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terça-feira, 28 de abril de 2015 Críticas, Filmes | 17:55

“Casa Grande” pensa o Brasil a partir do derretimento da classe média

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Um menino ajeita o cabelo em frente ao espelho. Ele quer parecer bonito. Apaga a luz do banheiro e cerra as portas por onde passa. Sai de sua casa e bate na porta de uma casinha ainda no terreno. É recepcionado por Rita (Clarissa Pinheiro) que se põe a contar para ele uma experiência sexual. De quando teve sua bunda loucamente beijada por um motoqueiro.

Com essa cena aparentemente banal e sem qualquer propósito mais elaborado, “Casa grande”, brilhante filme de Fellipe Barbosa, se insinua com força para a audiência. Estamos diante de um filme que intenciona pensar o Brasil ao apontar a lupa para as dinâmicas estabelecidas em uma família de classe média alta carioca às voltas com sua decadência socioeconômica.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O filme foca em Jean (o ótimo Thales Cavalcanti), um adolescente de 17 anos indeciso sobre o vestibular e decidido a conquistar uma mulher. Jean é filho de Hugo (Marcello Novaes, surpreendente), um banqueiro à espera de recolocação no mercado de trabalho que vê sua liquidez ruir, e Sônia (Susana Pires), habituada à tranquilidade de uma vida privilegiada que precisa repensar hábitos e desejos. A família é composta, ainda, por Natalie (Alice Melo), a filha caçula.

Embora o ponto de vista adotado seja o de Jean, Barbosa não limita o escopo de seu filme à desestruturação econômica desta família. Ao evocar o debate sobre cotas raciais nas universidades com seus personagens, Barbosa vai além da metaforização ao expor a profunda divisão entre classes sociais vigentes no Brasil. Este, porém, não é o único recurso utilizado pelo diretor/roteirista na obra. Ao flagrar as tensões sexuais entre patrões e empregados, o preconceito velado transferido silenciosamente de pai para filho e outros clichês típicos da classe média brasileira, Barbosa radiografa os vícios de um Brasil parado no tempo e banhado em conservadorismo. Mas Barbosa não emite julgamentos. Pelo contrário, provoca o público a fazê-los. Maliciosamente. Como na cena em que Jean, pela primeira vez usando transporte público sozinho para ir à escola, vê um rapaz negro e com aparência pobre sentar ao seu lado no banco. Sem emitir qualquer som, Barbosa convoca a plateia a posicionar-se a respeito do que vê na tela.

Em outra cena, Hugo surge falando para amigos de seu filho como “aprendeu a gostar de negras”. Mais adiante, a câmara de Barbosa flagra Hugo esgueirando-se para ouvir sua esposa tentar arrancar uma confissão que nunca vem de uma empregada em vias de ser demitida. Novamente, Barbosa não emite julgamentos, mas conta com o juízo da plateia para produzir valor à narrativa.

Mesmo analisada isoladamente, a trama central – o derretimento financeiro de uma família com os pais tentando privar os filhos dessa consciência – encanta com suas sutilezas sortidas, seus diálogos certeiros e sua arquitetura singela. Mas “Casa grande” funde tão categoricamente esse conflito de uma classe média pós-lulismo ao Brasil histórico que é impossível não ficar boquiaberto diante de toda a sua potência narrativa. Essa força dramatúrgica que envolve do breve erotismo à comédia juvenil, qualifica essa estreia de Fellipe Barbosa em longas-metragens como um dos melhores filmes do ano e uma das melhores produções brasileiras da década.

