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Arquivo da Categoria Bastidores

terça-feira, 27 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:59

Distribuidora americana fará campanha por “Aquarius” e Sonia Braga no Oscar

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Empresa que vai lançar a produção nos Estados Unidos vê boas chances da produção emplacar em categorias nobres do Oscar e aposta em Sonia Braga como embaixadora de “Aquarius” no país

Foto: divulgação

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Apesar de ter sido preterido por “Pequeno Segredo” na disputa para ficar com a vaga de representante do Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, as chances de “Aquarius” ainda não acabaram. Pelo menos, essa é a ideia da Vitagraph Films, empresa encarregada de distribuir o filme nos EUA e que já anunciou que irá se engajar na promoção da obra com vistas ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A estratégia da distribuidora será focar em Sonia Braga, que já tem alguma notoriedade nos EUA.

Crítica: Intenso e sensorial, “Aquarius” é muito mais do que metáfora política 

A expectativa é de que “Aquarius”, que saiu muito elogiado de Cannes, consiga algumas indicações em categorias nobres como roteiro e direção. É uma meta ousada. Historicamente, a Vitagraph Films não costuma emplacar produções no Oscar e, no caso particular de Sonia Braga, a disputa pela vaga entre as atrizes promete ser acirradíssima. A francesa Isabelle Huppert, queridinha dos críticos americanos, é ampla favorita à informal vaga de candidata cult pelo francês “Elle”, assinado pelo holandês Paul Verhoeven (“Robocop”) e candidato oficial da França a uma vaga no Oscar.

“Aquarius” será lançado em 14 de outubro nos cinemas americanos e a Vitagraph estabelece como estratégia um trabalho intenso junto à Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, que outorga os prêmios Globo de Ouro, como uma alternativa de bombar as chances do filme no Oscar. A conferir.

Polêmica

Um das produções brasileiras mais elogiadas dos últimos tempos, “Aquarius” saiu elogiado do Festival de Cannes, e rapidamente se tornou o favorito para representar o Brasil no Oscar. Mas foi preterido em nome de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, depois de um processo polêmico, envolvendo um dos integrantes da comissão de seleção, o comentarista de cinema Marcos Petrucelli, que havia feito críticas nas redes sociais ao protesto da equipe do filme contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em Cannes.

Ato contínuo, diretores de outros concorrentes à vaga, como Gabriel Mascaro, de “Boi Neon”, e Anna Muylaert, de “Mãe Só Há uma”, retiraram suas candidaturas em solidariedade a “Aquarius”, e em protesto contra a parcialidade e contra como o que identificaram como tentativa de sabotar o filme.

O diretor Kleber Mendonça Filho foi categórico ao afirmar que a eliminação do filme decorreu de retaliação política. David Schurmann, por seu turno, criticou o que chamou de “Fla-Flu” na área cultural do País, mas evitou atritos com o diretor de “Aquarius”. Disse em entrevista à Glamurama publicada no último fim de semana: “nosso filme tem mais cara de Oscar”. A conferir!

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terça-feira, 13 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:07

Cininha de Paula estreia como diretora de cinema no filme “Duas de Mim”

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A experiente diretora de TV Cininha de Paula, cujos principais créditos correspondem a “Pé na Cova” e “Aquele Beijo”, arriscou em sua estreia como cineasta. No filme “Duas de Mim”, que ela dirige e tem coprodução do Telecine, Thalita Carauta e o cantor Latino também estão estreando como protagonistas no cinema.

 “Fiquei dois meses esperando a Thalita. Ela é a minha estrela. Tô bem cercada! A Iafa Britz (da produtora Migdal Filmes) me deu muita liberdade para montar o casting. Para fazer uma comédia você precisa ter quem sabe fazer comédia. Mais que um cantor, Latino é um comediante. É uma pessoa que nasceu vencedora. Por ter atravessado tudo o que passou e chegar onde chegou. Ele leva a vida com muito humor”, defendeu ela, sobre o longa, no qual Thalita vive Suryellen e Latino, Chicão, e com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2017.

