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quarta-feira, 2 de setembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:09

“Ted 2” amplia sátira do original aos costumes americanos com mais escárnio e participações especiais

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Foto: divulgação

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Da obsessão masculina por pênis ao clamor uníssono por legalização nos EUA vindos das mais variadas frentes, do casamento homossexual à maconha, “Ted 2” demole fachadas ao satirizar tudo e todos com um humor tão ácido quanto perspicaz. Se o novo filme não está no mesmo patamar do original, preserva o tino pela piada irrestrita e abusada. Seth MacFarlane estica a ideia do original. Aqui, Ted (dublado no original por MacFarlane) está casado e após vivenciar alguns dissabores do matrimônio resolver ter um filho com Tami-Lynn (Jessica Barth). Só que Ted não tem pênis e depois de uma rápida caça por espermatozoides famosos (em uma bem sacada piada com Tom Brady e ao culto desproporcional a ídolos esportivos), ele decide adotar uma criança. Ocorre que, aos olhos do Estado, Ted é uma propriedade e não um ser humano. Ele e seu parceiro inseparável, John (Mark Wahlberg), decidem entrar com uma ação civil para legitimar Ted como um ser humano. O ponto de partida pode parecer trivial e a ideia de um ursinho de pelúcia maconheiro reclamando humanidade, idiota. Mas a alegoria funciona e MacFarlane investe pesado na sátira aos costumes americanos. A passagem em que o caso de Ted é repercutido pelo viés da mídia rivaliza com os grandes momentos do ensaísmo sociológico, mas sem o mesmo rebuscamento ou pretensão.

Com uma participação especial aqui e outra ali, “Ted 2” galvaniza a correção política como a principal besta em sua mira. Entre a escatologia e o romantismo, MacFarlane faz uma radiografia tenaz do establishment cultural vigente.

Travestir humor inteligente de humor idiota é uma aposta arriscada que deu muito certo no primeiro filme e, apesar da reticência da maior parte da crítica com este segundo volume, vinga aqui também. É sabido, porém, que o humor de MacFarlane pode ser refratário a alguns paladares. Neste contexto, o conceito de “Ted” como um todo parece deslocado. É incorreto, portanto, pontuar que o filme não tem nada novo a apresentar. A verdade é que “Ted” é uma rara sequência em que um autor, no caso MacFarlane, tem algo realmente novo a dizer e o faz por meio de mecanismos já experimentados.  O que não quer dizer que o filme não tenha fragilidades. O retorno do obsessivo Donny (Giovanni Ribisi) fissura a narrativa e arrefece o interesse pela trama principal. O arco parece existir apenas para dar corpo ao desfecho do filme.

De qualquer modo, “Ted 2” é uma comédia tão provocativa e abusada como o filme original. Feito este que não pode, muito menos merece, passar batido.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015 Filmes, Notícias | 20:15

Ana Paula Arósio volta ao cinema no thriller com ecos shakespearianos “A floresta que se move”

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Livremente inspirado em “MacBeth”, de William Shakespeare, “A floresta que se move” marca o retorno de Ana Paula Arósio ao cinema, de onde estava afastada desde o lançamento de “Como esquecer”, em 2010. O filme de Vinícius Coimbra, de “A hora e a vez de Augusto Matraga” vai ter sua premiere no próximo festival internacional de cinema do Rio de Janeiro, que acontece entre os dias 1º e 14 de outubro.

Arósio vive Clara, mulher do executivo Elias (Gabriel Braga Nunes), que recebe uma estranha previsão sobre seu futuro na empresa em que trabalha. Comovida por essa previsão, Clara instiga seu marido a tomar certas providências para assegurar este futuro. “O seu problema é que sua ambição é maior do que sua coragem”, diz a Elias em certo momento do trailer, que pode ser conferido abaixo. “Faço tudo o que um homem pode fazer. Fazer mais é desumano”, responde Elias à aflita esposa. O tom agrada e cenas de tensão e sensualidade se insinuam ao nosso olhar. Curiosamente, uma versão inglesa de “MacBeth”, estrelada por Michael Fassbender e Marion Cotillard, também será lançada em 2015.

“A floresta que se move” tem lançamento comercial programado para 5 de novembro.

