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sábado, 11 de março de 2017 Filmes, Notícias | 19:47

“Atômica”, com Charlize Theron, já concorre a melhor trailer de 2017

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Charlize Theron em cena de Atômica

Charlize Theron em cena de Atômica

O diretor de “De Volta ao Jogo” e que vai comandar a sequência de “Deadpool” é um desses caras para ficar de olho. Duvida? Dá uma espiada nesse primeiro trailer de “Atômica”, uma versão feminina de James Bond encarnada com sensualidade, brutalidade e humor por Charlize Theron, atriz a qual é impossível não reagir de alguma forma.

David Leitch pensa a ação de uma forma diferente e capricha nas coreografias, herança de seu passado como dublê em Hollywood. Charlize Theron é Lorraine Broughton, uma agente disposta a enfrentar qualquer desafio e a usar todas as suas habilidades para sobreviver à uma missão impossivel. Após a queda do muro de Berlim, a assassina mais brutal do MI6 é enviada a cidade para recuperar um dossiê de valor inestimável. Ela se une ao chefe da estação local, David Percival (James McAvoy) e se envolve em um jogo letal de espiões.

O filme ainda não tem data confirmada para estrear, mas promete ser uma das sensações da cinefilia em 2017. Com distribuição da Universal Pictures, a produção é uma combinação de ação e suspense baseada na série de quadrinhos da Oni Press, “The Coldesr City”, de Antony Johnston, ilustrado por Sam Hart. O elenco ainda é estrelado por John Goodman, Til Schweiger, Eddie Marsan, Sofia Boutella e Toby Jones. O trailer, que pode ser conferido abaixo, é de babar.

 

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 Filmes, Listas | 17:37

Retrospectiva 2015: Os dez melhores personagens do ano

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Foi um ano de muita vaidade e alguma idealização. Pelo menos, é isto o que a listas dos melhores personagens do ano no cinema indica. O Cineclube fez um apanhado dos personagens mais cativantes, fascinantes, inusitados e curiosos que pintaram em nossas telas em 2015 e separou os dez que melhor se posicionaram neste crivo a seguir.

10 – Richmond Valentine (Samuel L. Jackson) em “Kingsman: Serviço Secreto”

Foto: divulgação

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O megalomaníaco vilão de língua presa defendido com gosto por Samuel L. Jackson é um dos maiores baratos do ano. Ele tem pavor de sangue e não suporta cenas de violência, mas quer extinguir a humanidade em favor de um deturpado conceito ambientalista. O melhor vilão de Bond do ano não veio de um filme de James Bond.

9 – Frank (Michael Fassbender) em “Frank”

Foto: divulgação

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Um rockstar que não tira para nada sua cabeça de dentro de uma gigantesca cabeça artificial. O Frank que Michael Fassbender tonaliza com muita sutileza é mais uma construção de John (Domhnall Gleeson), um sujeito que sempre sonhou fazer parte de uma banda de rock, do que o Frank de verdade. A peculiaridade desse vocalista incomum acentua o niilismo do registro. Trata-se de um filme sobre a magia de se produzir música e todas as idiossincrasias que vem com ela.

8- Abe (Joaquin Phoenix) em “Homem Irracional”

Foto: Divulgação

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Joaquin Phoenix dá vida a esse professor de filosofia desencantado com a existência. Barrigudo, taciturno, alcoólatra e sucesso entre as mulheres com seu pessimismo crônico. Tudo muda de figura quando ele decide matar alguém e recobra o gosto pela vida. Phoenix, com sua gravidade obtusa, calça o personagem sem afetação e com muita propriedade.

7 – Philip Friedman (Jason Schwartzman) em “Cala a boca Philip!”

Foto: divulgação

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Sob muitos aspectos, o protagonista dessa perola indie Americana é uma derivação de Abe, mas o personagem do sempre hiperbólico Jason Schwartzman é movido pelo egoísmo e não pelo desencanto. Ele não aceita que o mundo não gire a seu redor e esse egocentrismo é posto à prova à medida que a pressão por um novo livro (ele é escritor) se estabelece. Cheio de tiques e resistente a intimidades, Philip é um dos personagens mais estranhos, originais e verossímeis do ano.

6 – Shasta Fay (Katerine Waterson) em “Vício Inerente”

Foto: divulgação

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Larry nunca mais foi o mesmo depois que Shasta o deixou. O detetive deu um tempo na sua brisa para atender um pedido da ex: encontra o atual namorado dela. Katherine Waterson não tem muito tempo em cena, mas faz maravilhas com o que tem. Ela faz com que Shasta seja um mistério incandescente muito mais atraente do que saber o que de fato aconteceu com o rico namorado da personagem.

