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quinta-feira, 15 de setembro de 2016 Críticas, Filmes | 15:48

Mais relaxado, Woody Allen fala de amor e contradições da alta sociedade em “Café Society”

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Woody Allen está de volta aos cinemas com um filme menos dramático, mas não menos reflexivo das contradições humanas. “Café Society” marca primeira colaboração do diretor com a atriz Kristen Stewart

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena de "Café Society" (Foto: divulgação)

Kristen Stewart e Jesse Eisenberg em cena de “Café Society”
(Foto: divulgação)

Quem conhece minimamente o cinema de Woody Allen, sabe que o cineasta gosta de refletir sobre as contradições humanas. O calidoscópio do americano, que com “Café Society” lança seu segundo filme seguido rodado e ambientado nos EUA, costuma ser bastante plural. Aqui, porém, o octogenário diretor americano se permite um qzinho de Manoel Carlos – autor de novelas da Globo que costuma construir suas tramas no microcosmo do Leblon, bairro de classe alta do Rio de Janeiro.

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“Café Society” é um estudo algo espirituoso dos dilemas, ora esvaziados e ora apenas luxuriosos, dos grã-finos e abastados de Los Angeles e Nova York nos anos 30, auge da famigerada era de ouro do cinema americano. Tudo é urdido pelo cineasta com muita parcimônia e presença de espírito. Há, inclusive, uma rocambolesca história de amor a envolver e dimensionar os dramas da alta sociedade.

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A atriz Blake Lively em cena de "Café Society" (Foto: divulgação)

A atriz Blake Lively em cena de “Café Society”
(Foto: divulgação)

Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um agente que conhece a elite da sétima arte. Relutante a princípio, ele acaba arranjando algo para o sobrinho e escala sua secretária Vonnie (Kristen Stewart) para apresentar a cidade e fazer companhia ao rapaz. Ele acaba se apaixonando por ela, mas ela anuncia já ser comprometida.

A partir dessa premissa, Allen estipula um contraponto interessante entre a fantasia lúdica de Los Angeles e a aspereza charmosa de Nova York – pautada especialmente pelo arco do irmão gangster de Bobby vivido pelo ótimo Corey Stoll, que já havia sido o Ernest Hemingway de “Meia-noite em Paris” -, e alinha um interessante comentário sobre nossos impulsos egoístas e as contradições que vêm a reboque. Esse segundo aspecto pode ser observado tanto na escolha da personagem de Kristen Stewart e como ela se transforma naquilo que costumava criticar, como na decisão da irmã de Bobby de pedir a seu irmão gangster para ter uma conversa com o vizinho incômodo.

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Tratam-se de pequenas elaborações, bem afeitas ao padrão woody-alleniano, que enriquecem um filme charmoso e repleto de pequenos grandes momentos. Kristen Stewart é filmada como uma reencarnação de Greta Garbo. É impressionante o vigor com que Allen retrata suas personagens femininas recentes. E Kristen Stewart, mais bela do que nunca, só não é absoluta porque lá pelas tantas surge Blake Lively, como outra Veronica a cruzar a vida de Bobby.

Sem o juízo moral delegado em “O Homem Irracional”, Woody Allen relaxa, fala de amor e, pela primeira vez filmando em digital, faz de “Café Society” um agradável exercício voyeurístico para todos aqueles que fantasiam com o passado e com a rotina de escândalos da alta sociedade.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016 Atores, Filmes | 05:30

Gérard Depardieu vem ao Brasil para divulgar o drama “O Vale do Amor”

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O polêmico e talentoso ator Gérard Depardieu virá ao Brasil para o lançamento nacional do filme “O Vale do Amor”. Será a primeira vez do francês no Brasil em 30 anos. Ele desembarca em 18 de setembro

Gérard Depardieu e Isabelle Huppert em cena de "O Vale do Amor" (Foto: divulgação)

Gérard Depardieu e Isabelle Huppert em cena de “O Vale do Amor”
(Foto: divulgação)

Por muito tempo Gérard Depardieu foi o rosto mais famoso do cinema francês. Surgiram Marion Cotillard, Vincent Cassel, entre outros, mas o astro francês continua exercendo um charme especial que os cariocas poderão conferir de muito perto no dia 18 de setembro. Isso porque Depardieu desembarca na cidade para prestigiar a premiere nacional de “O Vale do Amor”, filme que integrou a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2015, e tem estreia agendada para 29 de setembro no País.

