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quarta-feira, 18 de maio de 2016 Críticas, Filmes | 19:05

Apesar da grandiloquência, “X-Men: Apocalipse” funciona melhor nos detalhes

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Foto: divulgação

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Há uma piada com “Star Wars” em um determinado momento de “X-Men: Apocalipse” (EUA, 2016) que merece atenção. Ali, ao brincar com a percepção a respeito da trilogia original, Bryan Singer e o roteirista Simon Kinberg emulam muitas coisas sobre a franquia mutante. A primeira noção é indesviável. Os X-Men são hoje um patrimônio cultural de tanto relevo quanto Luke Skywalker, Darth Vader e os demais cânones da saga criada por George Lucas. Mais: Singer dá uma provocada em Brett Ratner, diretor de “X-Men: O Confronto Final”, que substituiu Singer no desfecho da primeira trilogia. Há, no entanto, a possível leitura de que a piada funciona como uma disfarçada autocrítica ao filme que se assiste.

“X-Men: Apocalipse” não é um filme ruim. Funciona maravilhosamente bem como entretenimento. É fluido, tem personagens carismáticos e boas cenas – e Mercúrio (vivido com aquela malandragem afetuosa por Evan Peters) responde por praticamente todas elas -, mas carece de maior substância narrativa.  O novo filme padece do mesmo problema que enfraquece o impacto de “Dias de um Futuro Esquecido” (2014). Singer recicla dilemas e conflitos que Matthew Vaugh esgotara com brilhantismo em “X-Men: Primeira Classe” (2011) que resiste como o melhor filme da franquia mutante.

O que agrava as circunstâncias desfavoráveis a “X-Men: Apocalipse” é o vilão tacanho e com motivações abobalhadas. Pouco depois de lançados filmes como “Deadpool”, em que se propõe um olhar satírico aos filmes de super-heróis, ou “Capitão América: Guerra Civil”, em que o gênero se apropria de uma discussão política para promover um espetáculo visual, o novo “X-Men” surge datado com uma proposta que não parece mais salutar para uma audiência cada vez mais exigente com produções baseadas em HQs.

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Bryan Singer orienta os atores no set de "X-Men: Apocalipse" (Foto: divulgação)

Bryan Singer orienta os atores no set de “X-Men: Apocalipse”
(Foto: divulgação)

Apocalipse (Oscar Isaac) que destruir o mundo e os “falsos deuses” que dele se ocupam para construir um novo e reinar absoluto. Cabe aos X-Men impedirem esse plano maléfico. No meio tempo, os personagens precisam se aceitar. Erick Lehnsherr (Michael Fassbender) tenta submergir na simplicidade de um operário, mas a tragédia lhe persegue e todas as dores do passado lhe colocam no centro dos planos de Apocalipse. Por seu turno, Xavier (James McAvoy) parece mais ajustado aos planos que desenvolveu para sua escola de jovens superdotados, mas o destino lhe traz novamente Moira MacTaggert (Rose Byrne) e com ela inquietações que ele julgara relegadas ao passado.

Como essas breves sinopses sugerem, em seus elementos periféricos, “X-Men: Apocalipse” funciona tremendamente melhor do que no desenvolvimento de sua trama central. O que ratifica a percepção que os realizadores da série conseguem estipular um bom filme de equipe de super-heróis, algo ainda mais vívido em um cinema pós- “Os Vingadores”, mas que falham temerariamente em absorver aquilo que a franquia mutante tem de melhor a oferecer: o paralelismo com praticamente tudo de ruim que acometeu a humanidade. Do nazismo ao racismo, passando pela manipulação política, o manancial é farto. Conceitos tão bem alinhados por Matthew Vaughn em “X-Men: Primeira Classe” e que arranhados nos filmes subsequentes só empalidecem a franquia no contexto histórico.

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terça-feira, 17 de maio de 2016 Atrizes, Bastidores | 21:48

Margot Robbie estrela paródia de “Psicopata Americano” e ajuda a publicidade a atingir o status quo do cinema

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Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em 'A Lenda de Tarzan" em editorial da Vogue

Margot Robbie ao lado de Alexander Skarsgard, seu parceiro de cena em ‘A Lenda de Tarzan” em editorial da Vogue

Margot Robbie, que nos próximos meses estreia dois dos blockbusters mais aguardados da temporada (“A Lenda de Tarzan” e “Esquadrão Suicida”), é uma das grandes sensações de Hollywood no momento. Revelada por Martin Scorsese em “O Lobo de Wall Street” (2013), quando personificou as conquistas do ganancioso personagem vivido por Leonardo DiCaprio, a australiana rapidamente se tornou uma referência de beleza. Tanto para homens como para mulheres.

