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terça-feira, 22 de dezembro de 2015 Bastidores, Notícias | 13:52

Inspirado em filme francês, “Red” provoca expectador com metalinguagem amorosa

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Quem assiste a primeira cena de “Red”, uma ótima série nacional disponibilizada gratuitamente na internet, pode ter um déjà vu. Aquele diálogo parece de um filme francês. O pensamento não está totalmente deslocado. Em entrevista à coluna, as criadoras da série que já teve duas temporadas, confessaram que “Nathalie X” (2003) foi uma referência forte para o programa.

Em “Nathalie x”, Fanny Ardant faz uma mulher que contrata uma prostituta para seduzir seu marido e relatar tudo para ela. A prostituta em questão é vivida por Emmanuelle Béart. Essa situação tão fetichista quanto frágil acaba aproximando as duas. “Red” imagina o seguinte: e se essas atrizes que estão dando vida a essas personagens tão intensas começassem a sentir algo uma pela outra?

Mel (Luciana Bollina) e Liz (Ana Paula Lima) são personagens complexas e apaixonantes. Cada qual a sua maneira. Reflexo de um texto preocupado com a verdade das personagens e não em firulas narrativas. Vivian Schiller e Germana Bello, responsáveis pela série juntamente com o diretor Fernando Belo, concederam à coluna uma entrevista em que falam um pouco do processo criativo e das referências da série.

Foto: reprodução/Twitter

Foto: reprodução/Twitter

Como surgiu a ideia da série? Como vocês tiraram do papel o projeto? Vocês tentaram vender o projeto para algum canal ou sempre pensaram na internet?

Vivian: Basicamente, a ideia surgiu de uma vontade de criar uma história que gostaríamos de ver. O Fernando apostou conosco nesse projeto e assim decidimos abraçá-lo. A ideia inicial era justamente a internet – um meio viral e abrangente por essência.

Germana: A primeira temporada foi feita na vontade mesmo, com praticamente nenhum investimento. A câmera emprestada de uma das atrizes, iluminação improvisada, etc. Todos os envolvidos trabalhando por gostarem da proposta. Desde o início a intenção era criar um conteúdo para a web, um conteúdo nacional mas de alcance global. Até então, não tentamos pitching (vender a ideia para investidores) do projeto.

A qualidade dos diálogos me impressiona. Principalmente pela natureza dos episódios que são curtos. Como funciona o brainstorm de vocês?

Vivian: É muito interessante, porque tanto eu quanto a Germana entendemos que a história precisa seguir o que entendemos ser o melhor e o mais natural para as personagens, mas, ao mesmo tempo, precisamos ter uma criatividade e um poder de síntese enormes. Frequentemente, eu procuro deixar as personagens me guiarem. Costumo deixar que elas contem a história.

Germana: O tempo, de fato, é uma limitação, e levamos essa limitação em conta ao pensarmos tanto o arco da temporada quanto o plot de cada episódio. Trocamos idéias e definimos trama e conflitos até chegarmos a uma sinopse de cada episódio. A criação do roteiro, propriamente dito, e diálogos, principalmente, acabam sendo meio que dirigidos também pelo desenvolvimento dos personagens.

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

Liz e Mel: dúvidas que não estão relacionadas a sexualidade

A bifurcação de sedução e simulação é uma das boas propostas do programa. Afinal, a sedução pressupõe algum tipo de fingimento. Como que foi essa construção na primeira temporada? Da Mel e da Liz levarem uma situação fictícia para a realidade?

Germana: Acredito que a sedução e a simulação acabaram sendo usadas para falar de uma verdade, pois o que esteve sempre em questão foi a verdade de um sentimento, seja entre Mel e Liz ou Scarlet e Simone. Além disso, essa ficção dentro da ficção foi usada também como recurso para falar sobre as próprias personagens, uma vez que Scarlet e Simone, em alguma medida, espelham traços e desejos das protagonistas, Mel e Liz. Na primeira temporada, existe quase que uma inversão de papéis entre as personagens da ficção e da “vida real”.

Vivian: O curioso, na nossa história, é que até na ficção houve a implicação de um sentimento verdadeiro, por atrás da sedução. Pensamos como seria interessante brincar com o imaginário do espectador trazendo realidades paralelas e, ocasionalmente, complementares.

  Assista ao primeiro episódio (“Meia Verdade”) de “Red”

EP1 – Meia Verdade from RED Webseries – Brasil on Vimeo.

Em que sentido, “The L World” é uma referência para a série?