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“O Vale do Amor” relata a historia de Isabelle, interpretada pela atriz Isabelle Huppert, e Gerard, interpretado por Gérard Depardieu, que perderam seu filho seis meses antes de os conhecermos.  Antes de morrer, ele deixa uma carta aos pais pedindo que vão ao seu encontro no “Vale da Morte”, na Califórnia. Os dois já estão separados e não se falam há mais de 35 anos, e, apesar do absurdo da situação, eles decidem cumprir o último desejo do filho.

Cinema: Diretor de “Aquarius” diz que decisão política tirou o filme do Oscar

Os atores lançando o filme em Cannes em 2015 (Foto: divulgação/Cannes)

Os atores lançando o filme em Cannes em 2015
(Foto: divulgação/Cannes)

De origem francesa e naturalizado russo, com mais de 140 filmes em seu currículo, o consagrado francês é um dos fortes nomes do cinema mundial, estreou no cinema ainda adolescente, com o curta-metragem “Le Beatnik et le Minet” (1965). Depois de atuar em pequenos papéis, popularizou-se com os filmes:  “Os Corações Loucos” (1974), “Cyrano” (1990) e “O Último Metrô” (1980) onde foi dirigido por ninguém menos que François Truffaut e contracenou com a atriz Catherine Deneuve. Por este filme ganhou seu primeiro César (o Oscar francês) de melhor ator. Além de hoje ser dono de um dos maiores títulos franceses, que é o de “Chevalier du Legion d´Honneur” (Cavaleiro da Legião da Honra), o astro é bastante reconhecido nos EUA, onde estrelou filmes como “Bem-vindo a Nova York” (2014), “Missão Babilônia” (2008) e “O Homem da Máscara de Ferro” (1998).

Nos anos 80 e 90, Depardieu se estabeleceu como um dos maiores atores de todo o mundo. Participando de filmes importantes com direção dos maiores e mais importantes diretores da época: Bernardo Bertolucci, André Téchiné, Bertrand Blier e François Truffaut.

Também é presença constante em grandes produções, como nos filme da franquia francesa “Asterix e Obelix”. Mais recentemente, o público pôde acompanhar Gérard Depardieu  na série da Netflix “Marseille”, uma versão francesa da badalada “House of Cards”.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:07

Cininha de Paula estreia como diretora de cinema no filme “Duas de Mim”

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A experiente diretora de TV Cininha de Paula, cujos principais créditos correspondem a “Pé na Cova” e “Aquele Beijo”, arriscou em sua estreia como cineasta. No filme “Duas de Mim”, que ela dirige e tem coprodução do Telecine, Thalita Carauta e o cantor Latino também estão estreando como protagonistas no cinema.

 “Fiquei dois meses esperando a Thalita. Ela é a minha estrela. Tô bem cercada! A Iafa Britz (da produtora Migdal Filmes) me deu muita liberdade para montar o casting. Para fazer uma comédia você precisa ter quem sabe fazer comédia. Mais que um cantor, Latino é um comediante. É uma pessoa que nasceu vencedora. Por ter atravessado tudo o que passou e chegar onde chegou. Ele leva a vida com muito humor”, defendeu ela, sobre o longa, no qual Thalita vive Suryellen e Latino, Chicão, e com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2017.

A experiente Cininha de Paula no set de "Duas em Mim" (foto: divulgação)

A experiente Cininha de Paula no set de “Duas em Mim”
(foto: divulgação)

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016 Análises | 08:29

Verão americano de 2016 sugere ajuste de rota para estúdios de Hollywood

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Foi um verão atípico nas bilheterias dos cinemas. A grande temporada de blockbusters, como sempre, fez muito dinheiro, mas colocou pulga atrás das orelhas dos engravatados de Hollywood como nunca.