Consiste basicamente neste hype que envolve a loira australiana de 31 anos o acerto do vídeo divulgado pela revista Vogue, que traz Robbie na capa de sua edição norte-americana, com uma paródia do filme “Psicopata Americano”. Intitulado “A Psicopata Australiana”, o vídeo de pouco mais de dois minutos mostra Robbie praticando seus hábitos matinais com um off em que ela explica como se constrói “a ideia de Margo Robbie”. Para quem assistiu ao espetacular filme de  2000 estrelado por Christian Bale e baseado no romance de Bret Easton Ellis, a identificação é imediata.

O filme, banhado em cinismo, articula uma crítica ferrenha aos arranjos sociais e aos status quo da América, algo para o qual inexoravelmente a revista Vogue contribui.

A peça é triunfo de marketing para a revista, uma alegoria esperta sobre nosso interesse umbilical por estrelas de cinema e, ainda, uma metáfora inteligente sobre o estado das coisas no cinema. Afinal, Robbie é a sensação do momento e brinca tanto com sua imagem na Vogue – algo que já fizera maliciosamente no recente filme “A Grande Aposta” – como dá margem a uma crítica à própria indústria que a sustenta. Em duas palavras: simplesmente genial!

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Filmes, Notícias | 19:30

Brasileiro “Aquarius” é festejado pela crítica e Sonia Braga desponta como favorita entre as atrizes

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Cena do filme "Aquarius" (Foto: divulgação)

Cena do filme “Aquarius”
(Foto: divulgação)

Exibido nesta terça-feira (17) em Cannes, o novo filme de Kleber Mendonça Filho, “Aquarius”, foi muito bem recebido pela imprensa internacional que já aponta a brasileira Sonia Braga como favorita a Palma de Ouro de melhor atriz.

A recepção entusiasmada ao filme brasileiro fez com que críticos presentes em Cannes apostassem na produção brasileira para figurar no rol dos premiados no festival deste ano.

“Braga foi presenteada com um papel denso e multifacetado, e ela mergulha nele com maestria brilhante, leonina, investindo no personagem com uma dignidade duramente conquistada”, observa o britânico The Telegraph. Que assinala, ainda, que o filme “desperta a vontade de se mudar para o Brasil”.

“Uma nova e importante voz a emergir do cinema brasileiro”, sacramentou a Variety sobre Mendonça Filho que “domina os espaços em cena e é um mestre no trabalho com sons”.

Leia mais: Presença do Brasil em Cannes, com “Aquarius”, reflete edição forte e equilibrada

iG Gente:Sonia Braga e artistas protestam contra impeachment de Dilma em Cannes: “Golpe”

“’Aquarius’ é um estudo de personagem, bem como uma reflexão perspicaz sobre a transitoriedade desnecessária de lugares da forma como os espaços físicos refletem na nossa sociedade”, escreveu o crítico da Variety. Já o The Hollywood Reporter observa que o filme “funciona melhor” do que “O Som ao Redor” ao fiar-se em sua protagonista e se mostrar mais “versátil”.

Para o inglês Guardian, o filme é um retrato do Brasil abordando temas como nepotismo, corrupção e cinismo. Como se pode observar há muito entusiasmo na crítica internacional com o novo tento cinematográfico do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho. O site americano The Wrap  define o filme como “revigorante” e crava o prêmio de melhor atriz para Sonia Braga. “Uma estrela que parece pronta para o festival de Cannes”.

