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sexta-feira, 11 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 06:00

“Amantes eternos” encerra reinado dos vampiros na cultura pop

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Filme de vampiro que é filme de arte, mas não necessariamente nesta ordem... (Foto: divulgação)

Filme de vampiro que é filme de arte, mas não necessariamente nesta ordem… (Foto: divulgação)

Desde o início da década, em pleno frisson provocado pela saga “Crepúsculo”, os vampiros reinaram na cultura pop em geral e no cinema em particular. Mas nos últimos dois anos esse reinado vem dando sinais de esgotamento. Filmes como “Abraham Lincoln: caçador de vampiros” (2012) e “Academia de vampiros – o beijo das sombras” (2014), na modéstia das bilheterias combinada à pobreza narrativa, são reveladores dessa fadiga dos vampiros conforme a década se aproxima de sua metade.

Cabe ao festejado Jim Jarmusch, diretor da cena indie americana, encerrar com chave de ouro essa fase vampírica no cinema que deve muito, em todos os sentidos possíveis e imagináveis, à fase anterior: protagonizada por belos filmes como “Drácula da Bram Stoker” (1992) e “Entrevista com o vampiro” (1994).

Em “Amantes eternos”, tradução honrosa, mas ainda acanhada do esplendido título original “Only lovers left alive” (algo como “Somente os amantes permanecem vivos”), Jarmuch reveste seus vampiros, vividos por Tom Hiddleston (o Loki de “Thor” e “Os vingadores”) e Tilda Swinton (vencedora do Oscar por “Conduta de risco”) de angústia existencial e tesão pela arte e conhecimento humanos. Adão e Eva, nomes nada acidentais, vivem há séculos e estão desencantados com o rumo da raça humana. Jarmusch usa a liberdade proposta por um filme de vampiro com tal vocação para pensar sobre conflitos essencialmente humanos. Tudo regado à arte, música e um humor perverso devidamente afiado.

O filme deve estrear nos cinemas brasileiros em 21 de agosto. Confira o trailer legendado abaixo.

 

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quinta-feira, 10 de julho de 2014 Curiosidades, Fotografia | 05:00

Olhando por trás das cortinas da magia do cinema: o antes e o depois dos efeitos especiais

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Os efeitos especiais mudaram muito ao longo dos anos e ajudaram a transformar o cinema naquilo que nós reconhecemos como cinema hoje. Do mais caro blockbuster ao filme independente, os efeitos especiais são essenciais à feitura e à narrativa de um filme. Sejam eles simples ou sofisticados. Como curiosidade, o Cineclube apresenta algumas imagens que comparam cenas de filmes pré-finalizadas (sem os efeitos especiais) e como elas foram exibidas no cinema. Fica bem claro, mesmo para os mais resistentes, que a importância dos efeitos especiais no cinema vai muito além da diversão.

"As aventuras de Pi"

“As aventuras de Pi”

"Distrito 9" (2009)

“Distrito 9” (2009)

"Gravidade"

“Gravidade”

"Planeta dos macacos: a origem"

“Planeta dos macacos: a origem”

"Alice no País das maravilhas"

“Alice no País das maravilhas”

"Amanhecer - parte 1"

“Amanhecer – parte 1”

"Batman -  o cavaleiro das trevas"

“Batman – o cavaleiro das trevas”

"Os vingadores"

“Os vingadores”

"Oz- mágico e poderoso"

“Oz- mágico e poderoso”

"O Hobbit"

“O Hobbit”

"O Grande Gatsby"

“O Grande Gatsby”

"O grande Gatsby"

“O grande Gatsby”

"Godzilla"

“Godzilla”

'O lobo de Wall Street"

‘O lobo de Wall Street”

Fontes: bussinessinsider.com, loombok.com e Hollywood Reporter

 

 

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quarta-feira, 9 de julho de 2014 Atores, Curiosidades, Notícias | 21:28

Sherlock Holmes é mais um ícone na carreira de Ian Mckellen

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Dá para dizer que, aos 75 anos de idade, Ian Mckellen é o cara. O britânico só atingiu o estrelato depois dos sessenta anos, mas antes disso já era um baita ator que mesclava os aplausos dos palcos londrinos com a efemeridade dos papeis secundários no cinema americano. Foi o trabalho com Bill Condon, que já o havia dirigido no teatro, em “Deuses e monstros” (1998), que lhe valeu indicação ao Oscar de melhor ator, que mudou o status das coisas. Mckellen passou a receber convites prazerosos e figuras icônicas da cultura pop, como vilão Magneto e o mago Gandalf, entraram em sua vida.

