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Arquivo da Categoria Atrizes

terça-feira, 27 de dezembro de 2016 Atrizes, Bastidores | 17:45

Morte de Carrie Fisher não afeta “Episódio VIII”, mas deve alterar rumos da série principal de “Star Wars”

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Produtores se apressaram em afirmar que morte da atriz não prejudica o próximo filme da série principal, mas mas no longo prazo “Star Wars” deve ter mudanças

Carrie Fisher e Harrison Ford em cena de "O Império Contra-ataca"

Carrie Fisher e Harrison Ford em cena de “O Império Contra-ataca”

A morte de Carrie Fisher, mais uma peça cruel desse caprichoso ano de 2016, deve impactar os planos da Disney para a continuidade da série principal de “Star Wars” no cinema. Não no curto prazo, já que o Episódio VIII, ainda sem título oficial, mas com lançamento agendado para 15 de dezembro de 2017, já está em pós-produção.  Produtores associados ao filme confirmaram esse dado a diversos veículos americanos como TMZ, Variety e The Hollywood Reporter.

Leia mais: Colegas de “Star Wars” homenageiam Carrie Fisher: “Ela era a luz mais brilhante”

No médio e longo prazo, no entanto, é inegável que Disney e LucasFilm vão precisar ajustar o curso da trama. O caminho sugerido por “O Despertar da Força” (2015) mostrava que Leia, personagem de Carrie Fisher, seria figura central de oposição à Primeira Ordem. Mais: a nova trilogia dava sinais de que iria capitalizar em cima dos irmãos Skywalker, os utilizando como muleta no caso dos novos personagens não pegarem.

Leia mais: Carrie Fisher deixa legado de uma grandeza que prescinde de prêmios

Não se sabe exatamente como o filme dirigido por Rian Johnson deixa o estado das coisas, mas não é absurdo supor que a Disney considere eventuais refilmagens para reorganizar a estrutura narrativa da série, agora sem um de seus principais vértices. Vale lembrar que a relação de Leia com Kylo Ren (Adam Driver) tinha tudo para ser um dos principais clímaces da nova trilogia.

É certamente prematuro especular sobre o futuro de “Star Wars” neste momento, mas é seguro afirmar que a morte de Carrie Fisher impacta os planos da Disney para o futuro da saga. Nada que não possa ser reestruturado. A Disney optaria por elencar uma nova atriz para interpretar a personagem, matar Leia assim como fez com Han Solo ou tomar outra providência narrativa menos radical? O tempo dirá, mas certamente se detecta um desequilíbrio na força.

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Atrizes | 10:41

As dez melhores atuações femininas do cinema em 2016

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Julianne Moore (“O Plano de Maggie”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

É fato que Julianne Moore é frequentadora de listas como essa, mas geralmente não com papeis como o que interpreta em “O Plano de Maggie”. Na pele de Georgette, uma mulher bem excêntrica que compactua com a atual namorada de seu ex-marido para reconquistá-lo, Moore revela um tipo de fragilidade que ainda não conhecíamos, mas segue totalmente cativante.

 

Brie Larson (“O Quarto de Jack”)

O quarto de Jack

Vencedora do Oscar 2016 de melhor atriz, Larson deu cor e dimensão a uma mãe que precisava atender as próprias frustrações, medos e tristezas e tentar proteger o filho que nasceu em cativeiro. A atriz é soberba nas diferentes abordagens da personagem propostas por um roteiro que evolui e demanda que seus personagens abarquem conflitos mais espessos e dramáticos.

 

Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”)

Arlequina

A personagem mais hypada e imitada do ano deve muito a australiana Margot Robbie. Não só fisicamente o casamento foi perfeito, mas dramaticamente também. Do humor à loucura, a Arlequina de Margot Robbie já se configurou em um dos grandes momentos da cultura pop na década. Não é pouca coisa.