Aos 65 anos, a atriz vive uma jornalista e crítica de música aposentada que vive sozinha em um edifício antigo de frente para a praia de Boa Viagem, no Recife. Alvo constante da especulação imobiliária, ela se recusa a vender seu apartamento, sofrendo pressões da construtora e dos próprios vizinhos.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016 Bastidores, Notícias | 20:41

Filmes franceses ousados marcam primeiros dias do festival de Cannes

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Os primeiros três dias de Cannes se provaram bastante intensos. De Justin Timberlake fazendo show – para divulgar a animação “Trolls” – a piada sobre abuso sexual constrangendo Woody Allen, os primeiros dias na Riviera francesa tiveram de tudo. Até mesmo Julia Roberts confessando “limitações intelectuais” quando questionada se iria enveredar pela direção.

Justin Timberlake e Anna Kendrick fazem show em Cannes (Foto: divulgação)

Justin Timberlake e Anna Kendrick fazem show em Cannes
(Foto: divulgação)

A seguir, o Cineclube reúne alguns dos principais pontos desses primeiros dias de festival.

Bem me quer, mal me quer

Foi a oitava vez de Woody Allen em Cannes e pela oitava vez fora de competição. “Não acredito em competição na arte”, reiterou o cineasta americano de 80 anos na coletiva.  Allen teve de lidar com perguntas duras a respeito das acusações de abuso sexual que uma das filhas de Mia Farrow lhe imputou e que seu filho, Ronan, mantém em destaque na mídia.

Seu filme, “Café Society”, não produziu a mesma paixão de “Meia-Noite em Paris” (2011), o último Allen a debutar em Cannes, mas agradou.

Loach afina discurso esquerdista

O irlandês Ken Loach, que já ganhou a Palma de Ouro com “Ventos da Liberdade” (2006), exibiu “I, Daniel Blake” na competição e arrancou aplausos. O filme mostra as dificuldades de um carpinteiro de 59 anos com problemas cardíacos em acessar o sistema previdenciário. Loach, notório por um cinema ativista e mais à esquerda, causou ótima impressão na riviera francesa.

França ousada

Cena do filme "Rester Vertical" Foto: divulgação

Cena do filme “Rester Vertical”
Foto: divulgação

Os dois primeiros filmes franceses em competição foram exibidos na quinta (12) e sexta (13) e causaram grande burburinho. Em Cannes e entre cinéfilos nas redes sociais. “Rester Vertical”, novo filme de Alain Guiraudie, que assombrou Cannes há três anos com “O Estranho do Lago”, mostra um homem que precisa cuidar de seu filho recém-nascido após ele ser abandonado pela mãe. A produção tem cenas de sexo explícito e outras com potencial de choque. Comparações entusiasmadas com David Lynch pipocaram na crítica internacional.

Já “Ma Loute” é uma comédia de humor negro dirigida por Bruno Dumont e apresenta uma família com um gosto excêntrico: gosta de comer carne burguesa. De gente mesmo. Juliette Binoche é uma das estrelas da produção.

O Brasil que produz

A RT Features, produtora do brasileiro Rodrigo Teixeira com forte penetração internacional, com um catálogo com filmes como “Love”, ‘Mistress America” e “A Bruxa”, acertou a produção dos novos filmes de James Gray (“Ad Astra”) e Abbas Kiarostami (“24 Frames”). Tratam-se de duas figuras queridas de Cannes, sem filmes no festival neste ano e que, abrigados sob o guarda-chuva da RT Features, enobrecem ainda mais a boa fama que a produtora está construindo.

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segunda-feira, 9 de maio de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 21:34

Juliana Paes inova na promoção de filme e escala atores globais para atrair público

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Foto: divulgação

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O cinema nacional é frequentemente ingrato com alguns de seus filmes mais interessantes. Filmes como “A Despedida”, grande vencedor do Festival de Gramado em 2014 e com lançamento comercial agendado para 9 de junho, costumeiramente ficam restritos às salas de arte e dispõe de pouco tempo em exibição porque não são descobertos pelo público.

A atriz Juliana Paes, no ar atualmente na novela “Totalmente Demais”, sabe disso e age com originalidade e criatividade, ciente do alcance de sua celebridade nesses tempos de redes sociais para evitar que “A Despedida” siga este inglório curso nos cinemas.

Paes gravou um vídeo convidando o público a conferir “A Despedida” em seu fim de semana de estreia. Pelo raciocínio proposto pela atriz, a boa adesão ao filme estimularia os exibidores a mantê-lo em cartaz com variedade de horários. “As salas de cinema avaliam seus filmes pelas estreias. Se as pessoas não ver o filme no primeiro fim de semana, ele sai de cartaz e aí a gente não consegue competir com esses blockbusters como “Homem-Aranha”, observa a atriz.