Profissionalmente, McKellen só se beneficiou dessa exposição. Um dos pioneiros em assumir sua homossexualidade em Hollywood, o britânico consegue amealhar admiração em qualquer frente que se observe. Agora, mais um personagem icônico marcará a carreira de Sir Ian Mckellen.  Ele dará vida à criação de Arthur Conan Doyle como um Sherlock Holmes aposentado. O trabalho marcará a retomada da colaboração com Bill Condon. “A slight trick of the mind” ainda não tem previsão de estreia, mas a primeira foto está aí para aguçar a curiosidade dos fãs do personagem e de McKellen.

A trama revela um Sherlock Holmes aposentado que é assombrado por um caso não resolvido no passado. Ele lembra apenas de fragmentos: o confronto com um marido nervoso e uma ligação secreta com sua bela e instável esposa. Longe de sua melhor forma e sem o apoio de Watson, Holmes enfrenta o caso mais difícil da sua vida.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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terça-feira, 8 de julho de 2014 Análises, Curiosidades | 07:00

Qual o melhor cinema entre os semifinalistas da Copa do Mundo?

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Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda estão nas semifinais da competição esportiva mais importante do planeta, a Copa do Mundo. São países de muita tradição no futebol, o que implica na assunção de que qualquer prognóstico sobre o campeão do torneio pode ser mera precipitação. Em matéria de cinema, no entanto, o equilíbrio é menos acintoso.
A Alemanha sedia um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo. O festival de Berlim é o segundo em antiguidade, só perde para Veneza, com 64 anos de existência. A Alemanha está intimamente ligada à gestação do cinema como conhecemos hoje. O expressionismo alemão é, ainda, um dos mais destacados momentos históricos do cinema. A influência artística, no entanto, não para aí. A vocação para refletir a política surge cristalina no cinema alemão. Os anos de Hitler, do comunismo e a queda do muro de Berlim, que possibilitou uma abertura ainda mais radical do cinema produzido naquele país, se relacionam com o fazer cinematográfico alemão.
O cinema alemão ostenta alguns dos cineastas mais importantes da história do cinema como Fritz Lang e F. W Murnau. Em sua contemporaneidade, revelou cineastas das mais diversas estirpes como Wolfgan Petersen, Roland Emmerich, Florian Henckel Von Donnersmarck, Marc Forster, Werner Herzog, Marcus Nispel, Tom Tykwer, Wim Wenders e Oliver Hirschbiegel. Do terror à sátira política, o cinema alemão se desdobra pelos mais variados gêneros. Entre os semifinalistas da Copa, é o país que conseguiu emplacar mais diretores no cinema americano. Filmes como “Troia” (2004), “O turista” (2011), “2012” (2009) e “007 – Quantun of solace” foram realizados por diretores alemães. A penetração em Hollywood se verifica, ainda, com o brilho de atores alemães como Michael Fassbender, Daniel Brühl e Bruce Willis. Um dos maiores astros de ação do cinema americano é, na verdade, germânico.

O Brasil, neste segmento, vem em segundo. Fernando Meirelles, Bruno Barreto, Walter Salles, José Padilha, Heitor Dhalia e Vicente Amorim são diretores brasucas que experimentaram o cinema americano com diferentes graus de sucesso. Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Alice Braga e sua tia, Sônia Braga, são exemplos de atores brasileiros a triunfar no cinema estadunidense.

"A vida dos outros", uma poderosa reflexão sobre a Alemanha comunista, venceu o Oscar de produção estrangeira em 2007

“A vida dos outros”, uma poderosa reflexão sobre a Alemanha comunista, venceu o Oscar de produção estrangeira em 2007

"A fita é branca", do franco alemão Michael Haneke, venceu a Palma de Ouro em Cannes e foi dos filmes mais prestigiados da década passada

“A fita branca”, do franco alemão Michael Haneke, venceu a Palma de Ouro em Cannes e foi dos filmes mais prestigiados da década passada

A Argentina é cult em nossos cinemas e goza de algum prestígio na Europa. Nas duas últimas edições do Festival de Cannes, o maior e mais comentado festival de cinema do mundo, emplacou o maior número de produções nas mostras competitivas e paralelas. O cinema argentino já tem dois Oscars, enquanto nós ainda buscamos o primeiro. Os alemães também têm dois Oscars, mas são 12 indicações face as cinco do país de Maradona.
O cinema argentino ostenta ainda uma característica que somente agora o cinema brasileiro parece comportar. A capacidade de fazer entretenimento adulto com inteligência. Filmes que são ao mesmo tempo pensantes e que reúnam potencial comercial.

