Publicidade

terça-feira, 24 de maio de 2016 Curiosidades, Filmes | 23:06

Às vésperas da estreia, diretor e elenco falam de desafios e maravilhas de levar “Warcraft” ao cinema

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

A estreia de “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” está bem próxima. O lançamento da aguardada adaptação do game de sucesso está marcada para o dia 2 de junho em mais de mil salas em todo o País. O filme traz um universo novo, grandioso e repleto de intrigas ao público. O diretor Duncan Jones (“Lunar” e “Contra o Tempo”) e o elenco comentam sobre o filme neste featurette inédito liberado pela Universal Pictures.
De acordo com o diretor, “Warcraft” é um longa em grande escala, além de ser uma aposta arriscada em termos de filmes. Para Travis Fimmel (da série “Vikings”), responsável pela interpretação de Anduin Lothar, a produção traz criaturas de uma maneira jamais vista no cinema: “Esses seres monstruosos (Orcs) estão atacando nosso povo, todo o nosso mundo está sofrendo”, explica.

Toby Kebbel, que dá vida à Durotan, realça que o diferencial do filme é mostrar que, apesar das desigualdades entre as raças, Orcs e Humanos se unem para derrotar um inimigo em comum.

Autor: Tags: , ,

Atores, Filmes, Notícias | 22:46

Telecine Cult celebra filmografia de John Wayne nesta quinta-feira (26)

Compartilhe: Twitter
Cena do filme "Quando a Mulher se Atreve"

Cena do filme “Quando a Mulher se Atreve”

John Wayne, um dos ícones do gênero faroeste, será celebrado pelo Telecine Cult na próxima quinta-feira (26), data em que faria aniversário. Se vivo estivesse, o ator completaria 109 anos e, graças ao talento investido na sétima arte, segue presente na memória dos fãs de bang-bang. Na Maratona John Wayne – O Duque do Velho Oeste, vão ao ar, a partir das 11h55, sete produções marcadas pelo carisma do ator. “Caminho Fatal” abre o especial. No longa, o farmacêutico Tom Craig (John Wayne) vai trabalhar em Sacramento. Chegando lá, ele se desentende com o líder local Britt Dawson (Albert Dekker), que boicota seu trabalho e chega a trocar seus remédios por veneno.

Na sequência, às 13h35, vai ao ar “Quando um Homem É Homem”. O filme conta a história do ricaço George Washington McLintock (John Wayne). Amado, respeitado e invejado por todos da cidade, ele sofre nas mãos da filha Becky (Stefanie Powers) e da mulher Katherine (Maureen O’Hara), que havia sumido anos atrás e agora voltou para levar a herdeira embora.

Às 16h, é a vez de “Gigantes em Luta” ser exibido. Na trama, Taw Jackson (John Wayne) forma uma gangue para se vingar do homem que armou para colocá-lo atrás das grades e tomar posse de sua fazenda. Lado a lado com um antigo inimigo, um velho louco, um índio e um jovem beberrão, ele finalmente terá chance de fazer justiça e recuperar seu ouro.

Às 18h, vai ao ar “Rio Grande”. No filme, o tenente coronel Kirby Yorke (John Wayne) é chamado para combater os índios na região de Rio Grande. Ele descobre que um dos recrutas é seu filho que não via há muito tempo. Agora, o tenente terá que resgatar os laços com o filho e sua ex-mulher em meio ao confronto com os índios.

Cena do filme "Gigantes em Luta"

Cena do filme “Gigantes em Luta”

Às 20h05, “O Último Pistoleiro” conta a história de John Bernard Books (John Wayne), um lendário pistoleiro, descobre que está com um câncer terminal e que tem poucos meses de vida. Quando decide voltar para a cidade natal, a sua vinda se torna notícia na região. Agora, Books precisa lidar com repórteres interesseiros e pistoleiros que desejam um último duelo. O filme foi indicado ao Oscar de Direção de Arte.

Às 22h, vai ao ar o melhor dos filmes que o eterno caubói estrelou: “O Homem Que Matou o Facínora”. No longa, que se passa no Velho Oeste, o senador Ransom Stoddard (James Stewart) visita a cidade de Shinbone para o funeral de um amigo, o vaqueiro Tom Doniphon (John Wayne). Ao ser entrevistado, Ransom conta a história do famoso vaqueiro desde o início quando conheceu o fora-da-lei Liberty Valance (Lee Marvin). O filme foi indicado ao Oscar de Figurino.

