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sábado, 7 de maio de 2016 Análises, Atores, Bastidores | 17:33

Após aposentar Homem-Aranha, Andrew Garfield se reinventa como ator em Hollywood

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Foto: reprodução/Eonline

Foto: reprodução/Eonline

Há uma máxima em Hollywood de que há bons atores e há atores com bons agentes. Mas nem tudo é tão preto no branco assim e um caso exemplar disso é o americano Andrew Garfield. Prestes a completar 33 anos, Garfield já tem ares de veterano em Hollywood após aposentar-se do papel de Peter Parker/ Homem-Aranha. O ator deu vida ao personagem no reboot da franquia pela Sony nos filmes “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro” (2014).

Ator com insuspeitos recursos dramáticos, Garfield debutou roubando a cena de Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise em “Leões e Cordeiros” (2007), um drama que objetivava problematizar os obscuros anos Bush que mergulharam os EUA em intermináveis guerras no Oriente Médio. “Não me Abandone Jamais” e “A Rede Social”, ambos de 2010, foram filmes que mostraram todo o potencial de Garfield como intérprete. Para além do carisma, ali estava um ator capaz de navegar entre a vulnerabilidade do personagem e a potência dramática do registro. Alguém que podia submergir em uma situação para surgir renovado na cena seguinte. Uma presença de cena, enfim, robusta e fornida que assaltava a atenção da plateia.

Não foi à toa que ele foi a primeira opção da Sony para assumir o papel até então defendido por Tobey Maguire. Mas a saga do Aranha no cinema, apesar de Garfield ter sido o único acerto indiscutível dessa reimaginação, não foi positiva para o ator. Durante o período em que foi o Aranha, o americano se afastou daquele caminho que estava construindo no cinema. Quando a Sony resolveu reiniciar novamente a história do Aranha no cinema, agora com Tom Holland, Garfield se viu libertado de um paradoxo.  Este que o aferia status de astro, mas o afastava de projetos de pedigree.

Leia também: Temos um Homem-Aranha, e agora?

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

“Silence”, novo e aguardadíssimo filme de Martin Scorsese, e “Hacksaw Ridge”, nova incursão de Mel Gibson na direção, que chegam no final deste ano nos EUA, já estavam em seu radar quando ele ainda era o Aranha, mas nesta semana o ator acertou detalhes para estrelar dois novos e promissores projetos.

São eles “Breathe”, que marcará a estreia de Andy Serkis na direção, e “Under the Silver Lake”, novo longa de David Robert Mitchell, responsável por um dos grandes filmes de 2015, “Corrente do Mal”.

A colaboração com cineastas prodigiosos, consagrados ou revelações, é imperiosa para que um ator desenvolva mais e mais seus recursos e fundamentos. Mais importante ainda, é eleger projetos que permitam exercitar sua musculatura dramática. Garfield é bom ator, mas Hollywood é capciosa e exige constante convalidação de predicados. O americano, por meio de suas escolhas, parece mais consciente disso do que nunca.

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domingo, 24 de abril de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:47

Mateus Solano vive personagem desconcertado pelo amor em “Talvez uma História de amor”

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Mateus Solano recebe orientações do diretor de "Talvez uma História de Amor", Rodrigo Bernardo (Foto: divulgação)

Mateus Solano recebe orientações do diretor de “Talvez uma História de Amor”, Rodrigo Bernardo
(Foto: divulgação)

Em cartaz como um juiz vaidoso e sedento por Justiça no bom thriller “Em Nome da Lei”, Mateus Solano dá pistas de que o público deve se acostumar com sua presença no cinema. “Talvez uma História de Amor” só estreia em 2017, mas a sinopse promete uma comédia romântica diferente do que nos habituamos a ver no cinema nacional e reforça a impressão de que o ator peneira bem os projetos em que costuma se envolver.

