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Posts com a Tag Cinema nacional

sexta-feira, 9 de junho de 2017 Críticas, Filmes | 19:50

Vaca em crise existencial é trunfo do hermético “Animal Político”

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“Animal Político” já recebeu prêmios em muitos festivais e é a melhor estreia das salas de cinema do Brasil neste final de semana

animal político

Existem filmes que investem na sutileza ao fazer um comentário político ou social. Não é o caso de “Animal Político”, estreia da vez da Sessão Vitrine Petrobras, que estreia em diversas capitais brasileiras. Dirigido por Tião e rodado entre 2010 e 2013 em Pernambuco e na Paraíba, o filme tem como protagonista uma vaca em crise existencial. A opção é legítima, corajosa e desestabilizadora, pois propõe um distanciamento do olhar do espectador para as banalidades de seu cotidiano. Do ponto de vista discursivo é um triunfo, narrativo nem tanto. Há certas barrigas que apenas um olhar lúdico pode contemporizar.

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A vida do protagonista é confortável. Infância feliz, quase nenhuma doença – um par de cáries aqui e ali – família participativa, um bom emprego, mas a sensação de vazio se agiganta. Não é uma trama estranha ao universo de quem se interessa por dramaturgia. Seja ela no cinema, na televisão, na literatura, etc. O que difere “Animal Político” é justamente a ousadia de colocar uma vaca como senhora de uma reflexão capaz de encontrar eco em todos os espectadores.

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animal 11É uma diferença fundamental e que responde pelo que o filme tem de melhor a apresentar – e de mais ingênuo também. É preciso embarcar na viagem proposta pela obra – e o verniz filosófico é potente e bem calibrado. A narração do ator Rodrigo Bolzar para os pensamentos de Cerveja, o nome real da vaca protagonista, nada mais é do que um ensaio de reverberações filosóficas clamorosas.

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A outra presença no filme, humana, mas menos civilizada, que expande a sensorialidade proposta pelo projeto. Há também uma necessária referência a “2001: Uma Odisseia no Espaço”, filme que de certa maneira é precursor de todo o embate existencial encampado aqui. Aspecto interessante a se observar no longa é justamente quando a vaca parece desumanizar-se. Há tanto um componente anárquico – e a piada com o manual da ABNT é simplesmente antológica – como uma ode ao naturalismo do primeiro ato do filme. Valorizando essencialmente a busca pelo sentido da vida, “Animal Político” expõe a citação clássica de Buda em mais um dos grandes pequenos achados que estruturam a narrativa: “A vida não é uma pergunta a ser respondida, mas um mistério a ser vivido”.

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terça-feira, 16 de maio de 2017 Críticas, Filmes | 15:43

“Taego Ãwa” permite que índios narrem a própria tragédia

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Novo lançamento da Sessão Vitrine Petrobras, “Teago Ãwa”, não é um filme de entretenimento, mas uma tese apaixonada sobre um Brasil que se perdeu

Cena do filme "Taego Ãwa"

Cena do filme “Taego Ãwa”

É fato que “Taego Ãwa” será um filme pouco visto, mas é importante como brasileiro que falemos dele. Não só por ser o primeiro filme goiano a ser distribuído comercialmente no País em 20 anos, mas por dispensar um necessário olhar à causa indígena. Causa esta que reveste e preenche discursos políticos, geralmente inseridos no espectro mais à esquerdada sociedade, mas que muito raramente avança ao discurso. O filme faz parte do projeto Sessão Vitrine Petrobras e já está em cartaz nos cinemas a preços promocionais.

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Os irmãos cineastas Henrique e Marcela Borela investiram mais de 12 anos na feitura de “Taego Ãwa”. Foi através de cinco fitas VHS com registros dos índios Ãwa, mais conhecidos como Avá-Canoeiros do Araguaia, achadas numa faculdade, que Marcela e Henrique deram início ao projeto. A partir daí, encontraram outros materiais e foram em busca daquele povo, investigando a fundo a origem e a trajetória dos Ãwa até aqui, inclusive o passado de enfrentamento com os brancos, o histórico de reclusão, a luta por demarcação de território e pela restituição das terras.

