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Arquivo da Categoria Bastidores

segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:13

As várias versões femininas de “Os mercenários”

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Nem Chuck Norris, que deu as caras em "Os mercenários 2" seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

Nem Chuck Norris, que deu as caras em “Os mercenários 2” seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

As vésperas do lançamento do terceiro filme, e lidando com o cada vez mais raro drama do filme vazar antes da estreia, é desnecessário dizer que Sylvester Stallone criou uma mina de ouro com a franquia de ação mais improvável do cinema contemporâneo.

Ele mesmo, ao lado do produtor Avi Lerner, articula uma versão feminina da franquia que estrela com Jason Statham, Jet Li e tantos outros.

Segundo Lerner, há negociações envolvendo Cameron Diaz, Milla Jovovich e ninguém menos do que Meryl Streep para estrelar o filme. Até mesmo diretor a produção já tem. Será Robert Luketic (de “Legalmente loira” e “A sogra”). Se tudo der certo, “ExpandBelles” terá Sigourney Weaver (a estrela da série “Alien”) fazendo as vezes de Sylvester Stallone. A ideia é lançar o filme pela Millennium Films, mesma empresa responsável pela distribuição dos três “Os mercenários”.

O que Stallone não esperava é que todo mundo quisesse tirar um lasco dessa ideia. No mês passado foi divulgado o trailer de “Mercanaries”, que coloca um grupo de elite composto só por mulheres para invadir uma prisão e resgatar uma diplomata. O filme tem Kristanna Loken, que foi um exterminador em “O Exterminador do futuro 3: a rebelião das máquinas” (2003), e Brigitte Nielsen, que é ex-mulher de Stallone na vida real. Além de Vivica A. Fox (“Kill Bill – vol I”).

 

Como se já não bastasse o clone chegar antes do original, Stallone vê a concorrência aumentar com a confirmação de que outro estúdio, Private Defense Contractors, está produzindo sua versão feminina dos mercenários e já contratou duas atrizes. A primeira é Gina Carano, ex-lutadora de MMA que esteve no elenco de “Velozes e furiosos 6”. A outra é Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”). O estúdio é especializado em produções B do cinema de ação, como a franquia “Riddick”, estrelada por Vin Diesel.

Stallone criou um monstro que já dá sinais de ser capaz de devorá-lo.

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em um versão feminina do filme. Mas ela toparia?  (Fotos: divulgação e getty)

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em uma
versão feminina do filme. Mas ela toparia? (Fotos: divulgação e getty)

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:18

Marvel divulga vídeo rememorando (e celebrando) suas fases 1 e 2 no cinema

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Robert Downey Jr. em cena doo terceiro "Homem de ferro": ação, humor e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Robert Downey Jr. em cena doo terceiro “Homem de ferro”: ação, humor
e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Com o lançamento de “Guardiões da Galáxia”, a Marvel se despede do que chama de fase 2 de sua incursão pelo cinema.  A próxima produção do estúdio está programada para ser lançada em 30 de abril de 2015 e é um “filminho” chamado “Os vingadores 2: a era de Ultron”.

A primeira fase foi iniciada com “Homem de ferro” em 2008. Fizeram parte desta etapa introdutória os filmes “O incrível Hulk” (2008), “Homem de ferro 2” (2010), “Thor” (2011), “Capitão América: o primeiro vingador” (2011) e “Avengers: os vingadores” (2012). A segunda fase, menor e menos empolgante, se deu com “Homem de ferro 3” (2013), “Thor: o mundo sombrio” (2013), “Capitão América: o soldado invernal” (2014) e “Guardiões da galáxia” (2014).

A sequência de “Os vingadores” dará continuidade aos planos para lá ambiciosos da Marvel. Na próxima fase, novos personagens devem ter filmes lançados, como “Homem- formiga” e o “Doutor Estranho”, o escudo do Capitão América deve mudar de mãos e séries com personagens menos conhecidos como Punhos de ferro e Luke Cage, além do Demolidor – que voltou aos domínios do estúdio, serão lançadas sob parceria com a Netflix.