Vivian: Na dinâmica dos diálogos, basicamente. E também nas trocas de olhares. Por vezes, silenciosas. Por vezes, gritantes.

Como foi construir as personagens principais? Quais foram as suas referências?

Germana:  O filme francês “Nathalie” foi o que tivemos como referência principal na criação de Scarlet e Simone. Mel e Liz não tiveram referência direta, acho que surgiram naturalmente conforme conversávamos sobre as personagens.

Existe a preocupação de ser pedagógico em algum nível com a descoberta e aceitação da homossexualidade?

Germana: Diria que não. Nossa preocupação sempre esteve em abordar o assunto de maneira natural, mostrar o amor entre duas mulheres de maneira natural, como deve ser. Aliás, todas as personagens são bem resolvidas com sua sexualidade e nunca tivemos a intenção de ter na descoberta e aceitação da homossexualidade um de seus conflitos. Inicialmente, pode-se ter essa impressão pelo fato da Mel ser casada com um homem, mas já na primeira temporada, ficamos sabendo que ela já se relacionou com mulheres. Desde o início, a Mel foi concebida como uma personagem bissexual. Seu conflito não passa pela sexualidade e sim pelas escolhas de vida que se apresentam a ela. Sua indecisão não é entre um homem e uma mulher, e sim entre alguém que lhe dá segurança e com quem ela tem uma vida planejada e outra pessoa que ela pouco conhece, aparentemente instável e com uma história complicada de vida, mas por quem ela se vê apaixonada.

Vivian: Talvez, de certo modo, a naturalidade com a qual apresentamos a questão da homossexualidade tenha um pouco de pedagogia. Vai saber.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 13:52

“13 Horas” é o filme mais sério de Michael Bay

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John Krasinski em cena do filme "13 Horas"

John Krasinski em cena do filme “13 Horas”

Michael Bay, de vez em quando, resolve dar um tempo de Michael Bay. Entre um “Transformers” e outro ele faz um filme menor. Um filme menor, mas vale ter em mente, que um filme menor nos padrões do diretor.

Depois do bem sacado e divertidíssimo “Sem dor, sem ganho” (2013), Bay apresenta “13 horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, filme baseado no livro de não ficção “13 hours: the inside account of what really happened in Benghazi”, de Mitchell Zuckoff, que conta bastidores do ataque terrorista a uma base diplomática americana na Líbia em 2012.

iG ON: Michael Bay filma ação americana clandestina na Líbia em “13 Horas”

O filme recria as 13 horas de tensão que capturam tanto o atentado quanto a reação das forças americanas a ele.

A coluna assistiu a cerca de 25 minutos da produção que estreia no dia 18 de fevereiro de 2016.

Mesmo quando se impõe à discrição, Bay é chamativo e no caso de “13 Horas” isso não é algo desfavorável. As cenas assistidas pelo Cineclube são caprichadas na combinação tensão e patriotismo.

O cuidado de Bay em ser fidedigno aos protocolos militares, algo que já pôde ser presenciado na série “The Last Ship”, da qual é produtor executivo, salta aos olhos. Algo que foi confirmado em featurette exibido aos jornalistas com depoimentos de alguns sobreviventes da ação militar na Líbia.

Com barbudos John Krasinski e James Bagde Dale à frente do elenco, “13 Horas” promete ser tão explosivo quanto qualquer filme de ação de Bay, mas com o acréscimo de iluminar um episódio que ainda hoje é amplamente questionado por autoridades políticas e opinião pública americanas.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 Bastidores, Filmes | 14:35

Globo Filmes vai ajudar a tirar do papel filme sobre histórica batalha da rua Maria Antônia

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José Dirceu durante os atos de 1968 (Foto: Arquivo Cedoc UnB/Divulgação)

José Dirceu durante os atos de 1968
(Foto: Arquivo Cedoc UnB/Divulgação)

“Rua Maria Antônia – a Incrível Batalha dos Estudantes”, produção que vai retratar os conflitos entre estudantes, durante a ditadura militar, nessa rua que é ícone da região central da cidade de São Paulo, acaba de ganhar o reforço da Globo Filmes na produção.

