Publicidade

Posts com a Tag Benedict Cumberbatch

quinta-feira, 10 de novembro de 2016 Críticas, Filmes | 21:00

Marvel arrisca pouco, mas acerta em cheio mais uma vez com “Dr.Estranho”

Compartilhe: Twitter
Benedict Cumberbatch em cena de "Dr. Estranho" (Foto: divulgação)

Benedict Cumberbatch em cena de “Dr. Estranho”
(Foto: divulgação)

Quando a Marvel anunciou que lançaria um filme do Dr. Estranho, um personagem da quara ou quinta escala da editora de HQs e que Scott Derrickson (“O Exorcismo de Emily Rose”) seria o responsável pela direção, duas certezas sobressaltaram. A primeira era de que o agora estúdio integrante do conglomerado gigante da Disney havia alcançado um patamar de segurança que permitia a introdução de personagens bem menores (quando tudo começou no cinema o próprio Homem de Ferro era de segunda linha). A segunda certeza é de que a Marvel, em plena terceira fase do seu universo cinematográfico, estava preparada para fazer diferente.

Com “Dr. Estranho” nos cinemas e registrando bilheteria estrondosa, outras duas certezas emergem.  A Marvel não está preparada para fazer cinema de autor e não está nem um pouco preocupada com essa demanda que gravita a cinefilia. Estrelado por Benedict Cumberbatch, o homem que além de ser Sherlock Holmes, já figura na cena geek como integrante dos universos de Star Trek, Tolkien e agora debuta na Marvel, “Dr. Estranho” é o filme mais diferente já produzido pelo estúdio, mas ainda assim plenamente reconhecível e permeado da indefectível – e até o momento infalível – fórmula Marvel.

Quem prestar atenção vai perceber duas estruturas narrativas se bifurcando em “Dr. Estranho”. Uma, mas dramática e densa, que abraça questões profundas e conflituosas como a morte e a metafísica. Outra, mais boêmia e simplista que por vezes faz com que Stephen Strange (Cumberbatch) soe como Tony Stark (Robert Downey Jr.).

Cena do filme "Dr. Estranho"

Cena do filme “Dr. Estranho”

A insistência da Marvel em prover um filme de estúdio não chega a prejudicar seu mais recente filme, mas as piadinhas em meio a momentos esculpidos pela tensão, como no primeiro confronto entre Strange e Kaecilius (Mads Mikkelsen, desperdiçado), despressurizam um filme que poderia ser muito mais eloquente e até mesmo memorável. A Marvel, no entanto, contenta-se com um entretenimento sagaz e satisfatório. Uma escolha legítima, mas tanto personagem como público mereciam mais.

Isso posto, “Dr. Estranho” é um deleite visual do início ao fim. Potencializado pelo 3D – e Scott Derrickson certamente fará James Cameron feliz pelo modo como afere valor narrativo à ferramenta – , o aspecto visual do filme encanta e torna todo o papo filosófico e a psicodelia inerente ao universo do personagem muito mais palatáveis ao espectador pouco familiarizado com tudo aquilo.

Escolha criticada, já que o personagem era oriental, Tilda Swinton convence (e ela sempre convence não é mesmo?) como a Anciã. É, no entanto, Benedict Cumberbatch o dono do show. O ator rapidamente nos convence de que nasceu para viver Stephen Strange. Um dom que o astro britânico ostenta como poucos atores de sua geração. Novamente pinçando a comparação com Downey Jr., desde que vimos Tony Stark na tela grande um ator não vestia tão bem um personagem no cinema.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 Críticas, Filmes | 18:16

Sutilezas superam academicismo em “O jogo da imitação”

Compartilhe: Twitter

A obsessão dos aliados para decifrar os códigos nazistas emanados da engenhosa Enigma, sistema computacional conceitualmente avançado para a época, já foi tema de muitos filmes. O mais recente e notório era “Enigma”, de Michael Apted e com Kate Winslet como protagonista. “O jogo da imitação”, credenciado como o vencedor do prêmio da audiência no Festival de Toronto 2014 e indicado ao Oscar 2015 em oito categorias (incluindo melhor filme), chega para assumir a referência sobre uma das passagens mais instigantes da segunda guerra mundial. Mas o filme assinado por Morten Tyldum, do surpreendente “Headhunters” (2011), vai além e se configura como um ótimo thriller de espionagem, do tipo mais classudo que se pode imaginar, uma biografia digna de uma figura importante, mas pouco conhecida e, finalmente, um libelo contra a intolerância sexual.