Pensando bem, e o vídeo em tom épico demonstra isso, a Marvel tem muito o que comemorar mesmo.

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terça-feira, 15 de julho de 2014 Bastidores, Curiosidades | 20:48

Os mercenários ficam chiques em ensaio para a Vanity Fair

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Depois de reforçar seu elenco para a terceira aventura nos cinemas, Sylvester Stallone não poupa esforços para fazer deste terceiro capítulo da franquia mais improvável do cinema de ação um dos acontecimentos do ano nos cinemas. Depois de invadir o festival de Cannes com um tanque em maio, os mercenários posaram para um ensaio exclusivo da nova edição da prestigiada revista Vanity Fair.

Quem são todos os mercenários no terceiro filme

Nas fotos, Mel GibsonSylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Antonio Banderas, Harrison Ford, a lutadora de MMA e atriz debutante Ronda Rousey, Jason Statham, Dolph Lundgren, Kellan LutzWesley Snipes e Kelsey Grammer surgem elegantes e brincalhões. Vale tudo pela atenção da plateia e Stallone e sua trupe realmente não brincam em serviço. Após as fotos, um belo pôster animado para aguçar ainda mais a curiosidade pelo filme.

“Os mercenários 3” estreia no dia 21 de agosto nos cinemas brasileiros

Fotos: Vanity fair

Fotos: Vanity fair

Vanity fair - mercenários (2)

Stallone, Schwarzenegger e seus punhos...

Stallone, Schwarzenegger e botox?

Schwarzenegger impressionado com a barba de Mel Gibson...

Schwarzenegger impressionado com a barba de Mel Gibson…

Antonio Banderas sempre se agarrando em algo...

Antonio Banderas sempre se agarrando em algo…

Stallone e "todo mundo olhando para cá..."

Stallone e “todo mundo olhando para cá…”

Stallone e o chapa Lundgren: "mas não conta para ninguém..."

Stallone e o chapa Lundgren: mas não conta para ninguém…

Apenas relaxe...

Apenas relaxe…

E para quem estava reclamando da ausência de mulher neste filme... Ronda Rousey

E para quem estava reclamando da ausência de mulher neste filme… Ronda Rousey

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sexta-feira, 11 de julho de 2014 Análises, Bastidores | 22:00

Sinal amarelo aceso em Hollywood

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Angelina Jolie em "Malévola": uma das grandes sensações de uma temporada pouco vistosa

Angelina Jolie em “Malévola”: uma das grandes sensações de uma temporada pouco vistosa

Os meses que compõem o verão no hemisfério norte representam a temporada de ouro para os estúdios de cinema. Não à toa, eles programam para a janela entre maio e agosto seus principais lançamentos no ano. O congestionamento na temporada já dilatou esse concorrido calendário para os meses de abril e setembro.

Pois bem, em 2014 a arrecadação nas bilheterias americanas estão mais tímidas do que o projetado por analistas da indústria.  Já era esperada uma queda em relação a 2013, ano que registrou recorde de bilheteria, mas não se esperava uma queda na casa dos 20%, conforme alinhado pelo site Box Office Mojo, referência em matéria de bilheterias.

Até poucos dias, o filme mais visto nos EUA era uma produção lançada fora da temporada. “Uma aventura lego” com U$ 257 milhões foi ultrapassado por “Capitão América: o soldado invernal” que amealhou U$ 258 milhões. Apenas há duas semanas um filme conseguiu romper a barreira dos U$ 100 milhões no fim de semana de estreia. Este filme foi “Transformers: a era da extinção”.  Essa barreira, em outros anos, fora rompida por quatro ou cinco filmes.