A produção da Paranoïd ainda está em fase de captação de recursos. Ficcional, o filme se baseia em um evento real. Em 1968, os estudantes da Escola de Filosofia da USP e os estudantes do curso de Direito da Universidade Mackenzie entraram em conflito físico e armado na Rua Maria Antônia, na qual se localizavam ambas instituições. Na Escola de Filosofia da USP estavam concentrados membros da UNE, organização de esquerda que lutava contra o regime militar. No curso de Direito do Mackenzie estava organizado o CCC (Comando de Caça aos Comunistas). Os grupos de ideologias inversas entraram em conflito em outubro de 1968. A batalha terminou com o fechamento da Escola de Filosofia pelas forças militares ditatoriais.

O filme de Vera Egito terá como protagonista o jovem Leon (ainda sem ator definido), um estudante de filosofia de 18 anos. É a partir do olhar dele que será possível acompanhar a batalha entre os estudantes, além de observar todas as questões ideológicas e comportamentais que explodiam naquele momento.

Vera Egito, que também assina o roteiro, lança “Amores Urbanos”, seu primeiro longa-metragem no primeiro semestre de 2016.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:04

Confira vídeo com bastidores do estrelado “A Grande Aposta”

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A grande apostaChristian Bale, Steve Carell, Brad Pitt e Ryan Gosling contra os grandes conglomerados financeiros. Posto de maneira vulgar, este é o mote de “A Grande Aposta”, que a Paramount lança nos cinemas brasileiros em 14 de janeiro de 2016. Dirigido por Adam McKay, o filme é uma adaptação de “A jogada do século: The Big Short”, de Michael Lewis, mesmo autor das obras que deram origem aos filmes “Um Sonho Possível” e “Moneyball – o  Homem que Mudou o Jogo”.

“A Grande Aposta” conta a trajetória de quatro homens fora do mercado financeiro que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que abateu os Estados Unidos em 2008. Eles então fizeram uma série de investimentos para lucrar com a ruína do sistema. Uma história tão extraordinária que merecia a atenção de Hollywood. Trata-se de uma das apostas do estúdio para o próximo Oscar.

Confira o featture legendado abaixo:

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015 Bastidores | 10:52

Bilheterias americanas têm outubro sangrento, mas o que isso significa?

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Este último fim de semana, de Halloween, apresentou o pior desempenho de bilheteria no ano nos cinemas americanos. Três estreias com astros de peso, “Especialista em Crise”, com Sandra Bullock, “Pegando Fogo”, com Bradley Cooper, e “Truth”, com Robert Redford e Cate Blanchett, naufragaram no box office. Sandra Bullock, inclusive, teve o desprazer de registrar a pior bilheteria de estreia de sua carreira.

De maneira geral, o mês de outubro foi tenebroso para os estúdios. Repleto de lançamentos adultos, o box office americano se viu dominado por “Perdido em Marte” que fechou o mês no topo das bilheterias cinco fins de semanas depois de sua estreia. Apesar de ser bom entretenimento, o filme de Ridley Scott e distribuído pela Fox se beneficiou de projetos comerciais de outros estúdios como “A Colina Escarlate” (Universal) e “Pan” (Warner) não terem emplacado.

Sandra Bullock e Billy Bob Thorton em cena de "Especialista em Crise": Assim como "Argo", filme é produzido por George Clooney (Foto: divulgação)

Sandra Bullock e Billy Bob Thorton em cena de “Especialista em Crise”: Assim como “Argo”, filme
é produzido por George Clooney
(Foto: divulgação)

Lançamentos de cineastas prestigiados e com ambição de prêmios, como “Steve Jobs”, de Danny Boyle, e “A Travessia”, de Robert Zemeckis, também tombaram nas bilheterias acendendo a luz amarela nos estúdios.

Ninguém espera que a situação se prolongue, afinal, o novo 007 e o último “Jogos Vorazes” se avizinham, mas os estúdios podem reavaliar a política de concentrar filmes mais adultos no mês de outubro. Historicamente, produções com aspirações ao Oscar costumam ser lançados neste mês. A Warner, que já fizera isso com “Argo” em 2012, voltou à carga este ano com “Aliança do Crime”, que não fez barulho no box office. “Birdman”, vencedor do Oscar 2015, foi lançado em circuito reduzido em outubro e só teve lançamento expandido em dezembro. Analistas da indústria criticam a Universal por não ter replicado a estratégia com “Steve Jobs”.

Um analista da Rentrak ouvido pelo The Hollywood Reporter vê na alta concentração de filmes adultos uma razão para os flops no box office. “Perdido em Marte” e “Ponte dos Espiões”, o novo Spielberg, estão performando bem. Mas esse público não é tão ávido por lançamentos quanto os adolescentes, advoga, e, portanto, não garante bilheterias de estreia tão calorosas.

