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Arquivo da Categoria Notícias

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 Bastidores, Notícias | 06:00

A ala pró-Israel em Hollywood acordou?

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Enquanto o conflito entre Israel e Palestina vive um de seus capítulos mais nefastos, o mundo do cinema parece reagir de forma difusa, insegura e reticente. Historicamente, Hollywood tende a se posicionar de maneira favorável a Israel; o que é compreensível e justificável em face da verdade imutável de que Hollywood se ergueu sob as rédeas dos judeus e, ainda hoje, é uma engrenagem articulada sob a influência de magnatas da etnia.

Jon Voight (Foto: Getty)

Jon Voight (Foto: Getty)

À medida que o assombro causado pelo noticiário vindo da faixa de Gaza aumentava, surgiam tímidas vozes contra a opressiva ação de Israel na região. Uma dessas vozes foi do ator espanhol Javier Bardem que, no fim de julho, escreveu e divulgou uma carta em que criticava Israel pelo que classificou de “genocídio” cometido em Gaza. O ator foi respaldado por sua esposa, Penélope Cruz, que também se pronunciou contra a ação de Israel no território palestino. A carta motivou um contra-ataque de Jon Voight (“Amargo regresso”) que chamou os dois de “ignorantes” e entusiastas do antissemitismo. A atriz, para afastar a polêmica que se anunciava, baixou o tom ao declarar que não era perita no assunto, embora reconhecesse sua complexidade e que só “desejava paz entre Israel e Palestina”.

Até este incidente, apenas manifestações isoladas de celebridades via redes sociais pautavam o círculo hollywoodiano sobre as tensões atuais que emanadas do conflito em Gaza.

Ironicamente, quando uma trégua mais duradoura é acertada entre Israel e Hamas, o conflito parece incendiar o mundo do cinema.

Uma ONG pró- Israel declarou ao semanário The Hollywood Reporter ter reunido mais de 190 assinaturas de figurões de Hollywood em apoio às ações de Israel em Gaza. Segundo o veículo americano, destacam-se nesta lista os nomes de Kelsey Grammer (“Transformers: a era da extinção”), Minnie Driver (“Gênio indomável”), Sylvester Stallone (“Os mercenários 3”), Arnold Schwarzenegger ( “Os mercenários 3”), Seth Rogen (“Vizinhos”), Tony Goldwyn (“Ghost – do outro lado da avida”), William Friedkin (diretor de “O exorcista”), Jerry Weintraub (produtor de filmes como “Onze homens e um segredo”), Avi Arad (um dos chefões do estúdio Marvel), Aaron Sorkin (roteirista de “A rede social”) e os diretores Joel e Ethan Coen (“Onde os fracos não têm vez”).

A ONG, denominada “The Creative Community for Peace Organization”*, promete uma série de anúncios pagos na tv e nos principais jornais americanos a partir desta semana. A ideia é levantar a bola israelense em face da mudança de rumo da política externa obamista sinalizada nesses últimos meses.

O judeu Steven Spielberg no set de "Munique" (2005),  filme inesperadamente imparcial na retratação do longevo conflito entre Israel e Palestina

O judeu Steven Spielberg no set de “Munique” (2005), filme inesperadamente imparcial na retratação do
longevo conflito entre Israel e Palestina (Foto: divulgação)

Ainda na esfera política, o cineasta inglês Ken Loach (premiado em Cannes por “Ventos da liberdade” em 2006) manifestou indignação com o fato da Inglaterra manter-se sob orientação americana na questão palestina e defendeu um boicote generalizado a “todo acontecimento cultural apoiado pelo Estado de Israel”. Loach, em fala no festival de cinema de Sarajevo, encerrado no último sábado na Bósnia, foi além. “Israel deve se tornar um Estado pária”, defendeu comparando o que ocorre em Gaza à guerra da Bósnia que estremeceu os anos 90.