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sexta-feira, 24 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 22:24

Revelada primeira imagem oficial do coringa de “Esquadrão suicida”

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David Ayer gosta de provocar. O diretor do aguardado “Esquadrão suicida”, previsto para agosto de 2016, tem usado bastante suas redes sociais para interagir com os fãs e soltar novidades sobre o filme que atualmente está em produção. Na noite desta sexta-feira, Ayer postou em seu Twitter a primeira imagem oficial de Jared Leto efetivamente caracterizado como o Coringa. Há algumas semanas, ele tinha soltado uma imagem provocativa em que Leto emulava a capa da clássica HQ “A piada mortal”. O visual, radicalmente oposto do construído por Heath Ledger em “O cavaleiro das trevas” (2008) captura a insanidade do palhaço assassino e exalta toda a sua marginalidade por meio das tatuagens histriônicas e dos dentes podres. Em um primeiro momento, não tem como desaprovar esse visual à beira de um ataque de nervos do Coringa de Jared Leto. À propósito, Ayer liberou a imagem para celebrar os 75 anos da primeira aparição do personagem nas HQs.

O Coringa de Jared Leto em todo o seu pavor

O Coringa de Jared Leto em todo o seu pavor

Heath Ledger, o detentor do trono de melhor Coringa de todos os tempos, com seu visual anárquico

Heath Ledger, o detentor do trono de melhor Coringa de todos os tempos, com seu visual anárquico

Leto em imagem divulgada há dias emulando "A piada mortal"

Leto em imagem divulgada há dias emulando “A piada mortal”

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Análises, Filmes, Notícias | 18:06

Novo “Vingadores” dá largada à temporada mais lucrativa do cinema americano

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Quem acompanha o noticiário de cinema de perto já esperava pelo verão americano de 2015 há muito tempo e com muita ansiedade. O verão nos EUA, parte da primavera também, é quando os estúdios de cinema lançam seus principais blockbusters do ano. Essa faixa que vai de meados de abril até o fim de agosto reserva ainda mais atrações imperdíveis em 2015.

Retorno de franquias adormecidas (“Jurassic Park”), introdução de novos heróis (“Homem-formiga”) e produções originais (“Tomorrowland – um lugar onde nada é impossível” e “Terremoto – a falha de San Andreas”) disputam o interesse do espectador com comédias, sequências e um tal grupo de super-heróis que já toma os cinemas a partir deste fim de semana.

Na esteira de “Vingadores: a era de Ultron”, a Disney ainda tem o aguardadíssimo “Tomorrowland – um lugar onde nada é impossível” (maio), dirigido pelo mesmo Brad Bird de “Os incríveis” e “Missão impossível – protocolo fantasma”, “Homem-formiga” (julho) e “Divertida mente” (junho), nova produção da Pixar. As apostas são de que a Disney deve terminar a temporada como o estúdio número 1 em arrecadação. A Warner adotou uma estratégia arriscada para tentar neutralizar essa liderança. Ao invés de concentrar poucos e gigantes lançamentos, o estúdio pulverizou sua agenda na temporada. São nove filmes no total, a maioria de médio porte, puxados pelo aguardado remake de “Mad Max”, que ganhou o subtítulo de “A estrada da fúria”. Produções como “Terremoto – a falha de San Andreas” (maio), estrelado pelo fortão Dwayne “The Rock” Johnson, são testes para gêneros (no caso, o filme catástrofe) que andavam escassos na temporada pipoca. Já “Entourage” (junho) leva para o cinema a mise-en-scène da série sobre os bastidores de Hollywood. O público feminino e homossexual estão na mira da sequência de “Magic Mike”, que o estúdio programou para julho.  Para o fim do verão, em agosto, a Warner reservou o novo filme de Guy Ritchie, “O agente da U.N.C.L.E”.

"Tomorrowland" (Fotos: divulgação)

“Tomorrowland”
(Fotos: divulgação)

 

A Universal, que chega a mais concorrida temporada do cinema com dois megassucessos na bagagem (“50 tons de cinza” e “Velozes e furiosos 7”) tem tudo para manter o pique. O estúdio tem programados “Ted 2” (julho), “Trainwreck” (julho), nova comédia assinada por Judd Apatow com Amy Schumer, nova sensação da comédia americana, “Minions” (julho), derivado de “Meu malvado favorito”, “A escolha perfeita 2” (maio), além de “Jurassic World – o mundo dos dinossauros”.  A universal, que pode terminar o ano como a maior ameaça ao já declarado reinado da Disney nas bilheterias de 2015, parece ter a melhor fórmula nas mãos. Dos seis filmes de seu portfólio, um é uma comédia original cheia de potencial. Duas são sequências de comédias surpreendentemente bem sucedidas em anos anteriores, um spin-off da animação de maior sucesso do estúdio e a revitalização de uma das mais franquias mais famosas da casa.

