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quarta-feira, 4 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 19:53

Diretor de “O Artista” vai fazer filme sobre Godard

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Godard e Anne Wiazemsky no set: ícone francês vai virar tema de filme

Godard e Anne Wiazemsky no set: ícone francês vai virar tema de filme

Jean-Luc Godard, crítico e cineasta francês que ajudou a criar a nouvelle vague, será tema do novo filme de Michel Hazanavicius, diretor do premiado “O artista”. Louis Garrel, de “Os sonhadores”, será o responsável por encarnar Godard.

O filme vai se passar durante a produção de”A chinesa” (1967), quando o diretor conhece Anne Wiazemsky, então com apenas 17 anos. Ele e Anne se casam e ficam juntos durante pelo menos dez anos, quando trabalham juntos em “Week End” e “Sympathy for the devil”.

O papel de Anne ficará a cargo de Stacy Martin, a versão jovem da Joe de “Ninfomaníaca”. A base para o roteiro é a autobiografia da atriz, “Un an après” (um ano antes, em tradução livre).

De acordo com os produtores envolvidos no projeto a ideia central é investigar o período criativo de Godard durante a relação com Wiazemsky, mas a Nouvelle Vague, naturalmente, será objeto de análise indireto da produção.

Ainda não há data para o começo das filmagens da produção que está sendo anunciada como uma comédia e oferecida a investidores sob o nome de “Redoubtable”.

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Críticas, Filmes | 17:37

Com sátira a Hollywood, “Ave, César!” é deleite narrativo para iniciados nos Coen

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A Hollywood da era de ouro é ridicularizada com afeto no novo filme dos irmãos Coen (Fotos: divulgação)

A Hollywood da era de ouro é ridicularizada com afeto no novo filme dos irmãos Coen
(Fotos: divulgação)

Há uma cena em “Ave, César!” em que um assistente de produção do épico cujas filmagens o novo filme dos irmãos Coen se ocupa, questiona um homem pregado na cruz: ‘você é figurante ou consta do elenco principal’? O homem devolve: ‘ eu acho que sou principal’. Essa é apenas uma das elaboradas e bem sacadas piadas do saboroso filme dos Coen que, além do grande elenco, oferta ao público uma saborosa sátira da Hollywood da era de ouro.

Se piscar, perde a piada.

“Ave, César!”, porém, não é um filme de piadas fáceis. Embora tenha sua cota de grande momentos que independem de maior contextualização histórica, o filme se fia no conhecimento do público de certos meandros da Hollywood clássica. Esse “conhecimento de causa” torna o filme muito mais vigoroso e divertido.

Ser fã do cinema dos Coen, obviamente, gera empatia imediata. Ainda que diferentemente de filmes como “Fargo” (1996) e “Queime Depois de Ler” (2008), o humor dos cineastas está menos a serviço de uma postura cínica diante do mundo e mais no espírito lisonjeiro ao cinema americano de outra época. Algo tangenciado no protagonista Ed Mannix, vivido confortavelmente por Josh Brolin como se atuasse com um alfinete no dedão do pé. Mannix é o chefe do estúdio Capitol Pictures e, naturalmente, tem sua cota diária de pepinos para resolver. Do astro de faroestes monossilábico que não consegue atuar para o diretor refinado à estrela que aparece grávida e necessitada de um marido para que um escândalo seja evitado, Mannix costura acordos e resoluções a torto e a direito. Durante a produção do épico “Ave, César”, no entanto, essa sua estressada rotina piora. Para começar, o astro do filme, Baird Whitlock (George Clooney), é sequestrado por um grupo de tendências comunistas denominado O Futuro. Mannix ainda é assediado por uma empresa de aviação civil que o quer na gestão cotidiana do negócio. Ele resiste. Como o cigarro, o cinema é um vício para o católico e certinho Mannix.

