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Arquivo da Categoria Bastidores

terça-feira, 16 de setembro de 2014 Análises, Bastidores | 18:20

Depois dos festivais de Veneza e Toronto, como fica a corrida pelo Oscar 2015?

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É cedo, é verdade, para apontar favoritos, azarões e potenciais surpresas na corrida para o Oscar. Mas depois de terminados os dois últimos grandes festivais do calendário cinematográfico mundial (em termos de Oscar, ao menos), já é possível identificar tendências e possibilidades bem fortes para a maior noite de gala do cinema.

Antes mesmo do início desses festivais, “Boyhood – da infância à juventude”, de Richard Linklater, e “O grande hotel Budapeste”, de Wes Anderson, ambos representantes do cinema independente americano, já eram apontados como possibilidades, ainda que remotas. Essa impressão não se dissipou.

As duas produções ganharam a companhia de “The imitation game”, sobre matemático homossexual que ajudou a decifrar código nazista, “Birdman”, de Alejandro González Iñarritu, sobre ator que tenta se reinventar na Broadway; e “Foxcatcher, de Bennett Miller, sobre tragédia passional envolvendo um bilionário e dois atletas da luta greco-romana. Esses filmes causaram grande sensação nos festivais. No caso do último, o momentum é construído desde o festival de Cannes, realizado em maio.

Cena de "The imitation game", que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos, cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

Cena de “The imitation game”, que venceu o prêmio do público em Toronto: nos últimos seis anos,
cinco filmes com esse prêmio foram indicados ao Oscar de melhor filme

É seguro dizer que serão filmes com forte presença no Oscar, com grandes chances de figurarem na categoria principal.

Há ainda filmes que não foram vistos, mas que no papel são material de Oscar. São os casos de “American sniper”, de Clint Eastwood, “Garota exemplar”, de David Fincher, “Inherent vice”, de Paul Thomas Anderson e “Interstelar” de Chistopher Nolan.

Há, ainda, “Trash – a esperança vem do lixo”, filme inteiramente rodado no Brasil, do diretor Stephen Daldry, que é outra incógnita. O filme estreia neste mês no Brasil e na Inglaterra. Daldry é um especialista em Oscar. Recebeu indicações importantes pelos quatro filmes que dirigiu na carreira, inclusive filme (“Tão forte e tão perto”, “O leitor” e “As horas”) e direção (“ O leitor”, “As horas” e “Billy Elliot”).

Ainda saídas de Toronto, outras possibilidades na categoria principal são “A teoria de tudo” e “While we´re young”.

A disputa pelo Oscar de melhor ator se prova das mais intensas dos últimos anos. Ainda estamos em setembro e pelo menos sete nomes já se credenciam como fortes concorrentes: Steve Carell (“Foxcatcher”), Michael Keaton (“Birdman”), Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”), Benedict Cumberbatch (“The imitation game”), Jake Gyllenhaal (“Nightcrawler”), Ralph Fiennes ( “O grande hotel Budapeste”) e Timothy Spall ( “Mr. Turner”).

Shailene Woodley surge como uma possibilidade aventada por analistas da indústria entre as atrizes por “A culpa é das estrelas”, mas são Reese Witherspoon por “Livre” e Julianne Moore por “Still Alice” quem arrebanham comentários entusiasmados por indicações no Oscar.

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em "A teoria de tudo": cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

Eddie Redmayne como Stephen Hawking em “A teoria de tudo”: cotado para concorrer ao Oscar de melhor ator

A corrida, e os boatos, devem se intensificar nas próximas semanas e, claro, o Cineclube continuará acompanhando tudo de muito perto.

Fotos: divulgação

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domingo, 14 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 10:00

Cinco atores que merecem atenção

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Eles ainda não são totalmente conhecidos do grande público, mas já estão fazendo sucesso em certos círculos da crítica e, mais importante ainda, fazendo bom cinema. Alguns devem estourar e fazer sucesso, ainda que temporário. Embora nenhum deles apresente a convencional estampa de galã, o que une esses cinco atores entre 20 e 32 anos é o talento e o faro para bons projetos.