A Paramount optou por estratégia oposta às adotadas por Warner e Universal e apostou em apenas dois filmes. Dois filmes bem grandes. O primeiro é “O exterminador do futuro: Gênesis” (julho), que celebra o retorno de Arnold Schwarzenegger à franquia. O segundo é “Missão impossível – nação secreta” (agosto), quinto filme do agente vivido por Tom Cruise.

"Jurassic World - o mundo dos dinossauros"

“Jurassic World – o mundo dos dinossauros”

A Fox, que teve um ótimo 2014 com filmes como “A culpa é das estrelas”, “X-men: dias de um futuro esquecido” e “Planeta dos macacos: o confronto” parece ter menos armas para 2015. “A espiã que sabia de menos” e “Cidades de papel” (ambos em julho) são as duas principais apostas do estúdio na temporada. Há, ainda, o remake de “Quarteto fantástico” que já gera mais desconfiança do que ansiedade. A Sony vive situação semelhante. As duas principais apostas do estúdio parecem pouco competitivas ante as produções de seus principais rivais. A primeira é “Sob o mesmo céu”, nova comédia de Cameron Crowe (“Quase famosos”), estrelada por Bradley Cooper e Emma Stone. A segunda é “Pixels”, comédia de ação estrelada por Adam Sandler, Peter Dinklage e Kevin James. O estúdio lança, ainda, o terceiro capítulo da franquia de terror “Sobrenatural”. O primeiro foi um surpreendente sucesso há cinco anos.

"Pixels"

“Pixels”

O melhor do resto

O remake do clássico oitentista “Férias frustradas”, o novo filme de Woody Allen (“O homem irracional”), Meryl Streep roqueira em “Ricki and the flash”, Jake Gyllenhaal parrudo em “Southpaw”, novas versões de “Hitman: agente 47” e “Carga explosiva”, Ian Mckellen como um Sherlock Holmes idoso, uma releitura de Madame Bovary, um olhar sobre o líder dos Beach boys (“Love & mercy”) e a refilmagem de “Poltergeist” são outras atrações deste que promete ser o mais movimento e lucrativo verão americano dos últimos anos.  A expectativa do setor é de que a temporada registre um aumento de 10 a 15% em relação a 2014 e que contribua efetivamente para o recorde de bilheteria projetado para 2015 na Cinemacon, feira da indústria do cinema realizada nesta semana em Las Vegas.

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quinta-feira, 23 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 19:55

Johnny Depp careca, malvado e assustador no 1º trailer de “Black Mass”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

O novo filme do diretor de “Tudo por Justiça” (2013) e “Coração Louco” (2009) é um drama criminal sobre um poderoso e violento criminoso, irmão de um político proeminente de Boston, que vira informante do FBI e ajuda a desbaratar a máfia local. O elenco é vistoso e conta com nomes como Benedict Cumberbtach, Kevin Bacon, Joel Edgerton, Peter Saarsgard, Dakota Johnson, entre outros. Mas, pelo menos no primeiro trailer de “Black Mass”, é impossível desviar os olhos de Johnny Depp. É uma aposta arriscada o primeiro material promocional do filme que é uma das aspirações ao Oscar 2016 da Warner Brothers focar quase que única e exclusivamente na figura de Johnny Depp, em franca decadência em Hollywood. Mas Scott Cooper, o diretor, sinaliza um Depp completamente diferente do que estamos habituados a ver e é aí que o risco se converte em empolgação. Na pele desse homem capaz de fazer uma conversa amena sobre receitas se transformar em uma velada ameaça sobre falta de lealdade, Depp pode fazer as pazes com a crítica.

