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Arquivo da Categoria Listas

sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Curiosidades, Filmes, Fotografia, Listas | 05:00

Dez cartazes polêmicos censurados nos Estados Unidos

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Há um órgão nos EUA responsável pela classificação etária e o estabelecimento de outros padrões de conduta para produtores, distribuidores e exibidores de cinema. O nome dele é Motion Picture Association of America (MPAA). O instituto já foi objeto de muitas controvérsias no passado, mas ocasionalmente volta ao olho do furacão da opinião pública com decisões polêmicas como o recente banimento do pôster do filme “Sin City 2: a dama fatal”. A imagem, que sugeria os mamilos da atriz Eva Green, não recebeu qualquer tipo de veto em país ocidental nenhum, com exceção da terra de Obama. No Brasil, a imagem estampou cartazes nas ruas e contracapas de revistas. Este pôster é um dos dez destacados aqui e que foram censurados pelo MPAA. Alguns têm conotação sexual expressa, outros se esmeram na sugestão, há ainda os barrados pela violência ou pela nudez.

O famigerado pôster  de "Sin City 2" com Eva Green e os mamilos desnudos

O famigerado pôster de “Sin City 2” com Eva Green e os mamilos desnudos

Cartaz do terror trash "Teeth - a vagina dentada" com um raio-X que não faz ressalvas ao nome do filme

Cartaz do terror trash “Teeth – a vagina dentada” com um raio-X que não faz ressalvas ao nome do filme

O aclamado "Shame" não escapou da censura com esse cartaz em que o nome do filme é grafado com um efeito que sugere sêmen

O aclamado “Shame” não escapou da censura com esse cartaz em que o nome do filme é grafado com um efeito que sugere sêmen

Claro que a biografia do criador da revista "Hustler", "O povo contra Larry Flynt" não escaparia ilesa

Claro que a biografia do criador da revista “Hustler”, “O povo contra Larry Flynt”, não escaparia ilesa

"Regras da atração" é dos filmes mais polêmicos do início dos anos 2000 e esse pôster não nos deixa mentir

“Regras da atração” é dos filmes mais polêmicos do início dos anos 2000 e esse pôster não nos deixa mentir

A mais recente vítima do MPAA foi "O teorema zero", ficção hardcore de Terry Gilliam. Mas talvez não fosse para tanto...

A mais recente vítima do MPAA foi “O teorema zero”, ficção hardcore de Terry Gilliam. Mas talvez não fosse para tanto…

"Pagando bem, que mal tem?", sátira de Kevin Smith à indústria pornô foi outra vítima do MPAA

“Pagando bem, que mal tem?”, sátira de Kevin Smith à indústria pornô foi outra vítima do MPAA

Sai o sexo e entra a violência de "Jogos mortais 2"...

Sai o sexo e entra a violência de “Jogos mortais 2″…

Sacha Baron Cohen não poderia ficar fora dessa lista. Que tal o pôster de "Ali G indahouse: o filme"?

Sacha Baron Cohen não poderia ficar fora dessa lista. Que tal o pôster de “Ali G indahouse: o filme”?

A Sony teve que cobrir os seis de Rooney Mara no pôster de "Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres"

A Sony teve que cobrir os seios de Rooney Mara no pôster de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Curiosidades, Listas | 05:00

As oito melhores performances auxiliadas por narizes falsos

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Existe uma discussão que agita o mundo do cinema. Até que ponto a maquiagem interfere no processo de interpretação de um ator ou atriz e qual o grau de influência que ela exerce na percepção do público da referida atuação. Isso posto, é inegável que próteses de narizes são capazes de transformar o rosto de um intérprete completamente. Independentemente do peso que essas próteses exercem na atuação e na percepção desta, é fato que contribuem para crermos naqueles personagens. Steve Carell é muito comentado para o próximo Oscar, como o Cineclube já assinalou aqui, por sua atuação em “Foxcatcher – uma história que chocou o mundo”. Inspirado pela prótese que mudou completamente o rosto de Carell, o Cineclube lista as oito melhores atuações que ganharam uma ajudinha de narizes falsos.

O ator Steve Carell e a prótese que transformou sua face em "Foxcatcher"

O ator Steve Carell e a prótese que transformou sua face em “Foxcatcher”

 

Meryl Streep em “A dama de ferro” (2011)

Ela ganhou o terceiro Oscar pelo papel da primeira ministra britânica que inspirava medo e respeito em homens e nações. Além do Oscar para Streep, o filme recebeu o prêmio de melhor maquiagem. Nariz poderoso é isso aí!

