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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 Análises, Filmes, Listas | 11:43

Retrospectiva 2014 – Os vinte melhores filmes do ano

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Para encerrar 2014 aqui no Cineclube, nada mais justo do que relembrar e honrar as melhores produções do ano. Não foi um grande ano para o cinema. O que não quer dizer que não tenhamos tido ótimos filmes lançados no país. Eram elegíveis para essa lista todas as produções lançadas comercialmente no Brasil entre 1º de janeiro e 25 de dezembro. Além, é claro, de filmes lançados diretamente em DVD´s ou na televisão, outrora vista como mídia menos interessante.

Há, natural e compreensivelmente, uma presença preponderante de produções norte-americanas na lista. Mas há espaço para Brasil, Polônia, Argentina, Grécia, Romênia e outras cinematografias que deram o que falar em 2014. Muita coisa boa ficou de fora. A subjetividade de toda lista surge aqui combinada com a objetividade que todo crítico de cinema deve perseguir. O que não extingue o caráter pessoal  da análise, dada a natureza da atividade crítica em si.

Inside Llewyn Davis - versão

Direção: Joel e Ethan Coen

Lançamento original: 2013

País: EUA

Os Coen revisitam território familiar ao retratar a jornada (majoritariamente enfadonha) de Llewyn Davis, um aspirante a cantor na cena nova-iorquina que via emergir o folk (gênero musical que consagrou Bob Dylan)com toda a sua força. Davis é um dos muitos expelidos do sonho americano que frequentam a filmografia dos Coen, mas o filme é um tour de force por se esmerar em um fiapo de história e ofertar grandes insights sobre a existência.

Clube de Compras Dallas 11

Direção: Jean-Marc Vallée

Lançamento original: 2013

País: EUA

Esqueça, se for possível, as fantásticas e oscarizadas atuações de Matthew McConaughey e Jared Leto. Esse misto de filme-denúncia com história de sobrevivência tem um coração do tamanho de um elefante. Com um roteiro acima da média e atores em estado de graça, Vallée fez um doloroso e importante filme sobre o surgimento atroz da Aids na América e a maneira desumana com que a indústria farmacêutica abordou a questão.

O passado - versão final 11

Direção: Asghar Farhadi

Lançamento original: 2013

Países: França/Irã

Não era fácil superar “A separação”, poderoso filme vencedor de vários prêmios que colocou Asghar Farhadi no mapa da cinefilia. Se não o faz, Farhadi falha com louvor. “O passado” expande o olhar investigativo do diretor sobre as reminiscências de nossas relações amorosas. Existe ética no amor? O sobressalto do amor é capaz de sobrepujar diferenças culturais? O debate ensejado por essa riquíssima obra não se esgota ao fim da sessão.

O homem duplicado  - versão final 1

Direção:  Denis Villeneuve

Lançamento original: 2013

País: Canadá

Essa adaptação certeira de José Saramago versa sobre a singularidade do indivíduo à sombra da sociedade. A formulação e reconhecimento da identidade, portanto, forma a matéria prima do filme de Villeneuve. Um professor à beira da depressão descobre um sósia e resolve segui-lo para saber mais sobre a curiosa situação. O despojamento estético da obra, a gravidade da inflexão proposta e o rigor da mise-em-scène tornam “O homem duplicado” um dos filmes mais inteligentes e desafiadores do ano.

Ida - versão final 1

Direção: Pawel Pawlikowski

Lançamento original: 2014

País: Polônia

Filmado em um preto e branco hipnotizante, essa história singela de uma freira que descobre ser filha de judeus perseguidos e mortos durante o regime nazista, estabelece um painel histórico sobre a Polônia que agonizou durante boa parte do século XX. “Ida” é daqueles filmes obrigatórios não só para quem gosta de cinema, mas para que percebe na sétima arte uma válvula contínua de reflexão e história.

 Instinto materno - versão final

Direção: Calin Peter Netzer

Lançamento original: 2013

País: Romênia

Equacionar um conflito geracional e familiar a um conflito de classes em uma Europa em decadência exige um diretor de pulsos fortes. Netzer alinhava essa trama na qual uma mãe se ressente do afastamento nada sutil de seu filho, mas que não hesita em mover mundos e fundos quando ele enfrenta a possibilidade de ir para a cadeia por homicídio culposo. A fita romena é um poderoso estudo as contradições humanas e um retrato desolador do poder desestabilizador do dinheiro.

Ninfomaníaca - versão final 11

Direção:  Lars Von Trier

Lançamento original: 2013/2014

Países: Dinamarca/Alemanha/França/Inglaterra

São dois volumes, mas trata-se, na verdade, de apenas um filme e assim “Ninfomaníaca” surge em nossa lista. O filme de sexo explícito de Lars Von Trier é, em sua essência, um estudo libertino e imaginativo sobre nossas angústias existências, refletidas como bem lembraria Freud, no sexo. O cineasta dinamarquês perpassa diferentes fetiches e obsessões, começa trabalhando com arquétipos e por fim dá voz a sua heroína, Joe, parra arrematar o mais deserotizado filme a abordar o sexo que o cinema já viu. Von Trier, a despeito de muitos desapontamentos, não queria distrair a audiência tão interessada em suas digressões.

 Sob a pele - versão final

Direção: Jonathan Glazer

Lançamento original: 2013

País: Inglaterra

O filme é hermético? Sim. É uma experiência estética intrigante? Também. É bom? Demais! “Sob a pele” é o que se convém classificar como filme difícil. Mas a obra de Jonathan Glazer é das mais brilhantes de 2014 no que propõe sobre o homem – como espécie –  e o meio. Scarlett Johansson faz uma alienígena que atrai homens com sua aparência para matá-los, mas aos poucos vai se afeiçoando pelo que nos caracteriza humanos. Filme de muitas camadas, permite interpretações a contento. É para ser descoberto, apreciado e redescoberto.

 Praia do futuro (versão)

Direção: Karim Aïnouz

Lançamento original: 2014

Países: Brasil/Alemanha

Um filme sobre impulsividade. Sobre assumir os próprios desejos. Sobre renúncia. Sobre tesão. Sobre ser homem. E sobre amar outro homem. “Praia do futuro”, novíssima obra-prima em só menor de Karim Aïnouz, opõe a cosmopolita Berlim à ensolarada Fortaleza como versões conflitantes do protagonista Nonato, defendido com a habitual entrega por Wagner Moura. Um filme que dá orgulho de dizer que é brasileiro.