“Black Mass”, ainda sem título nacional ou data de estreia, promete muito. Nos EUA, o filme está agendado para setembro. Confira o trailer abaixo.

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Críticas, Filmes | 17:46

Ficção científica diferente, “Chappie” mira problemas educacionais do terceiro mundo

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Quando lançou “Distrito 9” (2009), promovido por Peter Jackson, Neill Blomkamp foi incensado como o último biscoito do pacote dos cineastas jovens ascendentes. Depois de “Elysium” (2013) essa percepção foi questionada por crítica e indústria que receberam com ceticismo a produção que revisitava temas já trabalhados em “Distrito 9” com menos profundidade e mais pirotecnia.

Blomkamp agora lança “Chappie” (EUA, 2015), um retorno à África do Sul e ao baixo orçamento, mas uma diferente angulação de um tema que persegue com fervor: a desigualdade social.

Criador e criatura: educação problemática  (foto: divulgação)

Criador e criatura: educação problemática
(foto: divulgação)

“Chappie” pode ser lido como uma ficção científica pouco original fortemente influenciada pelos clássicos oitentistas “Robocop” (1987) e “Um robô em curto-circuito” (1986) ou pode ser percebido como uma analogia tão inventiva quanto poderosa sobre as circunstâncias da educação e a premência destas na formação de uma personalidade potencialmente criminosa.

Em uma África do Sul dominada pela criminalidade, a cidade de Joanesburgo entra na vanguarda ao confiar a robôs o patrulhamento e demais atividades policiais de risco.  Dev Patel faz o gênio por trás dos bem sucedidos robôs policiais, enquanto Hugh Jackman faz um ex-militar que tem seu projeto posto para escanteio depois do sucesso alcançado pelas criações do personagem de Patel. Que por sua vez resolve testar aquilo que pode representar a nova fronteira em matéria de inteligência artificial. Um robô capaz de desenvolver consciência.

O personagem não contava que fosse ser sequestrado e que sua mais importante criação seria objeto de interesse de pretensos gângsteres em busca de fortuna.  É aí que “Chappie” capitaliza a metáfora sobre como a educação deficitária em países de terceiro mundo se revela perniciosa. “Chappie”, que leva minutos para balbuciar as primeiras palavras – processo que consome ao menos três meses de uma criança, é alvo de uma educação descriteriosa e hostil e por meio dela, Blomkamp assume uma postura esquerdista ao frisar que os lapsos na educação são determinantes para o ciclo de violência. Se focasse nessa inusitada camada de sua ficção científica, o cineasta sul-africano talvez tivesse colhido mais frutos. Contudo, “Chappie” sofre do mesmo mal do filme antecessor de Blomkamp. São muitos temas para serem lapidados. O cineasta enfileira uma série de tópicos e acaba por enfraquecer o todo. O final é bastante problemático. “Chappie” praticamente vira outro filme sobre os limites da inteligência artificial. Essa transição, mal trabalhada, afasta a plateia do sentido que o filme vinha construindo até então e dá margem àqueles que criticam Blomkamp por reciclar outros filmes sobre robôs.

De todo modo, “Chappie” é um filme mais redondo do que “Elysium” e reafirma ser Blomkamp um dos poucos cineastas a pensar a ficção científica na atualidade. Uma qualidade que, a despeito dos resultados díspares alcançados em seus três filmes, não pode ser desprezada.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 23:08