Montagem/divulgação

Montagem/divulgação

Foram 14 sequências lançadas nesta janela entre abril e o último fim de semana de agosto. Um recorde absoluto. A última vez que tantas sequências foram lançadas foi em 2003 e foram 13. Apenas quatro dessas sequências debutaram com uma bilheteria de estreia superior aos filmes anteriores. “Jason Bourne” (US$ 59,2 milhões), “Procurando Dory” (US$ 135 milhões), “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179 milhões) e “Uma Noite de Crime 3” (US$ 36,2 milhões). A grande maioria das sequências fracassou. Filmes como “Alice Através do Espelho”, “As Tartarugas ninja: Fora das Sombras”, “Star Trek: Sem Froneiras”, “Independence Day: O Ressurgimento”, entre outras produções floparam enormemente.

+ Universal, Mad Max e Tom Cruise estão entre os vencedores do verão americano de 2015

Foi um verão de extremos. A Disney tem razões para comemorar já que os dois filmes com maiores bilheterias da temporada integram seu portfólio. Mas se “Guerra Civil” e “Procurando Dory” juntos beiram quase US$ 1 bilhão em faturamento nos EUA e ultrapassam US$ 2 bilhões no mundo, filmes como “O Bom Gigante Amigo”, “Alice Através do Espelho” e “Meu Amigo, o Dragão” foram fracassos que o estúdio teve que amargar. A respeito deste quadro, o jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho até brincou: “acho que a Disney faz esses filmes que sabe que vão fracassar só para pagar menos imposto”.

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De fato, “O Bom Gigante Amigo”, um gesto nostálgico do estúdio em parceria com Steven Spielberg parecia um produto descolado de seu espaço tempo, mas esse raciocínio, por exemplo, não pode se aplicar a uma produção como “Ben-hur”. Com um orçamento superior a US$ 100 milhões, o filme se consagrou como o maior fracasso da temporada e demonstrou aos estúdios que a aposta em astros de cinema ainda é necessária. Coincidência ou não, depois do flop do filme estrelado por Rodrigo Santoro, Tom Cruise passou a negociar um aumento de cachê com a mesma Paramount para o novo “Missão Impossível”, programado para 2017.

O caso de “Esquadrão Suicida”

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Fracasso ou sucesso? Ainda que o filme não consolide as expectativas financeiras projetadas pela Warner Bros, não dá para dizer que o filme de David Ayer é um fracasso. No último fim de semana ultrapassou a barreira dos US$ 300 milhões nos EUA. Globalmente, a fita já amealhou cerca de US$ 700 milhões. As críticas foram venenosas, para dizer o mínimo, mas o marketing, vitorioso.

Tocando o terror

Não foi o primeiro ano que vislumbrou o gênero terror como um dos principais vitoriosos do verão americano. Com três exemplares entre as 20 maiores arrecadações da janela de lançamento – e três exemplares baratos – o gênero volta a fazer bonito. Novamente a Warner  desponta nesse segmento. Além da sequência de “Invocação do Mal”, que arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias, o estúdio viu o baratíssimo e eficiente “Quando as Luzes se Apagam” fazer bonito no Box Office. O gênero ainda emplacou os sucessos de “Uma Noite de Crime 3” e “O Homem nas Trevas”, que lidera a bilheteria dos EUA há duas semanas e está em estreia no Brasil.

A surpresa do ano

A comédia com pegada feminista “Perfeita é a mãe” foi a grande surpresa da temporada com arrecadação superior a US$ 100 milhões nas bilheterias americanas. Além do mais, junto com “A Vida Secreta dos Pets” e “Festa da Salsicha”, foram os únicos exemplares entre as vinte maiores bilheterias do verão que não são sequências, refilmagens ou adaptações.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Saldo final

A lição que fica é que Hollywood terá que pensar mais detidamente sobre a produção de sequências. A mensagem do público nas bilheterias é bem clara. Uma continuação de um blockbuster no cinema só com muito critério. Apenas a Disney e a Warner, apesar do pouco crescimento em relação a 2015, conseguiram lucrar com a temporada. Os ganhos da Universal e da Sony foram modestos. Já Paramount, Fox e Lionsgate amargaram prejuízos.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016 Notícias | 08:30

73ª edição do Festival de Veneza começa com forte presença do cinema americano

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O mais antigo festival de cinema do mundo dá largada na edição de 2016 nesta quarta-feira (31). A 73ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza se estende até o dia 10 de setembro, quando os vencedores do Leão de Ouro serão conhecidos.

