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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Análises, Bastidores | 21:44

Por que está tão difícil fazer um (bom) filme sobre Steve Jobs?

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Steve Jobs é o Monte Everest dos estúdios de cinema atualmente. Em 2013 houve alguma atenção para “Jobs”, filme independente dirigido por Joshua Michael Stern e estrelado por Ashton Kutcher, por este ter sido apenas o primeiro. Mas há outros quatro projetos sobre o polêmico gênio fundador da Apple em desenvolvimento. Mas trazer esses filmes à vida tem se provado muito mais complicado do que se poderia supor. Até mesmo pelo fato do primeiro filme sobre o gênio empreendedor ter sido malhado pela crítica.

Pôster feito por fãs para o filme que nunca vai existir...

Pôster feito por fãs para o filme que nunca vai existir…

Leonardo DiCaprio, que seria o Jobs do filme que Danny Boyle (“Quem quer ser um milionário?”) está desenvolvendo para a Sony, anunciou sua desistência do papel. A Sony, que de longe é o grande player dessa disputa para ver que tem a melhor cinebiografia de Jobs, havia reunido a equipe responsável pelo êxito de crítica, público e prêmios “A rede social” para produzir o filme. Aaron Sorkin é o responsável pelo roteiro e David Fincher dirigiria o filme. O cineasta, que tem filme novo na praça (“Garota exemplar”), tinha até apontado Christian Bale como sua escolha para interpretar Jobs, mas desistiu após divergências criativas com o estúdio. Boyle assumiu o projeto e Leonardo DiCaprio já estava apalavrado para assumir o protagonismo. Mas a ideia desandou.

DiCaprio desistiu do projeto para se dedicar a “The revenant”, novo filme de Alejandro González Iñárritu. Matt Damon e Ben Affleck são nomes ventilados para assumir o papel no projeto da Sony. Com a dificuldade do estúdio em articular seu filme, os outros seguem em banho-maria.

Steve Jobs é um personagem rico e complexo e um filme sobre sua vida gera buzz, mas é um exercício penoso de produção. Principalmente quando se há uma verdadeira corrida nos bastidores para enquadrar Jobs no melhor projeto possível.

Outro fator complicador para o filme que a Sony articula é o fato de que a perspectiva do filme é contrária à versão oficial do legado de Jobs. Tanto que o consultor de Aaron Sorkin na confecção do roteiro é Steve Wozniak, ex-sócio de Jobs e um dos ardorosos críticos aos métodos do empresário morto em 2011.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014 Bastidores, Filmes, Notícias | 20:19

O fantástico hype que move “Garota exemplar”, novo filme candidato a obra-prima de David Fincher

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A unanimidade se provoca desconfiança, provoca também curiosidade e curiosidade é a palavra-chave quando falamos do novo trabalho do aclamado cineasta David Fincher. “Garota exemplar”, adaptado do Best-seller de Gillian Flynn pela própria autora, é um filme que se propõe a revisitar alguns dos temas caros à filmografia de Fincher como crime, sensacionalismo e hipocrisia. “Eu quis fazer um ‘date movie’ (filme que casais vão ver em um encontro romântico) que resultasse, pelo menos, em 15 divórcios”, disse o diretor sobre suas motivações na coletiva de imprensa no Festival de Nova York, onde “Garota exemplar” foi exibido na noite de abertura.

Ben Affleck busca mulher desaparecida em versão do best-seller “Garota Exemplar”

Fincher orienta Affleck no set do filme

Fincher orienta Affleck no set do filme

Na trama, que até agora só tem recebido críticas positivas e para lá de elogiosas – superando a unanimidade com que Fincher flertou quando lançou “A rede social” há quatro anos, Nick (Ben Affleck) se vê cada vez mais no posto de suspeito do desaparecimento, e presumido assassinato, de sua esposa, Amy, no quinto aniversário do casamento deles. Mas onde entra o fator “date movie” aí? O filme recorre a flashbacks para mostrar outras fases da relação de Nick e Amy, interpretada pela britânica Rosamund Pike. “Eu as escolhi por sua opacidade”, justificou o diretor a escolha pela atriz que ainda não tinha tido um papel de grande destaque no cinema. A primeira aparição notável de Pike foi “007- um novo dia para morrer”, último filme de James Bond estrelado por Pierce Brosnan. De lá para cá, a atriz coadjuvou em filmes diversos como “Um crime de mestre” (20007), “Educação” (2009), “A minha versão do amor” (2010) e “Jack Reacher: o último tiro” (2011).

