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terça-feira, 27 de dezembro de 2016 Atrizes | 10:41

As dez melhores atuações femininas do cinema em 2016

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Julianne Moore (“O Plano de Maggie”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

É fato que Julianne Moore é frequentadora de listas como essa, mas geralmente não com papeis como o que interpreta em “O Plano de Maggie”. Na pele de Georgette, uma mulher bem excêntrica que compactua com a atual namorada de seu ex-marido para reconquistá-lo, Moore revela um tipo de fragilidade que ainda não conhecíamos, mas segue totalmente cativante.

 

Brie Larson (“O Quarto de Jack”)

O quarto de Jack

Vencedora do Oscar 2016 de melhor atriz, Larson deu cor e dimensão a uma mãe que precisava atender as próprias frustrações, medos e tristezas e tentar proteger o filho que nasceu em cativeiro. A atriz é soberba nas diferentes abordagens da personagem propostas por um roteiro que evolui e demanda que seus personagens abarquem conflitos mais espessos e dramáticos.

 

Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”)

Arlequina

A personagem mais hypada e imitada do ano deve muito a australiana Margot Robbie. Não só fisicamente o casamento foi perfeito, mas dramaticamente também. Do humor à loucura, a Arlequina de Margot Robbie já se configurou em um dos grandes momentos da cultura pop na década. Não é pouca coisa.

 

Saoirse Ronan (“Brooklyn”)

Brroklin

Quando pousamos os olhos na irlandesa em “Desejo e Reparação” sabíamos que estávamos diante de uma grande atriz. O que ela fizera no filme de Joe Wright não se enquadrava na definição de sorte de principiante e o que ela faz nesse belo e altivo melodrama de John Crowley é igualmente impressionante. Da graciosidade da caracterização à efetividade com que assume o drama de sua personagem, Ronan navega entre o sutil e o intenso com a delicadeza das grandes atrizes.

 

Sonia Braga (“Aquarius”)

Aquarius

Por falar em grandes atrizes, Sonia Braga protagonizou o grande comeback de 2016. Na verdade, a Clara de “Aquarius” é seu melhor trabalho no cinema. Polivalente, a personagem empresta da atriz a finesse e a generosidade. O filme não seria metade do que é sem o dínamo dramático que é Braga.

 

Ronney Mara e Cate Blanchett (“Carol”)

Carol

A escolha por posicionar as duas atrizes juntas é mais estratégica do que prática. São suas interpretações, individuais, mas também combinadas, que adensam dramática e narrativamente o filme de Todd Haynes. “Carol” não seria nada sem suas atrizes e uma sem a outra tampouco induziria qualquer sentido de justiça em uma lista de melhores atrizes da temporada.

 

Amy Adams (“A Chegada”)

Amy Adams brilha em A Chegada Fotos: divulgação

Amy Adams brilha em A Chegada
Fotos: divulgação

Amy Adams talvez seja a melhor atriz de sua geração. Para quem não entende exatamente essa afirmação é válido espiar seu trabalho em “A Chegada”. Uma ficção científica hardcore que filtrada por seu despenho nada menos do que espetacular, ainda que inteiramente minimalista, se transforma em um drama íntimo e irresoluto.

 

Elle Fanning (“Demônio de Neon”)

O Demônio de Neon

Representar uma qualidade etérea não é fácil. Talvez nunca tenha sido feito antes no cinema. Por isso Elle Fanning, uma atriz mais completa e surpreendente a cada ano, entra na lista com louvor por dar vida a uma jovem que tenta emplacar como modelo e desperta inveja e atração por onde passa.

 

Isabelle Huppert (“Elle”)

Elle

Meryl Streep francesa? Com todo o respeito a Meryl Streep, menos por favor! Isabelle Huppert dominou 2016 com a classe e sofisticação que lhe é característica com trabalhos soberbos em “O que Está por Vir” e “Mais Forte Que Bombas”, mas é por dar vida a vítima de estupro que investiga a identidade de seu agressor em “Elle” que ela lidera a lista do Cineclube. Huppert amplia o escopo do que chamamos de atuação ao desafiar tudo o que já vimos antes e entendemos como possível.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 05:40

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações femininas do ano

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Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

Atrizes - J. Law

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence é essa explosão de talento a qual não se consegue desviar os olhos. Em “Trapaça” ela entrega a melhor atuação de uma carreira que vai se desenhando com ótimos desempenhos. Na pele de uma mulher bipolar, ela exagera, transborda, caricatura e captura a verdade de uma personagem que é uma montanha russa emocional, ou como o vigarista vivido por Christian Bale tão bem classifica: “o Picasso do karatê passivo-agressivo”.

Amy Adams (“Trapaça”)

Atrizes - Amy adams

Se Lawrence é a combustão do filme de David O. Russell, Amy Adams é o coração da obra. Vulnerável, mas poderosa, a atriz responde pelos momentos mais tenros e genuínos do filme. Adams entende a busca de sua personagem e a coloca como prioridade absoluta de uma composição cheia de detalhes, gestos e uma sensualidade triste como pouco se viu no cinema.

Scarlett Jonhansson (“Sob a pele”)

Atrizes - scarlett

Como representar um alienígena em uma ficção científica que visa desconstruir nossa humanidade? Não é uma resposta fácil, mas o desempenho de Scarlett Johansson – que teve um 2014 para marcar na memória – é o mais próximo de uma resposta que poderemos tatear. Johansson alterna naturalismo e nonsense para construir uma não-personagem. Das coisas mais fascinantes que um intérprete (homem ou mulher) apresentou neste ano.

 

Marion Cotillard (“Era uma vez em Nova York”)

Atrizes - Marion

Cotillard é daquelas atrizes que se impõe em qualquer lista. Aprendeu polonês para o filme de James Gray, mas parece que já nasceu falando, tamanha a emoção expressa no idioma. O inglês, que domina com tranquilidade, sai cheio de hesitação e dor para dar viço à imigrante polonesa que passa maus bocados quando chega a Nova York fugindo da segunda guerra. Um trabalho notável em todos os aspectos possíveis e imagináveis.

Deborah Secco (“Boa sorte”)

Atrizes - Deborah

Deborah Secco, há quem diga, ainda tem que comer muito arroz e feijão para que uma comparação com Fernanda Montenegro possa ser aventada. Mas fica o registro. Deborah caminha a passos largos para ir além, como comprovam suas incursões no cinema. Em ‘Boa sorte”, a aparência franzina é o que menos impressiona. Os vestígios de uma mulher enamorada da morte, mas cheia de vida são o cartão postal de uma grande atriz em construção.

Kim Dieckens (“Garota exemplar”)

atrizes - Kim

Não é comum vermos detetives duronas no cinema atual. David Fincher e Gillian Flynn, as mentes por trás de “Garota exemplar” deram a oportunidade para que Kim Dieckens nos fizesse lamentar essa realidade. Dieckens, atriz pouco conhecida, não desperdiçou a chance. Ela entrega uma composição saborosa de uma policial honesta, focada e com o senso de humor exato para lidar com a investigação escabrosa que cruza o seu caminho.

Rosamund Pike (“Garota exemplar”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O papel de Amy Dunne exigia uma atriz capaz de comedimento e hipérbole. Não são todas as atrizes que conseguem conjugar isso em um mesmo registro cênico. Palmas para Pike que deve crescer e aparecer em Hollywood depois de brilhar (e muito) em “Garota exemplar”.

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