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Arquivo da Categoria Filmes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 Análises, Filmes | 17:40

Corrida pelo Oscar 2017 tem troca de favoritos e surpresas de ocasião

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Após a realização do SAG, corrida pelo Oscar muda um pouco de forma, mas preserva “La La Land” na dianteira pela consagração máxima na noite de 26 de fevereiro

Denzel Washington, protagonista e diretor de "Um Limite Entre Nós, ganha o SAG e assume favoritismo para ganhar o 3º Oscar de sua carreira (Foto: divulgação)

Denzel Washington, protagonista e diretor de “Um Limite Entre Nós, ganha o SAG e assume favoritismo para ganhar o 3º Oscar de sua carreira
(Foto: divulgação)

Após um fim de semana com alguns prêmios de sindicatos, a corrida pelo Oscar ganhou um pouco de emoção, mas também teve algumas definições ajustadas. Os sindicatos dos produtores, dos atores e dos editores distribuíram seus prêmios ao longo do fim de semana e algumas peculiaridades reforçam certas particularidades da vigente temporada de premiações.

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“La La Land: Cantando Estações” triunfou nos sindicatos dos produtores e dos editores, neste junto com “A Chegada” e viu Emma Stone ser escolhida a melhor atriz no SAG. Apesar de não constar entre os indicados a melhor elenco na premiação dos atores, considerada o maior termômetro do Oscar, já que o colegiado de atores é o maior da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o filme de Damien Chazelle foi o grande vencedor do SAG. Isso porque seu maior rival, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” não venceu o prêmio de melhor elenco.

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Essa categoria gera confusão. Premia-se o melhor elenco, mas muitas vezes o SAG pensa nela como melhor filme. Esse raciocínio não foi aplicado em 2017 e “Estrelas Além do Tempo”, que está indicado a melhor filme no Oscar, ganhou assim como “Histórias Cruzadas” prevaleceu em 2012 e “O Artista”, um musical silencioso, ganharia o Oscar. É bem verdade que “O Artista” estava indicado a melhor elenco e “La La Land” não. Mas há um precedente em 23 anos de SAG. “Coração Valente” venceu o Oscar em 1996 sem ter sido indicado ao SAG. Curiosamente, a corrida em 2017 também tem Mel Gibson e seu “Até o Último Homem” na disputa pelo Oscar.

O SAG não necessariamente antecipa o vencedor do Oscar de melhor filme, mas é importante ter o apoio desse sindicato em particular para aspirar com alguma propriedade o maior prêmio do cinema. A vitória de Emma Stone por “La La Land” demonstra esse apoio e a opção por premiar um elenco e não um filme reforça que “Moonlight” talvez não tenha o gás necessário para barrar a locomotiva que o filme de Chazelle tem demonstrado ser no curso da temporada.

As nove produções que concorrem ao Oscar de melhor filme

As nove produções que concorrem ao Oscar de melhor filme

Historicamente recai sobre o DGA, o sindicato dos diretores, a pecha de ser o termômetro mais confiável em antecipar o vencedor de melhor filme. Em anos pulverizados, a escolha do DGA emplacou no Oscar. Foi assim em 2007, quando produtores e atores ficaram com “Pequena Miss Sunshine” e os diretores com Scorsese que ganharia filme e direção no Oscar com “Os Infiltrados”.

O prêmio será entregue no próximo fim de semana e pode consolidar esse favoritismo absoluto de “La La Land” ou fornecer alguma brasa às chances de “Moonlight”.

No campo das atuações, Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”), ator de altíssimo pedigree e que embora tenha dois Oscars ainda não havia conquistado um SAG, bateu o favorito Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar). Há uma mudança de paradigma em curso na temporada. Affleck tem contra si o peso de uma campanha difamatória motivada por denúncias de assédio sexual e Washington é um ator querido defendendo um papel pelo qual já foi premiado no teatro e em um ano especialmente simpático a artistas e filmes de minorias.

A disputa por melhor ator ganha em emoção e imprevisibilidade. Washington, com o aval do SAG, supera Affleck na cotação para o Oscar. Mesmo que o segundo já tenha vencido o Critic´s Choice Awards, Globo de Ouro e concorra ao Bafta.

