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segunda-feira, 21 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 15:59

Verhoeven revela desejos ocultos com sofisticação e assombro no sensacional “Elle”

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Com atuação inspirada da francesa Isabelle Huppert, cineasta holandês desconstrói fachadas sociais para mostrar os labirintos mais sórdidos da mente humana em um dos melhores filmes do ano

Cena do filme "Elle", que representa a França na briga pelo Oscar de filme estrangeiro em 2017

Cena do filme “Elle”, que representa a França na briga pelo Oscar de filme estrangeiro em 2017

E lá se de vão dez anos desde o lançamento de “A Espiã” (2006), último Verhoeven a ganhar os cinemas. O cineasta holandês volta lascivo, imponente, aterrador, cínico e absoluto em “Elle”, que integrou a mostra competitiva da 69ª edição do Festival de Cannes e é o representante francês na briga por uma vaga entre os finalistas ao Oscar de produção estrangeira. Trata-se de um filme provocador, imprevisível e incandescente.

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Aos 63 anos, Isabelle Huppert comprova mais uma vez porque é uma das maiores intérpretes que o cinema já conheceu ao galvanizar uma mulher torneada por um grande trauma e que a partir de um caso de violência sexual, que bem poderia ser definido como outro trauma, parte em uma obscura e nauseante jornada de autodescoberta. Em “Elle”, Huppert é Michèle, a definição de uma mulher fria. O pragmatismo que apresenta nas reuniões com seus comandados – em que sempre pede mais violência, sexo e violência com sexo nos games que produz – se estende ao convívio com o filho (Jonas Bloquet), que tenta manter um casamento implodido com uma mulher que o trai escandalosamente; o ex-marido (Charles Berling), ainda dependente emocional dela; e a mãe (Judith Magre), que sustenta michês.

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Verhoeven orienta Huppert no set de "Elle"

Verhoeven orienta Huppert no set de “Elle”

O filme começa com esse estupro. Michèle reage a ele com indiferença. Aos poucos, porém, vai sendo tomada por uma grande curiosidade a respeito da identidade de seu agressor.  Não vemos um drama aqui, mas um suspense de alta voltagem erótica com pitadas de humor negro. Sem qualquer compromisso com a correção política, Verhoeven e o roteirista David Birke observam as normas sociais de um ponto de vista incomum que, se tivéssemos que rotular, o denominaríamos de “psicopata”. Mas a realização resiste a resolver a personagem e nos priva dessa imposição conscienciosa enquanto público de qualificar suas atitudes.

É natural cruzar com acusações de que “Elle” é um produto misógino e fetichista, mas essas classificações apressadas e superficiais só atestam a ignorância de quem as professa. “Elle” é cinema robusto, de camadas, construído com muita coragem e sutileza. Verhoeven não se refugia em Freud propriamente dito, mas reveste seu cinema de profunda ressonância psicoanalítica na elaboração que faz de Michèle – que se agarra à história de violência de seu passado como se dela tirasse força para sobreviver. Nos seus termos.

Esse processo de autoconhecimento, no entanto, vai ganhando ares sinistros conforme vai se tornando visível para o público. Mas Michèle não é a única personagem com desejos e fetiches que eventualmente escapam a nossa compreensão. Todos os personagens em cena alimentam algum desejo que podemos tomar como sórdido. A amiga e sócia de Michèle, Anne, e seu marido, Robert, e a maneira como gravitam em torno da personagem de Huppert substanciam uma análise à parte. Mas que não deve ser desenvolvida aqui para que não seja comprometida a experiência fílmica.

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“Elle” é cinema de autor na sua mais musculosa espessura. Verhoeven, um diretor tão crítico dos arranjos sociais e da hipocrisia inerentes a eles, se alia a uma atriz sem quaisquer amarras e dona de uma coragem artística revigorante para fazer um dos filmes mais pulsantes e instigantes dos últimos tempos.  Com o queixo no chão, só resta ao público aplaudir um cinema tão senhor de seu significado.

