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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015 Filmes, Listas | 16:58

Retrospectiva 2015: Os vinte melhores filmes do ano

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Foi um ano intenso. Não só no cinema. Mas talvez o cinema seja o melhor fórum para uma análise dessa natureza. A pluralidade dos filmes selecionados pelo Cineclube para compor esse ranking do que de melhor surgiu no Brasil (cinema, VOD, home vídeo, etc) entre janeiro e dezembro de 2015, garante a satisfação de quem gosta de cinema em toda a sua plenitude.

Uma boa passagem de ano para todos os leitores e nos vemos em 2016!

20 – Força Maior”, de Ruben Östlund  (Suécia, 2014)

Um olhar frio, distante e irreversível sobre a dinâmica familiar burguesa contemporânea em um filme sem medo de inconveniências.

19 – “A Visita”, de M. Night Shyamalan (EUA, 2015)

Shyamalan redescobre a simplicidade narrativa em um filme que tem sustos, sim, mas tem muito mais coração

18 – “Um Amor a cada Esquina”, de Peter Bogdanovich (EUA, 2014)

O maior trunfo do cinema é a imaginação nesta comédia deliciosa que homenageia Hollywood com inteligência e delicadeza

Foxcatcher: o que não é mostrado move o poderoso filme de Bennett Miller

Foxcatcher: o que não é mostrado move o poderoso filme de Bennett Miller

17 – “A Pequena Morte”, de Josh Lawson (Austrália, 2014)

A ideia de normalidade é afastada em um filme que a partir de inusitados fetiches sexuais fala da nossa necessidade de conexão

16 – “Love 3D”, de Gaspar Noé (FRA, 2015)

A sexualização do amor, intangível como só ela, é tateada com fatalismo romântico pelo polêmico Gaspar Noé em um filme que fala à alma de um jeito muito particular

15 – “Divertida Mente”, de Pete Docter (EUA, 2015)

Você se sente exposto, representado e compreendido pelo filme que melhor combina emoção e diversão na temporada

14 – “Foxcatcher – um Crime que Chocou o Mundo”, de Bennett Miller (EUA, 2014)

O patriotismo distorcido de uma América competitiva dá o tom desse filme de muitas camadas e grandes atuações

13 – “O Jogo da Imitação”, de Morten Tyldum (EUA/INGL 2014)

O academicismo de Tyldum realça a boa história de Alan Turing, mas é Benedict Cumberbatch quem faz do filme algo a mais

12 – “À Beira-Mar”, de Angelina Jolie (EUA, 2015)

O inverno do amor é flagrado em toda a sua dor e agonia em um filme que se constrói nos detalhes de uma relação amorosa implodida

À Beira Mar: Quando o amor só exite pelo ódio, o que fazer?

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11 – “Que Horas ela Volta?”, de Anna Muylaert (Brasil, 2015)

Dando nome aos bois dessa coisa de ser mãe é padecer no paraíso e, no ínterim, revelando a dicotomia do Brasil de duas gerações diferentes

10 – “Ponte dos Espiões”, de Steven Spielberg (EUA, 2015)

Thriller de espionagem de alta voltagem rima com filme edificante? Spielberg faz crer que sim

9 – “Mapa para as Estrelas”, de David Cronenberg (EUA/FRA,2014)

Hollywood, esse lugar de gente doida, esquisita e esculhambada por David Cronenberg

8 – “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa (Brasil, 2015)

O derretimento da classe média no pós-Lula ganha o cinema com um filme articulado, reflexivo e com muito a dizer

7 – “A Gangue”, de Miroslav Slaboshpitsky (UCR, 2014)

Nosso fôlego se esvai com um dos filmes mais duros e violentos dos últimos anos. O fato de não haver som e todos os diálogos serem na linguagem de sinais torna tudo mais impactante

6 – “Kingsman: Serviço Secreto”, de Matthew Vaughn (EUA 2015)

Nenhum filme foi tão eficiente em simplesmente entreter como este aqui. De quebra, cinismo em alta, cenas de ação estilosas e o melhor vilão do ano

Kingsman: Porque o cinema também é diversão pura e simples

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5 – “Corrente do Mal”, de David Robert Mitchell (EUA, 2015)

O terror mais original em anos no cinema conta uma história de amor que vai ganhando gravidade e sentido e torna a resolução ainda mais assustadora

4 – “Beasts of No Nation”, de Cary Fukunaga (EUA, 2015)

O horror irrefreável de uma África esquecida que força suas crianças a se demonizarem para subsistir é um dos filmes paradoxalmente mais lindos do ano. E mais cruéis também!

3- “Whiplash – Em Busca da Perfeição”, de Demien Chazelle (EUA, 2014)

A música e a obsessão compõem um soneto perfeito neste filme pulsante, cheio de energia e que se recusa a deixar o espectador a sós com seus pensamentos

2- “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller (EUA, 2015)

A ópera do caos em toda a sua fúria, cor e excelência. Nenhum outro filme cravou-se no imaginário popular quanto esse petardo de estilo de Miller. O cinema de ação se despede outro de 2015

1 – “Birdman – ou a Inesperada Virtude da Ignorância”, de Alejandro González Iñárritu (EUA 2014)

Um pequeno conto sobre vaidade, insegurança e outras coisitas mais com Hollywood como pano de fundo. Imperdível.

