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Arquivo da Categoria Filmes

quinta-feira, 28 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 06:00

“Meus heróis são sempre pessoas que se sentem excluídas”, diz J.K Rowling

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Foto: divulgação

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Em vídeo inédito de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, a escritora e roteirista do filme J.K. Rowling fala sobre a essência e construção do personagem Newt Scamander e porque ele pode ser considerado um novo herói para uma nova era. Eddie Redmayne, que interpreta Newt, também comenta sobre a história de seu personagem. “Ele se sente mais à vontade com essas criaturas do que com seres humanos”, observa o ator vencedor do Oscar por “A Teoria de Tudo”.

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” começa em 1926, quando Newt Scamander acabara de concluir uma exploração mundial para encontrar e documentar uma extraordinária variedade de criaturas mágicas. Chegando em Nova York para uma breve escala, ele poderia ter passado por ali sem qualquer incidente… se não fosse por um Não-Maj (o nome americano para “Trouxa”) chamado Jacob, uma maleta mágica extraviada, e a fuga de alguns dos animais fantásticos de Newt, que poderiam causar problemas para os mundos dos bruxos e o dos Não-Maj.

Leia mais: “Animais Fantásticos e Onde Habitam” leva magia à Comic-Con 2016

O filme marca a estreia de J.K. Rowling como roteirista e estreia no Brasil em 17 de novembro.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 20:33

“O Bom Gigante Amigo” fecha um ciclo e dá início a outro na carreira de Steven Spielberg

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eeeSteven Spielberg lançou “E.T – O Extraterrestre”, um de seus filmes mais famosos, no mesmo ano da primeira publicação de “O Bom Gigante Amigo”, de Roald Dahl. É coincidência, mas não deixa de provocar certo encantamento. Não é coincidência, porém, que o cineasta volte a trabalhar com a roteirista Melissa Mathison, com quem colaborou em “E.T”, justamente na adaptação da obra de Dahl para o cinema.

“O Bom Gigante Amigo” é, sob muitos aspectos, algo novo para Spielberg. É seu primeiro filme britânico, dos atores à ambientação, passando pelas locações e pelo tom. É, também, em 50 anos de carreira, seu primeiro filme para a Disney. Não obstante, é a primeira vez que Spielberg e seu diretor de fotografia habitual, Janusz Kaminski, aderem ao digital.

Leia mais: Coração de “O Bom Gigante Amigo”, Ruby Barnhill é nova descoberta de Spielberg

“O Bom Gigante Amigo” é a segunda adaptação da obra de Dahl a ganhar os cinemas pela Disney. A primeira foi “James e o Pêssego Gigante” em 1996. É um projeto que fala ao coração do homem por trás de sucessos como “Jurassic Park”, “Tubarão”, “O Resgate do Soldado Ryan” e “Guerra dos Mundos”.  Não à toa, Spielberg perseguiu o projeto por anos a fio com a sua Dreamworks, mas direitos autorais e licenças viabilizaram essa até então inédita colaboração entre o diretor de “Hook : A Volta do Capitão Gancho” e o estúdio de Mickey Mouse.

O filme debutou em Cannes e não causou nenhuma sensação. Tratando-se de Spielberg, a recepção na Riviera francesa foi até fria. A bilheteria seguiu o norte apontado pelo festival francês.  Nos EUA, onde estreou em 21 de junho, o filme fez pouco mais de US$ 50 milhões, o que o coloca como um dos poucos, e mais escandalosos, fracassos da carreira do cineasta. Para quem foi criança nos anos 80, essa estatística pouco importa. “O Bom Gigante Amigo” é um Steven Spielberg sem medo de ser feliz e, justamente por isso, oitentista até a alma.