A ebulição das vozes pró- Israel deve abafar as poucas que emergiram em favor da Palestina. O ponto desestabilizador, independentemente das perspectivas a se assumir em relação ao conflito, reside justamente aí. Na eloquência do soft power** americano, materializado por seu cinema dominante, em advogar interesses que não prosperam em outras frentes.

Ken Loach defende medidas agressivas contra Israel (Foto: reprodução Guardian)

Ken Loach defende medidas agressivas contra Israel (Foto: reprodução Guardian)

*Confira a lista completa de personalidades de Hollywood que já assinaram o documento pró-Israel aqui.

** Soft power, poder brando em tradução literal, é um termo usado nas relações internacionais para designar a habilidade de um corpo político para influenciar indiretamente outro corpo político por meios culturais ou ideológicos

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014 Curiosidades | 23:12

E se Michael Bay dirigisse o filme “Up-altas aventuras”?

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O diretor Michael Bay em ação... (Foto: divulgação)

O diretor Michael Bay em ação… (Foto: divulgação)

Ah, a internet! O mundo de possibilidades que ela oferece! A última brincadeira cinéfila, que já foi vista por mais de 790 mil internautas em todo o mundo desde que foi postada no YouTube na última sexta-feira (15), é imaginar como seria um dos clássicos da Pixar se fosse dirigido por um dos mais explosivos diretores da Hollywood atual. Estamos falando do fofo e sensível “Up – altas aventuras”, vencedor do Oscar de melhor animação em 2010, e de Michael Bay, que se não tem Oscar na prateleira, enumera recordes de bilheterias com a série “Transformers”.

No vídeo, muitíssimo bem produzido, testemunhamos como seria a jornada de Carl Fredricksen (o ranzinza protagonista dublado pelo saudoso Chico Anysio na versão nacional) se conduzida por Bay. Longos takes, explosões em alta definição, perigo iminente e Linkin Park na trilha sonora são algumas das pistas. Quem conhece o jeito de filmar de Michael Bay e essa delícia de filme da Pixar vai curtir as referências e piadas.

A versão de Bay:

 

O trailer dublado do filme:

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:13

As várias versões femininas de “Os mercenários”

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Nem Chuck Norris, que deu as caras em "Os mercenários 2" seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

Nem Chuck Norris, que deu as caras em “Os mercenários 2” seria capaz de tirar Stallone dessa encrenca

As vésperas do lançamento do terceiro filme, e lidando com o cada vez mais raro drama do filme vazar antes da estreia, é desnecessário dizer que Sylvester Stallone criou uma mina de ouro com a franquia de ação mais improvável do cinema contemporâneo.

Ele mesmo, ao lado do produtor Avi Lerner, articula uma versão feminina da franquia que estrela com Jason Statham, Jet Li e tantos outros.

Segundo Lerner, há negociações envolvendo Cameron Diaz, Milla Jovovich e ninguém menos do que Meryl Streep para estrelar o filme. Até mesmo diretor a produção já tem. Será Robert Luketic (de “Legalmente loira” e “A sogra”). Se tudo der certo, “ExpandBelles” terá Sigourney Weaver (a estrela da série “Alien”) fazendo as vezes de Sylvester Stallone. A ideia é lançar o filme pela Millennium Films, mesma empresa responsável pela distribuição dos três “Os mercenários”.

O que Stallone não esperava é que todo mundo quisesse tirar um lasco dessa ideia. No mês passado foi divulgado o trailer de “Mercanaries”, que coloca um grupo de elite composto só por mulheres para invadir uma prisão e resgatar uma diplomata. O filme tem Kristanna Loken, que foi um exterminador em “O Exterminador do futuro 3: a rebelião das máquinas” (2003), e Brigitte Nielsen, que é ex-mulher de Stallone na vida real. Além de Vivica A. Fox (“Kill Bill – vol I”).

