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quinta-feira, 6 de novembro de 2014 Filmes, Listas | 17:16

Cinco filmes para assistir antes de “Interestelar”

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Chegou nesta quinta-feira aos cinemas brasileiros, um dos filmes mais aguardados do ano. Mas antes de sair de casa para se impressionar com “Interestelar”, o espectador pode fazer um intensivão em ficção científica e assistir cinco filmes essenciais para uma melhor compreensão do novo e ambicioso projeto de Christopher Nolan.

 

“2001 – uma odisseia no espaço” (EUA, 1968)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Considerado por muitos como um dos melhores filmes de todos os tempos e por muitos outros a maior ficção científica da história. O próprio Nolan já admitiu ser a obra-prima de Kubrick uma referência vívida em “Interestelar”. A trama remete a uma viagem espacial a Júpiter para investigar um misterioso e enigmático monolito que está interferindo na órbita terrestre. Durante a viagem, o computador Hal 9000 sofre uma pane e começa a eliminar os tripulantes.

“Interestelar” reaproveita muitas das ideias ensejadas por “2001”, além de resgatar o espírito filosófico do filme de Stanley Kubrick.

 “A origem” (EUA, 2010)

A origem (11)

Até a chegada de “Interestelar”, essa ficção científica cascuda sobre sonhos e o poder transformador de uma ideia carregava o status de ser o filme mais ambicioso de Nolan.  Leonardo DiCaprio faz um especialista em roubar segredos do inconsciente durante o sono. Mas ele é contratado para implantar uma ideia, algo muito mais perigoso e minucioso. Rever o filme, ou assisti-lo pela primeira vez, é aconselhável para se familiarizar com a metodologia narrativa empregada por Nolan em filmes com uma carga teórica mais densa.

“Prometheus” (EUA, 2012)

Prometheus

Em 2089, dois cientistas reúnem indícios suficientes para justificar a um milionário à beira da morte uma viagem interestelar para investigar as possíveis origens da vida na Terra. Nesta prequela de “Alien- o oitavo passageiro” (1979) conduzida pelo mesmo Ridley Scott que levou o medo em estado bruto para o espaço, há muitas potencialidades narrativas jamais preenchidas, mas o aspecto visual é impressionante e há questões presentes em “Prometheus” que são aventadas no novo filme de Nolan.

“Contato” (EUA, 1997)

Contato

Assim como no mais recente filme de Nolan, nesta ficção científica portentosa de Robert Zemeckis, há fortes vestígios de feminilidade na narrativa. Além dessa característica, há a presença de Matthew McConaughey. Assim como em 1997,  o ator agora é alvo de grande boa vontade da crítica. Em 1997, ele vinha do sucesso “Tempo de matar” e se experimentava na ficção científica. Em 2014, “Interestelar” coroa a boa fase de McConaughey em um filme de franca ambição comercial após colher vários elogios da crítica.

Outra coincidência é a presença do físico Kip Thorne como consultor. Thorne atuou na função para a produção de “Contato” e reprisou o papel em “Interestelar”, filme que assim como o de 1997 vai além da Teoria da Relatividade.

 “Gravidade” (EUA, 2013)

Gravidade

Ok, você deve ter visto este filme recentemente. Afinal, a fita do mexicano Alfonso Cuarón foi uma das grandes sensações do ano passado nos cinemas do mundo todo. Mas a revisão se faz necessária para confrontar, não só os aspectos técnicos de ambos os filmes, mas as distintas visões e narrativas perpetradas por Nolan e Cuarón. Nolan, agudo, propõe o fim da humanidade, enquanto Cuarón versa sobre o risco iminente de morte de uma única pessoa. Enquanto o mexicano investe na simplicidade narrativa, o homem que revitalizou Batman no cinema aposta no complexo e hermético.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014 Filmes, Listas | 05:00

Cinco filmes para curtir um Halloween sangrento e assustador

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O Cineclube preparou uma lista que conjuga do mais trash ao mais sofisticado filme de terror para que o leitor possa curtir o fim de semana de Halloween com estilo. Em comum, os cinco filmes dessa lista têm o fato de serem pouco conhecidos do grande público e serem altamente compensadores para quem se predispuser a assisti-los.