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terça-feira, 26 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 17:13

Filme para fãs, “Jason Bourne” abraça discussão sobre liberdade e vigilância na internet

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Damon e Vikander em cena do filme (Foto: divulgação)

Damon e Vikander em cena do filme
(Foto: divulgação)

Há de ponderar sobre a necessidade de dar sequência à franquia Bourne no cinema, mas Hollywood sendo Hollywood destitui esse exercício de qualquer sentido. Os filmes protagonizados por Matt Damon, em especial os dois primeiros, recodificaram o cinema de ação, trazendo-o para o século XXI.

“O Legado Bourne” (2012) foi uma tentativa relativamente bem-sucedida de expandir esse universo. “Jason Bourne” (2016) sela o retorno de Damon e do cineasta Paul Greengrass à franquia e desconsidera quase que por completo o filme estrelado por Jeremy Renner.

Para todos os efeitos, “Jason Bourne” é um capricho para os fãs, que passaram cerca de oito anos clamando pelo retorno de Damon à série. Está tudo lá. O jeitão frio e cerebral de Bourne, o chefão da CIA implacável (Tommy Lee Jones), o assassino de poucas palavras no encalço do herói (Vincent Cassel), as lutas cruas mano a mano, a perseguição de carro no clímax, a câmara agitada e a montagem nervosa. Paul Greengrass está em território conhecido e “Jason Bourne” é um grande aceno aos fãs da trilogia original.

Fosse só isso, já estaria muito bom. Mas o filme vai além. Alicia Vikander, na pele da chefe da divisão de crimes cibernéticos da CIA, cria uma personagem já marcante na série. Com agenda própria, ela é a grande protagonista do filme, apesar da saudade que o público tem de Bourne.

Não obstante, “Jason Bourne” busca sua contemporaneidade ao frisar uma das grandes questões do mundo moderno em que a criptografia polariza um debate entre governos e grandes empresas.  Ao encampar um debate de um mundo pós-Snowden, “Jason Bourne” traz mais uma vez à superfície o que a série tem de melhor: ser um thriller de seu tempo.

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domingo, 24 de julho de 2016 Bastidores, Filmes | 06:00

“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, ganha novo vídeo de bastidores

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Sonia Braga em cena de "Aquarius" (Foto: divulgação)

Sonia Braga em cena de “Aquarius”
(Foto: divulgação)

“Aquarius” acaba de divulgar o segundo vídeo de making of com imagens dos bastidores e curiosidades sobre as filmagens, realizadas durante oito semanas, no Recife, entre agosto e setembro de 2015. Ao todo, serão divulgados cinco vídeos até a estreia  comercial do longa, no dia 1º de setembro.  “Aquarius” foi escolhido como filme de abertura do 44º Festival de Cinema de Gramado, e Sonia Braga será homenageada com o Troféu Oscarito. O segundo longa-metragem de ficção de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”) teve sua estreia mundial na França, como parte da seleção oficial competitiva do festival de Cannes e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Sydney e no Transatlantyk Film Festival, na Polônia.

No filme, conhecemos a história de Clara (Sonia Braga), uma escritora e jornalista aposentada, moradora do edifício Aquarius, último de estilo antigo na beira mar do bairro de Boa Viagem, no Recife. Dona de um apartamento repleto de discos e livros, ela precisa lidar com as investidas de uma construtora que pretende demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.

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sábado, 23 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 19:59

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” leva magia à Comic-Con 2016

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Foto: divulgação

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O terceiro trailer de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” foi divulgado neste sábado (23) pela Warner Bros na San Diego Comic-Com 2016.

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” adapta o livro didático no mundo de Harry Potter que cataloga 75 espécies de criaturas mágicas pelos cinco continentes.  Obra cinematográfica se foca nas viagens do autor do livro, Scamander, 70 anos antes das aventuras de Harry Potter.

Foto: reprodução/Twitter

Foto: reprodução/Twitter

Primeiro filme de uma nova trilogia, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” tem direção de David Yates e chegará aos cinemas em 17 de novembro de 2016. As continuações têm estreias previstas para 2018 e 2020. Além de assinar o roteiro, J.K. Rowling tem total controle criativo sobre a adaptação.