A comédia de humor negro argentina "Relatos salvajes" foi o único filme latino americano na disputa pela Palma de Ouro em Cannes 2014

A comédia de humor negro argentina “Relatos salvajes” foi o único filme latino americano
na disputa pela Palma de Ouro em Cannes 2014

O brasileiro "O som ao redor" iniciou sua bem sucedida carreira em festivais na Holanda: atenção ao cinema brasileiro

O brasileiro “O som ao redor” iniciou sua bem sucedida carreira em festivais na Holanda:
atenção ao cinema brasileiro

"A espiã" (2006) é o último filme holandês que conseguiu internacionalizar-se

“A espiã” (2006) foi o último filme holandês que conseguiu internacionalizar-se

Nesse jogo de empurra, a Holanda apresenta a cinematografia mais tímida. Ainda que já tenha um Oscar; conquistado justamente sobre o Brasil em 1996 com “A excêntrica família de Antônia” prevalecendo sobre “ O quatrilho”. O cinema holandês apresenta uma ou outra perola de tempos em tempos e conta com personalidades como o cineasta Paul Verhoeven (“Instinto selvagem” e “Robocop”). O principal festival de cinema realizado no país é um dos mais entusiastas do cinema brasileiro. A cinematografia nacional, ano após ano, é destaque no festival de Roterdã.
Foi lá que o cinema pernambucano, principal força a mover a produção cinematográfica brasileira atual, foi notado primeiramente. Antes mesmo de brilhar em festivais nacionais como os realizados no Rio de Janeiro, Brasília e Gramado.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 22:30

Contagem regressiva para o novo filme de David Fincher

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David Fincher é o diretor mais cerebral do cinema americano. Não por acaso, sua fama como cineasta está relacionada aos filmes de suspense. Ainda que ele tenha feito poucos. “Seven” (1996), “Vidas em jogo” (1997), “O quarto do pânico” (2002) e “Zodíaco” (2007”) são alguns dos que se encaixam no perfil. Seu filme seguinte a “Os homens que não amavam as mulheres” (2011), a versão americana do best-seller sueco, é justamente outro filme baseado em um livro policial, no caso “Garota exemplar”, de Gillian Flynn.

Na trama, acompanhamos a investigação do desaparecimento e morte de uma mulher (Rosamund Pike) e a elevação da suspeita de seu marido (Ben Affleck) ser o criminoso.

O filme tem estreia marcada para o dia 2 de outubro nos cinemas brasileiros. Abaixo é possível conferir não só o mais recente trailer da produção, como os cartazes que destacam evidências do crime, ao invés de enfileirar o elenco do filme.

Com fotografia soturna, reviravoltas surpreendentes e um Ben Affleck prometendo a grande atuação de sua carreira, “Garota exemplar” promete ser uma das sensações do fim do ano nos cinemas.

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sábado, 5 de julho de 2014 Análises, Diretores | 07:00

Os novos rumos do cinema de Alejandro González Iñárritu

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O diretor Alejandro González Iñárritu

O diretor Alejandro González Iñárritu (Fotos: divulgação)

Ele surgiu arrebatador com “Amores brutos”, filme mexicano indicado ao Oscar de produção estrangeira em 2001 e que, entre outros predicados, tinha a então revelação Gael Garcia Bernal como protagonista.

A produção marcava a inauguração da parceria com o roteirista Guillermo Arriaga, colaboração esta que renderia, ainda, o ótimo “21 gramas” (2003) e o irregular “Babel” (2006) antes de se desintegrar em meio a vaidades e intolerâncias de ambas as partes. Arriaga reclamava para si os méritos dos filmes enquanto Iñarritu fazia o mesmo. Seguiram por caminhos opostos.

