu crepúsculo.

Indicado quatro vezes ao Oscar, Robin Williams venceu o prêmio da academia por sua atuação como um psicólogo dedicado em “Gênio indomável” (1998). Suas outras nomeações foram por “O pescador de ilusões” (1991), “Sociedade dos poetas mortos” (1989) e “Bom dia, Vietnã” (1987).

Robin Williams viveu sua grande fase no final dos anos 80 e início dos anos 90, como atestam as indicações ao Oscar pelo ator recebidas.

Em 1992, Williams dublou o gênio da lâmpada na animação “Alladin”. No ano anterior, deu vida a um Peter Pan crescido em “Hook – a volta do capitão gancho”, de Steven Spielberg.

“Uma babá quase perfeita” (1993), “Nove meses” (1995) e “Jumanji” (1996) deram cor a uma fase em que o ator se dedicou a filmes familiares.

Após o Oscar, conquistado por um papel dramático, Williams investiu no filão. Vieram dos dramalhões “Amor além da vida” (1998), “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998) e “O homem bicentenário” (1999).

WilliamsO novo milênio trouxe um novo Robin Williams ou, pelo menos, um ator disposto a reinventar-se. “Retratos de uma obsessão” (2002), trazia o ator como um homem solitário e que fica obcecado por uma família. Em “Morra, Smoochy, morra” (2002), o ator vive um comediante que cai em desgraça quando é substituído por outro e passa a sabotá-lo. Trata-se de um filme de humor negro dirigido Danny de Vitto. Já em “Insônia”, o segundo filme de Christopher Nolan, Williams vive o primeiro vilão de sua carreira, pelo menos nos termos convencionais.

Os anos 2000 se seguiram sem grandes destaques e filmes medianos como “Férias no trailer” (2007), “Licença para casar” (2007), “O som do coração” (2007) e “Surpresas em dobro” (2009).

O último filme em que Robin Williams apresentou uma atuação digna de nota foi “Candidato aloprado” (2006), sátira política de Barry Levinson.

Williams deixa incompleta sua participação em “Uma noite no museu 3”. “Absolutely anything” e “Merry friggin´Christmas” já estão em pós- produção e serão lançados em 2015 e no Natal deste ano, respectivamente.

O último filme de Robin Williams lançado no Brasil apresenta uma história agridoce. Ele faz um homem que é notificado por sua médica de que tem apenas 90 minutos de vida devido a um aneurisma no cérebro. Ele então decide se retratar com todos que já magoou. O filme se chama “O que fazer?” e foi lançado diretamente no mercado de home-vídeo.

Robin Williams era um ator que despertava empatia. Essa era uma de suas principais características. Era muito fácil gostar dele e dos personagens que interpretava. Humanizá-los era o seu forte. Williams tinha o dom de comover, mesmo fazendo graça. Um talento raro e que agora, com sua partida, fica mais raro ainda.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014 Atores, Curiosidades | 23:17

Mark Wahlberg e Transformers: cinco razões para o casamento perfeito

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

1 – Mark Wahlberg é o astro mais rentável de Hollywood hoje, de acordo com a última atualização da revista Forbes. Ele gera U$ 23 a cada dólar investido.

2 – Diferentemente de Shia LaBeouf, Wahlberg curte esses filmes gigantescos e megalomaníacos que Hollywood adora fazer e aos quais a série dirigida por Michael Bay se alinha.

3 – Ele não faz um filme ruim há muito tempo. O último foi a adaptação do game “Max Payne” em 2008

4 – Ele e Michael Bay se tornaram parceiros e amigos. Uma das condições para Bay voltar a dirigir um filme da franquia foi que Wahlberg estivesse à bordo. Juntos eles fizeram o divertido e sarcástico “Sem dor, sem ganho” (2013)

5 – Mark Wahlberg é um dos poucos caras na Hollywood atual que consegue mandar bem tanto na comédia como na ação e “Transformers” precisa de gente assim

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quarta-feira, 9 de julho de 2014 Atores, Curiosidades, Notícias | 21:28

Sherlock Holmes é mais um ícone na carreira de Ian Mckellen

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Dá para dizer que, aos 75 anos de idade, Ian Mckellen é o cara. O britânico só atingiu o estrelato depois dos sessenta anos, mas antes disso já era um baita ator que mesclava os aplausos dos palcos londrinos com a efemeridade dos papeis secundários no cinema americano. Foi o trabalho com Bill Condon, que já o havia dirigido no teatro, em “Deuses e monstros” (1998), que lhe valeu indicação ao Oscar de melhor ator, que mudou o status das coisas. Mckellen passou a receber convites prazerosos e figuras icônicas da cultura pop, como vilão Magneto e o mago Gandalf, entraram em sua vida.