Natalie Portman como Jaqueline Kennedy na cinebiografia que compete em Veneza (Foto: divulgação)

Natalie Portman como Jaqueline Kennedy na cinebiografia que compete em Veneza
(Foto: divulgação)

O júri desta edição será presidido pelo cineasta britânico Sam Mendes (“007 Contra Spectre”) e terá 20 filmes para analisar e julgar. O filme de abertura será o musical “La La Land”, novo do promissor e festejado diretor de “Whiplash”, Damien Chazelle.

Se não congrega a pujança de cineastas consagrados que o rival Cannes ofertou em maio, Veneza ostenta uma cota ainda assim poderosa. O francês François Ozon, o mexicano Amat Escalante, o americano Terrence Malick, o bósnio Emir Kusturica e o alemão Wim Wenders trazem seus novos filmes para a competição. Já na seara dos novos talentos, além de Chazelle, Veneza se apresenta insuspeitamente forte. Depois do aclamado “Direito de Amar”, Tom Ford volta à direção com “Nocturnal Animals”, que debuta em Veneza. Os novos de Derek Cianfrance (“Namorados para Sempre”), Denis Villenueve (“Os Suspeitos”) e Pablo Larraín também integram a competição oficial.

Atrações

Kusturica apresenta “On The Milky Road”, rodado na fronteira entre a Sérvia e a Croácia e estrelado pela italiana Monica Bellucci, o filme é preliminarmente apontado como um dos favoritos do lido. O cineasta bósnio venceu o Leão de Ouro em 1981 por “Você se Lembra de Dolly Bell?” e triunfou duas vezes no festival de Cannes. Já o alemão Wenders que rodou o impressionista documentário “Pina” em 3D, volta a usar a ferramenta novamente em um documentário com “The beautiful days of Aranjuez”.

Natalie Portman vive Jaqueline Kennedy na cinebiografia “Jackie” dirigida pelo chileno Pablo Larraín (“No”). Outras estrelas hollywoodianas são aguardadas no festival. Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Ryan Gosling, Emma Stone, Michael Fassbender e Alicia Vikander são alguns deles.

Contando as coproduções, o cinema americano constitui maioria absoluta no lido. São oito filmes contra três italianos, a segunda cinematografia com maior representação em Veneza.

A atriz Amy Adams está em dois filmes que competem em Veneza: "Nocturnal Animals" e "Arrival" (Foto: reprodução/The Wrap)

A atriz Amy Adams está em dois filmes que competem em Veneza: “Nocturnal Animals” e “Arrival”
(Foto: reprodução/The Wrap)

Confira os filmes que integram a competição oficial

“The bad batch”, Ana Lily Amirpour (EUA)
“Une vie”, Stephan Brizé (França, Bélgica)
“La La Land”, Damien Chazelle (EUA)
“The light between oceans”, Derek Cianfrance (EUA, Austrália, Nova Zelândia)
“El ciudadano ilustre”, Mariano Cohn, Gaston Duprat (Argentina, Espanha)
“Spira Mirabilis”, Massimo D’Anolfi, Martina Parenti (Itália, Suíça)
“The woman who left”, Lav Diaz (Filipinas)
“La region salvaje”, Amat Escalante (México)
“Nocturnal animals”, Tom Ford (EUA)
“Piuma”, Roan Johnson (Itália)
“Rai”, Andrei Konchalovsky (Rússia, Alemanha)
“Brimstone”, Martin Koolhoven (Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido e Suécia)
“On the milky road”, Emir Kusturica (Sérvia, Reino Unido, EUA)
“Jackie”, Pablo Larraín (EUA, Chile)
“Voyage of time”, Terrence Malick (EUA, Alemanha)
“El Cristo ciego”, Christopher Murray (Chile, França)
“Frantz”, François Ozon (França)
“Questi giorni”, Giuseppe Piccioni (Itália)
“Arrival”, Denis Villenueve (EUA)
“The beautiful days of Aranjuez”, Wim Wenders (França, Alemanha)

