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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 Bastidores, Filmes, Notícias | 12:38

Elenco de spin-off de “Star Wars” sobre jovem Han Solo posa para foto

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As filmagens do spin-off de “Star Wars” sobre um jovem Han Solo já começaram nos estúdios Pinewood, em Londres. Ainda sem título oficial, o longa dirigido por Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”), deve chegar aos cinemas em 25 de maio de 2018.

O elenco fomado por Alden Ehrenreich como Han Solo, Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover como Lando Calrissian, Thandie Newton, e Phoebe Waller-Bridge, com Joonas Suotamo como Chewbacca, posou para uma foto que pode ser conferida abaixo.

Han solo

O filme vai explorar as aventura da dupla antes dos eventos de “Star Wars: Uma Nova Esperança”, incluindo os seus encontros anteriores com aquele outro desonesto de uma galáxia muito, muito distante, Lando Calrissian. “Ver pessoas com tamanha inspiração do mundo todo, com vozes tão singulares, unirem-se com o propósito único de fazer arte, não é nada menos do que um milagre”, disseram Lord e Miller. “Não conseguimos pensar em nada engraçado para falar, por que nos sentimos realmente tocados, e realmente com muita sorte”.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 Atores, Filmes, Notícias | 20:30

Francês Édouard Baer vem ao Brasil promover seu novo filme

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 Édouard Baer (Foto: divulgação)

Édouard Baer
(Foto: divulgação)

O ator e apresentador  Édouard Baer vem ao Brasil para apresentar o seu mais novo projeto, “Imprevistos de Uma Noite em Paris”, no qual assina a direção e o roteiro. O francês desembarca nesta quarta-feira (22) no País para prestigiar a premiere da produção que acontece no Reserva Cultural Niterói, no Rio de Janeiro, às 21h30.

Baer já trabalhou em mais de 40 filmes, apresentou 3 vezes o Prêmio César (considerado o Oscar do cinema francês) e 2 vezes o Festival de Cannes. Também escreveu, dirigiu e atuou em seu primeiro projeto como realizador “ La Bostella” e apresentou inúmeros programas de rádio e TV na França.

No longa, o personagem vivido por Édouard Baer tem uma noite para salvar seu teatro, um dos mais prestigiados de Paris. Nesse curto período, ele precisa encontrar um macaco ator, recuperar a confiança da sua equipe, o respeito de seu melhor amigo e provar para a sua jovem e confiante estagiaria que existe uma maneira diferente de resolver os (inúmeros) problemas: dando prioridade ao que você acha mais divertido.

Para completar o elenco, a musa do cinema francês Audrey Tautou (a inesquecível Amélie Poulin) e Sabrina Ouazani (O Passado).

Vale lembrar que o astro australiano Hugh Jackman também está no Brasil promovendo o filme “Logan”. O evento com Baer reunirá convidados da distribuidora do filme no Brasil, a Imovision, mas será aberto ao público. Confira o trailer abaixo o trailer da produção.

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Críticas, Filmes | 13:01

Entre falhas e acertos, “A 13ª Emenda” acena para América mais humanizada

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Documentário, já em cartaz na Netflix, concorre ao Oscar 2017 na categoria e se destaca pelo ponto de vista forte e substancial que a cineasta Ava DuVernay emprega na narrativa

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

A cineasta Ava DuVernay e o político republicano Newt Gingrich pouco antes de uma das entrevistas do documentário

“Entender o que é ser um negro nos Estados Unidos é algo que branco algum jamais poderá fazer”, diz o ex-congressista e ex-pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano Newt Gingrich a certo ponto de “A 13ª Emenda”, fulminante documentário da cineasta Ava DuVernay (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”), indicado ao Oscar 2017 de melhor documentário. Este é um momento chave do filme, que parece ungido da missão de convencer o espectador de que a constatação de Gingrich procede.

Leia mais: Documentário indicado ao Oscar, “Eu Não Sou Seu Negro” desnuda América racista

O ponto partida de “A 13ª Emenda” é original, relevante e um convite à reflexão. DuVernay se vira para um problema crônico dos Estados Unidos desde a emancipação dos direitos civis na década de 60, quando a população negra após muito sofrimento conseguiu assegurar acesso a alguns direitos básicos: a elevação constante da população carcerária. Desnecessário dizer que neste boom, que ainda hoje está em alta, há preponderância de minorias como negros e latinos.