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Críticas, Filmes | 18:46

Woody Allen permite que fantasias desestruturem razão dos personagens no sombrio “Homem irracional”

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Pode ser mera coincidência, mas a escolha de Joaquin Phoenix para viver o depressivo Abe Lucas, um professor de filosofia desgostoso com a vida, ilumina “Homem irracional” de uma subjetividade muito bem vinda (curioso notar, por exemplo, como Phoenix não evoca Allen um momento sequer em sua caracterização). O ator, para quem não lembra, transformou um aparente surto em um documentário sobre mesquinhez e excentricidades da vida em Hollywood e vive a despejar perolas pessimistas sobre o reduto da fama. Pode ser mera coincidência, mas dez anos depois de lançar “Match point – ponto final”, na avaliação do próprio Allen, seu melhor filme, o cineasta estabelece um diálogo intermitente com este no âmago de sua nova obra.

São (possíveis) subtextos que enriquecem a experiência de se assistir este novo exemplar, que presta um tributo a Alfred Hitchcock ao reimaginar a questão ‘dostoiveskiana’ já trabalhada por Allen em “Match point”, “Crimes e pecados” e “O sonho de Cassandra”.

Lucas chega a uma universidade de uma pequena cidade dos EUA com a promessa de “ser um Viagra no departamento de filosofia” da instituição, como brinca a professora vivida por Parker Posey que não demora em se insinuar para o novo docente. Outra que se engraça com o professor é Jill (Emma Stone), uma aluna que já tinha uma quedinha pelo pensador Abe Lucas de quem já lera muitos artigos.

Lucas e Jill: a colisão entre fantasia e moralidade coloca a relação dos personagens em xeque

Lucas e Jill: a colisão entre fantasia e moralidade coloca a relação dos personagens em xeque

Lucas, porém, vive uma fase depressiva. Ele está insatisfeito com os cânones da filosofia e, por consequência, com as amarras da existência. Pensador voraz, estipula que a ansiedade é a vertigem produzida pela liberdade.

O professor, sem forças para resistir, se entrega às investidas da personagem de Posey, mas reluta em ceder aos encantos de Jill, comprometida com o devotado Roy (Jamie Blackley). Aí Woody Allen estabelece as bases para a discussão da moralidade que calça “Homem irracional”. Mais além, há uma pulsante reflexão sobre casualidade, mas o interesse preponderante parecer ser confrontar as fantasias que nos dominam de quando em quando com a insalubre realidade.

É este tempero que faz do novo Woody Allen, mais sombrio do que o habitual e com um senso de humor mais perverso, tão saboroso.

Lucas tem uma epifania quando ouve o relato de uma mulher que julga estar sendo deliberadamente prejudicada por um juiz. Lucas decide então atuar como uma espécie de bom samaritano, matar o juiz e devolver à tal mulher a chance de um julgamento justo. Lucas entende que sua falta de relação com o juiz e aquele universo lhe afastam de qualquer suspeita. Somente a elaboração do que o próprio professor entende ser o crime perfeito devolve a ele o tesão; pela vida, suas minúcias e pelas mulheres que lhe procuram. Resistente às investidas de Jill, Lucas se entrega à paixão furtiva da aluna apaixonada.

A partir desse pacto sinistro de Lucas consigo mesmo, em que rompe com a razão, Allen tece um painel robusto sobre o impacto das fantasias em nosso posicionamento perante o mundo.  Um bom ponto de inflexão é alternância na narrativa entre as divagações de Jill e as de Lucas.

A personagem de Posey fantasia em ir com Lucas para a Espanha: a realidade  pode ser opressiva demais para o romantismo humano (Fotos: divulgação)

A personagem de Posey fantasia em ir com Lucas para a Espanha: a realidade pode ser opressiva demais para o romantismo humano
(Fotos: divulgação)

O desgostoso professor de filosofia ganha brilho e cor ao renunciar a paradigmas sociais e a assumir como “mantra” uma perspectiva alarmante (para a audiência, para a moral). As relações das duas mulheres interessadas em Lucas com ele a partir desta guinada do personagem aferem a “Homem irracional” esse verniz existencialista tão caro ao cineasta.