Birdman: Porque a eletricidade do registro faz a inteligência da história crescer de tamanho

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015 Atrizes, Listas | 15:45

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances femininas do ano

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Duas brasileiras, estrelas como Charlize Theron e Angelina Jolie, e figuras louvadas como Julianne Moore e Marion Cotillard ostentam as melhores interpretações femininas que chegaram às telas de cinema brasileiras no ano. Confira, a seguir, o ranking do Cineclube.

10- Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”)

Foto: divulgação

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A francesa não precisa se esforçar muito para entrar em qualquer lista de melhores do ano, mas nessa colaboração com os irmãos Dardenne, que valeu nova indicação ao Oscar, a atriz põe à mostra toda a sua musculatura dramática em um filme que depende única e exclusivamente dela para respirar.

9 – Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”)

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O show é todo de Juliette Binoche neste sofisticado drama de Olivier Assayas, mas de alguma maneira é Kristen Stewart, como a assistente espirituosa de uma veterana atriz hesitante, que nos hipnotiza. Stewart domina sua personagem com um misto irresistível de cinismo e apreço e nos cativa irrevogavelmente.

8 – Charlotte Rampling (“45 Anos”)

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Não é qualquer atriz que é capaz de mostrar ao esconder e de sugerir com olhares e movimentos aparentemente espontâneos. Charlotte Rampling faz isso e muito mais em uma das atuações mais envolventes do ano. A mulher que, casada, se ressente de sentir ciúme de uma história de amor que o marido viveu antes de conhecê-la, mas que revive em um desfecho cheio de repercussões emocionais no aqui e agora. Um trabalho de minúcias e muita contenção.

7 – Julianne Moore (“Para Sempre Alice”)

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O trabalho que finalmente deu um muito adiado Oscar a atriz é um desempenho em que Moore reafirma seus predicados como intérprete. Capaz de operar nas notas mais altas, mas também de submergir à agonia da personagem, a atriz defende um trabalho menos sutil, mas de muita força e dedicação. Apenas as grandes evitam a caricatura em um registro totalmente propenso a ela.

6 – Camila Márdila (“Que horas ela volta?”)

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Inadvertidamente, a atriz menos notória da lista se fez sentir. Tal como sua personagem no belíssimo filme de Anna Muylaert, Márdila se insinua com desenvoltura em cena e com muito rigor dramatúrgico expõe toda a verdade de sua personagem, uma jovem em colisão com fachadas sociais e hábitos oligárquicos.

5 – Julianne Moore (“Mapa Para as Estrelas”)

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Moore surge em tons surrealistas na pele dessa vaidosa atriz que parece desconhecer os limites do bom senso. Ou simplesmente ignorá-los. Deliciosamente sarcástica, Moore injeta nitroglicerina no histérico filme de David Cronenberg.

4 – Angelina Jolie (“À Beira-Mar”)

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É, sim, uma atuação autocentrada. As câmeras da diretora Angelina Jolie sempre buscam a atriz Angelina Jolie, sempre bem adornada em cena. Mas é, também, uma atuação corajosa. A atriz se deixa influenciar por frustrações pessoais e expõe uma mulher desapaixonada e invejosa em suas pérfidas miudezas, mas sem desatentar das fragilidades que convulsionaram sua autoestima.

3 – Regina Casé (“Que Horas ela volta?”)

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Conjugando momentos de humor e drama, todos conduzidos com muita ternura, Casé vocaliza tanto quanto interioriza com uma composição nada menos do que irretocável. Sua Val é tão familiar que nos pegamos duvidando de nós mesmos e a todo momento problematizando o que vemos na tela. Mérito de uma atriz que sabe sublinhar o componente social demandado pelo argumento, mas não descuida da humanidade de sua personagem.

2 – Emily Blunt (“Sicario: Terra de Ninguém”)

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Combinar brutalidade e fragilidade pode parecer fácil se você pode chorar, gritar ou espernear, mas em “Sicario”, Emily Blunt não pode fazer nada disso. Sua personagem, uma agente do FBI sugada para uma trincheira da guerra às drogas, faz as vezes da plateia de choque em choque ao finalmente entender que nada pode entender de um mundo que parece abduzir o seu. Um trabalho cheio de nuanças e que enriquece o bom filme de Denis Villeneuve.

1 – Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”)

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Silenciosa, mortífera, sensível, implacável, solidária… Furiosa é um poço de complexidade e fascinação que Charlize Theron abraçou com um desprendimento que queima na tela do cinema. Seu trabalho é totalmente desviado do que se costuma eleger como “uma atuação do ano”, mas não se pode desviar dele.