Leia mais: Direção potente reforça discurso politizado de “Selma”

O grande mérito do filme não é propor uma reflexão, mas se materializar como um alerta. DuVernay tem uma verdade a defender. A de que a elite branca precisou reagir a 13ª emenda na constituição americana que pôs fim definitivo à escravidão. Era preciso encontrar uma nova maneira de sustentar a economia sulista, toda ela dependente da mão de obra escrava. Esse raciocínio foi evoluindo – e a maneira como o doc trabalha o impacto do filme “O Nascimento de uma Nação” no imaginário cultural da época é um achado – até que o preconceito racial, mais velado à maneira que mais se enraizava, virou uma commodity política que tanto democratas como republicanos exploraram ao longo dos anos.

Cena de A 13ª Emenda (Fotos: divulgação)

Cena de A 13ª Emenda
(Fotos: divulgação)

DuVernay obviamente dá voz a especialistas simpáticos à visão de mundo e do problema que o documentário defende. Mais do que especialistas, grande parte dos entrevistados são ativistas. Não há nenhum problema nisso. No entanto, a fragilidade do filme reside no pouco espaço dado às divergências. Quando um ponto de vista adverso surge, há um tom de ridicularização intermitente. DuVernay peca, ainda, por alterar a sistemática de seu documentário quando Barack Obama assume a Casa Branca. Ela muda os parâmetros até então empregados e prefere atacar a indústria do lobby a submeter Obama ao mesmo escrutínio imposto a Clinton, Bush, Reagan, Nixon e os demais.

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Esse subterfúgio enfraquece o discurso que o filme defende, mas não mina seus méritos. “A 13ª Emenda” é aquele tipo de filme necessário. Que precisa passar nas escolas e que deve estimular todo um debate sobre ele. Entre seus acertos e erros como cinema, salva-se a nobre intenção de contribuir para uma América mais humana.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 07:30

Angústias de Christian Grey valorizam “50 Tons mais Escuros” no cinema

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Novo filme da franquia baseada no best-seller de E.L James, já em cartaz nos cinemas, ganha fôlego ao evidenciar conflito interno do príncipe caído que roubou o coração de Anastasia Steele

Christian Grey precisa abrir mão do controle para reaver o controle sobre Anastasia e esse paradoxo é o melhor que "50 Tons Mais Escuros" tem a oferecer

Christian Grey precisa abrir mão do controle para reaver o controle sobre Anastasia e esse paradoxo é o melhor que “50 Tons Mais Escuros” tem a oferecer

O fenômeno está de volta e com ele todo o burburinho que cerca a franquia “50 Tons de Cinza”, que depois de causar frisson na literatura faz o mesmo no cinema. “50 Tons Mais Escuros” é melhor do que o primeiro filme em quase todo e qualquer ângulo que se observe.

Leia mais: Mel Gibson fala do culto à violência no pacifista e espetacular “Até o Último Homem”

James Foley substitui Sam Taylor-Johnson no comando da produção. Diretor de filmes como “Confidence – O Golpe Perfeito” e “A Estranha Perfeita”, Foley não é estranho ao universo da sensualidade e este filme é mais sexy do que o primeiro. As cenas são mais sugestivas, há mais nudez e os personagens mais inteiros. Ainda assim, “50 Tons mais Escuros” não é o filme que grande parte do público espera. Esse público, é bem verdade, parece ignorar que se trata de um blockbuster lançado no Valentine´s Day, o dia dos namorados dos americanos.

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A ousadia aqui é fazer um romance que tenha o sexo como vértice central da história. Não se trata de uma obra interessada em debater nossos fetiches sexuais. Esse filme pode ser achado na filmografia de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), ou mesmo do sumido Adrian Lyne (“Instinto Selvagem”), mas jamais esteve no cerne da obra de E.L James e de sua transposição para o cinema.