 

Saoirse Ronan (“Brooklyn”)

Brroklin

Quando pousamos os olhos na irlandesa em “Desejo e Reparação” sabíamos que estávamos diante de uma grande atriz. O que ela fizera no filme de Joe Wright não se enquadrava na definição de sorte de principiante e o que ela faz nesse belo e altivo melodrama de John Crowley é igualmente impressionante. Da graciosidade da caracterização à efetividade com que assume o drama de sua personagem, Ronan navega entre o sutil e o intenso com a delicadeza das grandes atrizes.

 

Sonia Braga (“Aquarius”)

Aquarius

Por falar em grandes atrizes, Sonia Braga protagonizou o grande comeback de 2016. Na verdade, a Clara de “Aquarius” é seu melhor trabalho no cinema. Polivalente, a personagem empresta da atriz a finesse e a generosidade. O filme não seria metade do que é sem o dínamo dramático que é Braga.

 

Ronney Mara e Cate Blanchett (“Carol”)

Carol

A escolha por posicionar as duas atrizes juntas é mais estratégica do que prática. São suas interpretações, individuais, mas também combinadas, que adensam dramática e narrativamente o filme de Todd Haynes. “Carol” não seria nada sem suas atrizes e uma sem a outra tampouco induziria qualquer sentido de justiça em uma lista de melhores atrizes da temporada.

 

Amy Adams (“A Chegada”)

Amy Adams brilha em A Chegada Fotos: divulgação

Amy Adams brilha em A Chegada
Fotos: divulgação

Amy Adams talvez seja a melhor atriz de sua geração. Para quem não entende exatamente essa afirmação é válido espiar seu trabalho em “A Chegada”. Uma ficção científica hardcore que filtrada por seu despenho nada menos do que espetacular, ainda que inteiramente minimalista, se transforma em um drama íntimo e irresoluto.

 

Elle Fanning (“Demônio de Neon”)

O Demônio de Neon

Representar uma qualidade etérea não é fácil. Talvez nunca tenha sido feito antes no cinema. Por isso Elle Fanning, uma atriz mais completa e surpreendente a cada ano, entra na lista com louvor por dar vida a uma jovem que tenta emplacar como modelo e desperta inveja e atração por onde passa.

 

Isabelle Huppert (“Elle”)

Elle

Meryl Streep francesa? Com todo o respeito a Meryl Streep, menos por favor! Isabelle Huppert dominou 2016 com a classe e sofisticação que lhe é característica com trabalhos soberbos em “O que Está por Vir” e “Mais Forte Que Bombas”, mas é por dar vida a vítima de estupro que investiga a identidade de seu agressor em “Elle” que ela lidera a lista do Cineclube. Huppert amplia o escopo do que chamamos de atuação ao desafiar tudo o que já vimos antes e entendemos como possível.

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sábado, 20 de agosto de 2016 Atrizes, Filmes, Notícias | 09:00

Roteiro foi fundamental para impacto de “Quando as Luzes se Apagam”, diz a atriz Maria Bello em entrevista exclusiva

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Em “Quando as Luzes se Apagam”, uma das principais estreias do fim de semana nos cinemas, a atriz Maria Bello vive uma “mamãe urso”, em suas próprias palavras. Sophie, uma mulher afetada por um transtorno mental, se flagra cada vez mais afastada de seus filhos, Martin (Gabriel Bateman) e Rebecca (Teresa Palmer). Tudo por causa da presença de Diane, uma figura assustadora que não desgruda de Sophie e ajuda a mergulhá-la em uma profunda depressão. A jornada da personagem é uma das coisas mais impactantes da produção assinada por David F. Sandberg.

Atriz com bom trânsito no cinema independente, Maria Bello conversou com exclusividade com o Cineclube sobre essa sua incursão pelo terror, algo que já havia experimentado em filmes como “A Casa dos Mortos” (2015) e “A Janela Secreta” (2001) e sobre projetos futuros.

Crítica: Medo do escuro faz de “Quando as Luzes se Apagam” melhor filme de terror do ano

A atriz Maria Bello em cena do filme "Quando as Luzes se Apagam"

A atriz Maria Bello em cena do filme “Quando as Luzes se Apagam”

Mãe coragem

Eu acho uma mamãe urso em toda mulher que eu encontro. Eu não costumo fazer este gênero, mas se você tirar o terror da equação, ainda é um drama familiar comovente sobre essa mãe com problemas mentais e como isso afeta sua relação com os filhos.