 Nebraska -  versão final

Direção: Alexander Payne

Lançamento original: 2013

País: EUA

Um road movie banal no recorte que faz do extraordinário. Ou seria o contrário? Alexander Payne borra a noção de extraordinário e banal ao contar a história de um homem que já dá os primeiros sinais de senilidade em uma viagem para resgatar um prêmio que não existe. No meio do caminho, as pazes com o passado e com seu filho. Um filme belíssimo que resiste ao tempo e cresce de tamanho à medida que nos afastamos dele. Uma das grandes joias do ano nos cinemas brasileiros.

 Era uma vez em NY - versão final 11

Direção: James Gray

Lançamento original: 2014

País: EUA

Vamos começar falando pelo plano que fecha o filme. É a coisa mais fascinante e narrativamente eloquente feita por um diretor em muitos anos. O fecho de “Era uma vez em Nova York” potencializa essa história de tragédia e amor em uma Nova York mais parasita do que receptiva aos estrangeiros que buscam o sonho americano. Polonesa chega aos EUA e se vê obrigada a se prostituir para conseguir liberar sua irmã tuberculosa que ficou detida ao desembarcar nos EUA. Os arremedos do destino podem ser cruelmente poéticos é o que sugere esse poderoso filme de James Gray.

 Relatos selvagens - versão final 11

Direção: Damián Szifron

Lançamento original: 2014

País: Argentina

Nenhum filme combinou as tarefas de entreter e ensejar reflexão com tamanha astúcia e eficácia como este exemplar argentino, a maior bilheteria da história do cinema hermano.

Em seis inspirados episódios, Szifron tece comentários fortes e espirituosos sobre nossa sociedade – tudo a partir do pouco civilizado desejo de vingança. Humor, violência, tensão e drama se fundem a um todo que faz todo o sentido.

 Mesmo se nada der certo - versão final 11

Direção: John Carney

Lançamento original: 2014

País: EUA

Pense no filme mais saboroso do ano. Se você não pensou em “Mesmo se nada der certo” quer dizer que você não viu o filme mais saboroso do ano. John Carney reedita, com mais inspiração e uma bela dose de Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine, a fórmula que já havia aplicado em “Apenas uma vez”, faz uma crítica bem sacada dos rumos da indústria musical e conta uma história agridoce sobre corações partidos, amor à música e Nova Iorque. Não tem como não amar!

 Miss violence - versão final2

Direção: Alexandro Avranas

Lançamento original: 2013

País: Grécia

Aborto, incesto e outros tipos de abuso familiar compõem o painel desse poderoso e chocante drama grego. Multipremiada, a fita de Avranas faz um retrato triste e pálido de uma Grécia caída em desgraça. As ruínas da civilização se refletem em uma família que tenta manter a aparência altiva, mas a câmera insiste em insinuar que há algo de muito errado submerso naquela rotina familiar que abraçou com estranha tranquilidade o suicídio de uma menina em seu aniversário de 11 anos. Nada nos prepara para as verdades que emergirão desse olhar intrusivo que dispensamos a essa família.

 Trapaça - versão final

Direção:  David O. Russell

Lançamento original: 2013

País: EUA

Não há personagens como nos filmes de David O. Russell. Em “Trapaça”, ambientando nos anos 70, eles buscam a reinvenção como combustível para uma vida plena. Cafona, exagerado, colorido, musicado e cheio de diálogos espertos,“Trapaça” é irresistível. É um filme verdadeiro com seus personagens e correto com a plateia. O entretenimento desta, ou qualquer mensagem, não se sobrepõem à jornada dos personagens. É bom cruzar com um filme destes de vez em quando. E que personagens!

Boyhood - versão final 11

Direção: Richard Linklater

Lançamento original: 2014

País: EUA

2014 talvez seja lembrado como o ano de “Boyhood” e, se vingar, será um bom rótulo cinéfilo para o ano. A produção de Richard Linklater é corajosa, esteticamente inovadora, narrativamente cativante, mas acima de tudo, é cinema bruto. De raiz. Acompanhamos a vida de um menino por doze anos. Simples assim. Mas são doze anos mesmo… Realidade e ficção se embaralham nesse misto de vanguarda e nostalgia que Linklater forjou. Ensimesmados, agradecemos!

 K

Direção: Dan Gilroy

Lançamento original: 2014

País: EUA

Qual a relação entre a deturpação do sonho americano e o sensacionalismo midiático? Talvez não haja nenhuma, mas talvez haja. “O abutre” certamente flerta com a possibilidade ao mostrar a súbita ascensão de um homem sem grandes ambições como cinegrafista de tragédias nas noites de Los Angeles. Um aterrorizante Jake Gyllenhaal dá o tom de um dos filmes mais subversivos e pungentes da temporada.

Ela - versão final

Direção: Spike Jonze

Lançamento original: 2013

País: EUA

Pode o grande romance do ano ser entre um homem e um sistema operacional? Pode sim! Mas “Ela” é muito mais do que isso. É um olhar tenro para nossa necessidade de conexão. Um vaticínio sobre esses tempos de solidão e uma deliciosa crônica sobre amar, não necessariamente sobre o amor – ainda que a relação seja intrínseca. “Ela” é cult, pop, inteligente, anacrônico, hi-tech , ficção científica e romance. Esse hibridismo bem adornado por Spike Jonze amarga e adoça como tudo que é realmente bom na vida.

 Garota exemplar - versão final

Direção: David Fincher

Lançamento original: 2014

País: EUA

Uma tenaz análise do casamento e de seus e efeitos sobre o individuo e sobre o casal ao longo dos anos no mesmo compasso que é uma crítica virulenta à sociedade do espetáculo. Tudo em ritmo de thriller. David Fincher, com sua elegância habitual, entrega outro filme maiúsculo com turns e subplots sempre impactantes e cativantes. Ben Affleck nunca esteve melhor e Rosamund Pike, mais assustadora. “Garota exemplar” é um filme salutar em todos os seus arranjos e dividendos.

