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Arquivo da Categoria Filmes

quarta-feira, 6 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 20:32

Cinema norueguês contemporâneo ganha mostra em São Paulo com sessões gratuitas

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Cena do filme "Eu Sou Sua", um dos destaques da mostra (Foto: divulgação)

Cena do filme “Eu Sou Sua”, um dos destaques da mostra
(Foto: divulgação)

Entra em cartaz nesta quinta-feira (7) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, uma mostra que celebra o cinema norueguês contemporâneo. Fruto de parceria entre a Cinemateca Brasileira e a embaixada da Noruega, a mostra se estende até o dia 17 de julho.

O evento propõe-se revelar a filmografia atual do país, com títulos produzidos nos últimos anos, grande parte deles ainda inéditos no circuito comercial da cidade. Entre os destaques estão “Kon-Tiki”, de Joachim Rønning e Jesper Sandberg, sucesso em festivais recentes, “Victoria”, de Torun Lian, adaptação do romance homônimo de 1898, do vencedor do Prêmio Nobel, Knut Hamsun, os dramas teens de “Beije-me, cacete!”, de Stian Kristiansen, o juvenil “Amor de verdade”, de Anne Sewitsky e os documentários “Que se ouça o grito”, de Dheeraj Akolkar, “Parentes são eternos”, de Frode Fimland e “Corações valentes”, de Kari Anne Moe.

Todas as sessões têm entrada franca. É possível obter mais informações e conferir a programação completa da mostra no site da Cinemateca.

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Críticas, Filmes | 18:46

“Janis: Little Girl Blue” revela conflituosa Janis Joplin por trás do ícone do rock

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Estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas paulistanos, o documentário “Janis: Little Girl Blue”. Com distribuição da Zeta Filmes, a produção chega Janischancelada por diversos festivais de cinema mundo afora como Veneza, Toronto e Londres. Além, é claro, do Festival do Rio, onde o filme foi uma das atrações em 2015.

A produção consumiu sete anos de Amy J. Berg, diretora e roteirista da produção. O filme aprofunda-se na breve carreira e na intimidade de Janis Joplin, por meio de imagens de arquivo – algumas das quais inéditas –, correspondências pessoais de Janis e entrevistas com ela e seus contemporâneos. Sua única passagem pelo Brasil também é mencionada no filme, que é acima de tudo repleto de trechos de performances ao vivo de suas canções mais icônicas, tanto em sua fase com a Big Brother & The Holding Company como de sua carreira solo.

“Janis: Little Girl Blue”, que empresta de uma das mais tristes canções de Janis seu título, evita conjecturas sobre o destino trágico da cantora, morta aos 27 anos vítima de uma overdose de heroína, mas expõe diversas interpretações a respeito do que poderia ter acontecido. Dessa forma, permite ao público construir sua própria narrativa – romântica ou cética – do que aconteceu com a primeira mulher a acontecer no rock.

Mas o crepúsculo de Janis Joplin, ainda que cinematograficamente cativante, não é o destaque do filme. Ele se ocupa de desnudar o ícone e revelar a mulher, cheia de inseguranças e dotada de um otimismo contrastante com seu mergulho cada vez mais definitivo no mundo das drogas.

“Janis: Little Girl Blue” é daqueles filmes que falam mais ao coração dos fãs, mas que tem muito a dizer a quem entrar no cinema por mero acaso.

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segunda-feira, 4 de julho de 2016 Críticas, Filmes | 20:16

Transformações da China e suas reminiscências permeiam o solar “As Montanhas se Separam”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

O cinema de Zhang-Ke Jia é tradicionalmente constituído por elipses, sutilezas e abstrações que costumam embalar uma produção visualmente robusta e narrativamente cheia de camadas. Com “As Montanhas se Separam” (China, 2015) não é diferente.

Depois de fazer uma crítica ferrenha à sociedade e cultura chinesa, bifurcada entre os sistemas capitalista e comunista, em “Um Toque de Pecado”, Jia volta a tratar do choque entre a China moderna e a China tradicional, mas a partir de um prisma completamente novo, oxigenado e criativo.