“Garota exemplar” e o trabalho com Fincher podem significar o reposicionamento de sua carreira. O papel foi disputado a tapas pela nata de Hollywood e nomes como Charlize Theron, Natalie Portman e Reese Witherspoon, todas já vencedoras do Oscar, manifestaram interesse em interpretar Amy, uma personagem com muitas camadas a mais do que se depreende a princípio.

“É um filme sobre o circo da mídia e sobre as mentiras que contamos para nós mesmos”, anotou a crítica do Boston Globe. Mas àqueles preocupados com a unanimidade, a resenha do New York Times assevera que o todo não é a somatória das partes e que o brilhantismo técnico do trabalho de Fincher, as atuações bem urdidas e o roteiro esperto não resultam em um grande filme. Algo que, na avaliação da crítica Manohla Dargis, é recorrente na obra do cineasta.

Já na avaliação da Total Film, a apreciação a “Garota exemplar” depende inteiramente de como você o vê enquanto cinema. “Clube da luta pode ser percebido como uma comédia metafísica?”, provoca a revista acerca do hoje cult filme de Fincher que marcou o fim do milênio. “’Garota exemplar’ fica melhor à medida que vai abraçando o trash”, concorda a crítica do Metro.

Date movie macabro: David Fincher admite a intenção de fazer um filme que incomode os casais  (Fotos: divulgação)

Date movie macabro: David Fincher admite a intenção de fazer um filme que incomode os casais
(Fotos: divulgação)

“Vai pressionar botões primais diferentes em homens e mulheres”, divagou Ben Affleck à revista Empire, que teve acesso exclusivo ao set de filmagens.  “É sedutor abordar essa ideia de que damos vida a uma versão ideal de nós mesmos que o parceiro (a) espera”, observa Rosamund Pike. “Talvez escondamos nossa verdadeira natureza em ordem de interpretar a ideal”.

“Garota exemplar” pode não ser, no final das contas, a unanimidade que esse momento de excitação prévia a seu lançamento nos cinemas indica,  mas com certeza parece ser aquele tipo de filme que é irresistível no apelo, na forma e no conteúdo.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014 Análises, Atrizes, Bastidores | 21:37

Angelina Jolie anuncia novo projeto na direção e sinaliza reposicionamento de carreira

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Angelina Jolie no set de "Na  terra do amor e ódio", seu primeiro filme como diretora

Angelina Jolie no set de “Na terra do amor e ódio”, seu primeiro filme como diretora

Angelina Jolie demonstra que a direção é realmente um gosto que adquiriu. Quando anunciou que dirigiria “Na terra do amor e ódio”, projeto cultivado por ela mesma e que se viu imerso em uma série de polêmicas, pensou-se que era uma fase de uma atriz referencial em Hollywood. O filme, sobre uma improvável história de amor entre um soldado sérvio e uma mulher bósnia em meio à guerra da Bósnia, amealhou elogios da crítica e foi indicado a alguns prêmios em 2011.

Neste ano, Jolie lança “Invencível”, sobre um atleta olímpico feito prisioneiro pelos japoneses durante a segunda guerra mundial. O filme, inspirado em história real, já desperta buzz para o próximo Oscar.  Para 2015, já prepara “By the sea”, que entre outros atrativos, tem como principal destaque o fato de promover o reencontro dela com Brad Pitt nas telas de cinema. A única vez em que contracenaram foi em “Sr. & Sra. Smith” (2005), filme que gravavam quando se apaixonaram.

Hoje, a estrela anunciou que vai dirigir “Africa”, outra produção inspirada em fatos reais, sobre o paleontólogo Richard Leakey e sua campanha contra ladrões de marfim que punham em risco de extinção certas espécies de elefante no continente.  “Durante a maior parte da minha vida, senti uma ligação profunda com a África e sua cultura”, declarou Jolie em um comunicado sobre o que a motiva a rodar o novo filme.