Na adaptação do livro homônimo do francês Martin Page, o ator é  Virgílio, um homem para lá de metódico em relação ao amor. Do tipo que pensa que para não terminar uma relação, é melhor nem mesmo começá-la. O personagem, obsessivo por controle, gosta de ter todas as arestas de sua vida bem aparadas.  Até que um recado deixado por uma mulher em sua secretária eletrônica o desconcerta: Clara está terminando com ele, o relacionamento dos dois acabou. E desliga. No entanto… quem é Clara? Virgílio não se lembra dela, nem de ter se relacionado com ninguém. Os amigos comentam, os colegas de trabalho perguntam, todos de alguma forma sabiam da relação dos dois, menos ele. A partir daí, Virgílio busca encontrar essa mulher misteriosa e talvez, o amor da sua vida.

Além de Mateus, o longa tem um time de peso no elenco: Thaila Ayala, Paulo Vilhena, Bianca Comparato, Totia Meirelles, Nathalia Dill, Juliana Didone, Gero Camilo, Marco Luque e Dani Calabresa.

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sábado, 23 de abril de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 22:27

Cinema americano redescobre a guerra pelo viés do registro jornalístico

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Tina Fey em cena de "Uma Repórter em Apuros", que estreia no dia 5 de maio no Brasil

Tina Fey em cena de “Uma Repórter em Apuros”, que estreia no dia 5 de maio no Brasil

A presença militar americana no exterior inegavelmente diminuiu nos anos Obama. Até certo ponto surpreende o baixo número de filmes sobre conflitos militares na Hollywood atual. Desde o vencedor do Oscar em 2010, “Guerra ao Terror”, nenhum filme do gênero ganhou grande repercussão ou atenção. Sim, Michael Bay falou sério em “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, mas aquele filme esbarrava nos limites que qualquer filme assinado por Michael Bay esbarra.

Coprodução entre Suécia e Noruega, “Mil Vezes Boa Noite” (2013) traz Juliette Binoche como uma fotógrafa de guerra que recebe um ultimato do marido: ou ela segue na arriscada profissão ou vive com ele e a filha do casal. O filme perpassa os horrores – e a importância – do fazer jornalístico em uma guerra, mas no fundo é um drama familiar.

Em breve, porém, filmes interessados em discutir a guerra sob a riquíssima perspectiva do jornalismo vão ganhar os cinemas.

Steven Spielberg vai dirigir a cinebiografia de Lynsey Addario, uma das mais reconhecidas e laureadas fotojornalistas do mundo, mantida refém na Líbia em 2011. O filme, adaptado da autobiografia de Addario e prometido para 2017, trará Jennifer Lawrence como protagonista.

Baseado no livro “The Operators”, do jornalista americano Michael Hasting, “War Machine” une Brad Pitt e Netflix em uma produção ambiciosa orçada em mais de US$ 30 milhões que será lançada em outubro na plataforma de streaming e em cinemas selecionados. Trata-se de uma sátira de guerra.

A história se centra no papel do general Stanley McChrystal à frente das tropas americanas no Afeganistão. McChrystal, atualmente afastado das Forças Armadas americanas, se movimentou pelos bastidores do conflito para conseguir objetivos tanto com os políticos de Washington, como com os meios de comunicação, assim como na primeira linha de fogo do conflito no Oriente Médio.

A direção compete a David Michôd, do excelente “Reino Animal”. O Cineclube já abordou este filme aqui.

Tina Fey e Margo Robbie em cena de "Uma Repórter em Apuros"

Tina Fey e Margo Robbie em cena de “Uma Repórter em Apuros”

Ainda no tom satírico, e com estreia prevista para o próximo dia 5 de maio no Brasil, temos “Uma Repórter em Apuros”, baseado na autobiografia da jornalista Kim Barker, “The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan”, com relatos de suas experiências cobrindo os dois países.

Dirigido por Glenn Ficarra e John Requa (“O Golpista do ano”), a trama acompanha uma repórter que vê a oportunidade de crescer profissionalmente ao ser enviada para cobrir uma zona de guerra. No meio do caos do Afeganistão e do Paquistão e, por meio da sátira, a produção expõe o choque cultural e os riscos que a região promove a Kim, vivida pela excelente Tina Fey.

