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sábado, 7 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 21:02

Ewan McGregor é homem comum arredado pelo mundo da espionagem no trailer de “Nosso Fiel Traidor”

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Foto: divulgação

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Exibida há pouco tempo na TV brasileira pelo canal AMC Brasil, a minissérie “The Night Manager” mostrou porque o escritor britânico John Le Carré é a maior referência em matéria de espionagem. O mais recente filme baseado em sua obra, “Nosso Fiel Traidor”, chega aos cinemas brasileiros em 21 de julho pela Diamond Films.

O filme é dirigido por Susanna White e protagonizado por Ewan McGregor (“Moulin Rouge – Amor em Vermelho”), Naomi Harris (“007 Contra Spectre”) e Stellan Skarsgard (“Thor”).

O trailer mostra como Perry Makepeace (McGregor) e Gail Perkins (Naomie Harris) conhecem Dima (Skarsgård), um membro do alto escalão da máfia russa. Para tentar preservar sua vida e de sua família, Dima pede ajuda aos dois para conseguir asilo político na Inglaterra via MI6, o serviço britânico de inteligência. Em troca, promete nomes de políticos, advogados e banqueiros britânicos envolvidos em um esquema internacional de lavagem de dinheiro. Makepeace, que é apenas um professor, se vê então envolvido em uma longa teia de conspirações e crimes.

O último filme adaptado de Le Carré a ganhar os cinemas foi “O Espião que Sabia Demais” (2011), que valeu a única indicação ao Oscar de Gary Oldman.

 

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Bastidores, Filmes, Notícias | 18:58

Brad Pitt e Marion Cotillard filmam drama de guerra “Allied” em Londres

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Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam 'Allied" em Londres

Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam ‘Allied” em Londres

Já está sendo rodado em Londres e nas Ilhas Canárias “Allied”, uma das principais apostas da Paramount para o Oscar 2017. As filmagens do longa-metragem dirigido por Robert Zemeckis (“O voo” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”) estão a todo vapor.

Escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime” e “Coisas Belas e Sujas”) e protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, o suspense romântico conta a história do oficial do serviço secreto Max Vatan (Pitt), que encontra, no Norte da África, em 1942, a lutadora da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Cotillard) em uma missão mortal por trás das linhas inimigas e por ela se apaixona. Quando se reúnem em Londres, seu relacionamento é ameaçado pelas extremas pressões da guerra.

A rotina do casal se estremece quando Max é notificado por seus seguidores de que Marianne talvez seja uma espiã nazista.

O filme tem previsão de estreia no Brasil para 24 de novembro deste ano.

Pitt nos sets de "Allied" Fotos: Reprodução/Daily Mirror, divulgação

Pitt nos sets de “Allied”
Fotos: divulgação/Daily Mirror

 

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Análises, Atores, Bastidores | 17:33

Após aposentar Homem-Aranha, Andrew Garfield se reinventa como ator em Hollywood

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Foto: reprodução/Eonline

Foto: reprodução/Eonline

Há uma máxima em Hollywood de que há bons atores e há atores com bons agentes. Mas nem tudo é tão preto no branco assim e um caso exemplar disso é o americano Andrew Garfield. Prestes a completar 33 anos, Garfield já tem ares de veterano em Hollywood após aposentar-se do papel de Peter Parker/ Homem-Aranha. O ator deu vida ao personagem no reboot da franquia pela Sony nos filmes “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro” (2014).

Ator com insuspeitos recursos dramáticos, Garfield debutou roubando a cena de Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise em “Leões e Cordeiros” (2007), um drama que objetivava problematizar os obscuros anos Bush que mergulharam os EUA em intermináveis guerras no Oriente Médio. “Não me Abandone Jamais” e “A Rede Social”, ambos de 2010, foram filmes que mostraram todo o potencial de Garfield como intérprete. Para além do carisma, ali estava um ator capaz de navegar entre a vulnerabilidade do personagem e a potência dramática do registro. Alguém que podia submergir em uma situação para surgir renovado na cena seguinte. Uma presença de cena, enfim, robusta e fornida que assaltava a atenção da plateia.

Não foi à toa que ele foi a primeira opção da Sony para assumir o papel até então defendido por Tobey Maguire. Mas a saga do Aranha no cinema, apesar de Garfield ter sido o único acerto indiscutível dessa reimaginação, não foi positiva para o ator. Durante o período em que foi o Aranha, o americano se afastou daquele caminho que estava construindo no cinema. Quando a Sony resolveu reiniciar novamente a história do Aranha no cinema, agora com Tom Holland, Garfield se viu libertado de um paradoxo.  Este que o aferia status de astro, mas o afastava de projetos de pedigree.

Leia também: Temos um Homem-Aranha, e agora?