Vaza lista com os cinco atores cotados para viver o novo Homem-Aranha

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Nas próximas duas ou três semanas, Marvel e Sony devem decidir quem será o intérprete do novo Homem-Aranha no cinema. O anúncio oficial deve ocorrer pouco depois disso. Já se sabia que o objetivo era um ator jovem, uma vez que o novo Aranha/Peter Parker ainda estará no colégio. Pois bem, o site The Wrap obteve a lista dos cinco atores que estão cotados para o papel. Segundo as fontes do The Wrap, nenhum dos atores foi testado ou contatado. São descritos como “fortes concorrentes” ao papel. São eles: Asa Butterfield (“A invenção de Hugo Cabret”, Ender´s game – o jogo do exterminador”), Timothee Chalamet (“Interestelar”), Tom Holland (“O impossível”), Nat Wolf (“Cidades de papel” e “A culpa é das estrelas”) e Liam James (“2012” e “O verão da minha vida”).

Butterfield (18 anos) é o mais conhecido dos cinco e já constava das apostas preliminares de novos nomes para vestir o uniforme do Aranha. A seu favor, tem o fato de já ter estrelado blockbusters como protagonista.  Tom Holland (18 anos) já provou ser bom ator e os outros só tiveram pequenas participações em filmes e séries. Nat Wolf (20 anos) deve ganhar popularidade com o vindouro “Cidades de papel”, adaptado do mesmo John Green de “A culpa é das estrelas”.

Da esquerda para a direita: Liam James, Timothee Chalamet, Tom Holland, Asa Butterfield e Nat Wolf

Da esquerda para a direita: Liam James, Timothee Chalamet, Tom Holland, Asa Butterfield e Nat Wolf
(Foto: montagem/reprodução)

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sexta-feira, 17 de abril de 2015 Análises, Filmes, Notícias | 22:08

O que o primeiro trailer de “Batman vs Superman – a origem da Justiça” tem a dizer?

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“Talvez ele seja apenas um cara tentando fazer a coisa certa”. “As pessoas estão tão abismadas com o questionamento do que ele pode fazer que ninguém perguntou o que ele realmente deveria fazer”. Essas são frases soltas no início do primeiro, aguardadíssimo e oficial trailer de “Batman vs Superman – a origem da Justiça” que tem como objetivo ambientar o estado das coisas depois da acachapante revelação de que um ser tão poderoso como o Superman está entre nós. O filme, convém lembrar, segue a partir dos eventos mostrados em “O homem de aço” (2013). As imagens que surgem na tela demonstram que o homem de Krypton é objeto de culto e ódio em sincronia tão alarmante capaz de chamar a atenção de um herói fatigado e que já experimentara as duas faces dessa inglória trajetória. É aí que surge um grisalho Ben Afleck com a seguinte narração em off:  “É assim que começa! A febre, a raiva, o sentimento de impotência que tornam homens bons, cruéis”. Já há teorias se essa voz seria de Bruce Wayne ou de algum vilão. Darkseid está liderando as apostas!

O final do trailer oferta uma cena apoteótica com um Batman com traje reforçado indagando o homem de aço se ele sangra e ameaçando: “você irá”.

Sombrio, com forte influência da clássica HQ de Frank Miller “(O cavaleiro das trevas”), este primeiro trailer tem como objetivo fazer os fãs salivarem com um vislumbre do que o título do filme já enunciava desde que fora anunciado. Mas vai além. Desperta o interesse por uma trama, que se bem trabalhada, pode render maravilhas tanto em termos de ação e drama para o filme em si, como em repercussão para o universo DC em construção nos cinemas.

Incensado como Deus, Superman é adorado por mjuitos

Incensado como Deus, Superman é adorado por muitos

Soldados com símbolos do Superman em sua sombreiras se curvam ante o homem de aço

Soldados com símbolos do Superman em suas ombreiras se curvam ante o homem de aço

Superman também é alvo de desconfiança e revolta.  Uma estátua erguida em sua homenagem está pichada com os dizeres "Falso Deus"

Superman também é alvo de desconfiança e revolta. Uma estátua erguida em sua homenagem está pichada com os dizeres “Falso Deus”

Um grisalho Ben Affleck surge como um pensativo (e invejoso?) Bruce Wayne

Um grisalho Ben Affleck surge como um pensativo (e invejoso?) Bruce Wayne

O traje reforçado para enfrentar o homem de aço

O traje reforçado para enfrentar o homem de aço

A hora do confronto está chegando...