O outubro sangrento nas bilheterias américas não deve fazer com que os estúdios produzam menos filmes adultos. Eles já produzem bem pouco. Mas forçar uma reavaliação de estratégias de lançamento. Além de uma eventual desconcentração da janela de estreias.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015 Análises, Atores, Bastidores | 17:19

O novo James Bond e a resistência a Idris Elba para o papel

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Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

Idris Elba, o favorito já muito contestado para substituir Daniel Craig (Foto: reprodução/independent)

À medida que se aproxima o lançamento de “007 contra Spectre”, novo filme do espião James Bond – o último com Daniel Craig como protagonista, mais se intensifica o bafafá em torno de quem irá substitui-lo na pele do agente secreto a serviço de sua majestade. Outro dia, Pierce Brosnan disse que já é tempo de termos um “James Bond gay ou negro”. Os pitacos quando não voluntariamente oferecidos são cobrados, como ocorreu em uma entrevista do Daily Mail com o autor do novo romance de 007 (“Trigger mortis”), o britânico Anthony Horowitz.

Questionado se Idris Elba (“Círculo de Fogo, “Mandela – a luta pela liberdade”) seria um bom James Bond, o escritor observou que falta “suavidade” ao ator. “Ele é um tanto áspero demais para o papel. Acho que ele é provavelmente muito da rua para interpretar Bond”. Depois da repercussão negativa nas redes sociais, o escritor retratou-se: “Sinto muito se ofendi as pessoas. Não foi minha intenção. Não sou um diretor de elenco. Então o que eu sei? Indelicadamente escolhi a expressão ‘da rua’ porque tinha em mente a interpretação dele do detetive John Luther (personagem vivido pelo ator em série inglesa), mas devo admitir que foi uma escolha pobre de palavras”.

Esta não foi a primeira vez que Elba se vê no centro de uma polêmica envolvendo James Bond.  Os boatos começaram em 2012 e, no ano passado, no calor do escândalo dos vazamentos de documentos da Sony Pictures, foi revelado que Elba era mesmo considerado como uma opção para assumir o personagem por ninguém menos do que a então presidente do estúdio, Amy Pascal.

No início do ano, Elba se pronunciou a respeito do rumor e disse que de tão efusivo, o boato se autodestruiu. “Se existia alguma chance de eu viver James Bond, ela se foi”. O ator, que completa 43 anos no próximo domingo, responsabilizou o atual James Bond pela onda de boatos. “Eu culpo Daniel”, observou o ator sobre uma entrevista de Craig na ocasião do lançamento de “Operação Skyfall” em que listou Elba como um potencial substituto.

É importante ter em mente que um James Bond negro é completamente distinto da concepção original de Ian

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Fleming, mas um James Bond loiro, baixo e de beleza aberta à discussão também o era. Razão pela qual o leitor pode até não lembrar, mas o nome de Daniel Craig foi bastante contestado quando anunciado (Clive Owen era o favorito da produtora Barbara Broccoli, mas recusara).  Há tradições que precisam ser mantidas e outras que podem ser dispensadas e Idris Elba parece ser o ator mais indicado para romper velhas tradições e estabelecer novas. Bonitão, sofisticado, charmoso, viril e com aquele ar blasé que só os britânicos possuem (com as devidas desculpas aos fãs de George Lazenby), Elba é um dos poucos atores capazes de substituir Craig à altura. A essência do personagem deve preponderar à raça. Parece ser mais importante ele ser vivido por um britânico – já que atua no serviço de inteligência britânico – do que ser branco, preto ou pardo.

A discussão em torno da raça e até mesmo da orientação sexual de Bond – quem não se lembra da tensão sexual entre Bardem e Craig em “Operação skyfall” – é reflexo do avanço dos direitos civis e liberdades individuais. Bond, vale lembrar, foi concebido em uma época de forte segregação racial e total obstrução à homossexualidade.

Passa por aí a declaração de Daniel Craig, muito repercutida no início da semana, de que seu Bond é menos “sexista e misógino” do que os anteriores. Personagem longevo que é, Bond vai sofrendo ajustes com o passar do tempo.