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domingo, 27 de dezembro de 2015 Atores, Listas | 16:17

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances masculinas do ano

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Entre trabalhos sutis e exibicionistas, atores consagrados que há muito não exibiam seu talento, como Johnny Depp e Brad Pitt, e gente que sempre foi talentosa, mas dispunha de pouca chance para brilhar, 2015 foi generoso com os atores e o Cineclube separou as dez melhores performances masculinas que aportaram nas nossas telas de cinema no ano.

10 – Steve Carell (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

Foto: divulgação

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Como o obtuso milionário John Du Pont, o ator mais identificado com a comédia revela um talento dramático todo lapidado. Carell é hábil em demonstrar toda a angústia e insegurança deste homem solitário sem esconder sua vocação opressora. Em uma atuação labiríntica consegue sugerir tudo o que o denso filme de Bennett Miller ambiciona nas minúcias do gestual e do olhar.

9 – Channing Tatum (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

foto: divulgação

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Muito injustiçado na última temporada de premiações, Tatum entrega aqui uma interpretação condoída e absorvente de toda a hesitação do mundo que seu personagem habita. A fragilidade emocional de seu Mark Schultz é realçada com muita sutileza pelo ator que entrega o melhor desempenho de sua carreira.

8 – Guillermo Francella (“O Clã”)

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Sem o reconhecimento internacional de um Ricardo Darín, Francella lidera o ótimo elenco do novo filme de Pablo Trapero. Em “O clã”, ele dá vida a um sujeito que se recusa a aceitar o fim da ditadura e incorpora com brilhantismo todo o ranço de um dos períodos mais sombrios da história argentina.

7 – Edward Norton (“Birdman”)

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Dar a cara a tapa não é uma coisa fácil. Apenas o desprendimento de surgir em “Birdman” como um decalque de si mesmo, ou da fama que ostenta, ao menos, já deveria valer a Norton algum tipo de menção por aqui. No entanto, o que ele faz é muito mais laudatório. O ator preenche o esnobe Mike Shiner de um niilismo irresistível. O misto de arrogância e insegurança que Norton veste diante de nossos olhos é nada menos do que inebriante.

6 – Bradley Cooper (“Sniper Americano”)

Foto: divulgação

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O patriotismo cego de Chris Kyle é adornado com propriedade por Bradley Cooper, mas é na recusa do personagem em aceitar a repercussão emocional e psicológica desse patriotismo inabalável que Cooper demonstra mais uma vez o grande intérprete que é. Trata-se de um desempenho com muito mais camadas e nuanças do que o olho nu alcança.

5 – David Oyelowo (“Selma”)

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O personagem e o texto ajudam, é verdade, mas o inglês Oyelowo agarra Martin Luther King como se sua vida dependesse disso e eleva a experiência de se assistir “Selma” a um patamar quase que espiritual. É um daqueles casos em que passa-se a associar o intérprete à figura histórica, como Ben Kingsley e Gandhi.

4 – Brad Pitt (À Beira-Mar)

Foto: divulgação

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Contracenando com sua esposa da vida real em um casamento em ruínas na ficção, Pitt dá ao escritor e marido angustiado Roland a dimensão do macho indefeso. Alcoólatra que ainda tenta timidamente alcançar a mulher, o personagem ostenta fraquezas e virtudes, todas realçadas com a devida franqueza e abnegação por Pitt em uma atuação que vai do minimalismo ao ostensivo em segundos.

3 – Johnny Depp (“Aliança do Crime”)

Foto: divulgação

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Johnny Depp emprestou a frase de Betty Davis e mau, em “Aliança do Crime”, se prova muito melhor. Fazia tempo que o ator não surgia em um filme desvinculado de seus tiques e, como um gangster implacável, provoca calafrios na plateia em uma conversa à mesa de jantar. Uma atuação tão interiorizada quanto exibicionista. Um paradoxo que apenas um intérprete tão opulento quanto Depp seria capaz de dar conta, mesmo que para isso tenha que renunciar à opulência que lhe caracteriza. A semântica não dá conta de tanto talento.

2 – J.K Simmons (“Whiplash – Em Busca da Perfeição”)

Foto: divulgação

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Veterano, Simmons finalmente recebeu a atenção que há muito merecia por este filme. Não foi para menos. Ele está hiperbólico, pueril, malvadão, canastra e glorioso em “Whiplash”. Os adjetivos se impõem. Não é possível não se sentir arrebatado pela presença de seu professor de métodos terroristas que só quer louvar à boa música no mesmo compasso em que se ressente de uma sociedade conformista.

1 – Michael Keaton (“Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”)

Foto: divulgação

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Não houve nada mais metalinguístico, inteligente e corajoso em matéria de atuação no cinema no último ano do que o trabalho de Michel Keaton em “Birdman”. Isso poderia mimetizar tudo o que há para ser dito sobre seu desempenho, mas seu Riggan Thomson é cheio de energia, arrependimento, tesão, vulnerabilidade e coração. Ator e personagem se confundem e se apartam ante os olhos encantados da audiência. Daqueles desempenhos maiores que a vida.

