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Posts com a Tag A teoria de tudo

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 Críticas, Filmes | 18:49

Eddie Redmayne afere alma ao encomendado “A teoria de tudo”

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Foto: divulgação

Foto: divulgação

Stephen Hawking é, por muitas razões, um personagem que merece tratamento pelo cinema. “A teoria de tudo” (Inglaterra, 2014) é, sob muitos aspectos, a mais encorpada e reverente elaboração a respeito do genial físico e astrofísico britânico, hoje com 73 anos de idade. O que torna o filme dirigido por James Marsh, de “O equilibrista”, potencialmente mais interessante é o fato de que Hawking (Eddie Redmayne) não é a figura central aqui. O interesse por ele é equalizado com o interesse por Jane (Felicity Jones), sua primeira mulher e muitos diriam o grande amor de sua vida e pela história de amor que os uniu por tantos anos.

Se essa estratificação tira de “A teoria de tudo” certa autoridade em evocar para si o rótulo de biografia ou mesmo de filme a respeito da obra de Hawking, afere méritos mais louváveis como o de humanizar um personagem que parecia destinado a suprir apenas à curiosidade mórbida das pessoas. Oferece, também, um insight valoroso sobre a vida conjugal de um casal de interesses e convicções muito distintos e unidos pela poderosa semântica do amor.

Baseado no livro de Jane Hawking, “A teoria de tudo” cobre basicamente do momento em que a relação de Jane e Stephen começou até o momento em que ela se metamorfoseou em uma amizade distante, mas acolhedora.

Muito bem dirigido, com uma trilha sonora envolvente e uma história francamente interessante por se desvelar, “A teoria de tudo” se beneficia enormemente do talento de Eddie Redmayne. É sua energia inesgotável e esfuziante que dá cor e tonalidade ao filme. A potência dramática de Redmayne em cena acaba por destacar as limitações da obra. É um daqueles casos em que o ator é maior que o filme.

Formulaico e caprichado, o filme só tem a ganhar com a opulência de seu protagonista. Esquivando-se das polêmicas e sutil na abordagem da passagem mais melindrosa do livro de Jane, quando a relação amorosa com Stephen ganha um terceiro vértice, “A teoria de tudo” parece talhado para agradar à primazia seus homenageados.

Não se trata de um filme inesquecível como outros feitos sobre gênios geniosos, mas de uma produção sofisticada por um ator disposto a inflexionar seu personagem, mas refém de uma direção incapaz de se desvencilhar das responsabilidades umbilicais.

Entre prós e contras, salva-se um filme delicado, não exatamente genuíno, mas capaz de provocar emoção na mesma medida em que flerta com a indiferença. Um ônus do caminho escolhido pela realização em que só Redmayne se solidifica como unanimidade para a audiência.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015 Análises, Bastidores | 18:59

De olho no Oscar 2015: Os ingleses estão chegando…

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Há quem acredite que em um ano com filmes esteticamente inovadores como “Boyhood” e “Birdman”, o Oscar consagrará um filme tradicional e acadêmico. Nesse esquadro, se destacam duas produções britânicas e biográficas. “O jogo da imitação”, de Morten Tyldum, sobre o matemático Alan Turing que ajudou a quebrar códigos nazistas na 2ª guerra, e “A teoria de tudo”, de James Marsh, que narra a trajetória do físico Stephen Hawking.

Não é a primeira vez que filmes britânicos bem adornados com atuações no limite da sofisticação, direção quadrada, mas eficiente e deslumbre técnico aguam o chope de produções americanas inovadoras.

Cena de "O jogo da imitação": cinebiografia pomposa de um personagem historicamente injustiçado

Cena de “O jogo da imitação”: cinebiografia pomposa de um personagem historicamente injustiçado

Recentemente, o mais fiel retrato das contradições da geração Y, “A rede social”, perdeu o Oscar para o bem feito, mas sem sal, “O discurso do rei”. Em 2011 concorria, ainda, o excepcional e esteticamente vigoroso “Cisne negro”, uma corajosa mescla de drama e terror ambientado no universo do balé.

Em 1997, o a coprodução entre EUA e Inglaterra “O paciente inglês”, drama clássico, prevaleceu sobre o corrosivo e cínico “Fargo”, dos irmãos Coen.

Há muitos ingleses que votam no Oscar, mas é mais decisiva a grande admiração pelo modo britânico de se fazer cinema. As duas produções britânicas do ano contam, ainda, com o prestígio de serem dramas biográficos, outro filão prestigiado junto à Academia.

Atores e atrizes ingleses apresentam repertório de triunfos ainda mais vistoso. Colin Firth, Helen Mirren, Daniel Day Lewis, Kate Winslet e Tilda Swinton são apenas alguns dos que levaram o Oscar nos últimos oito anos. Neste ano, figuras como Benedict Cumberbatch, Eddie Redmayne, Timothy Spall e Keira Knightley são alguns dos ingleses na corrida.

Não é um ano brilhante para as produções americanas, mas nem por isso, essa invasão inglesa torna-se menos frustrante.

 

"A teoria de tudo" foi um dos destaques no Globo de Ouro e deve ter forte presença no Oscar

“A teoria de tudo” foi um dos destaques no Globo de Ouro e deve ter forte presença no Oscar

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