 O lobo de Wall Sreet - versão final

Direção:  Martin Scorsese

Lançamento original: 2013

País: EUA

Uma obra-prima moderna. É um neoclássico. Adjetivos à parte, essa crônica da ganância insolvente alinhada por Martin Scorsese a partir de um caso real saído da Wall Street dos anos 90 é puro cinema de imersão. Da fotografia convidativa à alucinada atuação de Leonardo DiCaprio, “O lobo de Wall Street” transborda na tela com sua incorreção política, seus inúmeros “fuck” e o olhar potente de um cineasta no auge de sua forma.

Fotos: montagem sobre imagens de divulgação

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sábado, 27 de dezembro de 2014 Filmes, Listas | 10:28

Retrospectiva 2014 – Os dez grandes personagens do ano no cinema

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10 – Lucy (Scarlett Johansson) no filme “Lucy”

personagens - Lucy

Uma jovem alienada que se transforma em mula (para transporte de drogas) e que vira uma heroína superpoderosa. Essa é Lucy, que vê a capacidade de uso do seu cérebro aumentar vertiginosamente após ingerir uma determinada substância no descolado e original filme de Luc Besson. Lucy é a principal porta-voz, nas bilheterias principalmente, de um movimento feminista que o cinema viu em 2014 com o sucesso de produções como “Malévola”, “Divergente” e “A culpa é das estrelas”.

9 – Woody Grant (Bruce Dern)  em “Nebraska”

personagens - woody

Você já se sentiu injustiçado pelo rumo que a sua vida tomou? É mais ou menos assim que Woody se sente, mas o personagem defendido com bravura por Bruce Dern rejeita assumir sua cota de responsabilidade na vida que agora se encontra no derradeiro ato. Passa por aí o desejo irrefreável de sacar um prêmio que não existe. Intragável de um jeito doce, Woody representa o fracasso que tentamos esconder embaixo do tapete.

8 –  Cornelia (Luminita Gheorghiu) em “Instinto materno”

personagens - Cornelia

Que mãe não faria tudo por seu filho? Nesse poderoso exemplar do cinema romeno, Cornelia personifica o paraíso e o inferno dessa constatação. Depois que seu filho se vê envolvido no atropelamento e morte de um menino pobre, Cornelia se engaja de corpo e alma para evitar que seu filho vá para a prisão. O desprendimento dessa mãe, que por vezes ultrapassa certos limites éticos, confere sentido à pergunta que todos veem como clichê.

7 – Gretta (Keira Knightley) em “Mesmo se nada der certo”

Personagens - Gretta

Depois de abandonada pelo namorado, enamorado com a fama conquistada como cantor, Gretta se vê só e triste pelas ruas de Nova York. Instigada por um produtor musical decadente que vê nela uma estrela adormecida, Gretta decide cantar as composições agridoces de um repertório muito pessoal. Iluminada pelo jeito dengoso de Keira Knightley, a personagem é a mais solar e vibrante da lista e, possivelmente, do cinema em 2014.

6 – Johanna Parry (Kristen Wiig) em “Amores inversos”

personagens - johanna

A apatia pode ser apenas aparente? Essa personagem melancólica e, ainda assim, extremamente cativante sugere que sim. Por trás de uma timidez e de uma ingenuidade acintosas, Johanna esconde uma fé no ser humano e um amor ao próximo que chocam por parecerem totalmente inadequados aos tempos em que vivemos. Aos poucos, ela vai mudando a vida daqueles com quem passa a conviver, especialmente o ex-presidiário traumatizado interpretado por Guy Pearce.

5 – Romina (Erica Rivas) em “Relatos selvagens”

personagens - Romina

Imagine descobrir no dia do seu casamento que aquele que agora é seu marido já estava te traindo e que ainda convidou o affair para a cerimônia? Esse horror se abate sobre Romina que reage como o turbilhão que se espera do sangue latino. Romina grita, dança, transa com o cozinheiro e faz muito, mas muito mais para exorcizar os fantasmas passados. Ah, se soltássemos mais vezes a Romina que existe em todos nós…

4 – Mason (Ellar Coltrane) em “Boyhood – da infância à juventude”

personagens  - Mason

Ver um personagem crescer no mesmo compasso que o ator que o interpreta foi uma experiência nova que 2014 proporcionou aos cinéfilos. Mason é um garoto como outro qualquer e podemos observar sua formação pelos olhos sempre carinhosos do cineasta Richard Linklater. Mas um garoto qualquer, como todos nós sabemos, vive momentos extraordinários.  Por mais comuns que eles sejam.

3 – Nick Dunne (Ben Affleck) em “Garota exemplar”

personagens  - Nick Dunne

A escolha óbvia seria listar Amy, a mulher de Nick que some no quinto aniversário de casamento deles. Mas se Amy vai se revelando fascinante com o tempo, Nick exala normalidade tremulante conforme o filme avança. No entanto seu aspecto banal é posto à prova à medida que a suspeita de que matou sua esposa vai se consolidando. Das escolhas que faz à representação de sua melhor versão, Nick é um enigma à altura de Amy. Ou vice-versa.

2 – Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) em “O lobo de Wall Street”

personagens  - jordan

Como um implacável lobo das finanças, Belfort é o único personagem da lista que tem ascendência na realidade. Carismático, profano, competitivo e extremamente perspicaz, Belfort faz o crime parecer algo menor do que de fato é. Essa malemolência o distingue como um tipo singular em nossa sociedade, que nos desperta misto de desprezo e admiração, e o torna necessário a Wall Street como o oxigênio é para nossa sobrevivência.