À 0h20, “Quando a Mulher se Atreve” encerra a maratona. No filme, o caubói Daniel Somers entra em conflito com Jim Gardner, um magnata do petróleo, por uma fonte de ouro negro. Além disso, os dois irão disputar o amor da bela Catherine. A produção foi indicada ao Oscar de Som e Trilha Sonora.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 20:05

“Angry Birds” é adaptação digna e eficiente do game de sucesso

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

O desafio era enorme. Como adaptar de maneira minimamente satisfatória o game de sucesso “Angry Birds” para o cinema? Não havia história para ser adaptada e o que o roteirista John Vitti, com uma generosa lista de préstimos às animações fez foi criar em cima da boa ideia do game. Se as características dos personagens foram preservadas e acrescidas de robusto carisma, um mérito que precisa ser compartilhado com o time de dubladores – especialmente na versão nacional, há gargalos no desenvolvimento da narrativa que não passam despercebidos.

Na trama, Red (dublado no original por Jason Sudeikis e na versão nacional por Marcelo Adnet) é um pássaro um tanto esquentadinho que como pena para seu temperamento fora das conformidades da Ilha dos Pássaros tem que frequentar o grupo de terapia de Matilda (Maya Rudolph/ Dani Calabresa). É lá que ele conhece Chuck (Josh Gad/ Fábio Porchat) e Bomba (Danny McBride/Mauro Ramos), com quem acaba criando inesperados vínculos de amizade.

O trio será o responsável por tentar resgatar os ovos roubados pelos porcos verdes.

É justamente na introdução dos personagens, especialmente de Red, que “Angry Birds” ostenta maior brilho. São nas gags que falam aos adultos que o filme se permite imaginativo, mas é justamente na irreverência que se segue que fisga a criançada. E é assim, com um olho no peixe e outro no gato, que “Angry Birds – O Filme” ganha a audiência. Com suas imperfeições narrativas e sua exuberância técnica, a animação da Sony se consagra como um programa para lá de recomendável para toda a família.

Autor: Tags: ,

Filmes, Notícias | 19:38

Vencedor da Palma de Ouro, “Eu, Daniel Blake” já tem distribuição garantida no Brasil

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

O grande vencedor da Palma de Ouro no festival em 2016, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, já tem distribuição garantida no Brasil. A Imovision vai lançar o filme no País. Competiu à empresa o lançamento das últimas duas produções do cineasta britânico por aqui: “A Parte dos Anjos” (2012) e “Jimmy´s Hall” (2014).

Fato inédito no mercado cinematográfico brasileiro, essa é a primeira vez que uma distribuidora têm em seu lineup os três filmes vencedores em sequência dos três principais festivais de cinema internacionais. “Desde Allá” dirigido por Lorenzo Vigas Castes  foi o vencedor do Leão de Ouro no último Festival de Veneza, “Fogo no Mar” do italiano Gianfranco Rosi levou o Urso de Ouro no Festival de Berlim em fevereiro, e agora, “Eu, Daniel Blake”.

Leia também: Júri toma partido de filmes repudiados pela crítica e polemiza com prêmios em Cannes

Conhecido por abordar temas sociais em seus filmes, Ken Loach já ganhou três vezes o Prêmio do Júri no Festival de Cannes com “Agenda  Secreta” (1990), “Chuva de Prata” (1993) e “Terra e Liberdade” (1995), mas sua consagração como diretor veio em 2006 com a Palma de Ouro por “Ventos da Liberdade”.

“Eu, Daniel Blake” relata a historia de um homem, que após  sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos médicos a retornar ao trabalho,  e busca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que estão nesta situação. Entretanto, ele esbarra na extrema burocracia instalada pelo sistema, amplificada pelo fato dele ser um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamentos governamentais, ele conhece Katie, a mãe solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para a cidade e também não possui condições financeiras para se manter.

A Imovision garantiu em seu catálogo outras produções que passaram por mostras paralelas de Cannes, como o novo filme do japonês Kore-eda Hirokazu, “After the Storm”.

