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terça-feira, 27 de dezembro de 2016 Atrizes | 10:41

As dez melhores atuações femininas do cinema em 2016

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Julianne Moore (“O Plano de Maggie”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

É fato que Julianne Moore é frequentadora de listas como essa, mas geralmente não com papeis como o que interpreta em “O Plano de Maggie”. Na pele de Georgette, uma mulher bem excêntrica que compactua com a atual namorada de seu ex-marido para reconquistá-lo, Moore revela um tipo de fragilidade que ainda não conhecíamos, mas segue totalmente cativante.

 

Brie Larson (“O Quarto de Jack”)

O quarto de Jack

Vencedora do Oscar 2016 de melhor atriz, Larson deu cor e dimensão a uma mãe que precisava atender as próprias frustrações, medos e tristezas e tentar proteger o filho que nasceu em cativeiro. A atriz é soberba nas diferentes abordagens da personagem propostas por um roteiro que evolui e demanda que seus personagens abarquem conflitos mais espessos e dramáticos.

 

Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”)

Arlequina

A personagem mais hypada e imitada do ano deve muito a australiana Margot Robbie. Não só fisicamente o casamento foi perfeito, mas dramaticamente também. Do humor à loucura, a Arlequina de Margot Robbie já se configurou em um dos grandes momentos da cultura pop na década. Não é pouca coisa.

 

Saoirse Ronan (“Brooklyn”)

Brroklin

Quando pousamos os olhos na irlandesa em “Desejo e Reparação” sabíamos que estávamos diante de uma grande atriz. O que ela fizera no filme de Joe Wright não se enquadrava na definição de sorte de principiante e o que ela faz nesse belo e altivo melodrama de John Crowley é igualmente impressionante. Da graciosidade da caracterização à efetividade com que assume o drama de sua personagem, Ronan navega entre o sutil e o intenso com a delicadeza das grandes atrizes.

 

Sonia Braga (“Aquarius”)

Aquarius

Por falar em grandes atrizes, Sonia Braga protagonizou o grande comeback de 2016. Na verdade, a Clara de “Aquarius” é seu melhor trabalho no cinema. Polivalente, a personagem empresta da atriz a finesse e a generosidade. O filme não seria metade do que é sem o dínamo dramático que é Braga.

 

Ronney Mara e Cate Blanchett (“Carol”)

Carol

A escolha por posicionar as duas atrizes juntas é mais estratégica do que prática. São suas interpretações, individuais, mas também combinadas, que adensam dramática e narrativamente o filme de Todd Haynes. “Carol” não seria nada sem suas atrizes e uma sem a outra tampouco induziria qualquer sentido de justiça em uma lista de melhores atrizes da temporada.

 

Amy Adams (“A Chegada”)

Amy Adams brilha em A Chegada Fotos: divulgação

Amy Adams brilha em A Chegada
Fotos: divulgação

Amy Adams talvez seja a melhor atriz de sua geração. Para quem não entende exatamente essa afirmação é válido espiar seu trabalho em “A Chegada”. Uma ficção científica hardcore que filtrada por seu despenho nada menos do que espetacular, ainda que inteiramente minimalista, se transforma em um drama íntimo e irresoluto.

 

Elle Fanning (“Demônio de Neon”)

O Demônio de Neon

Representar uma qualidade etérea não é fácil. Talvez nunca tenha sido feito antes no cinema. Por isso Elle Fanning, uma atriz mais completa e surpreendente a cada ano, entra na lista com louvor por dar vida a uma jovem que tenta emplacar como modelo e desperta inveja e atração por onde passa.

 

Isabelle Huppert (“Elle”)

Elle

Meryl Streep francesa? Com todo o respeito a Meryl Streep, menos por favor! Isabelle Huppert dominou 2016 com a classe e sofisticação que lhe é característica com trabalhos soberbos em “O que Está por Vir” e “Mais Forte Que Bombas”, mas é por dar vida a vítima de estupro que investiga a identidade de seu agressor em “Elle” que ela lidera a lista do Cineclube. Huppert amplia o escopo do que chamamos de atuação ao desafiar tudo o que já vimos antes e entendemos como possível.