Isso não é tudo. Em uma temporada de poucos fracassos retumbantes, mas sem nenhum grande hit, filmes como “Vizinhos” e “A culpa é das estrelas” chamam atenção. São os filmes mais bem sucedidos da temporada na medição que considera custo de produção e retorno financeiro. Eles ocupam, respectivamente, a sétima e a nona posições do ranking dos dez filmes mais vistos da temporada. Além de “A culpa é das estrelas”, outra produção protagonizada por uma mulher tem destaque na temporada. “Malévola” já faturou U$ 217 milhões nos EUA e pouco mais de U$ 600 milhões em todo o mundo. Trata-se de um dado curioso, já que a temporada raramente apresenta filmes com protagonistas femininas.

Cena de "Capitão América: o soldado invernal", o primeiro lançamento da temporada é o filme de maior bilheteria até o momento. Tendência verificada pelo quinto ano seguido

Cena de “Capitão América: o soldado invernal”, o primeiro lançamento da temporada é o filme de maior bilheteria
até o momento. Tendência verificada pelo quinto ano seguido

A vertiginosa queda no faturamento da temporada de blockbusters, no entanto, não deve repercutir gravemente no planejamento financeiro dos estúdios. Primeiro porque estes sabem que, nos tempos atuais, o grosso do faturamento vem de mercados internacionais como Brasil, China e Europa. Segundo porque o verão americano de 2015 promete ser um dos mais lucrativos da história. Filmes como “Star Wars: episódio VII”, “Os vingadores: a era de Ultron”, “Missão impossível 5”, um novo Exterminador do futuro e o 24º filme de 007  são superproduções que devem garantir o sono tranquilo dos executivos.

No entanto, os números de 2014 – que ainda tem filmes como “Planeta dos macacos: o confronto” e “Guardiões da galáxia” à espreita – sugerem que é preciso repensar o modelo vigente.

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sábado, 28 de junho de 2014 Bastidores, Filmes | 07:00

Os 25 anos de “Batman – o filme”

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Adaptações de HQs são contumazes nos dias de hoje, mas nem sempre foi assim. Quando Tim Burton lançou “Batman – o filme” em 1989 foi como quando o homem foi à lua pela primeira vez. Ninguém sabia se daria certo. A excentricidade de Burton era questionada e sua escolha por Michael Keaton para viver Bruce Wayne/Batman era ridicularizada por fãs e indústria. Entre as preocupações da Warner figuravam ainda o temor de que como o programa de tv estrelado por Adam West, maior referência do personagem para o grande público, poderia afetar o filme.

Nesta última semana, comemoraram-se os 25 anos do lançamento do filme que teve ainda Jack Nicholson como o Coringa e Kim Basinger, no auge da beleza, como o interesse romântico de Bruce Wayne.

Jack Nicholson, a propósito, inaugurou na ocasião uma nova modalidade de cachê em Hollywood que hoje é praxe. Na contramão das desconfianças do estúdio, Nicholson resolveu apostar forte no filme. Aceitou o pagamento mínimo previsto pelo sindicato dos atores e colocou em contrato que o restante de seu cachê deveria ser pago com 15% da bilheteria total da produção. A Warner topou, crente que estaria barateando o passe de um dos maiores astros de Hollywood. “Batman – o filme”, no entanto, faturou U$ 412 milhões, recorde até então e uma monstruosidade de dinheiro para os padrões de 1989. As adaptações de HQs eram um sucesso e Batman, em particular, passava a ser o grande talismã da Warner. Foram mais seis filmes desde então. Para bem ou para o mal, nenhum reproduziu a perplexidade deste exemplar dirigido por Tim Burton. O segundo filme dirigido por Christopher Nolan, “Batman – o cavaleiro das trevas” (2008) amealhou relevância ímpar para uma adaptação de HQ, mas o próprio não existiria se Burton não tivesse surpreendido a todos em 1989.

