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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 07:30

Angústias de Christian Grey valorizam “50 Tons mais Escuros” no cinema

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Novo filme da franquia baseada no best-seller de E.L James, já em cartaz nos cinemas, ganha fôlego ao evidenciar conflito interno do príncipe caído que roubou o coração de Anastasia Steele

Christian Grey precisa abrir mão do controle para reaver o controle sobre Anastasia e esse paradoxo é o melhor que "50 Tons Mais Escuros" tem a oferecer

Christian Grey precisa abrir mão do controle para reaver o controle sobre Anastasia e esse paradoxo é o melhor que “50 Tons Mais Escuros” tem a oferecer

O fenômeno está de volta e com ele todo o burburinho que cerca a franquia “50 Tons de Cinza”, que depois de causar frisson na literatura faz o mesmo no cinema. “50 Tons Mais Escuros” é melhor do que o primeiro filme em quase todo e qualquer ângulo que se observe.

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James Foley substitui Sam Taylor-Johnson no comando da produção. Diretor de filmes como “Confidence – O Golpe Perfeito” e “A Estranha Perfeita”, Foley não é estranho ao universo da sensualidade e este filme é mais sexy do que o primeiro. As cenas são mais sugestivas, há mais nudez e os personagens mais inteiros. Ainda assim, “50 Tons mais Escuros” não é o filme que grande parte do público espera. Esse público, é bem verdade, parece ignorar que se trata de um blockbuster lançado no Valentine´s Day, o dia dos namorados dos americanos.

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A ousadia aqui é fazer um romance que tenha o sexo como vértice central da história. Não se trata de uma obra interessada em debater nossos fetiches sexuais. Esse filme pode ser achado na filmografia de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), ou mesmo do sumido Adrian Lyne (“Instinto Selvagem”), mas jamais esteve no cerne da obra de E.L James e de sua transposição para o cinema.

Nesta sequência, Anastasia Steele (Dakota Johnson) e Christian Grey (Jamie Dornan) tentam ajustar as expectativas em relação um ao outro. Christian tenta suprimir suas necessidades dominadoras enquanto que Ana tenta atender alguns dos caprichos do namorido. Se o roteiro assinado por Niall Leonard, marido de E.L James, tenta dar viço a demandas feministas dando mais voz e representatividade aos anseios da mulher moderna, Foley se capitaliza ao mostrar uma história de amor um tanto desvirtuada. Afinal, Christian só parece se relacionar com aquilo que possui e a direção de Foley valoriza algo que no livro nunca avança o tratamento superficial.

Dakota Johnson em cena de 50 Tons Mais Escuros (Foto: divulgação)

Dakota Johnson em cena de 50 Tons Mais Escuros
(Foto: divulgação)

Não temos aqui um filme com grandes conflitos. Há até cenas francamente embaraçosas, mas “50 Tons Mais Escuros”, a exemplo do primeiro filme, cumpre bem sua proposta e satisfaz as demandas de seu público alvo. No limiar, é justamente isso que torna um filme que se vende como um produto satisfatório.

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