São muitos os grandes momentos que os Coen oferecem em “Ave, César!”, mas o todo parece deslocado. Talvez seja o sentimento de piada interna, talvez seja o ritmo de esquetes que rapidamente toma conta do filme, fato é que “Ave, César!” parece funcionar melhor nas partes do que no todo; o que não afasta a percepção de que se trata de um belo filme.

Filme é cheio de minúcias e o personagem Hobie Doyle é uma das mais bem engendradas

Filme é cheio de minúcias e o personagem Hobie Doyle é uma das mais bem engendradas

Os Coen riem com gosto dessa fogueira de vaidades que é Hollywood. Continuam vendo astros de cinema burros – os personagens de Clooney e Tatum são um achado e vale a penar atentar à oposição entre eles e o decalque de John Wayne vivido por Alden Ehrenreich, ator mais inteligente do que nos damos conta – sujeitos oportunistas a rodo e pequenas idiossincrasias que vão agradar cinéfilos de toda a sorte.

“Ave, César!” é, enfim, um filme que ridiculariza a musculatura de Hollywood só para louvar seu status quo.

 

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terça-feira, 3 de maio de 2016 Filmes, Notícias | 22:51

“O filme é uma análise de como lidamos com trauma”, diz diretor de “Memórias Secretas”

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O cineasta Atom Egoyan orienta o ator Christopher Plummer no set de "Memórias Secretas" (Foto: divulgação)

O cineasta Atom Egoyan orienta o ator Christopher Plummer no set de “Memórias Secretas”
(Foto: divulgação)

O drama de suspense “Memórias Secretas”, que tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o próximo dia 12, encantou o cineasta Atom Egoyan desde a primeira leitura do roteiro. O egípcio, que já realizou obras como “Aratat” e “O Doce Amanhã”, explica em vídeo inédito qual a reação que teve quando leu o texto criado por Benjamin August: “Pensei que nunca tinha visto nada igual”.

Egoyan também comenta sobre o que o longa-metragem oferta ao público que for ao cinema. “’Memórias Secretas’ é uma reflexão sobre como lidamos com traumas, histórias, memórias e identidades pessoais”.

O filme integrou a competição oficial do Festival de Veneza em  2015 e foi premiado como melhor direção pelo grande júri jovem do Vittorio Veneto Film Festival. O longa-metragem conta com Christopher Plummer (“Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”), Martin Landau (“Entourage: Fama e Amizade”) e Dean Norris (“Homens, Mulheres e Filhos”) no elenco.

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Notícias | 20:24

“Queen: A Night in Bohemia” ganha exibição exclusiva em cinemas no Brasil pela rede UCI

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Foto: divulgação

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Gravado na véspera do Natal de 1975, no Hammersmith Odeon em Londres, “Queen: A Night in Bohemia” chega ao Brasil e será exibido nos complexos da UCI Cinemas nos dias 5 e 10 de maio, às 21h. Além do show histórico, o material ainda reúne um documentário exclusivo com entrevistas, imagens de arquivo e performances inéditas do grupo. Os ingressos para “Queen: A Night in Bohemia” já estão à venda e podem ser adquiridos na internet, nas bilheterias, em aplicativos de celular e nas máquinas de autoatendimento disponíveis no hall dos cinemas ao custo de R$ 40.

Além dos sucessos “Killer Queen”, “Liar”, “Keep Yourself Alive” e “Now I’m Here”, os fãs do Queen também vão se emocionar com uma entrevista inédita de Freddy Mercury e assistir à primeira entrevista da banda para televisão (1975), descoberta recentemente na Austrália.

O filme será exibido nos cinemas da rede UCI nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Curitiba, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, Belém, Manaus, Salvador e São Luís.