“Fantasmas (EUA, 1998)”

Fantasmas

Pense em Ben Affleck antes de “Gênio indomável”. Lançado no mesmo ano do filme que alçou o hoje incontestável astro ao estrelato, “Fantasmas” traz o ator (bem canastrão) como o xerife de uma cidadezinha assombrada por eventos misteriosos. Corpos começam a aparecer de maneira misteriosa à medida que a cidade vai sendo esvaziada. Um jornalista desacreditado (papel do grande Peter o´Toole) crê que uma força maligna adormecida há séculos despertou e tem planos nefastos para a humanidade.

“Wolf Creek – viagem ao inferno (Austrália, 2005)”

Wolf Creek

Duas mochileiras inglesas e um jovem australiano vão visitar a segunda maior cratera do mundo, localizada no Parque Nacional de Wolf Creek. Na volta para casa, o carro apresenta problemas, eles recebem ajuda de um caminhoneiro local que, aos poucos, vai se revelando um facínora para lá de cruel. Essa pequena joia do cinema de terror teve sua sequência lançada neste ano. Mais barulhenta e mais sangrenta, mas não tão impactante quanto esse verdadeiramente assustador filme dirigido por Greg McLean.

“Água negra” (EUA, 2005)

Água negra 3

A estreia do cineasta brasileiro Walter Salles no cinema americano suscitou algum interesse à época, mas acabou desprestigiada por se tratar de um filme de terror anticlimático; que investe no destempero emocional, na carga psicológica em detrimento do susto fácil. Merece ser redescoberto. Jennifer Connelly faz uma mulher recém-separada que se muda para um apartamento com sua filha enquanto tenta vingar no novo emprego e manter a custódia da menina. O litígio com o marido, no entanto, é apenas um dos problemas dela. O apartamento começa a apresentar um estranho vazamento e sua filha se mostra cada vez mais perturbada. Salles investe em um terror psicológico notadamente inspirado em Stanley Kubrick e Roman Polanski. O filme é um remake de uma fita japonesa mais assustadora, mas menos interessante.

 

“A casa do Diabo” (EUA, 2009)

A casa do Diabo

Uma estudante que faz bico como babá descobre, em uma noite de total eclipse lunar, que seus empregadores desejam usá-la em um ritual satânico. Essa fita causou alguma comoção na cena independente quando lançada em 2009. Não estreou comercialmente no Brasil, mas pode ser conferida no catálogo da Netflix americana.

Com forte influência do cinema de horror dos anos 80, Ti West faz um filme inventivo, extremo e surpreendentemente inteligente para os padrões vigentes no gênero.

“Cabana do inferno” (EUA, 2002)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O filme que revelou o talento de Eli Roth para o gore! Merece a revisão, principalmente em um ano em que o Halloween acontece à sombra do ebola. Grupo de cinco amigos decide passar o fim de semana em uma cabana retirada. Planejando uma boa farra, eles acabam encontrando um habitante local com uma estranha doença que parece comer a pele da pessoa. Um dos colegas acaba infectado e gera grande paranoia no grupo. Um filme tenso, apavorante e bem nojento.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014 Curiosidades, Filmes | 05:00

Crítica internacional se divide sobre “Interestelar” e muitos já sepultam suas chances no Oscar

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A cada novo filme, Christopher Nolan mais se afasta da unanimidade que um dia avistou. Tim Robey, do inglês “Telegraph” diz que o cineasta chegou perto de fazer sua primeira obra-prima, mas que não foi desta vez. O prestigiado Toddy McCarthy, do “The Hollywood Reporter”, escreve que “o filme é uma resposta pessoal a ‘2001 – uma odisseia no espaço’ e que apresenta resultados mistos”. Scott Feinberg, especialista em premiações da mesma publicação, descartou o filme nas categorias nobres do Oscar 2015.  “Em determinado momento, o filme perde a coerência narrativa que definiu os primeiros e complexos trabalhos de Nolan“. Para outro site especializado em prêmios, o “The Wrap”, “Interestelar” congrega o melhor e o pior do cineasta. Se por um lado, o filme impressiona por sua concepção visual arrojada, decepciona pelas resoluções dramáticas corretas e previsíveis, advoga Alonso Duralde, crítico do site.

Christopher Nolan dando orientações no set de "Interestelar" (Fotos: divulgação)

Christopher Nolan dando orientações no set de “Interestelar”
(Fotos: divulgação)

A produção, que teve custo estimado em U$ 165 milhões, está atualmente em fase de promoção mundial. O filme só estreia mundialmente na próxima semana. No Brasil, o filme será lançado no dia 6 de novembro. O elenco traz Matthew McConaughey, em alta após a conquista do Oscar por “Clube de Compras Dallas”, Anne Hathaway (“O diabo veste Prada”), outra atriz oscarizada, e Jessica Chastain (“A hora mais escura”), atriz muito perto de ser oscarizada.

