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segunda-feira, 29 de maio de 2017 Críticas, Filmes | 18:34

“War Machine” desconstrói mentalidade da guerra com humor e inteligência

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Primeiro blockbuster da Netflix investe no público que os estúdios de Hollywood estão negligenciando e conta com o talento e carisma de Brad Pitt para ajudar a cacifar a plataforma de streaming como um player no mercado

Brad Pitt em cena de War Machine, já em cartaz na Netflix

Brad Pitt em cena de War Machine, já em cartaz na Netflix

A controvertida investida dos EUA no Oriente Médio após os atentados terroristas de 11 de setembro já rendeu alguns bons filmes, caso de “Zona Verde” e “Guerra ao Terror”, por exemplo, e até boas sátiras como “The Brink”, ótima série da HBO que durou apenas uma temporada. O primeiro blockbuster da Netflix, “War Machine” não deixa de ser um amálgama dessas produções.

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Inspirado no livro “The Operators: The Wild & Terrifying Inside Story of America’s War in Afghanistan” do jornalista Michael Hastings, “War Machine” faz parte da estratégia da plataforma de streaming de entrar definitivamente no business cinematográfico. O filme custou cerca de US$ 60 milhões e é estrelado por Brad Pitt, que coproduz junto a sua Plan B. Ainda que a medição de audiência seja precária, já que a Netflix não costuma divulgar dados e estatísticas de maneira regular e aprofundada, é inegável que se trata de uma estratégia exitosa.

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Escrito e dirigido por David Michôd, o filme acompanha a missão do general Glen McMahon no Afeganistão. Ele foi chamado para “limpar a bagunça”, ainda que tente se convencer de que lá está para “ganhar a guerra”. O filme debocha de McMahon, decalcado de um general real, Stanley McChrystal, e de sua entourage e o faz de maneira a realçar a desconformidade de uma mentalidade de guerra em um mundo cansado delas.

A sátira é potente, mas está inerentemente alinhada a um comentário político de viés progressista e antibélico. O filme assume o pessimismo de quem ainda dá murro em ponta de faca, mas não se censura um momento sequer.

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Talvez aí resida um dos problemas do longa. Não exatamente na falta de censura, mas na repetição de uma mesma ideia. O que os homens sob o comando de McMahon e todos os civis que o gravitam rapidamente percebem é que a noção de uma estratégia de contrainsurgência quando se é o país invasor simplesmente não funciona. McMahon não percebe isso e o ocaso de sua brilhante carreira – e o filme o tangencia como um republicano clássico – se dá sem que ele perceba isso. Mas o espectador percebera tão ou mais rapidamente do que os homens sob o comando do general – isso se ainda não compartilhar do ponto de vista do filme.  Portanto, repetir a ideia – por mais que ela venha embalada por momentos cômicos ou de alguma tensão – é tornar o filme apenas cansativo.

Brad Pitt, que já havia abraçado a sátira com gosto em “Queime Depois de Ler” (2008) e “Bastardos Inglórios” (2009), o faz novamente com brio e inteligência. De movimentos robóticos e postura arrogante, seu McMahon é um fantoche sem consciência de tal condição. Um trabalho minucioso e minimalista, ainda que possa parecer exagerado para um expectador pouco calejado.

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Há excelente piadas e a narração em off é responsável pela maior parte delas. Por outro lado, esse off reforça essa estafa com temas repisados pelo filme. Chegasse dois ou três anos antes, ainda sob o governo Obama, “War Machine” teria muito mais impacto. De toda forma, é um belo cartão de visitas da Netflix para o establishment hollywoodiano. Trata-se, afinal, de um filme adulto, feito de uma maneira provocativa e calcado na figura de um astro de cinema. O tipo de filme que Hollywood não anda produzindo tanto atualmente. E ainda tem uma piada maravilhosa com Lady Gaga.

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quarta-feira, 1 de março de 2017 Filmes, Notícias | 11:55

“War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt, ganha teaser e data de estreia

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Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

Brad Pitt e Ben Kingsley em cena de War Machine, que estreia em 26 de maio na Netflix

A Netflix divulgou as primeiras imagens e um curto teaser de “War Machine”, sátira de guerra estrelada por Brad Pitt e, até o lançamento do novo drama de Martin Scorsese, a produção mais cara já bancada pela empresa. O lançamento mundial está agendado para 26 de maio.