Autor: Tags: , , ,

Análises | 18:05

Júri toma partido de filmes repudiados pela crítica e polemiza com prêmios em Cannes

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação/Cannes

Foto:AFP

Divulgados neste domingo, os premiados da 69ª edição do Festival de Cinema de Cannes provocaram um inesperado anticlímax. Além de vaiado pela imprensa na coletiva que tinha como objetivo justificar suas escolhas, o júri presidido pelo cineasta australiano George Miller foi classificado como mais esquizofrênico e bizarro dos últimos anos na croisette.

Isso porque as escolhas do júri, todas francamente surpreendentes, divergiram frontalmente dos favoritos da crítica. Não é a primeira vez que isso acontece. Na realidade, acontece quase sempre.  Mas poucas vezes se viu uma percepção do que deve ser premiado tão distinta. Esse ruído, que passa pela pouca cortesia de muitos jornalistas que vaiaram a achacaram muitos filmes e artistas em competição, ganhou proporções inéditas em 2016.

Pegue o caso de Xavier Dolan. O jovem cineasta canadense, uma das crias de Cannes, é desses casos de ame ou odeie. Seu novo filme, “Juste La fin Du Monde” foi execrado pela crítica com tanta virulência que provocou um bate-boca, em pleno festival, entre Dolan e seus detratores. O cineasta questionou a função e a competência da crítica para julgar a arte. No fim das contas, o júri lhe outorgou o Grande Prêmio do Júri, espécie de segundo lugar. Ele já havia ganhado o Prêmio do Júri em 2014 como “Mommy”. Detalhe: esta foi sua segunda participação na competição oficial em Cannes.

A ausência de filmes festejados pela crítica em meio aos premiados sugere uma ruptura deliberada entre júri e crítica. Foram muitos os filmes laureados pela crítica (“Elle”, “Paterson”, Toni Erdmann”, “Aquarius”, “Loving”, “Ma Loute” e “The Handmaiden”). Nenhum deles figurou no rol dos premiados. Mesmo filmes que polarizaram opiniões, como “Julieta” de Almodóvar e “The Neon Demon”, de Nicolas Winding Refn saíram de mãos abanando. Já filmes considerados ruins pela crítica, foram premiados como “American Honey”, “Personal Shopper”, “Ma Rosa” e o já citado filme de Dolan. Mesmo o vencedor da Palma de Ouro, o britânico Ken Loach, “I, Daniel Blake” não era apontado como um sério concorrente.

A percepção geral é de que era um filme mediano do britânico. Talhado da mesma energia e viés político, mas de arranjo muito convencional para um prêmio esteta como a Palma de Ouro. Foi o segundo triunfo de Loach em Cannes e deixou transparecer toda a sua surpresa.

Outra decepção foi ver que em um ano com forte apelo feminino na riviera francesa, com três filmes dirigidos por mulheres e alguns dos favoritos da crítica centrados em figuras femininas, houve tão pouco apreço à diversidade de gênero.

Escolhas polêmicas fazem parte do contexto de um festival de cinema e de júris tão ecléticos e heterogêneos como o são tradicionalmente nesses eventos. Mas a intensidade da seleção de 2016 talvez pedisse mais ousadia e menos corporativismo.

Autor: Tags:

sexta-feira, 20 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 23:38

Sem abrir mão da escatologia, “Vizinhos 2” abraça diversidade para divertir

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Todo mundo conhece aquela máxima de que não se mexe em time que está ganhando. Há quem discorde. Certamente não é o caso dos realizadores de “Vizinhos 2” (2016). A continuação do inesperado e acachapante sucesso do verão americano de 2014 traz de volta todos os elementos que funcionaram no primeiro filme. Da direção de Nicholas Stoller à reimaginação de gags e cenas que funcionaram maravilhosamente bem.

Leia também: “Vizinhos” celebra o prazer pelo besteirol americano

Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) estão grávidos novamente. Não é só. Eles acabam de comprar uma nova casa e, depois de vencido o período calção de 30 dias (carência em que os compradores podem desfazer o negócio), vão se despedir da vizinhança de tantas memórias. Acontece que uma fraternidade muda-se para a casa ao lado e coloca o casal em alerta máximo. Dessa vez, a fraternidade é de meninas e Chloë Grace Moretz faz a presidente do grupo.

