Publicidade

Arquivo da Categoria Bastidores

sábado, 15 de agosto de 2015 Atores, Bastidores | 07:00

Aos 43 anos, Ben Affleck vive momento definidor na carreira

Compartilhe: Twitter
O ator ao lado de Jeremy Irons em cena de "Batman  vs Superman: a origem da Justiça" (Fotos: divulgação)

O ator ao lado de Jeremy Irons em cena de “Batman vs Superman: a origem da Justiça”
(Fotos: divulgação)

Ben Affleck completa 43 anos neste sábado (15) imerso em uma bolha de boatos sobre o fim do seu casamento.  Depois de 12 anos juntos – dez sob matrimônio – e com três filhos, Affleck enfrenta um rumoroso divórcio de Jennifer Garner em um momento crucial de sua carreira.

Em pouco mais de seis meses, mais precisamente em 24 de março de 2016, o ator lança “Batman vs Superman: a origem da Justiça” nos cinemas. Trata-se de um momento decisivo porque a escolha de Affleck foi muito contestada por fãs e setores da crítica. A confiança do estúdio em Affleck, porém, é gigantesca. O ator foi confirmado como o diretor do próximo filme solo do herói. Affleck e Warner, a bem da verdade, mantêm uma relação prolífera e produtiva nos moldes da que o estúdio nutre com o cineasta e ator Clint Eastwood. Os três filmes de Affleck na direção, incluindo o vencedor do Oscar “Argo”, foram produzidos pela Warner.

Em exibições privadas, executivos do estúdio teriam elogiado a interpretação do ator para Batman. Affleck disse outro dia que via o personagem como a versão americana de Hamlet, dando pistas da atmosfera trágica que deve nortear sua performance.

A relação com a Warner está tão bem azeitada que estúdio e ator concordaram sem grandes apartes em postergar o próximo filme de Affleck na direção, “Live by night”, um thriller baseado na obra de Dennis Lehane – o mesmo autor adaptado por Affleck em sua estreia na direção (“Medo da verdade”).

O momento é delicado e, a despeito de relatos das costumeiras fontes anônimas de revistas de celebridades de que Affleck esteja mergulhado em trabalho para esquecer os problemas pessoais, há muito em jogo para o ator, em termos profissionais, e para o estúdio, que programa pelo menos seis filmes com Affleck como Batman (entre produções solo e filmes da Liga da Justiça).

Desde que assumiu a faceta de cineasta, Affleck tornou-se um ator melhor. Isso é fato, mas estigmas não se superam da noite para o dia. Ser um Batman convincente, neste contexto, pode significar o alvorecer de um Affleck renovado. Mais respeitado e celebrado por público e crítica. A nova idade, portanto, promete muitos desafios e, para o bem ou para o mal, resoluções.

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2015 Análises, Atores, Bastidores | 16:08

Tom Cruise e suas missões impossíveis

Compartilhe: Twitter
Tom Cruise sofre muito em "Nação secreta", uma metaforização valiosa de seu pathos atual em Hollywood (Fotos: divulgação)

Tom Cruise sofre muito em “Nação secreta”, uma metaforização valiosa de seu pathos atual em Hollywood
(Fotos: divulgação)

Tom Cruise está de volta aos cinemas brasileiros neste fim de semana com “Missão impossível  – Nação secreta”, quinto filme do agente Ethan Hunt – interpretado com total devoção pelo astro, hoje com 53 anos.

Não é nenhum segredo que Cruise investe pesado no cinema de ação como alternativa para se manter relevante em uma era de blockbusters dominados por super-heróis e adaptações de literatura infanto-juvenil, mas “Missão impossível” é, para todos os efeitos, o porto-seguro do astro. A franquia é tão rentável que, mesmo depois da Paramount romper o contrato de exclusividade que mantinha com o ator em 2006, a parceria foi mantida para dar sequência à série. O quarto filme custou para ser produzido e “Protocolo fantasma” foi lançado no Natal de 2011 e amealhou a melhor bilheteria da série – US$ 694 milhões mundialmente.