Eddie Redmayne, que interpreta Newt Scamander , disse na apresentação do filme que haverá mimos para os fãs de Harry Potter. “Com certeza teremos vários ‘easter eggs’ para os fãs de Harry Potter no filme”.

No início do painel, Redmayne fez a festa da plateia ao descer do palco e distribuir varinhas para todas as mais de seis mil pessoas presentes. Depois de distribuir o brinde, ele pediu que todos juntos recitassem o feitiço Lumos Maxima (que cria um foco de luz na varinha), para poder tirar uma foto da plateia. Depois do “feitiço”, as luzes do Hall H se acenderam.

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Filmes, Notícias | 19:41

“Kong: A Ilha da Caveira” ganha primeiro trailer legendado

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A Warner Bros teve um dos painéis mais concorridos da Comic-Con de San Diego em 2016 e, entre muitas novidades, o estúdio apresentou em primeira mão o trailer de “Kong: A Ilha da Caveira”. O filme é uma prequela do clássico de 1933 refilmado por Peter Jackson em 2005 e tem como objetivo mostrar as origens do maior monstro do cinema, o gorila gigante Kong.

Tom Hiddleston (“Os Vingadores”), Brie Larson (“O Quarto de Jack”), Samuel L. Jackson (“Homem de Ferro”), Jason Mitchell (“Straight Outta Compton: A História da N.W.A”) e John C. Reilly (“Chicago”) estão no elenco. Dirigido por Jordan Vogt-Roberts, a produção chega aos cinemas nacionais em 9 de março de 2017.

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Filmes, Notícias | 17:32

Na guerra contra a Marvel, Warner e DC mostram os dentes na Comic-Con 2016

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Primeira foto promocional de "Liga da Justiça"

Primeira foto promocional de “Liga da Justiça”

Como muitos esperavam, “Capitão América: Guerra Civil” fez mais dinheiro do que “Batman VS Superman: A Origem da Justiça” no primeiro semestre deste ano. A Warner, que produz e distribui os filmes baseados nos personagens da DC Comics, espera que “Esquadrão Suicida”, que chega aos cinemas no início de agosto, recupere terreno e alcance o sucesso de público e crítica que os filmes da rival gozam. Além de um novo e suculento material deste filme, o estúdio apresentou na Comic-Con, que acontece em San Diego, o primeiro trailer de “Mulher Maravilha” e um material exclusivo montado para o evento de “Liga da Justiça”; os dois previstos para chegarem aos cinemas em 2017.

Crítica: “Batman vs Superman” não supera o hype e deixa transparecer improvisos

Crítica: Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

 Confira o novo trailer de “Esquadrão Suicida” 

Os três trailers são de dar água na boca. “Mulher-Maravilha”, como se sabe, é o primeiro grande blockbuster de super-heróis estrelado por uma personagem feminina e o primeiro trailer do filme dirigido por Patty Jenkins não deixa esse elefante na sala passar incólume. A Warner larga na frente da Marvel em matéria de diversidade no universo dos super-heróis com um filme que promete corresponder às altas expectativas. A julgar, claro, pelo material promocional disponibilizado no evento.

Leia mais: Troca de diretoras em “Mulher-Maravilha” é mais uma rusga na disputa entre Marvel e Warner 

Já o teaser de “Liga da Justiça” mostra que Zack Snyder está atento às críticas. Em pouco mais de dois minutos de material, há mais humor do que em todos os filmes do diretor somados. A tensão entre Batman e Aquaman e a malandragem marota do Flash são os destaques desse mimo que o estúdio preparou para os fãs. Convém lembrar que as filmagens da produção começaram em abril último, na esteira da má recepção a “Batman VS Superman”.

Ben Affleck, que como toda a família DC compareceu ao painel da Warner neste sábado, falou sobre a pressão de dirigir o filme solo do “Batman”, que deve mesmo ser lançado apenas em 2019.