São filmes com tons e abordagens diferentes, mas que chegam para precipitar uma nova onda no cinema americano de olhar para as guerras em que os EUA de alguma forma atuaram com mais cinismo e ceticismo.

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sexta-feira, 22 de abril de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:12

Novo filme de Laís Bodanzky, “Como Nossos Pais”, vai iluminar dilemas da mulher contemporânea

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Maria Ribeiro no set do filme  (Foto: divulgação)

Maria Ribeiro no set do filme
(Foto: divulgação)

Com estreia prevista para 2017, “Como Nossos Pais”, marca o retorno da cineasta Laís Bodanzky ao cinema. Seu último longa-metragem foi o excelente “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). Como de hábito, ela divide o crédito de roteirista com  o marido Luiz Bolognesi.

“Como Nossos Pais”, traz Maria Ribeiro como Rosa, uma mulher de 38 anos que se vê dividida entre os cuidados com as filhas, os afazeres domésticos, o convívio com o marido, e a falta de tempo para si mesma. À procura de sua realização profissional e respostas aos paradigmas observados em sua rotina, Rosa ainda enfrenta uma conflituosa relação com sua mãe, Clarice, interpretada por Clarisse Abujamra. Em meio ao turbilhão de responsabilidades, Rosa começa a questionar seus relacionamentos e sua rotina, e se vê desestabilizada por uma inesperada revelação, que irá despertar nela uma necessidade de mudança. No fundo dessa história que retrata a mulher contemporânea brasileira, questões familiares e paradigmas sociais são colocados à prova.

“Maria dá vida a uma personagem que representa milhares de mulheres que lidam diariamente com rotinas exaustivas e acreditam que estão sozinhas nessa briga. A gente partiu desse mote familiar, mãe e filha, que tem uma relação conflituosa, para construir o filme como uma história de descobertas, reencontros e mudança”, explica a cineasta.

As filmagens se dividiram entre São Paulo, Ilhabela, no litoral paulista e Brasília. Além das duas protagonistas, o elenco tem bons nomes como Paulo Vilhena, Herson Capri e Jorge Mautner.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015 Bastidores, Notícias | 13:52

Inspirado em filme francês, “Red” provoca expectador com metalinguagem amorosa

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Quem assiste a primeira cena de “Red”, uma ótima série nacional disponibilizada gratuitamente na internet, pode ter um déjà vu. Aquele diálogo parece de um filme francês. O pensamento não está totalmente deslocado. Em entrevista à coluna, as criadoras da série que já teve duas temporadas, confessaram que “Nathalie X” (2003) foi uma referência forte para o programa.

Em “Nathalie x”, Fanny Ardant faz uma mulher que contrata uma prostituta para seduzir seu marido e relatar tudo para ela. A prostituta em questão é vivida por Emmanuelle Béart. Essa situação tão fetichista quanto frágil acaba aproximando as duas. “Red” imagina o seguinte: e se essas atrizes que estão dando vida a essas personagens tão intensas começassem a sentir algo uma pela outra?

Mel (Luciana Bollina) e Liz (Ana Paula Lima) são personagens complexas e apaixonantes. Cada qual a sua maneira. Reflexo de um texto preocupado com a verdade das personagens e não em firulas narrativas. Vivian Schiller e Germana Bello, responsáveis pela série juntamente com o diretor Fernando Belo, concederam à coluna uma entrevista em que falam um pouco do processo criativo e das referências da série.

Foto: reprodução/Twitter

Foto: reprodução/Twitter

Como surgiu a ideia da série? Como vocês tiraram do papel o projeto? Vocês tentaram vender o projeto para algum canal ou sempre pensaram na internet?

Vivian: Basicamente, a ideia surgiu de uma vontade de criar uma história que gostaríamos de ver. O Fernando apostou conosco nesse projeto e assim decidimos abraçá-lo. A ideia inicial era justamente a internet – um meio viral e abrangente por essência.