1 – Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) em “O abutre”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Com um visual perturbador e uma atitude que, aos poucos, vai se revelando sociopata , Bloom é o personagem do ano pela urgência que nos aflige a investigá-lo dentro de nós mesmos e pelo horror que nos enseja quando finalmente o fazemos. Diferente de Belfort, que é real, Bloom é uma alegoria de nossa vergonha; e como tal é acachapante.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014 Atrizes, Fotografia, Listas | 06:16

Dez atrizes em dez fotos sensuais de 2014

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Jessica Paré em foto para a Esquire Dicas de filme: "Assunto de meninas" (2001) e "Paixão À flor da pele"

Jessica Paré em foto para a Esquire
Dicas de filme: “Assunto de meninas” (2001) e “Paixão À flor da pele”

Rashida Jones em foto para a GQ Dicas de filmes: "Celeste e Jesse para sempre" (2011) e "A rede social" (2010)

Rashida Jones em foto para a GQ
Dicas de filmes: “Celeste e Jesse para sempre” (2011) e “A rede social” (2010)

Lake Bell para a Esquire  Dicas de filmes: "Uma boa e velha orgia" (2011) e "Terror na ilha" (2012)

Lake Bell para a Esquire
Dicas de filmes: “Uma boa e velha orgia” (2011) e “Terror na ilha” (2012)

Margot Robbie para a W Dica de filme: "O lobo de Wall Street" (2013)

Margot Robbie para a W
Dica de filme: “O lobo de Wall Street” (2013)

Cameron Diaz para a Esquire Dicas de filmes: "O conselheiro do crime" (2013) e "A caixa" (2009)

Cameron Diaz para a Esquire
Dicas de filmes: “O conselheiro do crime” (2013) e “A caixa” (2009)

Kren Junqueira para a revista Status Dica de filme: "A pelada" (2013)

Karen Junqueira para a revista Status
Dica de filme: “A pelada” (2013)

Evangeline Lilly para a Esquire  Dicas de filmes: "Depois de partir" (2007) e "Gigantes de aço" (2011)

Evangeline Lilly para a Esquire
Dicas de filmes: “Depois de partir” (2007) e “Gigantes de aço” (2011)

Lizzy Caplan para a GQ Dica de filme: "Quatro amigas e um casamento"

Lizzy Caplan para a GQ
Dica de filme: “Quatro amigas e um casamento”

Sarah Gadon para a W Dica de filme: "Cosmópolis" (2012)

Sarah Gadon para a W
Dica de filme: “Cosmópolis” (2012)

Scarlett Johansson para a Esquire  Dicas de filmes: "Lucy" (2014) e "Ela" (2013)

Scarlett Johansson para a Esquire
Dicas de filmes: “Lucy” (2014) e “Ela” (2013)

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Atores, Curiosidades, Listas | 05:26

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações masculinas do ano

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Jonah Hill (“O lobo de Wall Street”)

Atores - Jonah

Os olhos esbugalhados, a ansiedade extrapolada como quem está à beira de um infarto e o humor perverso de Donnie Azoff, o braço direito do lobo de Wall Street, são alguns dos cacoetes geniais bancados por Jonah Hill, ator que quando quer mata a cobra e mostra o pau (literalmente, no caso aqui). Hill recebeu sua segunda indicação ao Oscar em três anos pelo papel. Coisa que muito ator mais valorizado não tem para botar no currículo. Não é pouca coisa.

Michael Fassbender (“12 anos de escravidão”)

Atores  - Michael

Esse alemão de ascendência irlandesa é um ponto fora da curva. Astro tardio, combina carisma e talento em escalas sempre surpreendentes. Como a encarnação do mal no filme de Steve McQueen, ele tergiversa a humanidade do senhor de escravos que interpreta ao sublinhar o desespero de um homem apaixonado por sua escrava e sem saber o que fazer com o sentimento que nutre por um “objeto”.

Leonardo DiCaprio (“O lobo de Wall Sreet”)

Atores - leo

Voraz, dínamo sexual, zombeteiro, esperto, chocante e, acima de tudo isso, nauseante. Este é Leonardo Dicaprio, à imagem e semelhança do biografado nesta obra-prima moderna de Martin Scorsese que é “O lobo de Wall Street” (alguma dúvida de que o filme figurará na lista de melhores do ano da coluna?). DiCaprio atinge as notas mais altas de uma carreira cheia de grandes arranjos ao compor um homem alucinado e banhado na cobiça exacerbada de um conceito de vida que tem seus ciclos. E ele quer estar no topo de todos eles.

Joaquin Phoenix (“Ela”/ “Era uma vez em Nova York”)

Joaquin 3

Phoenix é daqueles atores que nos faz levantar os braços para os céus e agradecer a Deus, orixás ou qualquer energia e presença que deva ser agradecida por tamanho talento. Praticamente todo filme que estrela entra na lista de melhores do ano e suas atuações, bem, suas atuações são sempre revigoradas, cheias de vida, detalhes e profundamente conectadas com a verdade buscada pelo roteiro. É assim em “Ela”, misto de romance e ficção científica imaginado por Spike Jonze, e em “Era uma vez em Nova York”, saga desromantizada do sonho americano alçada por James Gray – com quem Phoenix habitualmente colabora. Trabalhos em diferentes tons e compassos, mas dotados da mesma obstinação e fervura.

Jake Gyllenhaal (“O abutre”/”O homem duplicado”)

Jake 3

Jake Gyllenhaal rejeitou a alcunha de astro para viver o cinema. Essa experiência tem sido recompensadora para ele e para o público. Em 2014, o ator estrelou dois dos filmes mais instigantes, desafiadores e reflexivos da temporada. Gyllenhaal vai se revelando ator de muitos recursos e gana. Se perdeu peso e mergulhou na sociopatia de seu personagem em “O abutre”, em “O homem duplicado” foi fundo no jogo de espelhos proposto pela obra de Saramago. Um ator sem medo de tatear o desconhecido.

Jesuíta Barbosa (“Praia do futuro”)

Atores - Jesuíta

Jesuíta Barbosa é um poço de talento e um ímã tão poderoso que o gigante Wagner Moura parece um acessório de cena em “Praia do futuro”. Esse dom natural é temperado com uma expressividade corporal e sentimental que poucos atores, brasileiros ou estrangeiros, dispõem. Barbosa tem pouco tempo em cena no filme, mas a lembrança de sua passagem é das mais perenes.

Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”/ “O lobo de Wall Street”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

É até chato falar da reinvenção de Mathhew McConaughey e blá, blá, blá. Mas o signo de McConaughey paira sobre 2014. Na TV, o assombro que foi sua participação em “True Detective”. O Oscar, justíssimo, por “Clube de Compras Dallas” dispensa defesas sobre sua figuração nesta lista. Mas se você quer medir um grande ator o desafie a superar a participação de cinco minutos de Matthew McConaughey em “O lobo de Wall Street”. É de dar desarranjo em muito ator discípulo do método de Lee Strasberg.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 05:40

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações femininas do ano

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Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

Atrizes - J. Law

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence é essa explosão de talento a qual não se consegue desviar os olhos. Em “Trapaça” ela entrega a melhor atuação de uma carreira que vai se desenhando com ótimos desempenhos. Na pele de uma mulher bipolar, ela exagera, transborda, caricatura e captura a verdade de uma personagem que é uma montanha russa emocional, ou como o vigarista vivido por Christian Bale tão bem classifica: “o Picasso do karatê passivo-agressivo”.

Amy Adams (“Trapaça”)

Atrizes - Amy adams

Se Lawrence é a combustão do filme de David O. Russell, Amy Adams é o coração da obra. Vulnerável, mas poderosa, a atriz responde pelos momentos mais tenros e genuínos do filme. Adams entende a busca de sua personagem e a coloca como prioridade absoluta de uma composição cheia de detalhes, gestos e uma sensualidade triste como pouco se viu no cinema.

Scarlett Jonhansson (“Sob a pele”)

Atrizes - scarlett

Como representar um alienígena em uma ficção científica que visa desconstruir nossa humanidade? Não é uma resposta fácil, mas o desempenho de Scarlett Johansson – que teve um 2014 para marcar na memória – é o mais próximo de uma resposta que poderemos tatear. Johansson alterna naturalismo e nonsense para construir uma não-personagem. Das coisas mais fascinantes que um intérprete (homem ou mulher) apresentou neste ano.

 

Marion Cotillard (“Era uma vez em Nova York”)

Atrizes - Marion

Cotillard é daquelas atrizes que se impõe em qualquer lista. Aprendeu polonês para o filme de James Gray, mas parece que já nasceu falando, tamanha a emoção expressa no idioma. O inglês, que domina com tranquilidade, sai cheio de hesitação e dor para dar viço à imigrante polonesa que passa maus bocados quando chega a Nova York fugindo da segunda guerra. Um trabalho notável em todos os aspectos possíveis e imagináveis.

Deborah Secco (“Boa sorte”)

Atrizes - Deborah

Deborah Secco, há quem diga, ainda tem que comer muito arroz e feijão para que uma comparação com Fernanda Montenegro possa ser aventada. Mas fica o registro. Deborah caminha a passos largos para ir além, como comprovam suas incursões no cinema. Em ‘Boa sorte”, a aparência franzina é o que menos impressiona. Os vestígios de uma mulher enamorada da morte, mas cheia de vida são o cartão postal de uma grande atriz em construção.

Kim Dieckens (“Garota exemplar”)

atrizes - Kim

Não é comum vermos detetives duronas no cinema atual. David Fincher e Gillian Flynn, as mentes por trás de “Garota exemplar” deram a oportunidade para que Kim Dieckens nos fizesse lamentar essa realidade. Dieckens, atriz pouco conhecida, não desperdiçou a chance. Ela entrega uma composição saborosa de uma policial honesta, focada e com o senso de humor exato para lidar com a investigação escabrosa que cruza o seu caminho.

Rosamund Pike (“Garota exemplar”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O papel de Amy Dunne exigia uma atriz capaz de comedimento e hipérbole. Não são todas as atrizes que conseguem conjugar isso em um mesmo registro cênico. Palmas para Pike que deve crescer e aparecer em Hollywood depois de brilhar (e muito) em “Garota exemplar”.

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domingo, 21 de dezembro de 2014 Curiosidades, Listas | 06:08

Retrospectiva 2014 – As dez personalidades do ano no mundo do cinema

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O ano de 2014 foi movimentado para muitos astros, estrelas e personalidades do cinema. Prêmios, casamentos, escândalos e filmes. Teve de tudo em 2014! O Cineclube passou o pente fino e apresenta as dez personalidades que mais se destacaram no ano que se despede.

 

10 – Amy Pascal

Amy Pascal em foto tirada antes de falar mal de Angelina Jolie Foto: Getty

Amy Pascal em foto tirada antes de falar mal de Angelina Jolie
Foto: Getty

Não é todo dia que uma chefe de estúdio, no caso a única mulher a presidir um estúdio de cinema, figura em uma lista como essa. Mas Amy Pascal, conhecida por ser uma prospectora de talentos tão sagaz quanto executiva impiedosa, se viu no epicentro do escândalo já chamado de sonygate. Nos documentos e e-mails vazados por hackers norte-coreanos como retaliação à Sony por produzir o filme “A entrevista”, Pascal fala mal de Leonardo DiCaprio, Denzel Washington, Angelina Jolie, entre outros. Além de fazer piadas de teor racista envolvendo o presidente Obama.

9 – George Clooney

Um 2014 sem filmes para Clooney e mesmo assim histórico Foto: divulgação/Nespresso

Um 2014 sem filmes para Clooney e mesmo assim histórico
Foto: divulgação/Nespresso

Ele não estrelou nenhum filme em 2014. Mas o casamento de George Clooney, até então incensado como o solteiro mais cobiçado do planeta, foi um evento ímpar. O cerimonial durou cinco dias, contou com a presença de diversas personalidades e mobilizou a imprensa mundial. Um novo comercial do Nespresso e intervenções frequentes pela paz no Sudão do Sul também estiveram entre os destaques de Clooney que encerrou as gravações de “Tomorroland” este ano e anunciou que fará um filme sobre o escândalo das escutas bancadas pelo finado tabloide News of the World.  Mas quem se importa? Afinal de contas, 2014 marcou o fim da solteirice de seu maior ícone.

 

8 – Christopher Nolan

Nolan observa o horizonte: tempos difíceis para o cineasta de mais liberdade em Hollywood se aproximam Foto: Getty

Nolan observa o horizonte: tempos difíceis para o cineasta de mais liberdade em Hollywood se aproximam
Foto: Getty

Ele talvez seja o diretor que mais provoca polarização e no ano em que lançou um de seus mais ambiciosos projetos, a ficção científica “Interestelar”, essa divisão ficou bem clara. Nolan não repetiu o sucesso de crítica ou mesmo a bilheteria que se habituou a produzir, mas continuou sendo um dos mais significativos ases do mundo do entretenimento, como bem definiu a revista Time em reportagem de capa que fez com o cineasta britânico.