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

“Silence”, novo e aguardadíssimo filme de Martin Scorsese, e “Hacksaw Ridge”, nova incursão de Mel Gibson na direção, que chegam no final deste ano nos EUA, já estavam em seu radar quando ele ainda era o Aranha, mas nesta semana o ator acertou detalhes para estrelar dois novos e promissores projetos.

São eles “Breathe”, que marcará a estreia de Andy Serkis na direção, e “Under the Silver Lake”, novo longa de David Robert Mitchell, responsável por um dos grandes filmes de 2015, “Corrente do Mal”.

A colaboração com cineastas prodigiosos, consagrados ou revelações, é imperiosa para que um ator desenvolva mais e mais seus recursos e fundamentos. Mais importante ainda, é eleger projetos que permitam exercitar sua musculatura dramática. Garfield é bom ator, mas Hollywood é capciosa e exige constante convalidação de predicados. O americano, por meio de suas escolhas, parece mais consciente disso do que nunca.

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quinta-feira, 5 de maio de 2016 Diretores, Filmes, Notícias | 20:37

Lars Von Trier ganha especial com quatro filmes no Telecine Cult em maio

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Charlotte Gainsbourg em cena de "Anticristo": filmes com uma assinatura particular e inconfundível

Charlotte Gainsbourg em cena de “Anticristo”: filmes com uma assinatura particular e inconfundível

O festejado e polêmico cineasta dinamarquês Lars Von Trier, que recentemente completou 60 anos de idade, será alvo de um especial em homenagem a sua carreira no Telecine Cult. No sábado, dia 14, estreiam no canal “Manderlay” (2005) e “Anticristo” (2009), e, no dia seguinte, vão ao ar “Melancolia” (2011) e “Ninfomaníaca – Volume II” (2013).

“Manderlay” abre o especial, às 22h. Segunda parte da trilogia ainda incompleta de Lars Von Trier sobre os EUA, o filme conta a história de Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard). Depois de deixar Dogville, ela vai parar em uma comunidade escravagista em Mardelay, em 1933, quando a escravidão já havia sido abolida nos Estados Unidos. Revoltada com a situação, ela se empenha para tornar esse sistema mais democrático.

Logo depois, à 0h35, será exibido “Anticristo”. A produção conta a história do casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) que vivencia experiências anormais, a partir da morte do único filho. A mãe se sente a maior responsável pela situação. Para driblar a dor que sentem, os dois decidem se isolar da sociedade e viver rusticamente.

Já no domingo, dia 15, “Melancolia” dá sequência ao especial, às 22h. Melancolia é um planeta em rota de colisão com a Terra. A primeira parte do longa se passa na festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst). O abismo que a separa da irmã marca as comemorações e perdura até a segunda parte, na qual um sombrio e melancólico momento antecede a expectativa pelo fim iminente da própria civilização.

Logo depois, às 0h25, vai ao ar “Ninfomaníaca – Volume II”. O filme dá sequência às aventuras sexuais protagonizadas por  Joe (Charlotte Gainsbourg), agora com 50 anos. Novamente, ela encontra em Seligman (Stellan Skarsgård) ouvidos atentos para confessar os aspectos mais sombrios de sua personalidade, as taras e as obsessões que carrega desde a juventude.

São quatro filmes que estabelecem um bom painel da filmografia de Von Trier. Tanto para quem deseja conhecer mais da obra do dinamarquês, como para aqueles entusiasmados com ela, o especial do Telecine Cult é uma ótima pedida.

 

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quarta-feira, 4 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 23:49

Blake Lively é ameaçada por tubarão no trailer legendado de “Águas Rasas”

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Foto: divulgação

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No thriller “Águas Rasas”, Nancy (Blake Lively) está surfando sozinha em uma praia isolada, quando é atacada por um tubarão branco e encurralada a poucos metros de distância da praia. Apesar de estar muito perto, chegar até lá se mostra uma imensa prova de sobrevivência. O filme, dirigido por Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas” e “A órfã”) tem estreia prevista no Brasil para o dia 11 de agosto e promete devolver ao mar o protagonismo do suspense que, desde “Mar Aberto” (2003), não vê um grande exemplar há muito tempo.

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Filmes, Notícias | 19:53

Diretor de “O Artista” vai fazer filme sobre Godard

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Godard e Anne Wiazemsky no set: ícone francês vai virar tema de filme

Godard e Anne Wiazemsky no set: ícone francês vai virar tema de filme

Jean-Luc Godard, crítico e cineasta francês que ajudou a criar a nouvelle vague, será tema do novo filme de Michel Hazanavicius, diretor do premiado “O artista”. Louis Garrel, de “Os sonhadores”, será o responsável por encarnar Godard.

