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Arquivo da Categoria Filmes

segunda-feira, 13 de abril de 2015 Atores, Filmes, Listas | 19:04

Os melhores filmes de atores ruins

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Não há lista sem polêmica e todo apreciador de listas, e de polêmicas, sabe disso. O Cineclube eleva as apostas ao atrelar em uma mesma lista o rótulo de pior ao melhor. A lista em destaque tem como objetivo reconhecer os melhores filmes de atores ruins. Alguns atores são conhecidos do grande público, outros não. Em comum, todos têm o fato de serem constantemente questionados pela crítica. Os filmes pelos quais são lembrados aqui não só representam o ponto alto em matéria de interpretação alcançado por esses atores, como também são filmes bons em grande parte pelo trabalho deles. Um aparente paradoxo que, como toda lista, dá pano para manga.

 

“O advogado do Diabo” (EUA, 1997) – Keanu Reeves

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Keanu Reeves é um mau ator que conseguiu disfarçar suas deficiências dramáticas se refugiando na ação. Incensado a astro, tentou diversificar no cinema independente, mas jamais alcançou o êxito de outros atores desacreditados como Matthew McConaughey. No entanto, antes de “Matrix”, Reeves teve seus (bons) espasmos e o melhor deles é “O advogado do Diabo”. No filme que também é o melhor do irregular cineasta Taylor Hackford, Reeves convence como um advogado arrogante e brilhante que é assediado por ninguém menos que o Diabo. Al Pacino reclama nosso olhar para si, mas quem se predispuser a observar Reeves verá ali uma chama que infelizmente não se alastrou.

 

 “A vida é bela” (ITA, 1997) – Roberto Benigni 

A vida é bela

Roberto Benigni é um ator tão ruim que, em perspectiva, o Oscar conquistado pelo trabalho nesse belíssimo drama torna-se plenamente justificado. Emocionante e sensível, o registro de um pai que faz de tudo para maquiar os horrores da guerra para seu filho, mostra que no cinema como no futebol, todo perna de pau tem seu dia de artilheiro.

 

“Mata-me de prazer” (EUA, 2002) – Joseph Fiennes

mata-me de prazer

Não é fácil arranjar um filme bom estrelado por Joseph Fiennes, o irmão mais bonito, mas menos talentoso de Ralph Fiennes, que seja bom por causa dele. “Elizabeth”, “Círculo de fogo” e “Correndo com tesouras” são bons apesar dele. Mas esse thriller erótico que brinca com o prazer do sexo com asfixia, Fiennes faz um homem misterioso adepto da prática que vira do avesso a vida de uma mulher bem resolvida vivida por Heather Graham. Trata-se de uma boa atuação e muito do clima do filme se deve ao trabalho do ator.

 

 “Paranoia” (EUA, 2007) – Shia LaBeouf

Paranoia

Steven Spielberg certa vez disse que LaBeouf seria o próximo Tom Hanks e essa impressão veio logo depois do lançamento deste filme, um suspense despretensioso de ótima bilheteria lançado no mesmo ano do primeiro “Transformers”, que elevara LaBeouf ao status de astro. Foi, também, o primeiro filme protagonizado por ele que já vinha de pequenos papeis em “Constantine” (2005) e “Bobby” (2006). Aqui, o ator demonstra carisma e capacidade de trafegar entre os registros cômico e dramático com facilidade. Pena que o sucesso subiu à cabeça e LaBeouf jamais seria tão eficaz em cena novamente.

 

“A fúria” (EUA, 2007) – Christian Slater

A fúria

Veterano, Christian Slater esteve em ótimos filmes, mas todos eles independiam de sua presença. Em “A fúria” não é bem assim. Aqui Slater tem a chance de brilhar e o faz deixando toda a canastrice de lado. Na pele de um sujeito pacato que é ridicularizado pelos colegas de trabalho, o ator impressiona. Um belo dia seu personagem resolve levar uma arma para o trabalho para matar todo mundo, só que outra pessoa tem a mesma ideia e a põe em prática antes. Ele acaba salvando alguns colegas e passa a ser um herói. Promovido e paparicado, o sentimento de inadequação permanece. Grande filme e grande atuação.

