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domingo, 30 de setembro de 2018 Filmes, Notícias | 17:34

“If Beale Street Could Talk”, novo de Barry Jenkins, promete ser cult instantâneo

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Cena do novo filme de Barry Jenkins, "If Beale Street Could Talk"

Cena do novo filme de Barry Jenkins, “If Beale Street Could Talk”

Sabe aquele sentimento de quando você se depara com um cult instantâneo? “If Beale Street Could Talk”, novo filme de Barry Jenkins suscita esse tipo de expectativa. O novo filme do diretor de “Moonlight – Sob a Luz do Luar” recorre à mesma poesia, à mesma introspecção para abordar o racismo na América do oscarizado antecessor, mas com uma dinâmica inortodoxa, por meio de uma história de amor.

Baseado na obra do escritor americano James Baldwin, um intelectual negro inconformista que se imortalizou como um das vozes mais potentes contra o racismo institucionalizado nos EUA (para conhece-lo melhor recomenda-se o filme “Eu Não Sou Seu Negro”), “If Beale Street Could Talk” acompanha Tish (Kiki Layne), que está grávida, e sua desesperada luta para tirar o marido Fonny (Stephan James) da prisão, onde ele está por um crime que não cometeu e muito por causa da cor de sua pele.

A opção, estética e narrativa de Jenkins, por ressaltar a beleza em uma história tão triste e celebrar a resiliência de seus personagens parece ser um dos pontos fortes de seu filme que ganhou aclamação da crítica e do público no último festival de Toronto. Por enquanto, ainda não há distribuição garantida no Brasil, o que deve mudar com a proximidade da temporada de premiações.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 Críticas, Filmes | 07:50

Vencedor do Oscar, “Moonlight” é rico em subtextos visuais e narrativos

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Vencedor de três Oscars, “Moonlight” é cinema articulado de maneira sensível narrativamente, mas robusta em termos visuais. Para a coluna, Oscar de melhor filme é justo em todos os ângulos possíveis

Trevante Rhodes em cena de "Moonlight"

Trevante Rhodes em cena de “Moonlight”

“Moonlight: Sob a Luz do Luar” não é o melhor filme da temporada de premiações, mas é um filme que merece muito o Oscar de melhor filme. Não por qualquer justiça social depois de duas temporadas de #oscarsowhite e muita dissimulação nas redes sociais. Mas porque é um filme de rara franqueza emocional e inteligência argumentativa.

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A direção de Barry Jenkins, que assina o roteiro a partir da peça de Tarell Alvin McCraney, é das coisas mais lindas do cinema recente. A fotografia de James Laxton, em tons de azul e neon, mescla o calor de Miami à solidão do personagem central Chiron. Jenkis filma o corpo masculino negro como se o penetrasse. O ex-atleta Trevante Rhodes, que estreia como ator dando vida a Chiron na 3ª fase da sua vida capturada pelo filme, é filmado como um muso. Seu corpo fala. Um mérito tanto do ator como de Jenkis. “Moonlight” é esse cinema de subtextos visuais e narrativos.

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“Sob a luz do luar todo menino negro é azul”. “Todo crioulo é uma estrela”. Duas frases pinceladas de momentos distintos do filme. A primeira é daquela que talvez seja a melhor cena da produção. Quando Juan (Mahershala Ali) dá uma lição de vida ao jovem Chiron (Alex Hilbert) que ele só poderia ser capaz de entender por completo muito tempo depois. A segunda é de um verso da música “Every nigger is a star”, de Boris Gardiner, que são as primeiras palavras que ouvimos no filme pouco antes de avistarmos Mahershala Ali surgir em um carro azul.

A condução de Jenkis, misturando imagens que são puro devaneio estilístico, mas que remetem ao estado de solidão de Chiron, com momentos de grande intensidade dramática, adensa “Moonlight” enquanto cinema.

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Uma produção que trata o preconceito racial de uma maneira tão suave e incomum que parece que nem mesmo está falando de preconceito. O grande mérito de “Moonlight” talvez seja essa de ser um filme para se sentir diferente à luz do olhar de cada expectador.

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