 

Como se já não bastasse o clone chegar antes do original, Stallone vê a concorrência aumentar com a confirmação de que outro estúdio, Private Defense Contractors, está produzindo sua versão feminina dos mercenários e já contratou duas atrizes. A primeira é Gina Carano, ex-lutadora de MMA que esteve no elenco de “Velozes e furiosos 6”. A outra é Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”). O estúdio é especializado em produções B do cinema de ação, como a franquia “Riddick”, estrelada por Vin Diesel.

Stallone criou um monstro que já dá sinais de ser capaz de devorá-lo.

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

A bela Gina Carano é a protagonista de outra versão alternativa do filme com mercenárias que Stallone quer fazer

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em um versão feminina do filme. Mas ela toparia?  (Fotos: divulgação e getty)

Se Chuck Norris não salva, Meryl Streep tem o poder de gerar buzz em uma
versão feminina do filme. Mas ela toparia? (Fotos: divulgação e getty)

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sábado, 2 de agosto de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 07:00

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em agosto

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Filmes como “O mercado de notícias” e “Amantes eternos”, que estreiam na próxima quinta-feira (07) nos cinemas já foram destacados pelo Cineclube, mas agosto reserva muitos outros bons lançamentos para quem deseja curtir um filme na sala escura. Um Robert Pattinson totalmente diferente do que estamos habituados a ver, o Woody Allen de sempre e um dos últimos filmes estrelados pelo saudoso Philip Seymour Hoffman estão entre os destaques.

 

“The Rover – a caçada”

Fotos (Divulgação)

Fotos (Divulgação)

Novo filme do diretor australiano David Michôd, do intenso e violento “Reino animal” (2010). Na trama Robert Pattinson faz um homem abandonado pelo irmão para morrer e Guy Pierce, um homem que teve seu carro roubado pelo irmão do personagem de Pattinson. Em um futuro apocalíptico em que a economia global ruiu e o crime impera, esses dois homens iniciam uma caçada ao mesmo homem por razões distintas.

 

Previsão de estreia: 07 de agosto

 

“O homem mais procurado”

O homem mais procurado

Daqueles filmes de espionagem que remetem diretamente ao bom cinema americano dos anos 70. Um imigrante de origem chechena chega à Alemanha para tentar resgatar uma herança que seu pai teria lhe deixado. Mas ele entra no radar das polícias secretas alemã e americana. O que se postula no filme que trabalha com meias verdades e muitas sombras é se este homem seria apenas uma vítima ou um extremista com um plano terrorista muitíssimo  bem elaborado. Quem assina a direção deste que é um dos últimos filmes de Philip Seymour Hoffman é o holandês Anton Corbijn, do excelente “Um homem misterioso” (2010). Como se não bastasse todo esse pedigree, o filme é uma adaptação de John Le Carré.

Previsão de estreia: 14 de agosto

 

“Era uma vez em Nova Iorque”

Era uma vez em NY

Outro filme que aborda, de maneira ambígua, a imigração. Na Nova York de 1920, duas irmãs polonesas buscam uma vida melhor, mas acabam nas garras de um cafetão. Quando o primo deste, um mágico, se apaixona por uma das irmãs, um cenário de muita dor e imprevisibilidades se aproxima. O filme de James Gray (“Amantes” e “Caminho sem volta”) tem Joaquin Phoenix, Marion Cotillard e Jeremy Renner no elenco e integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“Magia ao luar”

Magia ao luar

Um falso mágico (Colin Firth) é contratado para desmascarar uma jovem e simpática médium (Emma Stone), mas aos poucos vai se encantando com ela. Estamos, é claro, na seara Woody alleniana e em um filme de Woody Allen, o simplório e o genial caminham irmanados.

 

Previsão de estreia: 28 de agosto

 

“A oeste do fim do mundo”

A oeste do fim do mundo

Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pegado carona.  Essa convivência se provará desestabilizadora para todos os envolvidos. O filme, uma coprodução entre Brasil e Argentina, foi destaque na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do ano passado, mas só agora terá lançamento comercial.