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quinta-feira, 28 de abril de 2016 Análises, Críticas, Filmes | 17:17

Ao despir seus personagens de simpatia, “A Frente Fria que a Chuva Traz” rejeita o óbvio no cinema

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Desde o lançamento de “Cidade de Deus”, as favelas ficaram pop no cinema brasileiro. A ideia de discutir a fetichização das favelas passou a ser uma espécie de fetiche do cinema nacional. Filmes como “Cidade dos Homens” (2007) e “Era uma Vez” (2008) são emblemáticos dessas circunstâncias. “A Frente Fria que a Chuva Traz”, baseado em peça homônima de Mário Bertolotto, é mais urgente na abordagem que faz desse deslocamento urbano e social e econômico na construção de sua mise-en-scène.

O filme, que marca o retorno de Neville d´Almeida à direção depois de um hiato de quase 18 anos, dá verniz a esse conceito de fetiche ao expor a natureza hedonista de jovens abastados que se apropriam do espaço da favela por pura diversão. Sutilmente, com o préstimo do afiado texto de Bertoloto, Neville agrega a solidão e receios de outra ordem à equação.

Em cena, há mais do que o desejo do rico de abusar do pobre e do pobre de absorver o rico. Há mais do que a banalização do sexo nos arremedos do jogo social. Não á toa, logo em um dos primeiros diálogos, um personagem admite ter se cagado enquanto desacordado após um porre daqueles. Neville entrega de cara a sua audiência um fato que logo ganhará forma nas pirocas e cús pronunciados a rodo: estamos diante de um cinema transgressivo. Transgredir, para Neville d´Almeida, é recusar a perplexidade. É rejeitar o marasmo que vassala os personagens em cena e que começa a incomodar Amsterdã, magnificamente interpretada por Bruna Linzmeyer. Pobre e viciada, ela se infiltra entre os ricos que curtem a favela como um clube particular e por eles é tratada com a curiosidade e atenção dispensada a um pet.

É o olhar desencantado, mas também cínico, de Amsterdã para todo aquele universo de porcelana que movimenta os melhores momentos de “A Frente Fria que a Chuva Traz”.

A hipersexualização, no filme, é mais um sintoma desse atrito entre classes antagônicas e conflitantes, do que um veículo de expressão da fase da vida desses jovens. Nesse contexto em particular, a opção por não mostrar cenas de sexo em um filme quase todo ele sexualizado, resulta na transgressão maior de Neville: acuar o público em seu próprio desejo desalojado.

O impacto do filme reside majoritariamente aí. No apontamento de quão deslocadas estão as expectativas. As nossas e a de todos os personagens em cena. O prenúncio da frente fria, afinal, desestabiliza tudo e todos.

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quarta-feira, 27 de abril de 2016 Análises, Críticas, Filmes | 15:28

Superlativo e humano, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo

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Vamos tirar o elefante da sala. “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que os fãs de HQs merecem e que os fãs do universo cinematográfico da Marvel esperavam. O que não quer dizer que seja o melhor filme da Marvel ou mesmo a melhor produção estrelada por super-heróis. Tanto continuação de “Capitão América: Soldado Invernal”, como sequência natural de “Vingadores: A Era de Ultron”, “Guerra Civil” só funciona plenamente para quem estiver inteirado do universo cinematográfico da Marvel, afastando a ideia de experiência plenamente satisfatória que um filme deve despertar individualmente. Isso não é um problema, apenas uma contextualização para início de conversa.

“Guerra Civil” é superlativo. Se permite ser o auge deste universo em constantes evolução e expansão que é o da Marvel e seu maior trunfo é justamente o equilíbrio com que tudo acontece e é apresentado ao espectador. O acirramento político que opõe Steve Rogers (Chris Evans) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) não se sobrepõe às angústias que mobilizam esses personagens. Os conflitos emocionais ganham surpreendente relevo em personagens com menos destaque em cena, como T´Challa (Chadwick Boseman), o Pantera Negra, que debuta aqui antes mesmo de ganhar seu filme solo, prometido para 2018.