Complexidade da personagem

Fazer este papel foi realmente libertador porque eu estava lendo esse livro sobre transtorno bipolar e pude oferecer para as pessoas um retrato do que é estar desconectada da realidade.

Relação entre mãe e filha

Eu acho que o roteiro foi fundamental nisso. A primeira cena já é bem afiada em mostrar a história dessa relação e as fraturas que existem. Esse é o benefício de trabalhar com profissionais como James (Wan, produtor) e Lawrence (Grey, produtor) que são papas do gênero e que sabem colocar as peças certas no lugar certo.

Hype

O filme foi feito em poucas semanas e com um orçamento bem apertado em Los Angeles e é o primeiro do David. Não dá nem para notar. Eu acho que ele fez um trabalho incrível.

Alicia (Vela-Bailey), que interpreta a Diane, parece uma supermodelo… A forma como ela mexe os dedos, se movimenta no escuro. Eu acho que ela fez um excelente trabalho. As pessoas na Comic-Com vão se vestir como Diane.

Relação fraturada entre mãe e filha move "Quando As Luzes se Apagam"

Relação fraturada entre mãe e filha move “Quando As Luzes se Apagam”

Critérios para escolher um papel

Eu leio o roteiro e vejo se a história tem apelo para mim e vejo se o personagem é complexo ou se eu posso torna-lo mais complexo. Esta é minha primeira regra.

Próximos projetos

Eu estou realmente mergulhando na produção agora porque quero contar mais histórias com vozes femininas na frente e atrás das câmeras. Vai sair um filme com Viola Davis agora. Essa é minha meta agora. Fazer TV e cinema com personagens femininas fortes.

 

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016 Atrizes | 18:25

Maeve Jinkings é homenageada na 9ª edição do Festival de Cinema de Triunfo

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A atriz em cena do filme "O Som ao Redor"

A atriz em cena do filme “O Som ao Redor”

Em sua nona edição, o Festival de Cinema de Triunfo ganha fôlego novo, contemplando a diversa e recente produção audiovisual pernambucana e nacional. De 8 a 13 de agosto, 33 curtas e longas-metragens em competição vão ganhar a tela do Cine Theatro Guarany, um dos mais belos equipamentos públicos e também patrimônio material do estado.

Nesta edição, o Festival prestará homenagens a atriz Maeve Jinkings que tem parceria de longa data com o cinema de Pernambuco. Sendo assim, reconhecida pela importante contribuição no desenvolvimento da produção audiovisual do Estado. “Em julho de 2009 vim a Recife filmar ‘Passageira S8’, primeiro de uma série de filmes que viria a realizar em Pernambuco”, comenta a atriz. “Naquela ocasião escutei falar de um festival de cinema que ocorreria numa linda cidade no sertão do Pajeú chamada Triunfo. A cidade permaneceu em meu imaginário desde então, por isso é uma honra e um prazer enorme ser convidada a estar no Festival para ser homenageada”, completou.

Leia entrevista da atriz ao iG em que ela fala da carreira no cinema e do sucesso alcançado na televisão

Maeve Jinkings nasceu em Brasília, mudou-se aos cinco anos para Belém do Pará, onde se formou em Comunicação Social. De lá, seguiu para São Paulo, onde estudou artes dramáticas. Em 2009, filmou um curta-metragem no Recife, o primeiro de uma série de trabalhos no Estado. Sua parceria com a produção de cinema pernambucano resultou até hoje em mais de dez longas, entre eles “Aquarius” (2016), “Açúcar” (em finalização), “Boi Neon” (2016), “Amor Plástico e Barulho”, “Boa Sorte Meu Amor” (2013), “Era Uma Vez Verônica” (2013) e “O Som ao Redor” (2013).  Sua estreia em teledramaturgia ocorreu em 2015, na novela “A Regra do Jogo”. Maeve também tem atuado como preparadora de elenco, atividade que desempenhou nos filmes “Sem Coração” e “Big Jato”.