 

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 Filmes, Listas | 16:29

Retrospectiva 2015: Os filmes nacionais do ano

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Desnecessário dizer que o cinema nacional está cada vez mais plural, diverso e próspero. De uns anos para cá, porém, essa máxima tem se imposto na medida em que se esmiúça o que foi lançado ao longo do ano.

Ao olhar em retrospecto para 2015 é possível perceber que o maior avanço que o audiovisual brasileiro deu foi em matéria de cinema de gênero. Mas não foi só isso. O Brasil discutiu o pós-Lula em filmes complementares e, em certo sentido, antagônicos (“Que Horas ela Volta? e “Casa Grande”), olhou com carinho para os anos 80, fez filme de arte provocador e filme de arte reflexivo. Lançou terror satírico, adaptação engenhosa de Shakespeare e um documentário reverente a um mestre da linguagem cinematográfica. E Irandhir Santos reinou! Se 2015 é o ano que não acabou, o cinema brasileiro só tem a agradecer.

Foto: montagem/reprodução

Foto: montagem/reprodução

“Que horas ela volta?”

A maternidade como questão social em um Brasil em mutação

“Casa Grande”

O pós-Lula escancara o derretimento da classe média brasileira

“A história da Eternidade”

O Nordeste lúdico e ardente ganha cor, tom e alma

“Califórnia”

Os jovens dos anos 80 mandam um alô para os jovens de hoje

“Permanência”

O passado em transe com o futuro

Foto: Montagem/reprodução

Foto: Montagem/reprodução

“Amor, plástico e Barulho”

Porque os sonhos devem ser perseguidos plenamente

“Últimas Conversas”

A informalidade de um adeus formal a Coutinho

“Obra”

O futuro ensimesmado com o passado

“A Floresta que se Move”

Shakespeare faz mais sentido em português

“Condado Macabro”

Horror gore com sotaque brasileiro

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 Filmes, Listas | 17:37

Retrospectiva 2015: Os dez melhores personagens do ano

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Foi um ano de muita vaidade e alguma idealização. Pelo menos, é isto o que a listas dos melhores personagens do ano no cinema indica. O Cineclube fez um apanhado dos personagens mais cativantes, fascinantes, inusitados e curiosos que pintaram em nossas telas em 2015 e separou os dez que melhor se posicionaram neste crivo a seguir.

10 – Richmond Valentine (Samuel L. Jackson) em “Kingsman: Serviço Secreto”

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O megalomaníaco vilão de língua presa defendido com gosto por Samuel L. Jackson é um dos maiores baratos do ano. Ele tem pavor de sangue e não suporta cenas de violência, mas quer extinguir a humanidade em favor de um deturpado conceito ambientalista. O melhor vilão de Bond do ano não veio de um filme de James Bond.

9 – Frank (Michael Fassbender) em “Frank”

Foto: divulgação

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Um rockstar que não tira para nada sua cabeça de dentro de uma gigantesca cabeça artificial. O Frank que Michael Fassbender tonaliza com muita sutileza é mais uma construção de John (Domhnall Gleeson), um sujeito que sempre sonhou fazer parte de uma banda de rock, do que o Frank de verdade. A peculiaridade desse vocalista incomum acentua o niilismo do registro. Trata-se de um filme sobre a magia de se produzir música e todas as idiossincrasias que vem com ela.

8- Abe (Joaquin Phoenix) em “Homem Irracional”

Foto: Divulgação

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Joaquin Phoenix dá vida a esse professor de filosofia desencantado com a existência. Barrigudo, taciturno, alcoólatra e sucesso entre as mulheres com seu pessimismo crônico. Tudo muda de figura quando ele decide matar alguém e recobra o gosto pela vida. Phoenix, com sua gravidade obtusa, calça o personagem sem afetação e com muita propriedade.

7 – Philip Friedman (Jason Schwartzman) em “Cala a boca Philip!”

Foto: divulgação

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Sob muitos aspectos, o protagonista dessa perola indie Americana é uma derivação de Abe, mas o personagem do sempre hiperbólico Jason Schwartzman é movido pelo egoísmo e não pelo desencanto. Ele não aceita que o mundo não gire a seu redor e esse egocentrismo é posto à prova à medida que a pressão por um novo livro (ele é escritor) se estabelece. Cheio de tiques e resistente a intimidades, Philip é um dos personagens mais estranhos, originais e verossímeis do ano.

6 – Shasta Fay (Katerine Waterson) em “Vício Inerente”

Foto: divulgação

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Larry nunca mais foi o mesmo depois que Shasta o deixou. O detetive deu um tempo na sua brisa para atender um pedido da ex: encontra o atual namorado dela. Katherine Waterson não tem muito tempo em cena, mas faz maravilhas com o que tem. Ela faz com que Shasta seja um mistério incandescente muito mais atraente do que saber o que de fato aconteceu com o rico namorado da personagem.