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domingo, 28 de agosto de 2016 Análises, Bastidores | 15:19

Marvel ajusta ponteiros para fase sem Chris Evans como Capitão América

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Já era esperado que Chris Evans deixasse de ser o Capitão América no cinema em algum momento, mas uma entrevista de Joe Russo, que ao lado do irmão Anthony dirigiu os dois últimos filmes do Capitão, ao The Huffington Post disparou o alerta em todo Marvel maníaco.

Chris Evans em ensaio para  Rolling Stone

Chris Evans em ensaio para Rolling Stone

Ele disse que a cena final de “Capitão América: Guerra Civil”, que muitos interpretaram como um afastamento de Steve Rogers de tudo aquilo, é mesmo isso: uma “aposentadoria” do personagem.  “Acho que ele deixar o escudo de lado é também deixar a sua identidade. É ele admitindo que a identidade Capitão América estava em conflito com suas escolhas pessoais”, explicou o diretor. Isso não significa que não veremos mais Chris Evans nos filmes da Marvel, pois sua participação está confirmada em “Vingadores: Guerra Infinita”, filme que deve marcar a passagem de bastão, com a introdução de um novo Capitão América. Isso pode ser traduzido de uma maneira muito prática e financeira. Evans assinou contrato para seis filmes. Já estrelou cinco. Os três “Capitão América” e os dois “Vingadores”. Já Sebastian Stan, o soldado invernal, assinou contrato para nove filmes e só estrelou os três “Capitão América”. Anthony Mackie, que interpreta o Falcão, assinou para seis filmes e só figurou em dois. Ambos os personagens já assumiram a identidade do Capitão América nos quadrinhos.

Mais: Chris Evans apresenta o trailer de “Before We Go”, sua estreia na direção

Durante muito tempo se conjecturou como a Marvel reagiria à eventual saída de Robert Downey Jr., que interpreta Tony Stark/Homem de Ferro. Esse cenário, evitado às custas de negociações milionárias, ainda não se concretizou, mas a Marvel sempre esteve calçada para a eventual saída de Evans. O que, de maneira alguma, sinaliza uma saída definitiva. É plenamente concebível que, como nos quadrinhos, Steve Rogers reassuma a identidade de Capitão América. Seria dramática e narrativamente interessante ver isso no cinema. E a Marvel sabe disso. Com Downey Jr., que já assegurou participação no novo “Homem-Aranha”, a questão é mais delicada. Por mais que Chris Evans tenha se tornado a estampa de Steve Rogers, a própria HQ dá margem de manobra à Marvel, mas todo o universo cinematográfico do estúdio se construiu na esteira da caracterização de Downey Jr. de Tony Stark.

Crítica: Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

A Marvel já enfileira uma série de filmes com novos personagens em sua terceira fase justamente por saber que é preciso repensar o rumo dos principais personagens de seu portfólio. “Pantera Negra”, “Capitã Marvel” e “Inumanos” atendem essa necessidade e, em paralelo, são novas franquias em potencial. Algo decisivo para os planos da Marvel pós-Robert Downey Jr., Chris Evans e até mesmo Chris Hemsworth (o Thor).

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terça-feira, 23 de agosto de 2016 Curiosidades, Notícias | 16:32

Queremos resgatar o cinema de rua, diz sócio do Reserva Cultural que inaugura unidade no Rio de Janeiro

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A cinefilia carioca tem muitas razões para comemorar. Será inaugurada nesta quarta-feira (24), a unidade carioca do prestigiado Reserva Cultural, espaço referencial para os apreciadores do cinema de arte em São Paulo.