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terça-feira, 12 de julho de 2016 Atrizes, Notícias | 17:06

Deixe-se apaixonar por Kate McKinnon

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A atriz em cena de "Caça-Fantasmas" que estreia na próxima quinta-feira (14) (Foto: Divulgação)

A atriz em cena de “Caça-Fantasmas” que estreia na próxima quinta-feira (14)
(Foto: Divulgação)

O ano de 2016 é dela. Não importa o que já foi dito, Kate McKinnon merece que 2016 seja só dela. Quem acredita que mulher não leva jeito para o humor certamente não conhece a atriz e comediante egressa do celeiro da comédia norte-americana chamado “Saturday Night Live”.

“Se me pedirem para beijar alguém em cena, eu ficaria muito desconfortável”, disse certa vez. “Mas eu lambo qualquer parte do seu rosto”. Essa imprevisibilidade charmosa, esse postura insinuante são características que podem ser testemunhadas em sua atuação em “Caça-Fantasmas”, principal estreia desta quinta-feira (14) nos cinemas do Brasil.

McKinnon construiu uma carreira sólida na cena de comédia dos EUA. Além do SNL, já marcou presença nas comédias televisivas “The Simpsons” e “Family Guy”. No cinema, atuou em “Irmãs” e “Ted 2”. O fato de estar no radar de gente como Tina Fey, Amy Poehler e Seth MacFarlane diz muito sobre o potencial e o talento da atriz que em 2016 ainda esteve creditada nas animações “Angry Birds” e “Procurando Dory”. Isso tudo antes de “Caça-Fantasmas”.

O filme de Paul Feig tem tudo para ser a melhor das vitrines para McKinnon. Ela rouba a cena e se assevera como a melhor coisa de um filme cheio de pontos positivos. Não é qualquer um que pode roubar a cena de comediantes mais estabelecidas como Melissa McCarthy e Kristen Wiig, que inclusive dispõem de mais tempo em tela.

Dê a uma chance a você mesmo e conheça a mulher que merece- e provavelmente vai – povoar os seus sonhos. O resto é balela.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Atrizes, Notícias | 18:30

Bia Gallo é a “the next best thing” do cinema brasileiro

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Foto: reprodução/biagallo.com

Foto: reprodução/biagallo.com

Uma das principais atrações de “Condado Macabro”, já em cartaz em algumas cidades do país e que estreia em São Paulo na próxima quinta-feira (19), é Bia Gallo. É o seu primeiro trabalho em um longa-metragem, mas ela já tem experiência com curtas que rodaram festivais mundo afora. Formada em teatro desde os 18 anos, ela já atuou em peças no Brasil e no exterior.

Em “Condado Macabro”, ela faz Lena, uma mulher jovem e muito bem resolvida com sua sexualidade. Ela parte com um grupo de amigos para passar um feriadão no interior e, quem sabe, transar com Théo (Leonardo Miggiorin), o tímido amigo por quem ela tem uma quedinha.

Crítica: “Condado Macabro” é ótima versão brasileira de “O Massacre da Serra Elétrica”

As coisas parecem sair dos trilhos quando um grupo de lunáticos resolve se divertir às custas de Lena e seus amigos.

O que mais impressiona em Bia Gallo não é a beleza ou a desenvoltura com que segura as cenas de sensualidade, ação, humor ou suspense – um prato para lá de cheio para um primeiro longa, mas a presença carismática da atriz em cena. Mesmo sem ser a protagonista formal do filme, rapidamente Lena reclama o centro das atenções e logo a evolução da narrativa se justifica aos olhos do público.

Bia Gallo merece a sua atenção!

A atriz em cena de "Condado Macabro" (Foto: divulgação)

A atriz em cena de “Condado Macabro”
(Foto: divulgação)

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 Atrizes, Bastidores | 19:06

Ronda Rousey seria uma boa capitã Marvel?