O sucesso fez com que Paramount e Cruise se sentissem mais confortáveis com a reaproximação e o astro tentou emplacar outra franquia de ação com o estúdio. Embora “Jack Reacher – o último tiro” não tenha rendido o esperado, já teve sua sequência confirmada. E é o diretor deste filme, com quem Cruise já havia trabalhado em “Operação Valquíria” (2008), quem comanda o quinto “Missão impossível” que, apesar de ter enfrentado problemas de bastidores (a Paramount não teria aprovado a 1ª versão do filme e teria exigido mudanças), agradou a crítica e vem fazendo uma bilheteria respeitável (já soma quase US$ 300 milhões mundialmente).

Manter-se atraente para um público que não se deixa influenciar por astros e estrelas para ir ao cinema não é uma tarefa simples. O Tom Cruise desta segunda década do século XXI é um ator desacostumado a fazer qualquer outra coisa fora do escopo da ação. Apenas a comédia musical “Rock of ages: o filme” (2012) destoa em uma filmografia que mescla ficções científicas cascudas como “Oblivion” (2013) e “No limite do amanhã” (2014) com a franquia “Missão impossível”, cujo sexto volume está agendado para entrar em produção no próximo ano.

Além de lançar em média um filme por ano, dando tempo de investir pesado na promoção e cuidar de todos os aspectos relacionados à produção – Cruise foi um dos precursores da figura do ator/produtor – ele busca no passado alguma luz para o futuro. Depois de tanto tarbalhar nos bastidores por uma sequência de “Top gun – ases indomáveis” (1986), um dos primeiros sucessos de sua carreira, Cruise viu o sinal verde ser emitido para a produção. A relação com a Paramount, ainda que sem um contrato de exclusividade, volta a dominar a agenda de Cruise que deve passar os próximos três anos rodando filmes para o estúdio.

Cruise bate um papo com o diretor Christopher McQuarrie e a atriz Rebecca Ferguson no set do filme

Cruise bate um papo com o diretor Christopher McQuarrie e a atriz Rebecca Ferguson no set do filme

Voltar às boas com a Paramount foi a primeira missão impossível realizada por Cruise. “Nação secreta” lhe devolveu ao topo das bilheterias americanas – posição que manteve no segundo final de semana graças ao fracasso de “Quarteto fantástico”. Agora é esperar que a reengenharia de carreira funcione e, em algum momento, seja possível deixar “Missão impossível” para trás.

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 11 de agosto de 2015 Bastidores, Notícias | 22:46

Diretor de “Crash – no limite” admite que filme não merecia vencer o Oscar

Compartilhe: Twitter
O diretor Paul Haggis (Foto: divulgação)

O diretor Paul Haggis (Foto: divulgação)

Maior zebra da categoria de melhor filme no Oscar em 20 anos, “Crash – no limite” ainda rende discussões nas rodas de cinéfilos por sua surpreendente vitória sobre o então favorito “O segredo de Brokeback Mountain” na edição de 2006. Praticamente dez anos depois, em uma entrevista ao site Hitfix para promover a minissérie que estreia no próximo domingo na HBO (“Show me a hero”), o cineasta Paul Haggis admitiu que “Crash” não era o melhor filme em competição no Oscar daquele ano.

“Claro que fico feliz em ter esse Oscar, mas eu não teria votado em ‘Crash’, uma vez que reconheço a maestria envolvida dos outros concorrentes”, observou o diretor. “Era o melhor de todos? Não acho. Havia muitos filmes bons naquele ano. ‘Crash’, por alguma razão, emocionou as pessoas. Não dá para julgar filmes assim”.

Disputavam o Oscar de melhor filme com “Crash” e “O segredo de Brokeback Mountain”, “Boa noite e boa sorte”, de George Clooney, “Munique”, de Steven Spielberg e “Capote”, de Bennett Miller.

A digressão prosseguiu. “Eu tenho muito orgulho do filme ter sensibilizado as pessoas. Foi um bom experimento social. Mas é um grande filme? Eu não sei”.