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segunda-feira, 25 de julho de 2016 Atrizes, Bastidores | 16:49

Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Steven Spielberg tem um olhar para revelar jovens talentos. Nem sempre acerta. Jeremy Irvine, de “Cavalo de Guerra”, não vingou. Mas gente como Robert Zemeckis, Drew Barrymore, Dakota Fanning, Djimon Hounsou e Christian Bale teve seus primeiros passos no cinema guiados pelo maior Midas que Hollywood já conheceu.

A bola da vez é Ruby Barnhill, uma inglesinha de 12 anos que encanta em “O Bom Gigante Amigo”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28).

Esta é literalmente a estreia de Barnhill no cinema. Ela já havia tido algumas participações em uma série inglesa, mas jamais pisado em um set de cinema. Um debute ás ordens de Steven Spielberg não é para qualquer uma. A própria Drew Barrymore, que tinha seis anos quando rodou “E.T – O Extraterrestre” (metade da idade de Barnhill), já tinha feito filmes anteriormente.

Pode-se dizer que Barnhill nasceu para o cinema em 16 de dezembro de 2014, o dia em que Steven Spielberg e Kathleen Kennedy se decidiram por escalar a atriz como a órfã Sophie do clássico de Roald Dahl. O salário de Barnhill foi de cerca de US$ 85 mil.

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes (Foto: Léo Laumont)

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes
(Foto: Léo Laumont)

Incrivelmente carismática e magnética, não é difícil para quem a assiste em “O Bom Gigante Amigo” entender porque naquele dia a busca de Spielberg e da produção do filme se encerrou.

Barnhill é a primeira protagonista feminina de Spielberg desde “A Cor Púrpura” (1988). Não é pouca coisa. A responsabilidade é diretamente proporcional ao tamanho dessa estatística e à confiança que a jovem atriz despertou no cineasta. Ao assistir “O Bom Gigante Amigo”, o espectador – reiterado da maestria de Spielberg – constata que o futuro de Barnhill no cinema é próspero.

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terça-feira, 12 de julho de 2016 Atrizes, Notícias | 17:06

Deixe-se apaixonar por Kate McKinnon

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A atriz em cena de "Caça-Fantasmas" que estreia na próxima quinta-feira (14) (Foto: Divulgação)

A atriz em cena de “Caça-Fantasmas” que estreia na próxima quinta-feira (14)
(Foto: Divulgação)

O ano de 2016 é dela. Não importa o que já foi dito, Kate McKinnon merece que 2016 seja só dela. Quem acredita que mulher não leva jeito para o humor certamente não conhece a atriz e comediante egressa do celeiro da comédia norte-americana chamado “Saturday Night Live”.

“Se me pedirem para beijar alguém em cena, eu ficaria muito desconfortável”, disse certa vez. “Mas eu lambo qualquer parte do seu rosto”. Essa imprevisibilidade charmosa, esse postura insinuante são características que podem ser testemunhadas em sua atuação em “Caça-Fantasmas”, principal estreia desta quinta-feira (14) nos cinemas do Brasil.

McKinnon construiu uma carreira sólida na cena de comédia dos EUA. Além do SNL, já marcou presença nas comédias televisivas “The Simpsons” e “Family Guy”. No cinema, atuou em “Irmãs” e “Ted 2”. O fato de estar no radar de gente como Tina Fey, Amy Poehler e Seth MacFarlane diz muito sobre o potencial e o talento da atriz que em 2016 ainda esteve creditada nas animações “Angry Birds” e “Procurando Dory”. Isso tudo antes de “Caça-Fantasmas”.

O filme de Paul Feig tem tudo para ser a melhor das vitrines para McKinnon. Ela rouba a cena e se assevera como a melhor coisa de um filme cheio de pontos positivos. Não é qualquer um que pode roubar a cena de comediantes mais estabelecidas como Melissa McCarthy e Kristen Wiig, que inclusive dispõem de mais tempo em tela.

Dê a uma chance a você mesmo e conheça a mulher que merece- e provavelmente vai – povoar os seus sonhos. O resto é balela.