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Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Fotos: reprodução/Instagram e UFC

Primeiro foi uma entrevista, depois vieram postagens de artes feitas por fãs em uma rede social. Ronda Rousey quer ser a Capitã Marvel no cinema. Mas você quer isso? A maior lutadora de MMA do planeta e, muito provavelmente, a atleta mais bem condicionada e carismática em atividade no mundo hoje é, também, uma atriz. Ou quase.

Rousey já apareceu nos filmes “Velozes e furiosos 7”, em uma breve cena de luta, e em “Os mercenários 3”, em que teve mais tempo em cena. Rousey estreia neste fim de semana no Brasil em “Entourage: fama e amizade”, em vive ela mesma.

O investimento na carreira de atriz, como mostrou a demolidora vitória sobre Bethe Corrêa no início do mês, não comprometeu em nada seu desempenho como atleta de artes marciais mistas. Rousey já tem calibrados mais dois projetos no cinema. O policial “Mile 22”, que será protagonizado por Mark Wahlberg, e a adaptação de sua autobiografia “Ronda Rousey: minha luta, sua luta”.  Integrar o time da Marvel no cinema, no entanto, levaria a aspirante a atriz a outro nível no mainstream americano.

Indiscutivelmente Ronda Rousey seria convincente em cena ao subjugar um oponente. A pouca bagagem dramática, no entanto, é um empecilho e tanto. Do ponto de vista da Marvel, optar por Ronda até seria uma estratégia válida em termos de marketing, mas poderia comprometer a ascensão de personagens femininas no universo cinematográfico Marvel em caso de um eventual fiasco. E não haveria melhor bode expiatório para um fracasso do que uma lutadora l “brincando” de ser atriz em um papel tão importante em um filme do estúdio. Afinal, “Capitã Marvel” será o primeiro filme do estúdio protagonizado por uma mulher. É, inegavelmente, um filme que adquire ainda mais importância e status quo no negócio chamado cinema. Propulsões feministas à parte, Ronda Rousey não é nenhuma estranha a pavimentar seu caminho em um ambiente predominantemente masculino. Nesse sentido, o universo Marvel como o conhecemos hoje não é diferente do universo do MMA de cinco anos atrás, quando ela debutou em um evento periférico ao UFC.  Ronda é hoje a maior estrela do esporte sem deixar sua feminilidade de lado para conquistar isso.

Nos prós e nos contras, o saldo seria positivo em uma eventual escolha de Ronda para viver a Capitã Marvel. E ainda tem essas artes conceituais que certamente desequilibram a disputa.

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sexta-feira, 24 de julho de 2015 Bastidores, Curiosidades | 22:15

Atriz de “A enfermeira assassina” processa diretor por destruir sua carreira

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Cena do filme "A enfermeira assassina" (Foto: divulgação)

Cena do filme “A enfermeira assassina”
(Foto: divulgação)

Que Hollywood é uma fogueira de vaidades, a gente já sabe. Mas de quando em quando nos deparamos com uma notícia que nos lembra do quão frívola e caricata pode ser a Meca do cinema.

A atriz americana Paz de la Huerta, nascida e criada na cena indie americana, está processando seu diretor no filme “A enfermeira assassina” (2013) por ter destruído a sua carreira. De acordo com o TMZ, Huerta alega no processo que o diretor Douglas Aarniokoski e sua equipe foram negligentes em relação a um acidente de trabalho sofrido por ela durante a produção do filme.

Ela alega que fraturou a coluna e ficou com sequelas após ser atropelada no set de filmagens. O acidente fez com que diversas de suas cenas tivessem que ser dubladas e Huerta teria ficado insatisfeita com o resultado. Além da indenização, cobra que cópias futuras do filme saiam com sua voz.

O grande problema nessa história toda, e que deve pesar na decisão judicial, é que “A enfermeira assassina” foi um fracasso retumbante. A produção, orçada em US$ 10 milhões, nem sequer foi lançada nos cinemas. Disponibilizada no vídeo sob demanda no início de 2014, a fita arrecadou cerca US$ 10 mil.