Kim Basinger, também em cartaz com "9 e 1/2 semanas de amor", era mania no final dos anos 80

Kim Basinger, ainda na esteira de “9 e 1/2 semanas de amor”, era mania no final dos anos 80

Em “Batman – o filme”, ainda que soturno, o personagem não inflexiona as questões existenciais ensejadas por Chistopher Nolan em sua recém-encerrada trilogia. Mas o aspecto sombrio do personagem está lá, esmerado em uma complexidade que Burton expõe visualmente. Sua Gothan City é menos realista do que a de Nolan, mas mais intimidadora. Isso porque Burton trabalha na mesmo tom as sombras da cidade e dos personagens. A angústia de Wayne não é menos nociva do que a loucura do Coringa e a aparente falta de sobriedade na mise-en-scène reforça justamente o aspecto fantástico inerente aquele universo, mas que como em toda boa ficção fala à realidade com indefectível propriedade.

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de "Coringa definitivo" para Heath Ledger

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de “Coringa definitivo” para Heath Ledger

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sexta-feira, 6 de junho de 2014 Bastidores, Curiosidades | 22:05

Reveladas primeiras fotos de Arnold Schwarzenegger no novo “Exterminador do futuro”

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Ele voltou! Mas como indicam essas imagens divulgadas pelo Facebook de um fã clube do ator Arnold Schwarzenegger, esse T-800, se é que ele continuará sendo um T- 800 nesse quinto filme, também envelhece. E fuma! “Terminator: genesis”, que ainda não tem tradução no Brasil, irá reiniciar a franquia no cinema. Teremos um John Connor adulto, que será interpretado por Jason Clark (“A hora mais escura”), uma Sarah Connor marrenta (vivida por Emily Clarke, da série “Game of Thrones”) – não há nenhum parentesco entre eles fora das telas – e Jay Courtney (“Divergente”) como Kyle Resse, o pai de John.

A direção do filme compete a Alan Taylor, que além da experiência em “Game of Thrones”, dirigiu “Thor – o mundo sombrio” (2013). A estreia está programada para 2015 e marcará o retorno de Schwarzenegger à franquia que o consagrou.

Schwarzenegger 2

Fotos: Schwarzenegger for president facebook page

Fotos: Schwarzenegger for president facebook page

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terça-feira, 13 de maio de 2014 Bastidores, Filmes, Fotografia | 22:16

Veja como seria o visual do novo Godzilla

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O site Comic Book Movie divulgou quatro imagens conceituais do novo “Godzilla”. Os desenhos de produção permitem vislumbrar como seria o visual do monstro no filme que estreia nos cinemas na próxima quinta-feira (15). Todas as concepções visuais foram descartadas. O iG já viu o filme e é possível conferir as impressões sobre a produção aqui.

God 1

God 2

God 3

God 4

God oficial

O Godzilla oficial em imagem de divulgação do filme

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segunda-feira, 5 de maio de 2014 Bastidores | 20:36

Matt Damon como Jason Bourne novamente? É muito possível!

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O diretor Paul Greengrass e Matt Damon no set de "O ultimato Bourne"  (Foto: divulgação)

O diretor Paul Greengrass e Matt Damon no set de “O ultimato Bourne” (Foto: divulgação)

“Se algum dos telespectadores tiver uma boa história, por favor, submeta-a à Universal”. A frase foi dita pelo ator Matt Damon durante um programa matinal na tv americana nesta segunda-feira, o CNBC. Ele se referia à possibilidade de voltar a viver o espião Jason Bourne no cinema. Damon reiterou que só volta à franquia que redefiniu o cinema de ação se o roteiro for bom e o diretor for Paul Greengrass, o homem por trás de “A supremacia Bourne” (2004) e “O ultimato Bourne” (2007).

O ator disse que segue aberto a voltar à franquia, mas dá a entender que não vai abrir mão de suas condições. De qualquer modo, a fala de Damon em um momento que ele precisa emplacar um sucesso de bilheteria é a senha para o estúdio, que já havia anunciado o interesse em realizar um quinto filme, reinstaurar a rodada de negociações. Paul Greengrass, que no ano passado fez “Capitão Phillips” e amealhou seis indicações ao Oscar, segue sem projetos em vista. Pode ser daqueles casos em que sai todo mundo ganhando.