Adam driver

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

(Fotos: reprodução/GQ, Instagram e divulgação)

Ele ganhou o prêmio de melhor ator pelo filme italiano “Hungry hearts” no último festival de Veneza há uma semana. Mas, talvez, você o conheça da série “Girls”, exibida no canal pago HBO. Driver não é bonito, convenhamos, mas há uma mística de macho moderno nele que não se consegue desviar. Talvez por isso ele esteja numa crescente irrefreável em Hollywood. O ator esteve nos últimos filmes dos irmãos Coen (“Inside Llweyn Davis – balada de um homem comum”) e de Steven Spielberg (“Lincoln) e está no próximo de Martin Scorsese (“Silence”). Mas é uma “bobeirinha” chamada “Star Wars” que recodificará seu status na Meca do cinema. Driver está no elenco do Episódio VII, que será dirigido por J.J Abrams, em papel ainda não especificado. Especula-se que ele será um dos vilões da trama.

Eddie Redmayne

Eddie Redmayne - GQ

Ele é o mais velho dessa lista e o que há mais tempo busca um lugar ao sol no cinema americano. Inglês, Redmayne tem “sangue azul” como dizem os plebeus, já que descende de uma família de nobres britânicos. Ele cantou na mais recente versão de “Os miseráveis” (2012), apaixonou-se por Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn” (2011) e coadjuvou em filmes diversos como “A outra” (2008) e “Pecados inocentes” (2007). Mas é com “A teoria de tudo” (2014), em que dá vida ao físico Stephen Hawking, que Redmayne deve ganhar respeito e espaço para mostrar um talento verdadeiramente nobre.

Ezra Miller

Ezra Miller - instagram

Ele é dessa geração dos anos 90 que ajudou a fundar o conceito de hipster. Ezra Miller ainda vai fazer 22 anos, mas já provou ter talento inversamente proporcional à experiência de vida que carrega. A primeira vez que impressionou foi em “Bastidores de um casamento” (2011), apenas seu terceiro filme. Na fita, estrelada por um punhado de nomes famosos, é ele quem rouba a cena. Depois foi o Kevin do fascinante e perturbador “Precisamos falar sobre o Kevin”, sobre a complexa relação de desamor entre uma mãe e um filho que acaba responsável por uma chacina em uma escola. Por fim, Ezra Miller brilhou no sensível “As vantagens de ser invisível”, elevado à aura cult por uma juventude hipster como ele.  No fim do ano, Miller estará na mais nova adaptação de “Madame Bovary”, símbolo da literatura pré-feminista.

Ansel Elgort

Ansel Elgort - GQ

Se você esteve no planeta terra em 2014, é do sexo feminino e tem entre 10 e 16 anos, já sabe de quem estamos falando. O primeiro filme desse aspirante a galã de 20 anos foi o remake de “Carrie – a estranha”, lançado no ano passado.  Neste ano, “causou”, como dizem os jovens, com os lançamentos de “Divergente” e “A culpa é das estrelas”. Boa pinta, Elgort revela predicados que muitos astros trintões por aí não tem.  Tanto que Jason Reitman, diretor dos ótimos “Juno” (2008) e “Amor sem escalas” (2009), o chamou para seu novo filme, “Homens, mulheres e filhos” que será lançado no final do ano nos EUA e em janeiro de 2015 no Brasil.

Miles Teller

Miles Teller - instagram

Ele também está na franquia “Divergente” e será o Sr. Fantástico no reboot que a Fox está preparando para o “Quarteto fantástico”. Dessa lista, Teller é quem mais se experimentou (e convenceu) em gêneros variados. Da comédia “Namoro ou liberdade” (2014) ao drama “The spectacular now” (2013). Teller se adapta com muita facilidade às mais distintas propostas narrativas. Do solene e complexo “Reencontrando a felicidade” (2010) ao besteirol “Projeto X: uma festa fora de controle”. Esse ecletismo já começa a ser valorizado em Hollywood.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014 Atores, Bastidores, Notícias | 22:30

Primeira imagem de Matthew McConaughey em “The sea of trees”