Confira o trailer de “Liga da Justiça”

Confira o trailer de ‘Mulher-Maravilha”

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sexta-feira, 22 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 17:29

Comédia inspirada, “Florence: Quem é Essa Mulher?” une sátira e coração

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Stephen Frears é um cineasta especialmente interessado por personagens fora do lugar comum. Da rainha Elizabeth a Lance Armstrong, sua filmografia compreende obras que são verdadeiros estudos de personagens. Nesse contexto, “Florence: Quem é Essa Mulher?” é uma agradável surpresa.

Estrelado por Meryl Streep, o filme não é tão ambicioso quanto “A Rainha” (2006), ou excêntrico como “Sra. Henderson Apresenta” (2005), mas revestido de certo histrionismo busca revelar uma figura curiosa e surpreendentemente complexa.

Florence Foster Jenkins (Streep) é uma rica excêntrica que alimenta grande entusiasmo pela música. Durante a segunda grande guerra, virou uma espécie de patrocinadora e promotora da música em Nova York. Florence, no entanto, mantinha o desejo de ser uma cantora de ópera e se valeu de sua comodidade financeira para perseguir esse sonho.

O que torna a história peculiar é que Florence canta muito mal. Mas o que afere graciosidade e relevo dramático a “Florence: Quem é Essa Mulher?” são as minúcias do registro. Frears flagra uma Florence frágil, vulnerável e ingênua. Ela tem uma relação totalmente fora das convenções com St.Clair Bayfield (Hugh Grant), com quem é casada, e sofre os efeitos nefastos da sífilis desde os 18 anos. Florence é uma espécie de pária. Apesar de abastada e constante na alta sociedade nova-iorquina, ela só é lembrada por alguém que precisa de recursos e proventos. St.Clair, que mantém uma amante (Rebecca Ferguson) com o consentimento de Florence, é quem tenta proteger Florence dos abutres da alta sociedade. É ele, também, quem se esforça para que Florence emplaque uma carreira de cantora a despeito de sua total falta de talento.

A generosidade com que o filme trata seus personagens é realmente notável e o trabalho de Meryl Streep e Hugh Grant, especialmente deste último, ganham ainda mais importância nesse sentido.

Grant defende um personagem afetado e que tem tudo para despertar certa antipatia do público, mas o ator consegue grifar os bons predicados de St.Clair ressaltando que sua relação de lealdade com Florence é diferente, e muito mais rica, do que superficialmente somos capazes de acreditar.

“Florence: Quem é Essa Mulher?”, além de iluminar essa personagem tão incomum, tem o mérito de ser um pequeno culto à arte como celebração da vida e uma sátira inspirada à excentricidade de certas figuras da alta sociedade. Um Stephen Frears menor, mas não menos inspirado.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 19:09

Ryan Gosling e Russell Crowe mostram que são bons de comédia em “Dois Caras Legais”

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Ryan Gosling e Russell Crowe fazem dois detetives desastrados que tentam desbaratar um intrincado caso que envolve corrupção na indústria automobilística, pornografia, uma série de assassinatos e a ameaça à vida de uma adolescente (Margaret Qualley). “Dois Caras Legais” pertence àquela safra de comédias de ação que Hollywood tão bem produziu nos idos dos anos 80 e 90, cujo maior expoente é a série “Máquina Mortífera”.

Não é mera coincidência que o homem por trás de “Dois Caras Legais” seja o mesmo Shane Black que roteirizou toda a franquia. Cinismo e humor negro ditam a trama que apresenta um caso menos complexo do que aparenta, mas a maneira que ele vai sendo construído – com base nas deduções e descobertas do par de detetives acidentais – é que garante o encadeamento da ação.