 

7 – Matthew McConaughey

Um ano alright alright alright para o ator que parece não saber mais fazer filme ruim. Ops! Alguém pensou em "Interestelar"?  Foto: Getty

Um ano alright alright alright para o ator que parece não saber mais fazer filme ruim. Ops! Alguém pensou em “Interestelar”?
Foto: Getty

Ele ganhou o Oscar e todos os outros prêmios possíveis e imagináveis por sua atuação em “Clube de compras Dallas”. Bastaria para McConaughey se credenciar a esta lista, mas o ator ainda esteve em outros dois filmes muito comentados no ano. “O lobo de Wall Street” e “Interestelar”. Não era possível ignorar.

 

6 – Scarlett Johansson

Johanson elevou o girl power a outro patamar em 2014 e isso não tem nada a ver com o fato de devorar homens em "Sob a pele" Foto: reprodução/SodaStream

Johanson elevou o girl power a outro patamar em 2014 e isso não tem nada a ver com o fato de devorar homens em “Sob a pele”
Foto: reprodução/SodaStream

Nenhuma atriz foi tão onipresente em 2014 como Scarlett Johansson. Depois de ser ver envolvida em uma inusitada intriga envolvendo Israel e uma marca de refrigerantes, a atriz apareceu em um blockbuster hollywoodiano (“Capitão América – o soldado invernal”), em uma ficção científica casca grossa (“Sob a pele”) e assumiu sua vocação de heroína em “Lucy”, o filme totalmente original mais rentável de 2014. Virou mamãe também. E se casou. Ufa! Ah, e pela primeira vez na carreira, Scarlett Johansson fez um nu frontal no cinema. Mas não foi por isso que ela entrou na lista, ok?

 

5- Richard Linklater

Richard Linklater pensando o cinema fora de sua caixinha habitual Foto: reprodução/L.A Times

Richard Linklater pensando o cinema fora de sua caixinha habitual
Foto: reprodução/L.A Times

Vanguardista por vocação, o cineasta foi além do que os entusiastas de seu cinema criam possível em 2014. Bem, na verdade, em 2014 ele apenas lançou um dos projetos mais ambiciosos da história do cinema. “Boyhood – da infância à juventude” não é apenas um dos filmes mais belos e significativos do ano, é um novo paradigma cinematográfico.

 

4- Angelina Jolie 

Angelina Jolie brilhando em todas as frentes possíveis em 2014 Foto: reprodução/The Hollywood Reporter

Angelina Jolie brilhando em todas as frentes possíveis em 2014
Foto: reprodução/The Hollywood Reporter

Angelina Jolie recebeu quase U$ 30 milhões para estrelar “Malévola”. Mas seu carisma incomparável garantiu à produção da Disney uma bilheteria de mais de U$ 800 milhões internacionalmente. Mais do que qualquer super-herói arrecadou no ano. Não obstante, Angelina ainda lança seu segundo filme como diretora no apagar das luzes de 2014. O nome do filme? “Invencível”. Mas sem trocadilhos espertos, por favor!

 

3 – Shailene Woodley

Shailene já provoca apreensão nos fãs de Jennifer Lawrence. Por que será?  Foto: reprodução/ Gloss

Shailene já provoca apreensão nos fãs de Jennifer Lawrence. Por que será?
Foto: reprodução/ Gloss

No futuro, talvez, 2014 seja lembrado como o ano em que Shailene Woodley se apoderou da cultura pop. A atriz esteve à frente do elenco de dois hits do ano. As adaptações de best-sellers infanto-juvenis “A culpa é das estrelas” e “Divergente”. Não obstante, ainda estrelou a produção independente “Pássaro branco na nevasca” e tem gente que já fala em indicação ao Oscar. Te cuida J. Law!

 

2 – Michael Keaton

Keaton com seu look "Oscar vem ni mim": ressurgido das cinzas hollywoodianas Foto: divulgação

Keaton com seu look “Oscar vem ni mim”: ressurgido das cinzas hollywoodianas
Foto: divulgação

Esse certamente estará no Oscar de 2015. Se marcará presença na nossa lista do ano que vem, porém, é uma incógnita. Mas se julgarmos pelo 2014 de Keaton, as chances estão em seu favor. O ator retirou-se do ostracismo e colhe elogios pelo filme “Birdman”, mas já sinalizava essa ressureição com a sátira de Steve Jobs que tirou da cartola no “Robocop” assinado por José Padilha. Em “Need for Speed – o filme” salvou a fita do marasmo e mostrou que ainda tem muita lenha para queimar em Hollywood.

1 – Lars Von Trier

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não se falava em outra coisa no início do ano que não a bendita ninfomaníaca de Lars Von Trier. Dividido em dois tomos, o corte do diretor foi exibido no Brasil em outubro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. “Ninfomaníaca” é tudo o que se pode esperar de Von Trier. Provocador, contraditório, hermético e anticlimático. O dinamarquês, que havia prometido jamais conceder outra entrevista após o fatídico episódio envolvendo Hitler em Cannes, disse a uma jornal dinamarquês que receia não mais fazer filmes no futuro. Von Trier está preocupado com o impacto que a sobriedade pode ter sobre sua verve criativa. O cineasta que revelou ser viciado em drogas lícitas e ilícitas filosofou: “Nenhuma expressão criativa com valor artístico foi criada por ex-adictos”. O paradoxo de Von Trier o eleva ao primeiro posto desta lista.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 Filmes, Fotografia, Listas | 05:00

Retrospectiva 2014 – Os 20 melhores pôsteres do ano

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Uma das coisas mais bacanas da cinefilia é admirar os cartazes promocionais dos filmes. São com eles que estúdios e produtores começam a flertar com o interesse do público. O Cineclube elaborou uma lista com os cartazes mais criativos, originais, belos, instigantes, provocantes e impactantes de 2014. Alguns filmes já foram exibidos no Brasil, outros ainda não foram lançados, mas devem chagar no começo do ano. Há, ainda, os mais artísticos, que ainda não têm lançamento comercial garantido no país. Mas os cartazes…! Bem, os cartazes são outra história.