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domingo, 20 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 10:39

“Indignação” é adaptação fiel da corajosa e intransigente obra de Philip Roth

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Um dos mais aclamados, controvertidos e complexos autores americanos, Philip Roth não é fácil de ser adaptado. Ainda assim, é tão concorrido que em 2016 são lançados dois filmes baseados em romances de sua autoria. “Pastoral Americana” marca a estreia do ator Ewan McGregor como diretor e este “Indignação” é o ponto de partida como cineasta do produtor e roteirista James Schamus. Colaborador habitual de Ang Lee, Schamus se serviu de uma das últimas obras de Roth antes da aposentadoria. “Indignação” é um complexo estudo do ferrolho que era a sociedade americana dos anos 50 que vetava toda e qualquer oxigenação aos costumes sociais. Claro, isso temperado com a habitual acidez do registro de Roth com a inflexão à religião – com especial atenção à situação dos judeus no pós- guerra – e à masculinidade.

Cena do filme "indignação"

Cena do filme “indignação”

“Indignação”, o filme, é mais sensível do que o livro de Roth, mas não menos demolidor. Essa sofisticação, se é que podemos qualificar de tal modo, se deve ao refinamento de Schamus, responsável pelos textos de filmes tão incomuns como “Banquete de Casamento” (1993), “Tempestade de Gelo” (1997) e “Desejo e Perigo” (2007); mas também à entrega do ator Logan Lerman, aprofundando-se no registro da verve experimentada em “As Vantagens de ser Invisível”, mas exercitando outras tonalidades.

Estamos em 1951. Marcus (Lerman), devido às boas notas, consegue uma bolsa para cursar uma faculdade em Ohio. A novidade vem em boa hora. A guerra na Coreia ceifa vidas de jovens, muitos de seu círculo social, e a oportunidade evita seu alistamento. O ciclo de mudanças interfere no convívio familiar e afeta a relação do introspectivo Marcus com seu pai. Na faculdade, Marcus resiste às típicas interações – como ingressar em uma fraternidade -, mas o que mais lhe irrita é a obrigação de comparecer semanalmente à capela da instituição. Judeu de nascença, Marcus se declara ateu e francamente contrariado com as imposições da agenda religiosa na instituição. A cena em que debate a respeito com o reitor interpretado por Tracy Letts já é um dos grandes momentos do cinema em 2016.

Em meio a tudo isso, ele se deixa fascinar por Olivia Hutton, vivida pela fascinante Sarah Gadon. A menina parece ter um passado difícil e seu jeito de ser desafia convenções que Marcus ainda não parece compreender inteiramente.

“Indignação” não é um filme de elevadas notas dramáticas, mas a simplicidade aparente dos conflitos propostos revela uma América de contradições enrolada em muitos e enraizados preconceitos. Schamus se escora em Roth para radiografar com certo pessimismo o estado das coisas. Não à toa, em um determinado momento uma personagem cita a famosa frase de Benjamin Franklin: “Democracia são dois lobos e uma ovelha decidindo o que  comer no almoço”.

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sábado, 12 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 16:50

“Snowden” assume ponto de vista do protagonista e vende a terrível verdade de nosso tempo

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Cena do filme "Snowden: Herói ou Traidor"

Cena do filme “Snowden: Herói ou Traidor”

É um tanto desorientador que “Snowden: Herói ou Traidor” chegue aos cinemas brasileiros na esteira da vitória surpreendente de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Afinal, o agora presidente eleito ostenta uma retórica que vai de encontro a tudo aquilo que o filme de Oliver Stone defende enquanto obra artística. Essa inesperada oposição dá uma nova perspectiva à audiência e transforma a experiência de se assistir “Snowden” em algo muito mais exasperador.

O filme, originalmente previsto para 2015, se ocupa da trajetória de Edward Snowden nos serviços de inteligência dos Estados Unidos. Mas não só. Stone, com o préstimo do coroteirista Kieran Fitzgerald, elabora um perfil quase jornalístico do ex-agente da CIA e da NSA. Uma característica herdada muito provavelmente dos livros de não ficção que amparam o roteiro.