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Joe e Anthony Russo não são competentes apenas na arquitetura visual de “Guerra Civil”, e o filme é deslumbrante das coreografias de lutas às cenas de ação mais “super”, mas na sensibilidade com que fazem deste filme cheio de arestas e personagens algo coeso e vívido. “Guerra Civil” nunca deixa de ser um filme do Capitão América, mas é, também, um produto Marvel com DNA daqueles crossovers que fan boys tanto se amarram. Todos os personagens têm momentos para chamar de seu e com atores calibrados como Robert Downey Jr.,Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Don Cheadle e Scarlett Johansson, o filme ganha nesses momentos de respiro, insuspeita humanidade.

Os Russo conseguiram nivelar, ainda, o humor típico das produções Marvel – que aqui ganha força e propulsão com a boa participação do Homem-Aranha (Tom Holland já parece veterano na pele de Peter Parker) – com o indefectível aspecto sombrio que move essa sequência.

O tom político e a discussão sobre vigilantismo talvez não alcancem o ponto dramático necessário, ou mesmo o possível, mas a primeira hora de “Guerra Civil” é das coisas mais empolgantes surgidas nas adaptações de HQ desde “O Cavaleiro das Trevas” (2008). Ali se enraíza uma discussão complexa e profunda que excede os limites do cinema de gênero. Mas o tratamento é apenas como ponto de partida para algo maior, no caso, a fase 3 da Marvel no cinema. Novamente, não há nenhum problema nisso. Trata-se de uma opção narrativa em um cenário macro, como é o universo da Marvel. Opções estas que, aliadas às restrições que a Marvel tem no cinema em relação aos personagens de seu catálogo, também respondem pelas diferenças entre a guerra civil do cinema e a da saga nas HQs.

Aqui o ponto que opõe Rogers e Stark é se os vingadores devem ou não responder a ONU. Há, sim, garantias individuais em jogo, mas não no escopo da série das HQs, em que o governo cobrava que todos os super-heróis revelassem suas identidades. De qualquer forma, o estupor político é suficientemente inflamatório para gerar grandes repercussões entre amigos que compartilham de ideais bastante similares.

No fim das contas, “Capitão América: Guerra Civil” é o filme que a Marvel estava devendo desde que ascendeu ao centro da cultura pop mundial. Pode não significar nada, mas em um momento que a Warner sai a campo com os personagens da DC, significa muita coisa.

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domingo, 24 de abril de 2016 Filmes, Notícias | 20:24

Vamos falar sobre o trailer de “A Garota no Trem”?

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A Garota no tremFoi liberado na última semana o primeiro trailer de um dos filmes mais aguardados de 2016. Baseado no best-seller homônimo de Paula Hawkins, “A Garota no Trem” promete ser um thriller do gabarito do que o melhor do cinema de gênero tem a oferecer no nível de produções como “Atração Fatal” (1987) e “Garota Exemplar” (2014).

A produção conta a história de Rachel, uma mulher que sofre as dores de um divórcio recente. Acostumada à sua rotina solitária, ela passa o tempo a caminho do trabalho fantasiando sobre um casal aparentemente perfeito que vive em uma casa próxima ao caminho por onde seu trem passa todos os dias. Só que em uma manhã, pela janela do trem, ela vê algo surpreendente acontecer e se torna parte de um mistério ainda sem explicação.

O trailer, que pode ser conferido abaixo com legendas em português, é dos mais felizes do ano até o momento. Revela bastante, mas instiga mais ainda e deixa o público salivando pela estreia do filme, programada para 13 de outubro no Brasil.

Emily Blunt, que vive ótima fase na carreira, vive a protagonista, mas o elenco da produção dirigida por Tate Taylor (“Histórias Cruzadas”) é ainda amais empolgante e conta com Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Secreta”), Justin Theroux (“The Leftovers”), Edgar Ramirez e Allison Janney.

Há, ainda, a presença iluminada de Haley Bennett, atriz que tem tudo para explodir e ser a grande revelação de 2016 no cinema. Ela ainda está no elenco de “Sete Homens e um Destino”, da biografia de Howard Hughes assinada por Warren Beatty e em “Thank you for your service”. Sob muitos aspectos, a aposta é de que ela causará a sensação que Margot Robbie e Alicia Vikander causaram em anos recentes.

