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terça-feira, 18 de abril de 2017 Filmes | 19:26

“Velozes e Furiosos 8” dá protagonismo absoluto da série a Vin Diesel

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Franquia dá partida em nova trilogia que deve ter Vin Diesel como protagonista absoluto e aposta maior no humor. Filme já estraçalhou recordes em seu primeiro fim de semana em cartaz

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de "Velozes e Furiosos 8": filme bateu recorde de "O Despertar da Força" e é a maior bilheteria de abertura da história

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de “Velozes e Furiosos 8”: filme bateu recorde de “O Despertar da Força” e é a maior bilheteria de abertura da história

É louvável o esforço criativo que produtores e roteiristas de “Velozes e Furiosos 8” fizeram para que o filme funcione dramaticamente e dentro da franquia. Não é fácil dar torque a uma série tão longeva e que já passou por tantas reinvenções. Chris Morgan, responsável pelo roteiro desde quando Vin Diesel voltou à franquia, em “Velozes e Furiosos 4”, revirou o passado de Dominic Toretto (Diesel) para armar o conflito central do novo filme.

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Em “Velozes e Furiosos 8” Dom se volta contra sua “família” e a razão de fazê-lo, chantageado pela ciberterrorista Chyper (Charlize Theron), é um desses arranjos que Morgan propõe. Há outros e todos eles funcionam com a condescendência do espectador, que já a utiliza para tolerar os exageros e excessos envolvendo as cenas de ação, cada vez mais espetaculares e amalucadas.

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É dramaticamente eficiente ver Toretto, um personagem que foi apresentado ao público como vilão, instigado a voltar à criminalidade. Por outro lado, trata-se de um subterfúgio narrativo, já que o público sabe logo que ele está sendo chantageado e o elemento que qualifica a chantagem. De todo modo, a premissa serve a outro propósito, a de viabilizar Diesel como protagonista absoluto da franquia. Com a morte de Paul Walker, seu personagem é referenciado algumas vezes no novo filme, esse era um dos caminhos a se seguir – uma vez que já temos dez filmes da franquia confirmados. Outra possibilidade era abrir o show para os coadjuvantes. Morgan é esperto e trabalha bem com essa possibilidade. Além do Luke Hobbs de Dwayne “The Rock” Johnson, os personagens de Jason Statham e Kurt Russell ganham em importância e apelo no oitavo filme.

A trupe de coadjuvantes reunida: elenco maior e melhor

A trupe de coadjuvantes reunida: elenco maior e melhor

A flexibilidade entre mocinhos e vilões sempre foi um dos elementos vitais da série e a atual fase da franquia capitaliza isso muito bem. A personagem de Charlize Theron, por exemplo, que apesar de surgir só agora já dava as cartas pelo menos desde o sexto filme – pelas atualizações propostas por Morgan – tem potencial para ser a vilã principal dessa nova trilogia.

Theron, aliás, é um dos acertos do filme. Se Statham capricha no timing cômico e Helen Mirren é um mimo e tanto, a atriz dá a sua vilã toda pujança e canastrice esperadas de um vilão de “Velozes e Furiosos”. É possivelmente a melhor vilã da franquia.

Kurt Russell, como o Sr. Ninguém, um papa da CIA que trabalha com a equipe de Dom, se diverte em cena e pode muito ser percebido como uma metáfora do público nesse verdadeiro parque de diversões que é a franquia.

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O diretor F. Gary Gray, que já havia dirigido Theron e Statham em “Uma Saída de Mestre” – que também envolvia fugas em carros – , não oferta grandes cenas de ação, mas investe (bem) no humor. Além do mais, sob sua direção, as cenas com carros voltam a ocupar um bom espaço no filme.

“Velozes e Furiosos 8” se resolve como um dos filmes mais divertidos da franquia. Não é nem de longe o melhor, mas ganha pontos por reinventar – mais uma vez – uma série acidental e ostensivamente lucrativa. É um filme para consumir a pipoca com gosto!