O filme se passa em três momentos. Em 1999, 2014 e 2025 (neste segmento, ambientado na Austrália, o filme passa a ser falado majoritariamente em inglês, feito até então inédito na carreira do cineasta).

Sua mulher e atriz-fetiche, Zhao Tao, interpreta Tao, a mulher dividida na juventude entre dois amores: Jinsheng (Zhang Yi) e Lianzi (Jing Dong Liang). O primeiro, empreendedor e entusiasta da cultura ocidental, surge como um grande empresário. O segundo, um modesto empregado numa mina de carvão, de quem Tao parece apreciar mais a companhia.

Esse primeiro ato é todo construído de maneira arquetípica e, não à toa, Tao é uma metáfora pronta da China dividida entre seus valores tradicionais e o capitalismo selvagem.  Quando Jinsheng compra a mina de carvão em que Lianzi trabalha, a batalha pelo “controle” do coração de Tao se acirra e ela é forçada a fazer uma escolha.

Há belas cenas que individualmente acrescem vigor narrativo ao todo, como quando Lianzi vislumbra um felino enjaulado.  No terceiro ato, focado em Dollar (Dong Zijang), filho de Tao e Jinsheng,  e passado na Austrália, percebemos no foro íntimo do personagem o seu flagelo e consternação e, novamente, flagramos uma China em crise de identidade. O personagem sequer se lembra de como falar chinês.

Dollar busca desesperadamente se reconectar com seu passado (e o passado de seu país) e sua mãe. No futuro imaginado por Jia, há aulas para se conhecer mais sobre a cultura chinesa e o estranhamento das circunstâncias dos personagens, todos desconfortáveis com o estado das coisas e com suas atuações para tal, salta aos olhos do espectador com poesia incontida. “Acho que precisamos sofrer para saber que amamos”, diz uma personagem em determinado momento. A frase, e o contexto em que ela é proferida, deixam claro que apesar da atenção à crítica político-social, e de sua eloquência, “As Montanhas se Separam” jamais perde de vista o componente humano. São características que, combinadas, elevam o novo filme de Zhang-Ke Jia ao patamar de obra de arte.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 19:42

Cinco filmes para ver em julho nos cinemas

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O mês de julho costuma ser relacionado às férias escolares e há bons filmes na programação dos cinemas para atender a essa demanda. O Cineclube volta a apresentar mensalmente um guia para filtrar filmes para perfis diversos de público e que contemplem obras que mereçam ser descobertas, independentemente de gênero ou orçamento. A ideia é realizar uma curadoria para o leitor e cinéfilo. Vamos às opções deste mês.

 

“Procurando Dory”, de Andrew Stanton e Angus MacLane

(Já em cartaz)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

A continuação do sucesso de 2003 é a principal estreia deste fim de semana nos cinemas brasileiros. “Procurando Nemo” valeu a Pixar seu primeiro Oscar na categoria de animação. Categoria esta que hoje domina e que deve ter “Procurando Dory” entre os indicados em 2017. O filme acompanha as desventuras da peixinha azul Dory, grande atração do filme original. Aqui ela tenta reencontrar sua família. Algo bem complicado já que ela sofre perda de memória recente. Com alguns flashbacks para mostrar a infância da personagem, o filme é o que se costuma chamar de uma graça.

“Julieta”, de Pedro Almodóvar

(Estreia em 7/07)

Julieta

O novo filme do cineasta espanhol, que tem um séquito de fãs numeroso no Brasil, chega depois de receber críticas divididas em Cannes. Trata-se de um melodrama característico de Almodóvar. Julieta (personagem vivida pelas atrizes Adriana Ugarte e Emma Suárez em diferentes fases da vida) é abandonada por sua filha e depois de passar por um tumultuado processo de luto se defronta com a possibilidade de tê-la de volta em sua vida. Essa premissa é o suficiente para Almodóvar tecer sua costumeira colcha de retalhos do universo do feminino e das complexidades entre mães e filhas, tudo com muita sensibilidade e sutileza.