Previsão de estreia: 28 de agosto

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014 Bastidores, Curiosidades | 21:18

Marvel divulga vídeo rememorando (e celebrando) suas fases 1 e 2 no cinema

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Robert Downey Jr. em cena doo terceiro "Homem de ferro": ação, humor e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Robert Downey Jr. em cena doo terceiro “Homem de ferro”: ação, humor
e um plano muito bem definido valem o sucesso da Marvel no cinema

Com o lançamento de “Guardiões da Galáxia”, a Marvel se despede do que chama de fase 2 de sua incursão pelo cinema.  A próxima produção do estúdio está programada para ser lançada em 30 de abril de 2015 e é um “filminho” chamado “Os vingadores 2: a era de Ultron”.

A primeira fase foi iniciada com “Homem de ferro” em 2008. Fizeram parte desta etapa introdutória os filmes “O incrível Hulk” (2008), “Homem de ferro 2” (2010), “Thor” (2011), “Capitão América: o primeiro vingador” (2011) e “Avengers: os vingadores” (2012). A segunda fase, menor e menos empolgante, se deu com “Homem de ferro 3” (2013), “Thor: o mundo sombrio” (2013), “Capitão América: o soldado invernal” (2014) e “Guardiões da galáxia” (2014).

A sequência de “Os vingadores” dará continuidade aos planos para lá ambiciosos da Marvel. Na próxima fase, novos personagens devem ter filmes lançados, como “Homem- formiga” e o “Doutor Estranho”, o escudo do Capitão América deve mudar de mãos e séries com personagens menos conhecidos como Punhos de ferro e Luke Cage, além do Demolidor – que voltou aos domínios do estúdio, serão lançadas sob parceria com a Netflix.

Pensando bem, e o vídeo em tom épico demonstra isso, a Marvel tem muito o que comemorar mesmo.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 22:23

Meryl Streep é do mal em trailer de “Into the woods”

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Será que Meryl Streep vai ao Oscar, dessa vez como bruxa?

Será que Meryl Streep vai ao Oscar, dessa vez como bruxa?

Pense em todos os contos de fadas que você conhece. Provavelmente você não terá pensado em todos que compõe “Into The woods”, novo filme de Rob Marshall, diretor de “Chicago” (2003) e ‘Piratas do Caribe: navegando em águas misteriosas” (2011). O filme, com lançamento marcado para o dia 1º de janeiro de 2015 nos cinemas do Brasil, é uma adaptação de um musical da Broadway inspirado em diversos contos infantis clássicos como Chapeuzinho vermelho, Rapunzel, Cinderela, entre outros.  No trailer, divulgado hoje e que pode ser conferido abaixo, já é possível pescar algumas dessas referências.

Em “Into The Woods”, os protagonistas são o casal formado pelo Padeiro (James Corden) e sua esposa (Emily Blunt), que foram amaldiçoados pela Bruxa (Meryl Streep) e não podem ter filhos por causa disso. Decididos a acabar com a maldição, o casal entra na floresta encantada em busca de elementos capazes de quebrar o feitiço. Nessa jornada, cruzam com os mais diversificados personagens de contos de fadas.

A produção tem, ainda, Johnny Depp como Lobo Mau, Anna Kendrick como Cinderela, Chris Pine como Príncipe Encantado e Mackenzie Mauzy como Rapunzel.

A Cinderela, vivida por Anna Kendrick...