5 – Isabella Patterson (Imogen Poots) em “Uma Amor a Cada Esquina”

Foto: divulgação

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Trata-se de outra personagem construída. A Isabella, estrela de cinema, que está dando uma entrevista logo na abertura de “Um Amor a Cada Esquina”, delicioso novo filme de Peter Bogdanovich, não é a mesma que vamos descobrindo cena após cena. A brincadeira aqui é com a ideia de Hollywood como um todo, mas também sobre como nossos sonhos podem nos transformar em pessoas melhores. Ela é um oásis em meio a tanto narcisismo na lista.

4 – Havana Sagrand (Julianne Moore) em “Mapa para as Estrelas”

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Totalmente diferente de Isabella, Havana Sagrand é a vaidade em sua mais irresoluta forma. A atriz, incomodada com seu envelhecimento, decide dar um boom na carreira ao viver um célebre papel imortalizado por sua mãe no cinema. Mas há pouco interesse dos realizadores em contar com ela na refilmagem. Na fogueira de vaidades que queima nesse valoroso petardo de David Cronenberg, Havana é das coisas mais geniais, brutais e constrangedoras que existe.

3 – Riggan Thomson (Michael Keaton) em “Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”

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Já que a masturbação interpretativa foi grande em 2015, nada mais justo do que o personagem mais falho, apaixonante e contraditório do ano pintasse por aqui. O Riggan construído por Michael Keaton a sua imagem e semelhança é um sujeito inseguro e que não sabe ao certo distinguir ambição de ganância. É um sujeito com medo de ver até onde vai o seu talento, mas com coragem o suficiente para tentar descobrir.

2 – Terence Fletcher (J.K Simmons) em “Whiplash – Em Busca da Perfeição”

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O professor que se recusa a formar músicos medíocres foi, sem dúvida, um dos personagens mais chocantes do ano. Divertido em seu sadismo incontido, Fletcher e seus métodos para lá de incomuns dividem opiniões. É louvável sua disposição de romper com as convenções de uma sociedade complacente, mas o custo pode ser alto demais. Simmons, oscarizado por seu desempenho, dá ao personagem a necessária complexidade.

1 – Furiosa (Charlize Theron) em “Mad Max: Estrada da Fúria”

Foto: divulgação

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O filme se chama Mad Max, mas quem se importa? O mais explosivo, sensacional e impactante filme do ano é todo dela. Imperator Furiosa. O nome já a tira do lugar comum e Charlize Theron a vive com o misto de gana e excentricidade necessários para cravar a personagem no coração da cultura pop. Nada mais justo do que o topo do ranking do Cineclube.

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sábado, 19 de dezembro de 2015 Atores, Atrizes, Diretores, Listas | 16:11

Retrospectiva 2015: As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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No ano que o feminismo marcou Hollywood, as mulheres são maioria na lista do Cineclube entre as dez personalidades do ano no mundo do cinema. Nada a ver com a correção política. Elas foram notícia e estiveram presentes em alguns dos grandes filmes do ano. A lista a seguir faz uma síntese de quem brilhou em 2015 no cinema.

10 – Samuel L. Jackson

Foto: (reprodução/New York Times)

Foto: (reprodução/New York Times)

No ano em que voltou a protagonizar um filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, Samuel L. Jackson se divertiu pacas no cinema. Foi novamente Nick Fury em “Vingadores: A Era de Ultron” e tirou um sarro da onda de filmes de espiões em “Escola de Espiões”. No meio tempo, voltou a colaborar com Spike Lee no musical “Chi-Raq”. O melhor, porém, foi o vilão de língua presa de “Kingsman – Serviço Secreto”.

9 – Eddie Redmayne

Foto: Divulgação/Prada

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O ator começou o ano ganhando o Oscar de melhor ator. Para onde ir depois disso? Ele assegurou o protagonismo de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, prequela da franquia Harry Potter. Mas não foi só, Eddie Redmayne se despede de 2015 com indicações a prêmios por seu sensível trabalho em “A Garota Dinamarquesa” e mira no Oscar novamente. Nos vemos por aqui em 2016?

8 – Regina Casé

(Foto: divulgação)

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A atuação sensível e sutil da atriz em “Que Horas ela Volta?” lhe valeu o destaque nesta lista. Dona de um talento dramático tão robusto quanto inusitado, Casé foi a personalidade do cinema nacional mais comentada em 2015. Até mesmo de forma pejorativa, como no lamentável episódio em que os cineasta Claudio Assis chamou-a de gorda durante um debate sobre o filme em Pernambuco.

7 – Amy Schumer

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ninguém aconteceu mais do que ela neste ano em Hollywood. A comediante de 34 anos, que já fazia sucesso na cena de stand up e na televisão americanas, debutou no cinema em grande estilo com “Descompensada”; a comédia agradou crítica e público e chegou ao Globo de Ouro. Não obstante, Schumer ainda estrelou um inesquecível ensaio inspirado em Star Wars para a revista GQ.

6 – Elizabeth Banks

Elizabeth Banks

Foto: divulgação

Ela esteve este ano no último filme da franquia “Jogos Vorazes” , em “Magic Mike XXL” e na série “Wet Hot American Summer”, mas o que garantiu sua posição nessa lista foi “A Escolha Perfeita 2”. Nenhum filme dirigido por uma mulher fez tanto dinheiro no ano. Banks desbancou o favoritíssimo “Mad Max: Estrada da Fúria” em seu fim de semana de estreia nas bilheterias americanas.