Invencível

“Invencível” tem pedigree invejável com roteiro dos irmãos Coen e fotografia de Roger Deakins:
é a aposta da Universal para o Oscar 2015

Ao lado do marido, Angelina Jolie estrela e dirige "By the sea", que será lançado no ano passado

Ao lado do marido, Angelina Jolie estrela e dirige “By the sea”, que será lançado no ano que vem

A atriz e diretora não só se mostra cada vez mais entusiasmada e confortável com a cadeira de diretora, como se cerca dos melhores profissionais. O roteiro de “África” é de Eric Roth, vencedor do Oscar pelo texto de “Forrest Gump – o contador de histórias” (1994) e indicado ao prêmio pelos trabalhos em ‘Munique” (2005) e “O curioso caso de Benjamin Button” (2008). Jolie também contará com os préstimos do diretor de fotografia Roger Deakins, um dos mais prestigiados da área e que fotografou “Invencível”. Para se ter uma ideia do gabarito de Deakins, a produção do 24º filme de James Bond foi adiada para tentar se encaixar na agenda dele. Algo que acabou não dando certo, já que Deakins está envolvido em oito filmes e, agora, em mais essa produção.

O fato de ter anunciado mais um filme, com dois ainda por lançar e por não ter nenhum projeto como atriz confirmado para os próximos anos (a não ser no filme em que também dirige), sinaliza que Jolie está pavimentando uma transição para a carreira de cineasta. Algo que muitos atores como Clint Eastwood, Ben Affleck e Mel Gibson – para citar casos mais famosos – já fizeram. No entanto, isso ainda é raro no caso das atrizes.

Sofia Coppola virou cineasta, muito festejada por sinal, depois de fracassar como atriz. No caso de Jolie, sua celebridade inegavelmente torna tudo mais fácil, mas é o talento que atrai talento e Jolie, tal qual Affleck, parece se insinuar muito mais interessante como cineasta do que como intérprete.

Se for indicada ao Oscar de direção em 2015, uma possibilidade que a Universal (estúdio responsável pela distribuição de “Invencível”) vai perseguir, Jolie será apenas a quinta mulher a concorrer ao prêmio de direção no Oscar e iluminar uma mudança radical em uma carreira já há muito frutífera.

Jolie dando as ordens no set de "Invencível" (Fotos: divulgação/ reprodução Daily Mail e Entertainment Weekly)

Jolie dando as ordens no set de “Invencível”
(Fotos: divulgação/ reprodução Daily Mail e Entertainment Weekly)

Confira o trailer de “Invencível”

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terça-feira, 16 de setembro de 2014 Análises, Bastidores | 18:20

Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

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É cedo, é verdade, para apontar favoritos, azarões e potenciais surpresas na corrida para o Oscar. Mas depois de terminados os dois últimos grandes festivais do calendário cinematográfico mundial (em termos de Oscar, ao menos), já é possível identificar tendências e possibilidades bem fortes para a maior noite de gala do cinema.

Antes mesmo do início desses festivais, “Boyhood – da infância à juventude”, de Richard Linklater, e “O grande hotel Budapeste”, de Wes Anderson, ambos representantes do cinema independente americano, já eram apontados como possibilidades, ainda que remotas. Essa impressão não se dissipou.

As duas produções ganharam a companhia de “The imitation game”, sobre matemático homossexual que ajudou a decifrar código nazista, “Birdman”, de Alejandro González Iñarritu, sobre ator que tenta se reinventar na Broadway; e “Foxcatcher, de Bennett Miller, sobre tragédia passional envolvendo um bilionário e dois atletas da luta greco-romana. Esses filmes causaram grande sensação nos festivais. No caso do último, o momentum é construído desde o festival de Cannes, realizado em maio.

Cena de "The imitation game", que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos, cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

Cena de “The imitation game”, que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos,
cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

É seguro dizer que serão filmes com forte presença no Oscar, com grandes chances de figurarem na categoria principal.

Há ainda filmes que não foram vistos, mas que no papel são material de Oscar. São os casos de “American sniper”, de Clint Eastwood, “Garota exemplar”, de David Fincher, “Inherent vice”, de Paul Thomas Anderson e “Interstelar” de Chistopher Nolan.