A Cinderela, vivida por Anna Kendrick…

... e seu príncipe interpretado por Chris Pine  (Fotos: divulgação)

… e seu príncipe interpretado por Chris Pine (Fotos: divulgação)

 

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Atrizes, Curiosidades | 06:00

Com “Guardiões da galáxia”, Zoe Saldana faz história em Hollywood

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Zoe Saldana  (Fotos: Getty  e divulgação)

Zoe Saldana (Fotos: Getty e divulgação)

Com a estreia de “Guardiões da galáxia” nesta quinta-feira nos cinemas, Zoe Saldana, que no filme vive a caçadora de recompensas Gamora, vai atingir uma marca curiosa. Ela é a única mulher, e seria o único homem se fosse o caso, a estrelar três franquias espaciais de forte apelo comercial. Ela é Uhura em “Star Trek”, reimaginação  de J.J Abrams para a saga criada por Gene Roddenberry, e a Neytiri em “Avatar”, épico de ficção científica de James Cameron que já tem três sequências confirmadas para os próximos anos. A continuação de “Guardiões da galáxia” será lançada em 2017.

Zoe Saldana, que surgiu como coadjuvante de Britney Spears em “Crossroads: amigas para sempre” (2002), aos poucos foi se projetando para o cinema de ação. Já em 2003 fez uma pequena participação no bem sucedido “Piratas do Caribe: a maldição do Perola negra” (2003). Ela participou de outras fitas de ação como “Ladrões” (2010), “Os perdedores” (2010), “Ponto de vista” (2008) e “Colombiana: em busca de vingança” (2011), da qual foi protagonista.

Inegavelmente, porém, suas incursões pelo espaço representam o ponto alto de sua carreira no cinema. Aos 36 anos, e com três franquias intergaláticas no currículo, Saldana compreensivelmente se consolida como musa geek.

"Guardiões da Galáxia"

“Guardiões da Galáxia”

"Star Trek"

“Star Trek”

"Avatar"

“Avatar”

 

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Curiosidades, Filmes, Listas | 22:35

A história de Hollywood em dez filmes

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O jornal inglês The Telegraph lançou um desafio inusitado. É possível contar a história de Hollywood em dez filmes? A ideia é agregar as produções que, não só influenciaram o modo de se fazer cinema dali em diante, mas que mimetizem o espírito da Meca do cinema em cada época.

Como em toda lista, há margem para discordâncias e interpretações diversas, mas a lista formulada pelo jornalista Robbie Colin paira acima das suspeitas mais superficiais. Eis ela:

 

Cena do filme "A conversação"

Cena do filme “A conversação”

“Uma semana”, de Buster Keaton (1920)

“Aconteceu naquela noite”, de Frank Capra (1934)

“No tempo das diligências”, de John Ford (1939)

“Fuga ao passado”, de Jacques Tourneur (1947)

“Sinfonia de Paris”, de Vicente Minneli (1951)

“À queima roupa”, de John Boorman (1967)

“A conversação”, de Francis Ford Coppola (1974)

“De volta para o futuro”, de Robert Zemeckis (1985)

“Pulp Fiction – tempo de violência”, de Quentin Tarantino (1994)

“Batman – o cavaleiro das trevas”, de Chistopher Nolan (2008)

 

O Cineclube, instigado por este exercício de cinefilia e história, elaborou a própria lista com o mesmo objetivo. Eis ela:

 

Cena de "A rede social"

Cena de “A rede social”

“O nascimento de uma nação”, de D.W. Griffith (1915)

“Tempos modernos”, de Charles Chaplin (1936)

“E o vento levou…”, de Victor Fleming (1939)

“Como era verde o meu vale”, de John Ford (1941)

“Sindicato de ladrões”, de Elia Kazan (1954)

“Amor sublime amor”, de Robert Wise e Jerome Robbins (1961)

“Tubarão”, de Steven Spielberg (1975)

“Taxi driver”, de Martin Scorsese (1976)

“Fargo”, de Joel e Ethan Coen (1996)

“A Rede social”, de David Fincher (2010)

 

Cena de "Sindicato de ladrões"

Cena de “Sindicato de ladrões”

Cena de "Taxi driver"

Cena de “Taxi driver” (Fotos: divulgação)

A lista se justifica nas inteirezas e nas sutilezas. “O nascimento de uma nação” aborda os eventos mais importantes da fomentação da América tudo pela ótica de duas famílias. É um dos filmes que moldaram a narrativa cinematográfica como a conhecemos. “Tempos modernos”, com sua ousada crônica da revolução industrial é um exemplo de como Hollywood sabe aproveitar talentos estrangeiros, no caso, Chaplin.

