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quarta-feira, 10 de agosto de 2016 Filmes | 06:00

Juiz solitário reencontra antiga paixão em um júri no francês “A Corte”

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Cena do filme "A Corte", que estreia nesta quinta-feira (11)

Cena do filme “A Corte”, que estreia nesta quinta-feira (11)

“A Corte” conta a história de Michel Racine, um juiz temido do Tribunal Criminal e que comporta-se de forma tão dura consigo mesmo como com os outros. Conhecido como o “juiz de dois dígitos”, sua sentença mínima é sempre maior que dez anos, mas tudo muda quando Racine reencontra Ditte, uma antiga paixão que é escolhida como jurada em um novo caso que ele deve julgar.

“Queria que o personagem fosse muito desagradável! Adoro personagens que não despertam nenhuma compaixão”, explica o ator Fabrice Luchini que vive o magistrado. “ Vivemos em uma época da compaixão mecânica, global. Todo mundo se vê obrigado a ser bondoso, simpático… e meu personagem é o contrário e por isso mesmo um ótimo juiz. Antipático, mas eficiente em seu trabalho. Ele encarna a autoridade, mas não procura nunca influenciar o júri”.

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Cena do filme "A Corte": sentimentos do passado voltam à tona

Cena do filme “A Corte”: sentimentos do passado voltam à tona

A ideia que move “A Corte” partiu do produtor Matthieu Tarot, um apaixonado por filmes de tribunal que convidou Christian Vincent para escrever e dirigir uma trama sobre um juiz linha dura. Ao contrário de seu produtor, Vincent não conhecia a fundo o universo judiciário e, para escrever o roteiro, assistiu a inúmeras sessões em tribunais franceses, observando todas as partes de um julgamento como um estudante de direito, acompanhando o cotidiano de juízes, advogados e jurados. A cada suspensão da sessão, observava o presidente do júri e seus assistentes, assim como os nove jurados nos bastidores e se deu conta de que o tribunal possui elementos muito semelhantes ao de um teatro, com público, atores, dramaturgia e bastidores.

“Imaginei um juiz perto da aposentadoria. Um homem respeitado e temido no tribunal, mas desprezado e ignorado em seu ambiente familiar”, revela Vincent.  “Em sua vida privada, com a exceção de seu cachorro de estimação, ninguém se importa com ele. Ou seja, um homem amargo, com pouca inclinação aos prazeres da vida. Um homem que se apaixonou apenas uma vez e que se vê obrigado a conviver com uma antiga paixão durante o julgamento de um caso”, explica o diretor e roteirista.

A atriz dinamarquesa Sidse Babett Knudsen interpreta Ditte, a tal paixão do passado. “O juiz representa a noite, a parte sombria que temos dentro de nós, enquanto Ditte é a luz. Para criar esta personagem, me inspirei na personagem Christine, interpretada por Nora Gregor, no filme “A Regra do Jogo” (1939) de Jean Renoir”, observa o diretor. “No filme, um aviador se apaixona perdidamente por ela simplesmente porque ela o trata gentilmente”.

“A Corte” estreia nesta quinta-feira (11) em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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