Nesta sequência, Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) tentam ajustar as expectativas em relação um ao outro. Christian tenta suprimir suas necessidades dominadoras enquanto que Ana tenta atender alguns dos caprichos do namorido. Se o roteiro assinado por Niall Leonard, marido de E.L James, tenta dar viço a demandas feministas dando mais voz e representatividade aos anseios da mulher moderna, Foley se capitaliza ao mostrar uma história de amor um tanto desvirtuada. Afinal, Christian só parece se relacionar com aquilo que possui e a direção de Foley valoriza algo que no livro nunca avança o tratamento superficial.

Dakota Johnson em cena de 50 Tons Mais Escuros (Foto: divulgação)

Dakota Johnson em cena de 50 Tons Mais Escuros
(Foto: divulgação)

Não temos aqui um filme com grandes conflitos. Há até cenas francamente embaraçosas, mas “50 Tons Mais Escuros”, a exemplo do primeiro filme, cumpre bem sua proposta e satisfaz as demandas de seu público alvo. No limiar, é justamente isso que torna um filme que se vende como um produto satisfatório.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 Atores, Filmes | 19:24

Brasileiro Rodrigo Teixeira vai produzir novo filme de Brad Pitt

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O ator Brad Pitt em evento promocional de "Aliados" (Foto: reprodução/The Enquirer)

O ator Brad Pitt em evento promocional de “Aliados”
(Foto: reprodução/The Enquirer)

Brad Pitt vai protagonizar o novo filme produzido pela RT Features, produtora brasileira de Rodrigo Teixeira, responsável por filmes como “A Bruxa”, “O Silêncio do Céu”, “O Abismo Prateado”, entre outros. “Ad Astra” dirigido e co-roteirizado por James Gray (“Amantes” e “A Imigrante”) é uma ficção científica futurista que traz Brad Pitt no papel do engenheiro espacial, e levemente autista, Roy McBride.

Leia mais: Netflix apresenta seu projeto mais ambicioso, filme de guerra estrelado por Brad Pitt
Após 20 anos da partida do seu pai para uma missão sem volta em Netuno, com objetivo de encontrar sinais de extraterrestres, McBride viaja pelo sistema solar para encontrá-lo e tentar descobrir por que sua missão falhou. “Ad Astra”, que significa “para as estrelas” em latim, foi escrito por Gray e Ethan Gross.
A RT Features está no projeto desde o início e financiou a fase de desenvolvimento. A produtora de Brad Pitt, Plan B, também se juntou ao filme como produtora, ao lado da Keep Your Head Productions e Mad River.

A notícia vem em boa hora para Pitt, que recentemente ganhou o noticiário de entretenimento por conta do adiamento da produção da sequência de “Guerra Mundial Z”.

O astro chega aos cinemas brasileiros na próxima semana com o drama de guerra “Aliados”, de Robert Zemeckis.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 12:00

Mel Gibson fala do culto à violência no pacifista e espetacular “Até o Último Homem”

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Indicado a seis Oscars, incluindo filme, direção e ator, “Até o Último Homem” já está em cartaz nos cinemas e é uma experiência poderosa

Andrew Garfield, indicado ao Oscar de melhor ator pelo filme Até o Último Homem

Andrew Garfield, indicado ao Oscar de melhor ator pelo filme Até o Último Homem

“Até o Último Homem” é apenas o quinto filme de Mel Gibson como diretor. Sua filmografia como cineasta, embora curta, compreende uma diversidade e robustez ímpar. Falado em um dialeto maia, o ambicioso épico “Apocalypto” (2006) era o último filme de Gibson atrás das câmeras. Faltava um exemplar de guerra, gênero que como ator o australiano visitou em produções como “Fomos Heróis” (2002) e “O Patriota” (2000).

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Não só “Até o Último Homem” preenche essa lacuna, como promove a paz entre o outrora maior astro de Hollywood e a comunidade que o exilou depois de sucessivos escândalos. Indicado a seis Oscars, inclusive filme e direção para Gibson, este não é um filme de guerra qualquer. Gibson segue recusando-se a fazer um filme qualquer.