“Dois Caras Legais”, de Shane Black

(Estreia em 21/07)

Dois caras legais

Shane Black é um dos caras mais inteligentes e bem-humorados em Hollywood. Mente por trás da franquia “Máquina Mortífera”, aqui ele faz uma nova contribuição ao subgênero “buddy movie” com Russell Crowe e Ryan Gosling como dois detetives para lá de atrapalhados, mas bem intencionados, que precisam investigar uma conspiração que envolve o assassinato de uma estrela pornô, a indústria automobilística e mais outras tantas idiossincrasias dos anos 70. É uma comédia de ação, com o pé no noir e com um colorido que vai te injetar uma vibe setentista na veia.

“De Longe te Observo”, de Lorenzo Vigas Castes

(Estreia em 21/07)

De Longe te observo

O último vencedor do Leão de Ouro em Veneza finalmente chega aos cinemas brasileiros. Primeira produção venezuelana a triunfar no lido, “De Longe te Observo” aborda a homossexualidade de uma perspectiva totalmente original. Armando costuma pagar rapazes para que o acompanhem até sua casa onde ele se masturbe diante da nudez deles. Quando um garoto líder de uma gangue local aceita o convite, a vida dos dois muda radicalmente.

“Jason Bourne”, de Paul Greengrass

(Estreia em 28/07)

Jason Bourne

Ele está de volta e se lembra de tudo, brada o slogan de “Jason Bourne”, quinto filme da franquia e o quarto com Matt Damon como protagonista. Paul Greengrass, diretor do segundo e do terceiro, que ajudou a redefinir o cinema de ação no século XXI, também retorna.

O elenco é full star e conta com Tommy Lee Jones e Vincent Cassell. Em um ano com confrontos de heróis na tela grande, este filme tem tudo para ser o filme de ação do ano.

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Filmes | 07:00

Clássico instantâneo, “O Diabo Veste Prada” comemora dez anos de seu lançamento no cinema

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Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme (Fotos: Divulgação)

Atriz tarimbada e premiada, Meryl Streep viveu sua primeira personagem francamente pop no filme
(Fotos: Divulgação)

Nesta quinta-feira (30) completam dez anos do lançamento de “O Diabo Veste Prada” nos cinemas dos Estados Unidos. No Brasil, o filme dirigido por David Frankel seria lançado apenas em 22 de setembro.

Incensado imediatamente ao culto fashion, o filme deu a Meryl Streep uma das personagens mais marcantes de sua carreira, a cruel Miranda Priestly, decalcada da editora megera da Vogue Anna Wintour.

O filme, uma adaptação da obra homônima de Lauren Weisberger, arrecadou mais de US$ 320 milhões nas bilheterias garantindo-se como um dos hits do ano nos cinemas e é frequentemente escalado para a Sessão da Tarde da Globo.

Anne Hathaway, em seu primeiro protagonismo fora da série “O Diário da Princesa”, é Andy Sachs, egressa da faculdade de jornalismo com os sonhos que todo universitário – especialmente aqueles que fazem jornalismo – carregam na bagagem. Ela vai fazer um estágio com Miranda na revista de moda Runaway e aos poucos vai ganhando perspectiva na vida e na carreira.

“O Diabo Veste Prada” sobrevive ao hype e é um exercício interessante revisitá-lo neste seu aniversário de dez anos. Trata-se de um filme muito sensível sobre ritos de amadurecimento. Além de prover um minucioso retrato da oposição entre o ideário do jornalismo e à prática dele.

“O diabo Veste Prada” marcou o começo da democratização da moda (o fast fashion) na esteira das redes sociais e do reality show “Project Runaway” que começou dois anos antes. O timing também foi perfeito para as atrizes que o estrelaram. Anne Hathaway se firmou como uma estrela em ascensão a qual os estúdios poderiam apostar, Emily Blunt aconteceu e Meryl Streep voltou ao Oscar, a qual não concorria há inacreditáveis quatro anos, com sua personagem mais comercial. Aos 57 anos, Streep era um ícone pop.

Emily Blunt e Gisele Bündchen: ótimas tiradas , piadas internas e algum sarcarsmo

Emily Blunt e Gisele Bündchen: ótimas tiradas , piadas internas e algum sarcasmo

“Eu nunca imaginei que as minhas falas neste filme seriam citadas para mim todas as semanas da minha vida”, confessou Blunt em recente entrevista à Variety por ocasião dos dez anos do filme.