Elba seria um ajuste bem-vindo. Além de materializar um avanço histórico necessário, sua escolha seria pedagógica e eficiente. Porque acenaria ao mundo pós-racial com um poderoso símbolo da cultura pop sem qualquer tipo de concessão em matéria de qualidade. Elba, afinal, é um baita ator. Não se trataria de uma cota a ser preenchida. Apenas de se superar uma resistência boba. James Bond já foi mais engraçado, mais mulherengo, mais violento e até mais inseguro. Já chegou a hora de ser mais preto.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015 Análises, Bastidores, Curiosidades | 17:47

Imune a crises, cinema de ação cresce em todas as frentes enquanto outros gêneros oscilam

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Quando você ouvir que “Tubarão” (1975) é um dos três filmes mais importantes da história do cinema americano, preste atenção na pessoa que elabora este raciocínio. Ela provavelmente sabe das coisas. Pelo menos em matéria de cinema.  O filme de Steven Spielberg, que ajudou a criar o conceito de “blockbuster” é o principal signatário da ascensão do cinema de ação em Hollywood.

A supremacia dos filmes de super-heróis que testemunhamos nessa metade da segunda década do século XXI nada mais é do que a evolução de um movimento desabrochado pelo filme de Spielberg.

Antes de “Tubarão”, “007 contra o satânico Dr. No”, o primeiro filme de James Bond, foi o único exemplar estritamente do gênero ação a liderar as bilheterias em um ano. De lá para cá, foram 26 filmes de ação no topo das bilheterias em 39 anos. “Toy Story 3”, em 2010, foi o último filme não pertencente ao gênero a liderar em arrecadação em seu ano de lançamento. Os dados são do Box Office Mojo e remetem apenas às bilheterias americanas.

Spielberg em icônico registro feito no set de "Tubarão": filme que revolucionou a indústria de cinema americano

Spielberg em icônico registro feito no set de “Tubarão”: filme que revolucionou a indústria de cinema americano

A 2ª revolução? "Avatar" levou cerca de dez anos para ser produzido e é fruto da tecnologia de seu tempo

A 2ª revolução? “Avatar” levou cerca de dez anos para ser produzido e é fruto da tecnologia de seu tempo

Como essa estatística demonstra, o cinema de ação é o gênero que mais cresce. Tanto em produção como em público. A chegada do videocassete incrementou o boom no gênero, mas o constante aparato tecnológico rompe fronteiras para o gênero mais do que para qualquer outro. Em 2009, por exemplo, vimos “Avatar”, um épico de ação, superar “Titanic” como o filme de maior arrecadação da história do cinema. O filme só se viabiliza pela contemporaneidade de sua tecnologia. James Cameron levou uma década para filmá-lo e promete mais inovações em 2017, quando chega a primeira sequência.

De acordo com números do site The numbers, entre 1995 e 2015, o gênero teve 29% de share no mercado e uma arrecadação de US$ 72.000.989.990,00. A amostragem compreende 1.367 filmes lançados no período. Para se ter uma ideia do impacto do cinema de ação na audiência moderna, a comédia ficou em segundo lugar com 17% de share e U$$ 40.705.738.488 amealhados. A amostragem de filmes lançados nesta janela, porém, é muito maior: 2.147 filmes.

Um gráfico do Priceonomics, formulado a partir de dados coletados no IMDB, demonstra a oscilação dos principais gêneros ao longo das décadas em termos de popularidade. Nele, é possível perceber que, enquanto gêneros como horror e comédia apresentam altos e baixos e o drama vive sua mais longeva curva descendente, a ação mantém-se em expressa e espessa alta.

gráfico dos gêenros

Tomando como base as postagens deste Cineclube, o percentual de audiência – e de comentários – é muito maior quando o gênero ou suas principais estrelas e grifes (Marvel, Star Wars, 007, Sylvester Stallone, Bruce Willis, etc) são abordados.

Mas o que isso tudo quer dizer, afinal? Acossado pela repercussão da novela “Império”, o autor Aguinaldo Silva – que já escreveu para cinema – disse há alguns meses que é preciso dar o que o público quer. É esta linha de pensamento, preconizada pelos preceitos básicos do marketing, que norteia a produção Hollywoodiana atual. “As pessoas não sabem o que querem, até mostrarmos a elas”, divagou Steve Jobs. Mas poderia ter sido Steven Spielberg.

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 Atores, Bastidores | 20:10

Os bastidores da demissão de Bruce Willis do novo filme de Woody Allen

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Não faz muito tempo que Woody Allen, que lança seu novo filme (“O homem irracional”) no Brasil neste fim de semana, anunciou o elenco de seu novo projeto – a ser lançado em 2016.