O Cineclube bateu um papo com Jean Thomas Bernardini, diretor da distribuidora Imovision, sócio do Reserva e um dos grandes promotores do bom cinema no país. Francês que escolheu o Brasil como nação, Jean revela entusiasmo pelo projeto de “recuperar o cinema de rua”, uma batalha que muitos já julgam perdida. Mas que ele faz questão de entrincheirar-se no lado do cinema. “Quando o Reserva abriu há doze anos foi um dos primeiros cinemas a ter restaurantes e lojas para os cinéfilos em um cinema de rua”, observa. “Depois veio esse conceito de cinema vip, um pouco exagerado, na minha opinião. Mas a filosofia foi a mesma”.

Jean Thomas Bernardini (divulgação/Imovision)

Jean Thomas Bernardini (divulgação/Imovision)

Jean conta que a ideia de levar uma unidade do Reserva Cultural para o Rio de Janeiro é antiga. Há cinco anos foi feita uma tentativa que não deu certo. Aí, de repente, surgiu esse prédio que tem a grife do arquiteto Oscar Niemayer para abrigar o cinema em Niterói. O espaço terá cinco salas de cinema, várias lojas (somando cerca de 600 m2), estacionamento de 1800 m2, além dos espaços livres que vão contemplar mesas para café na parte superior e mesas para restaurante e bar no piso inferior. O investimento para a reforma e adequação do prédio, o antigo Centro Petrobras de Cinema, custou aproximadamente R$ 12 milhões.

O novo espaço já se assegura como xodó de Jean que admite que no Rio vai sobrar o que falta em São Paulo: espaço. “A estrutura é realmente superior. Em São Paulo sofremos um pouco por causa do espaço. Conseguimos fazer algo muito positivo com o espaço que temos. No entanto, é fato que as salas no Rio serão muito mais confortáveis”.

Leia mais: Vencedor da Palma de Ouro, “Eu, Daniel Blake” já tem distribuição garantida no Brasil

Localizado na avenida Visconde do Rio Branco, nº 880, o cinema terá a pré-estreia do aguardado “Aquarius” como estrela da noite de inauguração. “Fomos perguntando que títulos poderiam ser importantes para a abertura’, explica Jean. “O filme do Ken Loach foi aventado (o vencedor da Palma de Ouro ‘Eu, Daniel Blake’), mas a estreia do ‘Aquarius’ era próxima (o filme estreia em 1º de setembro) e o Kleber (Mendonça Filho, diretor da obra) adorou a ideia”, diz Jean sobre a escolha da produção que abre os trabalhos do Reserva Cultural carioca.

 

 

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domingo, 21 de agosto de 2016 Filmes, Notícias | 09:00

Mel Gibson vive motoqueiro em busca redenção em “Herança de Sangue”

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Mel Gibson em cena do filme "Herança de Sangue"

Mel Gibson em cena do filme “Herança de Sangue”

Mel Gibson está de volta e como manda o figurino de suas mais recentes aparições no cinema (“O Fim da Escuridão”, “Plano de Fuga”, entre outros), ele tem contas a acertar com gente muito barra pesada. Em “Herança de Sangue”, que fechou o último festival de Cannes e chega aos cinemas brasileiros em 8 de setembro com distribuição da Califórnia Filmes, o ator vive John Link, um motoqueiro fora da lei que depois de cumprir pena só quer tocar sua vida em paz.

Após seu namorado traficante culpa-la pelo roubo de uma fortuna do cartel, Lydia (Erin Moriarty), uma jovem de 17 anos, precisa fugir. Ela, claro, recorre ao pai, com quem não mantinha laços.

“Eu escolho um enredo baseado na narrativa, no drama e no arco dramático – não em algum processo mapeado cuidadosamente. Estou consciente que meus personagens se encontram quando estão lutando, que eles são do tipo rebelde e que no final essa luta não os fará mais felizes”, observa Jean-François Richet, de “Inimigo Público nº 1”, que dirige o filme.