Benedict Cumberbtach vive com uma combinação muito feliz de destreza, sutileza e carisma Alan Turing, um matemático prodigioso que aos poucos se transforma em uma peça vital na engrenagem dos países aliados, essencialmente da Inglaterra, para derrotar a Alemanha nazista.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Turing, como costuma acontecer com os gênios, não tinha qualquer ranço de habilidade social e padecia de uma arrogância que tornava sua presença insuportável. Cumberbatch é hábil ao sublinhar isso, mas não reduzir seu personagem a esse punhado de rótulos. Pela sua capacidade de abraçar a tridimensionalidade de um personagem que é um pouco uma construção do olhar dos outros e um pouco uma idealização de si mesmo, o ator afere à obra um subtexto necessário. Trata-se de um homem em litígio consigo mesmo e que enxerga em sua colaboração com a coroa inglesa uma espécie de redenção; que nunca virá como em certo momento lhe alerta Joan Clarke (Keira Knightley), uma de suas poucas e leais amigas.

Um dos grandes acertos do filme é sobrepor a paixão de Turing por criptografia a sua homossexualidade. O fato do filme optar por revelar esta em camadas não deve de maneira alguma ser percebida como falha. Afinal, esse traço da personalidade de Turing está disponível a quem se interessar por ela e o noticiário sobre o filme repercute a sexualidade do matemático fartamente. Trata-se de uma opção da realização de respeitar o tempo do personagem e incrementar o comentário sobre a bifurcação entre intolerância e injustiça.

“O jogo da imitação” naturalmente se ajusta à má afamada fórmula do cinema acadêmico britânico. Uma direção firme e precisa guiada por um roteiro muito bem aparado, aliada a preciosismos técnicos de toda sorte. Além, é claro, de um elenco afinadíssimo.  No entanto, Tyldum não se contenta em apostar no certo e incute em seu filme um olhar sobre a humanidade que somente os grandes filmes são capazes de ostentar. “O jogo da imitação” é, portanto, uma elaboração vistosa sobre um episódio cativante da história da humanidade e um olhar febril sobre um personagem fascinante. Tudo embalado em um drama robusto e vigoroso como bem sabem fazer os ingleses.

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 25 de novembro de 2014 Atores, Fotografia | 05:00

As 15 fotos mais bacanas de Benedict Cumberbatch, o ator mais cool da Hollywood atual

Compartilhe: Twitter

Ele pode ser indicado ao Oscar logo no começo de 2015 e “academy award nominee actor” é um dos poucos títulos bacanas que o boa-praça Benedict Cumberbatch ainda não ostenta. Por força de ser um dos favoritos da temporada de premiações que se avizinha, Cumberbatch  será presença constante aqui no Cineclube e nada melhor para quebrar o gelo do que essa sequência de fotos que mostram que o ator é, antes de qualquer coisa, um cara para lá de gente boa.

Foto: Elle

Foto: Elle

Por uma boa causa…

Foto: reprodução/Tumblr

Foto: reprodução/Tumblr

Fazendo biquinho…

Foto: reprodução/twitter

Foto: reprodução/twitter

Apavorado com a multidão a sua espera na Comic-Con 2014…

Foto: reprodução/Los Angeles Times

Foto: reprodução/Los Angeles Times

Nem tão apavorado com os fãs no último festival de Toronto…

Foto: reprodução/Telegraph

Foto: reprodução/Telegraph

?

Foto: reprodução/Los Angeles Times

Foto: reprodução/Los Angeles Times

Fazendo o galã sério…

Foto: Reprodução/Volture

Foto: Reprodução/Volture

Fugindo das ‘cumberbitches’, como suas vorazes fãs são chamadas, em ensaio para a revista Volture…

Foto: reprodução/USA Today

Foto: reprodução/USA Today

“Causando” nesta histórica photobomb no Oscar 2014…

Reprodução: tumblr

Reprodução: tumblr

Ops, vocês estão aí?

Foto: reprodução/twitter

Foto: reprodução/twitter

Brincando com sua contraparte do filme “Os pinguins de Madagascar”…

Foto: reprodução/twitter

Foto: reprodução/twitter

Olhe para mim…

Foto: reprodução/twitter

Foto: reprodução/twitter

E não olhe para mim, olhe para o que realmente importa…

Foto: Vanity Fair

Foto: Vanity Fair

Todo tchan no editorial da prestigiada Vanity Fair…

Foto: reprodução/twitter

Foto: reprodução/twitter

e não menos tchan dançando com Michael Fassbender no pós-festa do Oscar deste ano…

Foto: REX USA

Foto: REX USA

Supervisionando pessoalmente a produção de sua réplica de cera…

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Bastidores, Curiosidades | 06:00

Quem deve interpretar Steve Jobs no cinema?

Compartilhe: Twitter

David Fincher queria Christian Bale para viver o Steve Jobs do filme que estava preparando para a Sony. Fincher não foi atendido pelo estúdio e acabou, também por outras razões, se afastando da produção, como o Cineclube já destacou aqui. Danny Boyle assumiu a cadeira de direção e Leonardo DiCaprio já estava apalavrado para ser o Jobs de Boyle. Ele recuou. Christian Bale, para surpresa de quem acompanhava o imbróglio desde o início, aceitou participar do filme e interpretar o criador da Apple. Menos de duas semanas depois da confirmação, Bale declinou do convite. Sua oficialização, a bem da verdade, ficou no anúncio do roteirista Aaron Sorkin. Nenhum contrato foi assinado. Agora o estúdio abriu negociações com outro ator de prestígio e talento reconhecíveis, o alemão de ascendência irlandesa Michael Fassbender.