Há, ainda, “Trash – a esperança vem do lixo”, filme inteiramente rodado no Brasil, do diretor Stephen Daldry, que é outra incógnita. O filme estreia neste mês no Brasil e na Inglaterra. Daldry é um especialista em Oscar. Recebeu indicações importantes pelos quatro filmes que dirigiu na carreira, inclusive filme (“Tão forte e tão perto”, “O leitor” e “As horas”) e direção (“ O leitor”, “As horas” e “Billy Elliot”).

Ainda saídas de Toronto, outras possibilidades na categoria principal são “A teoria de tudo” e “While we´re young”.

A disputa pelo Oscar de melhor ator se prova das mais intensas dos últimos anos. Ainda estamos em setembro e pelo menos sete nomes já se credenciam como fortes concorrentes: Steve Carell (“Foxcatcher”), Michael Keaton (“Birdman”), Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”), Benedict Cumberbatch (“The imitation game”), Jake Gyllenhaal (“Nightcrawler”), Ralph Fiennes ( “O grande hotel Budapeste”) e Timothy Spall ( “Mr. Turner”).

Shailene Woodley surge como uma possibilidade aventada por analistas da indústria entre as atrizes por “A culpa é das estrelas”, mas são Reese Witherspoon por “Livre” e Julianne Moore por “Still Alice” quem arrebanham comentários entusiasmados por indicações no Oscar.

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em "A teoria de tudo": cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em “A teoria de tudo”: cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

A corrida, e os boatos, devem se intensificar nas próximas semanas e, claro, o Cineclube continuará acompanhando tudo de muito perto.

Fotos: divulgação

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domingo, 14 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 10:00

Cinco atores que merecem atenção

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Eles ainda não são totalmente conhecidos do grande público, mas já estão fazendo sucesso em certos círculos da crítica e, mais importante ainda, fazendo bom cinema. Alguns devem estourar e fazer sucesso, ainda que temporário. Embora nenhum deles apresente a convencional estampa de galã, o que une esses cinco atores entre 20 e 32 anos é o talento e o faro para bons projetos.

Adam driver

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

Ele ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme italiano “Hungry hearts” no último festival de Veneza há uma semana. Mas, talvez, você o conheça da série “Girls”, exibida no canal pago HBO. Driver não é bonito, convenhamos, mas há uma mística de macho moderno nele que não se consegue desviar. Talvez por isso ele esteja numa crescente irrefreável em Hollywood. O ator esteve nos últimos filmes dos irmãos Coen (“Inside Llweyn Davis – balada de um homem comum”) e de Steven Spielberg (“Lincoln) e está no próximo de Martin Scorsese (“Silence”). Mas é uma “bobeirinha” chamada “Star Wars” que recodificará seu status na Meca do cinema. Driver está no elenco do Episódio VII, que será dirigido por J.J Abrams, em papel ainda não especificado. Especula-se que ele será um dos vilões da trama.

Eddie Redmayne

Eddie Redmayne - GQ

Ele é o mais velho dessa lista e o que há mais tempo busca um lugar ao sol no cinema americano. Inglês, Redmayne tem “sangue azul” como dizem os plebeus, já que descende de uma família de nobres britânicos. Ele cantou na mais recente versão de “Os miseráveis” (2012), apaixonou-se por Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn” (2011) e coadjuvou em filmes diversos como “A outra” (2008) e “Pecados inocentes” (2007). Mas é com “A teoria de tudo” (2014), em que dá vida ao físico Stephen Hawking, que Redmayne deve ganhar respeito e espaço para mostrar um talento verdadeiramente nobre.

Ezra Miller

Ezra Miller - instagram

Ele é dessa geração dos anos 90 que ajudou a fundar o conceito de hipster. Ezra Miller ainda vai fazer 22 anos, mas já provou ter talento inversamente proporcional à experiência de vida que carrega. A primeira vez que impressionou foi em “Bastidores de um casamento” (2011), apenas seu terceiro filme. Na fita, estrelada por um punhado de nomes famosos, é ele quem rouba a cena. Depois foi o Kevin do fascinante e perturbador “Precisamos falar sobre o Kevin”, sobre a complexa relação de desamor entre uma mãe e um filho que acaba responsável por uma chacina em uma escola. Por fim, Ezra Miller brilhou no sensível “As vantagens de ser invisível”, elevado à aura cult por uma juventude hipster como ele.  No fim do ano, Miller estará na mais nova adaptação de “Madame Bovary”, símbolo da literatura pré-feminista.