Já “E o vento levou” foi o primeiro épico hollywoodiano e, com valores atualizados pela inflação, um dos três filmes de maior bilheteria de todos os tempos.

Já “Como era verde o meu vale” é a opção mais fidedigna de narrativa hollywoodiana. O filme de John Ford prevaleceu no Oscar sobre “Cidadão Kane”, de Orson Welles, por muitos considerados um dos melhores filmes da história. A vitória deste épico familiar traduz muito da concepção de cinema em voga ainda hoje em Hollywood. “Sindicato de ladrões”, por seu turno, mostra o viés político do cinema hollywoodiano e sua veia liberal então efervescente.

“Amor sublime amor” é o triunfo do musical, esse gênero tão teatral que de quando em quando brilha no cinema. O filme é um dos maiores vencedores do Oscar e um grande sucesso de bilheteria. Além, é claro, de provar a versatilidade da shakespeariana história de Romeu e Julieta.

Steven Spielberg entra na lista com “Tubarão”, filme que inaugurou o que hoje chamamos de temporada de blockbusters (ou verão americano) e, literalmente, salvou Hollywood da bancarrota.  Os anos 70 tem dois filmes porque, depois dos anos 30, foram os mais importantes do cinema americano. Quando ele se revitalizou impulsionado por novos diretores criativos e inovadores. Martin Scorsese era um deles e “Taxi driver” um dos expoentes desse movimento.

Na lista do The Telegraph aparece “Pulp Fiction”. A opção por “Fargo” é uma provocação. O grande mérito oculto de Quentin Tarantino talvez tenha sido chamar atenção para o cinema dos Coen, hoje uma unanimidade, mas que antes de “Pulp Fiction” raramente eram notados por Hollywood. “Fargo” mudou este panorama.

“A rede social” não é apenas um filme sobre as circunstâncias da criação da maior rede social de nossos tempos. É um filme que se apresenta como síntese da linguagem de nossa era e, também, a melhor representação da chamada geração y que já começa a mandar e desmandar nos padrões de Hollywood também.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014 Análises, Curiosidades, Filmes | 06:00

Quando o cinema pensa o jornalismo

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Está programado para estrear nos cinemas no próximo dia 7 de agosto o documentário “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado. O filme combina a encenação da peça homônima de 1625 do dramaturgo inglês Ben Jonson com depoimentos colhidos pelo diretor de 13 jornalistas de diferentes mídias da cena noticiosa nacional.

A intenção do cineasta é discutir a reverberação do jornalismo no cotidiano, o sentido e a prática da profissão, bem como seu futuro. O filme reflete casos recentes da política brasileira e pormenoriza a atuação da imprensa. A estrutura, ainda que convencional, busca a metaforização nesse diálogo que propõe com uma peça forjada no século XVII. As circunstâncias do jornalismo, no entanto, são passíveis de mudança? A essência se metamorfoseia com o tempo ou permanece imutável? São questionamentos que norteiam o interesse de Furtado com seu filme.

Os jornalistas depoentes não são menos notórios que o diretor de “O homem que copiava” (2003) e “Saneamento básico – o filme” (2007). Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif (colunista do iG), Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata Lo Prete formam esse painel plural e multifacetado tateado por Furtado.

Para o diretor, seu documentário “debate critérios jornalísticos e, também, configura uma defesa da atividade jornalística, do bom jornalismo, sem o qual não há democracia”.