“Por favor, compartilhem este vídeo com o máximo de pessoas que vocês puderem”, clama Paes que defende que o cinema brasileiro fora do eixo mais comercial das comédias, precisa desse tipo de engajamento. Mas Paes não ficou só no apelo. Sua mobilização incluiu a participação de Rodrigo Lombardi, Marina Ruy Barbosa, Thaila Ayala, Paolla Oliveira, Deborah Secco, o blogueiro Hugo Gloss, Dani Suzuki, Daniela Escobar, entre outros famosos para bombar a campanha #EuVouNaEstreia.

Inspirado em fatos reais e referências autobiográficas, “A Despedida” conta a história de Almirante, interpretado por Nelson Xavier, um homem de 92 anos que decide rever o maior amor de sua vida, sua amante, uma mulher apaixonada por ele e 55 anos mais nova, personagem vivida por Juliana Paes. A produção venceu em Gramado os prêmios de melhor ator, atriz, direção e fotografia.

A direção é de Marcelo Galvão,  do tenro “Colegas”.

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Análises, Bastidores, Notícias | 07:00

Cannes começa nesta semana sua 69ª edição com forte presença latina

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Almodóvar, ao fundo, no set do aguardado drama "Julieta" Foto: divulgação

Almodóvar, ao fundo, no set do aguardado drama “Julieta”
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Depois de alguns anos em segundo plano, a latinidade promete ecoar forte na 69ª edição do Festival de Cannes, que acontece entre 11 e 22 de maio, na França. Brasil, Chile, Argentina e Espanha terão presença maciça no principal festival de cinema do mundo nas mostras competitiva e paralelas.
Sem dúvida, o retorno mais esperado é o do espanhol Pedro Almodóvar, com “Julieta”. A última vez do cineasta espanhol em Cannes foi em 2011 com o genial terror “A Pele que Habito”. É o quinto longa-metragem que o cineasta espanhol apresenta em competição no festival francês, onde estreou em 1999 com “Tudo Sobre Minha Mãe”, quando ganhou o prêmio ao melhor diretor.

O Brasil volta a disputar a Palma de Ouro com “Aquarius”, estrelado por Sonia Braga e dirigido por Kleber Mendonça Filho, de “O Som ao Redor”. Trata-se de uma ficção científica com pegada de filme social. A curiosidade pelo filme é imensa.

O ator Javier Bardem é outra atração do ano. Dirigido por Sean Penn e fazendo par com Charlize Theron em “The last face”, um drama sobre trabalhos humanitários na África.

Leia também: Presença do Brasil em Cannes, com “Aquarius”, reflete edição forte e equilibrada

Fora de competição, estará o espanhol Albert Sierra, com o audacioso “A morte de Luis XIV”, um dos monarcas mais icônicos da França.

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E em uma sessão especial será exibido “Hands of Stones”, sobre a vida do lendário boxeador panamenho Roberto “Mão de Pedra” Durán. A exibição do filme faz parte de uma homenagem do festival a Robert De Niro. Mas o protagonista, Edgar Ramírez, e o diretor, Jonathan Jakubowicz, são venezuelanos.

Na Quinzena dos realizadores, dois consagrados cineastas chilenos ganham destaque: Pablo Larraín e Alejandro Jodorowsk.

Larraín levará sua esperada visão de “Neruda”, onde narra um período pouco conhecido da vida do poeta chileno, quando foi perseguido pelo governo de Augusto Pinochet. Luis Gnecco, que já trabalhou com o diretor em “No”, interpreta Neruda, e o mexicano Gael García Bernal, Oscar Peluchoneau– o detetive que realizou a investigação.

Jodorowsky promete surpreender de novo com “Poesia sem fim”, filme que completa “A dança da realidade”, já exibido em Cannes, e protagonizado por Leandro Taub.

Na mesma mostra estreará o curta brasileiro “Abigail”, de Isabel Penoni e Valentina Homem.

A Argentina contará com os jovens Francisco Márquez e Andrea Cabeza na seção Um Certo Olhar, com “A longa noite de Francisco Sanctis”, uma obra dramática ambientada na Argentina do ditador Videla.