Profissionalmente, McKellen só se beneficiou dessa exposição. Um dos pioneiros em assumir sua homossexualidade em Hollywood, o britânico consegue amealhar admiração em qualquer frente que se observe. Agora, mais um personagem icônico marcará a carreira de Sir Ian Mckellen.  Ele dará vida à criação de Arthur Conan Doyle como um Sherlock Holmes aposentado. O trabalho marcará a retomada da colaboração com Bill Condon. “A slight trick of the mind” ainda não tem previsão de estreia, mas a primeira foto está aí para aguçar a curiosidade dos fãs do personagem e de McKellen.

A trama revela um Sherlock Holmes aposentado que é assombrado por um caso não resolvido no passado. Ele lembra apenas de fragmentos: o confronto com um marido nervoso e uma ligação secreta com sua bela e instável esposa. Longe de sua melhor forma e sem o apoio de Watson, Holmes enfrenta o caso mais difícil da sua vida.

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quinta-feira, 19 de junho de 2014 Atores | 06:00

Peter Dinklage, o trono já é dele…

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O ator Peter Dinklage, fotografado pela New York Times Magazine

O ator Peter Dinklage, fotografado pela New York Times Magazine

Com o êxito de “Game of Thrones”, produção da HBO que serializa a saga literária criada por George R. R. Martin, “As crônicas de gelo e fogo”, o americano Peter Dinklage virou uma mania entre os fãs da série. É difícil imaginar que o sucesso da produção continue a prosperar se seu personagem, banhado em ironia e perspicácia, faltar à narrativa. O que poucos sabem é que Dinklage, que completou 45 anos no último dia 11 de junho, já era um ator de fibra e talento muito antes de Tyrion Lannister (seu personagem na série) cruzar seu caminho.

Obviamente, por ser anão, Dinklage se via confinado a estereótipos ainda mais irritantes do que aqueles que os atores latinos costumam reclamar em Hollywood. Entre uma grande atuação e outra no cinema independente, Dinklage se via na necessidade de estrelar “Um duende em Nova York” (2003) e “As crônicas de Nárnia: príncipe Caspian (2008)”. Foi este último trabalho, ironicamente, que o colocou na rota de “Game of thrones”, que para todos os efeitos alteraria os rumos de sua carreira, lhe outorgando a maior das glórias para um intérprete de sua estatura: reconhecimento.

Em “O agente da estação” (2003), trabalho que lhe rendeu indicações a prêmios como o SAG (sindicato dos atores), Dinklage faz um homem com nanismo que decide viver recluso em uma estação de trem. Mas a vida, essa insubordinada, parece ter outros planos para ele. O filme é tocante e revela o quão extraordinário, com o devido material, Dinklage pode ser.

Papéis coadjuvantes em filmes diversos como “Penelope” (2006), “Sob suspeita” (2006) e “Morte no funeral” (2010) reforçavam a percepção de que ali estava um ator cujo talento pulsava mais forte do que estúdios e produtores percebiam.  Estes dias, felizmente, ficaram no passado.

Na esteira do sucesso de “Game of Thrones”, não tem faltado trabalho a Dinklage. Entre 2013 e 2015, são oito filmes para cinema. Tudo desenvolvido em paralelo com seu trabalho na série da HBO. Bryan Singer o convidou pessoalmente para ter papel central na nova aventura mutante, “X-men: dias de um futuro esquecido”, em cartaz nos cinemas. Os protagonismos começam a aparecer e as histórias deixam de girar em torno de um homem que é anão.

Além de “Game of Thrones” e do cinema, o ator tem se dedicado ao teatro. Já chegou a interpretar, com efusivos elogios, Ricardo III em montagem da famosa peça de William Shakespeare.

A New York Times Magazine certa vez escreveu: “Peter Dinklage é um dos poucos atores a transformar tv em arte”.  Não há muito o que falar além disso.

