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sexta-feira, 11 de setembro de 2015 Críticas, Filmes | 17:34

Guy Ritchie repete suas fórmulas no divertido e charmoso “O agente da U.N.C.L.E”

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Guy Ritchie não é um dos cineastas britânicos mais importantes da história, mas certamente é um dos mais reconhecíveis. Algo substancialmente prodigioso no cinema moderno em que uma assinatura raramente se insere no cinema mainstream. Em sua nova incursão hollywoodiana, Ritchie atualiza um clássico sessentista da TV para o cinema, projeto que naturalmente guarda sua cota de similaridades com “Sherlock Holmes”, personagem que o cineasta também atualizou no cinema.

Atualizar não necessariamente corresponde a trazer para os dias atuais. “O agente da U.N.C.L.E” se passa na mesma década de 60 em que União Soviética e EUA estão apartados pela guerra fria. A atualização aqui preconiza um visual caprichado, figurinos robustos, direção de arte imaginativa, trilha sonora esperta e o humor inglês em sua melhor forma para ianque ver. Essa combinação é marca registrada de Ritchie e continua a funcionar perfeitamente na tela grande.

Henry Cavill é Napoleon Solo, um meliante que descobriu sua vocação na espionagem a serviço dos EUA. Ele é incumbido pela CIA de juntar forças a Illya Kuriakin (Armie Hammer), um tenaz operativo da KGB, para recuperar um cientista que colaborou com os nazistas e que está sob poder de uma organização secreta de afinidade fascista. As circunstâncias promovem a inesperada união e favorecem um humor que se alterna entre o sofisticado e o físico.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ritchie investe no charme sem descuidar do requinte das cenas de ação, todas bem coreografadas e ritmadas, mas não consegue evitar que seu filme caia em certa previsibilidade. A personagem de Alicia Vikander, por exemplo, é muito mais transparente para o público experimentado em filmes de espionagem do que prevê o roteiro de Ritchie – também assinado Jeff Kleeman. Para efeito de comparação, o mais recente “Missão impossível” tem uma personagem feminina com os mesmos moldes, mas muito melhor desenvolvida. Ainda assim, Vikander e Elizabeth Debicki, que faz a vilã, respondem pelos melhores momentos do filme. Além de sobejarem estilo e elegância na tela.

Se não é especialmente notável, “O agente da U.N.C.L.E” se revela como um dos filmes mais divertidos e charmosos da temporada. De vez em quando é bom topar com um filme desses e Guy Ritchie é aposta certeira nesta área.

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