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terça-feira, 17 de maio de 2016 Atrizes, Bastidores | 21:48

Margot Robbie estrela paródia de “Psicopata Americano” e ajuda a publicidade a atingir o status quo do cinema

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Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em 'A Lenda de Tarzan" em editorial da Vogue

Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em ‘A Lenda de Tarzan” em editorial da Vogue

Margot Robbie, que nos próximos meses estreia dois dos blockbusters mais aguardados da temporada (“A Lenda de Tarzan” e “Esquadrão Suicida”), é uma das grandes sensações de Hollywood no momento. Revelada por Martin Scorsese em “O Lobo de Wall Street” (2013), quando personificou as conquistas do ganancioso personagem vivido por Leonardo DiCaprio, a australiana rapidamente se tornou uma referência de beleza. Tanto para homens como para mulheres.

Consiste basicamente neste hype que envolve a loira australiana de 31 anos o acerto do vídeo divulgado pela revista Vogue, que traz Robbie na capa de sua edição norte-americana, com uma paródia do filme “Psicopata Americano”. Intitulado “A Psicopata Australiana”, o vídeo de pouco mais de dois minutos mostra Robbie praticando seus hábitos matinais com um off em que ela explica como se constrói “a ideia de Margo Robbie”. Para quem assistiu ao espetacular filme de  2000 estrelado por Christian Bale e baseado no romance de Bret Easton Ellis, a identificação é imediata.

O filme, banhado em cinismo, articula uma crítica ferrenha aos arranjos sociais e aos status quo da América, algo para o qual inexoravelmente a revista Vogue contribui.

A peça é triunfo de marketing para a revista, uma alegoria esperta sobre nosso interesse umbilical por estrelas de cinema e, ainda, uma metáfora inteligente sobre o estado das coisas no cinema. Afinal, Robbie é a sensação do momento e brinca tanto com sua imagem na Vogue – algo que já fizera maliciosamente no recente filme “A Grande Aposta” – como dá margem a uma crítica à própria indústria que a sustenta. Em duas palavras: simplesmente genial!

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015 Atrizes, Listas | 15:45

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances femininas do ano

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Duas brasileiras, estrelas como Charlize Theron e Angelina Jolie, e figuras louvadas como Julianne Moore e Marion Cotillard ostentam as melhores interpretações femininas que chegaram às telas de cinema brasileiras no ano. Confira, a seguir, o ranking do Cineclube.

10- Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”)

Foto: divulgação

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A francesa não precisa se esforçar muito para entrar em qualquer lista de melhores do ano, mas nessa colaboração com os irmãos Dardenne, que valeu nova indicação ao Oscar, a atriz põe à mostra toda a sua musculatura dramática em um filme que depende única e exclusivamente dela para respirar.

9 – Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”)

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O show é todo de Juliette Binoche neste sofisticado drama de Olivier Assayas, mas de alguma maneira é Kristen Stewart, como a assistente espirituosa de uma veterana atriz hesitante, que nos hipnotiza. Stewart domina sua personagem com um misto irresistível de cinismo e apreço e nos cativa irrevogavelmente.

8 – Charlotte Rampling (“45 Anos”)

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Não é qualquer atriz que é capaz de mostrar ao esconder e de sugerir com olhares e movimentos aparentemente espontâneos. Charlotte Rampling faz isso e muito mais em uma das atuações mais envolventes do ano. A mulher que, casada, se ressente de sentir ciúme de uma história de amor que o marido viveu antes de conhecê-la, mas que revive em um desfecho cheio de repercussões emocionais no aqui e agora. Um trabalho de minúcias e muita contenção.

7 – Julianne Moore (“Para Sempre Alice”)

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O trabalho que finalmente deu um muito adiado Oscar a atriz é um desempenho em que Moore reafirma seus predicados como intérprete. Capaz de operar nas notas mais altas, mas também de submergir à agonia da personagem, a atriz defende um trabalho menos sutil, mas de muita força e dedicação. Apenas as grandes evitam a caricatura em um registro totalmente propenso a ela.

6 – Camila Márdila (“Que horas ela volta?”)