 

 “Match point –ponto final” (INGL/ 2005) – Jonathan Rhys Meyers

match

O inglês foi uma escolha incomum de Woody Allen para essa releitura muito mais tensa e elaborada de “Crimes e pecados”, sobre um alpinista social cheio de charme que não mede esforços para vencer na vida. Depois de brilhar em “Match point”, Rhys Meyers foi descoberto por Hollywood e, afora o trabalho na série “The Tudors”, só decepcionou no cinema com atuações entre o risível e o lamentável.

 

 “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (EUA, 2003) – Orlando Bloom

Piratas do caribe

Se o galã inglês tivesse metade de talento do que tem de sorte, talvez fosse o Laurence Olivier de sua geração.  Presente em duas das mais lucrativas e influentes franquias do novo século (“Piratas do Caribe” e “O senhor dos anéis”), Bloom costuma ser o elo fraco de bons filmes como “Troia”, “Falcão negro em perigo” e “Cruzada”. Todos filmes que, entre outros objetivos, visavam impulsionar uma carreira que jamais decolou. Isso porque Bloom é ruim. Demais. Contudo, no primeiro “Piratas do Caribe”, sua química com Johnny Depp é avassaladora e ajuda a mascarar sua falta de carisma. Não é exatamente por sua atuação que esse filme é destacado, mas pelo resultado da combinação de sua atuação com a de Depp. Uma tecnicalidade que se faz necessária quando nada se salva na filmografia de um ator tão ruim como Bloom.

 

“Garota exemplar” (EUA, 2014) – Ben Affleck

Ben Affleck em "Garota exemplar": um casamento devassado

Ben Affleck em “Garota exemplar”: um casamento devassado

Ok, Ben Affleck não é exatamente ruim. Ele é mais vítima de má vontade do que exatamente ruim e está muito bem em vários filmes como “Fora de controle”, “Gênio indomável”, “Argo” e “Atração perigosa”, uma pequena amostra de quantos bons filmes ele estrelou ao longo de sua carreira. Mas essa pecha de mau ator pegou e talvez “Garota exemplar” seja Ben Affleck começando a superar este estigma. No filme de David Fincher, a inexpressividade do ator é usada para dar os contornos necessários ao marido suspeito de matar a esposa. Como o homem comum tragado para um redemoinho de sensacionalismo, o ator entrega uma atuação calibrada e cheia de insuspeitas nuanças.

 

 “127 horas” (EUA, 2010) – James Franco

127 horas

James Franco é um artista interessante. Multimidiático e disposto a expandir as fronteiras da arte, é o tipo de ator, roteirista, escritor, diretor e outras coisinhas mais que convém ficar de olho. Isso posto, como ator, Franco (ainda) deixa a desejar. Há bons momentos como em “Milk – a voz da igualdade” e “Segurando as pontas”, mas no geral o ator é inconstante e deficiente. “127 horas”, no entanto, é um filme cujo todo impacto depende exclusivamente da performance de Franco. De como o ator alcança a audiência e Franco é não menos que brilhante. Uma atuação poderosa que foi justamente distinguida com uma indicação ao Oscar e que mostra que Franco pode ainda não ter maturado, mas está no caminho certo.

 

 “Tá rindo do quê?” (EUA, 2009) – Adam Slander

tá rindo

Sempre contestado, Adam Sandler habitou-se a responder seus críticos com vultosas bilheterias. Isso já não acontece mais. Decadente, Sandler parece não cativar mais nem mesmo seu público fiel. Em “Tá rindo do quê?”, excelente comédia dramática de Judd Apatow, ele faz um comediante que descobre só ter um ano de vida e precisa lidar com a ingrata tarefa de preparar seu legado. Algo que Sandler, estranhamente e não literalmente, vivencia atualmente. Profético ou não, o filme apresenta a melhor performance do ator que permite que a metalinguagem corra solta na sua interação com o então astro em ascensão Seth Rogen. Menos dramático do que em filmes como “Reine sobre mim”, Sandler fala sério sem deixar o humor de lado.