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Matthew McConaughey ganhou um Oscar e ficou com gostinho de quero mais. O ator não dá sinais de que irá interromper a maré de trabalhos desafiadores, de grande envergadura dramática e ainda maior potencial para prêmios tão logo. Depois de enfileirar excelentes atuações nos filmes “O poder e a lei” (2011), “Killer Joe – matador de aluguel” (2011), “Obsessão” (2012), “Magic Mike” (2012), “Amor bandido” (2012), “O lobo de Wall Street” (2013), “Clube de compras Dallas” (2013) – pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator – e na série da HBO “True detective”, McConaughey se prepara para lançar “Interstelar”, nada mais nada menos do que o primeiro filme de Christopher Nolan depois da conclusão da trilogia do cavaleiro das trevas. Muito ainda será falado sobre esse lançamento, marcado para novembro, aqui no Cineclube. Não obstante, o ator já está filmando “The sea of trees”, novo filme do aclamado Gus Van Sant (“Gênio indomável”, “Elefante” e “Milk – a voz da igualdade”).

Primeira imagem oficial do filme "The sea of trees" (Divulgação)

Primeira imagem oficial do filme “The sea of trees”
(Divulgação)

No filme, McConaughey faz um homem que flerta com a ideia de suicidar-se e viaja para um lugar conhecido como floresta do suicídio, que fica nas proximidades do Monte Fuji, no Japão. Esse lugar é visitado por pessoas desejosas de experiências existenciais. Lá ele acaba criando uma improvável amizade com o personagem de Ken Watanabe, que aparece ao fundo na foto.

As filmagens de “The sea of trees” devem acabar até o fim do ano. Há boatos de que Van Sant lance o filme no festival de Cannes de 2015 com a intenção de projetar a obra para a corrida pelo Oscar 2016. McConaughey, quem pode culpá-lo, não quer saber de largar o osso. “Tudo mundo vai sair do cinema e discutir os significados do filme e as distintas interpretações que ele enseja”, disse o ator, confiante, à revista Entertainment Weekly.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 20:08

Zack Snyder divulga foto do Batmóvel de “Batman vs Superman: alvorecer da Justiça”

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O cineasta Zack Snyder é um homem das redes sociais e a última novidade postada pelo diretor do aguardadíssimo embate entre o homem morcego e o homem de aço nos cinemas é o visual da máquina de dar inveja aos militares que é o a nova versão do batmóvel.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O filme terá Ben Affleck como Batman, Henry Cavill como Superman, Gal Gadot como Mulher-Maravilha, Ray Fisher como Ciborgue, Jesse Eisenberg como Lex Luthor e Jeremy Irons como Alfred. Também estão no elenco Amy AdamsLaurence FishburneDiane LaneHolly HunterJason Momoa, entre outros.

A estreia de “Batman vs Superman” está marcada para o dia 25 de março de 2016.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014 Atores, Bastidores | 06:00

Steve Carell se prepara para nova fase na carreira

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Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar (Foto: divulgação)

Steve Carell com uma prótese no nariz e um semblante entristecido é nome cotado para o próximo Oscar
(Fotos: divulgação)

Ele é conhecido como comediante, ou como o virgem de 40 anos – herança do grande hit que o revelou há uma década. No entanto, Steve Carell jamais sinalizou a intenção de ficar confinado a esta definição. Pode-se argumentar que outros antes dele, como Jerry Lewis e Jim Carrey, também se negaram à clausura deste rótulo. Mas Steve Carell, antes mesmo de migrar para o cinema em definitivo, já esbanjava talento dramático em filmes como “Pequena miss Sunshine” (2006), em que interpretava um suicida que precisava se reconectar com sua família.

O foco, porém, ainda era conciliar a carreira no cinema, com filmes como “A volta do todo poderoso” (2007), com a ascensão proposta pela TV com  a versão americana da série “The office”.

Filmes como “Eu, meu irmão e nossa namorada” (2008), “Amor a toda prova” (2011),  “Procura-se um amigo para o fim do mundo” (2012) e “O verão da minha vida” (2013) já deixavam claro que o ator conseguia tangenciar o registro dramático em produções que não deixavam o humor de fora da equação.

Agora, Carell prepara a grande guinada de sua carreira. Na pele do excêntrico bilionário John Du Pont que se envolveu em uma perigosa e trágica trama de fascinação, ciúme e intriga com dois irmãos que habitavam o universo da luta greco-romana, Carell já vê seu nome ventilado entre os cotados para disputar o Oscar de melhor ator em 2015.