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terça-feira, 29 de abril de 2014 Análises, Bastidores, Diretores | 21:52

Diretores que foram do indie ao cinemão

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Marc Webb, diretor de “O espetacular Homem-aranha 2: a ameaça de Electro”, também responsável pelo primeiro filme, anunciou há pouco tempo que não dirigirá o quarto filme. Isso mesmo. O quarto filme. O segundo nem sequer foi lançado e já se fala do quarto filme. É assim mesmo em Hollywood. Mas a razão para Marc Webb pôr a carroça na frente dos bois é de que ele é um dos egressos do cinema independente a serviço do cinema mainstream, aquele bancado pelos grandes estúdios. Webb tem a esperança de que agora, com mais cacife, possa bancar projetos mais autorais, como aquele que o pôs no mapa, “500 dias com ela” (2009). Comédia romântica indie para lá de alternativa e geek que marcou época no fim da década passada. A Sony queria justamente essa pegada nerd, mas cheia de ternura para o reboot do Homem-Aranha e desde então, Marc Webb joga no “time dos vendidos” do cinema americano. Esse time é constituído por cineastas surgidos no cinema independente que logo romperam a fronteira e foram trabalhar sob as asas dos estúdios.

Marc Webb em entrevista promocional do novo "Homem-Aranha"  (Foto: reprodução/Internet)

Marc Webb em entrevista promocional do novo “Homem-Aranha” (Foto: reprodução/Internet)

O filme mais visto no último fim de semana nos Estados Unidos foi “Mulheres ao ataque” (no Brasil, previsto para 08/05), comédia estrelada por Cameron Diaz que é uma das apostas da Fox para essa temporada pipoca. Na cadeira de diretor, Nick Cassavetes. O caso de Cassavetes é ainda mais emblemático dessa mudança de paradigma. Ele é filho do ator e cineasta John Cassavetes, um dos maiores expoentes do cinema independente americano. Entre trabalhos como ator e diretor, Nick sempre flertou com o cinemão; é dele, por exemplo, o meloso “Diário de uma paixão” (2002). Mas seus melhores trabalhos foram feitos às margens dos estúdios (“Loucos de amor” e “Um ator de coragem”, para citar dois exemplos).

Outra atração em cartaz nos cinemas de todo mundo atualmente é “Divergente”, adaptação da obra de Veronica Roth. Seu diretor, Neil Burger,também se fez no cinema independente com os bem azeitados “O ilusionista” (2006) e “Gente de sorte” (2008). “Divergente” é seu segundo filme de estúdio. O primeiro foi o thriller jeitosinho “Sem limites” com Bradley Cooper e Robert De Niro.

Grife a serviço do cinemão

Quentin Tarantino continua fazendo filmes tarantinescos.  Filmes que só ele pode fazer. Mas o homem que revitalizou o cinema independente americano em 1994 com “Pulp Fiction – tempos de violência” migrou para o cinemão. Seus últimos dois longas-metragens foram financiados por poderosos estúdios. “Bastardos inglórios” (2009) foi parcialmente bancado pela Universal, enquanto que “Django livre” (2012) foi inteiramente produzido pela Sony.

Outros dois cineastas com tiques narrativos bastante reconhecíveis seguiram o mesmo caminho de Tarantino. Paul Greengrass, diretor do premiadíssimo “Domingo sangrento” (2002), era uma aposta arriscada para sequência de “A identidade Bourne” (2002), mas depois do que ele fez com “A supremacia Bourne” (2004), redefinindo a maneira de se filmar a ação no gênero que mais movimenta as bilheterias no cinema, Greengrass jamais voltou a trabalhar fora do circuito de estúdios, ainda que faça filmes sérios e adultos como “Voo United 93” (2006) e “Capitão Phillips” (2013).

Guy Ritchie quase pôs fim a sua carreira durante o casamento com a pop star Madonna. Uma carreira que causou sensações com apenas dois filmes, “Jogos, trapaças e dois canos fumegantes” (1998) e “Snatch – porcos e diamantes” (2000), mas reinventou-se como o homem por trás do Sherlock Holmes vivido por Robert Downey Jr. em dois filmes divertidos, mas bem aquém de seu talento.