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No longa-metragem, o grupo Avá-Canoeiro do Araguaia narra sua trajetória de desterro, cativeiro e luta pela reconquista de sua terra tradicional, também chamada Taego Ãwa – que leva o nome da primeira mulher de Tutawa, Taego, que é mãe de Kaukama – ela que por sua vez é mãe, avó e bisavó de todos os Avá-Canoeiro do Araguaia que nasceram após o contato de 1973. No contato, realizado pela FUNAI, os Ãwa foram retirados à força da Mata Azul e de pois foram enjaulados e expostos para visitação pública. Boa parte do grupo morreu de doenças alheias. Os remanescentes acabaram entregues aos Javaé – ocupantes de uma terra vizinha ao território Avá-Canoeiro. Tutawa, capturado ainda jovem pela frente da Fundação Nacional do Índio (Funai), morreu em 2015 sem ao menos ter o direito de ser enterrado no último refúgio de seu  povo antes do trágico contato: o Capão de Areia.

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Trata-se de um filme essencialmente contemplativo. Há poucos diálogos e muita observação. Aos poucos os índios, todos civilizados, vão ficando mais à vontade com a câmera. Há uma cena, em que se deixam filmar fazendo uma pintura corporal, que mostra o choque geracional. Tutawa diz: “eu não tenho vergonha de mostrar meu pênis como vocês”. É um momento simples, fortuito até, mas que revela toda a tragédia não só dos Ãwa, mas dos índios no Brasil.

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domingo, 16 de abril de 2017 Filmes, Notícias | 11:51

Mostra de documentários estreia nesta semana em São Paulo

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Além do É Tudo Verdade, consagrado festival de documentários que estreia nesta semana, a cidade recebe o Hisórias que Ficam, resultado de um programa de fomento ao documentário nacional

O ator Gianfrancesco Guarnieri é tema do documentário dirigido por seu neto

O ator Gianfrancesco Guarnieri é tema do documentário dirigido por seu neto

Estreia nesta terça-feira (18) a Mostra Itinerante Histórias que Ficam. Promovida pela Fundação CSN, a iniciativa é resultado da segunda edição do edital Histórias que Ficam, programa de consultoria, fomento e difusão do documentário brasileiro que, nesta edição, investiu R$ 1,3 milhão na produção de quatro filmes de até 70 minutos, com temática livre.

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O lançamento será na Unibes Cultural, a partir das 18h. Haverá exibição, às 19h, do documentário “Corpo Delito”, dirigido por Pedro Rocha.

A sessão do filme sobre um jovem que sai da cadeia, mas continua preso a uma tornozeleira eletrônica, é seguida de debate sobre o tema, com o diretor Pedro Rocha, o ex Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto e atual Diretor de Relações Institucionais da CSN, e Marina Dias, que integra o Conselho da Ouvidoria da Defensoria Pública de São Paulo, do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e é idealizadora do documentário “Sem Pena” – que também se debruça sobre o sistema de justiça e a situação carcerária do Brasil. O evento é aberto ao público, mediante retirada de senhas uma hora antes da exibição.

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“Guarnieri”, filme sobre Gianfrancesco Guarnieri dirigido por seu neto, Francisco Guarnieri, estreia na mostra em São Paulo no dia 3/05 às 19h30, no CCSP (Centro Cultural São Paulo), seguido de debate. A obra propõe uma reflexão sobre o papel do indivíduo na sociedade, na arte e na família, a partir da memória do ator e dramaturgo.

O programa Histórias que Ficam recebeu 273 inscrições, vindas do Brasil todo. Os demais documentários selecionados são “Iramaya”, de Carolina Benjamin e “No vazio do ar”, de Priscilla Regis Brasil. Os filmes serão exibidos até 20.05 em mais de 20 cidades do País, principalmente as que não possuem um circuito expressivo de exibição.

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O concurso, de caráter nacional, selecionou 12 projetos de documentários com temática livre, criativos do ponto de vista artístico e inovadores no uso da linguagem audiovisual. Destes, quatro foram contemplados. Ao longo do processo de realização dos filmes, os documentaristas vencedores participaram de três laboratórios: Roteiro e produção; Montagem, e Distribuição, com nomes como o roteirista, consultor e educador Miguel Machalski envolvido em roteiros como de “Billy Elliot” e de brasileiros como “O Lobo atrás da porta”, a montadora Karen Harley, de “Que Horas Ela Volta”, “Big Jato”, “Janela da Alma” e “Cinema, Aspirinas e Urubus” e o produtor e diretor Flávio Botelho.

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sábado, 15 de abril de 2017 Bastidores, Filmes | 10:00

Vera Fischer interpretará delegada em filme sobre tortura policial

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Foto: Andrea Farias (Wikimedia Commons/Flickr)

Foto: Andrea Farias (Wikimedia Commons/Flickr)

Na madrugada de 10 de agosto de 1996, homens armados assaltaram e mataram frequentadores de uma choperia em Moema, Zona Sul de São Paulo.