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Já a categoria das atrizes no Oscar está ligeiramente diferente. Ruth Negga (“Loving”) e Isabelle Huppert (“Elle”) disputam o prêmio. No SAG tínhamos Amy Adams (“A Chegada”) e Emily Blunt (“A Garota no Trem”). Além da força de “La La Land”, Emma Stone tem a seu favor o histórico da academia de contemplar jovens estrelas nessa categoria.  Isabelle Huppert, no entanto, promete ser uma força da natureza na categoria. A campanha em cima da atriz tem sido muito acertada e a vitória no Globo de Ouro trouxe uma visibilidade a seu trabalho que pode ser sedutora demais para parte da academia reticente em consagrar uma atriz com tão pouca bagagem ou então ceder um segundo Oscar a Natalie Portman.

A atriz Emma Stone vence o SAG por "La La Land" (Foto: divulgação/SAG)

A atriz Emma Stone vence o SAG por “La La Land”
(Foto: divulgação/SAG)

Há, ainda, Ruth Negga que pode se beneficiar da pressão oculta e silenciosa por um #oscarssoblack nessa edição. A categoria de atuação feminina está bem mais aberta do que pode parecer, ainda que Emma Stone seja a virtual vencedora.

Já entre os coadjuvantes, há poucas chances de vermos outros nomes que não Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) e Mahershala Ali (“Moonlight”) premiados em 26 de fevereiro.  Justamente por essa condição, aliada às circunstâncias da categoria de ator, o favoritismo de Stone entre as atrizes é mais proforma do que efetivo.

A corrida pelo Oscar 2017 tem três de suas principais categorias – e a categoria de direção vai receber um post só para ela – com favoritos de ocasião. É um viés interessante e incomum e que alimenta ainda mais a euforia dos cinéfilos.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 Filmes, Fotografia | 16:41

E se os pôsteres dos filmes do Oscar 2017 dissessem a verdade?

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Já é uma tradição anual. Na esteira do anúncio das indicações ao Oscar, o site britânico especializado em cinema e cultura pop Shiznit lança a série de pôsteres sinceros dos principais filmes do Oscar. A ideia é ser irônico e cínico mesmo, flertando com os limites do humor negro. Na safra de 2017 temmos “La La Land” descrito como “fuga da realidade” e “A Chegada” dando conta de que é mais fácil para Amy Adams descobrir vida alienígena do que ganhar um Oscar. Confira abaixo a hilária turma de 2017.

Poster - La La Land poster - A Chegada Poster - Até o último Poster - A qualquer custo Poster - Fences poster - Hidden figures Poster - Jackie Poster - Lion poster - Loving Poster - Manchster Poster - Moonlight poster - Silêncio

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017 Filmes | 18:45

“Aquarius” ganha exibição especial ao ar livre no aniversário de São Paulo

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Aquarius“, filme brasileiro de maior repercussão no ano passado, vai ser exibido no Mirante 9 de Julho, na quarta-feira, 25 de janeiro, durante as comemorações pelo aniversário de 463 anos de São Paulo. A sessão especial de cinema ao ar livre, que terá início às 19h45, é uma ação do Telecine em parceria com o Mirante.

No longa, Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos, sofre com o assédio da construtora que deseja levantar um empreendimento de luxo no lugar do prédio onde ela criou os filhos e viveu os melhores anos de sua vida. Por ser a única moradora do edifício a se recusar a vender seu imóvel, ela é ameaçada de toda forma.Exibida no Festival de Cannes de 2016, onde concorreu à Palma de Ouro, a produção estreou no Brasil em setembro e vem sendo apresentada – com sucesso de crítica – em outros festivais ao redor do mundo e também concorreu como melhor filme estrangeiro no Spirit Awards, uma das mais importantes premiações dedicadas ao cinema independente.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017 Filmes | 20:37

As apostas da coluna para os indicados ao Oscar 2017

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Na próxima terça-feira (24) conheceremos os indicados a 89ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. É um momento de grande ansiedade e exultação para os cinéfilos. O Cineclube entra nessa brincadeira tão saborosa e lista aqui suas apostas para as principais categorias.