"Foxcatcher: uma história que chocou o mundo"

“Foxcatcher: uma história que chocou o mundo”

O recorte da face de Steve Carell sobre a mansão em que uma tragédia histórica aconteceu dá o tom grave do cartaz e do filme

"Birdman"

“Birdman”

O cartaz asiático de “Birdman” exterioriza o conflito interno do personagem vivido por Michael Keaton

"Birdman"

“Birdman”

O homem-pássaro flutua pelas ruas de Nova York enquanto o restante do elenco surge em telões nesse belo pôster em preto e branco

"A entrevista"

“A entrevista”

Você talvez nunca assista ao filme mais polêmico do ano, mas Franco e Rogen também escandalizam no cartaz

"Mapa para estrelas"

“Mapa para estrelas”

As imagens entrelaçadas dos atores com o icônico letreiro de Hollywood é uma solução visual poderosa

"Sin City: a dama fatal"

“Sin City: a dama fatal”

Lady Gaga brilha no cartaz do filme e esse pano de prato…

"Boyhood - da infância à juventude"

“Boyhood – da infância à juventude”

Tal como o filme, o cartaz exala singeleza e funciona maravilhosamente bem ao fisgar nossa atenção

"Homens, mulheres e filhos"

“Homens, mulheres e filhos”

Brinque de achar Adam Sandler, Jennifer Garner e o restante do elenco do filme neste engenhoso e eloquente cartaz

"Mr. Turner"

“Mr. Turner”

O cartaz não esconde que a pintura, e o gênio por trás dela, são os protagonistas do filme

"Sniper americano"

“Sniper americano”

A tensão dramática de Bradley Cooper rima com o flanar da bandeira americana. Piegas, porém impactante…

"O mensageiro"

“O mensageiro”

Sutileza e assertividade se confundem em um pôster que diz muito sem dizer quase nada…

"O homem duplicado"

“O homem duplicado”

O cérebro é a grande armadilha na adaptação de Saramago e o cartaz brinca com essa percepção

"O homem duplo"

“O homem duplicado”

Jake Gyllenhaal não pode escapar dele mesmo e a simplicidade do cartaz vende essa ideia perfeitamente

"Vício inerente"

“Vício inerente”

O pôster evoca toda o clima noir psicodélico que norteia a trama do novo filme do diretor de “Sangue negro”

"Uma noite de crime 2"

“Uma noite de crime 2”

Armas alinham a bandeira americana no pôster teaser da sequência dessa fábula moral distópica

"Westlands"

“Westlands”

A comédia alemã fala de uma garota com compulsão por sexo e problemas de higiene. O cartaz não entrega, mas sugere com habilidade

"Sob a pele"

“Sob a pele”

O rosto de Scarlett Johansson submerge às estrelas no pôster da ficção científica mais perturbadora e fascinante do ano

"Teen lust"

“Teen lust”

Um rapaz tenta perder a virgindade antes que seus pais o sacrifiquem em um ritual satânico… o cartaz captura a piração do mote do filme

"Whiplash - em busca da perfeição"

“Whiplash – em busca da perfeição”

Da baqueta para o precipício, o pôster dessa sensação do cinema indie escancara o dilema do jovem músico constantemente desafiado por seu professor

"You´re not alone"

“You are not alone”

Uma mulher é perseguida por um sociopata em pleno quatro de julho americano… e o dia da independência ganha outra conotação

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Curiosidades, Listas | 21:55

Retrospectiva 2014 – As melhores canções originais para filmes no ano

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Lorde, Karen O., Adam Levine, Keira Knightley, Justin Timberlake, Birdy e Ethan Hawke estão entre os destaques do ano no que compete às canções originais feitas para cinema. Filmes como “Ela”, “Boyhood – da infância à juventude”, “A culpa é das estrelas”, “Jogos vorazes: a esperança – parte 1” e “Mesmo se nada der certo” apresentaram canções que expandiram a experiência proporcionada pelos filmes e ganharam vida própria. O Cineclube relembra o que de melhor em matéria de música o cinema ofertou em 2014. Aumente o som!

“Lost Stars”( Keira Knightley e Adam Levine), do filme “Mesmo se nada der certo”

“Like a fool” (Keira Knightley), do filme “Mesmo se nada der certo”

“Yellow flicker beat” (Lorde), do filme “Jogos vorazes: a esperança – parte 1”

“The moon song” (Karen O.), do filme “Ela”

“Split the difference/Ryan´s song” (Ethan Hawke), do filme “Boyhood – da infância à juventude”

“Not about angels” (Birdy), do filme “A culpa é das estrelas”

“Hal” (Yasmin Hamdan), do filme “Amantes eternos”

“Please, Mr. Kennedy” (Ed Rush, George Cromarty, T Bone Burnett, Justin Timberlake, Joel Coen e Ethan Coen), do filme “Inside Llewyn Davis – a balada de um homem comum”

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Filmes, Listas, Notícias | 20:00

Os dez melhores filmes do ano pelo American Film Institute antecipa semana agitada da corrida pelo Oscar

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É uma semana agitada para quem curte e acompanha a temporada de premiações no cinema. Na próxima quarta-feira, o sindicato dos atores (SAG) anuncia seus indicados ao SAG 2015. Na quinta-feira, será a vez da Hollywood Foreign Press Association (HFPA), composta por jornalistas estrangeiros baseados em Hollywood, revelarem os indicados para o Globo de Ouro 2015. É uma semana, portanto, que dará forma à corrida pelo Oscar que já começou para valer com alguns prêmios da crítica que já são anunciados desde a semana passada.

Hoje foi a vez do American Film Institute (AFI), prestigiada organização de cinema que zela pela história da sétima arte nos EUA, destacar o seu TOP 10 do ano. Onze filmes entraram na lista. Isso mesmo. Onze. O que não quer necessariamente dizer que se trata de um ano dos mais concorridos, apenas que o AFI se comportou como o velho ditado sugere: com coração de mãe arranjou vaga até mesmo para o até aqui esnobado “Interestelar”, de Christopher Nolan.

Abaixo, você confere a lista dos dez melhores filmes de 2014 no crivo do AFI.