A Warner Brothers, estúdio responsável pela produção do filme, deu carta branca para Nolan. Na verdade, desde que ele recolocou o universo do Batman nos trilhos, o estúdio tem concedido certa liberdade para o cineasta. Logo após “Batman Begins” (2005), ele fez o excelente filme sobre a obsessão que movia a rivalidade entre dois mágicos na Inglaterra vitoriana de “O grande truque” (2006). Depois de “O cavaleiro das trevas” (2008), veio o ambicioso “A origem” (2010). Após o desfecho da trilogia do Batman, com “O cavaleiro das trevas ressurge” (2012), chega este “Interestelar” . Apesar das críticas mais adversas do que o esperado, ninguém antecipa um fracasso de bilheteria. Por mais improvável que seja, um revés de Nolan nas bilheterias poderia significar o cerceamento da liberdade de um dos poucos cineastas a gozar dela no cinemão ianque.

Queixas de pouco humor e do excesso de solenidade, principais argumentos de quem tem resistência ao cinema de Nolan, se intensificaram nas primeiras resenhas de “Interestelar”. Mike Ryan do “ScreenCrush” disse que “Interestelar” é um bom filme que tenta desesperadamente ser importante. Já a “Variety” saúda essa ambição do filme de Nolan como algo “necessário no hesitante mainstream de hoje”.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014 Filmes, Fotografia | 22:24

Pôsteres embalam ansiedade pela estreia de “Interestelar”

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O novo filme de Christopher Nolan está à espreita. “Interestelar”, que estreia no Brasil no dia 6 de novembro, é uma produção que desperta grande curiosidade do público e da crítica. Em parte por ser o novo projeto do homem por trás da revitalização do Batman no cinema e por alguns dos filmes mais originais dos últimos anos como “Amnésia” (2000) e “A origem” (2010). Em parte por ser um filme de ficção científica que busca um diálogo com obras referenciais do gênero como “2001: uma odisseia no espaço”, obra-prima de Stanley Kubrick.

Nas próximas semanas, o filme será tema recorrente no Cineclube. Para abrir em grande estilo alguns pôsteres do filme de cair o queixo. Alguns são oficiais, outros feitos por fãs. Todos lindos de morrer!

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Críticas, Filmes | 17:52

Presença vulnerável e carismática de Robert Downey Jr. norteia “O Juiz”

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Produzido por Susan Downey, esposa de Robert Downey Jr, “O Juiz” é um veículo para o astro de “Homem de ferro” e “Sherlock Holmes” exercitar sua veia dramática. O que não implica na assunção de que se trata de um filme desonesto ou limitado. Dirigido por David Dobkin, diretor de filmes como “Amizade colorida” e “Penetras bons de bico”, também ele em busca de um reposicionamento na carreira, “O juiz” é daqueles dramas familiares eficientes e ainda tem o bônus de não fazer feio como filme de júri.

Todo esse hype se sustenta em um filme que sabe muito bem como trabalhar seus predicados. Robert Downey Jr. vive Hank Palmer, um poderoso e prestigiado advogado que volta à cidade interiorana em que cresceu quando recebe a notícia de que sua mãe morreu. O retorno invariavelmente lhe coloca em colisão com o pai (Robert Duvall)  –  o juiz do título –  com quem tem uma relação difícil, e com os irmãos, um com problemas mentais (Jeremy Strong), e outro com quem tem um histórico conturbado de traumas e culpa (Vincent D´Onofrio).

Dois Roberts valem mais que um: cenas de Duvall e Downey Jr. respondem pelos melhores momentos de "O juiz" (Foto: divulgação)

Dois Roberts valem mais que um: cenas de Duvall e Downey Jr. respondem pelos melhores
momentos de “O juiz”
(Foto: divulgação)

Dobkin acertadamente privilegia o trabalho dos atores e abre espaço para eles brilharem. Downey Jr. e Duvall têm pelo menos um par de cenas memoráveis. Duvall, aliás, assume um papel que Downey Jr. havia oferecido para Jack Nicholson. Desde já comentado para o Oscar de ator coadjuvante, o ator acostumou-se a ser a segunda opção em castings de grandes filmes hollywoodianos, mas, como de hábito, entrega uma atuação de primeira grandeza.