“Foxcatcher” é dirigido por Bennett Miller, que ganhou o troféu de direção no último festival de Cannes, e cujos últimos filmes “Moneyball – o homem que mudou o jogo” (2011) e “Capote” (2005), além de serem indicados ao Oscar de melhor filme, renderam indicações ao Oscar de melhor ator para seus protagonistas (Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman, respectivamente).

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em "O virgem de 40 anos" (2005)

Carell em uma das cenas mais clássicas de sua carreira em
“O virgem de 40 anos” (2005)

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce "amor a toda prova"

O ator ao lado de Julianne Moore no sensível e agridoce “Amor a toda prova”

Mas Carell já pensa além. Ele acaba de confirmar sua participação no filme “Freeheld”, adaptação de um documentário em curta-metragem vencedor do Oscar na categoria sobre a batalha travada por um casal de mulheres para garantir que uma delas pudesse receber pensão do Estado de Nova Jersey quando a outra, funcionária pública, vira doente terminal. Julianne Moore e Ellen Page, que recentemente saiu do armário, também integram o elenco do longa-metragem que será dirigido por Peter Sollet.

Esse terceiro ato de uma carreira inegavelmente próspera e bem alicerçada tanto no cinemão como no cinema independente, promete elevar ainda mais o status de Steve Carell em Hollywood. Talento ele reiteradamente prova ter de sobra.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014 Atores, Bastidores | 23:04

Por que Joaquin Phoenix é a escolha certa para ser o Dr. Estranho no cinema?

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Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

Joaquin Phoenix (Foto: reprodução/Details)

A Marvel está se esforçando para ter o ator Joaquin Phoenix como o protagonista de “Dr. Estranho”, nova empreitada do estúdio no cinema. O personagem, um dos mais exóticos do plantel da editora/estúdio, é um cirurgião arrogante que acaba se transformando em um dos mais poderosos feiticeiros do universo. O personagem, apesar de não ser muito conhecido por quem não tem o hábito de ler HQs de super-heróis, é muito popular entre os iniciados. O anúncio da chegada de “Dr. Estranho” ao cinema coincide com a ótima fase que a Marvel vivencia. Os dois maiores sucessos de bilheteria da temporada (“Guardiões da galáxia” e “Capitão América: o soldado invernal”) são de seu selo.

Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Jared Leto (“Clube de compras Dallas”) e Benedict Cumberbatch (“O quinto poder”) foram nomes comentados para assumir o personagem, mas a Marvel sinaliza estar focada na contratação de Phoenix. “Ele é a nossa prioridade”, admitiu o presidente do estúdio, Kevin Feige, em entrevista ao site Collider. Mas por quê?

Três vezes indicado ao Oscar, Joaquin Phoenix, além do talento imenso, traz ao personagem intensidade e exotismo que nenhum dos outros três atores aventados acima podem rivalizar. Depp há muito tempo vive decadência na indústria, Leto é muito simpático e Cumberbatch talvez tenha menos sexy appeal do que exige o personagem.

Phoenix tem sexy appeal e arrogância na medida certa. E tem mais: concentra uma energia muito particular e capaz de magnetizar personagens controvertidos e incomuns. Seus últimos trabalhos no cinema, “O mestre” (2012), “Ela” (2013) e “Amantes” (2008) demonstram isso.

Prova disso foi que a Warner tentou durante meses convencê-lo a viver o vilão Lex Luthor no aguardadíssimo “Batman vs Superman: alvorecer da justiça” (2016). Com a insistente recusa do ator, eles seguiram outro caminho e contrataram Jesse Eisenberg (“A rede social”) para o papel.  Mas por que Dr. Estranho e não Lex Luthor? O Dr. Estranho não é um personagem de HQ convencional. Carregado de traumas, soturno e inclinado para o mundo da magia, o personagem se ajusta ao perfil que costuma atrair Phoenix. De acordo com o semanário Entertainment Weekly, as negociações para que o ator assuma o papel estão bem avançadas. A revista especula que um possível empecilho para o acerto seja a intenção do estúdio de ter Phoenix disponível para outros filmes da casa, como “Thor” e “Guardiões da galáxia”, o que desagradaria o ator, conhecido por ser bastante intransigente.

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema?