Sobre trabalhar com Mel Gibson, o diretor francês foi só elogios. “Para mim, Mel é um dos maiores diretores vivos – ele está na mesma lista de diretores de ponta, junto com Michael Mann. E mesmo assim nunca interferiu no meu trabalho.” Richet confessou ter sido surpreendido pela dedicação do astro australiano. “Mel só está interessado no que motiva o personagem em cada uma das cenas. É por isso que ele é um ótimo ator e é por isso que ele é um ótimo diretor. Ele não fica incomodado com trivialidades – ele só pensa nas motivações mais profundas do personagem. Mel tem um senso de drama muito agudo”.

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sábado, 20 de agosto de 2016 Atrizes, Filmes, Notícias | 09:00

Roteiro foi fundamental para impacto de “Quando as Luzes se Apagam”, diz a atriz Maria Bello em entrevista exclusiva

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Em “Quando as Luzes se Apagam”, uma das principais estreias do fim de semana nos cinemas, a atriz Maria Bello vive uma “mamãe urso”, em suas próprias palavras. Sophie, uma mulher afetada por um transtorno mental, se flagra cada vez mais afastada de seus filhos, Martin (Gabriel Bateman) e Rebecca (Teresa Palmer). Tudo por causa da presença de Diane, uma figura assustadora que não desgruda de Sophie e ajuda a mergulhá-la em uma profunda depressão. A jornada da personagem é uma das coisas mais impactantes da produção assinada por David F. Sandberg.

Atriz com bom trânsito no cinema independente, Maria Bello conversou com exclusividade com o Cineclube sobre essa sua incursão pelo terror, algo que já havia experimentado em filmes como “A Casa dos Mortos” (2015) e “A Janela Secreta” (2001) e sobre projetos futuros.

Crítica: Medo do escuro faz de “Quando as Luzes se Apagam” melhor filme de terror do ano

A atriz Maria Bello em cena do filme "Quando as Luzes se Apagam"

A atriz Maria Bello em cena do filme “Quando as Luzes se Apagam”

Mãe coragem

Eu acho uma mamãe urso em toda mulher que eu encontro. Eu não costumo fazer este gênero, mas se você tirar o terror da equação, ainda é um drama familiar comovente sobre essa mãe com problemas mentais e como isso afeta sua relação com os filhos.

Complexidade da personagem

Fazer este papel foi realmente libertador porque eu estava lendo esse livro sobre transtorno bipolar e pude oferecer para as pessoas um retrato do que é estar desconectada da realidade.

Relação entre mãe e filha

Eu acho que o roteiro foi fundamental nisso. A primeira cena já é bem afiada em mostrar a história dessa relação e as fraturas que existem. Esse é o benefício de trabalhar com profissionais como James (Wan, produtor) e Lawrence (Grey, produtor) que são papas do gênero e que sabem colocar as peças certas no lugar certo.

Hype

O filme foi feito em poucas semanas e com um orçamento bem apertado em Los Angeles e é o primeiro do David. Não dá nem para notar. Eu acho que ele fez um trabalho incrível.

Alicia (Vela-Bailey), que interpreta a Diane, parece uma supermodelo… A forma como ela mexe os dedos, se movimenta no escuro. Eu acho que ela fez um excelente trabalho. As pessoas na Comic-Com vão se vestir como Diane.

Relação fraturada entre mãe e filha move "Quando As Luzes se Apagam"

Relação fraturada entre mãe e filha move “Quando As Luzes se Apagam”

Critérios para escolher um papel

Eu leio o roteiro e vejo se a história tem apelo para mim e vejo se o personagem é complexo ou se eu posso torna-lo mais complexo. Esta é minha primeira regra.

Próximos projetos

Eu estou realmente mergulhando na produção agora porque quero contar mais histórias com vozes femininas na frente e atrás das câmeras. Vai sair um filme com Viola Davis agora. Essa é minha meta agora. Fazer TV e cinema com personagens femininas fortes.