5 – Isabella Patterson (Imogen Poots) em “Uma Amor a Cada Esquina”

Foto: divulgação

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Trata-se de outra personagem construída. A Isabella, estrela de cinema, que está dando uma entrevista logo na abertura de “Um Amor a Cada Esquina”, delicioso novo filme de Peter Bogdanovich, não é a mesma que vamos descobrindo cena após cena. A brincadeira aqui é com a ideia de Hollywood como um todo, mas também sobre como nossos sonhos podem nos transformar em pessoas melhores. Ela é um oásis em meio a tanto narcisismo na lista.

4 – Havana Sagrand (Julianne Moore) em “Mapa para as Estrelas”

Foto: divulgação

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Totalmente diferente de Isabella, Havana Sagrand é a vaidade em sua mais irresoluta forma. A atriz, incomodada com seu envelhecimento, decide dar um boom na carreira ao viver um célebre papel imortalizado por sua mãe no cinema. Mas há pouco interesse dos realizadores em contar com ela na refilmagem. Na fogueira de vaidades que queima nesse valoroso petardo de David Cronenberg, Havana é das coisas mais geniais, brutais e constrangedoras que existe.

3 – Riggan Thomson (Michael Keaton) em “Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”

Foto: divulgação

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Já que a masturbação interpretativa foi grande em 2015, nada mais justo do que o personagem mais falho, apaixonante e contraditório do ano pintasse por aqui. O Riggan construído por Michael Keaton a sua imagem e semelhança é um sujeito inseguro e que não sabe ao certo distinguir ambição de ganância. É um sujeito com medo de ver até onde vai o seu talento, mas com coragem o suficiente para tentar descobrir.

2 – Terence Fletcher (J.K Simmons) em “Whiplash – Em Busca da Perfeição”

Foto: divulgação

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O professor que se recusa a formar músicos medíocres foi, sem dúvida, um dos personagens mais chocantes do ano. Divertido em seu sadismo incontido, Fletcher e seus métodos para lá de incomuns dividem opiniões. É louvável sua disposição de romper com as convenções de uma sociedade complacente, mas o custo pode ser alto demais. Simmons, oscarizado por seu desempenho, dá ao personagem a necessária complexidade.

1 – Furiosa (Charlize Theron) em “Mad Max: Estrada da Fúria”

Foto: divulgação

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O filme se chama Mad Max, mas quem se importa? O mais explosivo, sensacional e impactante filme do ano é todo dela. Imperator Furiosa. O nome já a tira do lugar comum e Charlize Theron a vive com o misto de gana e excentricidade necessários para cravar a personagem no coração da cultura pop. Nada mais justo do que o topo do ranking do Cineclube.

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 Críticas, Filmes | 18:27

“Lugares escuros” ameniza conteúdo sombrio do livro e se resolve como suspense bacanão

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Quando os créditos sobem após a exibição de “Lugares escuros” (FRA, EUA 2015) uma certeza invade o espectador com força devastadora. David Fincher é mesmo um cineasta para lá de diferenciado. Não, este não é um filme de David Fincher, mas do francês Gilles Paquet-Brenner. O elo perdido aqui é Gillian Flynn, escritora cujas obras originaram este “Lugares escuros” e “Garota exemplar”, último filme de Fincher roteirizado pela própria Flynn.

Leia também: No cinema, “Garota exemplar” ganha mais relevo com a assinatura de David Fincher 

Ambos os livros mergulham fundo na sociedade do espetáculo, mas enquanto Fincher  subverte linearidades e expectativas para fazer um filme muito mais robusto e complexo do que uma mera adaptação literária preconiza, Brenner – que também assina a adaptação – se contenta em dar forma a um suspense bacanão e climático, mas sem muitas camadas. Não há demérito nenhum nessa escolha. A comparação é apenas laudatória. “Lugares escuros” é um suspense bem azeitado e se beneficia tanto dos personagens interessantes – uma imposição umbilical de Flynn como da atmosfera europeia que Brenner naturalmente impregna em seu registro.  É indesviável, porém, a constatação de que “Lugares escuros” poderia ser outro filme. Mais taxativo das circunstâncias dramáticas que aventa e menos pudico com personagens tão sombrios.

foto: divulgação

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Libby Day (Charlize Theron) é uma mulher traumatizada pelo assassinato de toda a sua família quando ela ainda era criança. Libby passou 28 anos de sua vida acreditando que seu irmão mais velho era o responsável pelo crime. Procurada por um grupo aficionado por crimes midiáticos e sem dinheiro, Libby aceita revirar seu passado. Mesmo convencida da culpa do irmão, ela se imbui na busca por novos fatos e suspeitos para o caso. Em um primeiro momento, “Lugares escuros” se ocupa dessa jornada da protagonista.  Em outra constante, Brenner esmiúça o passado de Ben – irmão de Libby – o que permite ao espectador confrontar o que é sabido de antemão, o que se vê no tempo presente com o que vai se descobrindo sobre o passado por meio desses ostensivos flashbacks. Tem-se aí uma construção interessante, que foge à unidimensionalidade com que Brenner move a trama.