Iñarritu aliou-se ao internacional Javier Bardem e fez “Biutiful”, poderoso drama sobre um homem marcado para morrer por um câncer feroz e que ainda sofre com uma mediunidade indesejada. O filme foi à Cannes e ao Oscar e mostrou que se Arriaga era parte fundamental do processo criativo de Iñarritu não era todo o processo criativo. O roteiro de “Biutiful”, ainda que mais tradicional, apresenta uma estrutura rica dramática e narrativamente; e é de autoria do próprio cineasta.

Quatro anos depois do lançamento de “Biutiful”, Iñarritu se prepara para lançar ‘Birdman”, um filme aparentemente inusitado em sua obra. Trata-se da história de um ator que viveu um super-herói no cinema e depois nunca mais conseguiu outro sucesso na carreira. Ele agora tentar uma reinvenção na Broadway. Metalinguagens à parte, esse ator é vivido por Mikael Keaton; que, para quem não sabe, viveu o Batman nos dois primeiros filmes dirigidos por Tim Burton. Mais estranheza? O filme é uma comédia que flerta sem medo com o drama e o nonsense. Há não muito tempo atrás, o cineasta Darren Aronofsky também ensaiou uma reinvenção com um ator amaldiçoado. O ator era Mickey Rourke e o filme, “O lutador”, que ganhou o leão de Ouro no festival de Veneza em 2008 e mostrava a dura jornada cotidiana de um ex-campeão de luta livre para pagar as contas enquanto revive, em tom farsesco, as glórias do passado.

 

“Birdman”, programado para estrear em outubro nos EUA, é apontado como uma das potenciais surpresas da temporada de premiações do cinema americano. De qualquer maneira, o burburinho positivo em torno do filme já desperta mais interesses sobre o trabalho seguinte de Iñarritu. “The Revenant” será seu primeiro filme de estúdio nos EUA. “Babel” foi bancado por um braço independente da Paramount, já desativado.

O filme terá Leonardo DiCaprio como protagonista. DiCaprio ultimamente tem se notabilizado por só trabalhar com diretores prestigiados e com uma identidade artística singular. Entre os últimos cineastas com quem estabeleceu parceria figuram Christopher NolanClint EastwoodQuentin Tarantino e Baz Luhrmann. Além, é claro, de Martin Scorsese (com quem já rodou cinco filmes, entre eles o recente “O lobo de Wall Street”). No novo filme, que deve começar a ser rodado no último trimestre no Canadá,  DiCaprio fará um guarda de fronteira abandonado por seus amigos depois de ser atacado por um urso. Ele sobrevive e parte em busca de vingança. A ação se passa no século XIX. É outro projeto radicalmente distinto da filmografia que tornou Iñarritu famoso no círculo da cinefilia.

É difícil apontar para onde o cinema de Inãrritu vai depois de “Birdman” e “The Revenant”, mas é seguro dizer que é um caminho corajoso o que ele segue e muito mais calculado do que um primeiro olhar pode fazer crer.

Confira o trailer de “O lutador”

 Confira o primeiro trailer de “Birdman”

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quinta-feira, 3 de julho de 2014 Críticas, Filmes | 20:57

“O Homem duplicado” leva inflexão vigorosa de Saramago ao cinema

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O cineasta canadense Denis Villeneuve, aos poucos, constrói uma filmografia que, além de rica e pensativa, é das mais instigantes do cinema moderno. Depois de apresentar uma das maiores sensações do cinema em 2013, o misto de thriller e drama “Os suspeitos”, o diretor chega aos cinemas com “O homem duplicado” (2013), uma adaptação essencial da obra homônima do escritor português José Saramago.

“O homem duplicado” versa sobre identidade. Sobre a singularidade do indivíduo à sombra da sociedade e, também, sobre como a vaidade é um forte elemento transformador. Isso tudo em um filme que se resolve primordialmente como um tubo de ensaio. Seja em sua lógica visual, seja no ritmo fragmentado e desabrido da narrativa. Lacunas e elipses se erguem com a benção de Saramago em um filme que não tem medo de provocar perplexidade na plateia.