Desvirtuar-se pode ser a chave da felicidade, admite Woody Allen, mas para tudo há de se ter um limite, parece indicar o ruidoso desfecho que propõe outro olhar sobre a obra pregressa do cineasta de mesma matiz temática.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015 Críticas, Filmes | 17:12

Serial Killer inseguro torna “Na próxima, acerto no coração” fascinante

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Há filmes que se ressignificam mediante um personagem forte ou muitíssimo bem construído. É o caso do filme francês “Na próxima, acerto no coração” (França, 2014). Na superfície, a fita dirigida por Cédric Anger, é um thriller policial sobre um serial killer pouco convicto de sua vocação. Nas camadas insuspeitas que o bom roteiro – de autoria do mesmo Anger – desalinha, porém, o filme revela sua real aspiração: discutir o desagravo psicológico e emocional de um homem transtornado.

Foto: divulgação

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Um homem vislumbra duas mulheres pedalando na madrugada. Elas se apartam e ele segue a segunda. Ele a atropela e só não lhe cobre de balas da janela de seu carro porque percebe a aproximação de viaturas. Corta. Acompanhamos este homem chegando em seu apartamento e indo dormir. Poucas horas depois o vemos acordar e colocar o uniforme policial e somente quando ele entra em uma viatura descobrimos seu rosto. Essa sucessão de eventos diz muito sobre o personagem central de “Na próxima, acerto no coração”, mas mais ainda sobre os objetivos do filme. É importante saber que aquele assassino cruel é um policial e é importante sabê-lo nessa ordem. Mas o ritual de descoberta de Franck (vivido com contenção e robustez por Guillaume Canet) prossegue e aos poucos vamos processando que este homem é repleto de transtornos obsessivos e carrega uma noção religiosa deturpada que pode ou não estar relacionada a uma aparente assexualidade.

Franck só mata mulheres e parece fazê-lo a reboque de emoções mal elaboradas que ele tenta elaborar em uma tentativa de estabelecer contato com os investigadores do caso. Franck não chega a se beneficiar de sua posição de policial para enuviar as investigações, mas tenta. Essa inabilidade só reforça sua insipiência como matador. O assassino de “Na próxima, acerto no coração” é um homem em busca de afirmação. De sexualidade. O filme inspira-se em um caso notório da crônica policial francesa (é sugerível um Google no nome Alain Lamare), mas trata com bastante liberdade e imaginação toda a dubiedade que cerca o caso. Anger, no entanto, acerta ao focar todo o estofo narrativo do filme na desconstrução do protagonista. Seu Franck não é exatamente um misógino, mas o fundo religioso (“não importa o quê, temos que pagar”, ele diz ao irmão mais jovem em dado momento) afasta qualquer certeza sobre o personagem.

Tentar desvendar o enigma Franck é, indubitavelmente, a grande atração da fita francesa. Quem esperar um thriller convencional pode se frustrar, mas se a opção for por um incomum suspense de verve freudiana, a satisfação é garantida.

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 Críticas, Filmes | 20:38

“Quarteto fantástico” parece pior do que realmente é

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O noticiário de cinema tem sido implacável com o desnecessário reboot de “Quarteto fantástico” (EUA, 2015), assinado pelo diretor Josh Trank e abandonado pela Fox que não investiu na promoção do filme. Os relatos de conflitos nos bastidores inegavelmente são mais atraentes do que o filme, pensado única e exclusivamente para evitar que os direitos dos personagens regressassem à Marvel.

Leia também: Do céu ao inferno com Josh Trank 

A ideia de rejuvenescer o quarteto e abraçar a correção política na escalação do elenco acabam por tornar-se problemas menores em face de um filme com sérios problemas em desenvolver sua ideia central, com um vilão decepcionante, efeitos especiais broxantes, um clímax inexistente e um ponto de partida pouco verossímil.

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O roteiro escrito a seis mãos, além de Trank, assinam o texto Simon Kinberg e Jeremy Slater, tenta avalizar a relação entre Reed Richards (Miles Teller) e Ben Grimm (Jamie Bell), no mesmo compasso que tenta dimensionar a relação dos irmãos John (Michael B. Jordan) e Sue (Kate Mara) Storm com o pai deles (Reg  E. Cathey) e principal fiador do estudo que acaba reunindo todos os principais personagens. Ocorre que esse desenvolvimento é apenas superficial e parece ajustado apenas ao propósito de se distinguir da primeira encarnação do quarteto no cinema pela seriedade, pela gravidade.

É aí que entra a esquizofrenia narrativa do filme de Trank que, como se sabe, teve diversas cenas refilmadas e foi tesourado pelo estúdio.  O humor – inseguro por si só – parece descolado da gravidade pretendida pelo enfoque na relação de culpa e ressentimento que norteia Ben e Reed após o acidente que redefine a existência de ambos.