Pressionada por uma forte reação da sociedade, que protestou contra a falta de segurança e criou um movimento chamado “Reage São Paulo”, a polícia civil respondeu rápido e prendeu negros e pobres da periferia e os anunciou como autores dos crimes.
A Justiça decretou a prisão preventiva desses jovens, com ampla divulgação da mídia. Todos eles eram inocentes.
Esse é o pano de fundo de “Bodega”, título provisório do longa metragem que será dirigido por Tristan Aronovich
( “Black&White”, “Alguém Qualquer”) e José Paulo Lanyi (produtor executivo de “Real- O plano por trás da história”), que também é produtor associado e assina o roteiro do novo filme, livremente baseado na história verdadeira.
No elenco, chama a atenção a presença de Vera Fischer (“Navalha na Carne”, “Quilombo”), afastada da TV e do cinema, que interpretará uma delegada de polícia, e, também, de Milhem Cortaz (“Tropa de Elite”, “Carandiru”), André Ramiro (“Tropa de Elite”, “Última parada 174”) e do ex-músico dos Titãs e ator Paulo Miklos (“O Invasor”, “É proibido fumar”).
“Bodega” está em fase de captação de recursos e será rodado em São Paulo ainda em 2017.
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segunda-feira, 6 de março de 2017 Críticas, Filmes | 13:04

“Waiting for B.” investiga motivações e anseios de fãs que fazem qualquer coisa pelo ídolo

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Documentário acompanha fãs que acamparam durante dois meses para ver o show de Beyoncé em São Paulo e aborda questões como preconceito, empoderamento e orgulho gay

Cena do filme Waiting for B.

Cena do filme Waiting for B.

Parte integrante do projeto Sessão Vitrine Petrobras, “Waiting for B.”, em cartaz em 20 cidades brasileiras desde a última quinta-feira (02) é um documentário que acompanha a expectativa acalorada de fãs pelo show de Beyoncé em São Paulo no ano de 2013.

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Dirigido por Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel e figurinha carimbada em diversos festivais mundo afora, “Waiting For B.” acompanha um punhado de fãs que sem dinheiro para comprar os ingressos mais caros, acampa por dois longos meses às margens do estádio do Morumbi, local do show, para garantir um lugar próximo à estrela internacional.

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A força do filme não reside nesse monitoramento passivo da movimentação dos fãs no entorno do Morumbi, mas na busca do entendimento do que torna uma pessoa fã e mais: o que faz com que alguém se submeta a uma rotina de estresse e sufoco para poder garantir um lugar um pouco melhor para ver um show.

Novamente, o filme de Toledo e Spindel não se resolve nessa investigação e traça um paralelo ainda mais interessante ao observar as diferentes castas sociais que interagem neste universo. O preconceito em suas diferentes variantes, racial, sexual e de gênero, surgem espelhados em discussões encampadas naturalmente pelos personagens do filme. Há até mesmo a problematização sobre a loirice de Beyoncé em um dos momentos mais interessantes do filme.

Esse recorte que tange tanto desigualdade social, identidade negra, empoderamento feminino e orgulho gay oxigena o filme e lhe afere uma importância que a breve sinopse talvez não revele.

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O filme mostra pessoas como Junnior Martins, que trabalhava como cabelereiro para sustentar a família e depois encarava uma viagem de três horas para o estádio. Gabriela Electra e suas amigas, que faziam bico como cover da diva pop. Charlles Felipe, um empresário nato, que era o primeiro da fila no acampamento e mantinha a organização das barracas.

São personagens cheios de carisma que transformam “Waiting for B.” em um registro muito mais vívido e satisfatório.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017 Bastidores, Filmes, Notícias | 16:53

“Pela Janela” participa do Festival de Cinema de Roterdã

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Cena do filme Pela Janela

Cena do filme Pela Janela

“Pela Janela”, primeiro longa da cineasta Caroline Leone, foi selecionado para participar do Festival de Roterdã, na Holanda, que será realizado no período de 25 de janeiro a 05 de fevereiro. O filme está na seção Bright Future, que apresenta títulos dirigidos por diretores estreantes em longa-metragem. Caroline Leone escreveu e dirigiu dois premiados curtas-metragens. Paralelamente aos seus trabalhos como diretora e roteirista, atua também como montadora. Seu primeiro curta, “Dalva”, viajou por mais de 20 festivais internacionais, além de ter conquistado prêmios como Melhor Filme Latino Americano no Festival Internacional de Bilbao e o Prêmio Revelação no Festival Internacional de São Paulo. Seu segundo curta “Joyce”, repetiu o sucesso do filme anterior, e participou de mais de 30 festivais, recebendo o prêmio de Melhor Filme de Curta-Metragem no Festival do Rio, entre outros.