A primeira vez que Huerta chamou atenção foi na série “Boardwalk Empire”, em que aparecia nua com alguma frequência. A atriz foi dispensada da série produzida por Martin Scorsese pela constância com que se via envolvida em bafos, digamos assim. Ela já foi presa por agredir uma modelo e rasgou o vestido e deu vexame em uma pós-festa do Globo de Ouro, para citar alguns exemplos.

Chega a ser irônico que alguém que estrele uma produção assumidamente trash como“A enfermeira assassina” e ostente um repertório de ocorrências midiáticas como essas, processe os realizadores por destruir sua carreira. Hollywood é mesmo uma fábrica de ilusões.

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terça-feira, 3 de março de 2015 Atrizes, perfil | 07:30

A desconstrução de Kristen Stewart

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Kristen Stewart com o prêmio "César" conquistado no fim de fevereiro (Foto: Getty)

Kristen Stewart com o prêmio “César” conquistado no fim de fevereiro
(Foto: Getty)

Existem atores que abraçam a celebridade e existem atores que a rejeitam com todas as suas forças. No primeiro time podemos listar Jennifer Lawrence e George Clooney, dois expoentes bem sucedidos de celebridades midiáticas à vontade com a exposição e com o status que gozam no cinemão. De outro, temos figuras como Matthew McConaughey e Bradley Cooper, que se esforçam para se distanciar tanto dos papeis percebidos como frívolos tanto como da rotina dos tabloides.

Kristen Stewart já sinalizava se interessar por esse segundo grupo, mas seus movimentos recentes sugerem que ela já está jogando neste time.

Atriz precoce, aos dez anos já atuava em filmes como “Os Flinstones em Viva Rock Vegas” (2000) e “Encontros do destino”. Seu primeiro papel de destaque foi como a filha de Jodie Foster em “O quarto do pânico” (2002), suspense estiloso de David Fincher.

Em 2007, depois de fazer parte de outras produções típicas de Hollywood com papeis cada vez mais destacados como no terror “Os mensageiros” (2007) e no infantil “Zathura – uma aventura espacial” (2005), Stewart foi a filha de outra estrela de Hollywood: Meg Ryan, no filme “Eu e as mulheres”. Na produção ela se interessava pelo mesmo rapaz que sua mãe.

“Na natureza selvagem”, de Sean Penn, revelava uma Kristen Stewart senhora de seu talento. Em um papel pequeno, a atriz,  então com 17 anos, cativava e impressionava pela gravidade do registro. Mas aí veio “Crepúsculo” (2008) e toda uma febre que propulsou insegurança e celebridade no mesmo compasso. Além, é claro, de uma relação amorosa com seu colega de cena, Robert Pattinson, devassada em todos os níveis possíveis e imagináveis por um estrato da mídia cioso de escândalos e deslizes de toda sorte.

A franquia “Crepúsculo” ainda estava na ativa e a atriz já ensaiava uma mudança de rumo com filmes como “Férias frustradas de verão”, um romance indie, “Corações perdidos”, um drama pungente estrelado pelo saudoso James Gandolfini, “The runaways – as garotas do rock” e “Na estrada”, filme de Walter Salles sobre a icônica obra de Jack Kerouac. Ocorre que essas incursões de Stewart pelo cinema independente foram problemáticas. A atriz cativante e segura de si de “Na natureza selvagem” havia desaparecido. Estava ali uma celebridade querendo provar-se digna de tanto rebuliço. Stewart se não estava ruim em todos esses filmes, dava margem para a discussão. Ela precisava se desconstruir ainda mais. Precisava submergir em papeis não necessariamente desafiadores, mas que desconstruíssem sua celebridade. Essa oportunidade apareceu na forma do filme “Acima das nuvens”, pelo qual a atriz se tornou a primeira americana a vencer o César, prêmio máximo do cinema francês. Na obra de Olivier Assayas, ela vive a assistente de uma atriz em decadência (Juliette Binoche), que não somente vive uma relação ambígua com a atriz, como vive a disparar perolas sobre fama e celebridade, mundo ao qual acompanha com frenesi. Trata-se de um exorcismo metalinguístico patrocinado por um dos cineastas franceses mais interessantes da atualidade. Em 2014, a atriz contracenou ainda com outra atriz que goza de unanimidade, Julianne Moore, no premiado “Para sempre Alice”.  Importante para essa recodificação não é só escolher os papéis certos, mas os colaboradores corretos. Nesse aspecto, Kristen Stewart, agora aos 24 anos, tem acertado com louvor.