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segunda-feira, 16 de junho de 2014 Atores, Notícias | 23:02

Denzel Washington reverencia Robert De Niro em novo filme

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Foto: Divulgação

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Pense em um filme que conjuga influências tão diversas como “Taxi driver” (1976) e a trilogia do Batman de Christopher Nolan e que adicione a esta improvável fórmula Denzel Washington em sua melhor encarnação “atire primeiro e pergunte depois”. É mais ou menos este o mote de “O protetor” que reúne o astro e seu diretor em “Dia de treinamento”, Antoine Fuqua, pela primeira vez desde que o filme lhe valeu o Oscar de melhor ator em 2002.

O elenco conta ainda com Chloe Grace-Moretz, vivendo uma jovem prostituta (personagem claramente inspirada na de Jodie Foster em “Taxi driver”), Melissa Leo (“O vencedor”) e Bill Pullman (“Independence Day”). Na trama, Washington faz um ex-militar que forjou sua morte para tentar levar uma vida calma em Boston, mas ele não resiste às injustiças do mundo a sua volta e acaba tomando a justiça pelas próprias mãos.

“O protetor” é o único filme de Denzel Washington previsto para 2014. Se entregar o que o trailer promete, já está bom demais. O filme tem lançamento programado para 2 de outubro nos cinemas brasileiros.

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sábado, 14 de junho de 2014 Atores, Notícias | 20:17

Al Pacino prepara retorno em grande estilo

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Foto: divulgação

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Al Pacino sabe que precisava de um desafio. Há muito tempo ele é apenas Al Pacino no cinema. Nada mais. Não precisava ser. Mas ser Al Pacino em tempo integral deve cansar. Cioso por desafios aos 74 anos, o ator nova-iorquino escolheu um livro cuja identificação não escapa a qualquer observador. É a primeira vez em sua carreira que ele escolhe um livro e cuida pessoalmente do processo de adaptação para o cinema.

“A humilhação”, distribuído no Brasil pela Cia. Das Letras, de Philip Roth, considerado o maior escritor americano vivo, trata de um ator de teatro desgostoso com a vida e sua carreira que quando conhece uma mulher mais jovem redescobre o valor da vida. Na primeira imagem do filme, dirigido por Barry Levinson (que dirigiu Pacino no telefilme “You don´t know Jack”), o ator surge ao lado de Greta Gerwig (“Frances Ha” ) a mulher mais jovem que recoloca sua perspectiva de vida nos trilhos.

O tema de “The humbling” não é estranho ao imaginário cinéfilo. O grande Peter o`Toole, indicado a oito Oscars e morto em 2013, teve seu último grande momento em “Vênus” (2006), filme com premissa muito parecida e cujo trailer você pode conferir abaixo.

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domingo, 8 de junho de 2014 Análises, Atores | 09:33

A reinvenção de Robert Pattinson

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Fotos: divulgação e reprodução/ The Hollywood Reporter

Fotos: divulgação e reprodução/ The Hollywood Reporter

Robert Pattinson, de alguma maneira, é como o Lula. Há quem ame e há quem odeie. As razões são defensáveis e justificáveis de ambos os lados e a paixão costuma ser o motor das análises relacionadas ao galã acidental. Afinal de contas, antes de ser o príncipe moderno em versão vampírica na série de filmes “Crepúsculo”, Pattinson não havia causado nenhuma comoção em “Harry Potter e o cálice de fogo”, lançado em 2005.

Mas Pattinson se esforça para se desviar da pecha de galã que lhe fora atribuída. Sempre que pode dá um jeito de renegar, ainda que discretamente, a franquia que lhe concedeu o estrelato.  É avesso a badalações e a agenda midiática que outras celebridades jovens, como Jennifer Lawrence, costumam cultivar. Não obstante, Pattinson tem demonstrado disposição em orquestrar o que podemos chamar de reengenharia de carreira.

O primeiro passo, nesse sentido, foi dado ainda durante o período em que a saga “Crepúsculo” vigorava. A aproximação ao diretor canadense David Cronenberg pode muito bem fazer por Pattinson o que a parceria entre Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio fez por este último.