Trata-se de um filme sóbrio, o que em matéria de Oliver Stone já é um trunfo. O que não quer dizer que haja um esforço em prol de isenção. E nem deveria. Aqui assume-se o ponto de vista de Edward Snowden, mas há vícios de linguagem e narrativa que poderiam ser evitados. A opção por dar voz ao próprio Snowden no desfecho do filme, além de desnecessária, compromete a própria construção dramática da produção. Mais: Há um momento em particular que a justificativa de Snowden é pobre. Depois de ter deixado a CIA, ele alega ter retornado a trabalhar em uma agência de inteligência americana, no caso a NSA (Agência de Segurança Nacional), porque imaginava que as coisas melhorariam e tinha fé em Obama. Trata-se de uma visão ingênua para quem já testemunhara o que testemunhara. Daí, apesar da breguice, o subtítulo nacional que brinca com as noções de heroísmo e traição.  É algo que, talvez, Oliver Stone não tenha se dado conta e ao colocar Snowden em seu filme acaba por sublinhar.

De todo modo, há aspectos muito interessantes em “Snowden”. O primeiro deles, sem dúvida nenhuma, é vislumbrar a crescente do dilema moral em que o personagem se flagra. Algo que a performance minimalista de Joseph Gordon-Levitt aborda muito bem. O ator abraça o desconforto irascível de quem se vê forçado a mudar sua visão de mundo e do País que ama e hesitar sobre o que fazer a respeito. Snowden é um patriota e por sê-lo, tanto sua atitude como as acusações que pairam sobre ele ganham mais relevo e isso é algo que Oliver Stone tem plena consciência e explora bastante ao longo das 2h15min de projeção.

O romance com Lindsay (Shailene Woodley) vive às margens da vida de agente de Snowden

O romance com Lindsay (Shailene Woodley) vive às margens da vida de agente de Snowden

Outro aspecto interessante é observar o hibridismo entre posicionamento político e paranoia nos tempos atuais. Nesse sentido, “Snowden” se aproxima de um filme de terror ao emaranhar as percepções do público e fazer com que temamos uma câmera de celular tanto quanto dormir de luz apagada depois de um filme de terror.

Ao fazer mais um filme contra o sistema, outros foram o duo “Wall Sreet”, “Nixon”, “JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar”, “Nascido em 4 de Julho” e “Platoon”, Oliver Stone demonstra mais compostura discursiva e permanece ostensivo na gramática cinematográfica. “Snowden” é cinemão, com seus prós e contras, no melhor sentido do termo.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 21:00

Marvel arrisca pouco, mas acerta em cheio mais uma vez com “Dr.Estranho”

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Benedict Cumberbatch em cena de "Dr. Estranho" (Foto: divulgação)

Benedict Cumberbatch em cena de “Dr. Estranho”
(Foto: divulgação)

Quando a Marvel anunciou que lançaria um filme do Dr. Estranho, um personagem da quara ou quinta escala da editora de HQs e que Scott Derrickson (“O Exorcismo de Emily Rose”) seria o responsável pela direção, duas certezas sobressaltaram. A primeira era de que o agora estúdio integrante do conglomerado gigante da Disney havia alcançado um patamar de segurança que permitia a introdução de personagens bem menores (quando tudo começou no cinema o próprio Homem de Ferro era de segunda linha). A segunda certeza é de que a Marvel, em plena terceira fase do seu universo cinematográfico, estava preparada para fazer diferente.

Com “Dr. Estranho” nos cinemas e registrando bilheteria estrondosa, outras duas certezas emergem.  A Marvel não está preparada para fazer cinema de autor e não está nem um pouco preocupada com essa demanda que gravita a cinefilia. Estrelado por Benedict Cumberbatch, o homem que além de ser Sherlock Holmes, já figura na cena geek como integrante dos universos de Star Trek, Tolkien e agora debuta na Marvel, “Dr. Estranho” é o filme mais diferente já produzido pelo estúdio, mas ainda assim plenamente reconhecível e permeado da indefectível – e até o momento infalível – fórmula Marvel.