5 – Daisy Ridley

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

Você talvez ainda não a conheça. Nenhum problema. Ela só tem pequenas produções inglesas e participações em seriados britânicos no currículo. Mas… Em 2015 ela protagonizou nada mais, nada menos do que “Star Wars: O Despertar da Força”. O mundo de Reidley jamais será o mesmo. Afinal, agora ela tem a força a seu lado.

4 – Tom Hardy

Foto: reprodução/Esquire

Foto: reprodução/Esquire

Ele estrelou o melhor blockbuster de 2015, mas Tom Hardy foi todo versatilidade no ano. Além de assumir muito bem o Mad Max que imortalizou Mel Gibson no ecrã, Hardy investigou um serial killer nos anos de chumbo da União Soviética em “Crimes Ocultos” e surgiu em dose dupla no filme de gangster “Legend”. Não obstante, ainda deu vida ao antagonista de Leonardo DiCaprio no já badalado e cult “O Regresso”.

3 – Katherine Waterson

Foto: reprodução/W

Foto: reprodução/W

O ano começou com ela seduzindo Joaquin Phoenix e a nós todos em “Vício Inerente”. Estava ali uma mulher capaz de convencer o ex-namorado a investigar o sumiço do atual. Depois de aparecer “Queen of Earth”, “Steve Jobs” e “Dormindo com outras pessoas”, Waterson termina 2015 com a notícia de que será a protagonista da sequência de “Prometheus”, mais uma prequela de “Alien” assinada por Ridley Scott. Ela também estará em “Os Animais Fantásticos e Onde Habitam”. O mundo é sua ostra.

2 – Michael Fassbender

Foto: Reprodução/New Yorker

Foto: Reprodução/New Yorker

Fassbender assumiu o papel que ninguém queria assumir: Steve Jobs; e pode voltar ao Oscar pela ousadia de desaparecer na pele do controverso magnata criador da Apple. Mas Fassbender também estrelou uma violenta versão de “Macbeth”, de Shakespeare, e um western intimista, “Slow West”, elogiado em Sundance. Foi um ano movimentado para o alemão de ascendência irlandesa e 2016, com um novo X-men e a adaptação para cinema do game “Assassin´s Creed”, promete ser mais ainda.

1 – Alicia Vikander

Foto: Reprodução/New York Times

Foto: Reprodução/New York Times

A sueca caiu como um verdadeiro tsunami em Hollywood. Na verdade, ela já estava por lá em filmes como “O Quinto Poder” (2012) e “Anna Karenina” (2013), mas o pequeno indie “Ex-Machina: Instinto Artificial” mudou o jogo. As participações em “O Agente da U.N.C.L.E” e ‘Pegando Fogo” ajudaram a expandir o charme da atriz e a consagração deve vir com “A Garota Dinamarquesa”, em que ela ofusca o oscarizado Eddie Redmayne. 2015 é o ano Vikander no calendário de Hollywood.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 Listas | 17:32

Retrospectiva 2015: Os dez melhores cartazes do ano

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O Cineclube dá o pontapé inicial em sua retrospectiva do ano de 2015 com os melhores cartazes do ano. Teve muita coisa boa, como de hábito, na seara dos materiais promocionais. As artes são cada vez mais belas, criativas e discursivas. A seguir, o que de melhor, no crivo da coluna, surgiu em 2015.

O pôster principal de "Love 3D" é tão subversivo quanto plasticamente belo

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O cartaz de "Corrente do Mal" evoca aura de filme B, sem descuidar da aflição contínua que marca o longa

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A verve psicodélica de "Dope: Um Deslize Perigoso" prevalece no imaginativo cartaz

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Beleza, erudição e tragédia estão representadas neste belíssimo cartaz de "Macbeth"

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A ideia deste pôster de "Homem-Formiga" pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

A ideia deste pôster de “Homem-Formiga” pode até ser meio óbvia, mas funciona que é uma beleza

Esse foi um dos primeiros cartazes de "Jogos Vorazes: A Esperança - o Final" e nada do que veio depois foi mais impactante

Esse foi um dos primeiros cartazes de “Jogos Vorazes: A Esperança – o Final” e nada do que veio depois foi mais impactante

O que dizer desta sacada genial do pôster de "Magic Mike XXL"?

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Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado "Música, Amigos e Festa"

Tem um q de Andy Warhol esse cartaz do injustiçado “Música, Amigos e Festa”

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de "Perdido em Marte" em 2015

Simples e profundamente reverberante, poucos cartazes foram tão miméticos quanto este de “Perdido em Marte” em 2015

O pôster de "O Regresso" já é uma obra de arte minimalista...