Hayley Bennett na premiere de "O Protetor" em 2014 (Foto: Hollywood Reporter/Reprodução)

Hayley Bennett na premiere de “O Protetor” em 2014
(Foto: Hollywood Reporter/Reprodução)

Já há comentários sobre uma possível indicação ao Oscar para Blunt. Especulações à parte, depois de conferir este trailer, você vai querer que 13 de outubro chegue logo.

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Bastidores, Filmes, Notícias | 19:47

Mateus Solano vive personagem desconcertado pelo amor em “Talvez uma História de amor”

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Mateus Solano recebe orientações do diretor de "Talvez uma História de Amor", Rodrigo Bernardo (Foto: divulgação)

Mateus Solano recebe orientações do diretor de “Talvez uma História de Amor”, Rodrigo Bernardo
(Foto: divulgação)

Em cartaz como um juiz vaidoso e sedento por Justiça no bom thriller “Em Nome da Lei”, Mateus Solano dá pistas de que o público deve se acostumar com sua presença no cinema. “Talvez uma História de Amor” só estreia em 2017, mas a sinopse promete uma comédia romântica diferente do que nos habituamos a ver no cinema nacional e reforça a impressão de que o ator peneira bem os projetos em que costuma se envolver.

Na adaptação do livro homônimo do francês Martin Page, o ator é  Virgílio, um homem para lá de metódico em relação ao amor. Do tipo que pensa que para não terminar uma relação, é melhor nem mesmo começá-la. O personagem, obsessivo por controle, gosta de ter todas as arestas de sua vida bem aparadas.  Até que um recado deixado por uma mulher em sua secretária eletrônica o desconcerta: Clara está terminando com ele, o relacionamento dos dois acabou. E desliga. No entanto… quem é Clara? Virgílio não se lembra dela, nem de ter se relacionado com ninguém. Os amigos comentam, os colegas de trabalho perguntam, todos de alguma forma sabiam da relação dos dois, menos ele. A partir daí, Virgílio busca encontrar essa mulher misteriosa e talvez, o amor da sua vida.

Além de Mateus, o longa tem um time de peso no elenco: Thaila Ayala, Paulo Vilhena, Bianca Comparato, Totia Meirelles, Nathalia Dill, Juliana Didone, Gero Camilo, Marco Luque e Dani Calabresa.

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sábado, 23 de abril de 2016 Análises, Bastidores, Filmes | 22:27

Cinema americano redescobre a guerra pelo viés do registro jornalístico

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Tina Fey em cena de "Uma Repórter em Apuros", que estreia no dia 5 de maio no Brasil

Tina Fey em cena de “Uma Repórter em Apuros”, que estreia no dia 5 de maio no Brasil

A presença militar americana no exterior inegavelmente diminuiu nos anos Obama. Até certo ponto surpreende o baixo número de filmes sobre conflitos militares na Hollywood atual. Desde o vencedor do Oscar em 2010, “Guerra ao Terror”, nenhum filme do gênero ganhou grande repercussão ou atenção. Sim, Michael Bay falou sério em “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”, mas aquele filme esbarrava nos limites que qualquer filme assinado por Michael Bay esbarra.

Coprodução entre Suécia e Noruega, “Mil Vezes Boa Noite” (2013) traz Juliette Binoche como uma fotógrafa de guerra que recebe um ultimato do marido: ou ela segue na arriscada profissão ou vive com ele e a filha do casal. O filme perpassa os horrores – e a importância – do fazer jornalístico em uma guerra, mas no fundo é um drama familiar.

Em breve, porém, filmes interessados em discutir a guerra sob a riquíssima perspectiva do jornalismo vão ganhar os cinemas.