Germana: A primeira temporada foi feita na vontade mesmo, com praticamente nenhum investimento. A câmera emprestada de uma das atrizes, iluminação improvisada, etc. Todos os envolvidos trabalhando por gostarem da proposta. Desde o início a intenção era criar um conteúdo para a web, um conteúdo nacional mas de alcance global. Até então, não tentamos pitching (vender a ideia para investidores) do projeto.

A qualidade dos diálogos me impressiona. Principalmente pela natureza dos episódios que são curtos. Como funciona o brainstorm de vocês?

Vivian: É muito interessante, porque tanto eu quanto a Germana entendemos que a história precisa seguir o que entendemos ser o melhor e o mais natural para as personagens, mas, ao mesmo tempo, precisamos ter uma criatividade e um poder de síntese enormes. Frequentemente, eu procuro deixar as personagens me guiarem. Costumo deixar que elas contem a história.

Germana: O tempo, de fato, é uma limitação, e levamos essa limitação em conta ao pensarmos tanto o arco da temporada quanto o plot de cada episódio. Trocamos idéias e definimos trama e conflitos até chegarmos a uma sinopse de cada episódio. A criação do roteiro, propriamente dito, e diálogos, principalmente, acabam sendo meio que dirigidos também pelo desenvolvimento dos personagens.

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

A bifurcação de sedução e simulação é uma das boas propostas do programa. Afinal, a sedução pressupõe algum tipo de fingimento. Como que foi essa construção na primeira temporada? Da Mel e da Liz levarem uma situação fictícia para a realidade?

Germana: Acredito que a sedução e a simulação acabaram sendo usadas para falar de uma verdade, pois o que esteve sempre em questão foi a verdade de um sentimento, seja entre Mel e Liz ou Scarlet e Simone. Além disso, essa ficção dentro da ficção foi usada também como recurso para falar sobre as próprias personagens, uma vez que Scarlet e Simone, em alguma medida, espelham traços e desejos das protagonistas, Mel e Liz. Na primeira temporada, existe quase que uma inversão de papéis entre as personagens da ficção e da “vida real”.

Vivian: O curioso, na nossa história, é que até na ficção houve a implicação de um sentimento verdadeiro, por atrás da sedução. Pensamos como seria interessante brincar com o imaginário do espectador trazendo realidades paralelas e, ocasionalmente, complementares.

  Assista ao primeiro episódio (“Meia Verdade”) de “Red”

EP1 – Meia Verdade from RED Webseries – Brasil on Vimeo.

Em que sentido, “The L World” é uma referência para a série?

Vivian: Na dinâmica dos diálogos, basicamente. E também nas trocas de olhares. Por vezes, silenciosas. Por vezes, gritantes.

Como foi construir as personagens principais? Quais foram as suas referências?

Germana:  O filme francês “Nathalie” foi o que tivemos como referência principal na criação de Scarlet e Simone. Mel e Liz não tiveram referência direta, acho que surgiram naturalmente conforme conversávamos sobre as personagens.

Existe a preocupação de ser pedagógico em algum nível com a descoberta e aceitação da homossexualidade?

Germana: Diria que não. Nossa preocupação sempre esteve em abordar o assunto de maneira natural, mostrar o amor entre duas mulheres de maneira natural, como deve ser. Aliás, todas as personagens são bem resolvidas com sua sexualidade e nunca tivemos a intenção de ter na descoberta e aceitação da homossexualidade um de seus conflitos. Inicialmente, pode-se ter essa impressão pelo fato da Mel ser casada com um homem, mas já na primeira temporada, ficamos sabendo que ela já se relacionou com mulheres. Desde o início, a Mel foi concebida como uma personagem bissexual. Seu conflito não passa pela sexualidade e sim pelas escolhas de vida que se apresentam a ela. Sua indecisão não é entre um homem e uma mulher, e sim entre alguém que lhe dá segurança e com quem ela tem uma vida planejada e outra pessoa que ela pouco conhece, aparentemente instável e com uma história complicada de vida, mas por quem ela se vê apaixonada.

