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sexta-feira, 12 de junho de 2015 Curiosidades, Filmes | 07:00

Filmes para refletir sobre a redução da maioridade penal

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Cena de "Cidade de Deus" Foto/ divulgação

Cena de “Cidade de Deus”
Foto/ divulgação

Em voga no Brasil, o debate acerca da redução da maioridade penal já se prova um dos mais polarizantes dos últimos anos. Falta base, boa vontade, maturidade e, acima de tudo, respeito aos pontos de vista alheios para se construir uma discussão séria e que tenha o país como norte.

Feita essa contextualização, o cinema pode ser um bom instrumento para a reflexão.  Poderíamos listar aqui bons filmes internacionais ajustados ao tema, mas a reflexão talvez afrouxasse ao expandir o escopo.  A brasilidade do registro se faz necessária e o cinema nacional é perfeitamente capaz de abastecer o debate por si só. Há bons filmes como o festejado “Pixote, a lei do mais fraco” (1981), de Hector Babenco, que mostra o cerco da criminalidade aos menores abandonados.  A trajetória do Pixote do filme, vivido por Fernando Ramos da Silva, resulta em poesia absurda que culmina em outra produção, de 1996, chamada “Quem matou Pixote?”, de José Joffily. Fernando experimentou muito êxito e tentou emplacar a carreira de ator após o sucesso do filme, mas acabou retornando à criminalidade por influência dos irmãos e foi morto por policiais.

Adotando uma lógica mais identificada com a esquerda, o recente “De menor” (2013) tenta problematizar a relação da Justiça com os menores infratores por um viés bastante emocional. No filme, uma jovem defensora pública que lida diariamente com a “indústria dos menores infratores” se vê fragilizada quando seu irmão vai parar no banco dos réus.

Buscando maior imparcialidade, o documentário “Juízo”, de Maria Augusta Ramos – uma peça frequente em conselhos tutelares e varas da infância e juventude – traça um painel menos ideológico e mais concreto do drama dos milhares de menores às voltas com a criminalidade.

Mais famoso, “Cidade de Deus” é uma bem-vinda adição a este grupo. Certamente o mais otimista de todos, afinal o protagonista dribla a violência com todas as suas forças, o filme oferece um contraponto à tese de que a vida do crime é inescapável para quem se vê circundado pela delinquência.

Ficção e realidade se camuflam em um painel complexo que o cinema parece tratar com mais honestidade do que as bancadas cheias de interesses secundários que discutem o tema com bravatas e desagravos no Congresso.

Abaixo os trailers dos filmes “Juízo”, “Pixote, a lei do mais fraco”, “De menor” e “Quem matou Pixote?”

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sábado, 6 de junho de 2015 Bastidores, Curiosidades, Filmes | 19:32

Temporada de verão no cinema americano opõe comédias a super-heróis

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"Ted 2 " na capa da EW: paródia de Kim Kardashian

“Ted 2 ” na capa da EW: paródia de Kim Kardashian

Ninguém discute que os super-heróis dominam o cinema atual. A tendência não é exatamente nova e, se já dá sinais de desgaste, pode ser relativizada na temporada de verão de 2015 no cinema americano. Isso porque as comédias que serão lançadas entre junho e agosto prometem causar grande comoção.

As grandes sensações das últimas temporadas, as bilheterias surpreendentes, foram comédias. Em 2009, o hit foi “Se beber, não case!”, que colou no todo poderoso, e muito mais caro, “Transformers – a vingança dos derrotados”, faturou cerca de U$ 278 milhões nos EUA e quase U$ 500 milhões no mundo todo. Resultado? Virou uma inesperada franquia cujo terceiro e último filme foi lançado em 2013. No ínterim, “Ted” fez barulho em 2012 e só perdeu na temporada de blockbusters para os aguardadíssimos “O cavaleiro das trevas ressurge” e “Vingadores”. Internacionalmente, o filme estrelado pelo ursinho de pelúcia desbocado fez mais de U$ 500 milhões. A sequência de “Ted” é uma das comédias que prometem incomodar os filmes de super-heróis nessa temporada.