Quem prestar atenção vai perceber duas estruturas narrativas se bifurcando em “Dr. Estranho”. Uma, mas dramática e densa, que abraça questões profundas e conflituosas como a morte e a metafísica. Outra, mais boêmia e simplista que por vezes faz com que Stephen Strange (Cumberbatch) soe como Tony Stark (Robert Downey Jr.).

Cena do filme "Dr. Estranho"

Cena do filme “Dr. Estranho”

A insistência da Marvel em prover um filme de estúdio não chega a prejudicar seu mais recente filme, mas as piadinhas em meio a momentos esculpidos pela tensão, como no primeiro confronto entre Strange e Kaecilius (Mads Mikkelsen, desperdiçado), despressurizam um filme que poderia ser muito mais eloquente e até mesmo memorável. A Marvel, no entanto, contenta-se com um entretenimento sagaz e satisfatório. Uma escolha legítima, mas tanto personagem como público mereciam mais.

Isso posto, “Dr. Estranho” é um deleite visual do início ao fim. Potencializado pelo 3D – e Scott Derrickson certamente fará James Cameron feliz pelo modo como afere valor narrativo à ferramenta – , o aspecto visual do filme encanta e torna todo o papo filosófico e a psicodelia inerente ao universo do personagem muito mais palatáveis ao espectador pouco familiarizado com tudo aquilo.

Escolha criticada, já que o personagem era oriental, Tilda Swinton convence (e ela sempre convence não é mesmo?) como a Anciã. É, no entanto, Benedict Cumberbatch o dono do show. O ator rapidamente nos convence de que nasceu para viver Stephen Strange. Um dom que o astro britânico ostenta como poucos atores de sua geração. Novamente pinçando a comparação com Downey Jr., desde que vimos Tony Stark na tela grande um ator não vestia tão bem um personagem no cinema.

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domingo, 9 de outubro de 2016 Filmes, Notícias | 14:24

“Star Wars: O Despertar da Força” estreia em 29 de outubro na Rede Telecine

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

O mais recente e festejado filme da franquia mais amada de todos os tempos estreia no Telecine Premium na sessão Superestreia do dia 29 de outubro, às 22h. Além de “Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força”, o mês de outubro está cheio de estreias imperdíveis no canal para quem gosta do bom cinema. Alguns exemplos são “A Colina Escarlate” (dia 16) e “Zootopia: Essa Cidade É o Bicho” (dia 22).

 

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016 Filmes, Notícias | 20:36

James Schamus, diretor de “Indignação”, vem ao Festival do Rio para promover o filme

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O diretor James Schamus no set de "Indignação" ao lado do ator James Schamus (Foto: divulgação)

O diretor James Schamus no set de “Indignação” ao lado do ator James Schamus
(Foto: divulgação)

No dia 14 de outubro, James Schamus estará no Festival do Rio para a sessão de gala de seu primeiro longa como diretor, o elogiado “Indignação”. O diretor vem ao Festival à convite de Rodrigo Teixeira, produtor do filme.

Com extenso currículo, James Schamus foi co-fundador e CEO do estúdio Focus Features por 13 anos, é colaborador de longa data de Ang Lee, tendo trabalhado com ele no roteiro e na produção de filmes como “O Tigre E O Dragão” e “O Segredo de Brokeback Mountain”, além de ser professor titular na Columbia University.

O longa teve sua estreia no Festival de Sundance deste ano. Baseado no livro de Philip Roth, “Indignação” se passa em 1951, quando Marcus Messner (Logan Lerman), um brilhante estudante judeu de classe média viaja para Ohio, onde conseguiu uma bolsa de estudos em uma conservadora universidade, o que evitou que fosse convocado para a Guerra da Coreia. Quando Marcus chega em Ohio, sua crescente paixão pela bela Olivia Hutton (Sarah Gadon), e seu conflito com o diretor da universidade, colocam Marcus e seu bem traçado plano de vida em teste.