Vivian: Talvez, de certo modo, a naturalidade com a qual apresentamos a questão da homossexualidade tenha um pouco de pedagogia. Vai saber.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 13:52

“13 Horas” é o filme mais sério de Michael Bay

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John Krasinski em cena do filme "13 Horas"

John Krasinski em cena do filme “13 Horas”

Michael Bay, de vez em quando, resolve dar um tempo de Michael Bay. Entre um “Transformers” e outro ele faz um filme menor. Um filme menor, mas vale ter em mente, que um filme menor nos padrões do diretor.

Depois do bem sacado e divertidíssimo “Sem dor, sem ganho” (2013), Bay apresenta “13 horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, filme baseado no livro de não ficção “13 hours: the inside account of what really happened in Benghazi”, de Mitchell Zuckoff, que conta bastidores do ataque terrorista a uma base diplomática americana na Líbia em 2012.

iG ON: Michael Bay filma ação americana clandestina na Líbia em “13 Horas”

O filme recria as 13 horas de tensão que capturam tanto o atentado quanto a reação das forças americanas a ele.

A coluna assistiu a cerca de 25 minutos da produção que estreia no dia 18 de fevereiro de 2016.

Mesmo quando se impõe à discrição, Bay é chamativo e no caso de “13 Horas” isso não é algo desfavorável. As cenas assistidas pelo Cineclube são caprichadas na combinação tensão e patriotismo.

O cuidado de Bay em ser fidedigno aos protocolos militares, algo que já pôde ser presenciado na série “The Last Ship”, da qual é produtor executivo, salta aos olhos. Algo que foi confirmado em featurette exibido aos jornalistas com depoimentos de alguns sobreviventes da ação militar na Líbia.

Com barbudos John Krasinski e James Bagde Dale à frente do elenco, “13 Horas” promete ser tão explosivo quanto qualquer filme de ação de Bay, mas com o acréscimo de iluminar um episódio que ainda hoje é amplamente questionado por autoridades políticas e opinião pública americanas.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 14:35

Globo Filmes vai ajudar a tirar do papel filme sobre histórica batalha da rua Maria Antônia

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José Dirceu durante os atos de 1968 (Foto: Arquivo Cedoc UnB/Divulgação)

José Dirceu durante os atos de 1968
(Foto: Arquivo Cedoc UnB/Divulgação)

“Rua Maria Antônia – a Incrível Batalha dos Estudantes”, produção que vai retratar os conflitos entre estudantes, durante a ditadura militar, nessa rua que é ícone da região central da cidade de São Paulo, acaba de ganhar o reforço da Globo Filmes na produção.

A produção da Paranoïd ainda está em fase de captação de recursos. Ficcional, o filme se baseia em um evento real. Em 1968, os estudantes da Escola de Filosofia da USP e os estudantes do curso de Direito da Universidade Mackenzie entraram em conflito físico e armado na Rua Maria Antônia, na qual se localizavam ambas instituições. Na Escola de Filosofia da USP estavam concentrados membros da UNE, organização de esquerda que lutava contra o regime militar. No curso de Direito do Mackenzie estava organizado o CCC (Comando de Caça aos Comunistas). Os grupos de ideologias inversas entraram em conflito em outubro de 1968. A batalha terminou com o fechamento da Escola de Filosofia pelas forças militares ditatoriais.

O filme de Vera Egito terá como protagonista o jovem Leon (ainda sem ator definido), um estudante de filosofia de 18 anos. É a partir do olhar dele que será possível acompanhar a batalha entre os estudantes, além de observar todas as questões ideológicas e comportamentais que explodiam naquele momento.

