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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018 Análises, Filmes | 15:10

Afinal, “Aquaman” é ou não é o melhor filme da Warner/DC no cinema?

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Cena de Aquaman, que está bombando nos cinemas

Cena de Aquaman, que está bombando nos cinemas

Ok, é preciso desconsiderar a trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, mas de certa forma quando falamos do universo DC no cinema já o desconsideramos. Aqueles filmes, assim como a quadrilogia tocada por Tim Burton e Joel Schumacher têm seus próprios universos.

A indústria tem a expectativa que “Aquaman”, que recebeu críticas divididas, diferentemente de “Mulher-Maravilha” em 2017, rompa a barreira do US$ 1 bilhão que tanto o filme de Patty Jenkins como “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” (2016) e “Liga da Justiça” (2017) falharam. Com pouco mais de 15 dias em cartaz, e apenas uma semana nos EUA, o filme já arrecadou mais de US$ 550 milhões.

Leia também: “Mulher-Maravilha” é acerto da Warner em Hollywood, no cinema e na vida

É possível entrar no clube do bilhão, e ser o primeiro dessa fase da Warner/DC a fazê-lo, mas não é o cenário mais provável. Todavia, “Aquaman” é sim o filme da DC mais capacitado a fazê-lo. A aposta de Kevin Tsujihara, CEO da Warner Bros., e Greg  Silverman, presidente de desenvolvimento criativo e produção do estúdio, em diretores autorais à frente dos filmes com personagens da editora finalmente rendeu o fruto esperado.

Patrick Wilson em cena de "Aquaman"

Patrick Wilson em cena de “Aquaman”

“Aquaman” é um espetáculo psicodélico que conjuga influências variadas de “He-Man” a “Star Wars”, passando por “Indiana Jones” e até mesmo os filmes da Marvel. É o primeiro filme dessa safra iniciada com “O Homem de Aço” (2012) que não se preocupa em ter a Marvel como modelo e espelho ou ir no caminho oposto.

Se Zack Snyder tinha uma visão épica e transcendental para os deuses da DC, James Wan encara Aquaman como um universo retrofuturista e cheio de charme brega. As cores, as criaturas, o herói arredio, o senso de aventura… tudo se encaixa às mil maravilhas em um filme que é grande e opulento sem medo de sê-lo.

A compreensão de espetáculo de James Wan, que tem até um Godzilla marinho para chamar de seu, é tremenda e isso serve muito bem a história que se vê na tela e a “Aquaman” enquanto cinema.  É possível dizer que este filme funciona tão bem e é cativante porque tem um diretor com uma visão muito própria, multifacetada e moderna do personagem e do universo que ele habita.

O prazer está nos detalhes

O aspecto visual de “Aquaman” é um deleite, assim como a atuação de Patrick Wilson, como o irmão tirano e megalomaníaco de Arthur Curry. Jason Momoa, aliás, é o homem perfeito para encarnar esse personagem que até muito pouco tempo atrás não era levado a sério. Seu Aquaman é um herói inteiro, em suas falhas e em suas virtudes, e o jeitão bad ass do ator supre qualquer deficiência narrativa do personagem.

Cena de Aquaman

Cena de Aquaman

O grande trunfo do filme, no entanto, são as personagens femininas que não só detonam toda a ação, dramática e física, como são responsáveis pela evolução dramática dos personagens masculinos.  É um acerto narrativo e temporal singular de Wan e sua equipe e muito mais eloquente do que “Mulher-Maravilha”, por exemplo, que vendia feminismo, mas não o personificava tão eloquentemente como aqui. Afinal, Steve Trevor (Chris Pine) ainda é um foco gravitacional de Diana.

“Aquaman”, por todos esses fatores, é o melhor filme dessa nova e tumultuada fase da DC no cinema e comprova, ainda que mais tardiamente do que o pretendido pelos executivos da Warner, que a aposta esteve certa o tempo todo. É só uma questão de acertar no cineasta.

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