Para não dizer que não há qualquer vestígio de mudança em relação ao original, a sequência recepciona um discurso pró-diversidade. Além de um plot feminista, no contexto de que a fraternidade comandada por Moretz objetiva romper com o sexismo explícito das fraternidades masculinas, há um personagem do primeiro filme que sai do armário com gosto. Apesar da escatologia, “Vizinhos 2” se esforça para ser um filme fofo e família. Se o primeiro filme já tinha adornos familiares, este segundo assume essa faceta com mais disposição. O que não quer dizer tirar o pé da lama. Espere absorventes usados jogados pela janela. Um strip-tease regado a óleo de cozinha, crianças brincando com dildos, entre outras “ousadias”.

Zac Efron volta como o tapado Teddy Sanders e seu timing cômico nunca esteve melhor. O personagem responde pelos momentos genuinamente mais engraçados do filme e, ainda naquela pegada feminista, a objetificação do ator atinge escala hiperbólica.

Não é o caso de dizer que “Vizinhos 2” é algo a mais do que um bom besteirol americano. Mas trata-se de uma comédia honesta, algo cada vez mais raro, e realmente divertida se assistida no devido espírito.

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 19 de maio de 2016 Notícias | 23:11

Curtinhas – Contagem regressiva para “Baywatch”, “The Neon Demon” em Cannes e “Loucas pra Casar” na TV paga

Compartilhe: Twitter

“Baywatch” vem aí

#bayday postcard

Faltam exatos 365 dias para “Baywatch” ser lançado nos cinemas de todo o mundo. Para marcar a contagem regressiva para a estreia, a Paramount liberou a primeira imagem do filme, um postcard do elenco e batizou o dia de hoje como #bayday nas redes sociais.

Dwayne “The Rock” Johnson vive o salva-vidas Mitch Buchannon e Zac Efron interpreta o insubordinado recruta Matt Brody. Apesar das desavenças, os dois se unem quando descobrem uma conspiração criminosa local que ameaça o futuro da baía.

O elenco também conta com Alexandra Daddario, Priyanka ChopraIlfenesh Hadera e Hannibal Buress. A direção é de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”).

Sucesso do cinema nacional chega ao Megapix

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Um dos maiores sucessos do cinema nacional em 2015 e a última comédia a romper a marca dos três milhões de espectadores, “Loucas pra Casar” é atração do Megapix nesta sexta-feira (20). O filme estreia às 22h30. Na trama, Malu (Ingrid Guimarães) namora o homem dos seus sonhos, Samuel (Márcio Garcia). Mas, como não há sinais de que um pedido de casamento virá, ela começa a desconfiar que ele tenha uma amante. Após contratar um detetive particular, ela descobre outras duas mulheres na vida de Samuel: a dançarina de boate Lúcia (Suzana Pires) e a fanática religiosa Maria (Tatá Werneck). Agora, as três vão disputar o coração dele. A direção é do especialista em comédias Roberto Santucci (“O Candidato Honesto” e “De Pernas pro Ar”).

Polarização em torno do novo filme de Nicolas Winding Refn

O novo filme do cineasta dinamarquês teve première nesta quinta-feira (19) em Cannes e a reação foi, no mínimo, conturbada. Muitas vaias e xingamentos na sessão para a imprensa foram relatados, mas muitas críticas positivas surgiram na imprensa internacional. “The Neon Demon” é uma sátira com toques de horror à indústria da moda com as variações estéticas características de Refn. Com cenas de canibalismo, necrofilia e muita nudez feminina, o filme já é um dos acontecimentos da edição de 2016 do festival francês.

Documentário sobre Janis Joplin estreia em julho no Brasil

“Janis: Little Girl Blue”, filme dirigido pela americana Amy J. Berg, estreia nos cinemas do País em 7 de julho. Com trânsito por festivais mundo afora, como Veneza, Toronto e Londres, o filme revela a história de um dos maiores ícones do rock n’ roll nos anos 60. A produção aborda, inclusive, a única passagem de Joplin pelo Brasil.

“Raça”, filme sobre o lendário corredor Jesse Owens, ganha trailer legendado

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Mais que uma busca por medalhas e recordes, o filme “Raça” (Race, Canadá/2016), drama que conta a trajetória de Jesse Owens – um dos maiores atletas da história revelado nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, Alemanha – ganha o seu primeiro trailer legendado. O longa biográfico, dirigido por Stephen Hopkins (“Colheita do Mal”) e estrelado por Stephan James (“Selma: Uma Luta Pela Igualdade”), chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de junho.