Jake Gyllenhaal vive Adam, um introspectivo professor de história, que se encontra à beira da depressão quando descobre, ocasionalmente em um filme qualquer, um homem que é idêntico a ele. Adam resolve ceder a essa curiosidade e passa a perseguir, ainda que atabalhoadamente, seu sósia. Anthony St. Claire (também vivido por Jake Gyllenhaal) é o oposto de Adam. Confiante, boa vida e mora em um apartamento ensolarado – um contraponto ao escuro apartamento de Adam. A estranheza de conhecer um homem igualzinho a ele logo dá espaço a uma curiosidade mórbida por parte do ator que não consegue romper o terceiro escalão da fama. Adam, por sua vez, passa a se sentir incomodado por entender estar perdendo a referência de sua identidade.

Um encontro que coloca os personagens em caminhos opostos: "O homem duplicado" nunca opta pela via mais fácil ao instigar constantemente a audiência  ( Foto: divulgação)

Um encontro que coloca os personagens em caminhos opostos: “O homem duplicado” nunca opta pela via mais fácil ao instigar constantemente a audiência ( Foto: divulgação)

A Toronto que recebe a ação é estranhamente fria e atemporal, em uma solução visual digna de nota do fotógrafo Nicolas Bolduc para dimensionar a letargia emocional que aflige o protagonista. Conforme a trama avança, as dúvidas, ensejadas por pistas nada óbvias por parte da realização, se proliferam e a certeza se afasta. A jornada proposta por Saramago e replicada aqui por Villeneuve com espantosa fidelidade não busca o sentido formal, mas a gravidade da inflexão. Nesse aspecto, “O homem duplicado” triunfa com a sobriedade do grande pensador em que se acolhe.

Um adendo à extraordinária composição de Jake Gyllenhaal precisa ser feito. O ator distingue seus personagens quando necessário e borra essas tintas de distinção quando preciso.

Gyllenhaal é um elemento tão importante na narrativa quanto os símbolos projetados por Villeneuve. Um destes é uma tarântula. A tarântula representa o lado sinistro, o aspecto obscuro de um ser humano. Reside na combinação da performance de Gyllenhaal e da compreensão dessa metáfora exposta na tela em dois momentos distintos, a força de “O homem duplicado” enquanto cinema.

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quarta-feira, 2 de julho de 2014 Filmes, Notícias | 20:05

Jennifer Aniston surge ainda mais tarada no 1º trailer de “Quero matar meu chefe 2”

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Comédia de surpreendente sucesso de público em 2011, “Quero matar meu chefe” terá sua sequência lançada nos cinemas brasileiros em 4 de dezembro deste ano. Praticamente todo o elenco original está de volta, incluindo Jamie Foxx, Jennifer Aniston e Kevin Spacey. Dessa vez, os protagonistas vividos por Jason Bateman (“Uma ladra sem limites”), Charlie Day (“Círculo de fogo”) e Jason Sudeikis (“Família do bagulho”) resolvem abrir um negócio próprio. Apenas para entrar em atrito com um investidor canalha vivido por Chistoph Waltz. O plano da trupe, o título já entrega.  O trailer dá pistas de que o tom gozador e a pegada cínica e satírica permanecem em alta no novo filme.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014 Filmes, Listas | 22:11

Cinco filmes imperdíveis nos cinemas em julho

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O mês das férias tem ótimas atrações nos cinemas, principalmente para os adultos. A safra americana é especialmente boa e dois dos blockbusters mais aguardados da temporada estreiam no mês. De todo o jeito, o Cineclube achou espaço para um filme francês de um dos maiores cineastas de todos os tempos.

“A pele de Vênus”

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Trata-se do novo filme do diretor Roman Polanski. A produção integrou a mostra competitiva do festival de Cannes em 2013, de onde saiu com muitos elogios. Polanski escala sua esposa, a atriz Emmanuelle Seigner, para viver uma atriz que tenta convencer um diretor de teatro (vivido por Mathieu Amalric) de que ela é a pessoa certa para interpretar a protagonista em sua nova peça. Uma dinâmica sexual e sádica se estabelece entre eles.

Estreia em 17/07

“Mesmo se nada der certo”

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No novo filme do diretor de “Once”, a música é novamente protagonista. Desta vez, um empresário do ramo musical fracassado (Mark Ruffalo) constrói uma relação com uma promissora cantora e compositora recém-chegada a Nova York (papel de Keira Knightley). Ecos de “Jerry Maguire – a grande virada” e “Quase famosos” em um filme que marca, ainda, a estreia do cantor Adam Levine no cinema.