Ansel Elgort

Ansel Elgort - GQ

Se você esteve no planeta terra em 2014, é do sexo feminino e tem entre 10 e 16 anos, já sabe de quem estamos falando. O primeiro filme desse aspirante a galã de 20 anos foi o remake de “Carrie – a estranha”, lançado no ano passado.  Neste ano, “causou”, como dizem os jovens, com os lançamentos de “Divergente” e “A culpa é das estrelas”. Boa pinta, Elgort revela predicados que muitos astros trintões por aí não tem.  Tanto que Jason Reitman, diretor dos ótimos “Juno” (2008) e “Amor sem escalas” (2009), o chamou para seu novo filme, “Homens, mulheres e filhos” que será lançado no final do ano nos EUA e em janeiro de 2015 no Brasil.

Miles Teller

Miles Teller - instagram

Ele também está na franquia “Divergente” e será o Sr. Fantástico no reboot que a Fox está preparando para o “Quarteto fantástico”. Dessa lista, Teller é quem mais se experimentou (e convenceu) em gêneros variados. Da comédia “Namoro ou liberdade” (2014) ao drama “The spectacular now” (2013). Teller se adapta com muita facilidade às mais distintas propostas narrativas. Do solene e complexo “Reencontrando a felicidade” (2010) ao besteirol “Projeto X: uma festa fora de controle”. Esse ecletismo já começa a ser valorizado em Hollywood.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 Atores, Bastidores, Notícias | 22:30

Primeira imagem de Matthew McConaughey em “The sea of trees”

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Matthew McConaughey ganhou um Oscar e ficou com gostinho de quero mais. O ator não dá sinais de que irá interromper a maré de trabalhos desafiadores, de grande envergadura dramática e ainda maior potencial para prêmios tão logo. Depois de enfileirar excelentes atuações nos filmes “O poder e a lei” (2011), “Killer Joe – matador de aluguel” (2011), “Obsessão” (2012), “Magic Mike” (2012), “Amor bandido” (2012), “O lobo de Wall Street” (2013), “Clube de compras Dallas” (2013) – pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator – e na série da HBO “True detective”, McConaughey se prepara para lançar “Interstelar”, nada mais nada menos do que o primeiro filme de Christopher Nolan depois da conclusão da trilogia do cavaleiro das trevas. Muito ainda será falado sobre esse lançamento, marcado para novembro, aqui no Cineclube. Não obstante, o ator já está filmando “The sea of trees”, novo filme do aclamado Gus Van Sant (“Gênio indomável”, “Elefante” e “Milk – a voz da igualdade”).

Primeira imagem oficial do filme "The sea of trees" (Divulgação)

Primeira imagem oficial do filme “The sea of trees”
(Divulgação)

No filme, McConaughey faz um homem que flerta com a ideia de suicidar-se e viaja para um lugar conhecido como floresta do suicídio, que fica nas proximidades do Monte Fuji, no Japão. Esse lugar é visitado por pessoas desejosas de experiências existenciais. Lá ele acaba criando uma improvável amizade com o personagem de Ken Watanabe, que aparece ao fundo na foto.

As filmagens de “The sea of trees” devem acabar até o fim do ano. Há boatos de que Van Sant lance o filme no festival de Cannes de 2015 com a intenção de projetar a obra para a corrida pelo Oscar 2016. McConaughey, quem pode culpá-lo, não quer saber de largar o osso. “Tudo mundo vai sair do cinema e discutir os significados do filme e as distintas interpretações que ele enseja”, disse o ator, confiante, à revista Entertainment Weekly.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 20:08

Zack Snyder divulga foto do Batmóvel de “Batman vs Superman: alvorecer da Justiça”

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O cineasta Zack Snyder é um homem das redes sociais e a última novidade postada pelo diretor do aguardadíssimo embate entre o homem morcego e o homem de aço nos cinemas é o visual da máquina de dar inveja aos militares que é o a nova versão do batmóvel.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O filme terá Ben Affleck como Batman, Henry Cavill como Superman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ray Fisher como Ciborgue, Jesse Eisenberg como Lex Luthor e Jeremy Irons como Alfred. Também estão no elenco Amy AdamsLaurence FishburneDiane LaneHolly HunterJason Momoa, entre outros.