A falta de carisma do elenco – e há atores bem carismáticos em cena – contribui para a impaciência com que a plateia recebe o ato rebelde de um grupo de jovens gênios que culmina no nascimento do quarteto fantástico e do Dr. Destino (Toby Kebbell).

Reside na narrativa, como se percebe, os grandes problemas de “Quarteto fantástico”. Mas cenas de ação pouco convincentes e a opção por fazer do filme um prelúdio do que estar por vir, um equívoco que vai além do fato de oferecer um novo filme de origem dez anos após um filme de origem relativamente satisfatório, impregnam este novo “Quarteto fantástico” de gás carbônico. Ou seja, o filme pode até ser ruim, mas é percebido como algo bem pior do que de fato é.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 Filmes, Listas | 18:45

Próximos meses reúnem bons lançamentos de terror nos cinemas

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Quem gosta de filmes de gênero pode comemorar e guardar algum dinheiro porque os próximos meses reservam boas opções ao fã do cinema de horror. Do aclamado indie “Corrente do mal” à nova aposta do diretor de “O sexto sentido” no gênero, passando por duas produções de Eli Roth e pela incursão do elogiado Guillermo Del Toro no filão das casas mal assombradas. O Cineclube preparou uma listinha com o melhor do terror a aportar nas salas nacionais ainda em 2015.

“Bata antes de entrar” (EUA 2015), de Eli Roth 

Knock 3

Estreia em 17/09

Keanu Reeves faz um homem casado que, com a mulher e os filhos fora, recebe duas jovens desconhecidas que fogem da chuva. Eles se insinuam para ele e eles acabam fazendo sexo. O terror acontece quando elas resolvem se divertir depois e torturam o pobre coitado. Roth volta a brincar com o sadismo e ecoa o clássico “Atração fatal” sob uma nova perspectiva. “De certa forma é meu filme mais comportado, onde me permito adentrar outros gêneros”, disse em entrevista ao site Collider.

“Garota sombria caminha pela noite” ( EUA 2014), de Ana Lily Amirpour

Garota caminha

Estreia em 17/09

Coisas estranhas acontecem em Bad City. Uma cidade fantasma iraniana, lar de prostitutas, viciados, cafetões e outras almas sórdidas. Um reduto de depravação e falta de esperança, onde uma vampira solitária persegue os habitantes mais repugnantes. Mas quando um garoto conhece uma garota, uma história de amor incomum começa a florescer…

A produção independente americana, rodada em preto e branco, foi uma das sensações de 2014 no circuito de festivais e surpreendentemente garantiu um lançamento comercial no Brasil. Cortesia da Imovision que cada vez mais se torna protagonista nos lançamentos vocacionados à arte.

“A possessão do mal” (EUA, 2014), de David Jung

Estreia em 24 /09

Estreia em 24 /09

Outra produção independente do ano passado que se beneficia do gosto do espectador brasileiro pelo terror para garantir um lançamento no circuito de cinemas do país. Michael King não acredita em qualquer tipo de crença ou religião. Em face de certos problemas familiares, ele resolve fazer um documentário investigando a existência de forças sobrenaturais. Por que as pessoas invocam demônios e não anjos?

 

“A visita” (EUA 2015), de M. Night Shyamalan

Estreia em 15/10

Estreia em 15/10

Dois irmãos são enviados pela mãe à casa dos avós e o que parecia uma corriqueira visita familiar, acaba se transformando em jornada gradativa de horror e histeria. O filme promete ser o retorno de M. Night Shyamalan à boa forma. Desprezado por estúdios, ele rodou a fita de maneira independente e acertou a distribuição com a Universal. Ainda que de volta ao baixo orçamento e livre de imposições de estúdios, não se pode descartar a chance de um novo abacaxi do cineasta indiano. “Fim dos tempos” (2008) também tinha um trailer promissor.

“A colina escarlate” (EUA, 2015), de Guillermo Del Toro

Estreia em 26/11

Estreia em 26/11

Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe, a escritora Edith Cushing  muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe, a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith. O filme tem no elenco Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston e Charlie Hunnam. Trata-se do projeto mais audacioso e lapidado do elogiado Guillermo Del Toro, regressando ao gênero depois dos bem-sucedidos “A espinha do Diabo” e “O labirinto do fauno”.