Este conto de guerra absurdo e obscuro toma contornos interessantes quando o General Glenn McMahon se vê preso a um agitado e moderno sistema de guerra, que parece não ter fim. O filme que conta com Anthony Michael Hall, Will Poulter, Lakeith Stanfield, Meg Tilly, Tilda Swinton e Sir Ben Kingsley é dirigido por David Michôd (“Reino Animal”).

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 Atores, Filmes | 19:24

Brasileiro Rodrigo Teixeira vai produzir novo filme de Brad Pitt

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O ator Brad Pitt em evento promocional de "Aliados" (Foto: reprodução/The Enquirer)

O ator Brad Pitt em evento promocional de “Aliados”
(Foto: reprodução/The Enquirer)

Brad Pitt vai protagonizar o novo filme produzido pela RT Features, produtora brasileira de Rodrigo Teixeira, responsável por filmes como “A Bruxa”, “O Silêncio do Céu”, “O Abismo Prateado”, entre outros. “Ad Astra” dirigido e co-roteirizado por James Gray (“Amantes” e “A Imigrante”) é uma ficção científica futurista que traz Brad Pitt no papel do engenheiro espacial, e levemente autista, Roy McBride.

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Após 20 anos da partida do seu pai para uma missão sem volta em Netuno, com objetivo de encontrar sinais de extraterrestres, McBride viaja pelo sistema solar para encontrá-lo e tentar descobrir por que sua missão falhou. “Ad Astra”, que significa “para as estrelas” em latim, foi escrito por Gray e Ethan Gross.
A RT Features está no projeto desde o início e financiou a fase de desenvolvimento. A produtora de Brad Pitt, Plan B, também se juntou ao filme como produtora, ao lado da Keep Your Head Productions e Mad River.

A notícia vem em boa hora para Pitt, que recentemente ganhou o noticiário de entretenimento por conta do adiamento da produção da sequência de “Guerra Mundial Z”.

O astro chega aos cinemas brasileiros na próxima semana com o drama de guerra “Aliados”, de Robert Zemeckis.

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sábado, 7 de maio de 2016 Bastidores, Filmes, Notícias | 18:58

Brad Pitt e Marion Cotillard filmam drama de guerra “Allied” em Londres

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Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam 'Allied" em Londres

Os atores Brad Pitt e Marion Cotillard filmam ‘Allied” em Londres

Já está sendo rodado em Londres e nas Ilhas Canárias “Allied”, uma das principais apostas da Paramount para o Oscar 2017. As filmagens do longa-metragem dirigido por Robert Zemeckis (“O voo” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”) estão a todo vapor.

Escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime” e “Coisas Belas e Sujas”) e protagonizado por Brad Pitt e Marion Cotillard, o suspense romântico conta a história do oficial do serviço secreto Max Vatan (Pitt), que encontra, no Norte da África, em 1942, a lutadora da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Cotillard) em uma missão mortal por trás das linhas inimigas e por ela se apaixona. Quando se reúnem em Londres, seu relacionamento é ameaçado pelas extremas pressões da guerra.

A rotina do casal se estremece quando Max é notificado por seus seguidores de que Marianne talvez seja uma espiã nazista.

O filme tem previsão de estreia no Brasil para 24 de novembro deste ano.

Pitt nos sets de "Allied" Fotos: Reprodução/Daily Mirror, divulgação

Pitt nos sets de “Allied”
Fotos: divulgação/Daily Mirror

 

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domingo, 27 de dezembro de 2015 Atores, Listas | 16:17

Retrospectiva 2015: As dez melhores performances masculinas do ano

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Entre trabalhos sutis e exibicionistas, atores consagrados que há muito não exibiam seu talento, como Johnny Depp e Brad Pitt, e gente que sempre foi talentosa, mas dispunha de pouca chance para brilhar, 2015 foi generoso com os atores e o Cineclube separou as dez melhores performances masculinas que aportaram nas nossas telas de cinema no ano.

10 – Steve Carell (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Como o obtuso milionário John Du Pont, o ator mais identificado com a comédia revela um talento dramático todo lapidado. Carell é hábil em demonstrar toda a angústia e insegurança deste homem solitário sem esconder sua vocação opressora. Em uma atuação labiríntica consegue sugerir tudo o que o denso filme de Bennett Miller ambiciona nas minúcias do gestual e do olhar.