Ontem surgiu a notícia de que Bruce Willis, um dos principais nomes desse projeto ainda sem título oficial, retirou-se da produção. Isso, no mesmo dia em que circularam fotos na internet dele no set gravando cenas com os atores Jesse Eisenberg e Kristen Stewart. A justificativa oficial fornecida tanto por representantes de Woody Allen como por representantes de Willis é de que o ator tinha um conflito de agendas, já que está contratado para estrelar uma adaptação da obra de Stephen King “Louca obsessão” na Broadway.

Para quem está minimamente familiarizado com a rotina de Hollywood, no entanto, essa justificativa não cola. Os atores costumam verificar possíveis conflitos de agenda antes de embarcarem em um projeto. Não obstante, “conflito de agendas” é a versão oficial para qualquer arranca-rabo nos bastidores. Para tornar tudo mais ambíguo, as fotos de Willis rodando cenas para o filme tornam pouco crível a ideia de que ele estaria a algumas horas de pular fora da produção.

Willis fotografado no set do filme de Woody Allen momentos antes de se retirar da produção (Foto: Comingsoon.net/reprodução)

Willis fotografado no set do filme de Woody Allen momentos antes de se retirar da produção
(Foto: Comingsoon.net/reprodução)

Há duas correntes que podem explicar o que aconteceu de fato. A primeira é de que Allen teria percebido a inadequação de Willis para o personagem e decidido seguir em outra direção. Embora seja uma solução extrema e rara em produções hollywoodianas envolvendo figuras do primeiro escalão, não seria a primeira vez que o cineasta faria algo do gênero. Depois de dez dias de filmagens, ele substituiu Michael Keaton por Jeff Daniels em “A rosa púrpura do Cairo” (1985).

No entanto, há a possibilidade de Allen ter demitido Willis por estar insatisfeito com o desempenho do ator. Algo ainda mais extremo e incomum em produções dessa estirpe em Hollywood. Segundo o jornalista Jeff Sneider, do The Wrap, que tem uma fonte dentro da produção, Allen optou pelo corte de Willis porque o ator estava tendo dificuldades com o roteiro e seu embaraço já começava a afetar o restante do elenco.

A participação de Bruce Willis em um filme de Woody Allen estava sendo percebida por indústria e crítica como uma nova tentativa do astro de emergir em papéis sérios e projetos mais ambiciosos artisticamente. De tempos em tempos, Willis deixa a ação de lado e investe em projetos como “O sexto sentido” (1999), “Pulp Fiction – tempos de violência” (1994), “Moonrise kingdom” (2012), entre outros.

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Análises, Bastidores | 17:54

Universal, “Mad Max” e Tom Cruise estão entre os vencedores do verão americano de 2015

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Ainda faltam alguns fins de semana, mas indústria e analistas já fazem as contas do que deu certo e do que deu (muito) errado na principal janela de lançamentos hollywoodianos, o verão no hemisfério norte.

Ao estabelecer o recorde de faturamento em um ano faltando mais de cinco meses para o fim de 2015, a Universal – que atingiu o feito na esteira do espetacular sucesso de “Jurassic World” – se impôs como o mais cristalino sucesso do verão americano de 2015. Temporada que cinéfilos e críticos ansiavam por prometer ser lucrativa e inesquecível com diversos títulos promissores. Se foram poucas as surpresas e ocasionais as decepções, não houve nenhum arrebatamento na temporada além de “Mad Max: estrada da fúria”. Para todos os efeitos, o filme de George Miller é uma lição de como fazer uma superprodução, anabolizada na ação, com alto potencial de entretenimento e subtextos poderosos. De quebra, o filme forneceu a única personagem a emergir dessa safra de filmes para os anais da cultura pop – como mostrou a San Diego Comic-Com repleta de cosplays da Furiosa de Charlize Theron em julho.

Leia mais: Com “Jurassic World” e “50 tons de cinza”, Universal estabelece recorde de faturamento nas bilheterias

Leia mais: “Mad max: estrada da fúria” se firma como maior obra-prima da ação em décadas

O australiano George Miller leva um lero com Charlize Theron, sua Furiosa, no set de "Estrada da fúria"

O australiano George Miller leva um lero com Charlize Theron, sua Furiosa, no set de “Estrada da fúria”