 Meryl

Will Smith em “Ali” (2001)

Will Smith em nada lembra Mohammad Ali. Se a prótese do nariz não o fez mais parecido com Ali, pelo menos o deixou com menos cara de Will Smith. Resultado? A primeira indicação ao Oscar na carreira do ator.

Ali

Joseph Gordon-Levitt em “Looper – assassinos do futuro” (2012)

Joseph Gordon-Levitt precisava se parecer com um jovem Bruce Willis. Lentes de contato e próteses fizeram o truque. Se Levitt convenceu como a versão jovem do eterno duro de matar está aberto para subjetivismos, mas o nariz é puro Bruce Willis.

 Looper

Nicole Kidman em “As horas” (2002)

Outra atriz que venceu o Oscar com um nariz postiço. Para interpretar a escritora Virginia Woolf, Nicole Kidman usou uma prótese para desaparecer na figura da atormentada escritora. Dizem as más línguas que sem prótese, Kidman não é uma atriz tão convincente. Pura maldade!

 As horas

Ralph Fiennes na franquia “Harry Potter” (2005 – 2011)

Ok, Lorde Voldemort não tem nariz. Mas Ralf Fiennes tem. A ausência de nariz contribui para o aspecto bestial do arquirrival de Harry Potter e ajuda a definir o tom da performance de Fiennes.

 Ralph fiennes

Orson Welles em “A marca da maldade” (1958)

Como um policial corrupto em “A marca da maldade”, Orson Welles entrega a melhor atuação de sua carreira. Algo que talvez tenha a ver com a discreta prótese que usa em seu nariz.

Orson welles

Steve Martin em “Roxanne”

Steve Martin tem um nariz imenso nesta comédia romântica oitentista. Com vergonha do seu nariz, ele hesita em se declarar para o objeto de sua paixão (Daryl Hannah, quem mais?) e escreve poemas inspirados por ela para que um colega de trabalho, também cativado pela moça, possa conquista-la.

 Roxanne

Robert De Niro em “Touro indomável” (1980)

O que dizer do nariz quebrado de Robert De Niro em “Touro indomável”?  Tão bom e convincente quanto o próprio De Niro em todo o filme.

Touro indomável

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014 Filmes, Listas | 17:16

Cinco filmes para assistir antes de “Interestelar”

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Chegou nesta quinta-feira aos cinemas brasileiros, um dos filmes mais aguardados do ano. Mas antes de sair de casa para se impressionar com “Interestelar”, o espectador pode fazer um intensivão em ficção científica e assistir cinco filmes essenciais para uma melhor compreensão do novo e ambicioso projeto de Christopher Nolan.

 

“2001 – uma odisseia no espaço” (EUA, 1968)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Considerado por muitos como um dos melhores filmes de todos os tempos e por muitos outros a maior ficção científica da história. O próprio Nolan já admitiu ser a obra-prima de Kubrick uma referência vívida em “Interestelar”. A trama remete a uma viagem espacial a Júpiter para investigar um misterioso e enigmático monolito que está interferindo na órbita terrestre. Durante a viagem, o computador Hal 9000 sofre uma pane e começa a eliminar os tripulantes.

“Interestelar” reaproveita muitas das ideias ensejadas por “2001”, além de resgatar o espírito filosófico do filme de Stanley Kubrick.

 “A origem” (EUA, 2010)

A origem (11)

Até a chegada de “Interestelar”, essa ficção científica cascuda sobre sonhos e o poder transformador de uma ideia carregava o status de ser o filme mais ambicioso de Nolan.  Leonardo DiCaprio faz um especialista em roubar segredos do inconsciente durante o sono. Mas ele é contratado para implantar uma ideia, algo muito mais perigoso e minucioso. Rever o filme, ou assisti-lo pela primeira vez, é aconselhável para se familiarizar com a metodologia narrativa empregada por Nolan em filmes com uma carga teórica mais densa.

“Prometheus” (EUA, 2012)

Prometheus

Em 2089, dois cientistas reúnem indícios suficientes para justificar a um milionário à beira da morte uma viagem interestelar para investigar as possíveis origens da vida na Terra. Nesta prequela de “Alien- o oitavo passageiro” (1979) conduzida pelo mesmo Ridley Scott que levou o medo em estado bruto para o espaço, há muitas potencialidades narrativas jamais preenchidas, mas o aspecto visual é impressionante e há questões presentes em “Prometheus” que são aventadas no novo filme de Nolan.