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domingo, 12 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:00

Confira primeiro trailer de “Me and Earl and the dying girl”, vencedor do festival de Sundance 2015

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

A trama de “Me and Earl an the dying girl” acompanha um garoto que é forçado por sua mãe a fazer amizade com uma menina com câncer, e para animá-la resolve rodar um filme para ela, com a ajuda de seu melhor amigo. “Profundamente simples e ainda mais cativante”, anotou o The New York Times quando da exibição do filme em Sundance, em janeiro último.

A produção independente tem lançamento previsto para o dia 1º de julho nos EUA, mas ainda não tem data para ser lançada no Brasil. Os  últimos filmes amplamente festejados em Sundance, como “Boyhood – da infância à juventude” e “Whiplash- em busca da perfeição” tiveram campanha vitoriosa no Oscar e boa aceitação do público no Brasil.  Dirigido por Alfonso Gomez-Rejon (que tem bagagem a direção de episódios das séries “Glee” e “American Horror Story”), o filme é protagonizado por Thomas Mann (“Projeto X: Uma Festa Fora de Controle”) e Olivia Cooke (da série “Bates Motel”) .

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sábado, 11 de abril de 2015 Atores, Filmes | 19:32

“Vingadores: a era de Ultron” nem estreou e Robert Downey Jr. já pensa em “Capitão América: guerra civil”

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Os tambores já rufam e enquanto surgem as primeiras impressões da crítica americana sobre “Vingadores: a era de Ultron” – e elas são bem divididas – o elenco do filme está em plena divulgação do filme que analistas da indústria especulam deve fazer mais de U$ 200 milhões só em seu primeiro fim de semana de exibição nos EUA.

Downey Jr. encara Evans: o bicho vai pegar (Foto: reprodução/twitter)

Downey Jr. encara Evans: o bicho vai pegar
(Foto: reprodução/twitter)

Robert Downey Jr., no entanto, já pensa além. Ele postou há pouco em seu twitter uma foto em que encara Chris Evans, o intérprete do Capitão América, com Chris Hemsworth, o Thor em pessoa, fazendo careta ao fundo e provoca: “Guerra civil?”. O ator se refere, é claro, ao terceiro “Capitão América” que será lançado em 2016 e terá como principal mote o confronto entre Homem de ferro e Capitão América.  O filme será uma adaptação livre da saga homônima das HQS em que Tony Stark e Steve Rogers tem, a principio, um confronto de ideias que evolui para a briga mais física possível entre os dois heróis.

Stark defende que os heróis devem revelar sua identidade secreta e atuar subordinados ao governo americano, ideia que encontra resistência em Rogers.

Leia também: Robert Downey Jr. assina para estrelar “Capitão América 3” em nova fase da Marvel no cinema

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Filmes, Listas | 17:05

Os cinco melhores documentários musicais do século XXI mais um bônus

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Vêm aí uma saraivada de filmes sobre Rihanna, Amy Winehouse, Nirvana, entre outros. Registros históricos sobre músicos, bandas e a música em si sempre entorpeceram o cinema, mas a fase promete ser prolífica. Ciente dessa nova onda, a coluna preparou uma listinha para ir amaciando tanto quem gosta de cinema, como quem gosta de música. A lista pode ser apreciada, também, por quem gosta de um bom documentário investigativo.

Cena de "No direction home: Bob Dylan", um dos filmes fundamentais sobre música (Foto: divulgação)

Cena de “No direction home: Bob Dylan”, um dos filmes fundamentais sobre música
(Foto: divulgação)

5- “A um passo do estrelato” (2013)

Vencedor do Oscar, este doc ilumina a vida e trajetória de uma série de back vocals. Aqueles cantores que estão ali na esquina do estrelado, mas nunca o encontram. Mesmo, muitas vezes, sendo mais talentosos do que astros da música. O filme investiga a importância desses profissionais para músicas que idolatramos e busca entender como e por que eles se desviam de seus sonhos de fama e sucesso. Mick Jagger, Bruce Springsteen, Stevie Wonder e Sting são alguns dos (famosos) depoentes no filme.