Kristen, aos 12 anos, ao lado de Jodie Foster em "O quarto do pânico"  (Foto: divulgação)

Kristen, aos 12 anos, ao lado de Jodie Foster em “O quarto do pânico”
(Foto: divulgação)

A atriz contracena com James Gandolfini em "Corações perdidos", mas não consegue esconder sua celebridade (Foto: divulgação)

A atriz contracena com James Gandolfini em “Corações perdidos”, mas não consegue esconder sua celebridade
(Foto: divulgação)

Entre seus próximos trabalhos se destacam “Equals” e “Anesthesia”, ambos com lançamento para 2015. O primeiro versa sobre um mundo futurista em que as emoções foram banidas. Trata-se de uma ficção distópica com ecos de Philip K. Dick. O segundo, um filme coral de Tim Blake Nelson, trata das consequências de um ataque brutal a um professor em um campus universitário.

Não obstante, a atriz foi confirmada no elenco do novo filme da cineasta Kelly Reichardt, ainda sem nome definido. A fita consistirá em uma série de vinhetas que giram em torno da vida dos moradores de uma pequena cidade de Montana. A atriz viverá uma advogada que assume um posto de professora disposta a vencer seu bloqueio para ensinar.

São escolhas de uma atriz e não de uma celebridade. Kristen Stewart talvez nunca se desligue por completo do status conquistado com “Crepúsculo”, mas certamente pode subvertê-lo a exemplo do que fez o hoje ganhador do Oscar Matthew McConaughey e alcançar a promessa ensejada pela aquela atuação tão cândida e tocante em “Na natureza selvagem”.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 05:40

Retrospectiva 2014 – As melhores atuações femininas do ano

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Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

Atrizes - J. Law

Aos 24 anos, Jennifer Lawrence é essa explosão de talento a qual não se consegue desviar os olhos. Em “Trapaça” ela entrega a melhor atuação de uma carreira que vai se desenhando com ótimos desempenhos. Na pele de uma mulher bipolar, ela exagera, transborda, caricatura e captura a verdade de uma personagem que é uma montanha russa emocional, ou como o vigarista vivido por Christian Bale tão bem classifica: “o Picasso do karatê passivo-agressivo”.

Amy Adams (“Trapaça”)

Atrizes - Amy adams

Se Lawrence é a combustão do filme de David O. Russell, Amy Adams é o coração da obra. Vulnerável, mas poderosa, a atriz responde pelos momentos mais tenros e genuínos do filme. Adams entende a busca de sua personagem e a coloca como prioridade absoluta de uma composição cheia de detalhes, gestos e uma sensualidade triste como pouco se viu no cinema.

Scarlett Jonhansson (“Sob a pele”)

Atrizes - scarlett

Como representar um alienígena em uma ficção científica que visa desconstruir nossa humanidade? Não é uma resposta fácil, mas o desempenho de Scarlett Johansson – que teve um 2014 para marcar na memória – é o mais próximo de uma resposta que poderemos tatear. Johansson alterna naturalismo e nonsense para construir uma não-personagem. Das coisas mais fascinantes que um intérprete (homem ou mulher) apresentou neste ano.