Foto: reprodução Esquire

Foto: reprodução Esquire

Melhor filme

Podem ser entre cinco e dez indicados, mas desde que essa flexibilidade foi instituída nunca tivemos dez, ou cinco. Foram nove por três anos e oito nos últimos dois. Este ano não deve ser diferente. Apesar de muitos bons filmes, é possível até que tenhamos apenas sete indicados, já que muitos candidatos são suficientemente polarizantes para figurar em 5% da preferência dos votantes.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Moonlight”, “Manchester à Beira-Mar”, “Cercas”, “A Chegada”, “A Qualquer Custo”, “Lion: uma Jornada para Casa”, “Estrelas Além do Tempo”, “Até o Último Homem” e “Animais Noturnos”

Leia mais: Festejado, “La La Land” deve roubar a cena na lista dos indicados ao Oscar 2017

Direção

Teremos novamente um diretor negro indicado ao prêmio, mas não teremos uma mulher. Há muitos bons trabalhos de direção em 2016. Tom Ford (“Animais Noturnos”), Denis Villeneuve (“A Chegada”), Mel Gibson (“Até o Último Homem) e Garth Davis (“Lion”), com o apoio do sindicato dos diretores, brigam por duas vagas.

Apostas do Cineclube: Damien Chazelle (“La La Land”), Barry Jenkins (“Moonlight”), Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira-Mar”), Mel Gibson (“Até o Último Homem) e David Mackenzie (A Qualquer Custo”)

Roteiro Original

Os principais filmes do ano talvez estejam nessa ala, que tem “La La Land” como virtual vencedor.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Manchester à Beira-Mar”, “A Qualquer Custo”, “Jackie”, “Capitão Fantástico”

Roteiro adaptado

Categoria com muitos candidatos em iguais condições. O roteiro de “Cercas” é uma incógnita, mas pode entrar pelo prestígio do texto e dos nomes envolvidos. Tom Ford deve ser lembrado aqui. A Academia deve achar exagero indicá-lo a direção e roteiro.

Apostas do Cineclube: “Moonlight”, “A Chegada”, “Animais Noturnos”, “Lion”, “Estrelas Além do Tempo”

Ator

Casey Affleck vai ganhar o Oscar. Isso só não acontece se uma campanha difamatória recuperando denúncias de assédio contra ele for muito virulenta. A lista de quem deve perder para ele já parece definida, mas Chris Pine (“A Qualquer Custo”) e Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) podem surpreender. De repente, até mesmo Andrew Garfield surge por “Silêncio”…

Apostas do Cineclube: Ryan Gosling (“La La Land”), Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”), Denzel Washington (“Cercas”), Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) e Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”)

Atriz

Três nomes já eram certos aqui há muito tempo e Meryl Streep ganhou força para receber sua 20ª indicação nas últimas semanas. A última vaga, no entanto, está completamente aberta e tem Annette Benning (“20th Century Women”), Emily Blunt (“A Garota no Trem”), Isabelle Huppert (“Elle”) e Ruth Negga (“Loving”) como pretendentes.

Apostas do Cineclube: Emma Stone (“La La Land”), Natalie Portman (“Jackie”), Amy Adams (“A Chegada”), Meryl Streep (“Florence – Quem é Essa Mulher?”) e Isabelle Huppert (“Elle”)

Ator coadjuvante

Categoria mais embaraçada da edição. Bem difícil de prever. Pode se resolver radicalmente diferente do que muitos preveem até o momento. São muitos os candidatos e todos de excelente nível. Não estranhe se os pouco comentados Ben Foster (“A Qualquer Custo”), Michael Shannon (“Animais Noturnos”) ou Issey Ogata (“Silêncio”) aparecerem entre os nomeados.

Apostas do Cineclube: Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”), Mahershala Ali (“Moonlight”), Hugh Grant (“Florence – Quem é Essa Mulher?”), Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”) e Aaron Taylor-Johnson (“Animais Noturnos”)

Atriz Coadjuvante

Aqui é o completo oposto da categoria acima. Apenas uma vaga parece ainda aberta e uma das atrizes de “Estrelas Além do tempo” parece destinada a preenchê-la, já que o filme deve ter boa presença no Oscar e preenche requisitos que agradam a academia. Octavia Spencer, vencedora do Oscar, é favorita a ocupar esse quinto posto, mas a cantora Janelle Monáe, que também está em “Moonlight”, pode surpreender. O Oscar tem precedente de indicar cantoras/atrizes nessa categoria.

Apostas do Cineclube: Michelle Williams (“Manchester à Beira-Mar”), Viola Davis (“Cercas”), Nicole Kidman (“Lion”), Naomi Harris (“Moonlight”) e Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”)

Filme estrangeiro

Muitos favoritos, como “Elle”, “Neruda” e “Julietta” ficaram pelo caminho. Certa é a presença do alemão, e virtual vencedor, “Toni Erdmann”.