A trama de “Pela Janela” acompanha Rosália, uma operária de 65 anos, que dedicou a vida ao trabalho em um fábrica de reatores da periferia de São Paulo. Ela é demitida, e, deprimida, é consolada pelo irmão José, que resolve levá-la junto com ele em uma viagem de carro até Buenos Aires. Na viagem Rosália vê pela primeira vez um mundo desconhecido e distante de sua vida cotidiana, começando uma jornada que sutilmente transformará uma parte essencial dela mesma.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016 Filmes, Notícias | 11:29

“Vazante”, de Daniela Thomas, estreia no Festival de Berlim

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Primeiro filme solo da codiretora de “Linha de Passe” e “Terra Estrangeira” foi selecionado para uma das mais disputadas mostras paralelas do festival alemão

Cena do filme Vazante Foto: Inti Briones

Cena do filme Vazante
Foto: Inti Briones

“Vazante”, primeiro filme solo de Daniela Thomas, que codirigiu “Linha de Passe” (Palma de Ouro de Melhor Atriz em Cannes 2008) e “Terra Estrangeira” ao lado de Walter Salles, terá sua estreia mundial no próximo Festival Internacional de Cinema de Berlim, realizado entre 09 e 19 de fevereiro 2017; como parte da In Focus: Reclaiming Black History, sessão especial criada na mostra Panorama com três filmes (“I Am Not Your Negro” e “The Wound” também serão exibidos). Daniela também assina o roteiro do longa-metragem junto ao produtor Beto Amaral.  A distribuição no Brasil será feita pela Europa Filmes com estreia prevista para 2017.

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“É emocionante que o meu primeiro filme solo, ‘Vazante’, seja selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim. A Berlinale é talvez o festival que mais impacto tenha tido no cinema brasileiro das últimas décadas, premiando ‘Central do Brasil’, Fernanda Montenegro, ‘Tropa de Elite’ e ‘Que Horas Ela Volta’. É uma honra e um privilégio voltar aos grandes festivais de cinema que me deram tanta felicidade, como o de Cannes, em 2008, quando recebi a Palma de Ouro para Sandra Corvelloni, por sua linda Cleuza de ‘Linha de Passe’. Fico muito orgulhosa de ter Sandra mais uma vez brilhando em um filme meu. Meu coração está acelerado”, comenta Daniela.

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O filme se passa em 1821, no interior do Brasil, nas serras pedregosas das Minas Gerais, depois da economia local, que era baseada na extração de diamantes, ter entrado em colapso. O ator português Adriano Carvalho vive Antonio, um patriarca do século XIX, que ao voltar de uma longa viagem conduzindo uma tropa de escravos descobre que sua mulher morreu em trabalho de parto. A estreante Luana Nastas é Beatriz, menina que lhe é dada em casamento. Na ausência do marido, Beatriz fica sozinha com os escravos. Solidão, incomunicabilidade e preconceito levam a uma espiral de violência.

“O filme quer falar de algumas das nossas maiores cicatrizes: a escravidão, o casamento forçado de meninas, a mestiçagem que é fruto do assédio e da exploração sexual das negras e as hierarquias de poder que pervertem até as relações entre os oprimidos. O filme fala também, por outro lado, da eterna possibilidade de redenção e de subversão dessas estruturas tão rígidas”, explica a diretora, que contou com um vasto repertório de informação trazido pela historiadora Mary del Priore.

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“Vazante” teve como locação principal a fazenda Ribeirão, uma mansão do século XVIII a uma hora de estrada de terra da cidade histórica do Serro, em Minas Gerais. Para o filme, o ator Toumani Kouyaté abriu as portas da comunidade de seus conterrâneos da África subsaariana refugiados em São Paulo, e Rodrigo Siqueira, diretor do documentário “Terra Deu Terra Come”, indicou os caminhos para uma dezena de comunidades quilombolas da região Diamantina, de onde foi arregimentado o elenco da senzala

 

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sábado, 17 de dezembro de 2016 Bastidores, Filmes | 18:51

Julia Rezende termina de filmar “Como é Cruel Viver Assim”

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A diretora Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”, “Ponte Aérea” e “Um Namorado Para Minha Mulher”) acabou de rodar, no Rio de Janeiro, seu quinto filme. “Como É Cruel Viver Assim” conta a história de quatro fracassados em uma narrativa ácida que mistura drama, humor e melancolia. As filmagens do longa, que tem roteiro de Fernando Ceylão, foram realizadas durante cinco semanas, em locações como Nilópolis, Marechal Hermes, Méier e um terreno abandonado no Recreio.