“Contato” (EUA, 1997)

Contato

Assim como no mais recente filme de Nolan, nesta ficção científica portentosa de Robert Zemeckis, há fortes vestígios de feminilidade na narrativa. Além dessa característica, há a presença de Matthew McConaughey. Assim como em 1997,  o ator agora é alvo de grande boa vontade da crítica. Em 1997, ele vinha do sucesso “Tempo de matar” e se experimentava na ficção científica. Em 2014, “Interestelar” coroa a boa fase de McConaughey em um filme de franca ambição comercial após colher vários elogios da crítica.

Outra coincidência é a presença do físico Kip Thorne como consultor. Thorne atuou na função para a produção de “Contato” e reprisou o papel em “Interestelar”, filme que assim como o de 1997 vai além da Teoria da Relatividade.

 “Gravidade” (EUA, 2013)

Gravidade

Ok, você deve ter visto este filme recentemente. Afinal, a fita do mexicano Alfonso Cuarón foi uma das grandes sensações do ano passado nos cinemas do mundo todo. Mas a revisão se faz necessária para confrontar, não só os aspectos técnicos de ambos os filmes, mas as distintas visões e narrativas perpetradas por Nolan e Cuarón. Nolan, agudo, propõe o fim da humanidade, enquanto Cuarón versa sobre o risco iminente de morte de uma única pessoa. Enquanto o mexicano investe na simplicidade narrativa, o homem que revitalizou Batman no cinema aposta no complexo e hermético.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014 Filmes, Listas | 05:00

Cinco filmes para curtir um Halloween sangrento e assustador

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O Cineclube preparou uma lista que conjuga do mais trash ao mais sofisticado filme de terror para que o leitor possa curtir o fim de semana de Halloween com estilo. Em comum, os cinco filmes dessa lista têm o fato de serem pouco conhecidos do grande público e serem altamente compensadores para quem se predispuser a assisti-los.

“Fantasmas (EUA, 1998)”

Fantasmas

Pense em Ben Affleck antes de “Gênio indomável”. Lançado no mesmo ano do filme que alçou o hoje incontestável astro ao estrelato, “Fantasmas” traz o ator (bem canastrão) como o xerife de uma cidadezinha assombrada por eventos misteriosos. Corpos começam a aparecer de maneira misteriosa à medida que a cidade vai sendo esvaziada. Um jornalista desacreditado (papel do grande Peter o´Toole) crê que uma força maligna adormecida há séculos despertou e tem planos nefastos para a humanidade.

“Wolf Creek – viagem ao inferno (Austrália, 2005)”

Wolf Creek

Duas mochileiras inglesas e um jovem australiano vão visitar a segunda maior cratera do mundo, localizada no Parque Nacional de Wolf Creek. Na volta para casa, o carro apresenta problemas, eles recebem ajuda de um caminhoneiro local que, aos poucos, vai se revelando um facínora para lá de cruel. Essa pequena joia do cinema de terror teve sua sequência lançada neste ano. Mais barulhenta e mais sangrenta, mas não tão impactante quanto esse verdadeiramente assustador filme dirigido por Greg McLean.

“Água negra” (EUA, 2005)

Água negra 3

A estreia do cineasta brasileiro Walter Salles no cinema americano suscitou algum interesse à época, mas acabou desprestigiada por se tratar de um filme de terror anticlimático; que investe no destempero emocional, na carga psicológica em detrimento do susto fácil. Merece ser redescoberto. Jennifer Connelly faz uma mulher recém-separada que se muda para um apartamento com sua filha enquanto tenta vingar no novo emprego e manter a custódia da menina. O litígio com o marido, no entanto, é apenas um dos problemas dela. O apartamento começa a apresentar um estranho vazamento e sua filha se mostra cada vez mais perturbada. Salles investe em um terror psicológico notadamente inspirado em Stanley Kubrick e Roman Polanski. O filme é um remake de uma fita japonesa mais assustadora, mas menos interessante.

 

“A casa do Diabo” (EUA, 2009)

A casa do Diabo

Uma estudante que faz bico como babá descobre, em uma noite de total eclipse lunar, que seus empregadores desejam usá-la em um ritual satânico. Essa fita causou alguma comoção na cena independente quando lançada em 2009. Não estreou comercialmente no Brasil, mas pode ser conferida no catálogo da Netflix americana.

Com forte influência do cinema de horror dos anos 80, Ti West faz um filme inventivo, extremo e surpreendentemente inteligente para os padrões vigentes no gênero.