Para o papel de Anne Hathaway foram testadas as atrizes Rachel McAdams (“Spotlight – Segredos”) e Juliette Lewis (“Cabo do medo”). Ela acabou sendo escolhida por causa do instinto do diretor que “a via como uma boa Andy”. Hollywood tem seus caprichos e eles, as vezes, dão muito certo.

Para além dos figurinos exuberantes, da trilha sonora pop, com Lily Allen, U2, Madonna e Alanis Morissette, “O Diabo Veste Prada” pertence àquela estirpe de blockbusters com alma que Hollywood entrega de quando em quando.

Com excelentes coadjuvantes – Stanley Tucci é um deleite em cena -, boas participações especiais (como Gisele Bündchen) e sutilezas como a preocupação de Miranda com Andy e seu esforço para não se despir da carapuça de megera, o filme faz por merecer seu status na cultura pop. Vira e mexe se comenta sobre a possibilidade de uma sequência – um segundo livro foi publicado – mas a ideia nunca foi para frente. “Eu acho que esse já atingiu a nota certa”, disse Anne Hathaway em entrevista recente sobre a possibilidade de um “O Diabo Veste Prada 2”. “É melhor deixar como está”.

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terça-feira, 28 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 17:47

Bridget não sabe quem ela quer que seja o pai de seu filho no novo trailer de “O Bebê de Bridget Jones”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Com estreia marcada para 29 de setembro em circuito nacional, “O Bebê de Bridget Jones” ganhou seu segundo trailer nesta terça-feira (28). O filme começa com Bridget (Renée Zellweger) já divorciada de Mark Darcy (Colin Firth). Ela parece finalmente ter sua vida nos trilhos. Produtora do noticiário em que trabalhava, ela se orgulha por ter uma boa relação com seu ex. Quando tudo parece estar as mil maravilhas, ela descobre que, aos 40 anos de idade, está esperando seu primeiro filho.  Que pode ser tanto de Darcy, como de Jack (Patrick Dempsey).

Daí a brincadeira proposta pela médica vivida por Emma Thompson no filme com a situação de um reality show em que torcemos por um candidato com hashtags. No caso elas são #definetlyDarcy e #totallyJack.

Renée Zellweger, que está de volta ao cinema após um hiato de seis anos e à personagem depois de 12 anos, recebeu a reportagem do Telecine para falar sobre o filme. A entrevista foi realizada em Londres e a coluna tem um registro exclusivo do encontro.

Renée Zellweger dá tchauzinho na selfie feita por Moisés Liporage, repórter do Programa Preview, do Telecine, ao final da entrevista realizada em Londres. O jornalista conversou com a estrela norte-americana sobre o filme "O Bebê de Bridget Jones", que estreia nos cinemas em setembro.

Renée Zellweger dá tchauzinho na selfie feita por Moisés Liporage, repórter
do Programa Preview, do Telecine, ao final da entrevista realizada em
Londres. O jornalista conversou com a estrela norte-americana sobre o filme
“O Bebê de Bridget Jones”, que estreia nos cinemas em setembro.

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sábado, 25 de junho de 2016 Atores, Filmes | 17:14

“Acho que a mudança climática é a grande ameaça que pode unir a humanidade”, diz Bill Pullman no Brasil

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Foto: AgNews

Foto: AgNews

“Eu acho que a mudança climática é a grande ameaça que pode unir a humanidade”, disse ao iG o ator Bill Pullman em entrevista realizada durante sua passagem por São Paulo para divulgar “Independence Day: O Ressurgimento”. A coluna quis saber do ator, que volta a viver o presidente Whitmore, agora ex-presidente e marcado por sequelas emocionais e psicológicas do primeiro confronto contra os aliens, o que precisaria acontecer para unir a humanidade.

Isso porque em “Independence Day: O Ressurgimento” há paz e colaboração plena entre as nações e há, ainda, a sugestão de inexistência de ameaças terroristas como as que nos deparamos na vida real. “Eu não tinha parado para pensar sobre como os medos dos anos 90 evoluíram e são diferentes dos de hoje. O primeiro filme veio um pouco depois do fim da Guerra Fria e hoje me parece que não podemos parar de pensar na mudança climática. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar essa questão”, observa Pullman. “Está acontecendo”.