Steven Spielberg vai dirigir a cinebiografia de Lynsey Addario, uma das mais reconhecidas e laureadas fotojornalistas do mundo, mantida refém na Líbia em 2011. O filme, adaptado da autobiografia de Addario e prometido para 2017, trará Jennifer Lawrence como protagonista.

Baseado no livro “The Operators”, do jornalista americano Michael Hasting, “War Machine” une Brad Pitt e Netflix em uma produção ambiciosa orçada em mais de US$ 30 milhões que será lançada em outubro na plataforma de streaming e em cinemas selecionados. Trata-se de uma sátira de guerra.

A história se centra no papel do general Stanley McChrystal à frente das tropas americanas no Afeganistão. McChrystal, atualmente afastado das Forças Armadas americanas, se movimentou pelos bastidores do conflito para conseguir objetivos tanto com os políticos de Washington, como com os meios de comunicação, assim como na primeira linha de fogo do conflito no Oriente Médio.

A direção compete a David Michôd, do excelente “Reino Animal”. O Cineclube já abordou este filme aqui.

Tina Fey e Margo Robbie em cena de "Uma Repórter em Apuros"

Tina Fey e Margo Robbie em cena de “Uma Repórter em Apuros”

Ainda no tom satírico, e com estreia prevista para o próximo dia 5 de maio no Brasil, temos “Uma Repórter em Apuros”, baseado na autobiografia da jornalista Kim Barker, “The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan”, com relatos de suas experiências cobrindo os dois países.

Dirigido por Glenn Ficarra e John Requa (“O Golpista do ano”), a trama acompanha uma repórter que vê a oportunidade de crescer profissionalmente ao ser enviada para cobrir uma zona de guerra. No meio do caos do Afeganistão e do Paquistão e, por meio da sátira, a produção expõe o choque cultural e os riscos que a região promove a Kim, vivida pela excelente Tina Fey.

São filmes com tons e abordagens diferentes, mas que chegam para precipitar uma nova onda no cinema americano de olhar para as guerras em que os EUA de alguma forma atuaram com mais cinismo e ceticismo.

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sexta-feira, 22 de abril de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:12

Novo filme de Laís Bodanzky, “Como Nossos Pais”, vai iluminar dilemas da mulher contemporânea

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Maria Ribeiro no set do filme  (Foto: divulgação)

Maria Ribeiro no set do filme
(Foto: divulgação)

Com estreia prevista para 2017, “Como Nossos Pais”, marca o retorno da cineasta Laís Bodanzky ao cinema. Seu último longa-metragem foi o excelente “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). Como de hábito, ela divide o crédito de roteirista com  o marido Luiz Bolognesi.

“Como Nossos Pais”, traz Maria Ribeiro como Rosa, uma mulher de 38 anos que se vê dividida entre os cuidados com as filhas, os afazeres domésticos, o convívio com o marido, e a falta de tempo para si mesma. À procura de sua realização profissional e respostas aos paradigmas observados em sua rotina, Rosa ainda enfrenta uma conflituosa relação com sua mãe, Clarice, interpretada por Clarisse Abujamra. Em meio ao turbilhão de responsabilidades, Rosa começa a questionar seus relacionamentos e sua rotina, e se vê desestabilizada por uma inesperada revelação, que irá despertar nela uma necessidade de mudança. No fundo dessa história que retrata a mulher contemporânea brasileira, questões familiares e paradigmas sociais são colocados à prova.

“Maria dá vida a uma personagem que representa milhares de mulheres que lidam diariamente com rotinas exaustivas e acreditam que estão sozinhas nessa briga. A gente partiu desse mote familiar, mãe e filha, que tem uma relação conflituosa, para construir o filme como uma história de descobertas, reencontros e mudança”, explica a cineasta.

As filmagens se dividiram entre São Paulo, Ilhabela, no litoral paulista e Brasília. Além das duas protagonistas, o elenco tem bons nomes como Paulo Vilhena, Herson Capri e Jorge Mautner.

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