Apostas do Cineclube: “Toni Erdmann”, “O Apartamento”, “Paradise”, “My Life as a Zucchini” e “The King´s Choice”

Fotografia

Outra categoria favorável ao cometimento de muitas injustiças, mas alguns dos trabalhos mais memoráveis do ano devem ser lembrados.

Apostas do Cineclube: “Moonlight”, “La La Land”, “Silêncio”, “A Chegada”, “Animais Noturnos”

Montagem

Os três principais concorrentes devem aparecer aqui, diferentemente do que aconteceu nos dois anos anteriores. Em 2015, vale lembrar, “Birdman”, que venceria o Oscar, nem sequer foi indicado.

Apostas do Cineclube: “La La Land”, “Manchester à Beira-Mar”, “Moonlight”, “Até o Último Homem” e “A Chegada”

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 Críticas, Filmes | 07:30

“Assim que Abro Meus Olhos” flagra gênese da primavera árabe

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Filme que foi escolhido o representante da Tunísia para disputar vaga no Oscar 2017 entre as produções estrangeiras, já está em cartaz nos cinemas de São Paulo

Cena do filme Assim que Abro meus Olhos, que já está em cartaz no Brasil

Cena do filme Assim que Abro meus Olhos, que já está em cartaz no Brasil

O cinema tunisiano não é tão acessível para o público brasileiro, justamente por isso quando um filme como “Assim que Abro Meus Olhos” estreia no Brasil, cortesia da distribuidora independente Supo Mungan, é preciso, com o perdão do trocadilho, abrir os olhos. Dirigido por Leyla Bouzid, a produção desperta a curiosidade pelo cinema daquele país com uma força dramática insuspeita.

Leia mais: “La La Land” é espécie de último romântico na Hollywood dos blockbusters

Farah, vivida pela incrível Baya Medhaffar, tem 18 anos e se beneficia do fato de ser filha de pais liberais. Esse liberalismo carece de contexto. Estamos na Túnis – capital tunisiana – de 2010, pré-primavera árabe, convém lembrar que a Tunísia precipitou todo o movimento revolucionário que hoje já parece adormecido. Farah gosta de vestir roupas descoladas e tem uma banda que entoa músicas de protesto. Além de estar amorosamente envolvida com o baixista Borhène (Montassar Ayari).  “Assim que Abro Meus Olhos”, portanto, flagra o momento em que a juventude tunisiana dava os primeiros tons da revolução que seria deflagrada logo adiante.

Leia mais: Verhoeven revela desejos ocultos com sofisticação e assombro no sensacional “Elle”

Cena do filme Assim que Abro Meus Olhos

Cena do filme Assim que Abro Meus Olhos

A beleza do filme de Bouzid reside no fato de que é tanto um retrato desse momento de convulsão social, como um libelo feminista em uma sociedade que ainda tem o machismo fortemente enraizado. Farah é um espírito livre, que fascina os homens, mas é também uma moça ingênua. Essa dualidade é muito bem adensada pelo registro da cineasta que sabe que sua personagem não escaparia ao terror do estado das coisas, não importando sua coragem ou reminiscências familiares.

A relação de Farah com seus pais é outro ponto forte do filme. Não há maniqueísmo aqui. Apesar de progressistas, seus pais não agem com ela da maneira que ela gostaria que agisse. Um problema tão cotidiano na Tunísia, como na Alemanha ou no Brasil. Bouzid consegue convergir conflitos e dilemas essencialmente tunisianos, ou do Oriente Médio em um olhar mais genérico, e universais.

Leia mais: Os 20 melhores filmes de 2016

A inquietude da juventude, condensada pela arte e pela tecnologia, ganha relevo no registro da cineasta que consegue capturar o zeitgeist com desprendimento e sem didatismo. Essa leveza narrativa, no entanto, não afasta a rigidez do universo que “Assim que Abro Meus Olhos” aborda. Essa destreza qualifica o filme como um dos destaques dos cinemas brasileiros neste começo de 2017.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017 Bastidores, Filmes, Notícias | 16:53

“Pela Janela” participa do Festival de Cinema de Roterdã

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Cena do filme Pela Janela

Cena do filme Pela Janela

“Pela Janela”, primeiro longa da cineasta Caroline Leone, foi selecionado para participar do Festival de Roterdã, na Holanda, que será realizado no período de 25 de janeiro a 05 de fevereiro. O filme está na seção Bright Future, que apresenta títulos dirigidos por diretores estreantes em longa-metragem. Caroline Leone escreveu e dirigiu dois premiados curtas-metragens. Paralelamente aos seus trabalhos como diretora e roteirista, atua também como montadora. Seu primeiro curta, “Dalva”, viajou por mais de 20 festivais internacionais, além de ter conquistado prêmios como Melhor Filme Latino Americano no Festival Internacional de Bilbao e o Prêmio Revelação no Festival Internacional de São Paulo. Seu segundo curta “Joyce”, repetiu o sucesso do filme anterior, e participou de mais de 30 festivais, recebendo o prêmio de Melhor Filme de Curta-Metragem no Festival do Rio, entre outros.