O ator Michael Fassbender iniciou conversas com a Sony para viver Jobs (Foto: reprodução/The wire)

O ator Michael Fassbender iniciou conversas com a Sony para viver Jobs
(Foto: reprodução/The wire)

Há quem diga que Fassbender não seria o candidato ideal por não ostentar nenhuma semelhança física com Jobs. Semelhança não é facilitadora para uma boa interpretação, como o próprio passado de Jobs no cinema demonstra. Que o diga Ashton Kutcher! Ajuda, mas não atrapalha. A produção já sinalizou, pelos atores que a rejeitaram, estar disposta a contar com um astro no papel. Talvez fosse o caso de experimentar um ator menos tarimbado, mas é compreensível a intenção do estúdio de contar com um peso-pesado à frente do elenco e um bom chamariz no cartaz.

Mas se Michael Fassebender, novo desejo do estúdio, não vingar, quem poderia ser Steve Jobs?

Um critério dominante deve ser a qualidade do ator. Nessa faixa-etária, acima dos 40 anos, duas boas apostas são Ralph Fiennes e Stanley Tucci. Enquanto o primeiro já é bem experimentado no drama (“O jardineiro fiel”, “A lista de Schindler”, “O grande hotel Budapeste”, entre outros), o segundo é mais próximo das comédias, mas quando exigido corresponde em fitas mais dramáticas como em “Um olhar do paraíso” (2008). Outra alternativa seria resgatar Liam Neeson dos filmes de ação. O ator, é bem verdade, está escalado para o novo de Martin Scorsese (“Silence”), mas seria uma adição de reconhecida envergadura dramática para um papel que exige maiores cuidados.

Stanley Tucci e Ralph Fiennes já contracenaram na comédia romântica "Encontro de amor", com Jennifer Lopez (Foto: divulgação)

Stanley Tucci (à direita) e Ralph Fiennes já contracenaram na comédia romântica “Encontro de amor”, com Jennifer Lopez
(Foto: divulgação)

Day Lewis como Jobs? Por que não?  (Foto: reprodução/Time)

Day Lewis como Jobs? Por que não?
(Foto: reprodução/Time)

O libanês Keanu Reeves talvez ganhasse pontos por uma semelhança, ainda que razoavelmente distante, com Jobs. Mas a inexpressividade dramática do ator poderia lhe ser desabonadora. Se expressividade for essencial, Daniel Day Lewis é o homem para o trabalho. Duro seria convencê-lo. Spielberg, que a princípio escalaria Liam Neeson para viver Abraham Lincoln em “Lincoln”, seu premiado filme de 2012, precisou de anos para convencer Day Lewis, oscarizado pelo personagem, a participar do filme. A Sony talvez não tenha o tempo ou a disposição.

Benedict Cumberbatch, ator tão talentoso quanto camaleônico, seria uma opção para combinar ousadia e conservadorismo. Cumberbatch, afinal, já deu vida à outra personalidade polêmica do mundo digital, o australiano Julian Assange em “O quinto poder”.

Especulações à parte, a Sony tem pressa na definição do intérprete de Steve Jobs. Até porque o filme adquire status de amaldiçoado enquanto sofre para sair do papel.

Autor: Tags: , , , , ,

segunda-feira, 27 de outubro de 2014 Notícias | 18:42

Benedict Cumberbatch é escolhido para viver o Doutor Estranho no cinema

Compartilhe: Twitter
Foto: montagem sobre reprodução

Foto: montagem sobre reprodução

Ainda não é estritamente oficial, mas já está tudo encaminhado. Depois de ser um dos atores mais cotados para o papel, e um dos favoritos dos fãs do personagem da Marvel, Benedict Cumberbatch voltou à roda de negociações com o estúdio depois da desistência de Joaquin Phoenix em assumir o papel do Doutor Estranho. O ator, segundo reporta o Hollywood Reporter, havia abandonado as negociações antes por conflitos de agenda – afinal a Marvel lançaria o filme em 2016. Futuro do pretérito. Isso mesmo. A Marvel recuou dessa predisposição em ordem de ter um ator suficientemente talentoso e calejado para o papel. Além do fato de Cumberbatch ser, ele mesmo, um ícone nerd.

Cenas de sexo são desnecessárias para atestar homossexualidade, diz Benedict Cumberbatch

Cotado para o Oscar do próximo ano pelo papel do matemático gay que decodificou muitos códigos nazistas de “The imitation game”, o ator tem agenda cheia e agora que entra para a família Marvel deve passar a ter a agenda ainda mais cheia. Além da série “Sherlock”, ele tem cinco filmes para lançar até 2016 e algumas peças a encenar em palcos londrinos.

Outros atores ventilados para assumir o personagem foram Keanu Reeves, Ethan Hawke, Tom Hardy, Ryan Gosling e Justin Thearoux.

Autor: Tags: , , , ,