O tempo costuma, para tudo na vida, ser o melhor dos juízes e essa distância temporal parece permitir que Haggis exerça um juízo mais livre sobre “Crash” e o contexto daquele Oscar. À época, houve forte reação da opinião pública e da crítica especializada que acusaram a Academia de ceder a pressões internas de ordem homofóbica para não consagrar um romance entre dois caubóis como o melhor filme do ano.

“Crash – no limite” era, de fato, o candidato mais fraco entre os concorrentes, mas o mais fácil de reunir algum consenso em um colegiado tão diverso e plural como o da academia. Beneficiou-se por evitar a polêmica em um ano de filmes corajosos. Premiado pelas vias fáceis, se viu diminuído pelo olhar da história. Até mesmo no julgamento de seu criador.

Autor: Tags: , ,

sábado, 8 de agosto de 2015 Análises, Bastidores | 00:05

Do céu ao inferno com Josh Trank

Compartilhe: Twitter
O diretor John Trank no set de "Quarteto fantástico" (Fotos: divulgação)

O diretor John Trank no set de “Quarteto fantástico”
(Fotos: divulgação)

Dirigir um sucesso de crítica aos 28 anos de idade pode ser inebriante. Josh Trank, logo em seu filme de estreia, “Poder ser limites” (2012), gozou de inesperado clamor crítico e viu seu filme independente ser alçado ao status de “mais criativo e arrojado olhar sobre a era de super-heróis no cinema”. “Poder sem limites” se ancorava na moda do ‘found footage’, dos quais fazem parte filmes como “A bruxa de Blair” e “Atividade paranormal”, para mostrar três amigos que após ingerirem uma substância misteriosa começam a experimentar poderes estranhos. Aos poucos, o sentimento de invulnerabilidade vai transformando-os. Enquanto um fica mais irascível, outro sente ter alguma responsabilidade para com as circunstâncias e Trank forja o contexto para um filme surpreendentemente prolífico.

Apesar da ideia robusta, o desenvolvimento da narrativa é capenga. Mesmo assim, “Poder sem limites” fez um bom público e colocou Trank na lista de jovens cineastas a se observar. A Fox, em busca de reinventar seu quarteto fantástico no cinema, elegeu o diretor para a missão. A ideia de começar do zero e com mais seriedade a franquia foi recebida com um misto de hesitação e boa vontade. Apesar da chiadeira de alguns fãs com a escolha do elenco, em especial de Michael B. Jordan, para viver o tocha humana – o personagem branco passa a ser negro nesta nova versão – a expectativa em torno da visão de Trank para o material icônico da Marvel era positiva.

iG ON: Com Miles Teller, “Quarteto fantástico” repete de ano mais uma vez nos cinemas 

Os bastidores, no entanto, indicavam problemas frequentes. Relatos indicam que Trank não era comunicativo e se mostrava inseguro no set. As primeiras sessões testes foram um fiasco e o estúdio impôs que o filme tivesse cenas refilmadas. Surgiu um rumor de que o cineasta Matthew Vaughn (“X-men – primeira classe”) teria sido chamado às pressas pela Fox para dirigir as cenas que precisariam de refilmagem e montar a versão final do filme. Trank, em maio deste ano, negou esse boato em seu Twitter. “Para o bem ou para o mal, ‘Quarteto fantástico’ tem um só diretor. Eu!”

Foi nessa mesma época que Trank foi demitido de outra produção arrasa-quarteirão ao qual ele estava vinculado. A saída dele do segundo spin-off de “Star Wars” jamais teve uma justificativa oficial, mas fontes internas ouvidas pelo The Hollywood Reporter e pela Variety atestam que a Disney o demitiu em virtude de seu “comportamento errático” nos sets de “Quarteto fantástico”.

Não obstante, na esteira das péssimas críticas que “Quarteto fantástico” tem recebido, Trank foi novamente ao Twitter culpar a Fox pelo filme que chega neste fim de semana aos cinemas.

“Um ano atrás, eu tinha uma versão fantástica. E ela teria recebido ótimas críticas. Vocês provavelmente nunca verão esta versão. Esta é a realidade!” O diretor apagou o tuíte-desabafo em seguida, mas a internet nunca perdoa.