 

4- “George Harrison: living in the material world” (2011)

Martin Scorsese não é um dos papas do cinema à toa e sua devoção à boa música se reflete não só nas certeiras trilhas sonoras de seus filmes, mas também na sua verve documental. Ele rodou alguns dos filmes mais importantes sobre a música e dois deles estão nesta lista. O primeiro é “George Harrison: living in the material World”. O doc de três horas e meia é uma desconstrução poderosa do “beatle quieto” como Harrison ficou conhecido. O filme cobre as fases pré e pós Beatles com mais interesse do que o período na banda. Tudo porque o norte de Scorsese é fazer um registro pessoal e não exatamente um tributo. Ainda que a bifurcação possa ser sentida, o espírito do filme é livre e contagiante.

 

3- “Procurando Sugar man” (2012)

Um cantor de folk tenta fazer sucesso no leste dos EUA, fracassa retumbantemente, vira ícone e influência na convulsionada politicamente África do Sul e desaparece do mapa completamente. O oscarizado documentário de Malik Bendjelloul ilumina esse personagem intrigante em todos os aspectos possíveis e imagináveis. Por que o fracasso em sua Detroit natal significou o sucesso em um país tão problemático como a África do Sul? Por que um grupo de fãs se lançou à busca de Sixto Rodriguez? Cinema de primeira qualidade e frequentemente surpreendente, “Procurando Sugar man” faz um elogio da boa música por meio do mais inusitado dos personagens.

 

2- “Joe Strummer:the future is unwritten” (2007)

Um olhar atordoante sobre o vocalista do The Clash, morto em 2002. O filme é um tributo ao incendiário e polêmico líder da banda de punk rock. Agregando material de arquivo com entrevistas esclarecedoras de ex-amantes, colegas, parceiros de bandas e admiradores como Bono, o diretor Julien Temple, que era amigo de Strummer, dá viço ao legado de um dos músicos mais criativos e problemáticos de sua geração. E adivinhe? Scorsese também dá as caras por aqui. Como admirador, é claro!

 

1-“No direction home: Bob Dylan” (2005)

Neste documentário crepuscular, Martin Scorsese confronta a lenda e o homem ao lançar os holofotes para o passado de Bob Dylan pelo olhar do próprio. Assistir a “No direction home” é uma experiência demolidora, mas bastante recompensadora. Scorsese perpassa a cultura americana da década de 60 de maneira sofisticada e abrilhanta ainda mais o enigma que é Bob Dylan. Obrigatório!

Bônus: “Metallica: some kind of monster” (2004)

O filme acompanha o processo de criação do oitavo disco de estúdio da banda, “St. Anger”. O documentário exibe um lado da banda que pode surpreender muitos fãs no mesmo compasso que vencer o preconceito de quem não se deixa aproximar do metal. É um filme de descobrimento. Da banda, que vai tateando seu novo trabalho, de sua base de fãs que conhece uma faceta que o marketing oculta e de quem não costuma se interessar por metal e der uma chance para o documentário. É um olhar cru para uma das maiores bandas de todos os tempos. Você pode até não querer ouvir Metallica depois, mas certamente vai entender muito mais sobre o processo criativo de uma banda tão grande e tão mal compreendida.

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quinta-feira, 9 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 19:43

“O garoto da casa ao lado” é exemplo do que se deve evitar nos suspenses

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A única maneira de sublinhar a falta de perfeição em Jennifer Lopez é ressaltar seu trabalho como atriz. Cantora bem-sucedida, empresária poderosa e mulher de forma física exuberante em plenos 45 anos, J.Lo persegue o êxito no ofício de atriz como se seu sucesso dependesse disso. Exageros à parte, ela alterna gêneros, busca trabalhar com nomes respeitáveis e até mesmo produz, caso deste inesquecível pelas razões erradas “O garoto da casa ao lado” (The boy next door, EUA 2015).