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Protagonizado por um devotado Andrew Garfield, “Até o Último Homem” é uma análise algo raivosa, e eventualmente fervorosa, de um país aferrado à ideia de violência. Baseado na história real de Desmond T. Doss (Garfield), o filme acompanha a saga desse homem adventista que se alista contrariando o desejo de seu pai, que servira na primeira guerra, mas decide não empunhar uma arma sequer durante todo seu tempo no exército – o que inclui dos rigorosos treinos ao campo de batalha.

Cena do filme Até o Último Homem

Cena do filme Até o Último Homem

O absurdo da situação é bem capturado por Gibson que evita a dignificação de seu personagem nos dois primeiros atos. Pelo contrário, o submete até mesmo à descrença do público. No ato final ele abraça seu protagonista com ares messiânicos, mas só depois de ter deixado a audiência suficientemente à vontade para fazer o mesmo.

Doss vai à corte marcial para garantir seu direito constitucional de servir seu país, ir ao campo de batalha contra os japoneses sem uma arma sequer para protegê-lo. “Com o mundo se desesperando para ruir, eu não vejo como algo tão ruim eu querer juntar alguns pedaços”, diz perante o juiz militar.

A religiosidade de Doss importa porque Gibson é um homem religioso e se julga atacado por defender seus valores. Fazer um filme pacifista, como gesto a Hollywood, mas reafirmando valores morais e  religiosos tem um gosto especial. Este é tanto um filme de fé como era “A Paixão de Cristo”. E é o filme em que Gibson sela a paz, mas nos seus termos.

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A despeito desses subtextos envolventes, trata-se de um filme vigoroso para quem está alheio ao passado do astro. Doss é um herói pronto, típico modelo republicano que parece talhado para a era Trump – ainda que se vivo fosse condenaria muitos dos ímpetos do atual ocupante da Casa Branca.

Exuberante tecnicamente, e aqui testemunhamos as melhores cenas de guerra desde “O Resgate do Soldado Ryan”, este é um filme que dimensiona o absurdo da guerra ao flagrar o ímpeto violento do ser humano. Ao focar em um herói que assim o é por renunciar à violência, depois de se descobrir em dois momentos de indesejada intimidade com ela, mostrados propositalmente por Gibson no começo e no meio do filme, “Até o Último Homem” nos desafia a rever muitos de nossos conceitos. A começar pela definição de coragem.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 Análises, Filmes | 17:40

Corrida pelo Oscar 2017 tem troca de favoritos e surpresas de ocasião

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Após a realização do SAG, corrida pelo Oscar muda um pouco de forma, mas preserva “La La Land” na dianteira pela consagração máxima na noite de 26 de fevereiro

Denzel Washington, protagonista e diretor de "Um Limite Entre Nós, ganha o SAG e assume favoritismo para ganhar o 3º Oscar de sua carreira (Foto: divulgação)

Denzel Washington, protagonista e diretor de “Um Limite Entre Nós, ganha o SAG e assume favoritismo para ganhar o 3º Oscar de sua carreira
(Foto: divulgação)

Após um fim de semana com alguns prêmios de sindicatos, a corrida pelo Oscar ganhou um pouco de emoção, mas também teve algumas definições ajustadas. Os sindicatos dos produtores, dos atores e dos editores distribuíram seus prêmios ao longo do fim de semana e algumas peculiaridades reforçam certas particularidades da vigente temporada de premiações.

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“La La Land: Cantando Estações” triunfou nos sindicatos dos produtores e dos editores, neste junto com “A Chegada” e viu Emma Stone ser escolhida a melhor atriz no SAG. Apesar de não constar entre os indicados a melhor elenco na premiação dos atores, considerada o maior termômetro do Oscar, já que o colegiado de atores é o maior da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o filme de Damien Chazelle foi o grande vencedor do SAG. Isso porque seu maior rival, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” não venceu o prêmio de melhor elenco.