Cena de "Quarteto fantástico", saudado como o pior filme de heróis já feito

Cena de “Quarteto fantástico”, saudado como o pior filme de heróis já feito

Não é a primeira vez que estúdios e diretores entram em embate por controle criativo de filmes. O último caso envolvendo super-heróis foi Edgar Wright se retirando da direção de “Homem-formiga” por desavenças criativas. Antes dele, há cerca de quatro anos, Darren Aronofsky abandonou a direção de “Wolverine: imortal”, da mesma Fox, por não aceitar que o estúdio tivesse o corte final – como é chamada a versão do filme que vemos nos cinemas.

O caso de Josh Trank, no entanto, se parece mais com aquele jogador de futebol de várzea que, de uma hora para a outra, fecha contrato com o Real Madrid. Sobra deslumbramento, falta maturidade.  “Poder sem limites” não era um grande filme, mas certamente ventilava um talento que a indústria necessitava e Trank, talvez mal assessorado, talvez ególatra demais, pensou que poderia ser tão maleável quanto o Sr. Fantástico. Resultado? Seu filme está sendo violentamente massacrado pela crítica – talvez até com certo sadomasoquismo – e deve ser negligenciado pelo público. Mas não para por aí. Como atesta sua sumária demissão do filme derivado de Star Wars, as notícias voaram pelos corredores de Hollywood; e Trank se vê queimado no sistema de estúdios. Nada que juventude e disposição a voltar à cena independente não possam contornar. Mas para quem tem uma filmografia tão curta, dois filmes, Trank fez a mais louca e delirante das viagens hollywoodianas.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 27 de julho de 2015 Bastidores, Notícias | 23:00

Steve Jobs é a personalidade de 2015 no cinema

Compartilhe: Twitter

Jobs 2Todo mundo que acompanha o noticiário de cinema já sabe que uma nova cinebiografia do criador da Apple está a caminho. “Steve Jobes”, dirigido por Danny Boyle, roteirizado por Aaron Sorkin e estrelado por Michael Fassbender, será uma das principais atrações do Festival Internacional de Cinema de Nova York. O filme será exibido no evento em 3 de outubro, seis dias antes da estreia nos cinemas americanos. No Brasil, “Steve Jobs” está agendado para 21 de janeiro de 2016.

A estreia em Nova York faz parte da estratégia da Sony de impulsionar a campanha do filme por indicações ao Oscar. O estúdio usou da mesma estratégia em 2010 com “A rede social”, filme sobre o não menos controvertido Mark Zuckerberg e as circunstâncias da criação do Facebook. A tática deu certo e “A rede social” recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

O filme de Boyle, porém, não será o único a investigar a figura controversa e brilhante de Jobs em 2015. “Steve Jobs: the man in the machine”, de Alex Gibney é um documentário que se propõe a iluminar o paradoxo até hoje fascinante que Steve Jobs representa para os entusiastas da Apple, para o mundo empresarial e para todos aqueles assombrados pelas minúcias e reviravoltas de sua rica biografia.

A julgar pelo trailer, Gibney não evita polêmicas e se imbui de um objetivo complicado. Decifrar o enigma Jobs. Responsável por bons filmes sobre temas controvertidos, como “Enron: os mais espertos da sala” (2005), “Um táxi para a escuridão” (2007), “We steal secrets: The story of Wikileaks” (2013) e do ainda inédito documentário para a HBO “Going clear: Scientology and the prison of belief” (2015), Gibney parece mais disposto em compreender o homem do que seu legado, diferenciando seu filme da proposta aparente de Boyle. São, contudo, apenas conjecturas. Certo é que Steve Jobs se firma como a grande personalidade abordada pelo cinema em 2015.

Leia também: Por que está tão difícil fazer um (bom) filme sobre Steve Jobs?

“Steve Jobs: the man in the machine” estreia em 4 de setembro nos cinemas Americanos e será disponibilizado simultaneamente no iTunes e on demand.