Em 2014, em plena Copa do mundo, que causou receio nos estúdios de haver desinteresse pelos lançamentos de cinema, uma comédia descompromissada estrelada por Seth Rogen e Zac Efron faturou quase U$ 300 milhões mundialmente. O filme em questão é “Vizinhos”.

A força emergente do gênero ficou consolidada com o lançamento de “A escolha perfeita 2” que se pagou integralmente no primeiro fim de semana e ainda ficou à frente do muito comentado “Mad Max: a estrada da fúria”. O filme, que ainda nem sequer estreou em muitos mercados, já faturou U$ 155 milhões nos EUA.  Estreia deste final de semana, “A espiã que sabia de menos” caminha para liderar as bilheterias nos EUA e já colhe bom boca a boca nas redes sociais brasileiras.

Nem tudo são flores: estrelado pelas belas Sofía Vergara e Reese Whiterspoon, "Belas e perseguidas" foi um flop inesperado

Nem tudo são flores: estrelado pelas belas Sofía Vergara e Reese Whiterspoon, “Belas e perseguidas” foi um flop inesperado

Com Bradley Cooper e Emma Stone e assinado pelo badalado Cameron Crowe, "Sob o mesmo céu" também decepcionou nos EUA. O filme chega ao Brasil em 11 de junho

Com Bradley Cooper e Emma Stone e assinado pelo badalado Cameron Crowe, “Sob o mesmo céu” também decepcionou nos EUA. O filme chega ao Brasil em 11 de junho
(Fotos: divulgação)

Além de “Ted 2” e “A escolha perfeita 2”, a Universal apresenta na temporada a nova comédia de Judd Apatow (“O virgem de 40 anos” e “Ligeiramente grávidos”), para todos os efeitos, um dos curadores dessa nova era das comédias. “Descompensada” traz a nova sensação do humor americano, Amy Schumer, como protagonista.

Liberado o trailer da comédia que promete ser a mais ultrajante e divertida de 2015

A Warner, que também não tem nenhum filme de herói em 2015, traz como um de seus potenciais hits o remake de “Férias frustradas” com Ed Helms, Christina Applegate e Chris Hemsworth.

Essa movimentação tem a ver com o crescente interesse do público, especialmente o americano, pelas comédias na temporada de verão.  “As pessoas não querem ter como opção apenas filmes de super-heróis”, disse à Variety a produtora de “A espiã que sabia de menos”, Jenno Topping. Apesar do boom das comédias, são os filmes evento – e aí incluem-se produções como “Terremoto”, “Jurassic World” e “O exterminador do futuro” – os verdadeiros chamarizes da temporada de blockbusters. Não há nenhum indício de arrefecimento na produção destes arrasa-quarteirões. O que se pode dizer, e 2015 deve comprovar, é que o riso vai tornar a carreira dessas megaproduções muito mais difícil.

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sexta-feira, 1 de maio de 2015 Análises, Curiosidades | 19:34

Quando comediantes fazem chorar

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Jennifer Aniston em cena de "Cake" (Fotos: divulgação)

Jennifer Aniston em cena de “Cake”
(Fotos: divulgação)

Duas das estreias deste fim de semana nos cinemas brasileiros têm como principais atrativos atores mais identificados à comédia exercitando suas veias dramáticas. “Entre abelhas”, estreia de Ian SBF em longas-metragens de ficção, traz o ator e comediante Fábio Porchat em um registro mais cândido, agridoce como um homem que depois de enfrentar uma separação amorosa passa a não enxergar mais as pessoas. O filme tem um humor mais sutil do que o que Porchat está acostumado a praticar com a trupe do “Porta dos Fundos” e abraça o drama sem medo de ser feliz. Já em “Cake – uma razão para viver”, Jennifer Aniston renuncia ao posto de queridinha da América alcançado com comédias românticas e a série “Friends” para viver uma mulher mergulhada em uma depressão profunda. O filme lhe valeu indicações para diversos prêmios, inclusive o Globo de Ouro e o SAG. Aniston, porém, não foi ao Oscar pelo papel. Muitos creditaram a esnobada a seu background na comédia, frequentemente apontado como desabonador nas hostes da academia. Mas outro ator egresso da comédia, Steve Carell, foi indicado ao Oscar em 2015 justamente por um papel dramático. Em “Foxcatcher – uma história que chocou o mundo”, Carell que até já havia atuado em dramas, mostra uma faceta que grande parte do público que o conhece de produções como “Agente 86” e “The Office” desconhecia.