Cena do filme "Neruda" Foto: divulgação

Cena do filme “Neruda”
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sábado, 7 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 21:02

Ewan McGregor é homem comum arredado pelo mundo da espionagem no trailer de “Nosso Fiel Traidor”

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Foto: divulgação

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Exibida há pouco tempo na TV brasileira pelo canal AMC Brasil, a minissérie “The Night Manager” mostrou porque o escritor britânico John Le Carré é a maior referência em matéria de espionagem. O mais recente filme baseado em sua obra, “Nosso Fiel Traidor”, chega aos cinemas brasileiros em 21 de julho pela Diamond Films.

O filme é dirigido por Susanna White e protagonizado por Ewan McGregor (“Moulin Rouge – Amor em Vermelho”), Naomi Harris (“007 Contra Spectre”) e Stellan Skarsgard (“Thor”).

O trailer mostra como Perry Makepeace (McGregor) e Gail Perkins (Naomie Harris) conhecem Dima (Skarsgård), um membro do alto escalão da máfia russa. Para tentar preservar sua vida e de sua família, Dima pede ajuda aos dois para conseguir asilo político na Inglaterra via MI6, o serviço britânico de inteligência. Em troca, promete nomes de políticos, advogados e banqueiros britânicos envolvidos em um esquema internacional de lavagem de dinheiro. Makepeace, que é apenas um professor, se vê então envolvido em uma longa teia de conspirações e crimes.

O último filme adaptado de Le Carré a ganhar os cinemas foi “O Espião que Sabia Demais” (2011), que valeu a única indicação ao Oscar de Gary Oldman.

 

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Bastidores, Filmes, Notícias | 18:58

Brad Pitt e Marion Cotillard filmam drama de guerra “Allied” em Londres

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Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam 'Allied" em Londres

Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam ‘Allied” em Londres

Já está sendo rodado em Londres e nas Ilhas Canárias “Allied”, uma das principais apostas da Paramount para o Oscar 2017. As filmagens do longa-metragem dirigido por Robert Zemeckis (“O voo” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”) estão a todo vapor.

Escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime” e “Coisas Belas e Sujas”) e protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, o suspense romântico conta a história do oficial do serviço secreto Max Vatan (Pitt), que encontra, no Norte da África, em 1942, a lutadora da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Cotillard) em uma missão mortal por trás das linhas inimigas e por ela se apaixona. Quando se reúnem em Londres, seu relacionamento é ameaçado pelas extremas pressões da guerra.

A rotina do casal se estremece quando Max é notificado por seus seguidores de que Marianne talvez seja uma espiã nazista.

O filme tem previsão de estreia no Brasil para 24 de novembro deste ano.

Pitt nos sets de "Allied" Fotos: Reprodução/Daily Mirror, divulgação

Pitt nos sets de “Allied”
Fotos: divulgação/Daily Mirror

 

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Análises, Atores, Bastidores | 17:33

Após aposentar Homem-Aranha, Andrew Garfield se reinventa como ator em Hollywood

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Foto: reprodução/Eonline

Foto: reprodução/Eonline

Há uma máxima em Hollywood de que há bons atores e há atores com bons agentes. Mas nem tudo é tão preto no branco assim e um caso exemplar disso é o americano Andrew Garfield. Prestes a completar 33 anos, Garfield já tem ares de veterano em Hollywood após aposentar-se do papel de Peter Parker/ Homem-Aranha. O ator deu vida ao personagem no reboot da franquia pela Sony nos filmes “O Espetacular Homem-Aranha” (2012) e “O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro” (2014).

Ator com insuspeitos recursos dramáticos, Garfield debutou roubando a cena de Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise em “Leões e Cordeiros” (2007), um drama que objetivava problematizar os obscuros anos Bush que mergulharam os EUA em intermináveis guerras no Oriente Médio. “Não me Abandone Jamais” e “A Rede Social”, ambos de 2010, foram filmes que mostraram todo o potencial de Garfield como intérprete. Para além do carisma, ali estava um ator capaz de navegar entre a vulnerabilidade do personagem e a potência dramática do registro. Alguém que podia submergir em uma situação para surgir renovado na cena seguinte. Uma presença de cena, enfim, robusta e fornida que assaltava a atenção da plateia.