“Cosmópolis”, lançado em 2012, não só trazia Robert Pattinson como nunca se tinha visto antes, essencialmente vampírico em uma composição minuciosa de um tubarão faminto e inseguro de Wall Street, como trazia o ator em sua primeira interpretação digna desta classificação. Pattinson deixou-se dirigir. Confiou em Cronenberg e permitiu que o ator emergisse da celebridade, que fora a primazia em seus outros trabalhos paralelos a “Crepúsculo” (“Bel Ami – o sedutor”, “Água para elefantes” e “Lembranças”).

Em 2014, o ator lança dois filmes com propostas distintas, mas que sinalizam que essa reengenharia de carreira não é uma nuvem passageira em sua trajetória profissional. “Maps to the stars” é o segundo trabalho em parceria com Cronenberg. Trata-se de uma sátira à fogueira de vaidades de Hollywood. A participação do ator é pequena; ele faz um motorista de limusines que sonha em ser roteirista, papel baseado na vida do próprio roteirista do filme (mas isso é outra história). Diz-se, no entanto, que sua atuação é impactante. Em “The rover”, outra produção que levou Pattinson ao festival de Cannes (assim como os dois trabalhos com Cronenberg), ele faz um homem abandonado pelo irmão em um futuro apocalíptico em que a economia planetária entrou em colapso. Junta-se a um terceiro homem, roubado por seu irmão, em seu encalço.

Entre os próximos trabalhos do ator figuram filmes de diretores europeus de prestígio, como “The idle´s eye”, do francês Oliver Assayas (”Depois de maio”) e “Life”, de Anton Corbjin (“Control”, sobre a vida de Ian Curtis, líder do Joy Division), sobre a amizade entre o astro James Deen e o fotógrafo da revista que batiza o filme e que fez as fotos mais icônicas de Deen em vida.

Pattinson pode até não ter esquecido Kristen Stewart, sua ex-namorada e colega de cena na franquia adaptada dos livros de Stephenie Meyer, mas os dias de “Crepúsculo” definitivamente fazem parte de seu passado.

Com Guy Pierce no elogiado "The Rover"

Com Guy Pierce no elogiado “The Rover”

Ao lado de Dane deHaan em "Life", filme de arte feito pelo diretor de "Control", que chega em 2015

Ao lado de Dane deHaan em “Life”, filme de arte feito pelo diretor de “Control”, que chega em 2015

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quarta-feira, 4 de junho de 2014 Análises, Atores | 22:08

Tom Cruise reina na ficção científica, mas isso é suficiente para o ex-rei de Hollywood?

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Tom Cruise e Emily Blunt em imagem promocional de "No limite do amanhã"

Tom Cruise e Emily Blunt em imagem promocional de “No limite do amanhã”

Foi um fim de semana incomum nas bilheterias brasileiras. Havia dois grandes blockbusters em estreia e uma comédia nacional cheia de potencial de bilheteria, além de filmes grandes em cartaz como “Godzilla” e o mais recente “X-men”. Em outros tempos, porém, esses fatores não seriam suficiente, ou mesmo relevantes, para apartar Tom Cruise do topo das bilheterias. Seu novo filme, “No limite do amanhã”, não perdeu apenas para “Malévola”, produção da Disney estrelada por Angelina Jolie, perdeu também para “X-men”, que já estava em exibição nos cinemas há uma semana, e para o nacional “Os homens são de Marte… e é para lá que eu vou”. Ou seja, o filme poderia muito bem ser estrelado por Jay Courtney, ator sem expressão alguma, e debutar em quarto lugar nas bilheterias brasileiras.

“No limite do amanhã” estreia nos cinemas americanos na próxima sexta-feira e seu fim de semana de estreia será decisivo para os rumos da carreira de Tom Cruise. Nenhum ator do primeiro escalão aposta tanto na ficção científica atualmente como ele e há uma razão para essa fidelidade. Desde o final dos anos 90, Cruise viu-se afastado do topo de Hollywood. Processo que foi acelerado desde que pulou no sofá de Oprah Winfrey.

Tentou comprar os direitos do Homem de ferro da Marvel, mas esbarrou nos embrionários planos da empresa em se configurar em um valioso estúdio de cinema. Assumiu o controle de um estúdio, a United Artists, na tentativa de revigorar o selo – surgido na era de ouro de Hollywood – e sua carreira, mas filmes como “Operação Valquíria” (2008) e “Leões e cordeiros” (2007) não deram muito certo e a United Artists faliu em 2008.