De cima para baixo: Steve Carell e Channing Tatum, Fábio Porchat e Adam Sandler

De cima para baixo: Steve Carell e Channing Tatum, Fábio Porchat e Adam Sandler

Jim Carrey tentou o reconhecimento obtido por Carrel em 2015, mas tudo o que conseguiu foi emendar daquelas piadas longevas sobre ser vítima de preconceito da academia. Carrey chegou a ganhar consecutivamente dois globos de ouro por “O show de Truman” e “O mundo de Andy”, mas não foi sequer indicado ao Oscar. Depois das incursões pelo drama no final da década de 90, o ator voltou à carga em 2004 com “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” e embora tenha visto sua colega de cena, Kate Winslet, ser indicada ao Oscar ficou a ver navios.

Outro expoente da década de 90, muito contestado por críticos, Adam Sandler é outro que manifesta o desejo de se provar ator sério migrando para o drama de quando em quando. Mais recentemente esteve às ordens do cineasta Jason Reitman em “Homens, mulheres e filhos”. “Espanglês”, “Tá rindo do quê?”, e “Reine sobre mim” foram tentativas anteriores de obter esse respeito que a comédia teima em não angariar.

Há a percepção de que o drama é mais solene, difícil e dignificante. Não é o caso. Jack Nicholson, um dos poucos atores a ser largamente premiado tanto por dramas como por comédias, disse certa vez que a comédia é muito mais difícil. É preciso timing, segurança e talento. Não tem como fingir ou ser dirigido para conquistar os efeitos pretendidos. No drama, um bom diretor e um ator mediano poderiam fazer maravilhas.

Percepções à parte, atores tarimbados no drama externam o desejo de fazer comédias, mas se mostram mais receosos de se aventurarem pela arte do riso. Enquanto promovia o filme de ação “O protetor”, Denzel Washington, cuja carreira foi erguida em dramas de toda sorte, disse que gostaria de fazer comédias. O ator até já se arriscou em produções que flertam com o gênero como “Muito barulho por nada” (1994) e “Dose dupla” (2013), mas jamais estrelou uma comédia assumida e na condição de protagonista. Esse receio talvez seja mais forte porque o reconhecimento de atores com bagagem dramática é algo muito forte e que pode ser mostrar um tiro pela culatra se a incursão pela comédia não for bem sucedida.

Por isso é mais comum vermos atores ligados à comédia fazendo (bem) dramas do que atores de fundo dramático excursionando pelos domínios da comédia. Channing Tatum também colheu muitos elogios por sua atuação em “Foxcather”. Jonah Hill, para muitos o gordinho de “Superbad”, tem duas indicações ao Oscar por papeis dramáticos (“Moneyball – o homem que mudou o jogo” e “O lobo de Wall Street”). Quando de sua segunda indicação ao Oscar, as redes sociais transbordaram em escárnio. Um tuíte dizia: “Jonah Hill tem duas indicações ao Oscar enquanto Gary Oldman apenas uma. Lide com isso”. Uma demonstração de que o preconceito com a comédia não está apenas na indústria ou na crítica, mas primordialmente no público. Um exemplo é Matthew McConaughey. O ator sempre esteve associado a comédias românticas em que surgia descamisado. O perfeito Marcos Pasquim texano. McConaughey se engajou em mudar os rumos de sua carreira. De mudar a percepção que público, crítica e indústria tinham dele. A guinada começou em 2011 com o drama de tribunal “O poder e a lei”, mas foram precisos nove filmes e uma aclamada série de TV para que ele finalmente tivesse seu imenso talento dramático reconhecido com indicações a prêmios.

Ben Stiller, outro ator mais afeito à comédia e à comédia de uma nota só, rodou um filme para que pudesse mostrar que há talento dramático onde o público só enxerga comédia física. O filme em questão é “A vida secreta de Walter Mitty”.

Não se pode medir talento pela assiduidade de um ator ou atriz em um mesmo gênero ou pela extensão de nobreza que aferimos a este. Mas não se pode negar que quando um comediante nos provoca apreensão ou lágrimas na sala de cinema, a sensação de arrebatamento é muito mais atordoante.