“Exorcistas do Vaticano” (EUA,2015), de Mark Neveldine 

Estreia em 20/08

Estreia em 20/08

Michael Peña faz um jovem padre destacado para investigar o caso de uma jovem aparentemente possuída pelo demônio. O Vaticano logo percebe se tratar de um caso de possessão muito mais grave e problemático do que parecia a princípio. O elenco da produção conta ainda com Dougray Scott e Djimon Hounsou.

“Corrente do mal” (EUA,2014), de David Robert Mitchell

Estreia em 27/08

Estreia em 27/08

O Cineclube foi o primeiro a atentar para esse hit do cinema independente americano aqui no Brasil. “Corrente do mal” faz uma metáfora inteligente das doenças sexualmente transmissíveis ao fazer com que a única maneira de se desfazer de uma maldição seja por meio do ato sexual. Uma entidade que jamais corre, só anda, no intuito de matar sua vítima e pode assumir variadas formas. Divertido, original e reverente aos filmes seminais do gênero, “Corrente do mal” é o caviar do horror no cinema em 2015.

“Canibais” (EUA,2015), de Eli Roth

Estreia em 25/09

Estreia em 25/09

Um grupo de ativistas americanos decidem ir até a Amazônia para tentar proteger uma tribo que está desaparecendo. Durante o percurso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva.  Eles são resgatados e feitos reféns pela tribo que desejavam salvar. E você não vai acreditar no que a tribo deseja fazer com eles…

Segundo filme de Roth a ser lançado em 2015, “Canibais” foi rodado em 2013, parcialmente no Brasil, mas a fita teve problemas de finalização e distribuição, o que acabou adiando a estreia.

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quinta-feira, 30 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:53

“Beasts of No Nation”, aposta da Netflix para o Oscar, ganha 1º trailer legendado

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O primeiro longa-metragem de ficção da Netflix ainda não estreou, mas já está causando uma sensação danada. “Beasts of no Nation”, de Cary Fukunaga ( “True Detective” e “Jane Eyre”), integra a competição oficial da 72ª edição do festival de Veneza, que acontece entre os dias 2 e 12 de setembro, e já é alvo de boicote de algumas redes de cinema que se recusam a exibir o filme, que a empresa lançará simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e por streaming em sua plataforma online para todo o mundo em 16 de outubro.

A ideia de colocar a produção nos cinemas se justifica pela necessidade de um filme ficar em cartaz pelo menos uma semana no ano em Los Angeles para ser elegível ao Oscar. E a Netflix está confiante de que “Beasts of no nation” tem todas as condições de ir ao Oscar. A empresa liberou o primeiro trailer da produção nesta quinta-feira. O filme mostra o treinamento cruel e incivilizatório coordenado pelo chefe de uma milícia paramilitar africana (Idris Elba) dado a um órfão. A ideia de problematizar esse cultivo de uma máquina de guerra totalmente desgrenhada de qualquer humanidade é dramaticamente poderosa. Nas mãos de um cineasta com o pé no existencialismo, como Fukunaga provou ter em seus trabalhos prévios, o material adaptado da obra de Uzodinma Iweala promete bastante.

A tendência é de que o burburinho em torno de “Beasts of no nation” aumente nas próximas semanas. Por enquanto, fique com o impactante trailer abaixo.

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Filmes, Notícias | 07:00

Documentário aborda irreverência do Meia Hora como fenômeno midiático

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“O Meia Hora nunca vai ter uma capa papai e mamãe”, informa um dos entrevistados de “Meia Hora e as manchetes que viram manchete”, documentário sobre o popular e irreverente tabloide que faz parte da cultura popular carioca.

O filme, que tem estreia comercial programada para o dia 6 de agosto, será exibido no próximo sábado (1º)  no Memorial da América Latina, em São Paulo, como parte do 10º Festival de Cinema Latino-Americano que começa nesta quinta (30) e segue até o dia 5 de agosto.

Dirigido por Angelo Defanti, o documentário não se restringe apenas a investigar o Meia Hora, há um questionamento do modelo de negócio do jornalismo por trás da exposição do diário politicamente incorreto. “Eu devo entregar para o cara o que ele quer ou o que ele precisa para ser um cidadão melhor?”.