Gosling dá vida a Holland March, viúvo e pai de uma menininha (Angourie Rice) que parece levar mais jeito para detetive do que ele. March tirou sua licença de detetive porque entendia que era um trabalho mais fácil do que muitos outros. Ou seja, é um cara que não apresenta lá muita obstinação. Crowe é Jackson Healy, um brucutu que se disponibiliza tanto para agiotagem como para “dar recados com seus punhos”.

Essa adolescente que parece despertar o interesse de gente barra pesada obriga a colaboração cheia de estranhamentos entre esses dois tipos.

“Dois Caras Legais”, tal qual “Beijos e Tiros” (2005), estreia de Black na direção, combina Los Angeles, crimes, uma pitada de cinema e muita comédia de erros. É um entretenimento redondo que se beneficia do excelente timing cômico de Gosling e Crowe. Para o tipo de cinema que Black vem praticando como roteirista e diretor, excetuando-se o terceiro “Homem de Ferro”, a afinidade dos protagonistas é parte essencial do sucesso da trama.

A inteligência do roteiro reside justamente em fornecer diálogos cortantes e espertos, bem como situações esdrúxulas o suficiente para que os atores brilhem e cativem o público.

Com um colorido vibrante e um desenvolvimento narrativo que sabe se fazer surpreendente, sem perder de vista o humor como elemento central, “Dois Caras Legais” é aquele tipo de filme que se assiste com um sorriso no rosto. É entretenimento com “e” maiúsculo.

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quarta-feira, 20 de julho de 2016 Filmes | 19:10

“Dois Caras Legais” promove muitos reencontros no cinema

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O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de "Dois Caras Legais" (Foto: divulgação)

O diretor Shane Blacke o produtor Joel Silver, à esquerda, no set de “Dois Caras Legais”
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Kim Basinger e Russell Crowe já contracenaram em uma Los Angeles do passado no obrigatório e oscarizado “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997). Quase 20 anos depois, eles se reúnem uma vez mais em uma Los Angeles moribunda. Só que agora em “Dois Caras Legais”, um filme menos propenso a ganhar um Oscar, mas não menos obrigatório por causa disso.

Mas este não é o único reencontro que o filme que chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) promove. Shane Black e o produtor Joel Silver também reeditam uma velha parceria. Silver, que pôs Black no mapa ao produzir o roteiro de “Máquina Mortífera”, também produziu a primeira incursão de Black como diretor, “Beijos e Tiros” em 2005. Em todos os casos, Los Angeles era o ponto em comum.

“Los Angeles nos anos 1970 era  uma cidade decadente, coberta  por  uma crosta de fumaça,  e a famosa  Hollywood Boulevard tinha se tornado uma fossa de  pornografia. Nesse cenário, você pega dois atrapalhados que tropeçam nos cadarços dos próprios  sapatos e acabam desbaratando essa conspiração gigante. Então, você tem uma conspiração, tem a decadência, e nosso desafio era saber quão inadequados esses dois caras poderiam ser para a cruzada que teriam que enfrentar”, diz Black em material divulgado à imprensa sobre o mote do filme .

“Eu acho que Shane tem uma voz cinematográfica única”, explica Silver. “Seus filmes não são comédias tradicionais; são filmes de ação com humor, o que lhes da uma estética diferente. Seus filmes são histórias sérias sobre caras durões, insensíveis. Há momentos cômicos ao longo do filme, mas as sequências de ação super elaboradas fazem com que o humor funcione ainda melhor.”

Black, sem deixar Los Angeles sair de vista, arremata: “O que foi interessante para mim é que algumas situações (no filme) não são muito diferentes das que ainda temos em Los Angeles. Havia corrupção, pânico em relação ao preço do combustível, medo da poluição… São  os  anos  1970, mas me pareceu um espelho maravilhoso para os problemas sociais que persistem ainda hoje”.

No vídeo abaixo, o cineasta fala um pouco mais sobre os dois personagens principais vividos por Russell Crowe e Ryan Gosling.

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