Dirigido por Rob Cohen, competente diretor responsável por exemplares dignos de nota no gênero da ação como “Velozes e furiosos” (2001) e “Daylight” (1996), a fita é um amontoado de clichês trabalhados de maneira apressada e dispersa. Cohen faz o que pode, mas o roteiro da estreante Barbara Curry é sofrível. Curry não tem o menor ritmo e dispensa qualquer traço de verossimilhança ao elaborar a crescente obsessão do jovem Noah (Ryan Guzman) por sua vizinha Claire (Jennifer Lopez), imersa em um casamento em crise com Garrett (John Corbett).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O que mais impressiona em “O garoto da casa ao lado” não é sua fidelidade aos clichês mais banais e enjoativos, mas a maneira atrapalhada com que eles são trabalhados pelo roteiro. Desde o grau de influência de Noah sobre o filho de Claire até uma cena lamentável com uma faca em que risos são provocados ao invés de tensão.

Ao optar por “O garoto da casa ao lado”, que sob muitos aspectos bebe da mesma fonte de “Nunca mais”, bom thriller de fundo conjugal estrelado pela atriz em 2002, Jennifer Lopez depõe contra os próprios esforços de se vender como uma atriz a ser levada a sério. No entanto, como celebridade, seu poder segue irrefreável. Prova disso é um filme ruim como “O garoto da casa ao lado” ser distribuído em amplo circuito comercial em diferentes países. Filmes muito melhores não veem a luz do dia mesmo com celebridades no topo do cartaz.

Admitindo este contexto, se o filme não ajuda, pouco atrapalha Jennifer Lopez, mas não evita a ratificação de uma máxima desabonadora: se um filme tem Jennifer Lopez, é ruim. Um exagero que nem toda a celebridade do mundo parece capaz de dirimir.

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terça-feira, 7 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:03

Nova comédia do diretor de “Gremlins” brinca com dificuldades de pôr fim a relação amorosa

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Os atores Anton Yelchin e Ashley Greene  em cena de "Burying the ex"  (Foto: divulgação)

Os atores Anton Yelchin e Ashley Greene em cena de “Burying the ex”
(Foto: divulgação)

O diretor de preciosidades oitentistas e outras tantas matinês saborosas como “Gremlins” (1984), “Meus vizinhos são um terror” (1989) e “Pequenos guerreiros” (1998) está com filme novo na praça. Trata-se de “Burying the ex”, ainda sem título oficial no Brasil. Em tradução literal seria algo como “Enterrando a ex”. O filme é estrelado por Anton Yelchin (“Star Trek” e “Loucamente apaixonados”), Ashley Greene (“Crepúsculo”) e Alexandra Daddario (“True Detective”).

Joe Dante é um especialista em um tipo de cinema raro na atualidade. Aquele de humor fértil, irreverente e politicamente incorreto. Em “Burying the ex”, Yelchin vive Max. Um jovem em lua de mel com a namorada até o momento em que ela vai morar com ele. A partir de então, a vida dele passa a ser um inferno. Ele cogita acabar com tudo, mas não sabe como abordá-la para tal. Um acidente trágico, porém, põe tudo em suspensão. Com a namorada morta, Max passa por um rápido luto e volta a desfrutar da solteirice. Só que ele não contava que a namorada morta continuaria andando sobre a Terra e disposta a manter a relação. O trailer, que pode ser conferido abaixo, é bem engraçado e dá pistas de que Dante ainda não perdeu a mão. O filme estreia nos EUA em junho. No Brasil, ainda não há previsão de estreia oficial.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 18:17

Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

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O ator Paul Walker em cena do filme  (Fotos: divulgação)

O ator Paul Walker em cena do filme
(Fotos: divulgação)

Quando os créditos de “Velozes e furiosos 7” (Furius 7, EUA 2015) sobem, uma cena inusitada se revela fora das telas. Muitos marmanjos são flagrados aos prantos. Lágrimas escorrem de olhos primeiramente atraídos para a série por carros tunados, homens marombados que não levam desaforo para casa e mulheres desfilando em trajes mínimos. A cena, provocada pela bela homenagem da produção ao finado Paul Walker, um tributo justo a um ator que subscreveu seu estrelato ao sucesso da série, sintetiza o que a franquia “Velozes e furiosos” significa hoje.