Quentin Tarantino no set de "Django Livre": o mesmo, mas amplificado (Foto: divulgação)

Quentin Tarantino no set de “Django Livre”: o mesmo, mas amplificado (Foto: divulgação)

 

Neil Burger dirige Shailene Woodley em "Divergente": pelo prazer de fazer um filme pop (Foto: Divulgação)

Neil Burger dirige Shailene Woodley em “Divergente”: pelo prazer de fazer um filme pop (Foto: Divulgação)

 

Guy Ritchie entre Jude Law e Robert Downey Jr.: maneirismos do cinema independente a serviço de blockbusters (Foto: Divulgação)

Guy Ritchie entre Jude Law e Robert Downey Jr.: maneirismos do cinema independente a serviço de blockbusters (Foto: Divulgação)

Ser ou não ser mainstream?

“Os suspeitos” (1995) e “O aprendiz” (1998) são dois dos filmes mais inventivos da década de 90 e ambos são dirigidos por Bryan Singer, de todos dessa lista, o que “se vendeu” mais cedo. Sem Singer, esse novo “Homem-Aranha” de Webb não estaria por ser lançado. O homem fez “X-men: o filme” em 2000 e salvaguardou o posto de mídia a ser explorada pelo cinema para as HQs da Marvel, até então vítimas de uma espécie de maldição.

Em 2014, Singer lança um novo filme da franquia mutante e parece não ter saudades dos tempos de cinema independente.

Com Darren Aronofsky, que tem seu “Noé” fazendo algum barulho nos cinemas de todo mundo, o dilema parece mais profundo.

O diretor exibiu extremo talento nos filmes “Pi” (1998) e “Réquiem para um sonho” (2000). Eram filmes pesados, narrativamente densos, mas visualmente incríveis. Não demorou para um estúdio apostar nele. A Warner até tinha considerado seu nome para dirigir “Batman begins”, mas problemas pessoais o impediram de assumir o projeto. Aí surgiu um certo Christopher Nolan, outro que se fez no cinema independente…

Mas a Warner não estava disposta a desistir de Aronofsky e liberou algo em torno de U$ 50 milhões para ele fazer “A fonte da vida”, uma ficção existencialista. O filme, fracasso retumbante, não rendeu nem U$ 10 milhões e Aronofsky, por baixo, voltou ao cinema independente. Fez com recursos escassos o tocante “O lutador” (2008) e ganhou o leão de Ouro em Veneza. Pelo trabalho seguinte, “Cisne negro” (2010), foi indicado ao Oscar de diretor.  O filme protagonizado por Natalie Portman rendeu inesperados U$ 106 milhões nos EUA e Aronofsky voltou a ser sondado por estúdios. A Fox o contratou para dirigir “Wolverine: imortal” (2013), mas ele brigou com o estúdio porque queria ter a palavra final sobre o corte (montagem que vai para os cinemas) e acabou fora do projeto, que seria dirigido por James Mangold. A Paramount, no entanto, abarcou sua ideia para “Noé” e bancou a produção que consumiu cerca de U$ 130 milhões. Não foram poucas as desavenças entre estúdio e diretor durante as filmagens. Aronofsky parece disposto a atuar no cinemão, mas sem abrir mão da alma indie. Esse pode ser o pior dos mundos.

Darren Aronofsky bate um papo com Russell Crowe no set de "Noé": entre a cruz e a espada no tocante à liberdade criativa (Foto: Divulgação)

Darren Aronofsky bate um papo com Russell Crowe no set de “Noé”: entre a cruz e a espada no tocante à liberdade criativa (Foto: Divulgação)

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sábado, 26 de abril de 2014 Bastidores | 20:19

O que aconteceu com as loiras do cinema?