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domingo, 16 de abril de 2017 Filmes, Notícias | 11:51

Mostra de documentários estreia nesta semana em São Paulo

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Além do É Tudo Verdade, consagrado festival de documentários que estreia nesta semana, a cidade recebe o Hisórias que Ficam, resultado de um programa de fomento ao documentário nacional

O ator Gianfrancesco Guarnieri é tema do documentário dirigido por seu neto

O ator Gianfrancesco Guarnieri é tema do documentário dirigido por seu neto

Estreia nesta terça-feira (18) a Mostra Itinerante Histórias que Ficam. Promovida pela Fundação CSN, a iniciativa é resultado da segunda edição do edital Histórias que Ficam, programa de consultoria, fomento e difusão do documentário brasileiro que, nesta edição, investiu R$ 1,3 milhão na produção de quatro filmes de até 70 minutos, com temática livre.

Leia também: Cannes 2017 terá briga entre Netflix e Amazon, autores consagrados e Nicole Kidman como rainha

O lançamento será na Unibes Cultural, a partir das 18h. Haverá exibição, às 19h, do documentário “Corpo Delito”, dirigido por Pedro Rocha.

A sessão do filme sobre um jovem que sai da cadeia, mas continua preso a uma tornozeleira eletrônica, é seguida de debate sobre o tema, com o diretor Pedro Rocha, o ex Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto e atual Diretor de Relações Institucionais da CSN, e Marina Dias, que integra o Conselho da Ouvidoria da Defensoria Pública de São Paulo, do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e é idealizadora do documentário “Sem Pena” – que também se debruça sobre o sistema de justiça e a situação carcerária do Brasil. O evento é aberto ao público, mediante retirada de senhas uma hora antes da exibição.

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“Guarnieri”, filme sobre Gianfrancesco Guarnieri dirigido por seu neto, Francisco Guarnieri, estreia na mostra em São Paulo no dia 3/05 às 19h30, no CCSP (Centro Cultural São Paulo), seguido de debate. A obra propõe uma reflexão sobre o papel do indivíduo na sociedade, na arte e na família, a partir da memória do ator e dramaturgo.

O programa Histórias que Ficam recebeu 273 inscrições, vindas do Brasil todo. Os demais documentários selecionados são “Iramaya”, de Carolina Benjamin e “No vazio do ar”, de Priscilla Regis Brasil. Os filmes serão exibidos até 20.05 em mais de 20 cidades do País, principalmente as que não possuem um circuito expressivo de exibição.

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O concurso, de caráter nacional, selecionou 12 projetos de documentários com temática livre, criativos do ponto de vista artístico e inovadores no uso da linguagem audiovisual. Destes, quatro foram contemplados. Ao longo do processo de realização dos filmes, os documentaristas vencedores participaram de três laboratórios: Roteiro e produção; Montagem, e Distribuição, com nomes como o roteirista, consultor e educador Miguel Machalski envolvido em roteiros como de “Billy Elliot” e de brasileiros como “O Lobo atrás da porta”, a montadora Karen Harley, de “Que Horas Ela Volta”, “Big Jato”, “Janela da Alma” e “Cinema, Aspirinas e Urubus” e o produtor e diretor Flávio Botelho.

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sábado, 15 de abril de 2017 Bastidores, Filmes | 10:00

Vera Fischer interpretará delegada em filme sobre tortura policial

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Foto: Andrea Farias (Wikimedia Commons/Flickr)

Foto: Andrea Farias (Wikimedia Commons/Flickr)

Na madrugada de 10 de agosto de 1996, homens armados assaltaram e mataram frequentadores de uma choperia em Moema, Zona Sul de São Paulo.

Pressionada por uma forte reação da sociedade, que protestou contra a falta de segurança e criou um movimento chamado “Reage São Paulo”, a polícia civil respondeu rápido e prendeu negros e pobres da periferia e os anunciou como autores dos crimes.
A Justiça decretou a prisão preventiva desses jovens, com ampla divulgação da mídia. Todos eles eram inocentes.
Esse é o pano de fundo de “Bodega”, título provisório do longa metragem que será dirigido por Tristan Aronovich
( “Black&White”, “Alguém Qualquer”) e José Paulo Lanyi (produtor executivo de “Real- O plano por trás da história”), que também é produtor associado e assina o roteiro do novo filme, livremente baseado na história verdadeira.
No elenco, chama a atenção a presença de Vera Fischer (“Navalha na Carne”, “Quilombo”), afastada da TV e do cinema, que interpretará uma delegada de polícia, e, também, de Milhem Cortaz (“Tropa de Elite”, “Carandiru”), André Ramiro (“Tropa de Elite”, “Última parada 174”) e do ex-músico dos Titãs e ator Paulo Miklos (“O Invasor”, “É proibido fumar”).
“Bodega” está em fase de captação de recursos e será rodado em São Paulo ainda em 2017.
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quinta-feira, 13 de abril de 2017 Análises, Bastidores, Filmes | 13:50