 

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016 Análises, Filmes | 15:06

Entenda como “Esquadrão Suicida” virou o abacaxi do ano

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O diretor David Ayer no set de "Esquadrão Suicida"

O diretor David Ayer no set de “Esquadrão Suicida”

“Esquadrão Suicida” está nos cinemas e está fazendo um estrago. No bom e no mau sentido. É bastante consensual que o filme não é o produto que a Warner Brothers esperava. As refilmagens que aconteceram no início deste ano e as diferentes versões para elas apresentadas pelo cineasta David Ayer, a prolixidade de Jared Leto e o ressentimento que ele não faz questão de esconder de ter muitas de suas cenas cortadas da versão final do filme, a recepção ruim da crítica, a queda de braço entre fãs do filme e o site agregador de críticas Rotten Tomatoes são alguns dos sintomas da complexidade que é “Esquadrão Suicida”, o filme mais problematizado do ano.

Leia mais: Olha ela! Cinco razões que fazem de  “Esquadrão Suicida” um filme da Arlequina

Em dez dias em cartaz, a produção já arrecadou mais de US$ 466 milhões segundo dados do site Box Office Mojo. É difícil rotular um filme que ostenta essa arrecadação de fracasso. Além do mais, contra todos os prognósticos, a fita de David Ayer manteve a primeira colocação nas bilheterias americanas – apesar da queda de 67% entre uma semana e outra.

Leia mais: “Esquadrão Suicida” quebra recordes e supera críticas negativas

SuicideMuita gente rotulou o filme como uma sequência informal dos dois Batmans dirigidos por Joel Schumacher nos anos 90 e consideradas as piores adaptações de HQs a terem surgido nos cinemas. A comparação, essencialmente pejorativa, não está de todo errada. Do colorido à relação deturpada entre os vilões, “Esquadrão Suicida” tem muito daqueles filmes. É o pastiche, no entanto, que o aproxima ruidosamente do que as fitas de Joel Schumacher têm de pior. David Ayer primeiro disse que o filme que está nos cinemas é a sua versão. Foi um impulso compreensível de defender a obra que, a despeito das inúmeras intervenções do estúdio, segue com a sua assinatura. Em menos de duas semanas, porém, Ayer já mudou o tom – e a versão dos fatos – algumas vezes.

Ele ousa contar detalhes que não estão no filme – e o porquê só podemos especular – que indicam um filme completamente diferente no arranjo narrativo. “Este é o filme que teve as melhores reações nos testes com o público”, ouviu de uma fonte ligada ao estúdio o site The Wrap, uma das principais referências na cobertura dos bastidores de Hollywood.

Em outra entrevista, a Empire, Ayer disse que montar “Esquadrão Suicida” foi a pior experiência de sua carreira, dando a dica do quão difícil foi ajustar sua visão às demandas do estúdio. É muito perceptível e este foi o tom das primeiras impressões da coluna, bem como da crítica do filme no iG, que há dois filmes brigando para existir em “Esquadrão Suicida”. Isso ajuda a entender como “Esquadrão Suicida”, que teve um primeiro trailer sombrio e um terceiro já com certo humor ligeiro, virou esse abacaxi. Ainda que esteja fazendo dinheiro, e com mais velocidade do que “Batman Vs Superman”, parece seguro dizer que o filme não deve romper a mágica e obstinada meta da Warner de US$ 1 bilhão. O que deve levar o estúdio a pressionar ainda mais “Mulher-Maravilha”, sua próxima produção a ganhar os cinemas.

A pressão já começou e a diretora Patty Jenkins já se viu na necessidade de negar rumores de que o filme seria “uma bagunça”. A Warner precisa confiar na visão de seus cineastas. Depois de trocar o controle criativo das produções ligadas ao universo DC, com Geoff Johns substituindo Zack Synder, a Warner se projeta neste sentido. Mas é preciso deixar um fracasso ser um fracasso honesto. “Esquadrão Suicida”, para todos os efeitos, um fracasso enrustido, parece destinado à orfandade. Ninguém vai assumir a paternidade do abacaxi que o filme mais aguardado do ano se transformou.

Jared Leto: ressentimento e lobby por um spin-off com Coringa e Arlequina

Jared Leto: ressentimento e lobby por um spin-off com Coringa e Arlequina

 

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