Os protagonistas do quinto filme de Julia Rezende

Os protagonistas do quinto filme de Julia Rezende

Os protagonistas, interpretados por Marcelo Valle, Fabiula Nascimento, Silvio Guindane e Debora Lamm, decidem fazer algo importante e  armam um plano absurdo: sequestrar um milionário. Mas não têm nenhuma experiência com crimes nem noção do que essa operação pode envolver. O elenco também conta com Paulo Miklos, Otávio Augusto e Milhem Cortaz, que fazem um trio de bandidos, além de uma participação especial de Marcius Melhem, no papel de um farmacêutico.

O filme será distribuído pela H2O Films e Universal e tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2017.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2016 Bastidores, Filmes | 19:17

Jeferson De filma “Correndo Atrás”, que tem roteiro de Helio De La Peña

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Estão a todo vapor as gravações de “Correndo Atrás”, novo filme de Jeferson De (“Brodér”), que tem roteiro assinado pelo ex-casseta Helio De La Peña e Ailton Graça, que vai viver seu primeiro protagonista no cinema.

O filme é baseado no livro “Vai na Bola, Glanderson!”, de Helio de La Peña, e conta a história de Ventania, um brasileiro que quer mudar de vida e tenta de tudo para melhorar sua situação.

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A comédia tem elenco quase todo formado por negros, com exceções como Tonico Pereira e Dadá Coelho. Estão no time Lázaro Ramos, Juan Paiva, Teka Romualdo, Rocco Pitanga, Juliana Alves e a dançarina Lellêzinha, do grupo Passinho, estreando no cinema. A direção e produção musical é do rapper BNegão. O lançamento está previsto para 2017, com distribuição da Europa Filmes e o Cineclube tem dois cliques exclusivos.

Na primeira imagem, Aílton Graça (Ventania) e Lázaro Ramos (Jerry) recebem instruções de Jeferson De durante as filmagens. No longa, eles são amigos de infância, mas Jerry vai tentar passar a perna em Ventania durante uma negociação. Na segunda foto, Lázaro faz pose em um intervalo das gravações.

Registro do set de filmagens de "Correndo Atrás"

Registro do set de filmagens de “Correndo Atrás”

 

Lázaro Ramos no set de "Correndo Atrás"

Lázaro Ramos no set de “Correndo Atrás”

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sábado, 17 de setembro de 2016 Filmes, Notícias | 16:30

Netflix lança segunda edição de prêmio que promove cinema independente nacional

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Cena do filme "Califórnia", que concorre ao prêmio Netflix Foto: divulgação

Cena do filme “Califórnia”, que concorre ao prêmio Netflix
Foto: divulgação

A Netflix lançou nesta semana a segunda edição do Prêmio Netflix, que tem como objetivo dar visibilidade à produção independente do cinema brasileiro. São dez filmes finalistas pré-selecionados, e dois desses filmes poderão ser assistidos por mais de 83 milhões de pessoas em mais de 190 países onde a Netflix está presente. Um será escolhido por voto popular e outro por um painel de jurados formado por grandes nomes do cenário cultural brasileiro composto pelos atores Alice Braga e Fabrício Boliveira, os diretores Cesar Charlone e Fernando Andrade, a cineasta Adriana Dutra e os influenciadores Hugo Gloss e Lully de Verdade.

Os filmes que disputam o seu voto, que pode ser registrado aqui, são “Ventos de Agosto”, “Califórnia”, “Obra”, “Levante”, “O Último Cine Drive-In”, “A História da Eternidade”, “Porque Temos Esperança”, “My Name is Now, Elza Soares”, “Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois” e “À Queima-Roupa”.

Os vencedores do Prêmio Netflix 2016, que serão anunciados no dia 5 de outubro,  ganharão um licenciamento global no serviço. Em 2013, o filme vencedor do Prêmio Netflix foi “Apenas o Fim”, de Matheus Souza.

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