Franquia acidental, “Velozes e furiosos” a partir de seu quinto filme se reinventou como um filme de assalto e agora, à sombra do adeus de Walker, ensaia uma nova reinvenção bebendo da fonte de Sylvester Stallone e seus mercenários. Já o maior sucesso da franquia, “Velozes e furiosos 7” ostenta esse brilho particular da reinvenção e mesmo com suas cenas absurdas cada vez mais absurdas, cativa justamente pela combinação do tom cafona com que exalta valores familiares com a sustância das cenas de ação.

O sétimo filme, dirigido por James Wan (“Jogos mortais”, “Invocação do mal”), que traz para a franquia seu esmero narrativo que causou sensação no terror, coloca Dominic Toretto (Vin Diesel) e sua “família” na mira de um mercenário inglês, vivido pelo sempre ótimo Jason Statham, que busca vingança pelos eventos passados no sexto filme. O vilão daquele filme, Luke Evans, era seu irmão mais novo. A ação, em virtude do orçamento inflado de U$ 190 milhões, volta para os EUA com uma parada em Abu Dhabi. Pelos remendos que foram sendo feitos ao longo da franquia improvisada, cenas dos capítulos anteriores são ensejadas e reimaginadas para que tudo faça sentido. E nomes como Lucas Black, protagonista do terceiro e esquecível volume da série, dão as caras novamente. Pela cronologia, esse filme se passa imediatamente após os eventos de “Desafio em Tóquio” (2006).

Com cenas de ação alucinantes, mas especial atenção aos dilemas dos personagens, em especial Letty (Michelle Rodriguez) e Brian (Paul Walker), Wan capitaliza em cima de tudo o que a franquia tem de melhor. Na primeira cena ele faz um elogio ao espírito dos dois primeiros filmes da série sem deixar de expor o estado das coisas entre Toretto e Letty.

Kurt Russell com ecos de Bruce Willis em “Os mercenários”, como o Sr. Ninguém, um mandachuva da CIA que faz uma proposta irrecusável para Toretto tomar a dianteira na caçada humana que o personagem de Statham promove contra ele e os seus. É justamente nesse confronto entre Vin Diesel e Jason Statham que “Velozes e furiosos 7” queima o óleo. O que deveria ser uma grande atração da fita, a oposição entre dois dos atores mais prestigiados do gênero no século XXI, acaba diminuindo o impacto que o personagem de Toretto costuma ter sobre a audiência.  Isso porque além de ser mais frequente e eficiente como astro de ação, Jason Statham tem mais carisma do que Vin Diesel e isso subliminarmente mina parte do encanto que Toretto sempre exerceu sobre a audiência. É um pormenor, mas ruidoso o suficiente para valer o registro.

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

Statham e Diesel nos bastidores: encontro de titãs da ação

“Velozes e furiosos 7”, pelo orçamento, pelo elenco numeroso e estrelado, pela linearidade com que enseja uma nova reinvenção na franquia, pode ser percebido como o melhor da série. Se o parâmetro for a megalomania, o sexto filme ainda parece mais ajustado ao conceito. Se for eficácia narrativa combinada com estrutura temática e visual, o primeiro filme ainda é imbatível. Mas como diz Roman, o alívio cômico ainda certeiro vivido por Tyrese Gibson, em dado momento do filme: “primeiro foi um tanque, depois um avião e agora enfrentamos uma nave espacial?!”. A autoparódia funciona como tudo mais no universo de “Velozes e furiosos” que deve seguir bem mesmo sem Paul Walker porque convenceu muitos marmanjos de que eles também são parte da família de Dominic Toretto.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:22

Refilmagem de “Poltergeist” ganha novo e assustador trailer; confira

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O filme que foi sensação na década de 80 ganha uma nova versão em 2015 com a chancela dos cineastas Sam Raimi (“trilogia “Homem-Aranha” e “A morte do demônio”) e Steven Spielberg. “Poltergeist: o fenômeno”, que teve sua estreia confirmada para o dia 4 de junho no Brasil, já constava da lista da coluna de filmes imperdíveis do ano e agora ganha um trailer cheio de clima que sugere um filme bem fiel ao original.