Leia também: Bill Pullman sobre excesso de CGI no novo “Independence Day”: “Parece Teatro”

“Não deixa de ser irônico que a Grã-Bretanha esteja votando para se separar da União Europeia”, continua o ator. A entrevista foi realizada na quinta-feira (23), dia em que os britânicos foram às urnas para decidir se permaneciam ou não no bloco econômico. “Se você olhar por este contexto, da necessidade de colaboração entre as nações, é muito interessante que a sequência do filme esteja chegando neste momento”.

Pullman explicou à coluna que não vê o terrorismo como o elemento possível de unir nações porque o medo chega a níveis tão exasperados que faz com que pessoas, ou nações, tomem medidas extremas contra outras. “É algo novo para a gente e que está acontecendo com uma frequência assustadora”, observa em referência a recentes casos na França e nos EUA. “O sentimento de tentar diminui-lo (terrorismo) é bom, mas acho que devemos tentar gerenciar nosso medo e não nos deixar guiar por ele, o que resultaria em diminuição da nossa liberdade. Eu não acho que o terrorismo seja algo que vá nos unir ou que vá nos levar ao nosso fim”.

Pullman em cena do novo "Independence Day": um ator sensível que faz muito bem o tipo durão... (Foto: divulgação)

Pullman em cena do novo “Independence Day”: um ator sensível que faz muito bem o tipo durão…
(Foto: divulgação)

Relutância

Falando sobre Obama, mas de certa forma também sobre os candidatos à presidência dos EUA, Pullman o descreveu como “um líder relutante”. “Eu acho que ele não gosta de exagerar em relação às circunstâncias. Por isso, talvez, tenha tido um primeiro mandato percebido como pouco produtivo. Ele é um líder relutante. Eu acho que isso é algo que deve ser admirado. Não necessariamente devemos votar em um candidato que se apresenta como solução para tudo”, diz sem citar Donald Trump explicitamente.

Crítica: Novo “Independence Day” remete a “Star Wars” e não decepciona fãs do original

Por falar em presidência, seu personagem volta a ter grandes momentos em “Independence Day: O Ressurgimento”. Há, inclusive, uma cena em que Whitmore volta a discursar. Mas por pouco essa cena não acontece.  “Foi interessante como isso evoluiu”, confessa Pullman entre risos quando ouve do colunista que o público estaria ansioso pela “cena do discurso de Bill Pullman”. “Quando me encontrei com Roland e os escritores, Roland não queria se repetir. ‘Não seria legal provocar o público com a possibilidade de ter um discurso seu e ele não acontecer?’. Eu até aceitei a ideia, mas me incomodava o fato de não ter uma cena com Jeff (Goldblum, que também retorna para a sequência). Aí alguém na Fox disse que um dos melhores momentos do primeiro filme era a cena do discurso e começou a ter uma pressão para isso”.

Roland Emmerich teve que ceder às pressões que, àquela altura, já eram bem claras e a cena do discurso informal foi pensada para ser um diálogo com o personagem de Jeff Goldblum. “Aí bolaram essa cena com o Jeff que começa como um diálogo e aí algumas pessoas começam a prestar atenção e de repente começa a soar para o público muito como um discurso. Eu acho que foi uma solução ótima e que funciona para os personagens naquele contexto em que eles se encontram”.

Como relutância pouca é bobagem, quando perguntado sobre qual sua cena favorita do novo filme, ele confessou que ela não está no corte final. “Foi cortada. Todos os atores tiveram cenas cortadas. Essa é a verdade de todo o filme. É doloroso. Nós atores somos almas sensíveis”.

Pullman se referia a uma cena dramática em que ele explica para sua filha as razões que o levam a tomar determinada atitude no filme. “Como ator eu gostaria de ver aquele momento mais aprofundado, mas entendo que Roland precisa equilibrar toda uma história. Acho que ele manteve as cenas que remetem à essência dos personagens”, minimiza o ator. “Eu superei os meus arrependimentos”.