Cannes 2017 terá briga entre Netflix e Amazon, autores consagrados e Nicole Kidman como rainha

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Mais badalado festival de cinema do mundo chega à 70ª edição com fôlego invejável e escolhas empolgantes. Nicole Kidman estrela quatro produções em destaque no evento

Nicole Kidman tem recorde de filmes em destaque em Cannes em 2017 (foto: HHFP/divulgação)

Nicole Kidman tem recorde de filmes em destaque em Cannes em 2017
(foto: HHFP/divulgação)

O line-up da histórica e aguardada 70ª edição do Festival de Cannes foi anunciado nesta quinta-feira (13) e muitos dos filmes e autores comentados garantiram seu lugar de destaque na croisette. A edição de 2017 do mais badalado festival de cinema do mundo terá novos filmes de gente como o austríaco Michael Heneke – duas vezes vencedor do Palma de Ouro com “A Fita Branca” (2009) e “Amor” (2012) – , a inglesa Lynne Ramsey, a americana Sofia Coppola, a japonesa Naomi Kawase, os franceses François Ozon e Michel Hazanavicius e o turco Faith Akin.

Além dos 18 filmes já anunciados, a competição oficial de Cannes deve ter pelo menos mais dois filmes a serem anunciados nos próximos dias. Dois fatos saltam aos olhos em um primeiro momento. Pela primeira vez, Netflix e Amazon, duas gigantes da distribuição e produção de conteúdo audiovisual , estão na disputa pela Palma de Ouro. A primeira vem com dois filmes. O hypado “Okja”, novo de Bong Joon-Ho, e The Meyerowitz Stories, que marca a estreia do festejado indie Noah Baumbach na Riviera francesa. A segunda vem bancando o novo filme do aclamado Todd Haynes, “Wonderstruck”. A inclusão desses filmes na disputa pela Palma de Ouro ajuda a pavimentar essa mudança de paradigma que as gigantes da internet estão promovendo no negócio, e também na arte, chamada cinema.

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Cena de The Killing os a Sacred Deer, que marca o retorno do grego Yorgos Lanthimos, de "O Lagosta", a Cannes

Cena de The Killing os a Sacred Deer, que marca o retorno do grego Yorgos Lanthimos, de “O Lagosta”, a Cannes

O outro fato de grande relevância é que Nicole Kidman está em quatro produções de destaque em Cannes. Além de estrelar “The Beguiled”, de Sofia Coppola, e “The Killing of a Sacred Deer”, de Yorgos Lanthinos, ela poderá ser vista em “How To Talk to Girls at Parties”, de John Cameron Mitchell, for a de competição, e na 2ª temporada da série “Top of the Lake”, de Jane Campion. Aliás, Cannes se abre de vez para a TV em 2017. Além de Jane Campion, vencedora da Palma em 1994 com “O Piano”, David Lynch, vencedor em 1990 com “Coração Selvagem”, volta ao festival para exibir os primeiros capítulos de seu revival de “Twin Peaks”.

Hollywood ainda não confirmou presença no festival. Não há, ao contrário dos últimos anos, grandes blockbusters debutando no evento francês. O filme de abertura, inclusive, será o francês “Ismael´s Ghosts”, de Arnaud Desplechin, que conta com Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg. A presença americana se limita ao viés mais autoral, com Coppola e Haynes como expoentes, e é a menor em pelo menos dez anos.

O prolífero François Ozon garantiu presença. Ele é o cineasta francês mais frequente em festivais de cinema. Hazanavicius oferece seu olhar do mito francês Jean-Luc Godard em “Le Redoutable”. E Cannes terá Robert Pattinson e Kristen Stewart. Sim, de novo. Ele está no elenco de “Good Time”, na competição oficial, e ela exibe sua estreia como diretora, o curta-metragem “Come Swin”.