O jornalista Fernando Rodrigues em cena de "O mercado de notícias"

O jornalista Fernando Rodrigues em cena de “O mercado de notícias”

Em "Rede de intrigas", o âncora de um telejornal promete se suicidar no ar quando de sua demissão e vira um sucesso de audiência

Em “Rede de intrigas”, o âncora de um telejornal promete se suicidar no ar quando de sua demissão e vira um sucesso de audiência à medida que perde as papas da língua

Em "O informante", Al Pacino vive um jornalista que tenta convencer uma potencial fonte, mas se vê imerso em um jogo escuso de interesses econômicos

Em “O informante”, Al Pacino vive um jornalista que tenta convencer uma potencial fonte a entregar podres da indústria tabagista, mas se vê imerso em um jogo escuso de interesses econômicos

A ideia central do filme, no entanto, não é nova. Há, por exemplo, um documentário americano recente que aborda com propriedade o mesmo tema. Trata-se de “Page one: inside The New York Times” (2011), disponível no catálogo da Netflix.  O filme de Andrew Rossi propõe um mergulho sem precedentes na redação e na história do jornal mais importante e mais influente do mundo. Jornalistas do veículo e também de concorrentes falam sobre o jornal, as mudanças estruturais impostas pelo tempo e, na esteira desta avaliação, pelas transformações inerentes ao próprio jornalismo.

A primazia dessa reflexão do jornalismo, contudo, não é do documentário. O cinema ficcional discute o jornalismo há um bom tempo. “A montanha dos sete abutres”, de Billy Wilder (1951) é item obrigatório nas faculdades de jornalismo por oferecer uma visão arguta de como o jornalismo pode pender para o sensacionalismo em um piscar de olhos. Desse quadro indesejável para a manipulação, basta outro piscar de olhos.

Ainda nessa linha de pensar o jornalismo em toda a sua complexidade, podem ser destacados filmes como “O informante” (1999), “Quase famosos” (2000), “Nos bastidores da notícia” (1987), “Todos os homens do presidente” (1976), “A primeira página” (1974), “Boa noite e boa sorte” (2005), “Frost/Nixon” (2008), “Rede de intrigas” (1976), “O jornal” (1994), “O preço de uma verdade” (2003), “O quarto poder” (1997), “Intrigas de Estado” (2009), entre tantas outras preciosas inflexões sobre o fazer jornalístico.

Em "O quarto poder", Dustin Hoffman vive experiente jornalista que manipula um homem desesperado para conseguir o furo de sua carreira

Em “O quarto poder”, Dustin Hoffman vive experiente jornalista que manipula um homem desesperado para conseguir o furo de sua carreira

"Quase famosos" mostra a experiência de um jovem jornalista acompanhando uma banda em turnê

“Quase famosos” mostra a experiência de um jovem jornalista acompanhando uma banda de rock em turnê

Um ex-presidente em busca de redenção midiática e um apresentador de tv contestado em um embate intelectual primoroso são a matéria prima de "Frost/Nixon"

Um ex-presidente em busca de redenção midiática e um apresentador de tv contestado em um embate intelectual primoroso são a matéria prima de “Frost/Nixon”

Com diferentes inclinações, tons e conclusões, esses filmes convidam a uma reflexão fundamentalmente importante em um momento em que o País se prepara mais uma vez para ir às urnas. Reflexão esta que deve ser encampada por quem produz e, principalmente, por quem consome notícia.

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quinta-feira, 24 de julho de 2014 Notícias | 20:46

Festival de Veneza 2014 anuncia seleção oficial

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Foram anunciados nesta quinta-feira (24) os filmes que compõem a mostra competitiva da 71ª edição do festival internacional de cinema de Veneza, o mais antigo e um dos mais prestigiados do mundo. Serão exibidos no evento os novos filmes dos cineastas Fatih Akin (“Contra a Parede”), Andrew Niccol (“O Senhor das Armas”), David Gordon Green (“Joe”), Roy Anderson (“Vocês, os Vivos”) e Joshua Oppenheimer (“O Ato de Matar”).