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Essa categoria gera confusão. Premia-se o melhor elenco, mas muitas vezes o SAG pensa nela como melhor filme. Esse raciocínio não foi aplicado em 2017 e “Estrelas Além do Tempo”, que está indicado a melhor filme no Oscar, ganhou assim como “Histórias Cruzadas” prevaleceu em 2012 e “O Artista”, um musical silencioso, ganharia o Oscar. É bem verdade que “O Artista” estava indicado a melhor elenco e “La La Land” não. Mas há um precedente em 23 anos de SAG. “Coração Valente” venceu o Oscar em 1996 sem ter sido indicado ao SAG. Curiosamente, a corrida em 2017 também tem Mel Gibson e seu “Até o Último Homem” na disputa pelo Oscar.

O SAG não necessariamente antecipa o vencedor do Oscar de melhor filme, mas é importante ter o apoio desse sindicato em particular para aspirar com alguma propriedade o maior prêmio do cinema. A vitória de Emma Stone por “La La Land” demonstra esse apoio e a opção por premiar um elenco e não um filme reforça que “Moonlight” talvez não tenha o gás necessário para barrar a locomotiva que o filme de Chazelle tem demonstrado ser no curso da temporada.

As nove produções que concorrem ao Oscar de melhor filme

As nove produções que concorrem ao Oscar de melhor filme

Historicamente recai sobre o DGA, o sindicato dos diretores, a pecha de ser o termômetro mais confiável em antecipar o vencedor de melhor filme. Em anos pulverizados, a escolha do DGA emplacou no Oscar. Foi assim em 2007, quando produtores e atores ficaram com “Pequena Miss Sunshine” e os diretores com Scorsese que ganharia filme e direção no Oscar com “Os Infiltrados”.

O prêmio será entregue no próximo fim de semana e pode consolidar esse favoritismo absoluto de “La La Land” ou fornecer alguma brasa às chances de “Moonlight”.

No campo das atuações, Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”), ator de altíssimo pedigree e que embora tenha dois Oscars ainda não havia conquistado um SAG, bateu o favorito Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar). Há uma mudança de paradigma em curso na temporada. Affleck tem contra si o peso de uma campanha difamatória motivada por denúncias de assédio sexual e Washington é um ator querido defendendo um papel pelo qual já foi premiado no teatro e em um ano especialmente simpático a artistas e filmes de minorias.

A disputa por melhor ator ganha em emoção e imprevisibilidade. Washington, com o aval do SAG, supera Affleck na cotação para o Oscar. Mesmo que o segundo já tenha vencido o Critic´s Choice Awards, Globo de Ouro e concorra ao Bafta.

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Já a categoria das atrizes no Oscar está ligeiramente diferente. Ruth Negga (“Loving”) e Isabelle Huppert (“Elle”) disputam o prêmio. No SAG tínhamos Amy Adams (“A Chegada”) e Emily Blunt (“A Garota no Trem”). Além da força de “La La Land”, Emma Stone tem a seu favor o histórico da academia de contemplar jovens estrelas nessa categoria.  Isabelle Huppert, no entanto, promete ser uma força da natureza na categoria. A campanha em cima da atriz tem sido muito acertada e a vitória no Globo de Ouro trouxe uma visibilidade a seu trabalho que pode ser sedutora demais para parte da academia reticente em consagrar uma atriz com tão pouca bagagem ou então ceder um segundo Oscar a Natalie Portman.

A atriz Emma Stone vence o SAG por "La La Land" (Foto: divulgação/SAG)

A atriz Emma Stone vence o SAG por “La La Land”
(Foto: divulgação/SAG)

Há, ainda, Ruth Negga que pode se beneficiar da pressão oculta e silenciosa por um #oscarssoblack nessa edição. A categoria de atuação feminina está bem mais aberta do que pode parecer, ainda que Emma Stone seja a virtual vencedora.

Já entre os coadjuvantes, há poucas chances de vermos outros nomes que não Viola Davis (“Um Limite entre Nós”) e Mahershala Ali (“Moonlight”) premiados em 26 de fevereiro.  Justamente por essa condição, aliada às circunstâncias da categoria de ator, o favoritismo de Stone entre as atrizes é mais proforma do que efetivo.