A experiente Cininha de Paula no set de "Duas em Mim" (foto: divulgação)

A experiente Cininha de Paula no set de “Duas em Mim”
(foto: divulgação)

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domingo, 28 de agosto de 2016 Análises, Bastidores | 15:19

Marvel ajusta ponteiros para fase sem Chris Evans como Capitão América

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Já era esperado que Chris Evans deixasse de ser o Capitão América no cinema em algum momento, mas uma entrevista de Joe Russo, que ao lado do irmão Anthony dirigiu os dois últimos filmes do Capitão, ao The Huffington Post disparou o alerta em todo Marvel maníaco.

Chris Evans em ensaio para  Rolling Stone

Chris Evans em ensaio para Rolling Stone

Ele disse que a cena final de “Capitão América: Guerra Civil”, que muitos interpretaram como um afastamento de Steve Rogers de tudo aquilo, é mesmo isso: uma “aposentadoria” do personagem.  “Acho que ele deixar o escudo de lado é também deixar a sua identidade. É ele admitindo que a identidade Capitão América estava em conflito com suas escolhas pessoais”, explicou o diretor. Isso não significa que não veremos mais Chris Evans nos filmes da Marvel, pois sua participação está confirmada em “Vingadores: Guerra Infinita”, filme que deve marcar a passagem de bastão, com a introdução de um novo Capitão América. Isso pode ser traduzido de uma maneira muito prática e financeira. Evans assinou contrato para seis filmes. Já estrelou cinco. Os três “Capitão América” e os dois “Vingadores”. Já Sebastian Stan, o soldado invernal, assinou contrato para nove filmes e só estrelou os três “Capitão América”. Anthony Mackie, que interpreta o Falcão, assinou para seis filmes e só figurou em dois. Ambos os personagens já assumiram a identidade do Capitão América nos quadrinhos.

Mais: Chris Evans apresenta o trailer de “Before We Go”, sua estreia na direção

Durante muito tempo se conjecturou como a Marvel reagiria à eventual saída de Robert Downey Jr., que interpreta Tony Stark/Homem de Ferro. Esse cenário, evitado às custas de negociações milionárias, ainda não se concretizou, mas a Marvel sempre esteve calçada para a eventual saída de Evans. O que, de maneira alguma, sinaliza uma saída definitiva. É plenamente concebível que, como nos quadrinhos, Steve Rogers reassuma a identidade de Capitão América. Seria dramática e narrativamente interessante ver isso no cinema. E a Marvel sabe disso. Com Downey Jr., que já assegurou participação no novo “Homem-Aranha”, a questão é mais delicada. Por mais que Chris Evans tenha se tornado a estampa de Steve Rogers, a própria HQ dá margem de manobra à Marvel, mas todo o universo cinematográfico do estúdio se construiu na esteira da caracterização de Downey Jr. de Tony Stark.

Crítica: Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

A Marvel já enfileira uma série de filmes com novos personagens em sua terceira fase justamente por saber que é preciso repensar o rumo dos principais personagens de seu portfólio. “Pantera Negra”, “Capitã Marvel” e “Inumanos” atendem essa necessidade e, em paralelo, são novas franquias em potencial. Algo decisivo para os planos da Marvel pós-Robert Downey Jr., Chris Evans e até mesmo Chris Hemsworth (o Thor).

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quarta-feira, 27 de julho de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 20:33

“O Bom Gigante Amigo” fecha um ciclo e dá início a outro na carreira de Steven Spielberg

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eeeSteven Spielberg lançou “E.T – O Extraterrestre”, um de seus filmes mais famosos, no mesmo ano da primeira publicação de “O Bom Gigante Amigo”, de Roald Dahl. É coincidência, mas não deixa de provocar certo encantamento. Não é coincidência, porém, que o cineasta volte a trabalhar com a roteirista Melissa Mathison, com quem colaborou em “E.T”, justamente na adaptação da obra de Dahl para o cinema.