O Dr. Estranho das HQs e sua contraparte no cinema? (Foto: montagem/divulgação)

Se tudo for definido conforme as expectativas ensejadas, estaremos diante de mais uma aposta ousada da Marvel. Com Scott Derrickson, de filmes como “O exorcismo de Emily Rose” (2005) e “A entidade” (2012) na cadeira de diretor, é possível esperar um filme totalmente diferente do que o estúdio tem apresentado até o momento. E totalmente diferente no sentido de totalmente melhor. Sim, a Marvel sugere que isso é (bem) possível!

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Bastidores | 19:41

Nada de comemoração! Hollywood se despede do verão menos rentável em quase uma década

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Foto (Montagem/divulgação)

Foto (Montagem/divulgação)

Neste fim de semana os EUA terão o tradicional feriado do dia do trabalho, comemorado por lá sempre na primeira segunda-feira do mês de setembro. A data encerra simbolicamente a temporada pipoca do cinemão. O verão se despede três semanas mais tarde, mas em termos de cinema este é o ponto final. Esta temporada, cuja janela se estende entre meados de abril e o fim de agosto, responde por 70% do faturamento dos grandes estúdios no ano e comporta todas as apostas de sucessos que eles têm na manga. Conforme o Cineclube destacou nesta postagem de 11 de julho, não há muito que se comemorar em 2014. Números divulgados pela Variety, revista especializada em entretenimento, mostram que a temporada é a menos rentável em uma década. Além desse dado negativo, Hollywood se assombra com o fato de que apenas “Guardiões da galáxia” conseguiu ultrapassar a fronteira dos U$ 300 milhões nas bilheterias domésticas. Em anos como 2010, por exemplo, quatro filmes (“Toy Story 3”, Alice no país das maravilhas”, “Homem de ferro 2” e “A saga Crepúsculo: Eclipse”) romperam esta marca e outros quatro filmes ficaram bem próximos de rompê-la. Em 2010, a temporada pipoca rendeu cerca de U$ 4,2 bilhões. Em 2014, a arrecadação não irá passar de U$ 3,8 bilhões.

A queda de 15% em relação à temporada de 2013 e o fato de que pela primeira vez desde 2006 o faturamento da temporada não excederá a marca de R$ 4 bilhões devem obrigar os estúdios a repensar as apostas nas intermináveis sequências que ditam o ritmo da temporada de blockbusters.

O bom rendimento de filmes como “A culpa é das estrelas” e “Malévola”, produtos atípicos da temporada, ensejam um novo caminho que deve ser experimentado a partir do verão americano de 2016.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014 Bastidores, Notícias | 06:00

A ala pró-Israel em Hollywood acordou?

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Enquanto o conflito entre Israel e Palestina vive um de seus capítulos mais nefastos, o mundo do cinema parece reagir de forma difusa, insegura e reticente. Historicamente, Hollywood tende a se posicionar de maneira favorável a Israel; o que é compreensível e justificável em face da verdade imutável de que Hollywood se ergueu sob as rédeas dos judeus e, ainda hoje, é uma engrenagem articulada sob a influência de magnatas da etnia.

Jon Voight (Foto: Getty)

Jon Voight (Foto: Getty)

À medida que o assombro causado pelo noticiário vindo da faixa de Gaza aumentava, surgiam tímidas vozes contra a opressiva ação de Israel na região. Uma dessas vozes foi do ator espanhol Javier Bardem que, no fim de julho, escreveu e divulgou uma carta em que criticava Israel pelo que classificou de “genocídio” cometido em Gaza. O ator foi respaldado por sua esposa, Penélope Cruz, que também se pronunciou contra a ação de Israel no território palestino. A carta motivou um contra-ataque de Jon Voight (“Amargo regresso”) que chamou os dois de “ignorantes” e entusiastas do antissemitismo. A atriz, para afastar a polêmica que se anunciava, baixou o tom ao declarar que não era perita no assunto, embora reconhecesse sua complexidade e que só “desejava paz entre Israel e Palestina”.

Até este incidente, apenas manifestações isoladas de celebridades via redes sociais pautavam o círculo hollywoodiano sobre as tensões atuais que emanadas do conflito em Gaza.

Ironicamente, quando uma trégua mais duradoura é acertada entre Israel e Hamas, o conflito parece incendiar o mundo do cinema.