Da relutância de se repetir um discurso, à relutância que deve pautar um bom líder, “Independence Day: O Ressurgimento” se abaliza como um entretenimento para ser apreciado sem qualquer constrangimento.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016 Diretores, Filmes | 22:28

Roman Polanski é tema de maratona no Telecine Cult

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Cena de "A Pele de Vênus" (Foto: divulgação)

Cena de “A Pele de Vênus”
(Foto: divulgação)

O cineasta Roman Polanski será homenageado neste fim de semana, com uma maratona no Telecine Cult. No sábado (25), a partir das 20h, o canal exibe três produções assinadas pelo aclamado diretor franco-polonês: “A Pele de Vênus”, “O Escritor Fantasma” e “Repulsa ao Sexo”. E, no domingo, a sessão começa às 19h50, com “Armadilha do Destino”, “Chinatown” e “Lua de Fel”.

Às 20h, “A Pele de Vênus” abre a sequência imperdível de obras de Polanski. Em uma tarde chuvosa, Thomas (Mathieu Amalric), um diretor de teatro, está encerrando os testes de sua nova peça. Tudo muda quando a atriz Vanda (Emmanuelle Seigner) entra em cena e começa um jogo de sedução para convencê-lo de que ela é a pessoa perfeita para interpretar a protagonista. O mais recente filme do franco-polonês pode ser percebido como uma provocação sobre a percepção da arte, mas também como um olhar crítico de Polanski à própria história. De qualquer modo, é um exercício cênico poderoso e com dois atores desprovidos de vaidade e entregues à experiência.

Em seguida, às 22h, vai ao ar “O Escritor Fantasma”. Um ghost writer (Ewan McGregor) é chamado para escrever a biografia de Adam Lang (Pierce Brosnan), um controverso político britânico, depois que o escritor originalmente contratado para o trabalho morre. Mas, ao começar a estudar a vida do congressista, ele se vê em um mundo onde nada é o que parece e percebe que sua própria vida está em risco. É um dos filmes mais cínicos do cineasta, uma obra-prima moderna que merece ser descoberta.

Para fechar, à 0h25, tem “Repulsa ao Sexo”. Carol Ledoux (Catherine Deneuve) é uma mulher muito bela, mas reprimida sexualmente, que vive com a irmã, Hélène (Yvonne Furneaux), em um apartamento em Londres. Quando fica sozinha em casa, durante uma viagem de Hélène, Carol entra em uma profunda depressão e passa a ter assustadoras alucinações com atos de violência.

No domingo, às 19h50, “Armadilha do Destino” dá sequência ao especial. Richard (Lionel Stander) e Albert (Jack MacGowran), uma dupla de criminosos em rota de fuga, buscam abrigo em um antigo castelo na praia. Os donos da propriedade, um excêntrico casal dono de muitas galinhas, ficam relutantes com os novos hóspedes, mas logo uma estranha relação cresce entre eles.

Cena de "Repulsa ao Sexo"

Cena de “Repulsa ao Sexo”

Na sequência, às 22h, é a vez de “Chinatown”, o mais premiado filme do diretor, ser exibido. J.J. Gittes (Jack Nicholson) é um detetive particular contratado por uma mulher que desconfia que o marido tem uma amante, mas ele descobre que ela não é quem dizia ser. Quando Gittes encontra a verdadeira sra. Mulwray (Faye Dunaway), ele logo se vê envolvido com ela em uma corrupta rede de poder, perigos e segredos. A produção foi indicada ao Oscar em 11 categorias e faturou a estatueta de Roteiro Original.