Dirigido por Gil Kenan o novo “Poltergeist” foca no drama de uma família suburbana que precisa lidar com espíritos demoníacos em sua casa. Com o recente sucesso de “Invocação do mal” (2013), que versa sobre o mesmo tema, a pressão sobe sobre a nova versão desse clássico oitentista.

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Críticas, Filmes | 18:24

“Para sempre Alice” provoca emoção com dignidade sem abdicar de fórmulas

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Como esperado e criticado por muitos, “Para sempre Alice” (Still Alice, EUA, 2014) é um filme formulaico e repleto dos clichês que fizeram a fama do subgênero “filme sobre doenças”. Contudo, é, também, um filme de honestidade rara. O aparente paradoxo só é possível porque há um cuidado muito grande por parte da realização com o que se coloca na tela. Não são os clichês que validam o filme e sim o trabalho sensível do elenco, em especial da protagonista Julianne Moore.

Em “Para sempre Alice”, Moore vive Alice Howland, doutora em linguística e referência na área que é acometida de uma precoce e rara manifestação do mal de Alzheimer. O filme de Richard Glatzer (morto pouco depois de ver Moore consagrada com o Oscar pelo papel) e Wash Westmoreland se ocupa de mostrar justamente a rotina opressiva, tanto para Alice como para sua família, que a doença impõe.

Conflitos familiares submergem ao Alzheimer em "Para sempre Alice" (Foto: divulgação)

Conflitos familiares submergem ao Alzheimer em “Para sempre Alice”
(Foto: divulgação)

Baseado no bom livro de Lisa Genova, o filme sublinha detalhes que realçam a tragédia experimentada por Alice. Primeiro por sofrer de um tipo de Alzheimer com ascendência genética e com grandes possibilidades de manifestação em seus filhos. Segundo porque por ter um intelecto avantajado, a deterioração da mente de Alice se dá de maneira mais rápida e, finalmente, a sensação de impotência é agravada por ser seu marido (Alec Baldwin) um médico pesquisador na área genética.

O grande trunfo do filme, no entanto, reside mesmo na maneira como Julianne Moore trabalha sua personagem. Seja na franqueza com que expressa seu desespero, mas também sua resiliência, em face de uma derrocada como a que se anuncia dia após dia. Seja na forma como torna física essa derrocada. Moore toma o filme sob suas asas na melhor concepção de filme de atriz e torna inquestionável o demorado Oscar que recebeu pelo trabalho.

O elenco reage à performance de Moore no mesmo compasso. Alec Baldwin merece elogios por trafegar entre a contenção e a catarse com habilidade e sutileza como parâmetros. Kristen Stewart, Hunter Parrish e Kate Bosworth, que interpretam os filhos, ajudam a dimensionar o aflitivo drama familiar.

A honestidade do registro se cristaliza nessa entrega do elenco e na candura com que a realização adorna a história de Alice. A arte de perder todos os dias, como Alice bravamente classifica em uma palestra para outras vítimas do Alzheimer, em uma das cenas capitais do filme, exige atenção às fórmulas, mas fundamentalmente requer desprendimento e disposição. Isso o filme tem de sobra e cativa justamente por isso.

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Análises, Bastidores, Filmes | 07:00

Franquia improvável, “Velozes e furiosos” chega ao sétimo filme esbanjando vitalidade

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Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Fotos: divulgação)

Não é qualquer franquia que chega a seu sétimo filme. Mas não é só isso que torna “Velozes e furiosos”, cujo sétimo exemplar chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2), especial.  Acidental, a série que já rendeu mais de U$ 2 bilhões nas bilheterias do mundo todo se reinventou, mais de uma vez, no meio do caminho para se tornar a principal franquia do estúdio Universal. A empresa deve confirmar neste fim de semana uma nova sequência para o filme. Nos bastidores, Vin Diesel já teria um pré-contrato para mais três sequências – o que ratificaria “Velozes e furiosos” como uma das franquias mais longevas da história do cinema.