O pôster de “O Regresso” já é uma obra de arte minimalista…

 

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015 Filmes, Listas | 18:23

Cahiers du Cinéma e Sight & Sound divulgam listas de melhores filmes de 2015

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Duas das mais respeitadas revistas de cinema do mundo divulgaram nesta sexta-feira (27) suas listas de melhores produções do ano. Para a francesa Cahiers du Cinéma, “Mia Madre”, de Nanni Moretti, foi o melhor filme de 2015. Já a inglesa Sight & Sound elegeu “A Assassina”, de Hsiao-Hsien Hou, a melhor produção do ano. Ambas as fitas debutaram no festival de Cannes em maio e ainda não estrearam no Brasil.

Como era de se esperar de publicações que pensam o cinema como arte, há a predominância de grandes autores na lista. Há mais americanos na lista da Sight & Sound, que elaborou um ranking com 20 filmes e os europeus imperam na lista da Cahiers du Cinéma. George Miller, com “Mad Max: Estrada da Fúria”, e Paul Thomas Anderson, com “Vício Inerente”, conseguiram entrar nas duas listas.

Cena do italiano "Mia Madre"

Cena do italiano “Mia Madre”

Lista da Cahiers du Cinéma
1. Mia Madre (Nanni Moretti)
2. Cemitério de Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
3. In the Shadow of Women (Philippe Garrel)
4. O Cheiro da Gente (Larry Clark)
5. Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller)
6. Jauja (Lisandro Alonso)
7. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson)
8. As Mil e Uma Noites (Miguel Gomes)
9. The Summer of Sangaile (Alante Kavaite)
10. Para o Outro Lado (Kiyoshi Kurosawa)

O épico de ação de George Miller, "Estrada da Fúria", emplacou nas duas listas

O épico de ação de George Miller, “Estrada da Fúria”, emplacou nas duas listas

Lista da Sight & Sound
1. A Assassina (Hsiao-hsien Hou)
2. Carol (Todd Haynes)
3. Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller)
4. As Mil e Uma Noites (Miguel Gomes)
5. Cemitério de Esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
6. No Home Movie (Chantal Akerman)
7. 45 Anos (Andrew Haigh)
8. O Filho de Saul (László Nemes)
9. Amy (Asif Kapadia)
9. Vício Inerente (Paul Thomas Anderson)
11. Anomalisa (Charlie Kaufman e Duke Johnson)
11. Corrente do Mal (David Robert Mitchell)
13. Phoenix (Christian Petzold)
14. Garotas (Céline Sciamma)
14. Hard to Be a God (Aleksei German)
14. Divertida Mente (Pete Docter)
14. Tangerina (Sean Baker)
14. Taxi Teerã (Jafar Pahani)
19. Cavalo Dinheiro (Pedro Costa)
19. The Look of Silence (Joshua Oppenheimer)

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 Filmes, Listas | 18:45

Próximos meses reúnem bons lançamentos de terror nos cinemas

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Quem gosta de filmes de gênero pode comemorar e guardar algum dinheiro porque os próximos meses reservam boas opções ao fã do cinema de horror. Do aclamado indie “Corrente do mal” à nova aposta do diretor de “O sexto sentido” no gênero, passando por duas produções de Eli Roth e pela incursão do elogiado Guillermo Del Toro no filão das casas mal assombradas. O Cineclube preparou uma listinha com o melhor do terror a aportar nas salas nacionais ainda em 2015.

“Bata antes de entrar” (EUA 2015), de Eli Roth 

Knock 3

Estreia em 17/09

Keanu Reeves faz um homem casado que, com a mulher e os filhos fora, recebe duas jovens desconhecidas que fogem da chuva. Eles se insinuam para ele e eles acabam fazendo sexo. O terror acontece quando elas resolvem se divertir depois e torturam o pobre coitado. Roth volta a brincar com o sadismo e ecoa o clássico “Atração fatal” sob uma nova perspectiva. “De certa forma é meu filme mais comportado, onde me permito adentrar outros gêneros”, disse em entrevista ao site Collider.

“Garota sombria caminha pela noite” ( EUA 2014), de Ana Lily Amirpour

Garota caminha

Estreia em 17/09

Coisas estranhas acontecem em Bad City. Uma cidade fantasma iraniana, lar de prostitutas, viciados, cafetões e outras almas sórdidas. Um reduto de depravação e falta de esperança, onde uma vampira solitária persegue os habitantes mais repugnantes. Mas quando um garoto conhece uma garota, uma história de amor incomum começa a florescer…

A produção independente americana, rodada em preto e branco, foi uma das sensações de 2014 no circuito de festivais e surpreendentemente garantiu um lançamento comercial no Brasil. Cortesia da Imovision que cada vez mais se torna protagonista nos lançamentos vocacionados à arte.

“A possessão do mal” (EUA, 2014), de David Jung

Estreia em 24 /09

Estreia em 24 /09

Outra produção independente do ano passado que se beneficia do gosto do espectador brasileiro pelo terror para garantir um lançamento no circuito de cinemas do país. Michael King não acredita em qualquer tipo de crença ou religião. Em face de certos problemas familiares, ele resolve fazer um documentário investigando a existência de forças sobrenaturais. Por que as pessoas invocam demônios e não anjos?