A trama de “Pela Janela” acompanha Rosália, uma operária de 65 anos, que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Ela é demitida, e, deprimida, é consolada pelo irmão José, que resolve levá-la junto com ele em uma viagem de carro até Buenos Aires. Na viagem Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana, começando uma jornada que sutilmente transformará uma parte essencial dela mesma.

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Análises, Filmes | 07:30

“La La Land” é espécie de último romântico na Hollywood dos blockbusters

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Resgate dos musicais, “La La Land” é a prova definitiva do talento de Damien Chazelle e uma significativa declaração de amor a um cinema que conjuga elementos que parecem distantes na atualidade

Cena do romântico e hypado La La Land, que estreia na próxima quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros

Cena do romântico e hypado La La Land, que estreia na próxima quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros

Existe uma força opressora em Hollywood contra os musicais. Um gênero que, para muitos, já teve seu lugar ao sol. O cineasta Damien Chazelle, um apaixonado por cinema, queria fazer um musical ambientado em Los Angeles, mas esbarrou na má vontade dos estúdios como revelou em entrevista recente à Folha de São Paulo. Apenas seis anos depois de ter escrito “La La Land: Cantando Estações”, o cineasta pôde filma-lo.

Leia mais: “La La Land: Cantando Estações” é mesmo a maravilha que todo mundo está dizendo

“La La Land” é um filme que resgata os musicais de uma maneira muito mais orgânica do que o fizeram no início da década passada os festejados “Chicago”, vencedor do Oscar, e “Moulin Rouge – Amor em vermelho”. Isso porque o valor do filme não está intrinsecamente ao fato dele ser um musical, mas essa característica o torna mais romântico. É um senhor status quo e não é de se admirar que o filme seja o hit da temporada de premiações.

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La La Land

Chazelle já havia se qualificado como um dos diretores mais promissores da nova Hollywood quando aos 30 anos ganhou sua primeira indicação ao Oscar de direção, em sua estreia em longas-metragens, e ver “Whiplash: Em Busca da Perfeição” faturar três estatuetas na maior premiação do cinema, mas esse seu segundo filme – que deve valer nova presença nas categorias nobres do Oscar – o atesta como um dos grandes diretores americanos do momento.

Desde o prólogo, uma cena musical rodada em um dos viadutos mais congestionados de Los Angeles, Chazelle mostra dominar seu ofício com desenvoltura. “La La Land”, no entanto, vai surpreender o espectador mais algumas vezes. É uma combinação insinuante de montagem esperta, trilha sonora cativante, roteiro inteligente, cenografia abundante e atuações carismáticas. É o que os musicais são em essência e que muitos pensaram que jamais seriam novamente.

Leia mais: “La La Land”, grande vencedor do Globo de Ouro, será exibido pela Rede Telecine

“La La Land” é um filme pulsante, mas que recebe a tristeza como válvula inexorável da vida. É um filme esperançoso, mas que demonstra consciência de que nem todos os sonhos se realizam. É uma história de amor, mas se capitaliza dramaticamente ao evitar a previsibilidade de tantos outros musicais e produções hollywoodianas, ao resolver-se de maneira poética, inesperada e, ainda assim, profundamente romântica.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017 Atores, Filmes | 18:20

Ícone argentino, Ricardo Darin completa 60 anos e ganha maratona na TV paga

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Ricardo Darín em cena de "Tese sobre um homicídio"

Ricardo Darín em cena de “Tese sobre um homicídio”

Dia 16 de janeiro, o ícone do cinema argentino, Ricardo Darín, faz aniversário e, para homenageá-lo, o Telecine Cult leva ao ar três produções estreladas por ele em sequência no domingo, 15. No “Especial Darín 60 anos e 3 Filmes”, a partir das 15h30, serão exibidos “Aura”, “Tese Sobre um Homicídio” e “Truman”.