“O Bom Gigante Amigo” é, sob muitos aspectos, algo novo para Spielberg. É seu primeiro filme britânico, dos atores à ambientação, passando pelas locações e pelo tom. É, também, em 50 anos de carreira, seu primeiro filme para a Disney. Não obstante, é a primeira vez que Spielberg e seu diretor de fotografia habitual, Janusz Kaminski, aderem ao digital.

Leia mais: Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

“O Bom Gigante Amigo” é a segunda adaptação da obra de Dahl a ganhar os cinemas pela Disney. A primeira foi “James e o Pêssego Gigante” em 1996. É um projeto que fala ao coração do homem por trás de sucessos como “Jurassic Park”, “Tubarão”, “O Resgate do Soldado Ryan” e “Guerra dos Mundos”.  Não à toa, Spielberg perseguiu o projeto por anos a fio com a sua Dreamworks, mas direitos autorais e licenças viabilizaram essa até então inédita colaboração entre o diretor de “Hook : A Volta do Capitão Gancho” e o estúdio de Mickey Mouse.

O filme debutou em Cannes e não causou nenhuma sensação. Tratando-se de Spielberg, a recepção na Riviera francesa foi até fria. A bilheteria seguiu o norte apontado pelo festival francês.  Nos EUA, onde estreou em 21 de junho, o filme fez pouco mais de US$ 50 milhões, o que o coloca como um dos poucos, e mais escandalosos, fracassos da carreira do cineasta. Para quem foi criança nos anos 80, essa estatística pouco importa. “O Bom Gigante Amigo” é um Steven Spielberg sem medo de ser feliz e, justamente por isso, oitentista até a alma.

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segunda-feira, 25 de julho de 2016 Atrizes, Bastidores | 16:49

Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Steven Spielberg tem um olhar para revelar jovens talentos. Nem sempre acerta. Jeremy Irvine, de “Cavalo de Guerra”, não vingou. Mas gente como Robert Zemeckis, Drew Barrymore, Dakota Fanning, Djimon Hounsou e Christian Bale teve seus primeiros passos no cinema guiados pelo maior Midas que Hollywood já conheceu.

A bola da vez é Ruby Barnhill, uma inglesinha de 12 anos que encanta em “O Bom Gigante Amigo”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (28).

Esta é literalmente a estreia de Barnhill no cinema. Ela já havia tido algumas participações em uma série inglesa, mas jamais pisado em um set de cinema. Um debute ás ordens de Steven Spielberg não é para qualquer uma. A própria Drew Barrymore, que tinha seis anos quando rodou “E.T – O Extraterrestre” (metade da idade de Barnhill), já tinha feito filmes anteriormente.

Pode-se dizer que Barnhill nasceu para o cinema em 16 de dezembro de 2014, o dia em que Steven Spielberg e Kathleen Kennedy se decidiram por escalar a atriz como a órfã Sophie do clássico de Roald Dahl. O salário de Barnhill foi de cerca de US$ 85 mil.

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes (Foto: Léo Laumont)

Ruby e Spielberg no último festival de Cannes
(Foto: Léo Laumont)

Incrivelmente carismática e magnética, não é difícil para quem a assiste em “O Bom Gigante Amigo” entender porque naquele dia a busca de Spielberg e da produção do filme se encerrou.

Barnhill é a primeira protagonista feminina de Spielberg desde “A Cor Púrpura” (1988). Não é pouca coisa. A responsabilidade é diretamente proporcional ao tamanho dessa estatística e à confiança que a jovem atriz despertou no cineasta. Ao assistir “O Bom Gigante Amigo”, o espectador – reiterado da maestria de Spielberg – constata que o futuro de Barnhill no cinema é próspero.