 

“A visita” (EUA 2015), de M. Night Shyamalan

Estreia em 15/10

Estreia em 15/10

Dois irmãos são enviados pela mãe à casa dos avós e o que parecia uma corriqueira visita familiar, acaba se transformando em jornada gradativa de horror e histeria. O filme promete ser o retorno de M. Night Shyamalan à boa forma. Desprezado por estúdios, ele rodou a fita de maneira independente e acertou a distribuição com a Universal. Ainda que de volta ao baixo orçamento e livre de imposições de estúdios, não se pode descartar a chance de um novo abacaxi do cineasta indiano. “Fim dos tempos” (2008) também tinha um trailer promissor.

“A colina escarlate” (EUA, 2015), de Guillermo Del Toro

Estreia em 26/11

Estreia em 26/11

Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe, a escritora Edith Cushing  muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe, a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith. O filme tem no elenco Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston e Charlie Hunnam. Trata-se do projeto mais audacioso e lapidado do elogiado Guillermo Del Toro, regressando ao gênero depois dos bem-sucedidos “A espinha do Diabo” e “O labirinto do fauno”.

“Exorcistas do Vaticano” (EUA,2015), de Mark Neveldine 

Estreia em 20/08

Estreia em 20/08

Michael Peña faz um jovem padre destacado para investigar o caso de uma jovem aparentemente possuída pelo demônio. O Vaticano logo percebe se tratar de um caso de possessão muito mais grave e problemático do que parecia a princípio. O elenco da produção conta ainda com Dougray Scott e Djimon Hounsou.

“Corrente do mal” (EUA,2014), de David Robert Mitchell

Estreia em 27/08

Estreia em 27/08

O Cineclube foi o primeiro a atentar para esse hit do cinema independente americano aqui no Brasil. “Corrente do mal” faz uma metáfora inteligente das doenças sexualmente transmissíveis ao fazer com que a única maneira de se desfazer de uma maldição seja por meio do ato sexual. Uma entidade que jamais corre, só anda, no intuito de matar sua vítima e pode assumir variadas formas. Divertido, original e reverente aos filmes seminais do gênero, “Corrente do mal” é o caviar do horror no cinema em 2015.

“Canibais” (EUA,2015), de Eli Roth

Estreia em 25/09

Estreia em 25/09

Um grupo de ativistas americanos decidem ir até a Amazônia para tentar proteger uma tribo que está desaparecendo. Durante o percurso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva.  Eles são resgatados e feitos reféns pela tribo que desejavam salvar. E você não vai acreditar no que a tribo deseja fazer com eles…

Segundo filme de Roth a ser lançado em 2015, “Canibais” foi rodado em 2013, parcialmente no Brasil, mas a fita teve problemas de finalização e distribuição, o que acabou adiando a estreia.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015 Atores, Curiosidades, Listas | 09:00

Quem pode ser o jovem Han Solo no cinema?

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A Disney anunciou que o personagem imortalizado por Harrison Ford na trilogia clássica de “Star Wars” terá um filme para chamar de seu. Uma prequela, também conhecida como filme de origem, está a caminho e Solo será vivido por um ator mais jovem. Mas quem? A Disney anunciou que Christopher Miller e Phil Lord, do filme “Uma aventura Lego”, vão dirigir a produção programada para estrear em 2018. O processo de casting do jovem Han Solo está em pleno vapor e o Cineclube apresenta quem é que está na disputa.

Taron Egerton

Egerton

O jovem ator inglês seria um dos favoritos dos produtores. Egerton chamou atenção no início do ano ao estrelar o divertido “Kingsman – serviço secreto”. No filme de Matthew Vaughn, o ator provou levar jeito para ação sem descuidar do humor. Predicados indispensáveis para assumir o papel de Harrison Ford.

 

Evan Peters

Evan peters

Aos 28 anos, este americano de Missouri é apontado por parcela da crítica como um “jovem Johnny Depp”. Peters, cujo trabalho mais expressivo reside na série “American Horror Story” alia talento e carisma em uma proporção que justifica a comparação entusiasmada. Assumir o papel de Han Solo poderia testar a teoria na prática.

 

Dylan O` Brien

O brien

O jovem ator de “Maze Runner” e “Teen Wolf” já foi cotado para ser o novo Homem- Aranha e agora aparece na bolsa de apostas para viver a versão jovem de Han Solo. À Frente de uma franquia com apelo jovem, o segundo “Maze Runner” estreia no fim do ano, O` Brien poderia ser uma escolha mais segura do estúdio.

 

Garrett Hedlund

Fotos: divulgação e Details

Fotos: divulgação e Details

O americano de 30 anos é o mais viril e atlético dos candidatos aventados. De certa forma, sua persona encontra respaldo na figura de Han Solo e isso pode contar a seu favor. O ator também já estrelou um grande blockbuster da Disney, “Tron – o legado” (2010), e manda bem na hora de dramatizar como atestam suas participações em “Na estrada” (2012) e “Invencível” (2014).

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