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Posts com a Tag 007 contra Spectre

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 Críticas, Filmes | 13:14

“007 Contra Spectre” é retrocesso narrativo e conceitual na franquia

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Tudo parecia caminhar para outro sucesso acachapante. “007 Contra Spectre” (2015), 24º filme de James Bond, teria a mesma equipe criativa por trás do maior sucesso de público e crítica da série, “Operação Skyfall” (2012). Mas o filme que pretende se resolver como um fecho do arco protagonizado por Daniel Craig é mais presunçoso do que assertivo e menos eficiente do que aparenta.

A opção por sequenciar a trama desde os eventos iniciados em “Cassino Royale” (2006) até então vinha oferecendo um “momentum” ímpar para a franquia. Tratava-se, afinal, de um 007 em início de carreira com uma recém-adquirida licença para matar e às voltas com insegurança, arrogância e, por que não, o amor. Nesse contexto, “Operação Skyfall” ofertou uma mudança de paradigma ao descortinar o passado de Bond e redirecionar o futuro do personagem com mudanças jamais experimentadas no universo do espião britânico.

É bem verdade que Sam Mendes não facilitou para quem quer que assumisse a cadeira de diretor em “Spectre”, mas parece que o tempo curto que o cineasta dispôs para produzir um filme tão grande e ambicioso pesou.

Craig segue dominando o personagem, mas o roteiro não ajuda (Foto: divulgação)

Craig segue dominando o personagem, mas o roteiro não ajuda
(Foto: divulgação)

“007 Contra Spectre” é mal resolvido dramaticamente e inautêntico em matéria de ação. O orçamento generoso de US$ 300 milhões ajuda a disfarçar a falta de gás do filme, mas a longa duração – a maior entre os 24 filmes da franquia – compromete o que poderia funcionar como atenuante.

Nem mesmo o ótimo plano-sequência que abre o filme abrilhanta a cena pré-créditos, um indício do aglomerado de desentendidos narrativos que viria a seguir. Craig consegue, no fio da navalha, manter intacta a motivação que move Bond desde “Cassino Royale”, mas mesmo que os filmes anteriores sejam resgatados na explanação do que é, de fato, a organização criminosa Spectre, o elo pessoal entre Bond e a figura no centro da Spectre é, mais do que fraca, risível. Além de imediatamente evocar paródias famosas do agente como “Austin Powers” e “Cassino Royale” (1967), de Ken Hughes.

Christoph Waltz, que deveria inspirar medo e apreensão, não consegue nada além da mais vã indiferença com caretas e frases feitas que fazem sua participação em “O Besouro Verde” parecer um momento de grande inspiração.

Outro descompasso são as cenas de ação. Tímidas e anticlimáticas, elas não compartilham do brilhantismo criativo dos filmes recentes e apesar de espalhafatosas – grandes explosões e carros destruídos – pouco fazem para cativar a audiência.

Entre tantos erros, o mais grave talvez seja dar margem à velha queixa de misoginia a acompanhar Bond. A participação de Mônica Bellucci não é vexatória por ser breve, mas sim por estar ali apenas para servir como um casinho de Bond, algo com o qual os filmes recentes haviam rompido. Bond seguia tendo casinhos, mas eles tinham algum contexto e, principalmente, não ganharam a face de uma das mais belas e festejadas atrizes europeias.

Não obstante, a relação com Madeleine Swann (Léa Seydoux), que deveria redimir o espião, é mal elaborada dramaticamente e não ecoa na audiência.

Monica Bellucci e a misoginia: Velhos hábitos expostos em velhas fórmulas (Foto: divulgação)

Monica Bellucci e a misoginia: Velhos hábitos expostos em velhas fórmulas
(Foto: divulgação)

O mote de uma mulher envolvida com assassinos e que se vê atraída por Bond por motivos que repugna já fora trabalhado na série com mais inspiração em volumes estrelados por Brosnan e Connery.

É de se lamentar que “007 Contra Spectre” seja um filme tão mediano depois de produções tão bem azeitadas – em especial “Cassino Royale” e “Operação Skyfall”. O fato de brindar os fãs antigos com diversas referências a um Bond mais clássico – como o capanga brutamontes vivido por Dave Batista – não é uma desculpa. Seria ainda mais lamentável se “Spectre” marcasse a despedida de Craig do personagem. Para o ator, que ainda não decidiu se segue à frente da série, é uma questão de recuperar seu legado. “Spectre”, o filme, não a organização, até segunda ordem, deixa Bond em maus lençóis.

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domingo, 1 de novembro de 2015 Curiosidades, Filmes | 07:48

Como seria o Tinder de James Bond?

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Fonte: www.stylight.com.br

Fonte: www.stylight.com.br

Uma das principais características do espião britânico que volta aos cinemas nesta quinta-feira (5) em “007 contra Spectre” é seu fraco por mulheres. As famigeradas Bond girls compõem um elemento indissociável do universo Bond e em “Spectre” ganham a forma da francesa Léa Seydoux e da italiana Monica Bellucci, que se torna a atriz mais velha a interpretar uma Bond girl.

Na era Craig, Bond pode estar até menos mulherengo, mas continua espalhando seu charme por aí. Mas como seria a interação do personagem com as mulheres que o gravitam pelo Tinder? A brincadeira recupera todas as mulheres da fase de Daniel Craig nos filmes “Cassino Royale”, “Quantum of Solace”, “Operação Skyfall” e “Spectre” e até mesmo Angelina Jolie, que se recusou a ser Bond girl – ela e Craig já haviam trabalhado juntos no primeiro “Tomb Raider” (2001). Quando ele foi, digamos assim, uma espécie de Bond Girl, ou Croft boy, para a Lara Croft de Jolie.

Para conferir toda a brincadeira, além de oportuna, bem divertida, basta clicar aqui e curtir a desventuras do sexagenário agente a serviço de sua majestade pelo app de paquera.

Chat-James-Bond

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sexta-feira, 27 de março de 2015 Filmes, Notícias | 21:10

Divulgado o primeiro trailer de “007 contra Spectre”

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Uma mensagem criptografada do passado de James Bond, recuperada em Skyfall, mansão que catalisou revelações do passado de Bond no último filme, coloca o espião no encalço da misteriosa organização que dá nome ao novo filme. O primeiro trailer do 24º filme do agente secreto a serviço de sua majestade prepara o clima e pouco revela. Mas mostra que Mr. White (Jesper Christensen), visto nos dois primeiros filmes da fase com Craig, estará de volta.

Daniel Craig (James Bond), Ralph Fiennes (M), Naomie Harris (Eve Moneypenny), Rory Kinnear (Bill Tanner), Ben Whishaw (Q), Dave Bautista (Hinx), Monica Bellucci (Lucia Sciarra), Léa Seydoux (Madeleine Swann) e Christoph Waltz (Oberhauser) compõem o elenco.

Alguma tensão no ar sugere que a pegada intimista e cerebral de “Operação Skyfall” (2002) serão mantidos. O filme estreia no Brasil em 29 de outubro.

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