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quinta-feira, 19 de março de 2015 Curiosidades, Filmes | 19:54

Vídeo reúne primeiro e último planos de vários filmes

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Um mimo para os cinéfilos.  Vindo de outro cinéfilo. O americano Jacob T. Swinney editou um vídeo de pouco mais cinco minutos destacando os primeiros e últimos planos de vários filmes como “O mestre”, “Ela”, “Cisne negro”, “Rastros de ódio”, “Touro indomável”, “Boyhood”, “Antes do amanhecer”, “Violência gratuita”, “Nebraska”, “Onde os fracos não têm vez”, “Clube da luta”, “Birdman”, “O lado bom da vida”, “Gravidade”, “Garota exemplar”, entre outros.

É interessante observar como muitos cineastas pensam em uma relação direta entre o primeiro e o último planos de seus filmes.

É uma pequena demonstração da genialidade de gente como John Ford, Alejandro González Iñárritu, David Fincher e Martin Scorsese e, também, de como o cinema comporta beleza e se reveste de sentido mesmo nas contraposições mais simplórias.

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quarta-feira, 18 de março de 2015 Curiosidades, Filmes | 21:01

Elenco de “Uma Linda mulher” se reúne 25 anos depois do lançamento do filme

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Existem alguns filmes que marcam época e entram para os anais do cinema. “Uma linda mulher” (EUA, 1990), uma versão urbana de Cinderela, é um desses filmes. Maior êxito da carreira do diretor Garry Marshall, “Uma linda mulher” deu a Julia Roberts, além de uma indicação ao Oscar de melhor atriz, seu status de estrela hollywoodiana. O filme devolveu a Richard Gere o status de galã perdido em meados dos anos 80.

Mais recentemente, tanto Gere quanto Roberts demonstraram exaustão com o filme. Gere chegou a dizer em uma entrevista que o filme era “o menos favorito” dos que fez. Já Roberts confessara em um programa da TV estar cansada de responder perguntas sobre o filme. No entanto, Gere e Roberts, além do diretor e dos atores Hector Elizondo e Laura San Giacomo, se reuniram nesta quarta-feira para a gravação de um especial sobre os 25 anos do filme que será exibido em um programa da TV americana na próxima terça-feira. A reunião do elenco acontece no momento em que se confirma que o filme será adaptado para um musical da Broadway.

“Uma linda mulher” é um romance que tem tudo no lugar certo. A nostalgia, imperativa, nos obriga a dizer que é o tipo de filme que não se faz mais hoje. Não é o caso, mas quando nos pegamos ouvindo “Pretty woman” não conseguimos nos desviar dessa sensação. Talvez Gere e Roberts tenham sido tomados pelo mesmo espírito nostálgico.

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Foto: reprodução/NBC

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sexta-feira, 13 de março de 2015 Bastidores, Curiosidades | 19:29

As verdades por trás do documentário sobre Rihanna

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reprodução/ Harper´s Bazaar

reprodução/ Harper´s Bazaar

Peter Berg, diretor por trás de filmes bacanas como “O grande herói” (2012), “O Reino” (2007) e “Hancock” (2008) será o responsável pela direção de um documentário sobre a vida da cantora Rihanna. A ideia dos produtores é fazer um filme na linha de “Don´t look back” (1967), icônico documentário sobre uma turnê de Bob Dylan pela Inglaterra. Segundo o site Deadline, o primeiro a obter a informação de que o filme estava sendo produzido, trata-se de “um olhar sem censura sobre a vida de Rihanna e de como ela se transformou em um ícone global”. Peter Berg disse que o que o estimula na produção é “fazer um estudo de personagem”. Pois bem, seria a primeira vez que ele se ocuparia disso, já que em seus demais filmes, todos ficcionais, ele não tinha a menor preocupação em desenvolver seus personagens.

iG On: Documentário sobre a vida de Rihanna está sendo produzido e terá diretor de “Battleship” 

O projeto faz parte do portfolio inicial da Film 45, uma produtora que Berg está lançando e que terá como foco o desenvolvimento de entretenimento sem roteirização prévia para TV, cinema e outras plataformas (leia-se internet). Um filme sobre a vida de Rihanna, nesse sentido, faz mais pela promoção da produtora do que pela cantora ou pelo cinema. Apesar de seu status pop e de ser uma ótima cantora, Rihanna não tem a reverberação de um Bob Dylan, para nos atermos na referência, e documentários oportunistas sobre Justin Bieber e One Direction minaram os efeitos desse tipo de produção sobre o público médio. Difícil crer que Berg seja capaz de entregar algo como “A música segundo Tom Jobim” (2012), excepcional filme de Nelson Pereira dos Santos sobre o espírito da obra do genial compositor brasileiro.

