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Posts com a Tag Antoine Fuqua

segunda-feira, 18 de julho de 2016 Filmes, Notícias | 20:14

“Sete Homens e Um Destino” ganha novo trailer e data de estreia

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SeteCom estreia confirmada para o dia 22 de setembro nos cinemas brasileiros, a Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (18) o novo trailer da refilmagem de “Sete Homens e Um destino”. A nova versão do faroeste, com grande elenco, é encabeçada por Denzel Washington e Chris Pratt e dirigida por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”).

O filme é uma refilmagem do clássico dos anos 60 assinado por John Sturges, que por sua vez já era uma refilmagem de “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa.

Além de Fuqua e Washington, Ethan Hawke é outro nome presente em “Dia de Treinamento” que dá o ar da graça neste filme.

Na dormente cidade de Rose Creek, sob o controle mortal de Bartholomew Bogue (Peter Sarsgaard), os cidadãos desesperados, liderados por Emma Cullen (Haley Bennett), contratam sete foras-da-lei, para protegê-los: Sam Chisolm (Denzel Washington), Josh Farraday (Chris Pratt), Goodnight Robicheaux (Ethan Hawke), Jack Horne (Vincent D’Onofrio), Billy Rocks (Byung-Hun Lee), Vasquez (Manuel Garcia-Rulfo) e Red Harvest (Martin Sensmeier).  Enquanto eles preparam a cidade para o combate violento, esses sete mercenários descobrem que estão lutando por mais do que apenas dinheiro.

O primeiro trailer apresenta essas figuras de maneira curiosa e sugere que Sarsgaard pode roubar a cena. Confira.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:52

Filme de ator, “Nocaute” combina emoção e testosterona para cativar

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Foto: divulgação

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Filmes sobre esportes em geral, e boxe em particular, obedecem a certa estrutura narrativa que afasta alguns espectadores enquanto cativa outros. “Nocaute” (EUA, 2015) abraça este lugar-comum com todas suas forças e Jake Gyllenhaal.  É isso mesmo. “Nocaute” é um filme de ator. Antoine Fuqua dirige de maneira a ceder todo espaço do mundo para seu ator brilhar e Gyllenhaal não faz por menos. No filme, ele vive Billy Hope, um órfão que ascendeu do “sistema” para o topo da categoria dos meio-pesados no boxe. O roteiro de Kurt Sutter faz um bom desenho do personagem. Como todo menino pobre e abandonado, Hope tem problemas de raiva e controle (em qualquer esfera de sua vida) e é sua esposa Maureen (Rachel McAdams) quem lhe provê equilíbrio e norte. O mais interessante é que essa fissura pisológica se reflete no jeito de Hope lutar. Ele só consegue bater apanhando e só vence suas lutas depois de ser duramente golpeado pelos adversários. Ainda assim, mantém um cartel invicto.

Tudo muda de figura quando Maureen é vítima de uma tragédia adornada por esse emocional convulsionado de Hope, morre, e o lutador cai em desgraça.

Os três atos do filme são muito bem estabelecidos por Fuqua. Quando conhecemos Hope ele está no auge, pai de uma menina amorosa, marido de uma mulher atenciosa e devotada, milionário e admirado por multidões. Mas a “bolha Hope”, como Maureen se refere a este momento, estoura e e o segundo ato exibe toda a implosão do personagem e aí Gyllenhaal recebe carta branca de Fuqua para comandar o show. Depois de ter a guarda de sua filha retirada, de tentar se matar reiteradamente e atingir o fundo do poço, não resta nada para Hope além de começar a escalada para cima novamente. Surge então Forest Whitaker como o treinador do único cara que Hope sente que o venceu. Hope o procura para treiná-lo. Whitaker faz um tipo sábio que parece mais preocupado em treinar a mente do que o corpo do novo pupilo. Chega o terceiro ato e a esperada redenção. E embora saibamos exatamente o desenrolar que vai se suceder, é impossível resistir à emoção.

Um dos méritos de “Nocaute” é trabalhar os clichês de forma muito natural, sem deixar-se conduzir por eles. Nesse sentido, Gyllenhaal é vital. É o ator, com suas variações entre a contenção e a explosão, em uma atuação tão física como intuitiva, quem garante que os conflitos de seu personagem prevaleçam à obviedade da narrativa.

Por isso “Nocaute” é um filme melhor do que talvez fosse se protagonizado pelo rapper Eminem, como estava inicialmente previsto.

Se Fuqua não filma as lutas de boxe com a inventividade que David O. Russell consagrou em “O vencedor” (2010), agrega à testosterona muito coração.  No fim das contas, é assim que se ganha lutas no cinema.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Críticas, Filmes | 20:26

Denzel Washington estrela sua versão de filme de super-herói em “O protetor”

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Foto: divulgação

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Denzel Washington é um ator reconhecido por sua seriedade. Ele até aparece em papéis mais “leves”, como na comédia policial “Dose dupla”, mas um dos cinquentões mais prestigiados de Hollywood construiu sua carreira com papéis complexos. Natural supor que, se cruzasse com um “filme de super-herói”, Washington o fizesse nos seus termos. “O protetor”, para todos os efeitos, é o filme de super-herói de Denzel Washington. Baseado em uma série dos anos 80 de sucesso na TV americana, o filme reúne o astro ao seu diretor de “Dia de treinamento” (2001), filme pelo qual recebeu seu segundo Oscar. Antoine Fuqua dirigiu alguns dos filmes mais cascudos dos últimos anos como “Lágrimas do sol” (2003), “Atirador” (2007) e “Invasão a Casa branca” (2013) e para “O protetor” traz essa bagagem que tão bem mescla o cinema de ação dos anos 80 com o jeito videoclipado do cinema de ação contemporâneo.

Em um filme de super-herói estrelado por Denzel Washington, a obra-prima de Ernest Hemingway, “O velho e o mar”, ocupa posição filosófica vital para a compreensão do personagem vivido pelo ator.  Robert McCall é o respeitado gerente de uma loja de departamentos em Boston. Logo descobrimos que McCall sofre de uma grave insônia e costuma passar suas noites em um café 24 horas lendo livros. É lá que firma uma amizade incomum com Alina (Chloë Grace Moretz), uma adolescente forçada por mafiosos russos a se prostituir. McCall hesita a princípio, mas sentindo-se impelido a ajudar Alina a sair dessa situação, acaba matando o cafetão dela e seus capangas. A ação desencadeia uma reação da máfia russa e é desse jogo de gato e rato entre um homem perito em matar e um paramentado grupo de extermínio que “O protetor” se alimenta.

McCall, aos poucos, vai vestindo a carapuça de justiceiro. A um personagem relata justificando suas repentinas ações: “Sabe quando você faz um bem a uma pessoa, simplesmente porque está em condição de fazê-lo?”

“O protetor” pode guardar certas semelhanças com essa leva de filmes estrelados por Liam Neeson, mas se distingue deles por apresentar um personagem muito mais sedutor em termos dramáticos. Denzel Washington agrega a McCall uma gravidade alheia à ação escapista. Do transtorno compulsivo que o acomete, ao passado misterioso do personagem, “O protetor” é um filme com o DNA de seu astro. E isso faz mais bem à produção do que mal.

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