Autor: Tags: , , ,

sexta-feira, 24 de julho de 2015 Bastidores, Curiosidades | 22:15

Atriz de “A enfermeira assassina” processa diretor por destruir sua carreira

Compartilhe: Twitter
Cena do filme "A enfermeira assassina" (Foto: divulgação)

Cena do filme “A enfermeira assassina”
(Foto: divulgação)

Que Hollywood é uma fogueira de vaidades, a gente já sabe. Mas de quando em quando nos deparamos com uma notícia que nos lembra do quão frívola e caricata pode ser a Meca do cinema.

A atriz americana Paz de la Huerta, nascida e criada na cena indie americana, está processando seu diretor no filme “A enfermeira assassina” (2013) por ter destruído a sua carreira. De acordo com o TMZ, Huerta alega no processo que o diretor Douglas Aarniokoski e sua equipe foram negligentes em relação a um acidente de trabalho sofrido por ela durante a produção do filme.

Ela alega que fraturou a coluna e ficou com sequelas após ser atropelada no set de filmagens. O acidente fez com que diversas de suas cenas tivessem que ser dubladas e Huerta teria ficado insatisfeita com o resultado. Além da indenização, cobra que cópias futuras do filme saiam com sua voz.

O grande problema nessa história toda, e que deve pesar na decisão judicial, é que “A enfermeira assassina” foi um fracasso retumbante. A produção, orçada em US$ 10 milhões, nem sequer foi lançada nos cinemas. Disponibilizada no vídeo sob demanda no início de 2014, a fita arrecadou cerca US$ 10 mil.

A primeira vez que Huerta chamou atenção foi na série “Boardwalk Empire”, em que aparecia nua com alguma frequência. A atriz foi dispensada da série produzida por Martin Scorsese pela constância com que se via envolvida em bafos, digamos assim. Ela já foi presa por agredir uma modelo e rasgou o vestido e deu vexame em uma pós-festa do Globo de Ouro, para citar alguns exemplos.

Chega a ser irônico que alguém que estrele uma produção assumidamente trash como“A enfermeira assassina” e ostente um repertório de ocorrências midiáticas como essas, processe os realizadores por destruir sua carreira. Hollywood é mesmo uma fábrica de ilusões.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 20 de julho de 2015 Análises, Bastidores | 21:22

Com “50 tons de cinza” e “Jurassic World”, Universal estabelece recorde de faturamento nas bilheterias

Compartilhe: Twitter

No último fim de semana, “Jurassic World – o mundo dos dinossauros” ultrapassou a marca de US$ 1.513 bilhões arrecadados nas bilheterias mundiais e deslocou “Velozes e furiosos 7” para a quinta colocação no ranking das maiores bilheterias de todos os tempos. O feito, notável, é especialmente satisfatório para a Universal que produziu ambos os filmes, dois dos três datados de 2015 a já terem superado a marca do bilhão nas bilheterias (o outro é “Vingadores – era de Ultron”).

O estúdio tem razões de sobra para comemorar. Além dos acachapantes recordes conquistados por “Jurassic World”, entre eles os de maior bilheteria no fim de semana de estreia, nos EUA e internacionalmente, e o de filme a chegar mais rapidamente ao patamar de US$ 1 bilhão em ingressos vendidos, a Universal atingiu outra marca significativa. Alcançou os US$ 5 bilhões em faturamento nas bilheterias internacionais mais rápido do que qualquer estúdio em qualquer outro ano.

Apesar de “Ted 2” não ter emplacado nas bilheterias, todos os outros lançamentos de médio e grande porte do estúdio foram hits em 2015. Do aguardadíssimo “50 tons de cinza” ao recente “Descompensada” que estreou nos cinemas americanos fazendo barulho no último fim de semana com U$$ 30 bilhões em caixa. Nada mal para uma comédia totalmente original.

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de "Descompensada"

A comediante Amy Schumer e o jogador de basquete LeBron James em cena de “Descompensada”

Cena de "50 tons de cinza", que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente Fotos: divulgação

Cena de “50 tons de cinza”, que arrecadou mais de US$ 560 milhões mundialmente
Fotos: divulgação

O pool de lançamentos da Universal inclui, ainda, “A escolha perfeita 2”, “Minions” e o já referido “Velozes e furiosos 7”.