“Cabana do inferno” (EUA, 2002)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O filme que revelou o talento de Eli Roth para o gore! Merece a revisão, principalmente em um ano em que o Halloween acontece à sombra do ebola. Grupo de cinco amigos decide passar o fim de semana em uma cabana retirada. Planejando uma boa farra, eles acabam encontrando um habitante local com uma estranha doença que parece comer a pele da pessoa. Um dos colegas acaba infectado e gera grande paranoia no grupo. Um filme tenso, apavorante e bem nojento.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 21:14

As grandes sequências de slow-motion da história do cinema

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Um punhado de gente que adora cinema e que adora fazer listas se reuniu para montar um canal para lá de divertido no YouTube, trata-se do CineFix. Para quem não conhece, os responsáveis pelo canal fazem versões caseiras de grandes sucessos do cinema, discutem tendências do cinema e elaboram listas bem azeitadas como essa em que são destacadas as mais reverenciáveis cenas de slow-motion da história da sétima arte. De “Matrix” a “Trovão tropical”, passando por “2001 – uma odisseia no espaço” e “Django livre”, os perfis e estratégias narrativas dos variados tipos de slow-motion são detalhados em uma lista que até estaria aberta a reclamações se seus idealizadores não mencionassem tantas sequências maravilhosas que não constam do TOP 10 oficial.

O vídeo, em inglês, pode ser conferido abaixo e vale a atenção do leitor cinéfilo. Logo depois, estão listados os dez filmes que integram o ranking do CineFix.


10 – “Matrix” (1999)

9 – “O juíz” (2013)

8 – “Watchmen” (2009)

7 – “Zumbilândia” (2009)

6 – “Cães de aluguel” (1992)

5 – “Fervura máxima” (1992)

4 – ” O iluminado” (1980)

3 – “Olympia” (1938)

2 – “Drive” (2011)

1 – “Guerra ao terror” (2009)

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domingo, 21 de setembro de 2014 Filmes, Listas | 17:44

Cinco filmes sobre campanhas eleitorais

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Estamos a duas semanas do primeiro turno das eleições e enquanto os brasileiros decidem os rumos do país, o cinema tem algo a dizer sobre as campanhas eleitorais. O senso comum nos ensina a duvidar. Mas entre a fé cega de muitos eleitores e o ceticismo de tantos outros, está uma máquina adornada de toda a potência publicitária que se pode imaginar e movida a interesses empresariais diversos. É sobre os bastidores de campanhas político-eleitorais que tratam os filmes desta lista, elaborada com a única ideia de prover ao espectador/leitor material para refletir e se divertir. Essencialmente nessa ordem.

 

“O candidato” (1972)

O candidato

Vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 1973, este filme protagonizado por Robert Redford explicita o grau de influência do marketing em uma campanha eleitoral. O detalhe é que o filme foi realizado há quatro décadas e permanece atual.

O advogado esquerdista vivido por Redford é escolhido por um macaco velho de campanhas políticas, termo hoje atribuído aos marqueteiros, para concorrer ao Senado pelo Estado da Califórnia contra o republicano que já ocupa o posto há 18 anos. O filme mostra as engrenagens para transformar um protótipo de candidato ideal em um político real. Fascinante, o filme escancara o cinismo que pauta a política. Seja ela praticada nos EUA ou no Brasil.

 

“Tudo pelo poder” (2011)

Tudo pelo poder

Dirigido por George Clooney, esse poderoso drama acompanha as primárias do partido democrata – processo do sistema eleitoral americano que antecede a eleição presidencial e em que um conjunto de candidatos disputam a indicação do partido para a vaga de candidato à presidência. No filme, acompanhamos tudo a partir do ponto de vista do assessor interpretado por Ryan Gosling que realmente acredita que o candidato vivido por Clooney encarna a esperança e os ventos de mudança. Tudo muda quando um caso com uma estagiária da campanha vem à tona. O filme mostra o intenso jogo (geralmente sórdido) de bastidores entre as diferentes campanhas e o papel nada lisonjeiro da mídia nessa história toda.

“Segredos do poder” (1998)

TRAVOLTA THOMPSON

Se ao ver a foto acima você imediatamente pensou em Bill Clinton e Hillary Clinton , saiba que isso não foi acidental. Neste fantástico filme de Mike Nichols, a ideia é justamente aproximar realidade da ficção. John Travolta faz um popular governador de um estado sulista dos Estados Unidos, tal como Clinton, que tenta se eleger presidente. Durante a campanha, sua equipe precisa abafar alguns casos de assédio sexual e relações extraconjugais que surgem pelo caminho.