Se existe um “porém” neste filme que não se incomoda em levar seu público às lágrimas, são as opções do roteiro para a exposição e resolução dos conflitos familiares. Há, por parte do texto assinado por Nick Schenk e Bill Dubuque, uma desconfiança muito grande no poder de intuição da audiência. De certa forma a relativamente excessiva metragem da fita, 141 minutos, se faz necessária para acomodar toda a sanha explicativa do roteiro. Muito da força dramática do filme se esvai em cenas e diálogos explicativos que são totalmente desnecessários. A produção ganharia em musculatura dramática se o minimalismo perseguido na caracterização de Downey Jr., por exemplo, fosse um objetivo comungado pelo filme.

Paira sobre esses conflitos de prós e contras, a presença poderosa e carismática de Downey Jr., mais vulnerável do que em suas incursões recentes pelo cinema, estabelecendo mais um ponto de virada em sua carreira. O que virá a seguir para o astro mais valioso e bem cotado da indústria do cinema?

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014 Críticas, Filmes | 21:03

“Trash – a esperança vem do lixo” é versão ‘trasheira’ de “Quem quer ser um milionário?”

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Voltemos a 2009. Stephen Daldry perdeu o Oscar de melhor filme com o complexo e belíssimo “O leitor” para o contestável “Quem quer ser um milionário?”, de Danny Boyle.

Ele acusou o golpe. Conhecido por ser um cineasta adepto das sutilezas e cultivador da sensibilidade como espelho de narrativas desobstruídas de clichês e convenções aborrecidas, Daldry se desencontrou em “Tão forte e tão perto” (2011), um dramalhão banhado em clichês que não lograva o vigor e mesmerização de filmes como “Billy Elliot” (2000), “As horas” (2002) e “O leitor” (2008). “Tão forte e tão perto”, no entanto, manteve a tradição assombrosa de levar Daldry ao Oscar. O inglês obteve nomeações por todos os filmes que dirigiu. “Trash” deve quebrar a escrita.

Cena de "Trash - a esperança vem do lixo": previsível e manipulador  (Fotos: divulgação)

Cena de “Trash – a esperança vem do lixo”: previsível e manipulador
(Fotos: divulgação)

Manipulador e previsível, o filme se apresenta como uma versão mais realista, nem por isso menos fabular, de “Quem quer ser um milionário?”. Se Daldry perseguia a experiência de dirigir em outra língua e em outro país, pode-se dizer que a experiência foi válida no campo pessoal, mas “Trash” não agrega em nada à filmografia enxuta e insuspeita do cineasta britânico. Pelo contrário, a banaliza.

Adaptado da obra de Andy Mulligan e roteirizado por Richard Curtis, responsável pelo texto de filmes como “O diário de Bridget Jones” (2001) e “Cavalo de guerra” (2011), “Trash – a esperança vem do lixo”, com esse subtítulo nacional pavoroso, apresenta a história de três meninos que ao acharem uma carteira no lixão se enveredam por uma aventura para desvendar um enigma lançado pelo proprietário da tal carteira. O enigma eventualmente desvendado resultará na exposição de um caso de corrupção na cena política carioca.

Se o trio que faz as crianças protagonistas do filme, Rickson Tevez, Gabriel Weinstein e Eduardo Luis, brilha e cativa, o mesmo não se pode dizer do restante do elenco. Confinado a um papel pequeno e burocrático, Wagner Moura vive um dos momentos mais constrangedores de sua carreira em um papel que parece existir apenas para aferir prestígio ao filme no âmbito nacional. Selton Mello, como um policial corrupto e inescrupuloso, não convence com uma frieza mal trabalhada e falas que em português – e na realidade das ruas brasileiras – não soam verdadeiras. Os atores americanos, Rooney Mara e Martin Sheen, fazem personagens que se resolvem como muletas narrativas para justificar o financiamento inglês nessa coprodução entre Brasil e Inglaterra.

Finalmente, “Trash” peca por parecer aquele tipo de filme que o Brasil fazia muito na virada da década de 90 para 00 e que, de certa forma, “Cidade de Deus” representou o sepultamento. É um filme que se pretende sobre esperança, mas parece apenas um olhar envergonhado e desajeitado da classe média para comunidades carentes.