 

Marion Cotillard (“Era uma vez em Nova York”)

Atrizes - Marion

Cotillard é daquelas atrizes que se impõe em qualquer lista. Aprendeu polonês para o filme de James Gray, mas parece que já nasceu falando, tamanha a emoção expressa no idioma. O inglês, que domina com tranquilidade, sai cheio de hesitação e dor para dar viço à imigrante polonesa que passa maus bocados quando chega a Nova York fugindo da segunda guerra. Um trabalho notável em todos os aspectos possíveis e imagináveis.

Deborah Secco (“Boa sorte”)

Atrizes - Deborah

Deborah Secco, há quem diga, ainda tem que comer muito arroz e feijão para que uma comparação com Fernanda Montenegro possa ser aventada. Mas fica o registro. Deborah caminha a passos largos para ir além, como comprovam suas incursões no cinema. Em ‘Boa sorte”, a aparência franzina é o que menos impressiona. Os vestígios de uma mulher enamorada da morte, mas cheia de vida são o cartão postal de uma grande atriz em construção.

Kim Dieckens (“Garota exemplar”)

atrizes - Kim

Não é comum vermos detetives duronas no cinema atual. David Fincher e Gillian Flynn, as mentes por trás de “Garota exemplar” deram a oportunidade para que Kim Dieckens nos fizesse lamentar essa realidade. Dieckens, atriz pouco conhecida, não desperdiçou a chance. Ela entrega uma composição saborosa de uma policial honesta, focada e com o senso de humor exato para lidar com a investigação escabrosa que cruza o seu caminho.

Rosamund Pike (“Garota exemplar”)

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

O papel de Amy Dunne exigia uma atriz capaz de comedimento e hipérbole. Não são todas as atrizes que conseguem conjugar isso em um mesmo registro cênico. Palmas para Pike que deve crescer e aparecer em Hollywood depois de brilhar (e muito) em “Garota exemplar”.

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domingo, 7 de dezembro de 2014 Atrizes, Listas | 16:42

As dez principais atrizes francesas da atualidade

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Na dúvida, faça como os franceses e admire dez mulheres que não só embelezam como abrilhantam a tela do cinema. O Cineclube elaborou uma lista com as principais atrizes da França na atualidade e acredite: há muito mais talento nessa lista do que beleza.

Marion Cotillard

França - Marion (Divulgação)

Foto: divulgação

Ela beira a unanimidade. Conseguiu o que Fernanda Montenegro não conquistou e que, antes dela, apenas Sofia Loren havia conseguido. Um Oscar de melhor atriz por um filme não falado em inglês.  Cotillard trafega com desenvoltura singular pela mais pretensiosa ficção científica hollywoodiana, como “A origem” (2010) e pelo filme artístico mais salutar, como o recente “Dois dias, uma noite”, nova obra dos irmãos Dardenne.

 

Laetitia Casta

Foto: Dolce & Gabbana

Foto: Dolce & Gabbana

Aos 36 anos, ela ainda tem poucos créditos famosos no cinema. Mas Laetitia Casta é uma estrela pronta. Hollywood já a assedia. Em seu primeiro filme americano, ela foi a amante francesa do tubarão de Wall Street vivido por Richard Gere em “A negociação” (2012). Mas antes disso tinha sido a inspiração do mulherengo Serge Gainsbourg, na cinebiografia “Gainsbourg – o homem que amava as mulheres”, na pele de ninguém menos do que a diva mor do cinema francês, Brigitte Bardot.

 

Emmanuelle Béart

Foto: Reprodução/Pure Trend

Foto: Getty Images

Ela já foi uma das maiores musas do cinema francês. Aos 51 anos, Emmanuelle Béart investe no cinema francês com a propriedade que falta a muitas de suas conterrâneas. “Nathalie X” (2003), “Oito mulheres” (2001), “Anjos da guerra” (2003), “Desejos secretos” e o recente “Anos incríveis” (2011) figuram entre seus principais trabalhos.