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Em “Aura”, Esteban Espinosa (Ricardo Darín) sofre de epilepsia e sonha em executar o crime perfeito. Ao sair para caçar num bosque, ele acidentalmente mata um homem, que planejava assaltar um carro-forte. Após ler os detalhes do plano, Esteban resolve levar o crime adiante.

Na sequência, às 17h55, vai ai ar “Tese Sobre Um Homicídio”. A vida do advogado Roberto Bermudez (Ricardo Darín) se torna um inferno quando ele começa a investigar um assassinato que teria sido cometido em frente à faculdade por um de seus melhores alunos cometeu.

“Truman” é o último filme do especial e será exibido às 19h55. Tomás (Javier Cámara) mora no Canadá e tira uns dias de férias para viajar à Espanha e encontrar o amigo Julián (Ricardo Darín), que sofre de um câncer terminal. Juntos, eles aproveitam para corrigir erros do passado, desfrutar ao máximo o presente e planejar o que será feito com Truman, o cachorro de estimação, após a partida de Julián.

O ator é um patrimônio não só do cinema argentino, como de toda a cinematografia latina. Menos prolífico atualmente, o ator está creditado em dois lançamentos de 2017. Em “Nieve Negra” divide a cena com Leonardo Sbaraglia, tido por muitos como seu sucessor no ecrã portenho. Já em “La Cordillera” divide a cena com Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Christian Slater (“Mr. Robot”). Este último, uma coprodução entre Espanha e França.

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Filmes | 09:30

Vale a pena redescobrir “Meu Amigo, o Dragão em Blu-Ray

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A Disney se lambuzou em 2016 com os sucessos de “Rogue One”, “Dr.Estranho”, “Procurando Dory” e “Capitão América: Guerra Civil”, que até se permitiu alguns (bons) fracassos. “O Bom Gigante Amigo”, de David Lowery, é um desses fracassos de extrema qualidade. Um filme especial que passou batido pelos cinemas e que merece ser redescoberto no conforto do lar. A produção chega ao mercado de home-vídeo, em DVD e Blu-Ray, nesta quarta-feira (11).

Crítica: Realismo mágico de “Meu Amigo, o Dragão” reanima legado histórico da Disney

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Meu Amigo, o Dragão (Pete’s Dragon, USA, 2016), conta a história de Pete, um garoto órfão que encontra uma grande amizade em Elliot, um dragão que solta fogo e pode ficar invisível. A versão em Blu-Ray traz extras inéditos que incluem a revelação do diário pessoal de Lowery, com impressões e experiências das filmagens, além de informações sobre o processo de criação e design de Elliot, cenas excluídas, um maravilhoso tour pela Nova Zelândia – principal locação do filme -, além de áudio comentado da equipe de produção e atores.

Elliot, um dragão de mais de sete metros de altura, verde, peludo, que pode expirar fogo e ficar invisível foi visualmente concebido pelo brilhante time da Weta Digital, que ganhou o Oscar na categoria de efeitos visuais por “O Hobbit” e toda a trilogia “O Senhor dos Anéis”.

 

 

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017 Bastidores, Filmes | 08:01

Netflix divulga primeiras imagens de “Mute”, novo filme de Duncan Jones

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Duncan Jones, o cérebro por trás dos cults “Lunar” e “Contra o Tempo” está com ficção científica nova na praça depois de se experimentar na fantasia com a adaptação do game “Warcraft – O Primeiro Encontro entre Dois Mundos”. Trata-se de “Mute”, filme original da Netflix que estreia ainda neste ano. A plataforma de streaming em produtora divulgou as primeiras imagens da produção estrelada por Paul Rudd e Alexander Skarsgård.

Em um futuro próximo, Leo (Alexander Skarsgård) é um bartender que vive na vibrante cidade de Berlim. Devido a um acidente em sua infância, Leo perdeu a capacidade de falar – e a única coisa boa em sua vida é sua bela namorada, Naadirah (Seyneb Saleh). Quando ela desaparece sem deixar rastro, a busca de Leo por ela o levará ao sórdido centro da cidade. Uma dupla de cirurgiões norte-americanos bem sarcásticos (Paul Rudd e Justin Theroux) são a única pista recorrente e Leo se vê obrigado a enfrentar o submundo da cidade para reencontrar seu amor.

O suspense futurista de Jones promete ser uma das muitas obras cults que 2017 reserva.

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