O filme vai se passar durante a produção de”A chinesa” (1967), quando o diretor conhece Anne Wiazemsky, então com apenas 17 anos. Ele e Anne se casam e ficam juntos durante pelo menos dez anos, quando trabalham juntos em “Week End” e “Sympathy for the devil”.

O papel de Anne ficará a cargo de Stacy Martin, a versão jovem da Joe de “Ninfomaníaca”. A base para o roteiro é a autobiografia da atriz, “Un an après” (um ano antes, em tradução livre).

De acordo com os produtores envolvidos no projeto a ideia central é investigar o período criativo de Godard durante a relação com Wiazemsky, mas a Nouvelle Vague, naturalmente, será objeto de análise indireto da produção.

Ainda não há data para o começo das filmagens da produção que está sendo anunciada como uma comédia e oferecida a investidores sob o nome de “Redoubtable”.

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Críticas, Filmes | 17:37

Com sátira a Hollywood, “Ave, César!” é deleite narrativo para iniciados nos Coen

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A Hollywood da era de ouro é ridicularizada com afeto no novo filme dos irmãos Coen (Fotos: divulgação)

A Hollywood da era de ouro é ridicularizada com afeto no novo filme dos irmãos Coen
(Fotos: divulgação)

Há uma cena em “Ave, César!” em que um assistente de produção do épico cujas filmagens o novo filme dos irmãos Coen se ocupa, questiona um homem pregado na cruz: ‘você é figurante ou consta do elenco principal’? O homem devolve: ‘ eu acho que sou principal’. Essa é apenas uma das elaboradas e bem sacadas piadas do saboroso filme dos Coen que, além do grande elenco, oferta ao público uma saborosa sátira da Hollywood da era de ouro.

Se piscar, perde a piada.

“Ave, César!”, porém, não é um filme de piadas fáceis. Embora tenha sua cota de grande momentos que independem de maior contextualização histórica, o filme se fia no conhecimento do público de certos meandros da Hollywood clássica. Esse “conhecimento de causa” torna o filme muito mais vigoroso e divertido.

Ser fã do cinema dos Coen, obviamente, gera empatia imediata. Ainda que diferentemente de filmes como “Fargo” (1996) e “Queime Depois de Ler” (2008), o humor dos cineastas está menos a serviço de uma postura cínica diante do mundo e mais no espírito lisonjeiro ao cinema americano de outra época. Algo tangenciado no protagonista Ed Mannix, vivido confortavelmente por Josh Brolin como se atuasse com um alfinete no dedão do pé. Mannix é o chefe do estúdio Capitol Pictures e, naturalmente, tem sua cota diária de pepinos para resolver. Do astro de faroestes monossilábico que não consegue atuar para o diretor refinado à estrela que aparece grávida e necessitada de um marido para que um escândalo seja evitado, Mannix costura acordos e resoluções a torto e a direito. Durante a produção do épico “Ave, César”, no entanto, essa sua estressada rotina piora. Para começar, o astro do filme, Baird Whitlock (George Clooney), é sequestrado por um grupo de tendências comunistas denominado O Futuro. Mannix ainda é assediado por uma empresa de aviação civil que o quer na gestão cotidiana do negócio. Ele resiste. Como o cigarro, o cinema é um vício para o católico e certinho Mannix.

São muitos os grandes momentos que os Coen oferecem em “Ave, César!”, mas o todo parece deslocado. Talvez seja o sentimento de piada interna, talvez seja o ritmo de esquetes que rapidamente toma conta do filme, fato é que “Ave, César!” parece funcionar melhor nas partes do que no todo; o que não afasta a percepção de que se trata de um belo filme.

Filme é cheio de minúcias e o personagem Hobie Doyle é uma das mais bem engendradas

Filme é cheio de minúcias e o personagem Hobie Doyle é uma das mais bem engendradas

Os Coen riem com gosto dessa fogueira de vaidades que é Hollywood. Continuam vendo astros de cinema burros – os personagens de Clooney e Tatum são um achado e vale a penar atentar à oposição entre eles e o decalque de John Wayne vivido por Alden Ehrenreich, ator mais inteligente do que nos damos conta – sujeitos oportunistas a rodo e pequenas idiossincrasias que vão agradar cinéfilos de toda a sorte.

“Ave, César!” é, enfim, um filme que ridiculariza a musculatura de Hollywood só para louvar seu status quo.

 

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terça-feira, 3 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 22:51

“O filme é uma análise de como lidamos com trauma”, diz diretor de “Memórias Secretas”

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O cineasta Atom Egoyan orienta o ator Christopher Plummer no set de "Memórias Secretas" (Foto: divulgação)

O cineasta Atom Egoyan orienta o ator Christopher Plummer no set de “Memórias Secretas”
(Foto: divulgação)

O drama de suspense “Memórias Secretas”, que tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o próximo dia 12, encantou o cineasta Atom Egoyan desde a primeira leitura do roteiro. O egípcio, que já realizou obras como “Aratat” e “O Doce Amanhã”, explica em vídeo inédito qual a reação que teve quando leu o texto criado por Benjamin August: “Pensei que nunca tinha visto nada igual”.