Uma ONG pró- Israel declarou ao semanário The Hollywood Reporter ter reunido mais de 190 assinaturas de figurões de Hollywood em apoio às ações de Israel em Gaza. Segundo o veículo americano, destacam-se nesta lista os nomes de Kelsey Grammer (“Transformers: a era da extinção”), Minnie Driver (“Gênio indomável”), Sylvester Stallone (“Os mercenários 3”), Arnold Schwarzenegger ( “Os mercenários 3”), Seth Rogen (“Vizinhos”), Tony Goldwyn (“Ghost – do outro lado da avida”), William Friedkin (diretor de “O exorcista”), Jerry Weintraub (produtor de filmes como “Onze homens e um segredo”), Avi Arad (um dos chefões do estúdio Marvel), Aaron Sorkin (roteirista de “A rede social”) e os diretores Joel e Ethan Coen (“Onde os fracos não têm vez”).

A ONG, denominada “The Creative Community for Peace Organization”*, promete uma série de anúncios pagos na tv e nos principais jornais americanos a partir desta semana. A ideia é levantar a bola israelense em face da mudança de rumo da política externa obamista sinalizada nesses últimos meses.

O judeu Steven Spielberg no set de "Munique" (2005),  filme inesperadamente imparcial na retratação do longevo conflito entre Israel e Palestina

O judeu Steven Spielberg no set de “Munique” (2005), filme inesperadamente imparcial na retratação do
longevo conflito entre Israel e Palestina (Foto: divulgação)

Ainda na esfera política, o cineasta inglês Ken Loach (premiado em Cannes por “Ventos da liberdade” em 2006) manifestou indignação com o fato da Inglaterra manter-se sob orientação americana na questão palestina e defendeu um boicote generalizado a “todo acontecimento cultural apoiado pelo Estado de Israel”. Loach, em fala no festival de cinema de Sarajevo, encerrado no último sábado na Bósnia, foi além. “Israel deve se tornar um Estado pária”, defendeu comparando o que ocorre em Gaza à guerra da Bósnia que estremeceu os anos 90.

A ebulição das vozes pró- Israel deve abafar as poucas que emergiram em favor da Palestina. O ponto desestabilizador, independentemente das perspectivas a se assumir em relação ao conflito, reside justamente aí. Na eloquência do soft power** americano, materializado por seu cinema dominante, em advogar interesses que não prosperam em outras frentes.

Ken Loach defende medidas agressivas contra Israel (Foto: reprodução Guardian)

Ken Loach defende medidas agressivas contra Israel (Foto: reprodução Guardian)

*Confira a lista completa de personalidades de Hollywood que já assinaram o documento pró-Israel aqui.

** Soft power, poder brando em tradução literal, é um termo usado nas relações internacionais para designar a habilidade de um corpo político para influenciar indiretamente outro corpo político por meios culturais ou ideológicos

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Bastidores, Filmes | 20:52

“Guardiões da galáxia” dissipa dúvidas sobre seu reinado na temporada de blockbusters

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Guar“Guardiões da galáxia” é um dos filmes mais divertidos da temporada. Ponto final? Não necessariamente. O sucesso da Marvel parece se recusar a encerrar o capítulo que está escrevendo na história do cinema em 2014 e da Marvel enquanto estúdio. No último fim de semana algo raro aconteceu nas bilheterias dos EUA. Um filme já em cartaz há um mês retornou ao topo das bilheterias. Que filme é esse? Bem, o título deste texto já diz tudo. Nada de “Sin City : a dama fatal” ou o drama teen “Se eu ficar”, quem tirou “As tartarugas ninjas” da liderança do ranking foi “Guardiões da galáxia”. Mas não só! O filme dirigido por James Gunn está a poucos dias de ultrapassar “Capitão América: o soldado invernal”, também da Marvel, como o filme mais rentável do ano nos EUA. “Guardiões da galáxia” já arrecadou U$ 251 milhões nas bilheterias americanas enquanto que o segundo  “Capitão América” ostenta a marca de U$ 259 milhões. Analistas da indústria são ainda mais otimistas e projetam que o filme estrelado por Chris Pratt supere o patamar de U$ 300 milhões.