Às 0h25, “Lua de Fel” encerra o especial. Em um cruzeiro, o casal de ingleses Nigel (Hugh Grant) e Fiona (Kristin Scott Thomas) conhece Mimi (Emmanuelle Seigner), uma sedutora francesa acompanhada do marido, Oscar (Peter Coyote), que vive preso a uma cadeira de rodas. Quando o homem percebe o interesse de Nigel por sua mulher, Oscar revela a história da ardente e doentia paixão que vivem.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016 Filmes, Notícias | 23:37

“Jack Reacher: Sem Retorno” estreia em 20 de outubro nos cinemas brasileiros

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Foto: Divulgação

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Há pouco atores atualmente que se dedicam tanto e com tanta desenvoltura a um mesmo gênero como Tom Cruise se dedica à ação. Depois de protagonizar o quinto e bem sucedido filme da franquia “Missão Impossível” em 2015, Cruise se volta para outra franquia. “Jack Reacher: Sem Retorno” é continuação de “Jack Reacher: O Último Tiro” (2012). Desta vez, Reacher retorna à base militar que serviu na Virgínia, onde pretende encontrar uma comandante local.  Mas, ao chegar, descobre que ela corre sério perigo. Não demora muito para que ele assuma a responsabilidade de salvá-la.

A direção é de Edward Zwick, com quem Cruise já havia trabalhado em “O Último Samurai” (2004). A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 20 de outubro. O trailer legendado pode ser conferido abaixo.

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Críticas, Filmes | 16:57

Honesto e apaixonante, “Como Eu Era Antes de Você” é elogio do amor possível e de suas possibilidades

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O amor como janela para a vida: personagens verdadeiros e contraditórios (Fotos: Divulgação)

O amor como janela para a vida: personagens verdadeiros e contraditórios
(Fotos: Divulgação)

É uma verdade um tanto dolorosa essa de que uma relação amorosa está inexoravelmente fadada ao fim, mas que ela contribuirá decisivamente para o ser humano que você se tornar depois dela. “Como Eu Era Antes de Você” (EUA 2016), já em seu título, entrega seu deslocamento em relação a um típico romance hollywoodiano. Adaptado do best-seller homônimo de Jojo Moyers pela própria autora e dirigido com sensibilidade por Thea Sharrock, o filme tem o mérito incomum de desenvolver um romance a partir do interesse que nutre pela verdade de seus personagens. A atenção a essa logística narrativa faz toda a diferença. E o vínculo romântico entre Lou (Emilia Clarke, mais radiante e cativante do que nunca) e Will (Sam Clafin) jamais surge como o destino da narrativa, e sim como sua jornada.

Ela, uma moça simplória do subúrbio inglês, dona de um senso fashion exótico, ingênua e genuinamente bem intencionada, por força das circunstâncias, acaba indo trabalhar como cuidadora dele. Um jovem promissor do mercado financeiro que teve sua vida transformada abrupta e definitivamente por um acidente que o deixou tetraplégico. Will é compreensivelmente amargo. Ele apenas “existe”, em suas próprias palavras. O filme salpica minúcias aqui e ali que tornam a inicialmente difícil convivência entre Will e Lou muito mais convidativa para o olhar do espectador.

“Amei ver o romance se desenvolver”, diz diretora sobre o que a atraiu em “Como Eu Era Antes de Você”

Ele, por exemplo, fez um arranjo com seus pais de ficar mais seis meses com eles e, depois disso, tirar sua vida na Suíça (país em que a eutanásia é legalizada). A chegada de Lou, espera a mãe de Will – vivida com a habitual energia por Janet McTeer – pode fazer com que ele mude de ideia.

ME BEFORE YOU“Como Eu Era Antes de Você”, naturalmente, convida às lágrimas. Mas não há subterfúgios narrativos para tal. O filme é de uma honestidade tremenda; até mesmo em flagrar os preconceitos, contradições e defeitos de seus personagens. Há muito romantismo no desfecho, plenamente concebível e, justamente por isso, mais poderoso ainda.

Clafin é uma grata surpresa na pele de Will. O verniz que dá à amargura do personagem não se impõe ao brilho dos olhos que brilham mais intensos conforme seu personagem se deixa contagiar pela graciosidade de Lou. Clarke, por seu turno, é uma atriz exuberante e que reveste sua Lou de pequenas belezas que a tornam irresistível também aos olhos do público.

“Como Eu Era Antes de Você” é um dos melhores filmes de 2016 porque é um romance que funde tristeza à felicidade sem idealizar o amor, mas elogia-o no limite do possível e, ao fazê-lo, se firma como um alicerce romântico dos mais perenes, cativantes e significativos. É um filme para se amar para sempre.

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