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Nicole Kidman, Elle Fanning e Isabelle Huppert, que está em dois filmes, prometem ser as musas de Cannes, que receberá os estranhos no ninho Bem Stiller e Adam Sandler, protagonistas do filme de Baumbach.

Elle Fanning em "The Beguiled", novo de Sofia Coppola

Elle Fanning em “The Beguiled”, novo de Sofia Coppola

Confira os filmes que integram a competição oficial

“Loveless”, de Andrey Zvyagintsev

 “Good Time”, de Benny Safdie e Josh Safdie

“You were never really Here”, de Lynne Ramsay

“L’Amant double”, de François Ozon

“Jupiter’s Moon”, de Kornél Mandruczo

“A gentle creature”, de Sergei Loznitsa

“The Killing of a sacred deer”, de Yorgos Lanthimos

“Radiance”, de Naomi Kawase

“Le jour d’après”, de Hong Sangsoo

“Le Redoutable”, de Michel Hazanavicius

“Wonderstruck”, de Todd Haynes

“Happy end”, de Michael Haneke

“Rodin”, de Jacques Doillon

“The Beguiled”, de Sofia Coppola

“120 battements par minute”, de Robin Campillo

“Okja”, de Bong Joon-Ho

“In the Fade”, de Fatih Akin

“The Meyerowitz stories”, de Noah Baumbach

 

O festival de Cannes acontece entre 17 e 28 de maio de 2017.

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terça-feira, 11 de abril de 2017 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:08

Curtinhas: Famosos prestigiam pré-estreia de filme sobre Tiradentes

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Aconteceu na última segunda-feira (10) no Reserva Cultural em São Paulo a pré-estreia do longa “Joaquim”. O novo filme de Marcelo Gomes (“Era uma Vez Eu, Verônica) foi sensação no Festival de Berlim em fevereiro e estreia nos cinemas brasileiros no dia 20 de abril.

O longa acompanha o processo de transformação do homem comum no rebelde anticolonialista e nos convida a fazer uma reflexão sobre nós mesmos, sobre o passado histórico do Brasil, da América Latina e do mundo em geral, para entendermos melhor os dias atuais. “Joaquim”, que faz um recorte de um momento muito específico da vida de Tiradentes, é uma coprodução luso-brasileira.

A atriz Alessandra Negrini prestigiou o lançamento de "Joaquim" no Reserva Cultural

A atriz Alessandra Negrini prestigiou o lançamento de “Joaquim” no Reserva Cultural

O cantor Arnaldo Antunes também foi prestigiar o lançamento de "Joaquim" (Fotos: Imovision)

O cantor Arnaldo Antunes também foi prestigiar o lançamento de “Joaquim”
(Fotos: Imovision)

O produtor Julio Machado e o diretor Marcelo Gomes na pré-estreia paulistana do longa

O produtor Julio Machado e o diretor Marcelo Gomes na pré-estreia paulistana do longa

O verão chegou

Um levantamento feito pela SEMrush, líder mundial em marketing digital e fornecedor de ferramentas de monitoramento, revelou que “Velozes e Furiosos 8”, que estreia nesta quinta-feira (13) nos cinemas, foi o filme mais buscado no início de 2017 no Brasil.  O oitavo filme da franquia somou mais de 27 mil buscas neste ano. Ainda no campo das sequências, outros dois filmes que aparecem bem cotados são “Transformers: O Último Cavaleiro”, também com mais de 26 mil buscas, e “Guardiões da Galáxia Vol.2”, com mais de 22 mil. “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, “Thor: Ragnarok” e “Meu Malvado Favorito 3” também se destacam com mais de 12 mil buscas cada um. Em comum, o fato de todos esses lançamentos integrarem o chamado verão americano, época em que os estúdios alocam seus principais lançamentos.