A estreia de “Batman vs Superman” está marcada para o dia 25 de março de 2016.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 06:00

Steve Carell se prepara para nova fase na carreira

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Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar (Foto: divulgação)

Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar
(Fotos: divulgação)

Ele é conhecido como comediante, ou como o virgem de 40 anos – herança do grande hit que o revelou há uma década. No entanto, Steve Carell jamais sinalizou a intenção de ficar confinado a esta definição. Pode-se argumentar que outros antes dele, como Jerry Lewis e Jim Carrey, também se negaram à clausura deste rótulo. Mas Steve Carell, antes mesmo de migrar para o cinema em definitivo, já esbanjava talento dramático em filmes como “Pequena miss Sunshine” (2006), em que interpretava um suicida que precisava se reconectar com sua família.

O foco, porém, ainda era conciliar a carreira no cinema, com filmes como “A volta do todo poderoso” (2007), com a ascensão proposta pela TV com  a versão americana da série “The office”.

Filmes como “Eu, meu irmão e nossa namorada” (2008), “Amor a toda prova” (2011),  “Procura-se um amigo para o fim do mundo” (2012) e “O verão da minha vida” (2013) já deixavam claro que o ator conseguia tangenciar o registro dramático em produções que não deixavam o humor de fora da equação.

Agora, Carell prepara a grande guinada de sua carreira. Na pele do excêntrico bilionário John Du Pont que se envolveu em uma perigosa e trágica trama de fascinação, ciúme e intriga com dois irmãos que habitavam o universo da luta greco-romana, Carell já vê seu nome ventilado entre os cotados para disputar o Oscar de melhor ator em 2015.

“Foxcatcher” é dirigido por Bennett Miller, que ganhou o troféu de direção no último festival de Cannes, e cujos últimos filmes “Moneyball – o homem que mudou o jogo” (2011) e “Capote” (2005), além de serem indicados ao Oscar de melhor filme, renderam indicações ao Oscar de melhor ator para seus protagonistas (Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman, respectivamente).

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em "O virgem de 40 anos" (2005)

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em
“O virgem de 40 anos” (2005)

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce "amor a toda prova"

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce “Amor a toda prova”

Mas Carell já pensa além. Ele acaba de confirmar sua participação no filme “Freeheld”, adaptação de um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar na categoria sobre a batalha travada por um casal de mulheres para garantir que uma delas pudesse receber pensão do Estado de Nova Jersey quando a outra, funcionária pública, vira doente terminal. Julianne Moore e Ellen Page, que recentemente saiu do armário, também integram o elenco do longa-metragem que será dirigido por Peter Sollet.

Esse terceiro ato de uma carreira inegavelmente próspera e bem alicerçada tanto no cinemão como no cinema independente, promete elevar ainda mais o status de Steve Carell em Hollywood. Talento ele reiteradamente prova ter de sobra.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014 Atores, Bastidores | 23:04

Por que Joaquin Phoenix é a escolha certa para ser o Dr. Estranho no cinema?

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Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

A Marvel está se esforçando para ter o ator Joaquin Phoenix como o protagonista de “Dr. Estranho”, nova empreitada do estúdio no cinema. O personagem, um dos mais exóticos do plantel da editora/estúdio, é um cirurgião arrogante que acaba se transformando em um dos mais poderosos feiticeiros do universo. O personagem, apesar de não ser muito conhecido por quem não tem o hábito de ler HQs de super-heróis, é muito popular entre os iniciados. O anúncio da chegada de “Dr. Estranho” ao cinema coincide com a ótima fase que a Marvel vivencia. Os dois maiores sucessos de bilheteria da temporada (“Guardiões da galáxia” e “Capitão América: o soldado invernal”) são de seu selo.

Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Jared Leto (“Clube de compras Dallas”) e Benedict Cumberbatch (“O quinto poder”) foram nomes comentados para assumir o personagem, mas a Marvel sinaliza estar focada na contratação de Phoenix. “Ele é a nossa prioridade”, admitiu o presidente do estúdio, Kevin Feige, em entrevista ao site Collider. Mas por quê?