Com um elenco de apoio em ótima forma, destaque para os jovens Tye Sheridan e Chloë Grace Moretz, “Lugares escuros” prende a atenção e agrada ao fã de um bom suspense. Mas o pior dos mundos para o filme de Brenner foi ter chegado depois de “Garota exemplar” no cinema. David Fincher soube capitalizar os temas trabalhados por Flynn de uma maneira que poucos parecem capaz de fazê-lo. E isso fica bem claro ao assistir “Lugares escuros”.

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sábado, 6 de junho de 2015 Críticas, Filmes | 16:39

“Mad Max: Estrada da Fúria” se firma como maior obra-prima da ação em décadas

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Nos trailers de “Mad Max: Estrada da fúria” surgiam antes do nome do cineasta George Miller a alcunha “visionário”. Caso o leitor seja destes que ainda não tem familiaridade com a obra do diretor australiano, o porquê do uso do termo estará plenamente justificado quando os créditos do filme subirem. “Estrada da fúria” não só é o melhor filme da carreira do australiano, como é a grande obra-prima que o cinema de ação aguardava desde a década de 80, quando produções como “Mad Max: a caçada continua” (1981) e “Duro de matar” (1988) davam viço ao gênero. De lá para cá, com o advento dos efeitos especiais e heróis de HQs, o cinema de ação virou oura coisa. Mais pasteurizado, artificial e comportado. “Estrada da fúria”, com sua anarquia barulhenta, caótica e brilhantemente coreografada, devolve ao cinema de ação sua brutalidade, sua imprevisibilidade e, fundamentalmente, seu encanto.

Som, fúria e arrebatamento: o melhor filme de ação em anos (foto: divulgação)

Som, fúria e arrebatamento: o melhor filme de ação em anos
(foto: divulgação)

Som e fúria, em um balé apocalíptico no meio do deserto, norteiam uma história que poderia ser erroneamente sintetizada como uma grande e histriônica perseguição. Essa escandalosa e espetacular obra-prima é, no entanto, uma sinfonia do caos tão perfeita que é preciso louvar tanto a ousadia da Warner Brothers, de liberar U$ 200 milhões para a produção de um filme tão incomum e estranho, como o gênio de Miller que usa CGI o mínimo possível e faz ação de verdade com veículos assustadores e capotamentos espetaculosos.

A plasticidade de “Estrada da fúria” impressiona. Seja pelas paletas de cores amareladas ou pelos ângulos inusitados escolhidos por Miller. O gigantismo das alegorias, em muitos momentos o filme se assemelha a um desfile enlouquecido, arrebata. Somente em um filme tão brutal como “Mad Max” seria possível um sujeito tocando insanamente rock em uma guitarra do alto de uma alegoria enquanto percussionistas tribais “cantam” uma perseguição frenética pelo deserto.

Miller avança na mitologia do universo de “Mad Max” reaproveitando e expandindo ideias ensejadas na trilogia original, mas “Estrada da fúria” se sustenta sozinho. Depois de ser capturado, Max (Tom Hardy) vira uma bolsa de sangue para os war boys feridos da cidadela. A cidadela é controlada por Immortan Joe (Hugh Keays-Bryne, que já havia sido o vilão do primeiro filme). Ele promove uma caçada nervosa a Imperator Furiosa (Charlize Theron) que fugiu com suas parideiras. O war boy Nux (Nicholas Hoult) para participar da perseguição leva sua “bolsa de sangue” e daí em diante é prudente se preparar para os alucinantes desdobramentos da frenética narrativa.

Apesar do frenesi, “Estrada da fúria” traz mais em seu âmago. É, primordialmente, um filme de forte apelo feminista. Além da premissa de livrar mulheres da objetificação de um homem tirano, a personagem Furiosa reclama para si o protagonismo do filme. Determinada, inteligente, articulada e forte, Furiosa conquista o respeito de Max de um jeito que somente os homens estão permitidos a conquistar em westerns. “Estrada da fúria” subverte essa lógica ao afastar o romance da equação. Não obstante, trata-se, ainda, de um olhar algo raivoso sobre o impacto da religião e de como o suicídio pode ser usado a serviço do terror.

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em "Estrada da fúria" (Foto: divulgação)

Western de vanguarda: Há muito mais do que alcançam os olhos em “Estrada da fúria”
(Foto: divulgação)

Se há um porém em “Estada da fúria” é o saldo da inevitável comparação entre Tom Hardy e Mel Gibson. Talvez Hardy já saia perdendo porque seu Max compartilha importância na narrativa com Furiosa, mas fato é que em matéria de carisma Gibson sobra. Hardy convence na brutalidade de Max, especialmente no começo do filme, mas come poeira quando precisa aferir humanidade ao personagem.

É uma ressalva que não compromete em nada a grandiosidade da fita. Tampouco demove “Estrada da fúria” do topo da cadeia alimentar do cinema de ação contemporâneo. Visionário, George Miller faz o que parecia impossível e relega produções como “Vingadores” e “Velozes e furiosos”, grandes sensações da temporada, ao posto de meros recalques.

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