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de "Velozes e Furiosos 8": o filme mais buscado pelos brasileiros no 1º trimestre (Foto: divulgação)

Vin Diesel e Charlize Theron em cena de “Velozes e Furiosos 8”: o filme mais buscado pelos brasileiros no 1º trimestre      (Foto: divulgação)

 

Best-Seller vende bem no cinema

Segundo dados do Ingresso.com, a estreia “A Cabana”, adaptação do best-seller homônimo de William P. Young, foi o filme mais procurados pelos usuários do site de venda online de ingressos. ”A Bela e a Fera” e “O Poderoso Chefinho” vieram na sequência. “Velozes e Furiosos 8”, em pré-venda, foi o quinto filme mais procurado. Vin Diesel e sua turma vêm mesmo para acelerar.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Por falar em ingresso…

A Ingresso.com lançou nesta terça-feira, 11, novas plataformas focadas na experiência do usuário, desde a busca por informações sobre um filme até a compra do ingresso. O site e os apps para Android e iOS foram totalmente repaginados e oferecem busca avançada e browser inteligente e intuitivo, além de processo de check-out simplificado.  A nova estratégia faz parte do alinhamento de identidade com a Fandango, empresa-mãe da Ingresso.com que está entrando mercado latino-americano. Vale a pena conferir a novidade!

Charlize Theron chutando bundas

Charlize Theron em cena de "Atômica"

Charlize Theron em cena de “Atômica”

A Universal liberou o novo trailer de “Atômica”, também conhecido como o filme em que Charlize Theron (olha ela de novo!) chuta bundas, quebra braços e mostra que o cinema de ação precisa, sim, de um toque feminino.  A produção assinada por  David Leitch, de “De Volta ao Jogo”,  estreia no Brasil em 3 de agosto.

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segunda-feira, 3 de abril de 2017 Filmes | 08:28

Tom Cruise testa seus limites no novo trailer de “A Múmia”

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Cartaz teaser de "A Múmia"

Cartaz teaser de “A Múmia”

Uma das principais atrações do verão americano de 2018, “A Múmia” ganhou um segundo e agitado trailer. Além da prévia, que pode ser conferida abaixo, a Universal também liberou o novo cartaz teaser da produção, que estampa o rosto da atriz Sofia Boutella como a Múmia. Na história, a atriz interpreta uma antiga princesa cujo destino foi injustamente tirado dela. Sepultada em uma cripta abaixo do deserto, ela despertará nos dias atuais e desafiará a compreensão humana com sua malevolência e terror.

Das deslumbrantes areias do Oriente Médio até labirintos escondidos sob a Londres de hoje, “A Múmia” traz um equilíbrio entre maravilhas e emoções. Desperta no público o imaginário e introduz um novo mundo de deuses e monstros para o cinema. A ideia do estúdio é reestruturar os monstros da universal em uma espécie de universo compartilhado. Este primeiro lançamento, que Cruise e o diretor Alex Kurtzman resistem à conceituação de refilmagem (sim, daquele filme de 1999 estrelado por Brendan Frasier), serve fundamentalmente para testar o poder de fogo da ideia da Universal.  No elenco, além de Tom Cruise e Sofia Boutella, estão Russell Crowe, Annabelle Wallis, Jake Johnson e Courtney B. Vance.

A estreia mundial está marcada para 8 de junho.

 

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quarta-feira, 29 de março de 2017 Críticas, Filmes | 18:57

História de fantasma em “Personal Shopper” coloca protagonista para encontrar a si mesma

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Novo filme do cineasta Olivier Assayas parte do sobrenatural para permitir que personagem de Kristen Stewart reclame propriedade sobre a própria identidade

Kristen Stewart em cena de Personal Shopper

Kristen Stewart em cena de Personal Shopper

Olivier Assayas é aquele tipo de cineasta que gosta de fazer filmes diferentes. “Personal Shopper”, na superfície, é uma história de fantasma. No entanto, o segundo trabalho do francês com Kristen Stewart, o primeiro rodado inteiramente em língua inglesa, é uma drama algo imaginativo sobre o luto e a necessidade de se achar no mundo.

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Kristen Stewart é Maureen, uma jovem americana que mora em Paris e trabalha como personal shopper de uma badalada celebridade local. Quando tomamos contato com ela, Maureen se aloja por uma noite em uma mansão para tentar contato com uma presença, fantasma ou espírito, como preferir o leitor/espectador. Logo descobrimos que a tentativa de contato fora com seu irmão, que morreu na residência, que está para ser vendida.