Leia a crítica do filme: “Guardiões da galáxia” é o 7×1 da Marvel no cinemão americano 

Outro indício da consistência do filme é que de todos os sucessos de bilheteria do ano (de “A culpa é das estrelas” a “Godzilla”) é o que menos perde público de uma semana para a outra. Dado este que, não só consolida essa liderança que se avizinha na mais concorrida temporada de lançamentos do cinema americano, como demonstra que o filme se comunica com um público muito mais diverso do que muitos supunham. Indo muito além daquela molecada cheia de espinhas que filmes de heróis como “O espetacular Homem-Aranha 2: a ameaça de Electro” miram em cheio.

Se a Marvel já estava rindo à toa, a notícia de que “Guardiões da galáxia”, em qualquer parâmetro adotado é o filme da temporada, é um alento para a ousadia e a criatividade que devem seguir norteando as escolhas do estúdio e, também, de quem quiser lhe fazer frente nas bilheterias.

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sábado, 9 de agosto de 2014 Atrizes, Bastidores | 12:41

A musa dos mercenários, Ronda Rousey

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A lutadora, e agora atriz, na pesagem para sua última luta no UFC realizada no dia 6 de julho

A lutadora, e agora atriz, na pesagem para sua última luta no UFC realizada no dia 6 de julho

Ela é loira, linda, carismática, atlética, espontânea e pode te derrubar em um piscar de olhos. Estamos falando, é claro, de Ronda Rousey, a atual campeã da categoria peso galo feminino do UFC, que debuta no cinema em “Os mercenários 3”.

Antes de migrar para o MMA, Ronda foi exímia judoca – chegou a ganhar as medalhas de bronze nas olimpíadas de Pequim em 2008 e ouro no Pan-americano do Rio de Janeiro em 2007.

O cinema é uma consequência natural na carreira da já veterana atleta de 27 anos. O primeiro convite veio de Vin Diesel, que é seu fã, para participar do sétimo “Velozes e furiosos”. A morte de Paul Walker, no ano passado, fez o filme ser remanejado para 2015 e Sylvester Stallone, que já a assediava para engrossar o elenco da segunda continuação de “Os mercenários”, foi quem  se beneficiou. Não só Ronda topou o convite, como a agenda ficou livre pela necessidade da produção de “Velozes e furiosos 7” repensar os rumos do filme sem seu co-protagonista.

Ronda e sua cara de má em cena de "Os mercenários 3"

Ronda e sua cara de má em cena de “Os mercenários 3”

Exibindo todo o seu charme ao lado de Vin Diesel em cena de "Velozes e furiosos 7"

Exibindo todo o seu charme ao lado de Vin Diesel em cena de “Velozes e furiosos 7”

Mas por que Ronda? A pergunta deve rondar um ou outro leitor que ainda não conhece o repertório da moça. Ronda Rousey é o que podemos chamar de fenômeno. Ninguém se adaptou ao MMA de forma tão orgânica e vistosa como ela. Ela já é a campeã de vendas de pay-per-view do evento ao lado do também campeão dos meio-pesados Jon Jones. Em suas lutas sempre esbanja técnica e é uma figura proeminente nas redes sociais.

De uns tempos para cá sua agenda social, no entanto, inchou. Para desespero dos donos do UFC, Ronda tem dado pistas de que pode seguir carreira no cinema. Ela acaba de confirmar presença no filme “Entourage”, adaptação da famosa série da HBO. Além disso, tem aparecido em capas de revista (masculinas, femininas, esportivas…) e ido a um sem número de programas de TV. A rotina de Ronda cada vez mais se parece com a de uma celebridade e menos com a de uma lutadora.

Sua estreia no cinema, no entanto, sugere que ela vai precisar da disciplina de lutadora para evoluir na carreira. Alguém disse para Ronda fazer cara de durona e ela manda sua “fight face” o filme todo. Seu carisma, no entanto, compensa a estreia modorrenta.  No meio daquele mar de músculos e testosterona, Ronda Rousey é hipnotizante. E isso é algo que não se aprende, Ronda já traz com ela. Além do mais, ela conseguiu se impor em um filme de ação com os maiores astros do cinema do gênero. Há de se respeitar, e temer, uma mulher que consegue tal proeza.

Fotos: divulgação, reprodução Instagram e divulgação/UFC

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