Tudo começou com um despretensioso filme de ação em 2001. Vin Diesel e Paul Walker eram completos desconhecidos. Tinham estrelados filmes como “O resgate do soldado Ryan” (1998), no caso de Diesel, e “A vida em preto e branco” (1998), no caso de Walker, mas ainda perseguiam um lugar ao sol em Hollywood.  Dirigido por Rob Cohen, do recente fiasco “O garoto da casa ao lado”, “Velozes e furiosos” é uma celebração dos chamado “buddy movies”. Uma releitura de “Caçadores de emoção”, que opunha Keanu Reeves e Patrick Swayze, um dos highlights da década de 90. Como bônus, a fita preenchia uma lacuna no cinema americano de então: era um bom filme sobre paixão e corridas de carros.

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

Quando éramos jovens: Diesel e Walker em cena do 1º filme

O sucesso inesperado, U$ 207 milhões nas bilheterias mundiais, atiçou o interesse do estúdio em uma sequência. Vin Diesel logo pulou fora por entender que não estava na possível franquia sua chance de vingar como astro de ação e foi fazer “Triplo X” (2002) com o mesmo Rob Cohen. Paul Walker topou e Tyrese Gibson foi escolhido para segurar a peteca deixada por Vin Diesel em “+ velozes +furiosos” (2003). A sequência fez mais dinheiro mundialmente, mas arrecadou menos nos EUA e fez a Universal repensar o modelo da franquia. A ação foi transposta para o Japão e um novo elenco, encabeçado por Lucas Black, assumiu. A ideia era fazer da franquia um conceito de filme de ação com a grife “Velozes e furiosos” a validá-lo. “Velozes e furiosos: desafio em Tóquio” (2006) foi o mais perto do fracasso que a franquia chegou passando longe dos U$ 200 milhões em arrecadação nas bilheterias internacionais. Uma cena pós-créditos imaginada como uma homenagem com a aparição de Vin Diesel, no entanto, daria novo oxigênio à série.

Abordado pela Universal e já sem grandes chances de ascender ao patamar que imaginava para si fora da franquia, Diesel topou voltar à série assumindo também o posto de produtor. Com ele, o retorno de Walker foi garantido. “Velozes e furiosos 4” foi lançado em abril de 2009 com o slogan “novo modelo, peças originais”. Não deu outra: o filme registrou o melhor faturamento da franquia até então com U$ 363 milhões em caixa.

O quarto filme resgatava a premissa do primeiro filme e tinha o charme de reunir Walker e Diesel novamente. Era preciso ir além no quinto filme e Diesel teve a ideia de reunir os principais nomes dos filmes anteriores e levar a ação para o excêntrico (na perspectiva americana) Rio de Janeiro. “Velozes e furiosos 5: operação Rio” (2011) apresentava a mais ousada e sagaz mudança de rota da série. O filme não era mais (só) sobre carros tunados e foras da lei, mas sim um “heist movie” (filmes de assalto), subgênero que tem “Onze homens e um segredo” entre seus expoentes. A estratégia deu certo e “Velozes e furiosos” ampliou seu público. A fita amealhou U$ 630 milhões nas bilheterias mundiais.

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

A rinha entre Vin Diesel e The Rock foi um dos chamarizes do quinto filme. Jason Statham, como o vilão, é atração do novo filme

O quinto filme marcou a estreia de Dwayne “The Rock” Johnson na série. Um reforço pontual que ajudou a inflar o interesse pelo filme. Os produtores então perceberam que adições pontuais renovavam o charme da série e assim Luke Evans e Gina Carano, no sexto filme, e Jason Statham e Ronda Rousey, no sétimo, adentraram o universo da série.

“Velozes e furiosos 6” (2013), que levou a ação para Londres, faturou U$ 787 milhões internacionalmente confirmando o acerto das novas estratégias adotadas pelos produtores e, mais do que isso, a vitalidade da série.

O sétimo filme, que seria lançado no meio de 2014 e fora remanejado em virtude do falecimento de Walker, chega sob muitas expectativas e embalado pelo marketing de ser um tributo ao finado ator. Tudo indica que “Velozes e furiosos 7” vai superar a bilheteria do filme anterior e sedimentar a franquia, a despeito de seus muitos reveses, como um dos maiores cases de sucesso da Hollywood moderna.

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