9 – Channing Tatum (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”)

foto: divulgação

foto: divulgação

Muito injustiçado na última temporada de premiações, Tatum entrega aqui uma interpretação condoída e absorvente de toda a hesitação do mundo que seu personagem habita. A fragilidade emocional de seu Mark Schultz é realçada com muita sutileza pelo ator que entrega o melhor desempenho de sua carreira.

8 – Guillermo Francella (“O Clã”)

Foto: divulgação

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Sem o reconhecimento internacional de um Ricardo Darín, Francella lidera o ótimo elenco do novo filme de Pablo Trapero. Em “O clã”, ele dá vida a um sujeito que se recusa a aceitar o fim da ditadura e incorpora com brilhantismo todo o ranço de um dos períodos mais sombrios da história argentina.

7 – Edward Norton (“Birdman”)

Foto: divulgação

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Dar a cara a tapa não é uma coisa fácil. Apenas o desprendimento de surgir em “Birdman” como um decalque de si mesmo, ou da fama que ostenta, ao menos, já deveria valer a Norton algum tipo de menção por aqui. No entanto, o que ele faz é muito mais laudatório. O ator preenche o esnobe Mike Shiner de um niilismo irresistível. O misto de arrogância e insegurança que Norton veste diante de nossos olhos é nada menos do que inebriante.

6 – Bradley Cooper (“Sniper Americano”)

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O patriotismo cego de Chris Kyle é adornado com propriedade por Bradley Cooper, mas é na recusa do personagem em aceitar a repercussão emocional e psicológica desse patriotismo inabalável que Cooper demonstra mais uma vez o grande intérprete que é. Trata-se de um desempenho com muito mais camadas e nuanças do que o olho nu alcança.

5 – David Oyelowo (“Selma”)

Foto: divulgação

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O personagem e o texto ajudam, é verdade, mas o inglês Oyelowo agarra Martin Luther King como se sua vida dependesse disso e eleva a experiência de se assistir “Selma” a um patamar quase que espiritual. É um daqueles casos em que passa-se a associar o intérprete à figura histórica, como Ben Kingsley e Gandhi.

4 – Brad Pitt (À Beira-Mar)

Foto: divulgação

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Contracenando com sua esposa da vida real em um casamento em ruínas na ficção, Pitt dá ao escritor e marido angustiado Roland a dimensão do macho indefeso. Alcoólatra que ainda tenta timidamente alcançar a mulher, o personagem ostenta fraquezas e virtudes, todas realçadas com a devida franqueza e abnegação por Pitt em uma atuação que vai do minimalismo ao ostensivo em segundos.

3 – Johnny Depp (“Aliança do Crime”)

Foto: divulgação

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Johnny Depp emprestou a frase de Betty Davis e mau, em “Aliança do Crime”, se prova muito melhor. Fazia tempo que o ator não surgia em um filme desvinculado de seus tiques e, como um gangster implacável, provoca calafrios na plateia em uma conversa à mesa de jantar. Uma atuação tão interiorizada quanto exibicionista. Um paradoxo que apenas um intérprete tão opulento quanto Depp seria capaz de dar conta, mesmo que para isso tenha que renunciar à opulência que lhe caracteriza. A semântica não dá conta de tanto talento.

2 – J.K Simmons (“Whiplash – Em Busca da Perfeição”)

Foto: divulgação

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Veterano, Simmons finalmente recebeu a atenção que há muito merecia por este filme. Não foi para menos. Ele está hiperbólico, pueril, malvadão, canastra e glorioso em “Whiplash”. Os adjetivos se impõem. Não é possível não se sentir arrebatado pela presença de seu professor de métodos terroristas que só quer louvar à boa música no mesmo compasso em que se ressente de uma sociedade conformista.

1 – Michael Keaton (“Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”)

Foto: divulgação

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Não houve nada mais metalinguístico, inteligente e corajoso em matéria de atuação no cinema no último ano do que o trabalho de Michel Keaton em “Birdman”. Isso poderia mimetizar tudo o que há para ser dito sobre seu desempenho, mas seu Riggan Thomson é cheio de energia, arrependimento, tesão, vulnerabilidade e coração. Ator e personagem se confundem e se apartam ante os olhos encantados da audiência. Daqueles desempenhos maiores que a vida.