A hora do confronto está chegando…

 Confira o trailer

 

Dirigido por Zack Synder, “Batman vs  Superman – a origem da Justiça” chega aos cinemas em 25 de março de 2016.

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Filmes, Notícias | 19:32

“Velozes e furiosos 7” é o mais rápido filme a alcançar marca de U$ 1 bilhão nas bilheterias

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Cena de "Velozes e furiosos 7" (Foto: divulgação)

Cena de “Velozes e furiosos 7”
(Foto: divulgação)

Por essa nenhum vingador ou aluno de Hogwarts esperava. Depois do fim de semana acachapante de estreia no início do mês era imaginado que o sétimo filme da franquia se tornasse o primeiro da série a atingir a marca histórica do U$ 1 bilhão. Mas ninguém imaginava que essa marca seria alcançada tão rapidamente. O feito foi conquistado em 17 dias. Para efeito de comparação, “Avatar” (2009), “Os vingadores” (2012) e “Harry Potter e as relíquias da morte: parte II” levaram 19 dias para cruzar a fronteira do bilhão de dólares em arrecadação. Não obstante, a fita que marca a despedida definitiva do finado ator Paul Walker é a primeira do estúdio Universal a chegar ao clube do bilhão. É história em todas as frentes a que “Velozes e furiosos 7” está fazendo. Analistas da indústria estimam que o filme tenha gás para arrecadar algo em torno de U$1.5 bilhão no total.

Crítica: Para o bem ou para o mal, sentimento de família norteia “Velozes e furiosos 7”

 

“Nosso elenco, equipe, todos nós da Universal e da família ‘Velozes e furiosos’ merecemos reconhecimento por fazer de “Velozes e furiosos 7″ um sucesso tão grande e ansiamos por ver o filme continuar sua trajetória de sucesso”, disse ao The Hollywood Reporter  o presidente da distribuição doméstica da Universal, Nick Carpou.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015 Filmes, Notícias | 21:19

Rússia proíbe lançamento de filme americano sobre crimes na União Soviética

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Cena de "Crimes ocultos", filme banido da Rússia na véspera de sua estreia no país (Foto: divulgação)

Cena de “Crimes ocultos”, filme banido da Rússia na véspera de sua estreia no país
(Foto: divulgação)

As tensões entre Rússia e EUA podem até ter esfriado nos últimos meses, mas elas ainda persistem. O ministro da Cultura russo, Vladimir Medinsky, anunciou o banimento de “Crimes ocultos” (Child 44, EUA  2015), que seria lançado nesta quinta-feira nos cinemas do país. De acordo com a agência de notícias AP, o ministério entende ser “inadmissível” lançar um filme com “distorções históricas” durante a preparação para as celebrações de maio, que marcam os 70 anos do triunfo sobre a Alemanha nazista. No fim do ano passado, a Rússia já tinha expressado solidariedade à Coreia do Norte por conta de todo imbróglio entre o país governado por Kim Jong-un e os EUA provocado pelo lançamento do filme “A entrevista”.

“Crimes ocultos” é um thriller sobre um policial soviético (Tom Hardy) que investiga uma série de assassinatos de crianças em 1953. O filme, dirigido pelo sueco Daniel Espinosa do ótimo “Protegendo o inimigo” (2012), é adaptado do livro de Tom Rob Smith, cujo nome é emprestado pelo título original do filme.