O filme estreia no Brasil no dia 3 de novembro, com distribuição da Sony Pictures e produção da RT Features.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:17

Jeferson De filma “Correndo Atrás”, que tem roteiro de Helio De La Peña

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Estão a todo vapor as gravações de “Correndo Atrás”, novo filme de Jeferson De (“Brodér”), que tem roteiro assinado pelo ex-casseta Helio De La Peña e Ailton Graça, que vai viver seu primeiro protagonista no cinema.

O filme é baseado no livro “Vai na Bola, Glanderson!”, de Helio de La Peña, e conta a história de Ventania, um brasileiro que quer mudar de vida e tenta de tudo para melhorar sua situação.

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A comédia tem elenco quase todo formado por negros, com exceções como Tonico Pereira e Dadá Coelho. Estão no time Lázaro Ramos, Juan Paiva, Teka Romualdo, Rocco Pitanga, Juliana Alves e a dançarina Lellêzinha, do grupo Passinho, estreando no cinema. A direção e produção musical é do rapper BNegão. O lançamento está previsto para 2017, com distribuição da Europa Filmes e o Cineclube tem dois cliques exclusivos.

Na primeira imagem, Aílton Graça (Ventania) e Lázaro Ramos (Jerry) recebem instruções de Jeferson De durante as filmagens. No longa, eles são amigos de infância, mas Jerry vai tentar passar a perna em Ventania durante uma negociação. Na segunda foto, Lázaro faz pose em um intervalo das gravações.

Registro do set de filmagens de "Correndo Atrás"

Registro do set de filmagens de “Correndo Atrás”

 

Lázaro Ramos no set de "Correndo Atrás"

Lázaro Ramos no set de “Correndo Atrás”

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 13:42

“A Chegada”, de Denis Villeneuve, será o filme de abertura do Festival do Rio

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Louise Banks (Amy Adams) and Ian Donnelly (Jeremy Renner) in ARRIVAL

Louise Banks (Amy Adams) and Ian Donnelly (Jeremy Renner) in ARRIVAL

O filme “A Chegada”, do consagrado diretor canadense Denis Villeneuve (“Os Suspeito”,  “Sicario”), é o filme escolhido para abrir a  18ª edição do Festival do Rio, no próximo dia 6 de outubro, às 20h30, na Cidade das Artes.

Cotadíssimo para a próxima temporada de premiações, o filme integrou a mostra competitiva do Festival de Veneza e também foi exibido em Toronto.

Quando misteriosas naves espaciais aterrissam em todo o mundo, uma equipe de elite – liderada pela linguista Louise Banks (Amy Adams) – é reunida para investigar. Enquanto a humanidade hesita à beira de uma guerra mundial, Banks e sua equipe correm contra o tempo em busca de respostas – e para encontrá-las, ela terá de se arriscar pondo em perigo a própria vida e, muito possivelmente, a do resto da humanidade.

O filme tem estreia marcada no brasil para 9 de fevereiro de 2017. Já o Festival do Rio agita a cidade até o dia 16 de outubro. Assista ao trailer legendado logo abaixo.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:59

Distribuidora americana fará campanha por “Aquarius” e Sonia Braga no Oscar

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Empresa que vai lançar a produção nos Estados Unidos vê boas chances da produção emplacar em categorias nobres do Oscar e aposta em Sonia Braga como embaixadora de “Aquarius” no país

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Apesar de ter sido preterido por “Pequeno Segredo” na disputa para ficar com a vaga de representante do Brasil na briga por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, as chances de “Aquarius” ainda não acabaram. Pelo menos, essa é a ideia da Vitagraph Films, empresa encarregada de distribuir o filme nos EUA e que já anunciou que irá se engajar na promoção da obra com vistas ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A estratégia da distribuidora será focar em Sonia Braga, que já tem alguma notoriedade nos EUA.