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Marilyn Monroe não foi apenas uma das grandes mulheres do cinema. Foi, talvez, a maior atriz loira a já ter existido. Pelos excessos, pelo talento, pela mitologia erguida sobre si, pela volúpia, pela sensualidade e por muitas outras razões.

Marilyn é, por toda essa conjuntura, uma personagem fascinante que já rendeu inúmeros livros, filmes, peças, coleções de moda e toda sorte de postulação artística.

A última encarnação de Marilyn Monroe no cinema foi em “Sete dias com Marilyn” (2011), em que a diva foi vivida pela ótima atriz Michelle Williams (“O segredo de Brokeback Mountain” e “Namorados para sempre”).  Michelle tangenciou Marilyn magnificamente e foi indicada ao Oscar pelo papel.

Marilyn Monroe (à esq) e Michelle Williams que a interpretou em "Sete dias com Marilyn" (Foto: reprodução)

Marilyn Monroe (à esq) e Michelle Williams que a interpretou em “Sete dias com Marilyn” (Foto: reprodução)

A estreia do drama britânico baseado nos livros “The prince, the showgirl and me” e “My week with Marilyn”, ambos de Colin Clark, postergaram a produção de outro drama biográfico sobre a estrela. “Blonde”, do diretor neozelandês Andrew Dominik já tinha, no entanto, sua Marilyn e ela atendia pelo nome de Naomi Watts.

O filme, baseado no livro homônimo de Joyce Carol Oates, vai ser produzido por Brad Pitt, em alta como produtor após conquistar o Oscar de melhor filme com “12 anos de escravidão”, e terá Jessica Chastain como protagonista. A atriz, que é ruiva, é uma das maiores sensações em Hollywood. Surgiu em “A árvore da vida” (2011), em que contracenava com Pitt, e em três anos esteve em mais de dez produções, todas muito bem de público e crítica.

Mas a razão da escolha de Chastain pode estar menos relacionada a seu flagrante talento e mais ao marasmo criativo pelo qual atravessam as loiras hollywoodianas. Naomi Watts, atriz gabaritada, vem de um fracasso retumbante com outra biografia; a da princesa Diana. Esse revés seguramente pesou na mudança de tom dos produtores. Jessica Chastain, por sua vez, já foi indicada ao Oscar vivendo uma loira em “Histórias cruzadas” (2011).

A ruiva número 1 de Hollywood, Jessica Chastain, vai viver a loira de todas as loiras do cinema ( Foto: divulgação)

A ruiva número 1 de Hollywood, Jessica Chastain, vai viver a loira de todas as loiras do cinema ( Foto: divulgação)

 

Jessica Chastain, loira, em "Histórias cruzadas" (foto: divulgação)

Jessica Chastain, loira, em “Histórias cruzadas” (foto: divulgação)

 

Margot Robbie será Jane no filme que a Warner prepara sobre Tarzan: a próxima aposta loira? (Foto: divulgação)

Margot Robbie será Jane no filme que a Warner prepara sobre Tarzan: a próxima aposta loira? (Foto: divulgação)

A australiana Margot Robbie, que causou alvoroço no início do ano com sua participação em “O lobo de Wall Street”, ainda não tem cacife suficiente para segurar uma produção tão dependente da protagonista como “Blonde” será.

Atrizes como Charlize Theron, Reese Witherspoon, Diane Lane, Uma Thurman, Sharon Stone e Michelle Pfeiffer  ou vivem o ocaso de suas carreiras ou lutam para readquirir a confiança de produtores e estúdios em suas habilidades em liderar um filme com gosto pela complexidade. Scarlett Johansson, a loira mais popular da atualidade no cinema americano, ainda tenta se desvencilhar do status de boazuda e estrela dois filmes em 2014 (“Lucy” e “Sob a pele”) que ironicamente podem reforçá-lo.

Uma atriz ruiva interpretar um ícone da loirice, no entanto, pode agitar algumas placas tectônicas em Hollywood e possibilitar um contra-ataque loiro. Estamos observando!

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