“Sniper americano”

“Whiplash – em busca da perfeição”

“Homem-Pássaro”

“Boyhood – da infância à juventude”

“Foxcatcher – uma história que chocou o mundo”

“O jogo da imitação”

“Interestelar”

“O abutre”

“Caminhos da floresta”

“Selma”

“Invencível”

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domingo, 7 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 16:42

As dez principais atrizes francesas da atualidade

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Na dúvida, faça como os franceses e admire dez mulheres que não só embelezam como abrilhantam a tela do cinema. O Cineclube elaborou uma lista com as principais atrizes da França na atualidade e acredite: há muito mais talento nessa lista do que beleza.

Marion Cotillard

França - Marion (Divulgação)

Foto: divulgação

Ela beira a unanimidade. Conseguiu o que Fernanda Montenegro não conquistou e que, antes dela, apenas Sofia Loren havia conseguido. Um Oscar de melhor atriz por um filme não falado em inglês.  Cotillard trafega com desenvoltura singular pela mais pretensiosa ficção científica hollywoodiana, como “A origem” (2010) e pelo filme artístico mais salutar, como o recente “Dois dias, uma noite”, nova obra dos irmãos Dardenne.

 

Laetitia Casta

Foto: Dolce & Gabbana

Foto: Dolce & Gabbana

Aos 36 anos, ela ainda tem poucos créditos famosos no cinema. Mas Laetitia Casta é uma estrela pronta. Hollywood já a assedia. Em seu primeiro filme americano, ela foi a amante francesa do tubarão de Wall Street vivido por Richard Gere em “A negociação” (2012). Mas antes disso tinha sido a inspiração do mulherengo Serge Gainsbourg, na cinebiografia “Gainsbourg – o homem que amava as mulheres”, na pele de ninguém menos do que a diva mor do cinema francês, Brigitte Bardot.

 

Emmanuelle Béart

Foto: Reprodução/Pure Trend

Foto: Getty Images

Ela já foi uma das maiores musas do cinema francês. Aos 51 anos, Emmanuelle Béart investe no cinema francês com a propriedade que falta a muitas de suas conterrâneas. “Nathalie X” (2003), “Oito mulheres” (2001), “Anjos da guerra” (2003), “Desejos secretos” e o recente “Anos incríveis” (2011) figuram entre seus principais trabalhos.

 

Audrey Tautou

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Musa indie ou ícone hippie? Tautou talvez seja mais reconhecida pela sua breve incursão no cinema americano, ao qual prometeu não voltar, em “O código DaVinci” (2006). Mas a alma dos cinéfilos ela conquistou dando vida à personagem título de “O fabuloso destino de Amélie Poulain” (2001). Hoje em dia ela trafega por gêneros, mas sempre no cinema francês. Entre seus últimos destaques figuram “A espuma dos dias” (2013) e “Therese D.” (2012).

 

Juliette Binoche

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ela é a Meryl Streep dos franceses. A carinhosa e generosa comparação atesta não só a qualidade como a prolixidade de Binoche, que já ostenta quase 60 créditos no cinema. Diferentemente de Streep, no entanto, a francesa atua em produções de diversos países. Ela ganhou o Oscar em 1997 pela atuação em “O paciente inglês” e coleciona oito indicações ao César, o Oscar do cinema francês. Entre seus últimos e referenciáveis trabalhos estão “Cosmópolis” (2012), “Elles”  (2011), “Godzilla” (2014) e “Acima das nuvens” (2014), que chega aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2015.

 

Judith Godrèche

Foto: Reprodução/Wikipedia

Foto: Reprodução/Wikipedia

Aos 42 anos, ela preserva certo anonimato mesmo na frança. Um paradoxo, já que estrelou algumas produções hollywoodianas – ainda que em papéis menores, de grande destaque e contracenou como Leonardo DiCaprio e Steve Martin. “Albergue espanhol” (2002), “Tudo por prazer” (2004) e “A arte de amar” (2011) são seus principais trabalhos na França. Ele retornou recentemente ao cinema americano no ótimo “Segredos de sangue” (2013).

 

Isabelle Huppert

Foto: Reprodução/SZ magazine

Foto: Reprodução/SZ magazine

Um verdadeiro patrimônio do cinema. O ponto é final, mas para quem não conhece essa verdadeira diva francesa é bom correr atrás do prejuízo. Huppert, que já atuou em português, presidiu júri em Cannes e ostenta um currículo com 120 filmes, chega aos 61 anos como o principal expoente de uma geração que teve Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. Não é pouca coisa. Boas dicas de filmes para conhecer a atriz são “A professora de piano” (2001), “Depois do amor” (1992), “Madame Bovary” (1991) e “Minha mãe” (2004).

 

Eva Green

Foto: Campari

Foto: Campari

Símbolo de sensualidade atual, Eva Green já foi Bond Girl e dama fatal no cinema, mas foi o cineasta italiano Bernardo Bertolucci quem cravou a percepção que o mundo teria de Eva em “Os sonhadores” (2003), estreia da atriz no cinema. De lá para cá, tem se dedicado mais ao cinema americano e apareceu em filmes tão diferentes como “Cruzada” (2005), “Sentidos do amor” (2011) e “Sombras da noite” (2012).

 

Adèle Exarchopoulos

Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Aos 21 anos e com esse nome grego que é um charme, Exarchopoulos tem a capacidade de hipnotizar em cena. O mundo a descobriu no intenso, polêmico e maravilhoso “Azul é a cor mais quente” (2013). Está no elenco do próximo filme de Sean Penn como diretor, “The last face”, que estreia em 2015 e com duas produções engatilhadas para estrear na França. Até onde Adèle pode ir?

 

Léa Seydoux

Foto: Reprodução/ W magazine

Foto: Reprodução/ W magazine

O nome ficou badalado depois de contracenar com Adèle Exarchopoulos em “Azul é a cor mais quente”, mas antes disso Léa já tinha estrelado até filme da franquia “Missão impossível”. Musa de Tarantino em “Bastardos inglórios” (2009), a eclética carreira da atriz inclui “A bela Junie” (2008), “Meia-noite em Paris” (2011) e “Adeus, minha rainha” (2012). Em tempo: Léa Seydoux acaba de adentrar à seleta galeria de Bond girls.

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