Crítica: Intenso e sensorial, “Aquarius” é muito mais do que metáfora política 

A expectativa é de que “Aquarius”, que saiu muito elogiado de Cannes, consiga algumas indicações em categorias nobres como roteiro e direção. É uma meta ousada. Historicamente, a Vitagraph Films não costuma emplacar produções no Oscar e, no caso particular de Sonia Braga, a disputa pela vaga entre as atrizes promete ser acirradíssima. A francesa Isabelle Huppert, queridinha dos críticos americanos, é ampla favorita à informal vaga de candidata cult pelo francês “Elle”, assinado pelo holandês Paul Verhoeven (“Robocop”) e candidato oficial da França a uma vaga no Oscar.

“Aquarius” será lançado em 14 de outubro nos cinemas americanos e a Vitagraph estabelece como estratégia um trabalho intenso junto à Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, que outorga os prêmios Globo de Ouro, como uma alternativa de bombar as chances do filme no Oscar. A conferir.

Polêmica

Um das produções brasileiras mais elogiadas dos últimos tempos, “Aquarius” saiu elogiado do Festival de Cannes, e rapidamente se tornou o favorito para representar o Brasil no Oscar. Mas foi preterido em nome de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, depois de um processo polêmico, envolvendo um dos integrantes da comissão de seleção, o comentarista de cinema Marcos Petrucelli, que havia feito críticas nas redes sociais ao protesto da equipe do filme contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em Cannes.

Ato contínuo, diretores de outros concorrentes à vaga, como Gabriel Mascaro, de “Boi Neon”, e Anna Muylaert, de “Mãe Só Há uma”, retiraram suas candidaturas em solidariedade a “Aquarius”, e em protesto contra a parcialidade e contra como o que identificaram como tentativa de sabotar o filme.

O diretor Kleber Mendonça Filho foi categórico ao afirmar que a eliminação do filme decorreu de retaliação política. David Schurmann, por seu turno, criticou o que chamou de “Fla-Flu” na área cultural do País, mas evitou atritos com o diretor de “Aquarius”. Disse em entrevista à Glamurama publicada no último fim de semana: “nosso filme tem mais cara de Oscar”. A conferir!

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016 Curiosidades, Filmes, Notícias | 19:26

50 filmes independentes ganham 50% de desconto no NOW em outubro

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Um cardápio bem variado de filmes independentes vai estar disponível para os assinantes da Net com acesso ao NOW durante o mês de outubro. Serão 50 filmes com preços entre R$ 2,45 e R$ 4,95. Tem produções vencedoras do Oscar e filmes que integraram a programação de festivais como Berlim e Cannes. Muitos nem sequer foram exibidos nos cinemas brasileiros.

Entre os destaques podemos citar o drama iraniano “Táxi Teerã” (2015), de Jafar Panahi, vencedor do Urso de Ouro de Berlim, em 2015. No filme, o diretor cruza as movimentadas ruas da capital conversando com passageiros. Humor e drama se misturam nas discussões sobre a política, os costumes locais e a liberdade de expressão. Outro longa imperdível é “Pasoline” (2014), de Abel Ferrara, com Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio e Maria de Medeiros. A produção retrata os últimos dias de vida do polêmico diretor italiano Pier Paolo Pasolini, vivido por Dafoe. Indicado na categoria Melhor Atriz no Oscar 2016, o filme “45 anos” (2015), de Andrew Haigh, conta a história de um casal que planeja a festa de comemoração de seus 45 anos de casamento quando recebe uma notícia que poderá mudar o curso de suas vidas para sempre.

Cena de "Táxi Teerã"

Cena de “Táxi Teerã”

Outra produção muito recomendável que concorreu ao Oscar é o colombiano “O Abraço da Serpente” (2015), de Ciro Guerra, que mostra o último sobrevivente de uma tribo na Amazônia colombiana que trabalha com dois exploradores ao longo de 40 anos em busca de uma rara planta medicinal. Também concorrente a melhor filme estrangeiro, o francês “Cinco Graças” (2016), de Deniz Gamze, relata a história de cinco irmãs que lutam pela sua liberdade e tentam resistir ao seu destino. Com três indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Atriz e Melhor Filme, “Brooklin” (2015), de John Crowley fala sobre uma jovem irlandesa que tem seu coração dividido entre o país de origem e os EUA, para onde se mudou em busca dos seus sonhos.