 

Audrey Tautou

Foto: divulgação

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Musa indie ou ícone hippie? Tautou talvez seja mais reconhecida pela sua breve incursão no cinema americano, ao qual prometeu não voltar, em “O código DaVinci” (2006). Mas a alma dos cinéfilos ela conquistou dando vida à personagem título de “O fabuloso destino de Amélie Poulain” (2001). Hoje em dia ela trafega por gêneros, mas sempre no cinema francês. Entre seus últimos destaques figuram “A espuma dos dias” (2013) e “Therese D.” (2012).

 

Juliette Binoche

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Ela é a Meryl Streep dos franceses. A carinhosa e generosa comparação atesta não só a qualidade como a prolixidade de Binoche, que já ostenta quase 60 créditos no cinema. Diferentemente de Streep, no entanto, a francesa atua em produções de diversos países. Ela ganhou o Oscar em 1997 pela atuação em “O paciente inglês” e coleciona oito indicações ao César, o Oscar do cinema francês. Entre seus últimos e referenciáveis trabalhos estão “Cosmópolis” (2012), “Elles”  (2011), “Godzilla” (2014) e “Acima das nuvens” (2014), que chega aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2015.

 

Judith Godrèche

Foto: Reprodução/Wikipedia

Foto: Reprodução/Wikipedia

Aos 42 anos, ela preserva certo anonimato mesmo na frança. Um paradoxo, já que estrelou algumas produções hollywoodianas – ainda que em papéis menores, de grande destaque e contracenou como Leonardo DiCaprio e Steve Martin. “Albergue espanhol” (2002), “Tudo por prazer” (2004) e “A arte de amar” (2011) são seus principais trabalhos na França. Ele retornou recentemente ao cinema americano no ótimo “Segredos de sangue” (2013).

 

Isabelle Huppert

Foto: Reprodução/SZ magazine

Foto: Reprodução/SZ magazine

Um verdadeiro patrimônio do cinema. O ponto é final, mas para quem não conhece essa verdadeira diva francesa é bom correr atrás do prejuízo. Huppert, que já atuou em português, presidiu júri em Cannes e ostenta um currículo com 120 filmes, chega aos 61 anos como o principal expoente de uma geração que teve Brigitte Bardot e Catherine Deneuve. Não é pouca coisa. Boas dicas de filmes para conhecer a atriz são “A professora de piano” (2001), “Depois do amor” (1992), “Madame Bovary” (1991) e “Minha mãe” (2004).

 

Eva Green

Foto: Campari

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Símbolo de sensualidade atual, Eva Green já foi Bond Girl e dama fatal no cinema, mas foi o cineasta italiano Bernardo Bertolucci quem cravou a percepção que o mundo teria de Eva em “Os sonhadores” (2003), estreia da atriz no cinema. De lá para cá, tem se dedicado mais ao cinema americano e apareceu em filmes tão diferentes como “Cruzada” (2005), “Sentidos do amor” (2011) e “Sombras da noite” (2012).

 

Adèle Exarchopoulos

Foto: reprodução/GQ

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Aos 21 anos e com esse nome grego que é um charme, Exarchopoulos tem a capacidade de hipnotizar em cena. O mundo a descobriu no intenso, polêmico e maravilhoso “Azul é a cor mais quente” (2013). Está no elenco do próximo filme de Sean Penn como diretor, “The last face”, que estreia em 2015 e com duas produções engatilhadas para estrear na França. Até onde Adèle pode ir?

 

Léa Seydoux

Foto: Reprodução/ W magazine

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O nome ficou badalado depois de contracenar com Adèle Exarchopoulos em “Azul é a cor mais quente”, mas antes disso Léa já tinha estrelado até filme da franquia “Missão impossível”. Musa de Tarantino em “Bastardos inglórios” (2009), a eclética carreira da atriz inclui “A bela Junie” (2008), “Meia-noite em Paris” (2011) e “Adeus, minha rainha” (2012). Em tempo: Léa Seydoux acaba de adentrar à seleta galeria de Bond girls.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 Críticas, Filmes | 16:26

Deborah Secco mesmeriza no bem azeitado “Boa sorte”

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É uma questão que parece superada, mas a cada novo trabalho – especialmente no cinema -mais imperativo se torna destacar quão boa atriz é Deborah Secco. “Boa sorte”, que marca a estreia de Carolina Jabor na direção de longas-metragens, é mais um passo na fórmula – até aqui infalível – de Secco de entregar-se de corpo e alma a suas personagens. A exemplo do que já ocorrera em “Bruna Surfistinha”, a atriz surge como produtora executiva em “Boa sorte” – uma forma de legitimar uma participação mais ativa no processo de feitura do filme.