 

“Os candidatos” (2012)

Os candidatos

A comédia assinada por Jay Roach se assevera como uma crítica ao sistema de financiamento de campanhas eleitorais. Sem a força narrativa ou a convicção discursiva dos dois filmes anteriores, esta obra funciona como uma paródia esperta do “vale tudo eleitoral”. Dois industriais que sempre financiaram a campanha do candidato vivido por Will Ferrell ao congresso resolvem mudar seu apoio após um escândalo sexual. Entra em cena o tipo paspalho vivido por Zach Galifianakis (o Alan da trilogia “Se beber, não case”). O filme então acompanha as desventuras desses dois candidatos, passando pelas poses com os pobres e as trocas de farpas entre eles, na busca de votos.

 

“Virada no jogo” (2012)

Virada no jogo

Fotos: divulgação

Também dirigido por Jay Roach, esse filme feito para a HBO se concentra na campanha republicana de John McCain em 2008 à Casa Branca. McCain e seu staff se viram obrigados a responder à profunda coqueluche de carisma e mídia que era Barack Obama e acabaram colocando como vice-presidente na chapa a polêmica Sarah Palin – aqui vivida esplendorosamente por Julianne Moore. O que parecia uma ótima ideia, já que ela tinha potencial de capitalizar o voto feminino em fuga e garantir o apoio dos conservadores, se revelou um movimento catastrófico conforme mais se descobria a respeito de Palin.

Vigoroso, este filme que apresenta atuações de ótimo nível e um roteiro verdadeiramente primoroso, detalha os bastidores de uma campanha pressionada e esmiúça as alternativas que circunstâncias como essa favorecem.

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domingo, 17 de agosto de 2014 Atores, Filmes, Listas | 17:00

As dez melhores atuações de Robin Williams

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Ao confeccionar essa lista em homenagem a este grande talento que partiu de maneira abrupta e, para quem não seguia sua carreira de perto, surpreendente, percebe-se o quão injustiçado Robin Williams fora como ator. Alvo da fúria de Arnaldo Jabor na sua inesquecível participação na transmissão da cerimônia do Oscar em 1998, que consagrou “Titanic” com onze Oscars e Robin Williams por um papel dramático, o ator traz à lista performances dramáticas de primeira categoria, outras inclinadas ao humor e algumas que combinam apuro cômico à envergadura dramática. Para quem não conhece sua filmografia, e para quem gosta de rememorá-la, clareia-se a percepção de que se tratava de um ator muito melhor do que os rótulos que lhe atribuíam em vida eram capazes de tangenciar.

10 – “Patch Adams – o amor é contagioso” (1998)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Depois de tentar o suicídio, Hunter Adams (Williams) tem uma epifania: resolve cursar medicina para ajudar as pessoas. Mas ele não fica só na medicina. Tempera-a com humor e carinho. Seus métodos naturalmente ganham admiradores e detratores. Williams impregna seu registro de um encantamento muito natural. Sua atuação trafega entre os tons dramático e cômico com desenvoltura. Um trabalho que se fosse feito por outro ator talvez recebesse mais destaque e louros.

9 – “Insônia” (2002)

Insônia - filme

Aqui na pele do primeiro vilão de sua carreira, Williams assombra pelo comedimento e pela capacidade de projetar um lado sombrio verdadeiramente assustador. O choque é maior para quem conhece apenas sua faceta cômica. Como um assassino que entra em um jogo de gato e rato com o policial vivido por Al Pacino, Williams apresenta, pela ousadia e robustez, um dos pontos altos de sua carreira.

8 – “Morra, Smoochy, Morra” (2002)

Smoochy

O ano de 2002 definitivamente foi o ano em que Williams impôs a si mesmo a necessidade de reinventar-se. Aqui ele faz um apresentador de um programa infantil demitido depois que seu nome foi envolvido em um escândalo midiático. Seu substituto é interpretado por Edward Norton. Enquanto se sente cada vez mais miserável, Williams volta sua ira contra seu substituto e revela um comportamento cada vez mais agressivo.

Williams nunca esteve tão maníaco-depressivo como nesta perola do humor negro dirigida por Danny DeVito. O ator convence como um homem que sucumbe à própria angustia e à egolatria.