Confira a lista de filmes que são atração em outubro no NOW:

“O Preço da Fama” (2014), de Xavier Beauvois

“Táxi Teerã” (2015), de Jafar Panahi

“Picasso e o Roubo da Monalisa” (2012), de Fernando Colomo

“Pasolini” (2014), de Abel Ferrara

“45 anos” (2015), de Andrew Haigh

“Retorno a Ítaca” (2014), de Laurent Cantet

“Club Sandwich” (2013), de Fernando Eimbcke

“O Capital Humano” (2013), de Paolo Virzi

“Garota Sombria Caminha Pela Noite” (2014), de Ana Lily Amirpour

“Três Lembranças da Minha Juventude” (2015), de Arnaud Desplechin

“As Memórias de Marnie” (2014), de Hiromasa Yonebayashi

“Pecados Antigos, Longas Sombras” (2014), de Alberto Rodriguez

“Numa escola de Havana” (2014), de Ernesto Daranas

“Party Girl” (2014), de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

“Amor, drogas e Nova York” (2014), de Ben Safdie e Joshua Safdie

“Dois Amigos” (2015), de Louis Garrel

“Labirinto de Mentiras” (2014), de Giulio Ricciarelli

“Victoria” (2015), de Sebastian Schipper
“O Cheiro da Gente” (2014), de Larry Clark
“White God” (2014), de Kornél Mundruczó
“Suite Francesa” (2014), de Saul Dibb
“Verão da Lata” (2014), de Tocha Alves e Haná Vaisman
“Uma Nova Amiga” (2014), de François Ozon
“O abraço da serpente” (2015), de Ciro Guerra
“Sabor da Vida” (2015), de Naomi Kawase
“Cinco Graças” (2016), de Deniz Gamze
“Astrágalo” (2015), de Brigitte Sy
“A Marcha” (2013), de  Nabil Ben Yadir

Premiado na mostra Um Certo Olhar em Cannes, o filme "Ovelha Negra" é um dos destaques do cardápio de filmes indies do Now

Premiado na mostra Um Certo Olhar em Cannes, o filme “Ovelha Negra” é um dos destaques do cardápio de filmes indies do Now

“A ovelha negra” (2015), de Grímur Hákonarson

“Mia Madre” (2015), de Nanni Moretti

“Fique Comigo” (2015), de Samuel Benchetrit

“Tudo Vai Ficar Bem” (2015), de Wim Wenders

“Conspiração e Poder” (2015), de James Vanderbilt

“Brooklin” (2015), de John Crowley

“A Linguagem do Coração” (2014), de Jean-Pierre Améris
“História da Minha Morte” (2013), de Albert Serra

“Tangerine” (2015), de Sean Baker

“Desajustados” (2015), de Dagur Kári

“Paulina” (2015), de Santiago Mitre

“Fogo no Mar” (2016), de Gianfranco Rosi

“Body” (2015), de Gianfranco Rosi e Malgorzata Szumowska

“Para o Outro Lado” (2015), de Kiyoshi Kurosawa

“O Novíssimo Testamento” (2015), de Jaco Van Dormael

“Eu Sou Ingrid Bergman” (2015), de Stig Bjorkman

“O Que Eu Fiz Para Merecer Isso?” (2014), de Patrice Leconte

“É o Amor” (2015), de Paul Vecchialii

“A Assassina” (2015), de Hsiao-Hsien Hou

“O Senso de Humor” (2015), de Maryline Canto

“Um Dia Perfeito” (2015), de Fernando León de Aranoa

“Um Brinde à Vida” (2014), de Jean-Jacques Zilbermann

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