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domingo, 24 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 06:00

“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, ganha novo vídeo de bastidores

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Sonia Braga em cena de "Aquarius" (Foto: divulgação)

Sonia Braga em cena de “Aquarius”
(Foto: divulgação)

“Aquarius” acaba de divulgar o segundo vídeo de making of com imagens dos bastidores e curiosidades sobre as filmagens, realizadas durante oito semanas, no Recife, entre agosto e setembro de 2015. Ao todo, serão divulgados cinco vídeos até a estreia  comercial do longa, no dia 1º de setembro.  “Aquarius” foi escolhido como filme de abertura do 44º Festival de Cinema de Gramado, e Sonia Braga será homenageada com o Troféu Oscarito. O segundo longa-metragem de ficção de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”) teve sua estreia mundial na França, como parte da seleção oficial competitiva do festival de Cannes e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney e no Transatlantyk Film Festival, na Polônia.

No filme, conhecemos a história de Clara (Sonia Braga), uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que pretende demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.

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terça-feira, 19 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 07:00

Carolina Dieckmann faz mulher vítima de estupro em “O Silêncio do Céu”

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(Foto: Pedro Luque)

(Foto: Pedro Luque)

Filmado no Uruguai e falado em espanhol, “O Silêncio do Céu” traz o ator argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) e a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) como protagonistas. A trama tem como tema central um casal de classe média lidando com a violência doméstica e com um silêncio sombrio e perturbador que dão o tom do filme.

Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana (Dieckmann) escolhe manter o trauma em segredo. Mario (Sbaraglia), seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência.

O roteiro é assinado por Lucía Puenzo (“XXY”), por Sergio Bizzio, autor do romance “Era el Cielo”, obra em que se baseia a história, e por Caetano Gotardo. O elenco conta ainda com o ator Chino Darín (“En Fuera de Juego”) e com as atrizes Mirella Pascual (“Whisky”) e Paula Cohen (da novela “I Love Paraisópolis”). “O projeto nasceu com o intuito de reunir talentos da América Latina. Partimos de uma obra argentina adaptada por grandes roteiristas também argentinos, dirigida por um brasileiro cuja obra é internacionalmente reconhecida, que é o Marco Dutra, e com um elenco diverso formado por argentinos, uruguaios e brasileiros. E filmar no Uruguai, com equipe local, consolidou a nossa proposta de aproximar as fronteiras latino-americanas”, explica o produtor Rodrigo Teixeira.

Marco Dutra dirigiu ao lado de Juliana Rojas “Trabalha Cansa” (2011), premiado em Cannes. Depois apresentou o terror “Quando Eu era Vivo” (2014).

Foto: Pedro Luque

Foto: Pedro Luque

“Gosto muito da ideia de trabalhar em terra estrangeira um tema que já havia abordado em São Paulo, que é minha cidade natal e onde realizei os meus filmes anteriores. Uma casa (e um corpo) de classe média, um ambiente de suposta segurança, vítima de uma ruptura logo na primeira cena”, explica Dutra. “No caso de ‘O Silêncio do Céu’, a violação é concreta, física, uma violação do próprio corpo. Como lidar com o que vem depois? É possível encarar com lucidez uma violência deste nível? E, acima de tudo, como não deixar o próprio silêncio amplificar e perpetuar esta violência?”.

O filme, produzido pela RT Features e distribuído pela Vitrine Filmes, tem estreia programada para os cinemas brasileiros no dia 22 de setembro.

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terça-feira, 12 de julho de 2016 Bastidores, Notícias | 21:09

“O País do Cinema”, no Canal Brasil, é programa obrigatório para quem gosta de cinema

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Foto: divulgação

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Quem gosta de cinema e tem carinho especial pelo cinema nacional – e os números de cinéfilos que se enquadram nesta categoria só faz aumentar – precisa conhecer o programa “País do Cinema”, um dos destaques atuais da programação do Canal Brasil.

No programa, ainda em sua primeira temporada, a atriz Fabiula Nascimento recebe realizadores, diretores, produtores, técnicos e intérpretes para colocar em pauta uma abordagem crítica e informativa da produção nacional. Nesse primeiro ano, o foco consiste na produção brasileira nascida já no século XXI.

Entre os entrevistados, estão nomes como Jorge Furtado, Caio Blat, Fabrício Boliveira, Laís Bodanzky,Fernanda Torres, Andrucha Waddington, Lírio Ferreira e Cláudio Assis.