O filme sobre Rihanna, que ainda não foi batizado, pode até beirar um “Na cama com Madonna” (1991), devido ao forte apelo sexual da musa caribenha, e dessa maneira ser um passo além no autoimposto desafio de Riri de ser a “Madonna negra”.

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quinta-feira, 5 de março de 2015 Bastidores, Curiosidades | 07:00

Festival de cinema premia melhores filmes com temática sexual

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"The art of spanking" (Todas as fotos são cortesia do CineKink)

“The art of spanking”
(Todas as fotos são cortesia do CineKink)

O termo “kink”, em inglês, é usado para descrever práticas sexuais incomuns. As traduções mais convencionais são “perversão” e “sacanagem”. Isso, talvez, o leitor já soubesse. O que pode ser novidade é o CineKink, festival de cinema que chegou a sua 12ª edição em 2015 e tem como principal objetivo celebrar os filmes que não têm vergonha de falar sobre sexo e de observar toda a diversidade em torno do tema.

“Tivemos poucos filmes em competição neste ano”, observou a cofundadora e diretora do evento, Lisa Vandever, à coluna. “O que não quer dizer que não houve uma competição disputada”, salientou. Ela frisa que os premiados mimetizam o que de melhor sobre sexo foi produzido pelo cinema. “Muitos desses filmes ficam restritos ao circuito de festivais e a ideia do nosso evento é dar publicidade a eles e, quem sabe, possibilitar que consigam distribuição”, observou Vandever, que também atua como curadora do festival.

“Nosso público e júri tiveram incrível dificuldade para escolher os vencedores”, contou orgulhosa. O melhor longa-metragem de ficção foi “Marriage 2.0”, escrito e dirigido por Magnus Sullivan. O filme acompanha um casal disposto a perseguir liberdade emocional e sexual, mas preservando a intimidade e honestidade da relação. “É uma corajosa percepção de um estrato dos relacionamentos modernos”, assinalou o Wall Street Journal em sua resenha do filme. O prêmio de melhor documentário ficou com “Back issues: The Hustler magazine story”, filme já comercializado em DVD e por streaming nos EUA. Ainda inédito no Brasil. A produção disseca toda a trajetória de uma das revistas masculinas mais polêmicas de todos os tempos e de seu criador, Larry Flynt, temas já visitados pela ficção no imperdível “O povo contra Larry Flynt” (1996), de Milos Forman.

O CineKink aconteceu entre os dias 24 de fevereiro e 1º de março na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.  Vandever garante a 13ª edição em 2016 e não esconde a ambição de que o festival cresça. “Afinal, todos nós gostamos de sexo”.

 Assista aos trailers das duas produções premiadas no CineKink

Não é o Oscar: os premiados no CineKink exibem suas estatuetas

Não é o Oscar: os premiados no CineKink exibem suas estatuetas

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quarta-feira, 4 de março de 2015 Curiosidades, Filmes, Fotografia | 07:00

Mundo corporativo é satirizado em fotos promocionais de nova comédia estrelada por Vince Vaughn

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Vince Vaughn pode até sempre fazer o mesmo papel no mesmo tipo de filme, mas o material promocional de “Unfinished business”, seu mais recente filme com estreia prevista para esta sexta-feira nos EUA e para setembro no Brasil, ganha pontos pela originalidade.

A Fox, estúdio responsável pela produção, se uniu a licenciadora de imagens Getty para criar fotos que o internauta pode baixar gratuitamente e que brinca justamente com a ideia do ambiente corporativo. São imagens que ressaltam o viés gozador dos personagens do filme em fotos que costumam ilustrar reportagens sobre o mercado de trabalho e que são realmente licenciadas para uso editorial pela Getty Images.