Vera Egito, que também assina o roteiro, lança “Amores Urbanos”, seu primeiro longa-metragem no primeiro semestre de 2016.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:04

Confira vídeo com bastidores do estrelado “A Grande Aposta”

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A grande apostaChristian Bale, Steve Carell, Brad Pitt e Ryan Gosling contra os grandes conglomerados financeiros. Posto de maneira vulgar, este é o mote de “A Grande Aposta”, que a Paramount lança nos cinemas brasileiros em 14 de janeiro de 2016. Dirigido por Adam McKay, o filme é uma adaptação de “A jogada do século: The Big Short”, de Michael Lewis, mesmo autor das obras que deram origem aos filmes “Um Sonho Possível” e “Moneyball – o  Homem que Mudou o Jogo”.

“A Grande Aposta” conta a trajetória de quatro homens fora do mercado financeiro que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que abateu os Estados Unidos em 2008. Eles então fizeram uma série de investimentos para lucrar com a ruína do sistema. Uma história tão extraordinária que merecia a atenção de Hollywood. Trata-se de uma das apostas do estúdio para o próximo Oscar.

Confira o featture legendado abaixo:

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015 Bastidores | 10:52

Bilheterias americanas têm outubro sangrento, mas o que isso significa?

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Este último fim de semana, de Halloween, apresentou o pior desempenho de bilheteria no ano nos cinemas americanos. Três estreias com astros de peso, “Especialista em Crise”, com Sandra Bullock, “Pegando Fogo”, com Bradley Cooper, e “Truth”, com Robert Redford e Cate Blanchett, naufragaram no box office. Sandra Bullock, inclusive, teve o desprazer de registrar a pior bilheteria de estreia de sua carreira.

De maneira geral, o mês de outubro foi tenebroso para os estúdios. Repleto de lançamentos adultos, o box office americano se viu dominado por “Perdido em Marte” que fechou o mês no topo das bilheterias cinco fins de semanas depois de sua estreia. Apesar de ser bom entretenimento, o filme de Ridley Scott e distribuído pela Fox se beneficiou de projetos comerciais de outros estúdios como “A Colina Escarlate” (Universal) e “Pan” (Warner) não terem emplacado.

Sandra Bullock e Billy Bob Thorton em cena de "Especialista em Crise": Assim como "Argo", filme é produzido por George Clooney (Foto: divulgação)

Sandra Bullock e Billy Bob Thorton em cena de “Especialista em Crise”: Assim como “Argo”, filme
é produzido por George Clooney
(Foto: divulgação)

Lançamentos de cineastas prestigiados e com ambição de prêmios, como “Steve Jobs”, de Danny Boyle, e “A Travessia”, de Robert Zemeckis, também tombaram nas bilheterias acendendo a luz amarela nos estúdios.

Ninguém espera que a situação se prolongue, afinal, o novo 007 e o último “Jogos Vorazes” se avizinham, mas os estúdios podem reavaliar a política de concentrar filmes mais adultos no mês de outubro. Historicamente, produções com aspirações ao Oscar costumam ser lançados neste mês. A Warner, que já fizera isso com “Argo” em 2012, voltou à carga este ano com “Aliança do Crime”, que não fez barulho no box office. “Birdman”, vencedor do Oscar 2015, foi lançado em circuito reduzido em outubro e só teve lançamento expandido em dezembro. Analistas da indústria criticam a Universal por não ter replicado a estratégia com “Steve Jobs”.

Um analista da Rentrak ouvido pelo The Hollywood Reporter vê na alta concentração de filmes adultos uma razão para os flops no box office. “Perdido em Marte” e “Ponte dos Espiões”, o novo Spielberg, estão performando bem. Mas esse público não é tão ávido por lançamentos quanto os adolescentes, advoga, e, portanto, não garante bilheterias de estreia tão calorosas.

O outubro sangrento nas bilheterias américas não deve fazer com que os estúdios produzam menos filmes adultos. Eles já produzem bem pouco. Mas forçar uma reavaliação de estratégias de lançamento. Além de uma eventual desconcentração da janela de estreias.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015 Análises, Atores, Bastidores | 17:19

O novo James Bond e a resistência a Idris Elba para o papel

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Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

À medida que se aproxima o lançamento de “007 contra Spectre”, novo filme do espião James Bond – o último com Daniel Craig como protagonista, mais se intensifica o bafafá em torno de quem irá substitui-lo na pele do agente secreto a serviço de sua majestade. Outro dia, Pierce Brosnan disse que já é tempo de termos um “James Bond gay ou negro”. Os pitacos quando não voluntariamente oferecidos são cobrados, como ocorreu em uma entrevista do Daily Mail com o autor do novo romance de 007 (“Trigger mortis”), o britânico Anthony Horowitz.