Stephen Daldry dirige os atores no set

Stephen Daldry dirige os atores no set

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terça-feira, 14 de outubro de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 21:14

As grandes sequências de slow-motion da história do cinema

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Um punhado de gente que adora cinema e que adora fazer listas se reuniu para montar um canal para lá de divertido no YouTube, trata-se do CineFix. Para quem não conhece, os responsáveis pelo canal fazem versões caseiras de grandes sucessos do cinema, discutem tendências do cinema e elaboram listas bem azeitadas como essa em que são destacadas as mais reverenciáveis cenas de slow-motion da história da sétima arte. De “Matrix” a “Trovão tropical”, passando por “2001 – uma odisseia no espaço” e “Django livre”, os perfis e estratégias narrativas dos variados tipos de slow-motion são detalhados em uma lista que até estaria aberta a reclamações se seus idealizadores não mencionassem tantas sequências maravilhosas que não constam do TOP 10 oficial.

O vídeo, em inglês, pode ser conferido abaixo e vale a atenção do leitor cinéfilo. Logo depois, estão listados os dez filmes que integram o ranking do CineFix.


10 – “Matrix” (1999)

9 – “O juíz” (2013)

8 – “Watchmen” (2009)

7 – “Zumbilândia” (2009)

6 – “Cães de aluguel” (1992)

5 – “Fervura máxima” (1992)

4 – ” O iluminado” (1980)

3 – “Olympia” (1938)

2 – “Drive” (2011)

1 – “Guerra ao terror” (2009)

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Bastidores, Filmes, Notícias | 19:18

A segunda vida de Edward Snowden no cinema

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Edward Snowden em reprodução de foto do The Guardian

Edward Snowden em reprodução de foto do The Guardian

O filme que Oliver Stone prepara sobre o ex-analista da NSA ainda está em fase de pré-produção. Outro dia foi anunciado que o ator Joseph Gordon-Levitt (“500 dias com ela” e “A origem”) interpretará Snowden no filme de Stone, um cineasta costumeiramente crítico ao establishment norte-americano. Edward Snowden, no entanto, já é o personagem do momento no cinema que se pretende mais reflexivo. Um documentário sobre o homem que expôs um virulento, complexo e ainda hoje pouco explicado sistema de vigilância e amplo monitoramento do governo americano sobre cidadãos americanos, empresas e líderes estrangeiros, debutou no Festival Internacional de Cinema de Nova York, encerrado no último fim de semana, e obteve forte acolhida.

“Citizenfour”, dirigido por Laura Proitas e produzido por Steven Soderbergh, escrutina a rotina de Snowden desde sua ação em Hong Kong, quando vazou os dados confidenciais do governo americano, até o exílio na Rússia. O documentário se investe da urgência de estudar um dos personagens mais instigantes do começo do século ao mesmo tempo em que se incumbe de discutir os limites da privacidade na esfera institucional.

O trailer de “Citizenfour”

O diretor do festival de Nova York, Kent Jones, deu a seguinte declaração ao justificar a seleção do filme de Proitas para sua mostra: “Jamais esquecerei da experiência de assistir este filme. Ele opera em múltiplos níveis ao mesmo tempo. É um estudo de personagem, um suspense da vida real e um filme denúncia. É um documentário corajoso, mas também uma poderosa narrativa de uma mestra no ofício”.

O filme, uma coprodução entre a HBO e a Participant Media, gerou um buzz tão positivo que analistas da indústria já especulam a respeito de uma possível indicação ao Oscar. De melhor filme. Seria o primeiro documentário destacado na categoria desde a criação da categoria específica para documentários.

“Rivalizando com qualquer thriller de John Le Carré ou Grahan Greene, “Citizenfour”  coloca uma inegável face humana no delator da NSA”, indicou em sua crítica o prestigiado site Deadline.

Proitas, que não tem a fama ou o repertório de polêmicas de Oliver Stone, é ela mesma uma questionadora mordaz da política externa americana. Ela disse em Nova York que “Citizenfour” é a conclusão da trilogia iniciada com “My Country, My Country” (sobre o Iraque) e continuada com “The Oath”, sobre Guantánamo.  Estes dois filmes já podem ser conferidos no catálogo da Netflix.

“Citizenfour” estreia em 24 de outubro em cinemas selecionados dos EUA e deve ser exibido no Brasil pelo canal HBO no início do próximo ano.

Assista o trailer de “The Oath”

Assista o trailer de “My Country, my Country”

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014 Críticas, Filmes | 19:52

O profundo significado de crise no abismo do ego e da razão proposto no intenso “Miss Violence”

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Foto: divulgação

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O cinema grego não é dos mais proeminentes da Europa, mas a forte crise econômica que desestabilizou o país favoreceu fortes inquietações artísticas e “Miss Violence”, premiado na edição de 2013 do Festival de Veneza, é o mais cristalino exemplo desse movimento.