No episódio desta semana, Fabiula recebe o diretor Marcus Bernstein e a atriz Fernanda Montenegro para falarem sobre o filme “O Outro Lado da Rua”. Eles vão falar sobre a construção dos personagens e a relação entre a equipe, formada, ainda, pelo grande ator Raul Cortez, morto em 2006.

O programa é realmente dedicado a quem gosta de cinema e propõe mais do que um olhar saudoso sobre produções brasileiras. Há perguntas incômodas. Fabiula sabe ser cortês, mas sabe problematizar também. A ideia do programa é refletir sobre a produção nacional e, justamente por isso, a postura da apresentadora – uma atriz que surgiu no cinema e depois aconteceu na televisão – não poderia ser diferente.

“O País do Cinema” é um acerto e tanto do Canal Brasil, que reconhecidamente destaca e promove o cinema brasileiro com grande afinco e entusiasmo e que aqui presta mais uma contribuição à sétima arte de cor verde e amarela.

O episódio inédito de “O País do Cinema” vai ao ar às quintas-feiras, às 21h30. Os horários alternativos de exibição são às sextas, às 13h, e aos domingos, às 17h.

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sábado, 18 de junho de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 20:17

Fracasso de continuações acende sinal de alerta em Hollywood

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É público e notório que Hollywood está cada vez mais dependente das sequências e franquias. Muito já se falou da falta de criatividade que assombra a Meca do cinema e do receio exacerbado de executivos e estúdios em apostar no incerto e correr riscos com filmes originais. O que esse primeiro semestre de 2016 revela, no entanto, é ainda mais preocupante. Na ânsia para surfar em sucessos não necessariamente retumbantes, Hollywood tem ofertado continuações que ninguém quer ver. É uma crise insuspeita e inesperada essa que se estabelece no coração do cinema americano.

Megan Fox em cena de "As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras", em estreia no Brasil: bilheterias decepcionantes (Foto: divulgação)

Megan Fox em cena de “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”, em estreia no Brasil: bilheterias decepcionantes
(Foto: divulgação)

“Vizinhos 2”, “Alice Através do Espelho”, “O Caçador e a Rainha do Gelo”, “As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras” e “Policial em Apuros 2” são sequências diretas de filmes lançados entre 2012 e 2014 que, se não fracassaram retumbantemente nas bilheterias, ficaram bem aquém das expectativas dos estúdios. Em uma temporada que sequências e franquias são os principais atrativos do cinema americano, como em qualquer outro ano, esse dado preocupa bastante.

A lista de sequências de desempenho pífio ainda conta com “Zoolander 2”.

Mesmo um filme como “A Saga Divergente: Convergente”, com um público já fidelizado, decepcionou nas bilheterias. A frustração foi tão grande que a Lionsgate, estúdio por trás da franquia, reduziu o orçamento da última parte da adaptação cinematográfica da obra de Veronica Roth.

O ano ainda terá um quinto “A Era do Gelo”, um segundo e temporão “Independence Day”, uma refilmagem de “Os Caça-Fantasmas” só com mulheres, um quinto Bourne, uma improvável sequência de “Procurando Nemo” e um novo “Star Trek”. O vigente verão americano apresenta uma queda de 65% de bilheteria em relação ao ano passado. Os números, claro, ainda não estão fechados e até o fim de agosto muita coisa pode e vai mudar. Mas existe uma tendência clara e, muito provavelmente, irrefreável nas entrelinhas.

Cena de "Zoolander 2": Muitas estrelas em cena e pouco dinheiro em caixa (Foto: divulgação)

Cena de “Zoolander 2”: Muitas estrelas em cena e pouco dinheiro em caixa
(Foto: divulgação)

O público não vai mais aceitar goela abaixo sequências enlatadas e produzidas a toque de caixa. Um exemplo disso é a bilheteria decepcionante de “X-men: Apocalipse”. O filme recebeu resenhas ruins e em cartaz há praticamente um mês, ainda não cruzou os U$ 500 milhões de faturamento no mundo e não deve nem mesmo alcançar os U$ 200 milhões nos EUA.