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Maureen, a exemplo do irmão, se define como médium. Mas diferentemente dele, ela se mostra pouco à vontade com sua condição. A ideia de exercitar sua mediunidade é um sinal de que está carente dele, da representatividade do irmão em sua vida.

Olivier Assayas no set de Personal Shopper

Olivier Assayas no set de Personal Shopper

Assayas é hábil em utilizar esse mote para fazer elaborações sutis sobre o processo de luto e nada mais específico do que a tentativa de se conectar com um fantasma. Há, ainda, a reverberação a respeito do além vida e de como esse esforço para crer pode repercutir socialmente.

Não obstante, Assayas teoriza sobre o sentimento de inadequação que furta a paz de uma pessoa em certas circunstâncias. A ideia de passar o dia comprando coisas caras e luxuosas para uma estrela e viver em Paris certa vez soou como o melhor dos mundos para Maureen, mas conforme a acompanhamos essa condição passa a incomodá-la cada vez mais.

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Sem o irmão e sem algo que a afirme como pessoa, é como se Maureen tivesse se chocado com uma até então tolerável ausência de identidade. Um indicativo disso é a maneira como a relação dela com o namorado evolui ao longo do filme.

“Personal Shopper” não seria metade do filme que é sem a total devoção de sua protagonista. Kristen Stewart nunca esteve melhor. Ela deixa-se invadir pelo olhar de Assayas com misto de vulnerabilidade e coragem. Uma dicotomia que só grandes atrizes são capazes de elevar e este filme definitivamente existe para justificar que a atriz atinja outro nível de excelência como intérprete. Filme e atriz se fiam na irresolução para se comunicarem intimamente com a audiência.

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sexta-feira, 24 de março de 2017 Filmes, Notícias | 12:03

“Capitão América: Guerra Civil” chega em abril na Rede Telecine

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Para muitos o melhor filme de super-heróis que há, “Capitão América: Guerra Civil” é a grande estreia do mês de abril na Rede Telecine. A produção que levou mais de 9,5 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros chega ao canal premium no dia 29 de abril.

Depois que uma missão dos Vingadores termina com efeitos colaterais desastrosos, aumenta a pressão política para instalação de um sistema de responsabilidade, comandado por uma agência do governo, para supervisionar os super-heróis. Mas essa possibilidade divide o grupo em duas frentes: uma liderada por Steve Rogers (Chris Evans), o Capitão América, que quer manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem a interferência do governo; e a outra que segue a decisão de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro, de apoiar as autoridades.

Leia a crítica do Cineclube.

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quinta-feira, 23 de março de 2017 Críticas, Filmes | 17:34

Perturbador e cheio de clima, “Fragmentado” é novo acerto do cineasta de “O Sexto Sentido”

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Novo filme de M. Night Shyamalan agrada em cheio aos fãs do diretor e deve repercutir muito bem com fãs do bom cinema de suspense

James McAvoy em cena de "Fragmentado", já em cartaz nos cinemas brasileiros

James McAvoy em cena de “Fragmentado”, já em cartaz nos cinemas brasileiros

Depois do elogiado “A Visita”, que selou o retorno à boa fama junto à crítica de M. Night Shyamalan, o cineasta apresenta “Fragmentado”, filme que mantém a estrutura de baixo orçamento adotada pelo indiano em “A Visita”, mas representa uma ousadia formal em termos de narrativa. Há um trânsito desimpedido por gêneros como horror, thriller psicológico, entre outros.

Leia também: Shyamalan fala de traumas que curam no surpreendente “A Visita”

James McAvoy faz Kevin, um sujeito com 23 personalidades confinadas dentro dele. No filme não temos contato com todas elas, uma opção correta de Shyamalan que foca em cinco delas e perpassa as outras por meio de diálogos plenamente justificados ao longo de “Fragmentado”.

Outra preocupação digna de nota do indiano é fundamentar bem o distúrbio de Kevin para o público. Parte da graça do filme é ir descobrindo essas reminiscências.

Cena do filme Fragmentado

Cena do filme Fragmentado

A espetacular Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) vive uma menina retraída que é sequestrada com duas colegas de classe por Denis, uma das personalidades de Kevin. Diferentemente das colegas, ela parece reagir às circunstâncias de maneira mais fria e aí está armado o cenário para Shyamalan potencializar uma das maiores virtudes de seu cinema: o poder de metaforização.