O Cineclube já atentava para o acerto da estratégia da Universal lá atrás, no começo do verão americano, destacando o investimento na diversidade de lançamentos pelo estúdio e da aposta nas comédias como um caminho menos oneroso para o sucesso.  Outro acerto, cuja menção se faz agora necessária, foi estrategicamente distribuir dois de seus principais filmes do ano fora dessa concorrida temporada. Desde sempre “50 tons de cinza” estava destinado a ser lançado no dia dos namorados americano, comemorado em 12 de fevereiro. A data é boa para lançamentos cheios de potencial, até por ser tradicionalmente um período de entressafra entre as produções do Oscar e as do verão. Ano que vem, a Fox já programou o lançamento de “Deadpool” para fevereiro.

Leia também: A lógica por trás da acachapante bilheteria de “Jurassic world” em seu fim de semana de estreia

Primeiro no Cineclube: Liberado o trailer da comédia que promete ser a mais ultrajante e divertida de 2015 

Os estúdios já vinham puxando seus lançamentos para abril, quando ainda é primavera no hemisfério norte, mas a Universal radicalizou e lançou mundialmente o sétimo filme da franquia “Velozes e furiosos” no dia 2 daquele mês.  A fita estava originalmente programada para maio de 2014, mas a morte de Paul Walker obrigou mudanças no cronograma de filmagens. A Universal então decidiu remover o filme do verão e vendê-lo como uma homenagem a Paul. Não deu outra e “Velozes e furiosos 7”, que nem de longe se aproxima dos melhores momentos da série, foi mais longe do que qualquer filme da franquia e amealhou impressionantes US$ 1.511 bilhão.

“Jurassic World” foi lançado simultaneamente nos EUA, Rússia, China e Brasil, quatro dos principais mercados no mundo. Devido às restrições às produções americanas na China e na Rússia é um movimento muito raro por parte das majors americanas. A iniciativa vingou e a Universal conseguiu mais do que um êxito comercial irrepreensível, um golpe de marketing imbatível para promover o filme além do essencial fim de semana de estreia.

Essa combinação de marketing certeiro, domínio do calendário e risco dosado com ousadia valeram à Universal a marca distinta alcançada em 2015.

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 8 de julho de 2015 Análises, Bastidores, Filmes | 21:04

A TV assume o protagonismo do cinema, mas é possível reverter a tendência

Compartilhe: Twitter

Que a TV está roubando o espaço do cinema, se o leitor não sabe, certamente já ouviu dizer.

Mas o premiado dramaturgo e roteirista inglês David Hare, responsável pelas adaptações de “As horas” e “O leitor”, ambas dirigidas pelo também britânico Stephen Daldry, pôs pimenta na discussão ao alterar a perspectiva do debate.

O dramaturgo e roteirista David Hare (Foto: divulgação)

O dramaturgo e roteirista David Hare
(Foto: divulgação)

Hare, um dos destaques da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada no último final de semana no Rio de Janeiro, disse em entrevista coletiva que Hollywood “ainda resiste a dar protagonismo para os roteiristas” e que, em sua avaliação, o sucesso cada vez mais inebriante da televisão reside no fato de que a TV “deu espaço para os escritores”. Hare observou, também, que os autores “estão tomando o poder” nas telas, mas afirmou que o teatro jamais conseguirá a “velocidade narrativa” de produções como “Mad Men” e “House of Cards”, que conquistam milhões de espectadores.

O dramaturgo, que ostenta o título de “sir”, elegeu a TV atual como uma expressão de arte muito mais estimulante até mesmo do que a literatura e louvou a iniciativa da Flip de abrir espaço para o debate de outras artes, como teatro, cinema e, agora, TV.

Hare propõe uma subversão no olhar dispensado ao cinema e à TV atuais. E se o sucesso da TV estivesse diretamente relacionado à crise criativa dos estúdios? E se todo o modelo vigente, calcado na teoria do autor ¹ fosse responsável por essa letargia a assolar Hollywood?