Apesar do recorde de faturamento nas bilheterias, o verão de 2015 não apresentou grandes filmes. Excetuando-se “A estrada da fúria”, apenas “Divertida mente”, da Pixar, estaria apto a receber tal alcunha.  Não à toa, o filme registrou a maior bilheteria de estreia de um filme totalmente original; ou seja, sem ser sequência, remake ou adaptação de outra mídia. Por outro lado, o fracasso de “Tomorrowland – um lugar onda nada é impossível” reforça o discurso daqueles em Hollywood que defendem menos investimento em ideias originais e mais apoio ao que já foi testado e aprovado. Essa percepção está diretamente relacionada ao sucesso de franquias consagradas como “Os vingadores”, além das já citadas “Jurassic World” e “Mad Max”.  Mesmo assim, o quinto “O Exterminador do futuro” naufragou nas bilheterias americanas. O filme só não vai resultar em fracasso para a Paramount porque o filme está indo muito bem nas bilheterias chinesas. A China, inclusive, se firmou como um player ainda mais importante para os megalançamentos hollywoodianos do que já era até então. Vale lembrar que “Jurassic World” só se firmou como a maior bilheteria internacional de estreia – com mais de US$ 500 milhões arrecadados em um único fim de semana – porque a Universal o lançou simultaneamente com os EUA em mercados estratégicos como China, Rússia e Brasil.

Não obstante, ao apostar em um mix composto por comédias (“A escolha perfeita 2” e “Descompensada”), produtos bem consolidados junto ao público ( “Minions” e “Jurassic park”) e mesmo em produções descartadas sumariamente por outros estúdios (“Straight outta Compton”), a Universal não só espelha um caminho para os estúdios, como indica que não é preciso ter super-heróis no portfólio para fazer bonito nas bilheterias atuais.

Cena de "A escolha perfeita 2": o filme conseguiu uma das bilheterias mais surpreendentes da temporada e deixou para trás projetos muito mais comentados

Cena de “A escolha perfeita 2”: o filme conseguiu uma das bilheterias mais surpreendentes da temporada (quase US$ 300 milhões) e deixou para trás projetos muito mais comentados

Abaixo, o Cineclube lista os maiores vencedores e perdedores da temporada:

Vencedores

George Miller

Desconfiança, terrorismo e problemas de produção contribuíram para que se passassem 30 anos entre “Além da cúpula do trovão” e “Estrada da fúria”, mas ao entregar seu novo e alucinante “Mad Max”, Miller caiu de novo nas graças da Warner. Além de ter um quinto filme confirmado, ele está cotado para dirigir “O homem de aço 2”, um dos projetos mais delicados e importantes do estúdio.

 Tom Cruise

Em uma temporada marcada por heróis e marcas (John Green, Pixar, Marvel), Tom Cruise foi o único astro a levar público ao cinema cacifando-se em si mesmo. Não é pouca coisa. O quinto Missão impossível já caminha para ser o de maior bilheteria da série. Indicativo de que Cruise ainda tem muito fôlego no cinema. Especialmente no de ação.

Pixar

Depois de um hiato sem grandes filmes, “Toy story 3” (2010) foi o último digno de nota – e já era uma sequência – a Pixar faz as pazes com a crítica com ‘Divertida mente”. Um dos melhores do estúdio em todos os tempos.

Warner

Se não dominou a temporada como a Universal e não concentrou arrecadação como a Disney, a Warner merece o destaque por ter diversificado e quantificado. Foi o estúdio que mais lançou filmes na temporada (nove) e permitiu ousadias (o que é “Estrada da fúria”, afinal?), e acertou em produções de baixo e médio orçamento como “Terremoto  -a falha de San Andreas” e “O agente da U.N.C.L.E”.

Amy Schumer

Amy Schumer em um hilário ensaio temático de "Star Wars" para a GQ americana: a personalidade da temporada

Amy Schumer em um hilário ensaio temático de “Star Wars” para a GQ americana: a personalidade da temporada

Ela já era uma realidade na cena de comédia americana, mas com o filme “Descompensada”, a comediante – que também concorre ao Emmy deste ano com seu programa de humor – começou a internacionalização de seu nome.

Elizabeth Banks

Nenhum filme dirigido por mulher fez tanto dinheiro em uma temporada de verão como “A escolha perfeita 2”. Ponto para Banks que, logo em sua estreia na direção de longas-metragens, estabelece uma marca como essa.

Espionagem

Matthew Vaughn disse que queria correr com o lançamento de “Kingsman – serviço secreto” porque vinha uma enxurrada de sátiras de espionagem por aí e ele queria ser o primeiro. Acertou. A temporada teve produções como “O agente da U.N.C.L.E”, “Barely lethal”, “A espiã que sabia de menos”, “American ultra”, “Hitman: agente 47”. Isso para não falar do “oficial” “Missão impossível: nação secreta”. E James Bond ainda chega antes do fim de 2015.

