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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Atores, Notícias | 22:10

Christoph Waltz pode ser o vilão do próximo filme de 007

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Foto: reprodução/GQ

Foto: reprodução/GQ

Ainda não está confirmado oficialmente pelo estúdio, mas o jornal britânico “Daily Mail”, que costuma antecipar boas novas em matéria de 007, apontou que Christoph Waltz, duas vezes vencedor do Oscar (por “Bastardos inglórios” e “Django livre”) será o principal vilão no novo filme do agente secreto à serviço de sua majestade, James Bond. O 24º filme do espião britânico, que será dirigido por Sam Mendes – o mesmo de “007 – operação Skyfall” começara a ser gravado em dezembro. O lançamento está programado para outubro de 2015.

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Se confirmada, o que deve acontecer em breve, a escolha se mostrará das mais acertadas. O casting do novo 007, cujos rumores ainda apontam para a contratação de Chiwetel Ejiofor (“12 anos de escravidão”) e Dave Bautista (o Drax de “Guardiões da galáxia”), vai se revelando dos mais entusiasmantes. Além de Daniel Craig, já estão confirmados Ralph Fiennes, Naomi Harris, Ben Whishaw e Léa Seydoux.

As colaborações com Tarantino elevaram o passe de Waltz que rapidamente se consolidou como um dos atores mais sofisticados e prestigiados da Hollywood atual. Há quem diga que ele nasceu para viver um vilão de 007. Vai ser uma boa oportunidade para deixar para trás a má impressão causada por seu papel no esquecível “O besouro verde” (2011).

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terça-feira, 22 de julho de 2014 Críticas, Filmes | 20:19

“O Teorema zero” tenta iluminar busca atemporal pelo sentido da vida

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Qual o propósito da existência? É esse o mote nada banal e compreensivelmente ambicioso de Terry Gilliam em seu retorno ao universo da ficção científica. Entre “Os 12 macacos” (1995) e “O teorema zero” (2013) passaram-se quase 20 anos. Se o primeiro filme flertava com a ação sem abdicar de seu viés soturno, o novo trabalho de Gilliam abandona todo e qualquer subterfúgio para focar única e exclusivamente no objetivo da narrativa.

No filme, Qohen Leth (Christoph Waltz) é um excêntrico hacker com tendências antissociais que se fundem muitíssimo bem a um mundo em que a tecnologia preconiza a impessoalidade. Mas essa visão pessimista de nosso futuro não compõe o eixo central da fita, mas sim o que esse descontentamento fluído enseja. Qohen está à espera de uma ligação do criador para descobrir seu propósito nesta vida. Por isso, pressiona seu supervisor (David Thewlis) para poder trabalhar em casa. O gerente, figura que beira o mitológico na composição cênica de Gilliam e que é interpretado com afetação calculada por Matt Damon, acaba por lhe propor um desafio: ele poderá trabalhar em casa, desde que seja na solução do teorema zero. Um problema matemático que, se resolvido, revelará a razão da existência humana. Mas resolver o tal problema não só consome o tempo e a sanidade de Qohen, como se prova um exercício de fé. Está aí, no exercício da fé, o questionamento definitivo alinhado por Gilliam em seu filme.

o teorema

O ator Christoph Waltz em cena do filme

 

Fotos: divulgação

Fotos: divulgação

Nesse futuro colorido, berrante e de constante observação, a religião assumiu-se como um player no mercado de capitais e a disputa pela alma de um indivíduo não é mais importante do que a possibilidade de torná-lo parte de um sistema. A estranheza de Qohen sempre se referir a si mesmo na primeira pessoa do plural passa por aí e culmina na devastadora cena final em que o gerente faz uma revelação a Qohen, que a despeito de intuída por um ou outro espectador, preserva sua força.

A religião é capaz de prover sentido à vida humana, terrestre, racional, profissional? Ou seria o amor capaz de legitimar angústias insuspeitas e insondáveis? Gilliam confronta essas percepções em um filme estranho, sensorial, delirante na mise-en-scène e que vai se revelando por meio de metáforas potentes. Sejam elas visuais ou saídas da boca de personagens.

Christoph Waltz surge em cena intangível e irreproduzível. Diferentemente de tudo que já fez no cinema, o ator se entrega ao ridículo e ao nonsense despudoradamente. Alterando o tom do registro a cada nova cena, Waltz aposta em uma composição rigorosamente fiel ao espírito transgressor do filme. Inadjetivável, no sentido mais livre possível, sua atuação não exatamente agrada, mas impressiona.

“O teorema zero” não é um filme de apreciação imediata. É daqueles que exige engajamento; reflexão. Gilliam confia ao público parte de sua angústia, mas não lhe reserva o direito de pincelar suas próprias respostas. Ao fim da projeção, elas estão todas lá; só nos resta montar o quebra-cabeça.

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