“Os diretores de Hollywood não aceitam que os escritores estejam no comando”, observou.  No início de 2008, a indústria do audiovisual americana paralisou por completo quando uma greve de roteiristas sem precedentes tomou forma. As negociações se apressaram para garantir a realização da cerimônia do Oscar daquele ano. A greve, de alguma maneira, culminou com a novíssima e elogiada safra de séries da TV americana. A figura do showrunner, um roteirista que detém o controle criativo sobre uma série de TV ganhou propulsão e nomes como Vince Gilligan (“Breaking bad”) e Beau Willimon (“House of cards”) gozam de prestígio outrora somente dispensados a artesãos da sétima arte como Martin Scorsese e Stanley Kubrick.

Essa recém-estabelecida equivalência entre TV e cinema tem levado muita gente do cinema a buscar uma reinvenção na TV. De nomes como Ryan Phillippe (“Secrets and lies”) e M. Night Shyamalan (“Waynard pines”) a Dustin Hoffman, que não conseguiu emplacar o drama “Luck”, que misturava esporte e máfia, na HBO. Hoffman, aliás, declarou recentemente em entrevista ao jornal britânico The independent que “a TV vive sua melhor fase enquanto que o cinema é o pior em 50 anos. Hoje em dia tudo se resume ao fato de seu filme fazer dinheiro ou não”.

Dustin Hoffman: "É o pior cinema em 50 anos" (Foto: divulgação)

Dustin Hoffman: “É o pior cinema em 50 anos”
(Foto: divulgação)

Cena de "Homem-Formiga", que estreia na próxima semana e fecha a chamada fase 2 da Marvel no cinema: A concepção narrativa das HQs levada para a tela grande

Cena de “Homem-Formiga”, que estreia na próxima semana e fecha a chamada fase 2 da Marvel no cinema: A concepção narrativa das HQs levada para a tela grande

 

Não há nada de errado ou superado na teoria do autor.  O dito cinema de arte muito se beneficia dela, mas ao olhar o sucesso da Marvel com o seu universo coeso e interligado é fácil identificar no produtor Kevin Feige uma espécie de showrunner e aceitar com maior naturalidade a proposição de Hare. Resta saber se Hollywood está disposta a ouvir.

¹ teoria cunhada em plena ascensão da Nouvelle Vague que preconiza um cinema de estilo, estética  e tema reconhecíveis em um diretor, mesmo este subordinado ao esquema de estúdio.  Para esta teoria, encampada também pela crítica de cinema, um filme carrega a assinatura do diretor, ainda que seja um trabalho coletivo.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de julho de 2015 Atores, Bastidores | 21:59

Ben Affleck diz que “Batman é a versão americana de Hamlet”

Compartilhe: Twitter
Capa do The Hollywood Reporter

Capa do The Hollywood Reporter

Não foi a melhor das semanas para Ben Affleck. O divórcio de Jennifer Garner ganhou publicidade e a tradicional boataria sobre as razões que levaram ao fim do casamento está a todo vapor. Não obstante, o ator ainda é capa das duas principais publicações de entretenimento nos EUA. O The Hollywood Reporter, no qual teoriza sobre a vida aos 40 anos, e a Entertainment Weekly, que destaca o aguardadíssimo “Batman vs Superman – a origem da Justiça”. Foi a esta última que Affleck deu a curiosa declaração. Para o ator, que assume o personagem defendido por uma década por Christian Bale, o Batman é “basicamente o Hamlet americano”. Affleck acrescenta que “aceitamos que ele seja vivido por diferentes atores que apresentem interpretações distintas do personagem”.

O ator disse que seu Batman é radicalmente diferente do de Bale. “Ele talvez esteja no fim de sua vida. Há um profundo sentimento de exaustão nele”. Trágico, o personagem pede uma abordagem sombria e é o que Affleck – que pode assumir a direção de um novo filme solo do homem-morcego em 2017 – e Zack Snyder prometem entregar.

O ator disse, ainda, que “Demolidor – o homem sem medo” (2003), primeiro filme de super-herói que estrelou, não deu certo. “Aquilo foi antes de as pessoas perceberem que você poderia fazer esses filmes e fazê-los bem. Eram tempos mais cínicos”, observou. “Eles realmente aprenderam a fazer isso funcionar. O bom é novo ruim”.