A reflexão sobre o jornalismo não é algo novo no cinema, muito menos em sua vertente documental. Para ficar em um exemplo recente, Jorge Furtado apresentou “O mercado de notícias”, que discutia o papel da mídia e sua influência na democracia, em 2014. “Meia Hora e as manchetes que viram manchete” se diferencia deste por partir de um fenômeno regional para discutir a linguagem jornalística como um todo. Pensar uma estética, a partir de um espírito pró-ativo. Há poucos exemplos de diários que apostam tanto no humor como o faz o Meia Hora no Brasil. O filão “notícias populares” não é exatamente uma novidade, mas habituou-se a ser alvo de preconceito ao ser percebido como um produto de menor qualidade.

Por um contexto mais adequado e pelo fomento de uma perspectiva mais sintonizada com o atual momento da mídia impressa no País, este documentário torna-se indispensável.

Clique nas imagens para ampliá-las!

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quarta-feira, 29 de julho de 2015 Filmes, Notícias | 22:04

Escândalos sexuais na política movem novos filmes de Nicolas Cage e Patrick Wilson

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Cena de "Zipper" (Foto: divulgação)

Cena de “Zipper”
(Foto: divulgação)

A bifurcação entre sexo e poder já rendeu grandes tragédias, grandes histórias e grandes filmes. Escândalos sexuais no meio político são grandes catalisadores midiáticos e dois filmes prometem capitalizar sobre o tema em um futuro próximo. Em “The Runner”, um senador começa a chamar a atenção pela rigidez com que responde ao vazamento de óleo da petrolífera BP em 2010. A simpatia da opinião pública dá vez a um questionamento cada vez mais incisivo quando o político se vê no epicentro de um escândalo sexual.

Nicolas Cage vive o protagonista no drama assinado por Austin Stark, em sua estreia em longas-metragens. Trata-se de um bem-vindo retorno de Cage aos dramas e de uma tentativa de fazer as pazes com a crítica que tem sido pouco amistosa para com ele recentemente.

O elenco é completado por Connie Nielsen, Sarah Paulson e Peter Fonda. O filme, que ainda não tem título nacional nem data de estreia no país, será lançado no dia 7 de agosto nos EUA.

Já “Zipper”, produzido pelo cineasta Darren Aronofsky, foi uma das sensações do último festival de Sundance ao retratar um executivo recém-ingresso na política que tem sua obsessão por sexo descortinada nas capas dos jornais. Estrelado por Patrick Wilson (“Pecados íntimos” e “Sobrenatural”) e dirigido por Mora Stephens, o filme já foi rotulado como “o ‘Garota exemplar’ de 2015”. A produção está programada para estrear em 28 de agosto em solo americano.

A julgar pelos trailers, “Zipper” parece mais interessado em discutir a desconstrução midiática de figuras públicas, os jogos de cena da política e os efeitos destes na vida privada. De qualquer jeito, são dois filmes que aguçam a curiosidade.

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terça-feira, 28 de julho de 2015 Diretores, Filmes, Notícias | 22:53

Michael Moore está de volta e com a América beligerante em sua mira

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Vencedor do Oscar e da Palma de Ouro, ferrenho crítico da era Bush, polemista por natureza e diretor de documentários controvertidos e muitíssimo bem assistidos como “Tiros em Columbine” (2002), “Fahrenheit 11 de setembro” (2004), “Sicko – $O$ Saúde” (2007) e “Capitalismo: uma história de amor” (2009), Michael Moore está de volta com um novo filme na praça.

O cineasta postou um vídeo no Periscope para falar sobre “Where to invade next?”, seu próximo filme que terá première mundial no próximo festival internacional de cinema de Toronto.

O filme vinha sendo mantido em total sigilo intencionalmente pelo diretor. “É um filme de natureza épica. É o que posso dizer agora”.

“O fato dos EUA estarem sempre em guerra é algo que me preocupa constantemente e há muito tempo. Todos nós vivemos neste mundo pós- 11 de setembro e tudo o que acontece neste país parece precisar de um inimigo. Então mantemos nossa indústria militar viva. É daí que vem a comédia”, afirma o cineasta sobre suas opções narrativas.

 

O site do festival de Toronto classificou “Where to invade next?” como o filme mais provocativo e hilário da carreira de Moore.

O festival internacional de cinema de Toronto acontece entre os dias 10 e 20 de setembro e será amplamente discutido aqui no Cineclube.

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