 

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domingo, 6 de dezembro de 2015 Críticas, Filmes | 18:06

“À Beira-Mar” é triunfo da artista Angelina Jolie

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Brad Pitt e Angelina Jolie estão fantásticos em cena (Foto: divulgação)

Brad Pitt e Angelina Jolie estão fantásticos em cena
(Foto: divulgação)

É de se admirar a evolução de Angelina Jolie como cineasta. “À Beira-Mar”, uma das boas estreias deste fim de semana nos cinemas brasileiros, é o seu terceiro filme como cineasta – e seu melhor até aqui.

Depois da ousadia de principiante de filmar em bósnio e servo-croata em “Na Terra do Amor e Ódio” (2011), um filme problemático, mas cheio de nuanças interessantes, Jolie impressionou com o previsível, mas muito bem filmado “Invencível” (2014), um filme grande para uma diretora tão pouco experimentada.

“À Beira-Mar” é de outra estirpe. Jolie se propõe um desafio ainda maior. Além de dirigir, escrever, estrelar e produzir o filme, ela coloca Brad Pitt para viver seu marido em um casamento em crise.  É uma abordagem corajosa porque Jolie e Pitt vivem sob o microscópio de uma mídia afoita por fofocas, sejam elas factíveis ou não. Fornecer material para a fantasia alheia, portanto, é um risco que Angelina Jolie enquanto artista achou válido correr.

E Brad Pitt não apresentava algo tão vivaz, contundente e poderoso desde “O homem que Mudou o Jogo” (2011). Jolie, por sua vez, aparece muito bem na tela. Ela reveste sua Vanessa – uma mulher que desapareceu em suas angústias – de uma complexidade tão fascinante quanto horrorosa. É no trabalho por trás da tela, no entanto, que Jolie se sai ainda melhor.

O roteiro de “À Beira-Mar” é um primor. Além de elaborar circunstâncias emblemáticas da crise afetiva que Roland (Pitt) e Vanessa vivem, Jolie cria diálogos substanciosos, cortantes e, no contexto da trama, brilhantes.

Como diretora, valoriza os silêncios com a confiança de um Kurosawa, de um Malick e filma seus atores com uma câmera invasiva. O ritmo do filme é outro acerto de Jolie. Se há um porém, é a “revelação” da raiz da decadência emocional de Vanessa, que responde por boa parte da crise estabelecida entre ela e Roland.

O filme não precisava dessa construção. Afinal de contas, a crise que testemunhamos e fomos intuindo ao longo do drama não precisava de um fato detonador. Este elemento talvez esteja ligado a questões particulares de Jolie, de sua mãe, mas diminuem o impacto de “À Beira-Mar” enquanto cinema; ainda que amplie o escopo de comparações entre o que se vê na tela e a vida real.

Esse despojamento de Jolie, combinado à notável evolução em todas as áreas do cinema em que se propõe atuar, eleva Angelina Jolie a outro patamar como artista.

“À Beira-Mar” é um filme que pode e deve ser descoberto em revisões e redescoberto anos mais tarde. É uma pequena joia cult formulada com a abnegação de quem já amou e sabe que o verbo se conjuga com sofrimento, renúncia e esforço.

É, por fim, um triunfo do cinema que se pretende desarmado, franco e inflexivo.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015 Bastidores, Filmes, Notícias | 19:04

Confira vídeo com bastidores do estrelado “A Grande Aposta”

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A grande apostaChristian Bale, Steve Carell, Brad Pitt e Ryan Gosling contra os grandes conglomerados financeiros. Posto de maneira vulgar, este é o mote de “A Grande Aposta”, que a Paramount lança nos cinemas brasileiros em 14 de janeiro de 2016. Dirigido por Adam McKay, o filme é uma adaptação de “A jogada do século: The Big Short”, de Michael Lewis, mesmo autor das obras que deram origem aos filmes “Um Sonho Possível” e “Moneyball – o  Homem que Mudou o Jogo”.

“A Grande Aposta” conta a trajetória de quatro homens fora do mercado financeiro que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que abateu os Estados Unidos em 2008. Eles então fizeram uma série de investimentos para lucrar com a ruína do sistema. Uma história tão extraordinária que merecia a atenção de Hollywood. Trata-se de uma das apostas do estúdio para o próximo Oscar.