Não foi à toa que ele foi a primeira opção da Sony para assumir o papel até então defendido por Tobey Maguire. Mas a saga do Aranha no cinema, apesar de Garfield ter sido o único acerto indiscutível dessa reimaginação, não foi positiva para o ator. Durante o período em que foi o Aranha, o americano se afastou daquele caminho que estava construindo no cinema. Quando a Sony resolveu reiniciar novamente a história do Aranha no cinema, agora com Tom Holland, Garfield se viu libertado de um paradoxo.  Este que o aferia status de astro, mas o afastava de projetos de pedigree.

Leia também: Temos um Homem-Aranha, e agora?

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

Scorsese e Garfield: curadoria de Scorsese transformou carreira de DiCaprio

“Silence”, novo e aguardadíssimo filme de Martin Scorsese, e “Hacksaw Ridge”, nova incursão de Mel Gibson na direção, que chegam no final deste ano nos EUA, já estavam em seu radar quando ele ainda era o Aranha, mas nesta semana o ator acertou detalhes para estrelar dois novos e promissores projetos.

São eles “Breathe”, que marcará a estreia de Andy Serkis na direção, e “Under the Silver Lake”, novo longa de David Robert Mitchell, responsável por um dos grandes filmes de 2015, “Corrente do Mal”.

A colaboração com cineastas prodigiosos, consagrados ou revelações, é imperiosa para que um ator desenvolva mais e mais seus recursos e fundamentos. Mais importante ainda, é eleger projetos que permitam exercitar sua musculatura dramática. Garfield é bom ator, mas Hollywood é capciosa e exige constante convalidação de predicados. O americano, por meio de suas escolhas, parece mais consciente disso do que nunca.

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quinta-feira, 5 de maio de 2016 Diretores, Filmes, Notícias | 20:37

Lars Von Trier ganha especial com quatro filmes no Telecine Cult em maio

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Charlotte Gainsbourg em cena de "Anticristo": filmes com uma assinatura particular e inconfundível

Charlotte Gainsbourg em cena de “Anticristo”: filmes com uma assinatura particular e inconfundível

O festejado e polêmico cineasta dinamarquês Lars Von Trier, que recentemente completou 60 anos de idade, será alvo de um especial em homenagem a sua carreira no Telecine Cult. No sábado, dia 14, estreiam no canal “Manderlay” (2005) e “Anticristo” (2009), e, no dia seguinte, vão ao ar “Melancolia” (2011) e “Ninfomaníaca – Volume II” (2013).

“Manderlay” abre o especial, às 22h. Segunda parte da trilogia ainda incompleta de Lars Von Trier sobre os EUA, o filme conta a história de Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard). Depois de deixar Dogville, ela vai parar em uma comunidade escravagista em Mardelay, em 1933, quando a escravidão já havia sido abolida nos Estados Unidos. Revoltada com a situação, ela se empenha para tornar esse sistema mais democrático.

Logo depois, à 0h35, será exibido “Anticristo”. A produção conta a história do casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) que vivencia experiências anormais, a partir da morte do único filho. A mãe se sente a maior responsável pela situação. Para driblar a dor que sentem, os dois decidem se isolar da sociedade e viver rusticamente.

Já no domingo, dia 15, “Melancolia” dá sequência ao especial, às 22h. Melancolia é um planeta em rota de colisão com a Terra. A primeira parte do longa se passa na festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst). O abismo que a separa da irmã marca as comemorações e perdura até a segunda parte, na qual um sombrio e melancólico momento antecede a expectativa pelo fim iminente da própria civilização.

Logo depois, às 0h25, vai ao ar “Ninfomaníaca – Volume II”. O filme dá sequência às aventuras sexuais protagonizadas por  Joe (Charlotte Gainsbourg), agora com 50 anos. Novamente, ela encontra em Seligman (Stellan Skarsgård) ouvidos atentos para confessar os aspectos mais sombrios de sua personalidade, as taras e as obsessões que carrega desde a juventude.

São quatro filmes que estabelecem um bom painel da filmografia de Von Trier. Tanto para quem deseja conhecer mais da obra do dinamarquês, como para aqueles entusiasmados com ela, o especial do Telecine Cult é uma ótima pedida.

 

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