Questionado se Idris Elba (“Círculo de Fogo, “Mandela – a luta pela liberdade”) seria um bom James Bond, o escritor observou que falta “suavidade” ao ator. “Ele é um tanto áspero demais para o papel. Acho que ele é provavelmente muito da rua para interpretar Bond”. Depois da repercussão negativa nas redes sociais, o escritor retratou-se: “Sinto muito se ofendi as pessoas. Não foi minha intenção. Não sou um diretor de elenco. Então o que eu sei? Indelicadamente escolhi a expressão ‘da rua’ porque tinha em mente a interpretação dele do detetive John Luther (personagem vivido pelo ator em série inglesa), mas devo admitir que foi uma escolha pobre de palavras”.

Esta não foi a primeira vez que Elba se vê no centro de uma polêmica envolvendo James Bond.  Os boatos começaram em 2012 e, no ano passado, no calor do escândalo dos vazamentos de documentos da Sony Pictures, foi revelado que Elba era mesmo considerado como uma opção para assumir o personagem por ninguém menos do que a então presidente do estúdio, Amy Pascal.

No início do ano, Elba se pronunciou a respeito do rumor e disse que de tão efusivo, o boato se autodestruiu. “Se existia alguma chance de eu viver James Bond, ela se foi”. O ator, que completa 43 anos no próximo domingo, responsabilizou o atual James Bond pela onda de boatos. “Eu culpo Daniel”, observou o ator sobre uma entrevista de Craig na ocasião do lançamento de “Operação Skyfall” em que listou Elba como um potencial substituto.

É importante ter em mente que um James Bond negro é completamente distinto da concepção original de Ian

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Fleming, mas um James Bond loiro, baixo e de beleza aberta à discussão também o era. Razão pela qual o leitor pode até não lembrar, mas o nome de Daniel Craig foi bastante contestado quando anunciado (Clive Owen era o favorito da produtora Barbara Broccoli, mas recusara).  Há tradições que precisam ser mantidas e outras que podem ser dispensadas e Idris Elba parece ser o ator mais indicado para romper velhas tradições e estabelecer novas. Bonitão, sofisticado, charmoso, viril e com aquele ar blasé que só os britânicos possuem (com as devidas desculpas aos fãs de George Lazenby), Elba é um dos poucos atores capazes de substituir Craig à altura. A essência do personagem deve preponderar à raça. Parece ser mais importante ele ser vivido por um britânico – já que atua no serviço de inteligência britânico – do que ser branco, preto ou pardo.

A discussão em torno da raça e até mesmo da orientação sexual de Bond – quem não se lembra da tensão sexual entre Bardem e Craig em “Operação skyfall” – é reflexo do avanço dos direitos civis e liberdades individuais. Bond, vale lembrar, foi concebido em uma época de forte segregação racial e total obstrução à homossexualidade.

Passa por aí a declaração de Daniel Craig, muito repercutida no início da semana, de que seu Bond é menos “sexista e misógino” do que os anteriores. Personagem longevo que é, Bond vai sofrendo ajustes com o passar do tempo.

Elba seria um ajuste bem-vindo. Além de materializar um avanço histórico necessário, sua escolha seria pedagógica e eficiente. Porque acenaria ao mundo pós-racial com um poderoso símbolo da cultura pop sem qualquer tipo de concessão em matéria de qualidade. Elba, afinal, é um baita ator. Não se trataria de uma cota a ser preenchida. Apenas de se superar uma resistência boba. James Bond já foi mais engraçado, mais mulherengo, mais violento e até mais inseguro. Já chegou a hora de ser mais preto.

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