A corrida pelo Oscar 2017 tem três de suas principais categorias – e a categoria de direção vai receber um post só para ela – com favoritos de ocasião. É um viés interessante e incomum e que alimenta ainda mais a euforia dos cinéfilos.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017 Diretores, Notícias | 17:47

CCBB recebe mostra sobre o cineasta Jean Renoir

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O cineasta Jean Renoir (Foto: divulgação)

O cineasta Jean Renoir
(Foto: divulgação)

“A Vida Lá Fora: O Cinema de Jean Renoir” é uma retrospectiva sobre o cineasta francês Jean Renoir (1894-1979). A mostra acontece nas unidades do CCBB em São Paulo (01 a 27 de fevereiro), Brasília (15/02 a 13/03) e Rio de Janeiro (01 a 27 de março). Ao longo de quatro semanas, serão exibidos 30 filmes do renomado diretor, bem como dois documentários sobre sua vida e obra.

“O maior cineasta do mundo? Pra mim, ele é francês e se chama Jean Renoir”. Foi o que disse ninguém menos que Charles Chaplin, e ele não estava sozinho. Renoir sempre atrai os superlativos, seja entre diretores, como François Truffaut e Glauber Rocha, seja entre críticos, como André Bazin e Inácio Araújo.

Filho do pintor Auguste Renoir, Jean imprimiu uma sensibilidade visual e um apreço pela vida (tal como ela é vivida) digna de seu pai a uma enorme variedade de aventuras cinematográficas, entre os primeiros experimentos com a vanguarda, os filmes de pequenos e grandes orçamentos, o realismo, o cinema moderno e Hollywood. Sua carreira, longa e variada, estabelece um amplo leque de inovações tanto estéticas como narrativas, impondo desafios aos críticos-analíticos.

Além das sessões de cinema serão realizados debates e um curso intensivo de três encontros, oferecendo ao grande público uma oportunidade única de saber mais sobre a vida e entrar em contato com a obra desse grande cineasta. Em São Paulo o debate acontece dia 16/02, às 20h, com a presença dos críticos de cinema Inácio Araújo, Filipe Furtado e o curador da mostra, Júlio Bezerra. Os interessados em fazer o curso deverão enviar seus dados para o e-mail  jeanrenoirccbb@gmail.com.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 Filmes, Fotografia | 16:41

E se os pôsteres dos filmes do Oscar 2017 dissessem a verdade?

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Já é uma tradição anual. Na esteira do anúncio das indicações ao Oscar, o site britânico especializado em cinema e cultura pop Shiznit lança a série de pôsteres sinceros dos principais filmes do Oscar. A ideia é ser irônico e cínico mesmo, flertando com os limites do humor negro. Na safra de 2017 temmos “La La Land” descrito como “fuga da realidade” e “A Chegada” dando conta de que é mais fácil para Amy Adams descobrir vida alienígena do que ganhar um Oscar. Confira abaixo a hilária turma de 2017.

Poster - La La Land poster - A Chegada Poster - Até o último Poster - A qualquer custo Poster - Fences poster - Hidden figures Poster - Jackie Poster - Lion poster - Loving Poster - Manchster Poster - Moonlight poster - Silêncio

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017 Filmes | 18:45

“Aquarius” ganha exibição especial ao ar livre no aniversário de São Paulo

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Foto: divulgação

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“Aquarius“, filme brasileiro de maior repercussão no ano passado, vai ser exibido no Mirante 9 de Julho, na quarta-feira, 25 de janeiro, durante as comemorações pelo aniversário de 463 anos de São Paulo. A sessão especial de cinema ao ar livre, que terá início às 19h45, é uma ação do Telecine em parceria com o Mirante.

No longa, Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos, sofre com o assédio da construtora que deseja levantar um empreendimento de luxo no lugar do prédio onde ela criou os filhos e viveu os melhores anos de sua vida. Por ser a única moradora do edifício a se recusar a vender seu imóvel, ela é ameaçada de toda forma.Exibida no Festival de Cannes de 2016, onde concorreu à Palma de Ouro, a produção estreou no Brasil em setembro e vem sendo apresentada – com sucesso de crítica – em outros festivais ao redor do mundo e também concorreu como melhor filme estrangeiro no Spirit Awards, uma das mais importantes premiações dedicadas ao cinema independente.

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