Há muitas razões contribuindo para este cenário. A preponderante, obviamente, é a qualidade baixa dos filmes em questão. Em um segundo momento, Hollywood não tem deixado o público sentir falta, nostalgia de certos filmes. O que ajuda a entender o fenômeno de bilheteria de produções como “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” e “Star Wars: O Despertar da Força” no ano passado é o longo hiato entre os filmes dessas franquias.

Uma boa sequência será abraçada pelo público, como mostra o sucesso de “Invocação do Mal 2”. A continuação de um filme recente, o primeiro é de 2013, que se mostrou o ponto fora da curva e já se pagou no primeiro fim de semana nos EUA.

Leia também: O mal (ainda invisível) que a Marvel fez ao cinema

De qualquer modo, Hollywood se flagra em uma sinuca. Enquanto estúdios tentam emplacar multiversos em suas franquias mais valiosas, mirando-se no exemplo da Marvel, veem o desgaste de sequências mal planejadas e liberadas a canetadas. Como equilibrar a equação? A receita é conhecida, mas filmes novos (que não são continuações ou refilmagens) como “Dois Caras Legais” e “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” também fracassaram nas bilheterias. A aversão ao risco em Hollywood pode ter gerado uma bolha que, quando explodir, vai causar estragos.

"Invocação do Mal 2": a exceção de uma nova regra? (Foto: divulgação)

“Invocação do Mal 2”: a exceção de uma nova regra?
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quinta-feira, 16 de junho de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:57

Começam as filmagens da comédia “Divórcio 190” no interior de São Paulo

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Murilo Benício é um dos destaques do filme (Foto: Gui Maia)

Murilo Benício é um dos destaques do filme
(Foto: Gui Maia)

As filmagens de “Divórcio 190”, comédia romântica com direção de Pedro Amorim (“Mato sem cachorro”), já começaram no interior de São Paulo. Murilo Benício e Camila Morgado interpretam o casal principal.

A trama acompanha a estória de Júlio e Noeli, casal que enriquece ao criar um molho de tomate que se torna um sucesso nacional.  Com o passar dos anos e o excesso de dinheiro, os dois se distanciam. Um mal entendido provoca a separação do casal, dando início a cenas de confusão repletas de humor.

O roteiro é de Paulo Cursino (“De Pernas pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”).

“Uma das coisas que me atraiu foi o pano de fundo ser no interior do Brasil”, afirma o diretor Pedro Amorim. “É uma história que tem como tema o agronegócio e os personagens principais são ‘Rei e Rainha’ do tomate. Isso nunca foi contado, ao menos, não de forma tão abrangente”, observa.

Para o produtor LG Tubaldini Jr, rodar o filme em Ribeirão Preto não só tem valor afetivo, já que seus primeiros curtas-metragens foram filmados na cidade, mas também representa variedade. “Trazer o filme para cá foi um sopro de novidade, oxigenar um pouco as comédias românticas que na maioria das vezes ficam no eixo Rio-São Paulo”, explica.

Além de Murilo Benício e Camila Morgado, o elenco conta com Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dip, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi e Jonathan Weel, entre outros.

O diretor Pedro Amorim e a atriz e apresentadora Sabrina Sato (Foto: Gui Maia)

O diretor Pedro Amorim e a atriz e apresentadora Sabrina Sato
(Foto: Gui Maia)

“É um filme para meninos e meninas, homens e mulheres, porque fala sobre família. Também é sobre a cultura do divórcio e do casamento, sobre o que facilmente se perde por falta de comunicação e como advogados sanguinários podem tirar o foco do que é mais importante na sua vida” afirma Amorim. “É uma comédia romântica antropológica, com pitadas de ação, sobre o interior do Brasil”, completa.

“Divórcio 190” ainda não tem previsão de estreia nos cinemas.

 

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