 

Autor: Tags: , ,

Críticas, Filmes | 17:03

“Amores Urbanos” rejeita ideias prontas e faz elogio do amor possível

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Julia (Maria Laura Nogueira) acorda ao lado do namorado e descobre que ele é namorado de outra mulher que está fazendo um escândalo na garagem do prédio pela cena que acabou de presenciar no apartamento. O rapaz se vira para Júlia e diz “Por favor, vai embora daqui”. Essa cena fracamente desorientadora abre “Amores Urbanos”, primeiro filme de Vera Egito.

A produção aborda com um improvável misto de afeto e inquietação as desventuras amorosas de três amigos na faixa dos 30 anos que moram em São Paulo. Ao lançar luz sobre as conturbadas relações de Júlia, que se descobre grávida desse sujeito que a enganara durante tanto tempo, Diego (Thiago Pethit), que resiste às pressões do namorado Luan para que morem juntos, e Mica (Renata Gaspar), incomodada com o fato da namorada (Ana Cañas) resistir a assumir o namoro com ela para os amigos, Egito tece uma pequena e saborosa crônica sobre a crise dos 30 anos. Algo tão comum, mas nem por isso banal, na atualidade.

A contemporaneidade dos conflitos norteia o registro. Não apenas no foro do amor, mas também em outros aspectos. “Eu tô na merda, o Di tá na merda e você sempre dizendo que tá tudo ótimo”, observa Mica a uma Júlia ainda desorientada lá pela metade da fita. Mais do que retratar esses amores que se metamorfoseiam fugazmente, Egito oferece a seus personagens os sabores e dissabores da maturidade. Nesse escopo, seu filme é abrilhantado pelas atuações naturalistas de um elenco sem vícios e com muito tesão pela história contada.

Sem julgar seus personagens, mas permitindo que eles se julguem destemidamente, “Amores Urbanos” se ajusta àquele cinema que se pretende reflexivo do tempo e do espaço. A urbanidade, discretamente contemplada por força orçamentária, ganha vivacidade nos diálogos e nos desencontros dos personagens.

Cuidadosa, Egito evita os clichês na resolução dos conflitos aventados, mas recepciona as convenções contemporâneas que fazem sentido às verdades que seus personagens defendem ao longo do filme. Corajoso e espirituoso, “Amores Urbanos” é um filme que faz sentido principalmente para quem rejeita ideias prontas.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 18 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 19:05

Apesar da grandiloquência, “X-Men: Apocalipse” funciona melhor nos detalhes

Compartilhe: Twitter
Foto: divulgação

Foto: divulgação

Há uma piada com “Star Wars” em um determinado momento de “X-Men: Apocalipse” (EUA, 2016) que merece atenção. Ali, ao brincar com a percepção a respeito da trilogia original, Bryan Singer e o roteirista Simon Kinberg emulam muitas coisas sobre a franquia mutante. A primeira noção é indesviável. Os X-Men são hoje um patrimônio cultural de tanto relevo quanto Luke Skywalker, Darth Vader e os demais cânones da saga criada por George Lucas. Mais: Singer dá uma provocada em Brett Ratner, diretor de “X-Men: O Confronto Final”, que substituiu Singer no desfecho da primeira trilogia. Há, no entanto, a possível leitura de que a piada funciona como uma disfarçada autocrítica ao filme que se assiste.

“X-Men: Apocalipse” não é um filme ruim. Funciona maravilhosamente bem como entretenimento. É fluido, tem personagens carismáticos e boas cenas – e Mercúrio (vivido com aquela malandragem afetuosa por Evan Peters) responde por praticamente todas elas -, mas carece de maior substância narrativa.  O novo filme padece do mesmo problema que enfraquece o impacto de “Dias de um Futuro Esquecido” (2014). Singer recicla dilemas e conflitos que Matthew Vaugh esgotara com brilhantismo em “X-Men: Primeira Classe” (2011) que resiste como o melhor filme da franquia mutante.