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Inadvertidamente, a atriz menos notória da lista se fez sentir. Tal como sua personagem no belíssimo filme de Anna Muylaert, Márdila se insinua com desenvoltura em cena e com muito rigor dramatúrgico expõe toda a verdade de sua personagem, uma jovem em colisão com fachadas sociais e hábitos oligárquicos.

5 – Julianne Moore (“Mapa Para as Estrelas”)

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Moore surge em tons surrealistas na pele dessa vaidosa atriz que parece desconhecer os limites do bom senso. Ou simplesmente ignorá-los. Deliciosamente sarcástica, Moore injeta nitroglicerina no histérico filme de David Cronenberg.

4 – Angelina Jolie (“À Beira-Mar”)

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É, sim, uma atuação autocentrada. As câmeras da diretora Angelina Jolie sempre buscam a atriz Angelina Jolie, sempre bem adornada em cena. Mas é, também, uma atuação corajosa. A atriz se deixa influenciar por frustrações pessoais e expõe uma mulher desapaixonada e invejosa em suas pérfidas miudezas, mas sem desatentar das fragilidades que convulsionaram sua autoestima.

3 – Regina Casé (“Que Horas ela volta?”)

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Conjugando momentos de humor e drama, todos conduzidos com muita ternura, Casé vocaliza tanto quanto interioriza com uma composição nada menos do que irretocável. Sua Val é tão familiar que nos pegamos duvidando de nós mesmos e a todo momento problematizando o que vemos na tela. Mérito de uma atriz que sabe sublinhar o componente social demandado pelo argumento, mas não descuida da humanidade de sua personagem.

2 – Emily Blunt (“Sicario: Terra de Ninguém”)

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Combinar brutalidade e fragilidade pode parecer fácil se você pode chorar, gritar ou espernear, mas em “Sicario”, Emily Blunt não pode fazer nada disso. Sua personagem, uma agente do FBI sugada para uma trincheira da guerra às drogas, faz as vezes da plateia de choque em choque ao finalmente entender que nada pode entender de um mundo que parece abduzir o seu. Um trabalho cheio de nuanças e que enriquece o bom filme de Denis Villeneuve.

1 – Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”)

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Silenciosa, mortífera, sensível, implacável, solidária… Furiosa é um poço de complexidade e fascinação que Charlize Theron abraçou com um desprendimento que queima na tela do cinema. Seu trabalho é totalmente desviado do que se costuma eleger como “uma atuação do ano”, mas não se pode desviar dele.

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sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

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No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

Foto: Divulgação/Prada

O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

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Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

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Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

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O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

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Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

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A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Atrizes, Notícias | 18:30

Bia Gallo é a “the next best thing” do cinema brasileiro

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Foto: reprodução/biagallo.com

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Uma das principais atrações de “Condado Macabro”, já em cartaz em algumas cidades do país e que estreia em São Paulo na próxima quinta-feira (19), é Bia Gallo. É o seu primeiro trabalho em um longa-metragem, mas ela já tem experiência com curtas que rodaram festivais mundo afora. Formada em teatro desde os 18 anos, ela já atuou em peças no Brasil e no exterior.

Em “Condado Macabro”, ela faz Lena, uma mulher jovem e muito bem resolvida com sua sexualidade. Ela parte com um grupo de amigos para passar um feriadão no interior e, quem sabe, transar com Théo (Leonardo Miggiorin), o tímido amigo por quem ela tem uma quedinha.

Crítica: “Condado Macabro” é ótima versão brasileira de “O Massacre da Serra Elétrica”

As coisas parecem sair dos trilhos quando um grupo de lunáticos resolve se divertir às custas de Lena e seus amigos.

O que mais impressiona em Bia Gallo não é a beleza ou a desenvoltura com que segura as cenas de sensualidade, ação, humor ou suspense – um prato para lá de cheio para um primeiro longa, mas a presença carismática da atriz em cena. Mesmo sem ser a protagonista formal do filme, rapidamente Lena reclama o centro das atenções e logo a evolução da narrativa se justifica aos olhos do público.

Bia Gallo merece a sua atenção!

A atriz em cena de "Condado Macabro" (Foto: divulgação)

A atriz em cena de “Condado Macabro”
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