7 – “A gaiola das loucas” (1996)

gaiola das loucas

Robin Williams faz o dono de uma boate de drag queens que vive com sua estrela, interpretada por Nathan Lane. Quando seu filho avisa que vai se casar e que o pai da noiva, um senador conservador, quer conhecer a família, uma grande confusão se arma. Williams reina na comédia física em um dos marcos do cinema queer e um dos primeiros neste compasso a atingir à família em grande escala.

6 – “Retratos de uma obsessão” (2002)

Retratos de uma obsessão

Williams vive o funcionário de uma loja de revelação de fotos em uma hora. Ele começa a desenvolver uma forte obsessão por uma família que costuma revelar suas fotografias na loja em questão. Neste soturno e surpreendente filme, Williams veste a carapuça como um sujeito que vai revelando-se mais perturbado do que intuímos à medida que a trama avança.

5 – “Uma babá quase perfeita” (1993)

Babá

Talvez este seja o filme mais famoso de Williams e seu personagem mais reconhecível. Não deixa de ser uma justa condição. Williams prova sua versatilidade cômica e talento para a improvisação neste filme em que precisa atuar travestido de mulher a maior parte do tempo. No entanto, é o sentimento que tateia como o pai que quer cercar-se da presença dos filhos que prevalece na bela composição do ator.

4 – “O pescador de ilusões” (1991)

O pescador de ilusões

Neste drama sobre infelizes coincidências da vida, Robin Williams faz um homem devastado por uma violenta tragédia que cedeu à mendicância e que vislumbra em uma improvável amizade com o personagem de Jeff Bridges a cura para a aflição que toma sua alma. Uma atuação que combina sutileza e energia com rara felicidade.

3 – “Bom dia, Vietnã” (1987)

Bom dia

Por este filme, Williams recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Como um DJ que traça como principal meta levar alegria aos soldados americanos servindo no Vietnã, Williams projeta na tela a imagem que se perpetuaria como sua. A de um homem afável, camarada, bem intencionado, atencioso e muito divertido. Uma performance cheia de predicados que foi justamente destacada pela nomeação ao Oscar.

2 – “Gênio indomável” (1997)

gênio

Como um terapeuta que consegue dar rumo à existência de um jovem e rebelde gênio, Williams volta a brilhar intensamente. Em um papel dramático construído sobre minúcias e com um tempo totalmente diferente de suas incursões dramáticas anteriores, o ator tem momentos sublimes. Principalmente nos diálogos inspirados com Matt Damon ofertados pelo roteiro escrito por este último em parceria com Ben Affleck. Pelo trabalho, e depois de três indicações, finalmente seria agraciado com o Oscar.

1 – “Sociedade dos poetas mortos” (1989)

Sociedade dos poetas

Outro célebre personagem de uma galeria insuspeitamente repleta do seu DNA. Como um professor de literatura que não se contenta em ensinar apenas literatura, ele cativa e inspira. Em muito porque sinaliza com sua atuação devotada que acredita piamente não só no personagem, mas em suas motivações.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014 Filmes, Listas | 06:00

Na esteira do Ebola, cinco filmes com vírus mortais

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Todo dia o noticiário está sendo invadido com algum desdobramento sobre o Ebola. O mundo assiste, de maneira mais passiva do que o desejável, a efervescência do vírus na África, onde na definição da Organização Mundial da Saúde há um “surto descontrolado”.  O medo de uma pandemia apocalíptica que habita nosso inconsciente coletivo já foi explorado em diferentes níveis, e com distintos resultados, pelo cinema. O Cineclube elaborou uma lista com cinco filmes que abordaram a ascensão de diferentes vírus e o terror nefasto acarretado por eles à humanidade.

1 – Guerra Mundial Z (EUA, 2013)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O filme de maior bilheteria da carreira de Brad Pitt combina zumbis e vírus biológico. A trama mostra o personagem do ator, um soldado a serviço das Nações Unidas, buscando pelo mundo pistas que levem à manipulação de uma vacina capaz de curar o vírus que transforma as pessoas em zumbis velozes e famintos em questão de segundos.

2 – Sangue ruim (FRA, 1986)

Sangue ruim

Nessa pequena joia do cinema francês com uma jovem Juliette Binoche, a sociedade francesa sofre as consequências da passagem do cometa Halley pelo país. Além do calor descomunal, um vírus mata todos que fazem sexo sem amor. Trata-se de uma alegoria apaixonada e apaixonante, além de espirituosa, do diretor Leos Carax sobre a emergente Aids que tanto horror provocou nos anos 80.