O que agrava as circunstâncias desfavoráveis a “X-Men: Apocalipse” é o vilão tacanho e com motivações abobalhadas. Pouco depois de lançados filmes como “Deadpool”, em que se propõe um olhar satírico aos filmes de super-heróis, ou “Capitão América: Guerra Civil”, em que o gênero se apropria de uma discussão política para promover um espetáculo visual, o novo “X-Men” surge datado com uma proposta que não parece mais salutar para uma audiência cada vez mais exigente com produções baseadas em HQs.

Leia mais: “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido” objetiva equacionar universo mutante no cinema

Leia mais: Novo “X-Men” consagra Magneto como protagonista e Mística como heroína

Bryan Singer orienta os atores no set de "X-Men: Apocalipse" (Foto: divulgação)

Bryan Singer orienta os atores no set de “X-Men: Apocalipse”
(Foto: divulgação)

Apocalipse (Oscar Isaac) que destruir o mundo e os “falsos deuses” que dele se ocupam para construir um novo e reinar absoluto. Cabe aos X-Men impedirem esse plano maléfico. No meio tempo, os personagens precisam se aceitar. Erick Lehnsherr (Michael Fassbender) tenta submergir na simplicidade de um operário, mas a tragédia lhe persegue e todas as dores do passado lhe colocam no centro dos planos de Apocalipse. Por seu turno, Xavier (James McAvoy) parece mais ajustado aos planos que desenvolveu para sua escola de jovens superdotados, mas o destino lhe traz novamente Moira MacTaggert (Rose Byrne) e com ela inquietações que ele julgara relegadas ao passado.

Como essas breves sinopses sugerem, em seus elementos periféricos, “X-Men: Apocalipse” funciona tremendamente melhor do que no desenvolvimento de sua trama central. O que ratifica a percepção que os realizadores da série conseguem estipular um bom filme de equipe de super-heróis, algo ainda mais vívido em um cinema pós- “Os Vingadores”, mas que falham temerariamente em absorver aquilo que a franquia mutante tem de melhor a oferecer: o paralelismo com praticamente tudo de ruim que acometeu a humanidade. Do nazismo ao racismo, passando pela manipulação política, o manancial é farto. Conceitos tão bem alinhados por Matthew Vaughn em “X-Men: Primeira Classe” e que arranhados nos filmes subsequentes só empalidecem a franquia no contexto histórico.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 17 de maio de 2016 Atrizes, Bastidores | 21:48

Margot Robbie estrela paródia de “Psicopata Americano” e ajuda a publicidade a atingir o status quo do cinema

Compartilhe: Twitter
Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em 'A Lenda de Tarzan" em editorial da Vogue

Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em ‘A Lenda de Tarzan” em editorial da Vogue

Margot Robbie, que nos próximos meses estreia dois dos blockbusters mais aguardados da temporada (“A Lenda de Tarzan” e “Esquadrão Suicida”), é uma das grandes sensações de Hollywood no momento. Revelada por Martin Scorsese em “O Lobo de Wall Street” (2013), quando personificou as conquistas do ganancioso personagem vivido por Leonardo DiCaprio, a australiana rapidamente se tornou uma referência de beleza. Tanto para homens como para mulheres.

Consiste basicamente neste hype que envolve a loira australiana de 31 anos o acerto do vídeo divulgado pela revista Vogue, que traz Robbie na capa de sua edição norte-americana, com uma paródia do filme “Psicopata Americano”. Intitulado “A Psicopata Australiana”, o vídeo de pouco mais de dois minutos mostra Robbie praticando seus hábitos matinais com um off em que ela explica como se constrói “a ideia de Margo Robbie”. Para quem assistiu ao espetacular filme de  2000 estrelado por Christian Bale e baseado no romance de Bret Easton Ellis, a identificação é imediata.

O filme, banhado em cinismo, articula uma crítica ferrenha aos arranjos sociais e aos status quo da América, algo para o qual inexoravelmente a revista Vogue contribui.

A peça é triunfo de marketing para a revista, uma alegoria esperta sobre nosso interesse umbilical por estrelas de cinema e, ainda, uma metáfora inteligente sobre o estado das coisas no cinema. Afinal, Robbie é a sensação do momento e brinca tanto com sua imagem na Vogue – algo que já fizera maliciosamente no recente filme “A Grande Aposta” – como dá margem a uma crítica à própria indústria que a sustenta. Em duas palavras: simplesmente genial!

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 18
  4. 19
  5. 20
  6. 21
  7. 22
  8. 30
  9. 40
  10. 50
  11. Última