Confira o featture legendado abaixo:

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segunda-feira, 8 de junho de 2015 Bastidores, Notícias | 22:23

Netflix anuncia seu projeto mais ambicioso, filme de guerra estrelado por Brad Pitt

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“As oportunidades multiplicam-se à medida que são agarradas”, cravou Sun Tzu, célebre autor do livro “A arte da

Foto: reprodução/Hollywood Reporter

Foto: reprodução/Hollywood Reporter

guerra”. Que a Netflix está se movimentando para ser um dos principais players no mercado de cinema, já é sabido. Mas a empresa dá reiteradas demonstrações de possuir uma estratégia refinada para desafiar os padrões vigentes estabelecidos pelos maiores conglomerados de comunicação. Nesta segunda-feira, a companhia divulgou um comunicado informando que irá produzir uma sátira à guerra do Afeganistão estrelada por Brad Pitt e dirigida pelo cineasta australiano David Michôd, dos excepcionais “Reino animal” (2010) e “The rover – a caçada” (2014).

Trata-se de uma adaptação do livro The Operators: The Wild and Terrifying Inside Story of America’s War in Afghanistan (Os Operadores: A selvagem e terrível história de dentro da guerra americana no Afeganistão, em tradução direta), do jornalista americano Michael Hastings. O livro nasceu de uma reportagem que Hastings fez para a revista Rolling Stone com o general Stanley McChrystal, que em sua entrevista desandou a falar mal do governo e da maneira como a guerra estava sendo conduzida. O jornalista acabou morto em um acidente de carro em junho do ano passado; apenas dois anos depois de lançar o livro. A Netflix vai investir cerca de U$ 30 milhões no filme, de acordo com o site Deadline, que se chamará “War machine”. Pitt dará vida ao general McChrystal. O ator também produzirá o filme por meio de sua companhia, a Film B. A fita deve ser lançada no fim de 2016, a princípio, exclusivamente na Netflix.

Leia também: Qual o impacto da guerra nada fria entre Amazon e Netflix para a produção de cinema? 

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Capa do livro que dará origem a “War machine”

O projeto soma-se a quatro filmes protagonizados pelo ator Adam Sandler que a empresa produzirá e lançará com exclusividade em seu catálogo, à sequência de “O tigre e o dragão” que também será lançado em cinemas IMAX selecionados e a “Beasts of no nation”, filme independente assinado por Cary Fukunaga (“True Detective”) e estrelado por Idris Elba, que a empresa adquiriu com o intuito de chegar ao próximo Oscar.

Em “Beasts of no nation”, Elba faz um militar que adota uma criança com o mero intuito de transformá-la em uma máquina de guerra. Cinemas americanos já anunciaram boicote ao filme que seria exibido simultaneamente em cinemas selecionados dos EUA e em todo o mundo pela Netflix.

Outras iniciativas da empresa atestam as múltiplas abordagens mercadológicas que geram apreensão no establishment. Recentemente, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da empresa deu uma concorrida palestra em Cannes e alertou: “Nós não somos anticinema, somos pró-filmes”. A postura agressiva da Netflix denota que a frase de Sarandos pode até não ser 100% verdadeira, mas abrange uma complexidade que nem todos estão preparados para reconhecer.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 Notícias | 17:55

Reveladas primeiras fotos de filme estrelado por Brad Pitt e Angelina Jolie

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Angelina Jolie nem sequer lançou seu segundo filme como diretora, “Unbroken”, e já trabalha no seu terceiro. “By the sea”, cujas primeiras imagens foram divulgadas pela revista americana Entertainment Weekly, não será um filme qualquer. Trata-se do primeiro estrelado por ela ao lado de Brad Pitt, seu marido, desde que contracenaram em “Sr. & Sra. Smith” (2005), filme que rodavam quando se apaixonaram.

“By the sea”, que se passa na França dos anos 70, apresenta o casal vivido por Pitt e  Jolie em crise conjugal. Ela faz uma ex-dançaria e o ator interpreta um escritor americano. Ver Pitt e Jolie como um casal na tela, e ainda por cima em crise, será um exercício de metalinguagem, terapia e celebridade fundido em uma experiência cinematográfica desafiadora para o casal que enfrenta boatos de toda sorte, mas se esforça para preservar certa intimidade.

Fotos: (Divulgação/ entertainment weekly)

Fotos: (Divulgação/ entertainment weekly)

By the sea - 2

By the sea - 3

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