Curiosamente, são os filmes exibidos fora de competição que mais chamam a atenção. Destacam-se os novos trabalhos do centenário realizador português Manoel de Oliveira, o retorno depois de 14 anos afastado do cinema de Peter Bogdanovich e de Barry Levinson, responsável por filmes como “Mera coincidência” (1997), “Donnie Brasco” (1997) e “Rain man” (1988). Além da nova incursão do ator James Franco pela direção, é claro.

Há predominância europeia na lista, com maior presença do cinema francês (seis títulos). Não há candidatos da América Latina, o que corrobora o ano cinematograficamente frágil apresentado pelo cinema da região.

 Confira abaixo a lista dos filmes que integram o festival

Competição

Willem Dafoe em cena de "Pasolini", de Abel Ferrara

Willem Dafoe em cena de “Pasolini”, de Abel Ferrara

“The Cut”, Fatih Akin (Alemanha, França, Itália, Rússia, Canadá, Polônia, Turquia)
“A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence”, Roy Anderson (Suécia, Alemanha, Noruega, França)
“99 Homes”, Ramin Bahrani (EUA)
“Tales”, Rakhshān Bani E’temād (Irã)
“La rançon de la gloire”, Xavier Beauvois (França, Bélgica, Suíça)
“Hungry Hearts”, Saverio Costanzo (Itália)
“Le dernier coup de marteau”, Alix Delaporte (França)
“Pasolini”, Abel Ferrara (França, Bélgica Itália)
“Manglehorn”, David Gordon Green (EUA)
“Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance”, Alejandro González Iñárritu (EUA)
“3 coeurs”, Benoît Jacquot (França)
“The Postman’s White Nights”, Andrei Konchalovsky (Rússia)
“Il giovane favoloso”, Mario Martone (Itália)
“Sivas”, Kaan Müjdeci (Turquia)
“Anime nere”, Francesco Munzi (Itália, França)
“Good Kill”, Andrew Niccol (EUA)
“Loin des homes”, David Oelhoffen (França)
“The Look of Silence”, Joshua Oppenheimer (Dinamarca, Finlândia, Indonésia, Noruega, Reino Unido)
“Fires on the Plain”, Shinya Tsykamoto (Japão)
“Red Amnesia”, Xiaoshuai Wang (China)

Fora de competição

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em "The humbling"

Al Pacino volta a colaborar com Barry Levinson em “The humbling”

“Words With Gods”, Guillermo Arriaga, Emir Kusturica, Amos Gitai, Mira Nair, Warwick Thornton, Hector Babenco, Bahman Ghobai, Hideo Nakata, Alex de la Iglesia (México, EUA)
“She’s Funny That Way”, Peter Bogdanovich (EUA)
“Dearest”, Peter Ho-sun Chan (Hong Kong, China)
“Olive Kitteridge”, Lisa Cholodenko (EUA)
“Burying the Ex”, Joe Dante (EUA)
“Perez”, Edoardo de Angelis (Itália)
“La zuppa del demônio”, Davide Ferrario (Itália)
“The Sound and the Fury”, James Franco (EUA)
“Tsili”, Amos Gitai (Israel, Rússia, Itália, França)
“La trattativa”, Sabina Gazzanti (Itália)
“The Golden Era”, Ann Hui (China, Hong Kong) – filme de encerramento
“Make-Up”, Im Kwon-taek (Coreia do Sul)
“The Humbling”, Barry Levinson (EUA)
“The Old Man of Belem”, Manoel de Oliveira (Portugal, França)
“Italy in a Day”, Gabriele Salvatores (Itália, Reino Unido)
“In the Basement”, Ulrich Seidl (Áustria)
“Os Boxtrolls”, Anthony Stacchi, Annable Graham (Reino Unido)
“Ninfomaníaca – Volume II” (versão do diretor), Lars von Trier (Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica)

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