Não se dando por vencido, Cruise recuperou a franquia “Missão impossível” e teve um alento. O quarto filme, lançado no fim de 2011, tornou-se o mais lucrativo da série com quase U$ 700 milhões arrecadados internacionalmente, e um dos pontos altos da carreira de Cruise.

O ator em cena de "Minority Report - a nova lei": união com Spielberg rendeu melhor ficção da  1ª década do século XXI

O ator em cena de “Minority Report – a nova lei”: união com Spielberg rendeu melhor ficção da 1ª década do século XXI

Cruise tentou emplacar outra franquia de ação com “Jack Reacher: o último tiro”, lançado em 2012, mas o filme não arrecadou o que se esperava. Cruise ainda tenta conseguir o aval da Paramount, estúdio com o qual já teve contrato exclusivo, para um segundo filme, mas está difícil.

Ator que também produz seus filmes, Cruise é conhecido por ser extremamente profissional e perfeccionista. Disse certa vez ao semanário The Hollywood Reporter que resistia à febre de adaptações em quadrinhos porque não queria relacionar a marca Tom Cruise ao que entendia ser um hype passageiro.  Vale lembrar que ele tentou comprar os direitos do personagem Homem de ferro, mas isso foi muito antes do personagem ganhar a notoriedade que goza hoje.

A marca Tom Cruise foi buscar guarida na ficção científica. Com Cameron Crowe, seu diretor em “Jerry Maguire – a grande virada” (1996), rodou o primeiro filme de sua carreira com tendências para a ficção científica. “Vanilla Sky” (2001) era o remake de um filme espanhol complexo, obscuro e pouco visto. Não foi a estreia dos sonhos no gênero, mas a incursão seguinte colocaria os pingos nos is. Cruise aliou-se ao grande cineasta do século XX, Steven Spielberg, para fazer a melhor ficção científica do início do século XXI. “Minority Report – a nova lei” (2002), adaptado de um conto do papa do gênero Philip K. Dick, colocava Cruise como um policial em um futuro em que os culpados pelos crimes eram detidos antes de cometerem os crimes em questão. O filme foi grande sucesso de público e maior ainda de crítica e fez com que Cruise e Spielberg se reunissem para uma versão cascuda de “Guerra dos mundos” (2005), de H.G Wells. O filme não era tão bom quanto se esperava que fosse, mas foi um hit mesmo assim.

Depois do filme, Cruise foi gerenciar a United Artists, o que não deu certo, e acabou voltando à ficção em 2013 com “Oblivion”. Um projeto selecionado pelo ator, assim como foi o diretor da fita, Joseph Kosinski, de “Tron – o legado”.

Cruise e seu diretor em "Oblivion", Joseph Kosinski, no set do filme: exercício de controle

Cruise e seu diretor em “Oblivion”, Joseph Kosinski, no set do filme: exercício de controle

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“No limite do amanhã” é a segunda ficção científica consecutiva de Tom Cruise. Dirigido por Doug Liman, dos bons “A identidade Bourne” (2002) e “Sr. & Sra. Smith” (2005), o filme não é apenas uma aposta de Cruise no gênero. É uma aposta de Cruise de que, no gênero certo e com o devido cuidado, ele pode fazer frente a franquias milionárias adaptadas de obras juvenis, games e HQs.

Escolado na batalha pela sobrevivência nesse campo de batalha que é o cinemão, e com o reinado na ficção científica cada vez mais frágil, Cruise já prepara o retorno de séries conhecidas. O quinto “Missão impossível” já está em pré-produção e deve ser lançado no fim de 2015 e o segundo “Top Gun” vai mesmo acontecer, mesmo com a morte de Tony Scott (o diretor do filme original suicidou-se em meados de 2012).

O topo de Hollywood já não é mais um sonho possível. Tom Cruise parece brigar para continuar sendo viável nas bilheterias, quando tudo parece apontar o contrário.

Tom Cruise e Emily Blunt: Em "No limite do amanhã", o ator cede mais espaço a sua co-protagonista  (Fotos: divulgação e Getty)

Tom Cruise e Emily Blunt: Em “No limite do amanhã”, o ator cede mais espaço a sua co-protagonista
(Fotos: divulgação e Getty)

 

 

 

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