Estamos aqui falando de monstros da vida real e de suas circunstâncias e tudo na construção cênica do filme lembra arquétipos de vilões que costumam aparecer em filmes de heróis, tudo muito mais soturno e fincado na realidade, é claro. A exemplo do verificado em “A Visita”, os traumas sofridos pelos personagens detém profundo valor dramático. Importante nessa concepção nada acidental é a atuação de James McAvoy. O escocês apresenta aqui um verdadeiro tour de force. Da atenção aos detalhes da caracterização – cada personalidade tem suas peculiaridades – à proeminência das emoções que palpitam conforme a relação entre as personalidades de Kevin, mas também delas com sua terapeuta (Betty Buckley) e reféns, evolui, o ator dá um show à parte.

Leia também: Humor, melancolia e honestidade dos personagens dão o tom em “T2 Trainspotting”

Tenso, intrigante e frequentemente surpreendente, “Fragmentado” é, em vários sentidos, um atestado da intransigência de Shyamalan como artista. No melhor dos sentidos. Impecável do ponto de vista narrativo, ou mesmo técnico – e o filme emula uma proposital atmosfera claustrofóbica – o cineasta evoca o passado para alinhar seu futuro de uma forma que vai mexer com a nostalgia dos fãs conquistados em “O Sexto Sentido” (1999) e “Corpo Fechado” (2000).

 

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sábado, 18 de março de 2017 Análises, Filmes | 08:30

Redescobrindo “Trainspotting”: Filme resiste ao tempo e se mantém como um soco no estômago do espectador

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Cena de Ewan McGregor mergulhando em uma privada ainda é das coisas mais impressionantes que o cinema já produziu. 21 anos depois, “Trainspotting – Sem Limites” ainda mesmeriza e preserva impacto

Ewan McGregor em cena de "Trainspotting - Sem Limites"

Ewan McGregor em cena de “Trainspotting – Sem Limites”

Com a chegada do novo filme, que estreia no Brasil na próxima quinta-feira (23), parece oportuno relembrar “Trainspotting – Sem Limites” (1996). Um dos filmes mais expressivos da década de 90, a produção de Danny Boyle se tornou um cult instantâneo e pavimentou principalmente a carreira de Ewan McGregor, que dois anos antes tinha feito “Cova Rasa” com Boyle.

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Adaptado da obra Irvine Welsh, “Trainspotting” não só é o filme mais enfático e absoluto sobre o uso de drogas, sem se resolver a partir de um julgamento moral, mas também um retrato desromantizado de toda uma geração. Durante a promoção do segundo filme, Ewan McGregor disse que sentiu que Mark Renton era o papel de sua vida e talvez seja mesmo. McGregor é muito bom ator e fez muita coisa boa de lá para cá, mas este personagem é tão emblemático e reverberante que é difícil esbarrar em algo mais significativo do ponto de vista histórico.

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As desventuras e picadas de um grupo de jovens de Edimburgo, na Escócia, envelheceu muito bem. No aniversário de 21 anos do filme, com a eminência da continuação, o filme original resiste como um soco no estômago.

A trilha sonora vibrante, a linguagem viodeoclipada, o cinismo efervescente de Renton, o bromance com Sick Boy (Johnny Lee Miller), a urgência do registro sobre o apelo das drogas para uma juventude potencialmente alienada e aquela Escócia à vontade às sombras da Inglaterra.

A turma de Trainspotting reunida

A turma de Trainspotting reunida

“Trainspotting” chegou à segunda década do século XXI em carne viva.

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Rever o filme hoje é interessante, ainda, à luz de um pensamento social cada vez mais tolerante ao consumo de drogas. Transbordante em cultura pop, as referências de Sick Boy a Sean Connery são especialmente saborosas agora que o ator escocês já está aposentado, o filme se assevera como documento histórico que ainda detém a bonificação de ser um símbolo do britpop que explodiu na década de 90.

Rever “Trainspotting” é ser invadido por uma sensação que alguns filmes dos anos 90 provocaram e que o cinema recente parece capaz de instigar com menos frequência. A sagacidade da obra, seu vaticínio, força dramática e, fundamentalmente, seu espírito permanecem intactos.

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