Três vezes indicado ao Oscar, Joaquin Phoenix, além do talento imenso, traz ao personagem intensidade e exotismo que nenhum dos outros três atores aventados acima podem rivalizar. Depp há muito tempo vive decadência na indústria, Leto é muito simpático e Cumberbatch talvez tenha menos sexy appeal do que exige o personagem.

Phoenix tem sexy appeal e arrogância na medida certa. E tem mais: concentra uma energia muito particular e capaz de magnetizar personagens controvertidos e incomuns. Seus últimos trabalhos no cinema, “O mestre” (2012), “Ela” (2013) e “Amantes” (2008) demonstram isso.

Prova disso foi que a Warner tentou durante meses convencê-lo a viver o vilão Lex Luthor no aguardadíssimo “Batman vs Superman: alvorecer da justiça” (2016). Com a insistente recusa do ator, eles seguiram outro caminho e contrataram Jesse Eisenberg (“A rede social”) para o papel.  Mas por que Dr. Estranho e não Lex Luthor? O Dr. Estranho não é um personagem de HQ convencional. Carregado de traumas, soturno e inclinado para o mundo da magia, o personagem se ajusta ao perfil que costuma atrair Phoenix. De acordo com o semanário Entertainment Weekly, as negociações para que o ator assuma o papel estão bem avançadas. A revista especula que um possível empecilho para o acerto seja a intenção do estúdio de ter Phoenix disponível para outros filmes da casa, como “Thor” e “Guardiões da galáxia”, o que desagradaria o ator, conhecido por ser bastante intransigente.

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema?

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema? (Foto: montagem/divulgação)

Se tudo for definido conforme as expectativas ensejadas, estaremos diante de mais uma aposta ousada da Marvel. Com Scott Derrickson, de filmes como “O exorcismo de Emily Rose” (2005) e “A entidade” (2012) na cadeira de diretor, é possível esperar um filme totalmente diferente do que o estúdio tem apresentado até o momento. E totalmente diferente no sentido de totalmente melhor. Sim, a Marvel sugere que isso é (bem) possível!

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Bastidores | 19:41

Nada de comemoração! Hollywood se despede do verão menos rentável em quase uma década

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Foto (Montagem/divulgação)

Foto (Montagem/divulgação)

Neste fim de semana os EUA terão o tradicional feriado do dia do trabalho, comemorado por lá sempre na primeira segunda-feira do mês de setembro. A data encerra simbolicamente a temporada pipoca do cinemão. O verão se despede três semanas mais tarde, mas em termos de cinema este é o ponto final. Esta temporada, cuja janela se estende entre meados de abril e o fim de agosto, responde por 70% do faturamento dos grandes estúdios no ano e comporta todas as apostas de sucessos que eles têm na manga. Conforme o Cineclube destacou nesta postagem de 11 de julho, não há muito que se comemorar em 2014. Números divulgados pela Variety, revista especializada em entretenimento, mostram que a temporada é a menos rentável em uma década. Além desse dado negativo, Hollywood se assombra com o fato de que apenas “Guardiões da galáxia” conseguiu ultrapassar a fronteira dos U$ 300 milhões nas bilheterias domésticas. Em anos como 2010, por exemplo, quatro filmes (“Toy Story 3”, Alice no país das maravilhas”, “Homem de ferro 2” e “A saga Crepúsculo: Eclipse”) romperam esta marca e outros quatro filmes ficaram bem próximos de rompê-la. Em 2010, a temporada pipoca rendeu cerca de U$ 4,2 bilhões. Em 2014, a arrecadação não irá passar de U$ 3,8 bilhões.

A queda de 15% em relação à temporada de 2013 e o fato de que pela primeira vez desde 2006 o faturamento da temporada não excederá a marca de R$ 4 bilhões devem obrigar os estúdios a repensar as apostas nas intermináveis sequências que ditam o ritmo da temporada de blockbusters.

O bom rendimento de filmes como “A culpa é das estrelas” e “Malévola”, produtos atípicos da temporada, ensejam um novo caminho que deve ser experimentado a partir do verão americano de 2016.

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