Estreia em 17/07

“Planeta dos macacos: o confronto”

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Continuação do surpreendente sucesso de público e crítica de 2011, que reiniciava a saga dos símios no cinema. Gary Oldman assume o protagonismo do lado dos humanos e Andy Serkis continua dando show na captura de performance dando vida a Cesar, o macaco evoluído que desafia a raça humana. O título entrega tudo: o bicho vai pegar. Literalmente.

Estreia em 24/07

“Guardiões da galáxia”

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O filme que pode revitalizar a Marvel como “casa das ideias”. Depois de mexer com o jeito de fazer cinema blockbuster, a Marvel se acomodou. Esse filme com heróis (quase) desconhecidos e sem nomes (ou caras) famosas em frente às câmeras, e mesclando humor e ação pode devolver esse pioneirismo ao estúdio. Na trama, um grupo de renegados se une para proteger o universo.

Estreia em 31/07

 

“O Grande Hotel Budapeste”

hotel

Grande elenco (Jude Law, Edward Norton, Owen Wilson, Bill Murray, Tilda Swinton e Ralph Fiennes, para citar alguns nomes) estrelam o novo filme de Wes Anderson, diretor que como Quentin Tarantino e Tim Burton é bastante reconhecível na tela de cinema. Ralph Fiennes faz o porteiro de um famoso hotel no período entre guerras que precisa provar que uma grande herança recebida não é roubo. Ainda que esta seja apenas uma das muitas aventuras por ele vividas.

Estreia em 03/07

 

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sábado, 28 de junho de 2014 Bastidores, Filmes | 07:00

Os 25 anos de “Batman – o filme”

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Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Adaptações de HQs são contumazes nos dias de hoje, mas nem sempre foi assim. Quando Tim Burton lançou “Batman – o filme” em 1989 foi como quando o homem foi à lua pela primeira vez. Ninguém sabia se daria certo. A excentricidade de Burton era questionada e sua escolha por Michael Keaton para viver Bruce Wayne/Batman era ridicularizada por fãs e indústria. Entre as preocupações da Warner figuravam ainda o temor de que como o programa de tv estrelado por Adam West, maior referência do personagem para o grande público, poderia afetar o filme.

Nesta última semana, comemoraram-se os 25 anos do lançamento do filme que teve ainda Jack Nicholson como o Coringa e Kim Basinger, no auge da beleza, como o interesse romântico de Bruce Wayne.

Jack Nicholson, a propósito, inaugurou na ocasião uma nova modalidade de cachê em Hollywood que hoje é praxe. Na contramão das desconfianças do estúdio, Nicholson resolveu apostar forte no filme. Aceitou o pagamento mínimo previsto pelo sindicato dos atores e colocou em contrato que o restante de seu cachê deveria ser pago com 15% da bilheteria total da produção. A Warner topou, crente que estaria barateando o passe de um dos maiores astros de Hollywood. “Batman – o filme”, no entanto, faturou U$ 412 milhões, recorde até então e uma monstruosidade de dinheiro para os padrões de 1989. As adaptações de HQs eram um sucesso e Batman, em particular, passava a ser o grande talismã da Warner. Foram mais seis filmes desde então. Para bem ou para o mal, nenhum reproduziu a perplexidade deste exemplar dirigido por Tim Burton. O segundo filme dirigido por Christopher Nolan, “Batman – o cavaleiro das trevas” (2008) amealhou relevância ímpar para uma adaptação de HQ, mas o próprio não existiria se Burton não tivesse surpreendido a todos em 1989.

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Em “Batman – o filme”, ainda que soturno, o personagem não inflexiona as questões existenciais ensejadas por Chistopher Nolan em sua recém-encerrada trilogia. Mas o aspecto sombrio do personagem está lá, esmerado em uma complexidade que Burton expõe visualmente. Sua Gothan City é menos realista do que a de Nolan, mas mais intimidadora. Isso porque Burton trabalha na mesmo tom as sombras da cidade e dos personagens. A angústia de Wayne não é menos nociva do que a loucura do Coringa e a aparente falta de sobriedade na mise-en-scène reforça justamente o aspecto fantástico inerente aquele universo, mas que como em toda boa ficção fala à realidade com indefectível propriedade.

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de "Coringa definitivo" para Heath Ledger

Dupla dinâmica: Nicholson riu por último em matéria de remuneração, mas perdeu o posto de “Coringa definitivo” para Heath Ledger

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