O fato de ter perdido 11kg para viver a soropositivo Judite é um atestado dessa dedicação incandescente de uma atriz ciosa por testar e estabelecer novos limites em sua carreira. Mas não resume o trabalho de Secco no sensível e bem-vindo filme da filha de Arnaldo Jabor, aqui revelando uma assinatura pessoal vistosa em adaptação do conto “Fanta com frontal” de Jorge Furtado.

Foto: divulgação

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Secco adentra uma personagem desesperançosa, acometida de uma doença incurável e com um organismo que não mais aceita tratamentos paliativos e confinada em uma clínica para dependentes químicos, com gana e paixão sobrepostas à curiosidade que deve nortear todo bom intérprete.

Judite vê sua rotina transformar-se com a chegada de João, vivido pelo não menos acintoso em matéria de talento João Pedro Zappa, um adolescente que vai parar na clínica como decorrência da total incapacidade de seus pais em lidar com as manifestações típicas da adolescência. João e Judite, excluídos que são e se sentem, vão tateando um ao outro como quem busca um contato qualquer, um amor para acolher-se. E é nesse tom, de abstração da concretude de suas circunstâncias, que Jabor constrói seu filme. De pequenas digressões como quando Judite divaga sobre dinheiro e loucura até a invisibilidade dos protagonistas que vai ganhando literalidade à medida que o filme avança, “Boa sorte” vai pincelando um amor irrealizável. De um menino que perdeu a virgindade com uma mulher que descobriu a yoga tarde demais – como a própria Judite pontua em certo momento – e espera apenas sua partida desta vida.

A desestabilização, todavia, não é uma prerrogativa apenas dos amores realizáveis e “Boa sorte” é feliz ao apontar como a mudança de perspectiva afeta Judite e afeta também a responsabilidade que ela invariavelmente sente em relação ao ingênuo João, como demonstram as carinhosas pinturas de seu diário.

“Boa sorte” é, portanto, um filme muito bem azeitado na combinação das propostas da direção – estética e narrativamente ousadas para um primeiro filme – e da altivez de uma atriz segura de sua arte e disposta a aprimorá-la sempre que possível.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014 Atrizes, Notícias | 21:40

Jennifer Aniston mira no Oscar com “Cake”; veja o primeiro trailer do filme

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Cake

Desde o fim de “Friends”, Jennifer Aniston tenta um reposicionamento de carreira no cinema. O posto de rainha das comédias românticas não vingou, ainda que a atriz seja a mais frequente e bem sucedida dos amigos no cinema. Agora, Aniston – que já havia feito bonito na comédia dramática “Por um sentido na vida” (2002) – incursiona pelo drama com uma personagem talhada para prêmios. Adquirido por uma distribuidora de pequeno porte, a Cinelou Films, “Cake” será lançado no final de dezembro em cidades selecionadas para se credenciar para o próximo Oscar.

No filme, a atriz vive uma hipocondríaca que fica obsessiva com a história de uma mulher que se suicidou. Sua obsessão extrapola os limites do grupo de terapia que frequenta e vai ao encontro do viúvo da mulher. No mesmo compasso, ela passa a ter alucinações com a suicida em questão. Sutil ou não, o filme dá toda a pinta de que favorece o trabalho de Aniston que, a julgar por este primeiro trailer, está muito bem. “Cake”, que ainda não tem nome e data de estreia nacionais, deve chegar no início de 2015 no país; principalmente se Aniston virar uma das protagonistas da temporada de premiações.


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