A visão desse amadurecido Ben Affleck pode ser decisiva para a nova versão de Batman nos cinemas. Escolha muito contestada, o ator aprimorou-se no ofício conforme se estabelecia como diretor de filmes elogiados como “Argo” (2012) e “Atração perigosa” (2010), em que também atuou. A própria comparação que ensejou entre o homem-morcego e Hamlet comprova a retidão com que encara o personagem.

Affleck bate aquele papo com o diretor Zack Snyder nos sets de "Batman vs Superman" Foto: EW/reprodução

Affleck bate aquele papo com o diretor Zack Snyder nos sets de “Batman vs Superman”
Foto: EW/reprodução

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 18 de junho de 2015 Atrizes, Bastidores | 18:37

Jennifer Lawrence chega ao clube dos cachês de U$ 20 milhões

Compartilhe: Twitter

Jennifer Lawrence vai se tornar quarta atriz a faturar U$ 20 milhões por um filme. O contrato para estrelar “Passengers”, ficção científica produzida pela Sony, ainda não foi assinado, mas os termos já estão estabelecidos.

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence entra para o clube bem mais nova do que suas antecessoras. Julia Roberts inaugurou o clube aos 29 quando fechou contrato para assinar “O casamento do meu melhor amigo” (1997). O feito de Julia era ainda mais expressivo porque na década de 90, apenas alguns atores podiam ostentar esse cacife (Sylvester Stallone, Tom Cruise, Mel Gibson e Harrison Ford). Cameron Díaz, com “Tudo para ficar com ele”, aumentou o clube quando tinha 30 anos e, finalmente, Angelina Jolie que recebeu a quantia para estrelar “Malévola” (2014), tinha 39 anos à época. Os ganhos de Jolie com o filme totalizaram U$ 35 milhões porque ela recebeu porcentagens da bilheteria do filme.  Jennifer Lawrence deve fechar um contrato nos mesmos termos da esposa de Brad Pitt.

O feito de J.Law ganha ainda mais notoriedade porque seu parceiro de cena será ninguém menos do que Chris Pratt, que com “Jurassic World” acaba de estabelecer a maior bilheteria de fim de semana de estreia da história. Pratt vêm em uma ascendente meteórica em Hollywood (“Guardiões da Galáxia”, alguém lembra?).  A equipe de Pratt, segundo informações do The Hollywood Reporter, está tentando renegociar os valores – o ator ganharia cerca de U$ 8 milhões – para capitalizar o hype.

O que coloca “Passengers”, que será dirigido por Morten Tyldum (“O jogo da imitação”), no centro das atenções não é nem mesmo o inflacionado custo de produção – já superior a U$ 40 milhões sem mesmo a pré-produção ter começado, mas o fato do filme reunir Jennifer Lawrence e Sony novamente.

Jennifer Lawrence em cena de "Trapaça"

Jennifer Lawrence em cena de “Trapaça”
(Foto: divulgação)

O Sonygate, aquele escândalo em que hackers simpáticos à Coreia do Norte vazaram diversos documentos confidenciais do estúdio, revelou que a atriz – mesmo recém-premiada com o Oscar – ganhou menos do que seus companheiros de cena em “Trapaça”. O caso ganhou repercussão e cacifou a atriz a bater o pé nas atuais circunstâncias. Boatos indicam que ela pede cerca de 30% dos lucros obtidos com “Passengers”. Ou há muito otimismo da parte de Lawrence com o projeto ou esta é uma forma de se vingar da Sony e fazer um testamento feminista ao mesmo tempo. Alguém lembra do discurso de Patricia Arquette no Oscar deste ano?

Dadas às circunstâncias, a Sony terá peito de diminuir os vencimentos da atriz para aumentar o de Pratt? Ou essa fogueira de vaidades culminará no adiamento do projeto – e da consequente entrada de J.Law no clube dos cachês de U$ 20 milhões?

Não é “Verdades secretas”, mas os próximos capítulos devem ser quentes.

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última