3- Contágio (EUA, 2011)

Contágio

Steve Soderbergh acompanha, em escala global, a rapidez com que um vírus letal, transmissível pelo ar, se espalha causando terror e derrubando algumas fachadas da civilização.  Além do vigor narrativo e do esmero técnico da trama, o filme é recomendável pelos bastidores fidedignos das ações da Organização Mundial da Saúde em casos como o da gripe suína, que, inclusive, motivou a feitura do filme.

4 – Epidemia (EUA, 1994)

Epidemia

Um vírus mortal surge na África e depois começa a chegar aos EUA? Já ouviu falar disso? Pois o filme “Epidemia”, lançado na esteira do surto de Ebola que chocou o mundo nos anos 90, se deflagra a partir desta situação. O vírus “Motaba”, que tem um macaquinho como hospedeiro, apresenta sintomas muito parecidos com os do Ebola. O filme tem grande elenco com nomes como Dustin Hoffman, Kevin Spacey, Morgan Freeman e Rene Russo.

5 – Vírus (EUA, 2009)

Vírus

Um vírus devastou a humanidade e acompanhamos um grupo de amigos tentando sobreviver em um território em que qualquer um e qualquer lugar pode ser inóspito. O filme protagonizado por Chris Pine (“Star trk”) foca mais na ação do que no drama, mas não deixa de prover alguns dos dramas que circunstâncias tão aterradoras quanto extraordinárias ensejam.

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sábado, 2 de agosto de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 07:00

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em agosto

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Filmes como “O mercado de notícias” e “Amantes eternos”, que estreiam na próxima quinta-feira (07) nos cinemas já foram destacados pelo Cineclube, mas agosto reserva muitos outros bons lançamentos para quem deseja curtir um filme na sala escura. Um Robert Pattinson totalmente diferente do que estamos habituados a ver, o Woody Allen de sempre e um dos últimos filmes estrelados pelo saudoso Philip Seymour Hoffman estão entre os destaques.

 

“The Rover – a caçada”

Fotos (Divulgação)

Fotos (Divulgação)

Novo filme do diretor australiano David Michôd, do intenso e violento “Reino animal” (2010). Na trama Robert Pattinson faz um homem abandonado pelo irmão para morrer e Guy Pierce, um homem que teve seu carro roubado pelo irmão do personagem de Pattinson. Em um futuro apocalíptico em que a economia global ruiu e o crime impera, esses dois homens iniciam uma caçada ao mesmo homem por razões distintas.

 

Previsão de estreia: 07 de agosto

 

“O homem mais procurado”

O homem mais procurado

Daqueles filmes de espionagem que remetem diretamente ao bom cinema americano dos anos 70. Um imigrante de origem chechena chega à Alemanha para tentar resgatar uma herança que seu pai teria lhe deixado. Mas ele entra no radar das polícias secretas alemã e americana. O que se postula no filme que trabalha com meias verdades e muitas sombras é se este homem seria apenas uma vítima ou um extremista com um plano terrorista muitíssimo  bem elaborado. Quem assina a direção deste que é um dos últimos filmes de Philip Seymour Hoffman é o holandês Anton Corbijn, do excelente “Um homem misterioso” (2010). Como se não bastasse todo esse pedigree, o filme é uma adaptação de John Le Carré.

Previsão de estreia: 14 de agosto

 

“Era uma vez em Nova Iorque”

Era uma vez em NY

Outro filme que aborda, de maneira ambígua, a imigração. Na Nova York de 1920, duas irmãs polonesas buscam uma vida melhor, mas acabam nas garras de um cafetão. Quando o primo deste, um mágico, se apaixona por uma das irmãs, um cenário de muita dor e imprevisibilidades se aproxima. O filme de James Gray (“Amantes” e “Caminho sem volta”) tem Joaquin Phoenix, Marion Cotillard e Jeremy Renner no elenco e integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“Magia ao luar”

Magia ao luar

Um falso mágico (Colin Firth) é contratado para desmascarar uma jovem e simpática médium (Emma Stone), mas aos poucos vai se encantando com ela. Estamos, é claro, na seara Woody alleniana e em um filme de Woody Allen, o simplório e o genial caminham irmanados.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“A oeste do fim do mundo”

A oeste do fim do mundo

Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pegado carona.  Essa convivência se provará desestabilizadora para todos os envolvidos. O filme, uma coprodução entre Brasil e Argentina, foi destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do ano passado, mas só agora terá lançamento comercial.

Previsão de estreia: 28 de agosto

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 22:35

A história de Hollywood em dez filmes

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O jornal inglês The Telegraph lançou um desafio inusitado. É possível contar a história de Hollywood em dez filmes? A ideia é agregar as produções que, não só influenciaram o modo de se fazer cinema dali em diante, mas que mimetizem o espírito da Meca do cinema em cada época.