Na superfície, o filme do diretor Alexandro Avranas é um drama sobre uma família aparentemente normal, mas profundamente disfuncional. No subtexto, é um poderoso drama sobre uma Grécia mergulhada em uma crise atroz e sem precedentes. No limiar, é um filme corajoso sobre temas espinhos como aborto, incesto e outras peculiaridades ligadas ao universo familiar.

Se “Miss Violence” começa com uma das cenas mais impactantes dos últimos anos no cinema, uma menina se joga pela janela do apartamento em plena festa de seus 11 anos de vida, termina por tremular as pernas do espectador quando se ascendem as luzes da sala de cinema.

Forte, intrigante, intenso, inquietante, provocador, aflitivo e incrivelmente bem urdido em sua mise-en-scène rigorosa e narrativa robusta, “Miss Violence” choca sua audiência no mesmo compasso em que arrebata enquanto cinema.

Vamos descortinando a rotina da família após o trágico suicídio de uma das filhas. A família é composta pelo avô, uma figura autoritária, pela sua mulher, duas filhas e dois netos (um menino e uma menina). A terceira neta é a que se matou.

Logo fica claro a influência opressora do pai/avô sobre todos os outros. Aos poucos, Avranas vai desvelando as camadas desse incômodo drama familiar. Se seu filme se ergue sobre silêncios e sugestões, se fixa na memória do espectador pelas assombrosas ilações que vão ganhando peso e dimensão até o momento em que Avranas resolve expor em todo o desgoverno das circunstâncias o horror de uma intimidade desajustada e adoecida. É quando “Miss Violence” assume sua vocação de espelho de uma sociedade convulsionada por uma crise sem precedentes.

O desfecho, com uma falsa catarse, só demonstra o quão profundo é o abismo no qual esta família, e o país, foram lançados.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Críticas, Filmes | 20:26

Denzel Washington estrela sua versão de filme de super-herói em “O protetor”

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Foto: divulgação

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Denzel Washington é um ator reconhecido por sua seriedade. Ele até aparece em papéis mais “leves”, como na comédia policial “Dose dupla”, mas um dos cinquentões mais prestigiados de Hollywood construiu sua carreira com papéis complexos. Natural supor que, se cruzasse com um “filme de super-herói”, Washington o fizesse nos seus termos. “O protetor”, para todos os efeitos, é o filme de super-herói de Denzel Washington. Baseado em uma série dos anos 80 de sucesso na TV americana, o filme reúne o astro ao seu diretor de “Dia de treinamento” (2001), filme pelo qual recebeu seu segundo Oscar. Antoine Fuqua dirigiu alguns dos filmes mais cascudos dos últimos anos como “Lágrimas do sol” (2003), “Atirador” (2007) e “Invasão a Casa branca” (2013) e para “O protetor” traz essa bagagem que tão bem mescla o cinema de ação dos anos 80 com o jeito videoclipado do cinema de ação contemporâneo.

Em um filme de super-herói estrelado por Denzel Washington, a obra-prima de Ernest Hemingway, “O velho e o mar”, ocupa posição filosófica vital para a compreensão do personagem vivido pelo ator.  Robert McCall é o respeitado gerente de uma loja de departamentos em Boston. Logo descobrimos que McCall sofre de uma grave insônia e costuma passar suas noites em um café 24 horas lendo livros. É lá que firma uma amizade incomum com Alina (Chloë Grace Moretz), uma adolescente forçada por mafiosos russos a se prostituir. McCall hesita a princípio, mas sentindo-se impelido a ajudar Alina a sair dessa situação, acaba matando o cafetão dela e seus capangas. A ação desencadeia uma reação da máfia russa e é desse jogo de gato e rato entre um homem perito em matar e um paramentado grupo de extermínio que “O protetor” se alimenta.

McCall, aos poucos, vai vestindo a carapuça de justiceiro. A um personagem relata justificando suas repentinas ações: “Sabe quando você faz um bem a uma pessoa, simplesmente porque está em condição de fazê-lo?”

“O protetor” pode guardar certas semelhanças com essa leva de filmes estrelados por Liam Neeson, mas se distingue deles por apresentar um personagem muito mais sedutor em termos dramáticos. Denzel Washington agrega a McCall uma gravidade alheia à ação escapista. Do transtorno compulsivo que o acomete, ao passado misterioso do personagem, “O protetor” é um filme com o DNA de seu astro. E isso faz mais bem à produção do que mal.

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