Perdedores

Josh Trank

Ninguém sai tão mal desta temporada quanto o diretor John Trank. Seu “Quarteto fantástico” foi o filme mais execrado do ano. Além de engolir o fracasso de público, Trank ficou com fama de “errático” e se viu demitido de um derivado de Star Wars em meio a boatos de desentendimentos no set.

Sony

O estúdio conseguiu a proeza de ver todos os seus lançamentos para a temporada fracassarem nas bilheterias. Eram apenas três filmes, mas os três minguaram. “Pixels”, “Sob o mesmo céu” e ‘Ricki and the flash”.

Adam Sandler

Com “Pixels”, o ator conseguiu rebaixar ainda mais seu status junto à crítica e viu seu prestígio com o público americano implodir em desinteresse.

Arnold Schwarzenegger

Não deu: Schwarzenegger tentou, mas não conseguiu emplacar o novo "Exterminador" entre os sucessos da temporada (Fotos: divulgação/GQ)

Não deu: Schwarzenegger tentou, mas não conseguiu emplacar o novo “Exterminador” entre os sucessos da temporada
(Fotos: divulgação/GQ)

Ele voltou e investiu bastante na divulgação do quinto “O exterminador do futuro”, mas não conseguiu fazer com que o filme fosse um sucesso de bilheteria. Desde que deixou o gabinete de governador, Schwarzenegger ainda não conseguiu um sucesso de bilheteria para chamar se seu. A aposta da vez é “Conan”.

Fox

O estúdio parece funcionar em biênios. Se foi o que mais arrecadou no verão de 2014 e projeta um 2016 encorpado, em 2015 a pobreza dominou. Além do colossal erro com “Quarteto fantástico”, que gerou bastante buzz negativo para o estúdio, o “John Green” do ano, “Cidades de papel”, ficou bem abaixo das expectativas.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 Atrizes, Bastidores | 19:06

Ronda Rousey seria uma boa capitã Marvel?

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Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Primeiro foi uma entrevista, depois vieram postagens de artes feitas por fãs em uma rede social. Ronda Rousey quer ser a Capitã Marvel no cinema. Mas você quer isso? A maior lutadora de MMA do planeta e, muito provavelmente, a atleta mais bem condicionada e carismática em atividade no mundo hoje é, também, uma atriz. Ou quase.

Rousey já apareceu nos filmes “Velozes e furiosos 7”, em uma breve cena de luta, e em “Os mercenários 3”, em que teve mais tempo em cena. Rousey estreia neste fim de semana no Brasil em “Entourage: fama e amizade”, em vive ela mesma.

O investimento na carreira de atriz, como mostrou a demolidora vitória sobre Bethe Corrêa no início do mês, não comprometeu em nada seu desempenho como atleta de artes marciais mistas. Rousey já tem calibrados mais dois projetos no cinema. O policial “Mile 22”, que será protagonizado por Mark Wahlberg, e a adaptação de sua autobiografia “Ronda Rousey: minha luta, sua luta”.  Integrar o time da Marvel no cinema, no entanto, levaria a aspirante a atriz a outro nível no mainstream americano.

Indiscutivelmente Ronda Rousey seria convincente em cena ao subjugar um oponente. A pouca bagagem dramática, no entanto, é um empecilho e tanto. Do ponto de vista da Marvel, optar por Ronda até seria uma estratégia válida em termos de marketing, mas poderia comprometer a ascensão de personagens femininas no universo cinematográfico Marvel em caso de um eventual fiasco. E não haveria melhor bode expiatório para um fracasso do que uma lutadora l “brincando” de ser atriz em um papel tão importante em um filme do estúdio. Afinal, “Capitã Marvel” será o primeiro filme do estúdio protagonizado por uma mulher. É, inegavelmente, um filme que adquire ainda mais importância e status quo no negócio chamado cinema. Propulsões feministas à parte, Ronda Rousey não é nenhuma estranha a pavimentar seu caminho em um ambiente predominantemente masculino. Nesse sentido, o universo Marvel como o conhecemos hoje não é diferente do universo do MMA de cinco anos atrás, quando ela debutou em um evento periférico ao UFC.  Ronda é hoje a maior estrela do esporte sem deixar sua feminilidade de lado para conquistar isso.

Nos prós e nos contras, o saldo seria positivo em uma eventual escolha de Ronda para viver a Capitã Marvel. E ainda tem essas artes conceituais que certamente desequilibram a disputa.

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