No filme, Vaughn é um empresário que só tem dois funcionários (Dave Franco – irmão de James – e Tom Wilkinson) e viaja para a Europa para fechar um contrato, mas as coisas acabam saindo do controle. O trailer e as famigeradas fotos podem ser conferidos abaixo.

Fotos:  (Getty e Fox)

Fotos: (Getty e Fox)

Unfinished (2)

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Unfinished (6)

Unfinished (7)

Unfinished (8)

Unfinished (10)

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terça-feira, 3 de março de 2015 Curiosidades, Filmes | 22:43

Vídeo reforça tese de que “Birdman” é uma cópia de “Cisne negro”. Será mesmo?

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Montagem sobre reprodução

Montagem sobre reprodução

O crítico Inácio Araújo foi o primeiro a aventar a semelhança entre “Birdman” e “Cisne negro”. O Cineclube, bem antes da estreia de “Birdman”, já havia notado forte parentesco entre o grande vencedor do Oscar 2015 e outro filme do cineasta Darren Aronofsky. O filme em questão, “O lutador” (2008), predecessor de “Cisne negro”, a exemplo de “Birdman” para Iñarritu, devolveu ao cineasta americano o prestígio junto à crítica e reconfigurou seu cinema.

A comparação entre “Birdman” e “Cisne negro”, no entanto, ganhou musculatura e até mesmo um vídeo imbuído do objetivo de ressaltar as semelhanças entre os filmes. Similaridades estas, que na ótica de Miguel Branco (responsável pela edição do vídeo), se bifurcam tanto na narrativa como na estética. Ele advoga que até mesmo alguns símbolos usados por Aronofsky no filme ambientado na mundo do balé são replicados por Iñárritu em “Birdman”.

É preciso reconhecer que na elaboração visual os filmes são mesmo compatíveis, mas os desfechos de um e outro, como preconizado pela coluna, remetem a “O lutador”.  Além, é claro, do mote de um renegado em busca de relevância e da metalinguagem fluída entre personagem e protagonista, verificada tanto em Michael Keaton  (“Birdman”) como em Mickey Rourke (“O lutador”).

Assista ao vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 Curiosidades, Filmes | 06:00

“50 tons de cinza” tem recepção surpreendentemente positiva da crítica internacional

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Talvez soe como uma surpresa para muitos, mas as primeiras impressões da crítica internacional – em especial da americana e da inglesa, sobre a adaptação cinematográfica de “50 tons de cinza” são para lá de positivas.  O consenso é de que o filme é superior ao livro. Apesar de críticas pouco amistosas às cenas de sexo, prevalece a percepção de que o filme emula o universo do sadomasoquismo com propriedade e sofisticação.

As comparações com o cult oitentista “9 e ½ semanas de amor” deram o tom das críticas das publicações Variety e The Hollywood Reporter. No Rotten Tomatoes, site que reúne todas as críticas feitas sobre um filme, “50 tons de cinza” estreou com 73% de avaliação positiva, o que o coloca entre os vinte melhores filmes avaliados no site e estamos em plena época do Oscar.

“O crédito vai para a diretora Sam Taylor-Johnson e para a roteirista, Kelly Marcel, que limaram as maiores falhas do primeiro livro do filme, mas preservaram a essência da narrativa”, anotou a crítica Elizabeth Weitzman do Daily News. Já o inglês Guardian elogia as elegantes opções da diretora para contextualizar o nascituro da relação entre Christian Grey e Anastasia Steele. Mais ácida, mas ainda elogiosa, a crítica do New York Post vaticina: “o filme nunca finge ser o que não é. Um pornô soft para mulheres diluído em uma classificação etária mais abrangente”.

Dissonante, a IndieWire reconheceu o esforço dos realizadores, mas ao demonizar a fonte, reconhece a dificuldade de ver no filme algo realmente palatável.  A Associated Press vai além. “Johnsson tem a missão impossível de juntar Lars Von Trier (diretor de “Ninfomaníaca”) com Nancy Meyers (diretora de filmes como “Alguém tem que ceder” e “Simplesmente complicado”) e ofertar um produto de apelo para as massas.

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