Egoyan também comenta sobre o que o longa-metragem oferta ao público que for ao cinema. “’Memórias Secretas’ é uma reflexão sobre como lidamos com traumas, histórias, memórias e identidades pessoais”.

O filme integrou a competição oficial do Festival de Veneza em  2015 e foi premiado como melhor direção pelo grande júri jovem do Vittorio Veneto Film Festival. O longa-metragem conta com Christopher Plummer (“Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”), Martin Landau (“Entourage: Fama e Amizade”) e Dean Norris (“Homens, Mulheres e Filhos”) no elenco.

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Notícias | 20:24

“Queen: A Night in Bohemia” ganha exibição exclusiva em cinemas no Brasil pela rede UCI

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Gravado na véspera do Natal de 1975, no Hammersmith Odeon em Londres, “Queen: A Night in Bohemia” chega ao Brasil e será exibido nos complexos da UCI Cinemas nos dias 5 e 10 de maio, às 21h. Além do show histórico, o material ainda reúne um documentário exclusivo com entrevistas, imagens de arquivo e performances inéditas do grupo. Os ingressos para “Queen: A Night in Bohemia” já estão à venda e podem ser adquiridos na internet, nas bilheterias, em aplicativos de celular e nas máquinas de autoatendimento disponíveis no hall dos cinemas ao custo de R$ 40.

Além dos sucessos “Killer Queen”, “Liar”, “Keep Yourself Alive” e “Now I’m Here”, os fãs do Queen também vão se emocionar com uma entrevista inédita de Freddy Mercury e assistir à primeira entrevista da banda para televisão (1975), descoberta recentemente na Austrália.

O filme será exibido nos cinemas da rede UCI nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Curitiba, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, Belém, Manaus, Salvador e São Luís.

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quinta-feira, 28 de abril de 2016 Análises, Críticas, Filmes | 17:17

Ao despir seus personagens de simpatia, “A Frente Fria que a Chuva Traz” rejeita o óbvio no cinema

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Desde o lançamento de “Cidade de Deus”, as favelas ficaram pop no cinema brasileiro. A ideia de discutir a fetichização das favelas passou a ser uma espécie de fetiche do cinema nacional. Filmes como “Cidade dos Homens” (2007) e “Era uma Vez” (2008) são emblemáticos dessas circunstâncias. “A Frente Fria que a Chuva Traz”, baseado em peça homônima de Mário Bertolotto, é mais urgente na abordagem que faz desse deslocamento urbano e social e econômico na construção de sua mise-en-scène.

O filme, que marca o retorno de Neville d´Almeida à direção depois de um hiato de quase 18 anos, dá verniz a esse conceito de fetiche ao expor a natureza hedonista de jovens abastados que se apropriam do espaço da favela por pura diversão. Sutilmente, com o préstimo do afiado texto de Bertoloto, Neville agrega a solidão e receios de outra ordem à equação.

Em cena, há mais do que o desejo do rico de abusar do pobre e do pobre de absorver o rico. Há mais do que a banalização do sexo nos arremedos do jogo social. Não á toa, logo em um dos primeiros diálogos, um personagem admite ter se cagado enquanto desacordado após um porre daqueles. Neville entrega de cara a sua audiência um fato que logo ganhará forma nas pirocas e cús pronunciados a rodo: estamos diante de um cinema transgressivo. Transgredir, para Neville d´Almeida, é recusar a perplexidade. É rejeitar o marasmo que vassala os personagens em cena e que começa a incomodar Amsterdã, magnificamente interpretada por Bruna Linzmeyer. Pobre e viciada, ela se infiltra entre os ricos que curtem a favela como um clube particular e por eles é tratada com a curiosidade e atenção dispensada a um pet.

É o olhar desencantado, mas também cínico, de Amsterdã para todo aquele universo de porcelana que movimenta os melhores momentos de “A Frente Fria que a Chuva Traz”.

A hipersexualização, no filme, é mais um sintoma desse atrito entre classes antagônicas e conflitantes, do que um veículo de expressão da fase da vida desses jovens. Nesse contexto em particular, a opção por não mostrar cenas de sexo em um filme quase todo ele sexualizado, resulta na transgressão maior de Neville: acuar o público em seu próprio desejo desalojado.

O impacto do filme reside majoritariamente aí. No apontamento de quão deslocadas estão as expectativas. As nossas e a de todos os personagens em cena. O prenúncio da frente fria, afinal, desestabiliza tudo e todos.

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