A produção está prevista para estrear nos cinemas brasileiros em 21 de maio. Confira o trailer legendado abaixo.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015 Atores, Filmes, Listas | 19:04

Os melhores filmes de atores ruins

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Não há lista sem polêmica e todo apreciador de listas, e de polêmicas, sabe disso. O Cineclube eleva as apostas ao atrelar em uma mesma lista o rótulo de pior ao melhor. A lista em destaque tem como objetivo reconhecer os melhores filmes de atores ruins. Alguns atores são conhecidos do grande público, outros não. Em comum, todos têm o fato de serem constantemente questionados pela crítica. Os filmes pelos quais são lembrados aqui não só representam o ponto alto em matéria de interpretação alcançado por esses atores, como também são filmes bons em grande parte pelo trabalho deles. Um aparente paradoxo que, como toda lista, dá pano para manga.

 

“O advogado do Diabo” (EUA, 1997) – Keanu Reeves

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Keanu Reeves é um mau ator que conseguiu disfarçar suas deficiências dramáticas se refugiando na ação. Incensado a astro, tentou diversificar no cinema independente, mas jamais alcançou o êxito de outros atores desacreditados como Matthew McConaughey. No entanto, antes de “Matrix”, Reeves teve seus (bons) espasmos e o melhor deles é “O advogado do Diabo”. No filme que também é o melhor do irregular cineasta Taylor Hackford, Reeves convence como um advogado arrogante e brilhante que é assediado por ninguém menos que o Diabo. Al Pacino reclama nosso olhar para si, mas quem se predispuser a observar Reeves verá ali uma chama que infelizmente não se alastrou.

 

 “A vida é bela” (ITA, 1997) – Roberto Benigni 

A vida é bela

Roberto Benigni é um ator tão ruim que, em perspectiva, o Oscar conquistado pelo trabalho nesse belíssimo drama torna-se plenamente justificado. Emocionante e sensível, o registro de um pai que faz de tudo para maquiar os horrores da guerra para seu filho, mostra que no cinema como no futebol, todo perna de pau tem seu dia de artilheiro.

 

“Mata-me de prazer” (EUA, 2002) – Joseph Fiennes

mata-me de prazer

Não é fácil arranjar um filme bom estrelado por Joseph Fiennes, o irmão mais bonito, mas menos talentoso de Ralph Fiennes, que seja bom por causa dele. “Elizabeth”, “Círculo de fogo” e “Correndo com tesouras” são bons apesar dele. Mas esse thriller erótico que brinca com o prazer do sexo com asfixia, Fiennes faz um homem misterioso adepto da prática que vira do avesso a vida de uma mulher bem resolvida vivida por Heather Graham. Trata-se de uma boa atuação e muito do clima do filme se deve ao trabalho do ator.

 

 “Paranoia” (EUA, 2007) – Shia LaBeouf

Paranoia

Steven Spielberg certa vez disse que LaBeouf seria o próximo Tom Hanks e essa impressão veio logo depois do lançamento deste filme, um suspense despretensioso de ótima bilheteria lançado no mesmo ano do primeiro “Transformers”, que elevara LaBeouf ao status de astro. Foi, também, o primeiro filme protagonizado por ele que já vinha de pequenos papeis em “Constantine” (2005) e “Bobby” (2006). Aqui, o ator demonstra carisma e capacidade de trafegar entre os registros cômico e dramático com facilidade. Pena que o sucesso subiu à cabeça e LaBeouf jamais seria tão eficaz em cena novamente.

 

“A fúria” (EUA, 2007) – Christian Slater

A fúria

Veterano, Christian Slater esteve em ótimos filmes, mas todos eles independiam de sua presença. Em “A fúria” não é bem assim. Aqui Slater tem a chance de brilhar e o faz deixando toda a canastrice de lado. Na pele de um sujeito pacato que é ridicularizado pelos colegas de trabalho, o ator impressiona. Um belo dia seu personagem resolve levar uma arma para o trabalho para matar todo mundo, só que outra pessoa tem a mesma ideia e a põe em prática antes. Ele acaba salvando alguns colegas e passa a ser um herói. Promovido e paparicado, o sentimento de inadequação permanece. Grande filme e grande atuação.