Como em toda lista, há margem para discordâncias e interpretações diversas, mas a lista formulada pelo jornalista Robbie Colin paira acima das suspeitas mais superficiais. Eis ela:

 

Cena do filme "A conversação"

Cena do filme “A conversação”

“Uma semana”, de Buster Keaton (1920)

“Aconteceu naquela noite”, de Frank Capra (1934)

“No tempo das diligências”, de John Ford (1939)

“Fuga ao passado”, de Jacques Tourneur (1947)

“Sinfonia de Paris”, de Vicente Minneli (1951)

“À queima roupa”, de John Boorman (1967)

“A conversação”, de Francis Ford Coppola (1974)

“De volta para o futuro”, de Robert Zemeckis (1985)

“Pulp Fiction – tempo de violência”, de Quentin Tarantino (1994)

“Batman – o cavaleiro das trevas”, de Chistopher Nolan (2008)

 

O Cineclube, instigado por este exercício de cinefilia e história, elaborou a própria lista com o mesmo objetivo. Eis ela:

 

Cena de "A rede social"

Cena de “A rede social”

“O nascimento de uma nação”, de D.W. Griffith (1915)

“Tempos modernos”, de Charles Chaplin (1936)

“E o vento levou…”, de Victor Fleming (1939)

“Como era verde o meu vale”, de John Ford (1941)

“Sindicato de ladrões”, de Elia Kazan (1954)

“Amor sublime amor”, de Robert Wise e Jerome Robbins (1961)

“Tubarão”, de Steven Spielberg (1975)

“Taxi driver”, de Martin Scorsese (1976)

“Fargo”, de Joel e Ethan Coen (1996)

“A Rede social”, de David Fincher (2010)

 

Cena de "Sindicato de ladrões"

Cena de “Sindicato de ladrões”

Cena de "Taxi driver"

Cena de “Taxi driver” (Fotos: divulgação)

A lista se justifica nas inteirezas e nas sutilezas. “O nascimento de uma nação” aborda os eventos mais importantes da fomentação da América tudo pela ótica de duas famílias. É um dos filmes que moldaram a narrativa cinematográfica como a conhecemos. “Tempos modernos”, com sua ousada crônica da revolução industrial é um exemplo de como Hollywood sabe aproveitar talentos estrangeiros, no caso, Chaplin.

Já “E o vento levou” foi o primeiro épico hollywoodiano e, com valores atualizados pela inflação, um dos três filmes de maior bilheteria de todos os tempos.

Já “Como era verde o meu vale” é a opção mais fidedigna de narrativa hollywoodiana. O filme de John Ford prevaleceu no Oscar sobre “Cidadão Kane”, de Orson Welles, por muitos considerados um dos melhores filmes da história. A vitória deste épico familiar traduz muito da concepção de cinema em voga ainda hoje em Hollywood. “Sindicato de ladrões”, por seu turno, mostra o viés político do cinema hollywoodiano e sua veia liberal então efervescente.

“Amor sublime amor” é o triunfo do musical, esse gênero tão teatral que de quando em quando brilha no cinema. O filme é um dos maiores vencedores do Oscar e um grande sucesso de bilheteria. Além, é claro, de provar a versatilidade da shakespeariana história de Romeu e Julieta.

Steven Spielberg entra na lista com “Tubarão”, filme que inaugurou o que hoje chamamos de temporada de blockbusters (ou verão americano) e, literalmente, salvou Hollywood da bancarrota.  Os anos 70 tem dois filmes porque, depois dos anos 30, foram os mais importantes do cinema americano. Quando ele se revitalizou impulsionado por novos diretores criativos e inovadores. Martin Scorsese era um deles e “Taxi driver” um dos expoentes desse movimento.

Na lista do The Telegraph aparece “Pulp Fiction”. A opção por “Fargo” é uma provocação. O grande mérito oculto de Quentin Tarantino talvez tenha sido chamar atenção para o cinema dos Coen, hoje uma unanimidade, mas que antes de “Pulp Fiction” raramente eram notados por Hollywood. “Fargo” mudou este panorama.

“A rede social” não é apenas um filme sobre as circunstâncias da criação da maior rede social de nossos tempos. É um filme que se apresenta como síntese da linguagem de nossa era e, também, a melhor representação da chamada geração y que já começa a mandar e desmandar nos padrões de Hollywood também.

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