 

 “Match point –ponto final” (INGL/ 2005) – Jonathan Rhys Meyers

match

O inglês foi uma escolha incomum de Woody Allen para essa releitura muito mais tensa e elaborada de “Crimes e pecados”, sobre um alpinista social cheio de charme que não mede esforços para vencer na vida. Depois de brilhar em “Match point”, Rhys Meyers foi descoberto por Hollywood e, afora o trabalho na série “The Tudors”, só decepcionou no cinema com atuações entre o risível e o lamentável.

 

 “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (EUA, 2003) – Orlando Bloom

Piratas do caribe

Se o galã inglês tivesse metade de talento do que tem de sorte, talvez fosse o Laurence Olivier de sua geração.  Presente em duas das mais lucrativas e influentes franquias do novo século (“Piratas do Caribe” e “O senhor dos anéis”), Bloom costuma ser o elo fraco de bons filmes como “Troia”, “Falcão negro em perigo” e “Cruzada”. Todos filmes que, entre outros objetivos, visavam impulsionar uma carreira que jamais decolou. Isso porque Bloom é ruim. Demais. Contudo, no primeiro “Piratas do Caribe”, sua química com Johnny Depp é avassaladora e ajuda a mascarar sua falta de carisma. Não é exatamente por sua atuação que esse filme é destacado, mas pelo resultado da combinação de sua atuação com a de Depp. Uma tecnicalidade que se faz necessária quando nada se salva na filmografia de um ator tão ruim como Bloom.

 

“Garota exemplar” (EUA, 2014) – Ben Affleck

Ben Affleck em "Garota exemplar": um casamento devassado

Ben Affleck em “Garota exemplar”: um casamento devassado

Ok, Ben Affleck não é exatamente ruim. Ele é mais vítima de má vontade do que exatamente ruim e está muito bem em vários filmes como “Fora de controle”, “Gênio indomável”, “Argo” e “Atração perigosa”, uma pequena amostra de quantos bons filmes ele estrelou ao longo de sua carreira. Mas essa pecha de mau ator pegou e talvez “Garota exemplar” seja Ben Affleck começando a superar este estigma. No filme de David Fincher, a inexpressividade do ator é usada para dar os contornos necessários ao marido suspeito de matar a esposa. Como o homem comum tragado para um redemoinho de sensacionalismo, o ator entrega uma atuação calibrada e cheia de insuspeitas nuanças.

 

 “127 horas” (EUA, 2010) – James Franco

127 horas

James Franco é um artista interessante. Multimidiático e disposto a expandir as fronteiras da arte, é o tipo de ator, roteirista, escritor, diretor e outras coisinhas mais que convém ficar de olho. Isso posto, como ator, Franco (ainda) deixa a desejar. Há bons momentos como em “Milk – a voz da igualdade” e “Segurando as pontas”, mas no geral o ator é inconstante e deficiente. “127 horas”, no entanto, é um filme cujo todo impacto depende exclusivamente da performance de Franco. De como o ator alcança a audiência e Franco é não menos que brilhante. Uma atuação poderosa que foi justamente distinguida com uma indicação ao Oscar e que mostra que Franco pode ainda não ter maturado, mas está no caminho certo.

 

 “Tá rindo do quê?” (EUA, 2009) – Adam Slander

tá rindo

Sempre contestado, Adam Sandler habitou-se a responder seus críticos com vultosas bilheterias. Isso já não acontece mais. Decadente, Sandler parece não cativar mais nem mesmo seu público fiel. Em “Tá rindo do quê?”, excelente comédia dramática de Judd Apatow, ele faz um comediante que descobre só ter um ano de vida e precisa lidar com a ingrata tarefa de preparar seu legado. Algo que Sandler, estranhamente e não literalmente, vivencia atualmente. Profético ou não, o filme apresenta a melhor performance do ator que permite que a metalinguagem corra solta na sua interação com o então astro em ascensão Seth Rogen. Menos dramático do que em filmes como “Reine sobre mim”, Sandler fala sério sem deixar o humor de lado.

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